Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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26 - SANTUÁRIOS  E  LUGARES SAGRADOS

ÍNDICE:

Abadia
Alcobaça
Basílicas
Caaba
Catedral de Colônia

Catedral de Notre Dame

Catedral de Saint Maurice

Catedral de Ulm
Catedrais

Cidades Sagradas
Convento
Grutas e Cavernas Sagradas

Ilha da Páscoa
Jokhang
Kailas
Khajuraho

Lhasa
Matchu Pitchu
Mesquita
Montes
Mosteiros
Muro das lamentações

Nazca

Olimpo

Pagodes Budistas
Pirâmides

Potala
Rio Ganges
Sinagoga

Stonehenge
Stupa

Taj Mahal
Taktsang
Templos

Varanasi

Vijayanagar

 

Templo (do latim templum, "local sagrado") é uma estrutura arquitetônica dedicada ao serviço religioso. O termo também pode ser usado em sentido figurado. Neste sentido, é o reflexo do mundo divino, a habitação de Deus sobre a terra, o lugar da Presença Real. É o resumo do macrocosmo e também a imagem do microcosmo: 'o corpo é o templo do Espírito Santo' (I, coríntios, 6, 19).

Todos os templos autênticos envolvem um simbolismo cósmico. Podemos citar, como exemplo, o templo edificado por Salomão a Jeová. Ele representava o cosmo e cada objeto ali existente obedecia a uma ordem. O candelabro de 7 braços simbolizando os 7 planetas; a Mesa, a ação de graças por tudo que se realizou na ordem terrestre; sobre a mesa, 12 pães simbolizando os meses do ano: os pães da proposição ou das faces divinas. A pedra fundamental do templo sendo o centro do mundo, ponto onde se comunicam o terrestre e o celeste. Dessa mesma forma, como centro do mundo, encontramos na Índia, em Angkor, em Java, representações do monte Meru, que é, a um só tempo, o eixo e o centro do mundo.

Algumas tradições religiosas dedicam nomes específicos para seus templos:

  • Igreja, Congregação, Casa de oração ou Catedral no caso do Cristianismo e também de religiões como Setianismo e Satanismo.
  • Mesquita no caso do Islão.
  • Pagode no caso do Budismo.
  • Pathi no caso do Ayyavazhi. 
  • Salão do Reino no caso das Testemunhas de Jeová.
  • Sinagoga no caso do Judaísmo.
  • Templos Mórmons, no caso do Mormonismo.
  • Terreiro no caso do Candomblé, Batuque, Xambá e da Umbanda.
  • Casa de Adoração Bahá'í no caso da Fé Bahá'í.
  • Lojas, templos, pronaos escolas iniciáticas (Maçonaria, Rosacruz)

Lugares de prática religiosa:

são espaços, lugares, localidades, acidentes geográficos, construções, monumentos e outros locais privilegiados para a experiência do sagrado, do transcendente.

Muitos destes lugares são destinados ao culto religioso propriamente dito (mesquita, sinagoga, igreja, templo, terreiro, santuário); outros são para a vivência espiritual (mosteiro ou convento); alguns são para a formação religiosa (noviciado, seminário). Há lugares em que a experiência místico-religiosa se dá em um acidente geográfico (rio, monte, lago, gruta). Há também destinos de peregrinação e festividades. Incluem-se ainda nestes lugares de prática religiosa os lugares de culto ou reverência aos mortos (cemitérios, necrópoles, túmulos, catacumbas).

As diversas relgiões privilegiam uma forma ou outras de lugares sagrados e espaços místicos. A arquitetura religiosa é variada, rica e com características que variam conforme os tempos, os lugares e as crenças.

Candomblé

·        Balé

·      Barracão

·      Casa

·      Cazuá

·      Egbe

·      Ilê

·      Inso

·      Kwe

·      Roça

·      Terreiro

 

Cristianismo

·        Basílica

·      Capela

·      Catedral

·      Cripta

·      Igreja

·      Muro das Lamentações

Fé Bahá'í

·        Casa de Adoração Bahá'í

Islamismo

·        Arrábita

·      Caaba

·      Mesquita

·      Minarete ou almádena

·      Mirabe

Judaísmo

·        Templo de Jerusalém

·      Muro das lamentações

·      Sinagoga, esnoga

Religiões orientais

·        Bralha

·      Miau - pagode chinês

·      Pagode

Termos comuns a diversas confissões religiosas

  • Ádito

  • Altar

  • Cemitério

  • Convento

  •  Igreja

  • Mosteiro

  • Santuário

  • Templo

  • Túmulo

Cidades

·        Belém de Judá

·      Carbala

·      Cazimain

·      Cufa

·      Jerusalém

·      Mashhad

·      Meca

·      Medina

·      Najaf

·      Samarra

Arquitetura residencial

·      Casa professa

·      Paço (arquitectura)

·      Paço arquiepiscopal

·      Paço episcopal

·      Residência paroquial

Arquitetura educativa

·       Juniorado

·      Noviciado

·      Postulantado

·      Seminário

·      Seminário maior

·      Seminário menor

Arquitetura funerária

·        Capela mortuária

·      Cemitério

·      Cemitério-jardim

·      Columbário

·      Crematório

·      Dólmen

·      Jazigo

·      Mausoléu

·      Morgue

·      Necrópole

·      Panteão

·      Sepultura

·      Tholos

Acidentes geográficos

·        Calvário

·      Gólgota

·      Monte Sinai

·      Rio Ganges

·      Rio Jordão

 Abaixo uma pequena mostra dos templos, santuários religiosos ...

SANTUÁRIOS ISLÂMICOS

CAABA

A Caaba ou Kaaba (também conhecido como Ka'bah ou Kabah) é uma construção que é reverenciada pelos muçulmanos, na mesquita sagrada de Al Masjid Al-Haramem Meca, e é considerado pelos devotos do islã como o lugar mais sagrado do mundo, localizada nas coordenadas 21°25'21,15"N e 39°49'34,1"E.

A Caaba é uma construção cúbica de 15,24 metros de altura, e é cercada por muros de 10,67 metros e 12,19 metros de altura. Ela está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituída. Em seu interior, encontra-se a Hajar el Aswad ("Pedra Negra"), uma pedra escura, de cerca de 50 centímetros de diâmetro, que é uma das relíquiasmais sagradas do islã. Ela é, provavelmente, o resto de um meteorito.[1]

A Caaba é o centro das peregrinações (hajj) e é para onde o devoto muçulmano volta-se para as suas preces diárias (salat). É o lugar mais sagrado do Islã.

Quando o profeta Maomé repudiou todos os deuses pagãos e proclamou um deus único, Alá, poupou a Caaba e tornou-a de um centro de peregrinação pagã em um centro da nova fé. No período pagão, a Caaba provavelmente simbolizava o sistema solar, abrigando 360 ídolos, sendo assim uma representação zodiacal. O edifício foi restaurado diversas vezes; a construção atual é datada do século VII, substituindo a mais antiga que foi destruída no cerco de Meca em 683.

 

Construção:

Segundo relatos islâmicos, quando Abraão propagou pelo Iraque a crença monoteísta, foi perseguido. Então foi necessário um local simples para ser o ponto de adoração monoteísta. Abraão escolheu Meca por ser geograficamente o centro do mundo. Muçulmanos relatam que a construção da Caaba está descrita no Alcorão e na Bíblia, como segue[2]:

"7 E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.

8 E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR." Gênesis 12, 7,8.

Bem como descrito no Alcorão:

"E quando Abraão e Ismail elevam as fundações da casa, dizendo, Nosso Senhor! aceita de nós (este trabalho). Certamente Tu escutas, és conhecedor." Capítulo 2, vers. 127

Fonte:Wikipedia 

 

MESQUITA

Uma mesquita (em árabe:مسجد) é um local de culto para os seguidores do islã. Os muçulmanos frequentemente referem-se à mesquita utilizando o seu nome em árabe, masjid (plural: masajid). A palavra masjid significa templo ou local de culto e deriva da raiz árabe sajada (raiz s-j-d, "prostrar-se", em alusão às prostrações realizadas durante as orações islâmicas).

A palavra mesquita é usada para se referir a todos os tipos de edifícios dedicados ao culto muçulmano, embora em árabe seja feita uma distinção entre a mesquitas de dimensões menores e as mesquita de maior dimensão, que possuem estruturas sociais. Estas últimas são denominadas como "masjid jami".

O objectivo principal da mesquita é servir como local onde os muçulmanos possam se encontrar para rezar. No entanto, as mesquitas são também conhecidas pela seu papel comunitário e por serem as formas mais expressivas da arquitectura islâmica. Elas evoluíram significativamente desde os espaços ao ar livre que eram a Mesquita Quba e o Masjid al-Nabawi do século VII d.C.. Hoje em dia, a maioria das mesquitas possuem cúpulas, minaretes e salas de oração que podem assumir formas elaboradas. Surgidas na Península Arábica, as mesquitas podem ser encontradas em todos os continentes em que existem comunidades muçulmanas. Não são apenas locais para o culto e a oração, mas também locais onde se pode aprender sobre o islão e conviver com outros crentes.

Etimologia

Na tradição islâmica, existem dois termos para indicar a mesquita: masjid, que em espanhol foi traduzido como mezquita e entrou em todas as línguas europeias, e giâmi’, que é a denominação mais difundida no mundo islâmico. O primeiro nome deriva da raiz sjd cujo significado é prostrar-se e o segundo da raiz gm que significa reunir-se.

História

No Ocidente é frequente pensar-se nas mesquitas como um templo semelhante às igrejas cristãs, um edifício dedicado apenas ao culto de Deus. Na realidade a mesquita é a construção mais complexa do mundo islâmico.

Grandes pátios e torres altas (minaretes) são elementos frequentemente associados com as mesquitas. No entanto, as primeiras mesquitas, que surgiram na Península Arábica eram estruturas muito simples. As mesquitas evoluíram bastante nos séculos que se seguiram, adquirindo as estruturas que lhes são hoje familiares ao mesmo tempo que se adaptaram às várias culturas do mundo.

As primeiras mesquitas

Segundo as crenças islâmicas, a primeira mesquita do mundo é a área em torno da Kaaba em Meca, actualmente na Arábia Saudita. Esta área é hoje conhecida como Masjid al-Haram ou Mesquita Sagrada. Desde 638 o Masjid al-Haram tem sido expandido várias vezes para poder acomodar o número crescente de muçulmanos que vivem na área ou que realizam a peregrinação anual a Meca (Hajj). Para outros, a primeira mesquita foi a Mesquita de Quba em Medina, dado que esta foi a primeira mesquita construída pelo profeta Muhammad. A primeira coisa que Muhammad fez quando se aproximou de Medina foi construir a Mesquita Quba, na qual os muçulmanos acreditam que permaneceu durante três dias antes de entrar na cidade.

 

Alguns dias depois de ter começado o trabalho na mesquita Quba, Muhammad estabeleceu outra mesquita em Medina, conhecida hoje em dia como Masjid al-Nabawi, ou a Mesquita do Profeta. A localização da mesquita foi declarada após a realização no local da primeira oração de Muhammad à sexta-feira. Nesta mesquita seriam desenvolvidas algumas das práticas habituais nas mesquitas atuais, como o adhan, ou seja, a chamada à oração. O Masjid al-Nabawi foi construído com um grande pátio, elemento presente nas mesquitas construídas desde então. Num dos lados do pátio colocava-se Muhammad para pregar. Mais tarde, o profeta do islão adoptou um púlpito com três degraus de modo a servir como plataforma de onde pudesse realizar os seus sermões. Este púlpito é hoje conhecido como mimbar e é comum nas mesquitas actuais.

Hoje em dia, o Masjid al-Haram em Meca, o Masjid al-Nabawi em Medina e a Mesquita de Al Aqsa em Jerusalém são considerados como três locais sagrados do islão.

Difusão e evolução

As mesquitas começaram a ser construídas em outras partes do mundo à medida que o islão se difundiu fora da Arábia. Em 640 o Egipto foi ocupado por muçulmanos árabes e desde então muitas mesquitas têm surgido pelo país. A prova da enorme quantidade de mesquitas pode ser encontrada no facto da capital egípcia, o Cairo, receber o apelido de "cidade com mil minaretes". Algumas mesquitas egípcias estão dotadas de escolas (madrassas) e outras de hospitais.

A primeira mesquita chinesa foi construída no século VIII em Xi´an. A Grande Mesquita de Xi´an, cujo edifício actual data do século XVIII, não possui muitos dos elementos habitualmente associados às mesquitas tradicionais, apresentando em vez disso elementos da arquitectura chinesa. As mesquitas que se situam na região ocidental da China possuem elementos mais comuns aos que se encontram em outras partes do mundo.

Na Índia, as mesquitas difundiram-se durante o período do Império Mogol (séculos XVI e XVII). Os Mogóis desenvolveram uma arquitectura própria plasmada em cúpulas bolbosas, como se pode observar na Jama Masjid de Deli.

As mesquitas surgiram na Turquia no século XI quando os Turcos fixados na região se converteram ao islão. Algumas das mesquitas do Império Otomano eram igrejas ou catedrais do Império Bizantino (Hagia Sophia). Os Otomanos desenvolveram a sua própria arquitectura para a mesquita, com grandes cúpulas centrais, vários minaretes e fachadas abertas. O estilo otomano geralmente incluía colunas trabalhadas e tectos altos no interior, formas que cruzava com elementos tradicionais como o mihrab.

O crescimento recente das mesquitas na Europa está associado ao movimento migratório de populações muçulmanas para o continente. Algumas cidades europeias, como Roma, Londres e Munique possuem mesquitas que apresentam as tradicionais cúpulas e minaretes. Estas mesquitas pretendem agregar as comunidades muçulmanas da região. Espalhados nas cidades grandes e pequenas onde há muçulmanos, existem outros lugares pequenos para oração, que podem conter umas cinquenta pessoas. Eles podem ser quartos ou salões no térreo de um edifício, lugares mais discretos que servem especialmente para a oração do meio-dia, em lugar de estradas e calçadas.

Nos Estados Unidos da América as mesquitas surgiram no começo do século XX. No período que decorreu até 1950 surgiram apenas 2% das actuais mesquitas, enquanto que 87% foram criadas depois de 1970 e 57% depois de 1980.

Estrutura

As mesquitas apresentam uma grande variedade de estilos arquitectónicos e ornamentais. Contudo, é possível identificar uma série de elementos comuns.

Plantas

As primeiras mesquitas seguiram o que se denomina como planta simples ou árabe, tendo se desenvolvido na época dos Omíadas. Com uma planta rectangular ou quadrangular, consistem num edifício sustentado por colunas (sendo por causa disso denominadas como mesquitas hipóstilas) às quais se juntam o número de naves que se entender. Neste modelo existe um grande pátio interior com fontes, encontrando-se o espaço para a oração dividido em três naves.

Nos séculos XI a XIII desenvolveu-se no Irão outro tipo de mesquita, com uma entrada única que permite aceder a um pátio central em cujos lados se encontram salas abobadadas conhecidas como iwans. Um exemplo representativo deste tipo de mesquita é a Grande Mesquita da Sexta-feira em Isfahan.

No século XV e XVI os Otomanos introduziram mesquitas com uma grande cúpula central sobre a sala das orações; em alguns casos surgem outras pequenas cúpulas ao longo do edifício. Nestas mesquitas existem também quatro minaretes esguios.

Minarete

Um elemento comum às mesquitas é o minarete, uma torre alta e delgada geralmente situada num dos cantos da estrutura da mesquita. O minarete é geralmente o ponto mais alto da mesquita e muitas vezes o ponto mais alto na área onde a mesquita se situa. O minarete mais alto do mundo é o da Mesquita Hassan II em Casablanca, Marrocos.

As primeiras mesquitas não eram detentoras de minaretes. Alguns movimentos conservadores do islão, como o Wahhabismo, evitam colocar minaretes nas mesquitas, por considerarem-nos uma forma de ostentação. O primeiro minarete foi construído em 665 em Bassora durante o reinado do califa omíada Muawiyah I. Este califa estimulou a construção de minaretes por influência das torres das igrejas cristãs. Os arquitectos islâmicos copiaram este elemento das igrejas e utilizaram-no com a mesma finalidade: chamar os crentes à oração.

É através do minarete, cuja altura superior às casas que o rodeiam tem a função prática de fazer chegar mais facilmente aos fiéis a voz do muezim que os chama para as cinco orações diárias. Às vezes, numa ou outra oportunidade, os minaretes assumiram também uma função simbólico-política, como a de afirmação da superioridade do Islã sobre as outras religiões.

Em muitos países onde os muçulmanos não constituem a maioria da população, as mesquitas não estão autorizadas a emitir em tom alto a chamada à oração (adhan).

Com o avanço da técnica, ultimamente, estão sendo usados alto-falantes, ainda mais quando a mesquita se encontra no meio de bairros não muçulmanos e os muezins aproveitam desse instrumento para alongar suas orações. Em outros casos, começaram a ser usadas gravações da chamada à oração. Essas inovações são contrárias à tradição muçulmana ou sunnah e os países islâmicos mais rigorosos condenam a prática. No Egito, o uso dos alto-falantes está limitado a dois minutos e proibido na primeira oração do dia.

Nas mesquitas onde não existe o minarete o muezim faz o apelo dentro da mesquita ou no exterior do edifício.

Cúpulas

As cúpulas são igualmente um dos elementos mais associados às mesquitas, estando presente na arquitetura islâmica desde o século VII. As cúpulas, são uma representação do universo visto por Deus, rente ao limbo das cúpulas "acima e externamente ao salão das orações" normalmente é aplicado uma lua crescente com uma estrela, mostrando tratar-se de uma imagem da terra visto além das estrelas fixas. O tamanho das cúpulas aumentou ao longo do tempo, passando de uma pequena área do tecto perto do mihrab a ocupar todo o tecto por cima do salão das orações.

Salão das orações

O salão das orações, também conhecido como musalla, não possui mobiliário. As cadeiras e os bancos estão ausentes do local, de modo a permitir que o maior número de crentes o possam ocupar. Ao contrário de outros locais de culto, as imagens de pessoas, de animais e de figuras religiosas não existem no salão, devido à oposição do islão à representação da figura humana e por se considerar que os muçulmanos devem fixar a sua atenção em Deus.

Do lado oposto à entrada para o salão de orações encontra o muro qibla. Este muro deve estar posicionado numa linha perpendicular à cidade de Meca. Os crentes rezam em filas paralelas à qibla e assim ficam virados em direcção a Meca. Em geral no centro deste muro está o mirhab, um nicho que por vezes é ricamente decorado. Durante a oração da sexta-feira um púlpito ou minbar é colocado perto do mirhab, a partir do qual é dado o sermão (khutba). O minbar é feito de madeira, pedra ou mármore e muitos são portáteis.

Funções religiosas

Orações

Todos os muçulmanos adultos devem realizar o salá (oração pública), cinco vezes por dia, prostrando-se em direcção de Meca. Embora algumas mesquitas mais pequenas, com congregações pequenas, só ofereçam alguns dos serviços de orações, a maioria das mesquitas oferece as cinco orações diárias: antes do nascer do sol, ao meio-dia, na parte da tarde, após o por-do-sol e de noite. Não é necessário rezar nas mesquitas, mas de acordo com um hadith realizar a oração junto com outros muçulmanos é mais piedoso do que rezar sozinho.

A sexta-feira é o dia em que a comunidade islâmica se reúne, na mesquita, ao meio-dia, para a oração. Em seguida, realiza-se o khutbah, isto é, o discurso que não é um simples sermão religioso. Nele aprofundam-se as questões sociais, políticas, morais e tudo o que interessa à comunidade islâmica.

A sexta-feira, portanto, é mais que um dia de descanso, como o sábado dos judeus ou o domingo dos cristãos. É o dia da semana em que a comunidade islâmica que se reúne. Dependendo do país onde se encontre, a sexta-feira pode até ser um dia de trabalho, mas todos fecham os seus negócios pelo menos na hora do khutbah.

A oração funerária, ou salat ul-janazah, é feita na mesquita, para um muçulmano falecido, estando presentes os seus familiares e amigos. Ao contrário das orações diárias, as orações funerárias são de uma maneira geral realizadas no exterior da mesquita, no pátio.

No calendário islâmico existem duas grandes festas ou Eids: Eid ul-Fitr e Eid ul-Adha. Em ambas ocasiões são feitas orações especiais nas mesquitas na parte da manhã. As orações destas festas devem ser feitas em grandes grupos, de modo que as grandes mesquitas acolhem não só os seus visitantes habituais, mas os crentes que frequentam outras mesquitas mais pequenas.

Eventos do mês do Ramadã

O mês mais sagrado do islão, o Ramadão, é observado através de várias práticas. Dado que os muçulmanos praticam o jejum durante o dia durante o Ramadão, as mesquitas celebram uma refeição que quebra o jejum (iftar) entre o momento que decorre após o por-do-sol e a a oração da noite. A comida é fornecida, pelo menos em parte, pelos membros da comunidade. Tendo em conta que a comunidade é fundamental para proporcionar estes jantares, as mesquitas que possuem pequenas congregações não poderão oferecer estas refeições de uma maneira diária. Nestas ocasiões, as mesquitas convidam muitas vezes os pobres a comer, acto considerado como uma forma honrosa de piedade no mês do Ramadã.

Caridade

O terceiro dos "Cinco pilares do Islão" estabelece que cada muçulmano devem dar aproximadamente 2,5% dos seus rendimentos (zakat). Uma vez que as mesquitas constituem o centro das comunidades muçulmanas, elas são o local onde os muçulmanos vão para doar o zakat ou para recolhê-lo. Antes da festa de Eid ul-Fitr as mesquitas também recolhem um zakat especial que serve para ajudar os muçulmanos mais pobres a participar nas orações e celebrações associadas à festa.

Funções sociais

Educação

Uma das funções mais comuns das mesquitas é abrigar instituições educativas. Algumas mesquitas, especialmente aquelas que se situam em países onde não existem escolas islâmicas financiadas pelo estado, possuem escolas a tempo inteiro que ensinam aspectos da religião islâmica, assim como aspectos do ensino geral. Estas escolas a tempo inteiro têm em geral estudantes do ensino primário e médio. A maioria das mesquitas possuem também escolas a tempo parcial, que funcionam à noite ou ao fim-de-semana. Este último tipo de aulas estão orientadas basicamente para o ensino de aspectos da religião islâmica a todas as classes etárias; nos países onde o islão não é a religião da maioria da população ensina-se o árabe e realizam-se leituras do Alcorão.

Nos Estados Unidos e na Europa é também possível encontrar aulas dirigidas a pessoas que se converteram recentemente ao islão cujo objetivo é ensinar pontos básicos da religião. As mesquitas também poderão fornecer aulas sobre a jurisprudência islâmica.

Papel político

Na história muçulmana, quase todas as revoluções e levantes populares começaram após esses discursos na mesquita.

A Jihâd que, normalmente é traduzida como guerra santa contra os infiéis, num sentido mais literal significa guerra no caminho de Alá, e obriga todo o fiel a defender a sua comunidade e o que ficou decidido e proclamado no khutbah.

Devido a esses possíveis desdobramentos políticos, nos países onde o governo não é muçulmano ou, embora muçulmano, não é fundamentalista, agentes especiais são enviados para observar e vigiar, nessa momento, as mais importantes mesquitas do país.

Em outros lugares, onde a ligação do governo com Islã é mais estrita, o texto do khutbah deve ser apresentado às autoridades civis, e ter a sua aprovação, antes de ser lido. Nas mesquitas financiadas pela Arábia Saudita (maioria nos países europeus), os imãs ou chefes das mesmas são impostos pela monarquia saudita, razão pela qual ela tem total controle sobre essas mesquitas.

Influência da Arábia Saudita

As mesquitas são geralmente mantidas com os recursos (esmolas) dos fiéis de cada comunidade onde se inscrevem. As do mundo ocidental são financiadas, em sua maioria, pela Arábia Saudita que adquire desse modo o direito de impor-lhes os seus imãs e a sua ideologia. A Arábia Saudita segue uma corrente religiosa conhecida como Wahhabismo.

Embora o movimento saudita de promoção da sua forma de islão remonte aos anos 60, foi só no começo dos anos 80, após a revolução islâmica no Irão, que o governo saudita começou a financiar a construção de mesquitas por todo o mundo. Estima-se que este governo tenha gasto cerca de quarenta e cinco milhões de dólares em doações para a construção de mesquitas e escolas islâmicas. O jornal saudita Ain al-Yaqeen publicou em 2002 uma notícia que dava conta da construção de cerca de 1500 mesquitas e 2000 centros islâmicos em países onde os muçulmanos não são a maioria da população.

Normas

Uma vez inaugurada, a mesquita torna-se um espaço sagrado que supera o fato de ser simplesmente um lugar religioso porque, sendo sagrado, deve ser respeitado e venerado e, portanto, somente a comunidade decide quem pode ser admitido dentro desse espaço e quem não pode, porque sua presença o profanaria.

Vestuário

Segundo o islão, os muçulmanos devem vestir-se de forma modesta. Em consequência, embora muitas mesquitas não forcem explicitamente regras, homens e mulheres devem ter em mente estarem vestidos de forma modesta quando frequentem a mesquita. Os homens devem visitar a mesquita com roupas largas que não revelem as formas do corpo. As mulheres também devem seguir o mesmo padrão, com blusas e calças que cubram os pulsos e tornozelos. Muitas mesquitas também pedem às mulheres não muçulmanas para que coloquem um lenço de acordo com o conceito de "hijab".

Segregação dos gêneros

A lei islâmica (charia) estabelece que os homens e as mulheres devem ocupar posições separadas no salão das orações; mais especificamente, as mulheres devem ficar atrás dos homens. O profeta Muhammad considerava que as mulheres deveriam rezar em casa e de acordo com um hadith, ele teria afirmado que a "a melhor mesquita para as mulheres é a parte interior das suas casas". O califa Omar foi ao ponto de proibir as mulheres de frequentarem a mesquita e determinou que elas deveriam rezar em casa.

Hoje em dia muitas mesquitas determinam como local reservado às mulheres um quarto separado ou uma área atrás de uma cortina, onde elas não podem ver o imam. As mesquitas no sul e sudeste da Ásia colocam homens e mulheres em salas separadas. Em cerca de dois terços das mesquitas dos Estados Unidos as mulheres rezam atrás de cortinas ou em áreas separadas, não no salão principal; algumas mesquitas não admitem sequer a presença de mulheres. Cerca de um quarto das mesquitas não oferecem programas dedicados às mulheres e um terço não as admitem nos órgãos de gestão.

Mesquitas no Brasil

Existem mesquitas espalhadas nas principais cidades do país, localizadas geralmente nos pontos de maior concentração de árabes.

·         Mesquita Abu Bakr (do árabe: مسجد أبو بكر), localizada em Porto Alegre;

·         Liga da Juventude Islâmica do Brasil, no bairro do Pari, na cidade de São Paulo;

·         Centro Islâmico de Campinas, no estado de São Paulo;

·         Centro Islâmico e Mesquita de Jundiaí, no estado de São Paulo;

·         Sociedade Beneficente Muçulmana de Uruguaiana, Rio Grande do Sul;

·         Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro, localizada no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipedia

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BASÍLICA: SANTUÁRIOS CATÓLICOS

BASÍLICA DE SÃO PEDRO

A Basílica de São Pedro (em latim Basilica Sancti Petri, em italiano Basilica di San Pietro) é uma basílica no Estado do Vaticano, tratando-se da maior das igrejas do cristianismo e um dos locais cristãos mais visitados.[1][2][3] Cobre um área de 23000 m² ou 2,3 hectares (5.7 acres) e pode albergar mais de 60 mil devotos (mais de cem vezes a população do Vaticano). É o edifício com o interior mais proeminente do Vaticano, sendo sua cúpula uma característica dominante do horizonte de Roma, sendo adornada com 340 estátuas de santos, mártires e anjos[4]. Situada na Praça de São Pedro, sua construção recebeu contribuições de alguns dos maiores artistas da história da humanidade, tais como Bramante, Michelangelo, Rafael e Bernini.

 

Foi provado que sob o altar da basílica está enterrado São Pedro[5] (de onde provém o nome da basílica) um dos doze apóstolos de Jesus e o primeiro Papa e, portanto, o primeiro na linha da sucessão papal. Por esta razão, muitos Papas, começando com os primeiros, têm sido enterrados neste local.[6] Sempre existiu um templo dedicado a São Pedro em seu túmulo, inicialmente extremamente simples, com o passar do tempo, os devotos foram aumentando o santuário, culminando na atual basílica. A construção do atual edíficio sobre o antigo começou em 18 de abril de 1506 e foi concluído em 18 de novembro de 1626,[7] sendo consagrada imediatamente pelo Papa Urbano VIII. A basílica é um famoso local de peregrinação, por suas funções litúrgicas e associações históricas. Como trabalho de arquitetura, é considerado o maior edifício de seu período artístico.

 

A Basílica de São Pedro é uma das quatro basílicas patriarcais de Roma, sendo as outras a Basílica de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros. Contrariamente à crença popular, São Pedro não é uma catedral, uma vez que não é a sede de um bispo. Embora a Basílica de São Pedro não seja a sede oficial do Papado (que fica na Basílica de São João de Latrão), certamente é a principal igreja que conta com a participação do Papa, pois a maioria das cerimônias papais são realizadas na Basílica de São Pedro devido à sua dimensão, à proximidade com a residência do Papa, e a localização privilegiada no Vaticano.

 

Túmulo de São Pedro

 

Depois da crucificação de Jesus, no segundo trimestre do primeiro século da era cristã, está registado no livro bíblico de Atos dos Apóstolos que um de seus doze discípulos, conhecido como Simão Pedro, um pescador da Galileia, assumiu a liderança entre os seguidores de Jesus e foi de grande importância na fundação da Igreja Cristã.

 

O nome é Pedro "Petrus" em latim e "Petros", em grego, decorrente de "Petra", que significa "pedra" ou "rocha" em grego. Pedro depois de um ministério com cerca de trinta anos, viajou para Roma e evangelizou grande parte da população romana. Pedro foi executado no ano 64 d.C durante o reinado do imperador romano Nero, sendo crucificado de cabeça para baixo à seu próprio pedido, perto do Obelisco no Circo de Nero.

 

Os restos mortais de São Pedro foram enterrados fora do Circo, na Colina do Vaticano, a menos de 150 metros (490 pés) a partir do seu local de morte. Seu túmulo foi inicialmente marcado apenas com uma pedra vermelha, símbolo de seu nome, mas sem sentido para os não-cristãos. Um santuário foi construído neste local alguns anos mais tarde. Quase trezentos anos depois, A antiga Basílica de São Pedro foi construída ao longo deste sítio.

 

A partir dos anos 1950 intensificaram-se as escavações no subsolo da basílica, após extenuantes e cuidadosos trabalhos, inclusive com remoção de toneladas de terra que datava do corte da Colina Vaticana para a terraplanagem da construção da primeira basílica na época de Constantino, a equipe chefiada pela arqueóloga italiana Margherita Guarducci encontrou o que seria uma necrópole atribuída a São Pedro, inclusive uma parede repleta de grafitos com a expressão Petrós Ení, que, em grego, significa "Pedro está aqui".

 

Também foram encontrados, em um nicho, fragmentos de ossos de um homem robusto e idoso, entre 60-70 anos, envoltos em restos de tecido púrpura com fios de ouro que se acredita, com muita probabilidade, serem de São Pedro. A data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas feito pela arqueóloga, seria 13 de outubro de 64 d.C. e não 29 de junho, data em que se comemorava o traslado dos restos mortais de São Pedro e São Paulo para a estada dos mesmos nas Catacumbas de São Sebastião durante a perseguição do imperador romano Valeriano em 257.

 

Antiga Basílica de São Pedro

 

O Imperador Constantino entre 326 e 333 d.C. ordenou a construção da "Antiga" Basilica de São Pedro, sobre o templo simples dedicado ao apóstolo, desta basílica nada restou atualmente, porém ela pode ser quase totalmente reconstruída por descobertas arqueológicas, descrições de peregrinos e desenhos antigos. Como em quase todas as igrejas da antiguidade, seguiu-se o modelo da basílica cívica romana: um salão retangular, dividido em nave central e naves laterais, que oferecia espaço bastante para a congregação dos fiéis. As cerimônias no altar eram realizadas na abside ao final da nave central, bem visíveis a todos. Havia transeptos, uma abside na extremidade ocidental, um grande átrio. Um afresco do século XVI na igreja de San Martino ai Monti nos dá uma idéia aproximada da aparência interior, com seu teto em madeira, mas ignoramos tudo sobre estátuas ou pinturas.

 

A basílica atual, com estrutura renascentista e barroca, foi erguida sobre a antiga, o que exigiu que o edifício fosse orientado para oeste, mas também que a necrópole antiga fosse aterrada, sendo construídas muralhas de suporte para criar uma enorme base que servisse como alicerce. Na plataforma, construiu-se então a basílica, com nave central e quatro naves laterais, ricamente adornada com afrescos e mosaicos e um grande átrio dianteiro, com colunas. Muitas vezes alterado e restaurado, o edifício de Constantino, conhecido como velha igreja de São Pedro, sobreviveu até o início do século XVI.

 

 

 

Idade Média

 

Durante o exílio dos papas em Avignon, de 1309 a 1377, ficou muito deteriorada e perdeu-se grande parte de sua magnificência. O desejo de uma igreja de grandiosidade apropriada para servir à cristandade, assim como a transferência da residência papal para o Vaticano, fez nascer planos de uma igreja nova. Sob o papado de Nicolau V (pontificado de 1447 a 1455) os trabalhos tiveram início num coro novo e no transepto, mas foram logo abandonados por falta de recursos.

 

Século XVI

No pontificado de Júlio II (1503 a 1513) decidiu-se afinal derrubar a igreja velha e em 18 de abril de 1506 Bramante recebeu o encargo de desenhar a nova basílica. Seus planos eram de um edifício centralmente planificado, com um domo colocado sobre o centro de uma cruz grega (com braços de idêntico tamanho), forma que correspondia aos ideais da Renascença por copiar a de um mausoléu da antiguidade. Uma sucessão de papas e arquitetos nos 120 anos seguintes participariam da construção que culminou no edifício atual. Iniciada por Júlio II, continuando nos pontificados do Papa Leão X (1513-1521), Papa Adriano VI (1522-1523).

 

Papa Clemente VII (1523-1534), Papa Paulo III (1534-1549), Papa Júlio III (1550-1555) , Papa Marcelo II (1555), Paulo IV (1555-1559), Papa Pio IV (1559-1565), Papa Pio V (santo) (1565-1572), Papa Gregório XIII (1572-1585), Papa Sisto V (1585-1590), Papa Urbano VII (1590), Papa Gregório XIV (1590-1591), Papa Inocêncio IX (1591), Papa Clemente VIII (1592-1605), Papa Leão XI (1605), Papa Paulo V (1605-1621), Papa Gregório XV (1621-1623), Papa Urbano VIII (1623-1644) e Papa Inocêncio X (1644-1655).

 

Renascença

Em 1517 o Papa Leão X ofereceu indulgências para aqueles que dessem esmolas para ajudar na reconstrução da Basílica de São Pedro.[8] O agressivo marketing de Johann Tetzel em promover esta causa provocou Martinho Lutero a escrever suas 95 Teses (Tetzel seria inclusive punido por Leão X por seus sermões, que ia muito além ensinamentos reais sobre as indulgências). Embora Lutero não negasse o direito do Papa ou da Igreja de conceder perdões e penitências,[9] exigia a correção de abusos na prática.

 

Um século mais tarde o edifício ainda não estava completado. A Bramante sucederam, como arquitetos, Rafael, Fra Giocondo, Giuliano da Sangallo, Baldassare Peruzzi, Antonio da Sangallo. O Papa Paulo III (pontificado de 1534-1549) em 1546 entregou a direção dos trabalhos a Michelangelo. Este, aos 72 anos, deixou-se fascinar pela cúpula, concentrando nela os seus esforços, mas não conseguiu completá-la antes de sua morte em 1564.

 

O zimbório é visível de toda a cidade de Roma, dominando seus céus e tem diâmetro de 42 m, ligeiramente menor ao domo do Panteão, mas é mais imponente por ser muito mais alto, com 132,5 m. Graças a seus planos e a um modelo em madeira, seu sucessor, Giacomo della Porta, foi capaz de terminá-la com ligeiras modificações. O modelo segue o da famosa cúpula que Brunelleschi ergueu na catedral de Florença e cria impressão de grande imponência. A diferença é que, ao contrário do que Michelangelo planejou, não se trata de uma cúpula semicircular mas afunilada, criando um movimento de impulso para cima até culminar na lanterna cujas janelas, inseridas em fendas entre duas colunas, deixam a luz inundar o interior. Terminada em 1590, ainda é uma das maravilhas da arquitetura ocidental. Vignola, Pirro Ligorio, Giacomo della Porta continuaram os trabalhos na basílica.

 

Conclusão das Obras

Mudanças na liturgia, introduzidas pelo Concílio de Trento, fizeram necessárias outras mudanças sob o pontificado do Papa Paulo V (1605 a 1621), que encarregou Carlo Maderno de aumentar para o leste o edifício, aumentando a nave e criando assim uma cruz latina. Completou também em 1614 a famosa fachada.

 

Em 1629, Gian Lorenzo Bernini, agora o arquiteto principal, começou a construir as torres sineiras na fachada, que ruíram por deficiências estruturais. Trinta anos mais tarde Bernini redesenharia a Praça de São Pedro, mudando alguns aspectos do domo de Michelangelo e, sobretudo, unificando todos os edifícios em um conjunto harmonioso.

 

Giacomo della Porta e Fontana concluiu a cúpula em 1590 durante o pontificado do Papa Sisto V. O papa que o sucedeu financiou a colocação das inscrições em honra a Sisto V na entrada da basílica. O Papa Clemente VIII liderou a colocação da cruz latina na cúpula, evento acompanhado pelo soar dos sinos de toda a cidade de Roma. Segundo a tradição, nesta cruz estão contidas partes da Vera Cruz e relíquias de Santo André.

 

Já em meados do século XVIII, rachaduras apareceram na cúpula e os arquitetos empenhados na construção do restante da basílica tiveram de se concentrar no domo e planejaram a colocação de anéis de ferro na obra prima de Michelangelo.

Na cúpula jaz a inscrição:

 

S. Petri pp sixtvs gloriae. V. A. m. d. xc. Pontif. V. (Para a glória de São Pedro; Sisto V, Papa, no ano de 1590 e quinto ano do seu pontificado.)

Os trabalhos terminaram oficialmente quando se acrescentou uma sacristia, sob o pontificado do Papa Pio VI (1775-1799).

 

Obras-primas

Algumas obras-primas da Basílica de São Pedro:

·        O pórtico, a porta de bronze, século XV. A Porta Santa.

·        A estátua em bronze de São Pedro por Arnolfo di Cambio.

·        O túmulo do papa Urbano VIII por Bernini.

·        O baldaquino e a cadeira de Pedro (Cathedra Petri) por Gian Lorenzo Bernini.

·        A Capela do Sacramento,

·        O túmulo do papa Inocêncio VIII, de 1498, por Antonio Pollaiuolo.

·        A entrada do túmulo de São Pedro.

·        A sacristia e a nova sacristia.

·        Museu do Tesouro de São Pedro, ou Museo del Tesoro di S. Pietro

·        A imagem de São Longuinho por Bernini.

·        A Pietà, por Michelangelo.

·        A Cúpula de São Pedro, projetada por Michelangelo, com 39.000 toneladas, 42 metros de diâmetro, e a mais elevada parte do Vaticano.

·        Fonte dos Quatro Rios

 

 

Praça de São Pedro

Localizada a leste da Basílica de São Pedro, a Piazza di San Pietro foi construído pelo próprio Bernini entre 1656 e 1667. Bernini concluiu a fachada atual da basílica que situa-se diretamente a frente da praça. No centro da praça, Domenico Fontana ergueu o Obelisco do Vaticano, como é chamado atualmente, anteriormente situado no Circo de Nero e de 40 metros de altura. Fontana planejou a colocação do obelisco sob as ordens do Papa Sisto V. O episódio da colocação teve lugar em 28 de setembro de 1586 e quase terminou em tragédia devido ao peso do obelisco.

 

Referências

1.   James Lees-Milne descreveu a Basílica de São Pedro como "a church with a unique position in the Christian world" (a maior igreja com uma posição única no mundo do cristianismo) em Lees-Milne 1967, p. 12.

2.   Banister Fletcher, um renomado historiador arquitectónico chama-lhe de "…The greatest of all churches of Christendom" (A maior de todas as igrejas da cristandade) em Fletcher 1996, p. 719.

3.    "The greatest church in Christendom", (a maior igreja do cristianismo) Roma 2000

4.    Por Dentro Do Vaticano (título original: Inside the Vatican). Estados Unidos. 2002. National Geographic Documentary.

5.   Desde a Reforma, duvidou-se se São Pedro havia sido martirizado realmente em Roma e seus restos mortais estavam nesta Basílica, porém atualmente os historiadores concordam que São Pedro foi de fato martirizado em Roma e após uma minuciosa e meticulosa investigação nos anos 1950, o Papa Pio XII na enciclícia "Domenico Cardinale Tardini" (pág.:76), confirmou que haviam sido achados os ossos do mártir.

6.    Reardon, Wendy J. 2004. The Deaths of the Popes. Macfarland & Company, Inc. Pág.: 23-26. ISBN 0-7864-1527-4

7.    Baumgarten 1913

8.    Enrico dal Covolo: The Historical Origin of Indulgences

9.   Certum est, nummo in cistam tinniente augeri questum et avariciam posse: suffragium autem ecclesie est in arbitrio dei solius (Tese 28).

Fonte: Wikipedia 

 

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BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR - ROMA

A Basílica de Santa Maria Maior (em italiano Basilica di Santa Maria Maggiore), também conhecida como Basílica de Nossa Senhora das Neves, ou Basílica Liberiana, é uma das basílicas patriarcais de Roma.

Foi construída entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III, e dedicada ao culto de Maria, Mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade acabara de ser declarado pelo Concílio de Éfeso (431).

Entretanto, a data da fundação da basílica remete ao pontificado do Papa Libério (352-366).

 

Fonte:Wikipédia

 

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BASÍLICA DE SÃO JOÃO DE LATRÃO

A Basílica de São João de Latrão (em italiano: San Giovanni in Laterano), localizada na praça de mesmo nome em Romaé a Catedral do Bispo de Roma: o Papa. Seu nome oficial é Archibasilica Sanctissimi Salvatoris (Arquibasílica do Santíssimo Salvador) e é considerada a "mãe" de todas as igrejas do mundo. É uma das quatro basílicas patriarcais.

Como catedral da Diocese de Roma, contém o trono papal (Cathedra Romana), o que a coloca acima de todas as igrejas do mundo, inclusive da Basílica de São Pedro. Tem o título honorífico de Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput (Mãe e Cabeça de todas as Igrejas de Roma e do Mundo).

É uma das quatro basílicas patriarcais de Roma. As três outras, também caracterizadas com uma Porta Santa e um Altar Papal, são:

·         a Basílica Vaticana, que manifesta a igreja apostólica fundada sobre o apóstolo Pedro;

·         a Basílica Ostiense, que manifesta a igreja católica fundada sobre a missão de Paulo;

·         a Basílica Liberiana, ou Mariana que manifesta a igreja santa gerada com Cristo de Maria.

História

O local onde se encontra a Basílica de São João de Latrão foi ocupado durante o Império Romano pelos gens Lateranos. Os Lateranos serviram como administradores para diversos imperadores; Sexto Laterano foi o primeiro plebeu a ser designado Cônsul. Um dos Lateranos, também designado Cônsul, Pláucio Laterano, ficou famoso por ter sido acusado por Nero de conspiração contra o imperador: acusação que resultou em confisco e distribuição de suas propriedades por volta do ano 60 d.C.

Juvenal menciona o palácio, e fala que era dotado de alguma magnificência, regiæ ædes Lateranorum. Algum resquício das construções originais ainda resistem nos muros da cidade exteriormente à Porta de São João e um largo corredor, decorado com pinturas, foram descobertos no século XVIII junto à Basílica, atrás da Capela Lancellotti. Outros traços, menos significantes, apareceram durante escavações feitas em 1880, quando obras de ampliação estavam em andamento.

No ano de 161, Marco Aurélio construiu ali um palácio. Em 226, Sétimo Severo devolveu uma parte das propriedades dos Lateranos. Não se sabe se incluiu o palácio. Sabe-se que o Palácio Laterano encontrava-se em posse do Imperador Constantino I enquanto casado com sua segunda esposa, Fausta, irmã de Magêncio. Ficou conhecido na época como "Domus Faustae", ou "Casa de Fausta," e, posteriormente foi doado ao Bispo de Roma por Constantino. A data precisa da doação é desconhecida, mas os estudiosos acreditam que tenha sido durante o pontificado do Papa Melquíades, em tempo de hospedar um sínodo dos bispos em 313, realizado com o intuito de combater o Donatismo.

Tempo de Constantino

A Basílica foi fundada por Constantino, o primeiro imperador cristão, para ser a principal igreja de Roma, era a única dentre as três grandes basílicas construídas que se encontrava no interior dos muros que cercavam a cidade e por isto serviu de catedral. A Basílica de São Pedro e a Basílica de São Paulo Extramuros situavam-se sobre os túmulos dos apóstolos, do lado externo da muralha.

A dedicação oficial do Palácio Laterano e Basílica foi presidida pelo Papa Silvestre I em 324, declarando ambos Domus Dei ou "Casa de Deus". Inicialmente dedicada ao Salvador, Basilica Salvatoris, posteriormente dedicada também a São João Batista e São João Evangelista.

Da Idade Média ao início da Idade Moderna

Seu nome moderno data do século VII quando o Papa Gregório I, o Grande, (pontificado de 590 a 604), a colocou sob a proteção de São João Batista. Desta igreja medieval subsistem o importante claustro, do século XIII, e algumas partes da igreja. Durante a Idade Média, foram realizados cinco grandes concílios ecumênicos na Basílica de São João de Latrão, conhecidos como os Concílios de Latrão.

Sua modificação mais importante data de 1650, quando o papa Inocêncio X (pontificado de 1644 a 1655) chamou Francesco Borromini, que transformou a basílica de quatro naves laterais em uma igreja barroca. Entre 1733 e 1736, Alessandro Galilei acrescentou a fachada monumental e em 1886 o papa Leão XIII (pontificado 1878-1903) mandou alargar o coro.

A fachada de Galilei, acima do vestíbulo, marca o apogeu do barroco em Roma. Altas pilastras e colunas dividem a parede em cinco seções, com uma central. Uma balaustrada adorna o ático, com imagens dos santos. Atrás da fachada principal há um segundo paredão, na forma de colunata com dois andares e projetando-se um pouco para a frente acima da entrada principal de modo a criar um balcão para as bençãos papais.

A Edificação do Complexo Laterano

A antiguidade da Basílica e do Complexo Laterano pode ser medida pelo antigo Baptisterium; pelos restos do palácio medieval papal com a Scala Santa e a Capela Sancta Santorum; pelo Triclínio de São Leão e pelo Obelisco Laterano.

A Basílica

Até 1309, ao lado da Basílica se situava a residência do Papa, cujo resquício ainda é visível na Capela Sancta Sanctorum e na Scala Santa. Todos os papas foram nela entronizados até o Século XIX. Ao seu lado situa-se o Palácio Laterano.

Na fachada norte se vê a chamada «loggia da bênção». O arquiteto Domenico Fontana já construira um vestíbulo diante do transepto norte da Praça de São João de Latrão (piazza di S. Giovanni in Laterano) em 1586-1598, encomendada pelo papa Sisto V. É uma estrutura com dois andares e pinturas internas e dela o papa dava sua bênção tradicional no dia da Ascensão. Dentro do vestíbulo, há uma estátua de bronze do rei Henrique IV de França feita por Nicolas Cordier em 1608. Como o rei fez generosas doações ao capítulo, todos os chefes de Estado da França desde então são cônegos honorários da basílica.

O interior da antiga basílica — o imperador Constantino adornou a antiga basílica monumental com ouro, prata, mosaicos. Tratava-se de uma basílica tradicional com quatro naves com colunas, transeptos e ábside. Em toda a largura, havia uma espécie de átrio (atrium) quase quadrado para servir como local de meditação e purificação. Quinze colunas de mármore da Numídia separavam a ampla nave central das laterais, e cada amplo arco tinha 4 m. de largura. Um arco triunfal em altas pilastras marcava o limite entre a nave e o transepto com o altar no centro. Na ábside, atrás, ficava a cadeira papal, elevada. As naves não eram abobadadas, e as traves de madeira do teto ficavam expostas como se deduz ao ver o afresco em S. Martino ai Monti, que mostra o interior da velha basílica.

Ao redesenhar a igreja em 1650, Borromini recebeu ordem do papa para criar uma igreja moderna, mas manter-se tanto quanto possível fiel à antiga estrutura de Constantino. Reduziu as 14 arcadas da nave central a cinco apenas, colocadas entre altos pilares enquadrados por pilastras colossais, e inserindo janelas acima delas. Nas paredes entre os pilares colocou nichos emoldurados por colunas, e enormes estátuas dos Apóstolos foram ali colocadas entre 1703 e 1719 graças a doadores generosos. Os nichos são coroados por relevos em estuque que mostram cenas do Antigo e do Novo Testamento, e medalhões pintados com retratos dos profetas. Comparados com as delicadas estruturas do apogeu do Barroco, quase todas em estuque branco, os tetos em madeira executados durante o pontificado do papa Pio IV (1559-1565), mantidos por ordem do papa Inocêncio X, dão impressão de pesados, maciços. Borromini também acrescentou capelas às naves laterais, e ao contrário da velha basílica longitudinal, a atual parece mais ampla, mais larga.

Um dos trabalhos mais importantes é o altar papal, no qual apenas o papa pode celebrar a Eucaristia. Contém a ara em madeira do altar onde, segundo a tradição, os primeiros bispos de Roma celebravam missa. Acima, ergue-se o tabernáculo, adornado com afrescos e esculturas. Pode ter sido desenhado por Giovanni di Stefano, de Siena, entre 1367 e 1370, mas foi muito restaurado em 1851. As flores-de-lis são referência ao patrono, rei Carlos V de França. Na parte superior vêem-se bustos de S. Pedro e S. Paulo, de prata dourada, os quais, na Idade Média, se acreditava conterem as próprias cabeças dos Apóstolos. Na confessio, abaixo do altar, está o túmulo do papa Martinho V (pontificado de 1417 a 1431) feito por Simone di Giovanni Ghini cerca do ano 1443. Nesta igreja, em 1417, Martinho V deu por findo o Grande Cisma.

O Claustro

Entre a basílica e o Muralha Aureliana havia, em períodos anteriores, um grande mosteiro, no qual habitava uma comunidade de monges da Ordem de São Bento que servia à igreja. Este mosteiro era o maior de Roma, com seus 36 metros na lateral. A única parte que restou desta edificação foi o claustro, circundado por graciosas colunas de mármore marchetado. Estas são de um período intermediário entre o Romanesco e o Gótico: obra do estilo cosmatesco dos Vassaletto, célebre família de marmoristas romanos, datados do início do Século XIII.

O Baptisterium

 

O Batistério Octogonal de Latrão é, provavelmente, o mais antigo do cristianismo, considerado o protótipo dos batistérios. Muitíssimo bem preservado, registra, como um calendário, as intervenções ao longo dos séculos. Fica no lado meridional da basílica.

Foi construído com forma de rotunda, possivelmente sobre uma base mais antiga ou um nympheum do antigo palácio, por volta de 313 ou 315 por Constantino, que teria sido ali batizado. A forma octogonal com a fonte no centro foi criada em 432, quando o papa Sisto III substituiu o edifício de Constantino pela nova estrutura. Apresenta ainda restos de antigos mosaicos e colunatas de pórfiro egípcias.

Sua entrada é notável, e o rico entalhe dos capitéis, bases e entablamentos do período Flaviano (Século I). A parte superior descansa sobre uma arquitrave sobre pilares de pórfiro, com uma inscrição que louva o batismo. No século XVI, criou-se um círculo de colunas menores na arquitrave o que fez levantar a galeria.

Um portal de bronze da época do Papa Hilário (Século V) é um dos últimos remanescentes da antiguidade romana.

O interior se deve muito ao redesenho barroco feito por Andrea Sacchi e seus alunos no século XVII, decorando as paredes com afrescos que mostram a vida de Constantino, e a lanterna foi decorada com cenas da vida de São João Batista. A pia batismal, de basalto verde, da antiguidade clássica, recebeu uma orla de bronze dourado por Ciro Ferri em 1677. As capelas laterais, dedicadas a Santa Rufina, São Venâncio e dois São João, datam dos séculos V a VII. A porta de bronze da Cappella del Battista é mesmo proveniente da Antiguidade. Os tetos da capela de São João Batista são decorados com mosaicos do século V, tendo no centro o Cordeiro de Deus e ao redor uma guirlanda que mostra as estações do ano, com espigas de milho, rosas, lilases, azeitonas e folhas de vinha e, ao redor, vasos de flor entre pares de pássaros.

O Palácio Laterano

Scala Santa

A Scala Santa ou Escada Santa, significa na tradição católica a escada usada por Jesus para entrar na sala de seu interrogatório com Poncio Pilatos antes da crucificação. A Scala Santa di Roma, está em um celebre edifício vizinho a Basílica de São João de Latrão ou San Giovani Latereno. Afirma-se que foi trazida a Roma por Santa Helena, mãe de Constantino no ano de 326 d.C.

Obelisco Laterano

O Obelisco Laterano é o maior obelisco de Roma: tem 32,18 m de altura (com o embasamento e a cruz, 45,70 m). Erigido, atualmente, na praça São João de Latrão, este obelisco foi construído na época dos faraós Tutmósis III e Tutmósis IV (Século XV a.C.). É proveniente do templo de Amon em Tebas (Egipto). Foi transportado para Roma pelo imperador Constantino II em 357 e colocado no Circo Máximo, onde já se encontrava o Obelisco Flamínio. Refundido em três partes, em 1587, com o obelisco Flamínio, foi erigido novamente em sua atual posição, em 1588, sob a supervisão do arquiteto Domenico Fontana, por solicitação do Papa Sisto V.

Fonte: Wikipedia 

 

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BASÍLICA DE NOSSA SENHORA APARECIDA - BRASIL 

A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, fica localizada na cidade de Aparecida, no interior do Estado de São Paulo, Brasil. É o terceiro maior templo católico do mundo. Foi inaugurada em 4 de julho de 1980, quando João Paulo II visitou o Brasil pela primeira vez. Em outra de suas visitas, passando por Aparecida, abençoou o Santuário e, em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, elevou a Nova Basílica a Santuário Nacional. Localiza-se no centro da cidade, tendo como acesso a "Passarela da Fé", que liga a basílica atual com a antiga, ambas visitadas por romeiros.

 

A idéia de uma nova igreja:

Em meados da década de 1940, os missionários da Congregação do Santíssimo Redentor, conhecidos por redentoristas, perceberam a necessidade de se erigir um novo templo para veneração e devoção do povo para com Nossa Senhora da Conceição Aparecida: era preciso um espaço mais amplo, que comportasse mais pessoas. Dessa necessidade, surgiu a idéia de se construir não uma qualquer igreja maior, mas uma basílica.

Benedito Calixto foi o arquiteto contratado para a elaboração do projeto, que foi pedido em forma de cruz grega. Em 1945, o então cardeal de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconselos Motta levou ao Vaticano o projeto da, então, futura basílica, que foi julgado como brilhante pela comissão examinadora.

Fonte:Wikipédia

 

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SANTUÁRIOS DO JUDAÍSMO

SINAGOGA

Sinagoga (do grego συναγωγή, propriamente “juntança”; composto de σύν “com, junto” e γω “conduzir”) é o local de culto da religião judaica, sendo desprovido de imagens religiosas ou de peças de altar e tendo como o seu objeto central a Arca da Torá. O serviço religioso da sinagoga é feito todos os dias, sendo alguns envolvendo leituras da Torá, a peça central da sinagoga, cujos rolos são retirados da Arca (Aaron haKodesh) e transportados até o púlpito (Bimá).

Em língua hebraica a sinagoga recebe o nome de בית כנסת, transliterado para beit knésset e traduzido para "casa de assembleia". Também é chamada בית תפילה, beit tefila, ou seja, "casa de oração".

Origem histórica

Por volta de 750 a.C., o reino foi dividido em dois: Israel a norte e Judá a sul. Em 722 a.C, o reino do norte foi devastado pelos Assírios e séculos depois, o reino do sul foi conquistado pelos Babilónios (em 587 a.C.). Em 539 a.C., aqueles que regressaram à sua terra natal passaram a ser, desde então, conhecidos como judeus (de Judá e Judeia).

Foi depois do regresso do exílio na Babilônia que o formato da religião que hoje conhecemos começou a se desenvolver. O culto passou a centrar-se na sinagoga, um hábito adquirido na Babilônia devido à inexistência de um templo. A sinagoga passou a funcionar como um ponto de encontro dos judeus para as orações e para a leitura das Escrituras.

Segundo descobertas arqueológicas recentes, a primeira sinagoga fundada nas Américas foi a Sinagoga Kahal Zur Israel, construída no Brasil em 1637 e cujas antigas ruínas encontram-se cuidadosamente preservadas na cidade de Recife, no mesmo local onde foi posteriormente construído o Centro Cultural Judaico do Estado de Pernambuco.

Na atualidade

Apesar de difícil de calcular, o número de judeus é de aproximadamente 13 milhões de pessoas (cerca de 0,15% da população mundial), sendo que cerca de 5,6 milhões destes vivem em Israel, 5,3 milhões nos Estados Unidos, e meio milhão na França. Outras comunidades importantes existem no Canadá, no Reino Unido, na Rússia, na Argentina, na Alemanha, e na Austrália (mais de cem mil), assim como no Brasil, na Ucrânia, na África do Sul e na Hungria (mais de cinquenta mil).

O judaísmo fundamenta-se no conceito de um D'us eterno e invisível, cuja vontade foi revelada na Torá escrita, composta pelos primeiros cinco livros da Bíblia (o Pentateuco) e oral preservada e transmitida por tradição de pai para filho ou de rabino para aluno. O judaísmo acredita que a Torá foi escrita por Moisés, mas ditada diretamente por Deus. Como vemos, a religião judaica não aceita o que se chama de Novo Testamento, e que ainda esperam o Messias que os cristãos tomam como havendo sido Jesus.

fonte:Wikipédia - Voltar para Página Principal 

MURO DAS LAMENTAÇÕES:

O Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental, (Qotel HaMa'aravi הכותל המערבי em hebraico), é o local mais sagrado do judaísmo.

Trata-se do único vestígio do antigo templo de Herodes, erigido por Herodes o Grande no lugar do Templo de Jerusalém inicial. Foi destruído por Tito no ano de 70. Muitos fieis judeus visitam o Muro das Lamentações para orar e depositar seus desejos por escrito. Antes da sua reabilitação por Israel, após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, o local servia de depósito para incineração de lixo.

Os restos que hoje existem datam da época de Herodes o Grande, que mandou construir grandes muros de contenção em redor do Monte Moriá, ampliando a pequena esplanada sobre a qual foram edificados o Primeiro e o Segundo Templo de Jerusalém, formando o que hoje se designa como a Esplanada das Mesquitas.

História

O Primeiro Templo, ou Templo de Salomão, foi construído no século X a.C., e derrubado pelos babilónios em 586 a.C.. O Segundo Templo, entretanto, foi construído por Esdras e Neemias na época do Exílio da Babilónia, e voltou a ser destruído pelos romanos no ano 70 da nossa era, durante a Grande Revolta Judaica. Deste modo, cada templo esteve erguido durante 400 anos.

Quando as legiões do imperador Tito destruíram o templo, só uma parte do muro exterior ficou em pé. Tito deixou este muro para que os judeus tivessem a amarga lembrança de que Roma vencera a Judeia (daí o nome de Muro das Lamentações). Os judeus, porém, atribuíram-no a uma promessa feita por Deus, segundo a qual sempre ficaria de pé ao menos uma parte do sagrado templo como símbolo da sua aliança perpétua com o povo judeu. Os judeus têm pregado frente a este muro durante os derradeiros dois milénios, crendo que este é o lugar acessível mais sagrado da Terra, já que não podem aceder ao interior da Esplanada das Mesquitas, que seria ainda mais sagrado.

A tradição de introduzir um pequeno papel com pedidos entre as fendas do muro tem vários séculos de antiguidade. Entre as petições dos judeus estão ferventes súplicas a Deus para que regresse à terra de Israel, o retorno de todos os exilados judeus, a reconstrução do templo (o terceiro), e a chegada da era messiânica com a chegada do Messias judeu.

O Muro das Lamentações é sagrado para os judeus devido a ser o último pedaço do muro que rodeava o Templo pelos lados sul e leste. Alem disso, o Muro é o lugar mais próximo do sancta sanctorum ou lugar "sagrado entre os sagrados" (1 Reis 8:6-8). Das três secções do muro, a do leste, do sul e do oeste, a do oeste é o lugar tradicional de oração (daí o seu nome em hebraico, Hakótel Hama'araví, "o Muro Ocidental").

Na Esplanada das Mesquitas, rodeada pelo Muro, os muçulmanos construíram ao longo dos séculos a Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa.

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TEMPLOS

TEMPLO GREGO:

O templo grego é uma das tipologias arquitetónicas de maior relevo na Grécia Antiga. Tem origem no mégaron, um espaço existente nos anteriores palácios micénicos, exercendo uma forte influência na posterior arquitectura da Roma Antiga e no seu respectivo templo romano.

Áreas do templo:

·         Pronaos: esta é a antecâmara que antecede o naos e que se transformará, mais tarde, no nártex.

·         Naos ou Cella: neste espaço, delimitado por 4 paredes sem janelas, é colocada a estátua da divindade e pode ser, por vezes, organizado em 3 alas divididas por colunas. Em templos de grandes dimensões o naos pode funcionar como um pátio interior, sem cobertura.

·         Aditon ou Abaton: espaço só acessível a sacerdotes para o culto ou colocação de oferendas. Esta área pode funcionar de diferentes maneiras; como uma sub-divisão do naos, aberta para ele; como uma câmara isolada no centro do naos; ou como um nicho na parede posterior do naos.

·         Opistódomo: Câmara oposta ao pronaos onde se encontra o tesouro e que também pode funcionar, por vezes, como aditon.

 

A maioria dos templos gregos clássicos eram hexastilos (fachada com seis colunas). Alguns exemplos conhecidos são:

·         O grupo de Paestum, incluindo o Templo de Hera (c. 550 AC), o Templo de Apolo (c. 450 AC), o primeiro Templo de Ateneia («Basilica», c. 500 AC) e o segundo Templo de Hera (460-440 AC);

·         O Templo de Afáia, más tarde dedicado a Atenea em Egina (c. 495 AC);

·         O templo E em Selinunte (465-450 AC), dedicado a Hera;

·         O Templo de Zeus em Olímpia, atualmente em ruínas;

·         O templo F ou o chamado «Templo de a Concórdia» em Agrigento (c. 430 AC), um dos templos clássicos gregos melhor conservados, mantendo quase todo o peristilo e o entablamento;

·         O «templo inacabado» de Segesta (c. 430 AC);

·         O Templo de Hefesto baixo da Acrópole de Atenas, conhecido muito tempo como «Templo de Teseu» (449-444 AC), o templo grego melhor conservado desde a antiguidade;

·         O Templo de Posídon em o cabo Sunião (c. 449 AC);

·         O Templo de Apolo Epicúrio em Basas (c. 450 AC).

Templo grego

Espaços internos

Aditon Naos Opistódomo Períbolo Peristilo Pronaos

Ordens

Dórica Coríntia Jónica

Elementos

Ábaco Acrotério Antefixo Arquitrave Atlante Canelura Cariátide Capitel Coluna Cornija Estereóbata Estilóbata Entablamento Entasis Equino Friso Frontão Fuste Métopa Mútula Propileus Tríglifo Tímpano

Fonte: Sapo Saber, Wikipedia

CONJUNTO DE TEMPLOS DE KHAJURAHO 

Khajuraho (hindi: खजुराहो, Khajurāho) é uma pequena cidade no estado de Madhya Pradesh, a cerca de 620 quilómetros a sudoeste de Deli, capital da Índia. Segundo o censo de 2001, a população era de 7 665 habitantes. O termo Khajuraho poderá derivar da palavra Hindi khajur que significa Tamareira.

 

Khajuraho seria apenas uma pequena vila indiana localizada em Madhya Pradesh, a 620 quilômetros de Déli, não fosse por um detalhe...
Khajuraho era a capital religiosa da dinastia Hindu Rajput dos Chandelas, seguidores do culto tântrico, que controlou esta região da Índia entre os séculos 10 e 12. O conjunto de templos foi construído ao longo de cem anos - de 950 a 1050 - e possui uma área central protegida por uma muralha com oito portões.

História

Khajuraho é hoje um dos mais populares destinos turísticos na Índia, provavelmente pela presença do maior grupo de templos Hindus medievais, famosos pelas suas esculturas eróticas, onde serviu de capital religiosa à dinastia Hindu Rajput dos Chandelas, que controlou esta parte da Índia entre o século 10 e o século 12 os quais seriam seguidores do culto tântrico.

O conjunto de templos foi construído ao longo de cem anos, desde o ano 950 até ao ano 1050, dotado de uma área central protegida por uma muralha com oito portões, cada um dos quais com duas palmeiras de ouro. Na época áurea da cidade, contavam-se mais de 80 templos Hindus, dos quais apenas 22 se encontram em estado razoável de conservação, espalhados numa área de cerca de 21 km².

São um exemplo da ligação entre a religião e o erotismo, sendo excelentes demonstrações dos estilos arquitectónicos da Índia que ganharam popularidade devido à representação lascíva de alguns aspectos da forma de vida tradicional durante a época medieval naquela região. Viriam a ser redescobertos somente durante o século 20, tendo sofrido bastante com o crescimento das selvas circundantes que causaram prejuízos a alguns dos monumentos. O declínio económico e financeiro dos Chandelas Rajputs é tido como a razão principal para o abandono do local como centro de culto e vida social, sendo por isso a principal causa da deterioração provocada pela acção dos elementos da natureza aos monumentos.

O conjunto de monumentos foi classificado pela UNESCO como Património Mundial.

Arquitetura

Os templos de Khajuraho, construídos através de superestruturas em espiral, enquadram-se no estilo Shikhara dos templos do norte da Índia e por vezes à planta ou esquema Panchayatana.

Alguns templos são dedicados ao panteão Jain sendo os restantes dedicados a divindades Hindus - destacando a trindade Brahma, Vishnu e Shiva, e a várias outras formas Devas. Os templos Panchayatana eram dotados de quatro salas de culto nos quatro cantos e uma sala principal no centro do podium que consistia a sua base. Os templos eram agrupados em três divisões geográficas: oriental, ocidental e sul.

Fonte: Wikipedia - Voltar para Página Principal 

 

MOSTEIROS

Um mosteiro ou monastério é uma instituição e edifício de habitação, oração e trabalho de uma comunidade de monges ou monjas. Os mosteiros budistas são chamados de Vihara (embora no budismo tibetano possa ser usado o termo "gompa").

Os mosteiros cristãos ocidentais também são chamados de abadia, priorado, convento cartuxo, convento de frades, e preceptoria, enquanto a habitação de freiras também pode ser chamada de convento. A vida comum de um mosteiro cristão é chamada cenobítica, ao contrário do anacorético (ou anacoreta) da vida de um anacoreta e da vida eremítica de um eremita.

Alguns mosteiros ...

MOSTEIRO DE JOKHANG - LHASA - TIBETE

Mosteiro de Jokhang (Lhasa, Tibete)

O Templo de Jokhang, situado no centro de Lhasa, na Praça Barkhor, foi o primeiro templo budista do Tibete e, para muitos tibetanos, é o templo mais sagrado do país. Os telhados são revestidos a talha dourada, onde sobressaem dois veados ladeando uma Chakra de orações. Tal como o Palácio da Potala, em 2000 foi classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.


O templo construído em 647, é a primeira estrutura de madeira e alvenaria, ainda existente no Tibete. É o centro do budismo tibetano e da terra sagrada dos seguidores budistas. Milhares de peregrinos vêm aqui para o culto diário. Muitos dos peregrinos estavam rastejando no chão. Aparentemente, na sua peregrinação de suas casas, os peregrinos se prostram no chão depois de caminhar dois passos e, em seguida, repita o processo novamente e novamente. Muitos outros foram rodas de orações de giro. 

 

 

Praça em frente ao mosteiro. Enormes queimadores de incenso não param de ser alimentados pelos peregrinos que circundam o templo.

Mosteiro Jokhang Templo Jokhang, ou é o famosos templos budistas de Lhasa, no Tibete. É o centro espiritual da cidade e talvez a sua atracção

turísticos mais famosos. Ele é considerado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, com o Palácio de Potala e

Norbulingka Palace.

O templo foi construído pelo rei Songtsen Gampo,provavelmente em 642. Originalmente seu nome era Rasa Tulnang Tsuklakang. Ambos Bhirututi como Wencheng, o Nepalês e esposas do rei chinês, trazido como dote numerosas imagens budistas que foram instalados nesta templo. Jochen, juntamente com o templo Ramoche é um dos o primeiro construído na cidade e um dos mais reverenciados como ela abriga uma imagem de Jowo jovem Buda disse ter sido esculpida na vida de Sidarta Gautama.

Este é um edifício de quatro andares, com telhados cobertas com telhas de bronze dourado. Estilo projeto arquitetônico é baseado na vihara

Índia, que mais tarde tornou-se uma mistura de Nepaleses estilo e da Dinastia Tang. No teto estão as estátuas de dois cervo dourado

acompanhamento de uma roda do Dharma.

O complexo do templo tem numerosos santuários e decorados. O salão principal do edifícios do templo abriga a estátua de Jowo. Também

Há estátuas do rei Songtsan Gambo e seus dois esposas. Durante a revolução cultural destruída muitas destas esculturas foram reconstruídos

utilizado em alguns casos pedaços das estátuas original.

Fonte:

Wikipédia espanhol

Site: Sozinho na Multidão - http://sozinhoentreamultidao2.blogspot.com/2010/10/mosteiro-de-jokhang-lhasa-tibete.htmll

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ALCOBAÇA: Mosteiro de Alcobaça
A Abadia de Alcobaça é um dos mais importantes mosteiros cistercienses medievais.

O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, também conhecido como Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça ou mais simplesmente como Mosteiro de Alcobaça, é a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português. Foi começado em 1178 pelos monges de Cister. Está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO e como Monumento Nacional, desde 1910.

Em 7 de Julho de 2007. Foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. Em 1834 os monges foram obrigados a abandonar o mosteiro, na sequência da expulsão de todas as ordens religiosas de Portugal durante a administração de Joaquim António de Aguiar, um primeiro ministro notório pela sua política anti-eclesiástica.

Ao estatuto de monumento emblemático da Ordem durante o século XIII, a nível europeu, juntam-se os de primeira obra inteiramente gótica de Portugal e de segundo panteão da monarquia nacional, depois dos enterramentos régios de D. Afonso I e de D. Sancho I em Coimbra.
O mosteiro foi fundado em 1153 por doação do nosso primeiro monarca a Bernardo de Claraval.

Fonte: Wikipedia - Voltar para Página Principal 

 

TAKTSANG: Mosteiro budista

Mosteiro de Taktsang ou Paro Taktsang (spa phro stag tshang) / (spa gro stag tshang) é um dos mais afamados mosteiros do Butão. Ele foi construido em 1692 na boca da caverna Taktsang Senge Samdup (stag tshang seng ge bsam grub) onde o santo budista Guru Padmasambhava teria meditado lá pelos idos anos 800 da Era Comum.

Este mosteiro situado a 3 120 metros de altitude é uma dentre treze cavernas taktsang(s) ou os chamados ninho(s) do tigre (tiger lair, em inglês)" espalhados pelo Tibete e Butão onde o santo Padmasambhava teria meditado em sua época.

O nome Taktsang (stag tshang) significa o ninho do tigre. Sendo que, reza a antiga lenda, o santo Padmasambhava (também conhecido como Gurú Rinpoche) milagrosamente voou até lá montado nos lombos de um fabuloso tigre.

Dentre os vários mestres famosos que visitaram o local no passado consta o nome do famoso poeta tibetano Jetsun Milarepa.

O monastério tem sete templos abertos ao público, tanto a fiéis como a turistas curiosos. O edifício sofreu vários incêndios em diferentes épocas, e o que se vê hoje em dia, naturalmente, é a mais recente restauração.

Existem duas opções de ascensão: alcança-se o topo simplesmente a pé ou, alternativamente, montado em uma mula de serviço de aluguel.

Fonte: Wikipédia - Voltar para Página Principal 

STUPA

O Stupa (ou ainda Estupa) é um tipo de monumento ou parte de um templo, construído em forma de torre, geralmente cónica, circundada por uma abóbada e, por vezes, com um ou vários chanttras (toldos de lona). Originalmente era um monumento funerário de pedra, semi-esférico, com cúpula, mirante e balaustradaCom o advento do Budismo, evoluiu para uma representação arquitetônica do cosmo.

 

 

CATEDRAIS

 

NOTRE-DAME: Catedral de Paris

A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora), situa-se na praça Parvis, na pequena ilha Île de la Cité em Paris, França, rodeada pelas águas do Rio Sena.

A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da sociedade da altura, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual.

A arquitetura gótica é um instrumento poderoso no seio de uma sociedade que vê, no início do século XI, a vida urbana transformar-se a um ritmo acelerado. A cidade ressurge com uma extrema importância no campo político, no campo económico (espelho das crescentes relações comerciais), ascendendo também, por seu lado, a burguesia endinheirada e a influência do clero urbano. Resultado disto é uma substituição também das necessidades de construção religiosa fora das cidades, nas comunidades monásticas rurais, pelo novo símbolo da prosperidade citadina, a catedral gótica. E como reposta à procura de uma nova dignidade crescente no seio de França, surge a Catedral de Notre-Dame de Paris.

 

As turbulências da História

A catedral foi, nos finais do século XVII, durante o reinado de Luís XIV, palco de alterações substanciais principalmente na zona este, em que túmulos e vitrais foram destruídos para substituir por elementos mais ao gosto do estilo artístico da época, o Barroco.

Em 1793, no decorrer da Revolução francesa e sob o culto da razão, mais elementos da catedral foram destruídos e muitos dos seus tesouros roubados, acabando o espaço em si por servir de armazém para alimentos.

Com o florescer da época romântica, outros olhares são lançados à catedral e a filosofia vira-se para o passado, enaltecendo e mistificando numa aura poética e etérea a história de outras épocas e a sua expressão artística. Sob esta nova luz do pensamento é iniciado um programa de restauro da catedral em 1844, liderado pelos arquitetos Eugene Viollet-le-Duc e Jean-Baptiste-Antoine Lassus, que se estendeu por vinte e três anos.

Em 1871, com a curta ascensão da Comuna de Paris , a catedral torna-se novamente pano de fundo a turbulências sociais, durante as quais se crê ter sido quase incendiada.

Em 1965, em consequência de escavações para a construção de um parque subterrâneo na praça da catedral, foram descobertas catacumbas que revelaram ruínas romanas, da catedral merovíngia do século VI e de habitações medievais.

Já mais próximo da actualidade, em 1991, foi iniciado outro projecto de restauro e manutenção da catedral que, embora previsto para durar dez anos, se prolonga além do prazo.

 

A literatura e a fama

Durante o espírito do romantismo, Victor Hugo escreveu, em 1831, o romance “Notre-Dame de Paris”, O Corcunda de Notre-Dame. Situando os acontecimentos na catedral durante a Idade Média, a história trata de Quasimodo que se apaixona por uma cigana de nome Esmeralda. A ilustração poética do monumento abre portas a uma nova vontade de conhecimento da arquitectura do passado e, principalmente, da Catedral de Notre-Dame de Paris.

 

Momentos altos na catedral

·         1314 - Na praça Parvis, em frente à fachada ocidental da catedral, o último grão mestre templário, Jacques de Molay, após dez anos na prisão, juntamente com outros templários, foram executados queimados vivos na fogueira. Foram condenados pela igreja católica com ordem direta do Papa Clemente V, influenciado e pressionado pelo rei Filipe IV de França, que acusaram os templários de serem hereges, culpados de adoração ao demônio, homossexualidade, desrespeito à Santa Cruz, sodomia e outros comportamentos de blasfêmia.

·         1431 - Coroação de Henrique VI de Inglaterra durante a Guerra dos cem anos.

·         1804 - Coroação a 2 de Dezembro de Napoleão Bonaparte a imperador de França e sua mulher Josefina de Beauharnais a imperatriz, na presença do Papa Pio VII

·         1909 - Beatificação de Joana d'Arc.

Fonte:Wikipédia - Voltar para Página Principal 

 

MAGDEBURG:Catedral de Saint Maurice e Catherine

A Catedral de Magdeburg, chamada oficialmente Catedral de Saint Maurice e Catherine (conhecido como Dom Magdeburger em alemão) foi uma das primeiras catedrais góticas da Alemanha. Com a sua altura elevada de 99,25 e 100,98 m, respectivamente, é uma das maiores catedrais da antiga República Democrática Alemã. A catedral está em Magdeburg, capital da Saxônia-Anhalt, Alemanha, e é também o túmulo de Oto I da Alemanha.

A primeira igreja construída em 937 sobre a localização da atual catedral foi a Abadia de St. Maurice, dedicada a St. Moritz. A construção da catedral atual durou cerca de 300 anos, desde o início em 1209 até o final da torre, em 1520. Apesar de ter sido assaltado várias vezes, é rica em arte, desde a Idade Média, à arte contemporânea.

Fonte: Wikipedia - Voltar para Página Principal 

 

COLONIA: Catedral Gótica da cidade de Colônia Alemanha

A Catedral de Colônia (alemão: Kölner Dom), localizada na cidade alemã de Colônia, é uma igreja de estilo gótico, o marco principal da cidade e seu símbolo não-oficial.

 

A construção da igreja gótica começou no século XIII (1248) e levou, com as interrupções, mais de 600 anos para ser completada. As duas torres possuem 157 metros de altura, com a catedral possuindo comprimento de 144 metros e largura de 86 metros. Quando foi concluída em 1880, era o prédio mais alto do mundo. A catedral é dedicada a São Pedro e a Maria.

 

Foi construída no local de um templo romano do século IV, um edíficio quadrado conhecido como a "mais velha catedral" e administrada por Maternus, o primeiro bispo cristão de Colônia. Uma segunda igreja foi construída no local, a chamada "Velha Catedral", cuja construção foi completada em 818, que acabou queimada em 30 de abril de 1248.

 

Com a Segunda Guerra Mundial, a catedral acabou recebendo 14 ataques por parte de bombas aéreas e não caiu; a reconstrução foi completada em 1956. Na base da torre noroeste, um reparo de emergência realizado com tijolos de má-qualidade retirados de uma ruína próxima da guerra permaneceu visível até fim da década de 1990 como uma lembrança da guerra, mas então foi decidido que a parte deveria ser reformada para seguir a aparência original.

 

Segundo a tradição, no interior da catedral está guardado o relicário de ouro com os restos mortais dos Três Reis Magos Baltazar, Melchior e Gaspar.

Fonte: Wikipedia - Voltar para Página Principal 

 

ULM: A catedral mais alta do mundo

A Catedral de Ulm (Ulmer Münster, em alemão) é a mais alta igreja do mundo, com a torre de 161,53m de altura e 768 degraus. E também um exemplo resistente da arquitetura eclesiástica gótica. A Catedral de Ulm nunca foi sede de um Bispo. Assim como a famosa Catedral de Colônia, a Catedral de Ulm permaneceu incompleta até o século XIX.

 

História

No século 14, a paróquia de Ulm se localizava fora dos muros da cidade e os burgueses decidiram unir forças para erguer uma nova igreja no centro da cidade e em 1377 foi lançada a pedra fundamental. Para a igreja foram concebidas três naves principais de mesma altura e uma unica torre.

Em 1392, Ulrich Ensingen (um dos autores da Catedral de Estrasburgo) foi nomeado arquiteto chefe. Ulrich imediatamente desenvolveu planos para tornar a Catedral a mais alta igreja da Europa.

A Catedral foi consagrada no ano de 1405, no entanto, danos estruturais começaram a surgir devido principalmente a altura das naves e ao peso do pavimento. Para resolver os problemas estruturais foram adicionadas uma centena de colunas nas naves laterais.

Já em 1531 os cidadãos de Ulm, adeptos do Protestantismo, paralisaram as obras até o fim do movimento Reformista e novamente em 1543 antes que o campanário atingisse a altura de 100 metros.

As paralisações foram causadas por fatores políticos e religiosos como a Guerra dos Trinta Anos em 1618 e a Guerra da Sucessão Espanhola em 1703. O resultado foi uma estagnação econômica causando o corte de gastos públicos.

Em 1817 as obras foram retomadas e finalmente em Maio de 1890 a Catedral foi concluída.

 

Problemas

Além das sucessivas paralisações na construção, a Catedral de Ulm também sofreu danos durante a Segunda Guerra Mundial. Os constantes bombardeios danificaram intensamente a igreja, mas o mais intenso deles ocorreu em 17 de dezembro de 1944 que devastou toda a cidade e a Catedral e 80% do centro de Ulm foi destruído.

Arte

  • O Tímpano da Catedral de Ulm retrata passagens do Gênesis oriundo da Idade Média.
  • Em 1877, a congregação judaica de Ulm - incluindo Hermann Einstein, o pai de Albert Einstein - doou fundos para a construção de uma estátua do profeta Jeremias.
  • Em 1763, Wolfgang Amadeus Mozart tocou na Catedral e o evento ficou conhecido como uma das maiores apresentações de Órgão (instrumento) do mundo.

Fonte: Wikipedia - Voltar para Página Principal 

 

IGREJAS E CATEDRAIS MAIS ALTAS DO MUNDO

Altura (metros)

Nome

Término da construção

Cidade

País

Observações

161,5 m

Catedral de Ulm

1890

Ulm

Alemanha

Projetada para ser menor, mas o tamanho aumentou com o intuito de ultrapassar a Catedral de Colônia; segunda maior igreja gótica (e maior igreja gótica protestante) da Alemanha

159,7 m

Catedral de Lincoln

1311

Lincoln

Inglaterra

Hoje com 83 m - torre destruída em 1549; edifício mais alto do mundo de 1311 a 1549

158,4 m

Igreja de São Olavo

1519

Tallinn

Estônia

Hoje com 123 m - torre destruída por raio em 1625; edifício mais alto do mundo de 1549 a 1625

158 m

Basílica de Nossa Senhora da Paz de Yamoussoukro

1989

Yamoussoukro

Costa do Marfim

Maior igreja do mundo; maior domo de igreja do mundo; igreja Católica mais alta do mundo

157,4 m

Catedral de Colônia

1880

Colônia

Alemanha

Mais alto edifício do mundo de 1880 a 1884; maior igreja gótica da Alemanha; mais alta catedral Católica do mundo

153 m

Catedral de Saint-Pierre de Beauvais

1569

Beauvais

França

Torre destruída em 1593

151 m

Catedral Notre-Dame de Rouen

1876

Rouen

França

Edifício mais alto do mundo de 1876 a 1880; maior igreja da França

150 m

Catedral de São Paulo

1240

Londres

Inglaterra

Torre destruída por raio em 1561; catedral totalmente destruída no Grande Incêndio de Londres em 1666

147,3 m

St. Nikolai

1847

Hamburgo

Alemanha

Edifício mais alto do mundo de 1847 a 1876; o restante da igreja foi bombardeada em 1943 - restou apenas uma torre.

144.0m

Catedral de Estrasburgo

1439

Estrasburgo

França

Edifício mais alto do mundo de 1625 a 1847

137 m

Stephansdom

1570

Viena

Áustria

Mais alta igreja da Áustria

136 m

Igreja de São Pedro

Século XV

Riga

Letônia

Torre destruída em 1666 e novamente em 1721; torre e telhado destruídos na Segunda Guerra Mundial

134,5 m

St Lambert e Notre Dame

1433

Liège

Bélgica

Destruída pelos Liegeois em 1793 após a Revolução Francesa

134,1 m

Nova Catedral de Linz

1924

Linz

Áustria

 

132,8 m

Igreja de St. Petri

1878

Hamburgo

Alemanha

 

132,5 m

Basílica de São Pedro

1626

Cidade do Vaticano

Vaticano

Maior igreja com o domo mais alto do mundo de 1626 a 1989

131,9 m

Igreja de St. Michaelis

1786

Hamburgo

Alemanha

 

131,3 m

Abadia de Malmesbury

 

Malmesbury

Inglaterra

Torre destruída no final do século XV ou no início do século XVI.

130,6 m

St. Martin

1500

Landshut

Alemanha

Estrutura de alvenaria mais alta do mundo

130 m

St. Elisabeth

1535

Wroclaw

Polônia

Hoje com 83 m, torre destruída em 1529 durante tempestade

128 m

Santuário de Nossa Senhora de Lichen

2000

Stary Licheń

Polônia

Maior igreja da Polônia, sétima maior da Europa e décima primeira maior do mundo

127 m

Martinikerk (torre chamada Martinitoren)

1482

Groninga

Países Baixos

Pináculo destruído por fogo em 1577, agora com 97 m de altura

125 m

Igreja de São Jacobi

1962

Hamburgo

Alemanha

 

125 m

Marienkirche

1350

Lübeck

Alemanha

 

124 m

Catedral de Maringá

1972

Maringá

Brasil

 

123 m

Onze-Lieve-Vrouwekathedraal

1521

Antuérpia

Bélgica

 

123 m

Catedral de Salisbury

1315

Salisbury

Inglaterra

Mais alta igreja do Reino Unido

123 m

Igreja de São Pedro

1973

Riga

Letônia

Já foi maior; mais alta igreja da Letônia

123 m

Catedral de Pedro e Paulo

1733

São Petersburgo

Rússia

 

122,3 m

Abbaye-aux-Hommes

Século XIII

Caen

França

Torre substituída por outra menor no século XVII

121 m

Igreja de San Gaudenzio (Novara)

1878

Novara

Itália

 

119,8 m

Catedral Basílica de São Tiago Apóstolo

1892

Szczecin

Polônia

Torre destruída durante bombardeio em 1944; hoje (2008) mede 110,16 m - segunda maior igreja da Polonia.

119,8 m

Igreja de Riverside

1930

Nova Iorque

Estados Unidos

 

119,2m

Domkyrka

1435

Uppsala

Suécia

 

119 m

Reinoldikirche

1520

Dortmund

Alemanha

Construída em 1454 com 112m, destruída por terremoto em 1661, agora com 104 m (340 ft)

118,3 m

Catedral de Metz

1468

Metz

França

 

117,5 m

Catedral de Schwerin

1892

Schwerin

Alemanha

 

117 m

São Petrikirche

1577

Rostock

Alemanha

 

116,5 m

Münster

1330

Freiburg

Alemanha

 

116,5 m

Dom

1905

Berlim

Alemanha

Domo danificado na Segunda Guerra Mundial

115,9 m

Onze-Lieve-Vrouwekerk

1350

Bruges

Bélgica

 

115,3 m

St. Katharinen

1657

Hamburgo

Alemanha

 

115,3 m

Sagrada Família

em construção

Barcelona

Espanha

Prevista para ter 172 m (564 pés)

115 m

São Andreas

1389

Hildesheim

Alemanha

 

115 m

Duomo

1434

Florença

Itália

 

114,6 m

Catedral de Chartres

1514

Chartres

França

 

114 m

Basílica de Saint Michael

1492

Bordeaux

França

 

113 m

Igreja Memorial do Kaiser Guilherme

1895

Berlim

Alemanha

Espira danificada na Segunda Guerra Mundial, altura actual: 68 m

112,5 m

Domtoren

1382

Utrecht

Países Baixos

O domo da catedral foi destruído durante uma tempestade em 1674

112 m

Catedral de Schleswig

1894

Schleswig

Alemanha

 

112 m

CAtedral de Amiens

1549

Amiens

França

 

111,5 m

Catedral de São Paulo

1710

Londres

Inglaterra

Mais alto edifício de Londres até 1962

111 m

Johanniskirche

Século XIV

Lüneburg

Alemanha

 

110,4 m

Herz-Jesu-Kirche

1891

Graz

Áustria

 

110,1 m

Catedral Nova

1733

Salamanca

Espanha

 

109 m

Duomo di Milano

1858

Milão

Itália

 

108,8 m

Nieuwe Kerk

1496

Delft

Países Baixos

 

106 m

Santuário da Madonna Negra

1900

Czestochowa

Polônia

 

106 m

Igreja de Saint-Joseph

1957

Le Havre

França

 

105 m

Igreja de Niguliste

1230

Tallinn

Estônia

 

105 m

Catedral de Regensburg

1856

Regensburg

Alemanha

 

105 m

Catedral de Zagreb

1899

Zagreb

Croácia

 

105 m

Catedral de Lübeck

1341

Lübeck

Alemanha

 

105 m

Os Inválidos

1706

Paris

França

 

105 m

Sankta Klara

1888

Estocolmo

Suécia

 

105 m

St. Petri

1310

Malmö

Suécia

 

105 m

Catedral de São Patrick

1939

Melbourne

Austrália

 

105 m

Catedral de Cristo o Salvador

2000

Moscou

Rússia

Reconstrução; catedral original consagrada em 1883 e demolida pelos soviéticos em 1931; ainda a mais alta igraja Ortodoxa do mundo

105 m

Igreja de St. Catherine

1550

Hoogstraten

Bélgica

 

104 m

Catedral de Magdeburg

1520

Magdeburg

Alemanha

Mais alta igreja da antiga Alemanha Oriental

104 m

Reinoldikirche

1954

Dortmund

Alemanha

Tinha 119 m de 1520 até 1661

103,3 m

Catedral de St. Patrick

1878

Nova Iorque

Estados Unidos

 

103 m

Igreja de St. Stanislaw e St. Waclaw

1496

Swidnica

Polônia

 

103 m

Katharinenkirche

1430

Osnabrück

Alemanha

 

102,6 m

Igreja de Santa Maria

1854

Chojna

Polônia

 

102,3 m

Catedral de Ypres

Século XX

Ypres

Bélgica

Rélica quase perfeita da igreja medieval destruída na Primeira Guerra Mundial

102 m

Catedral de St. Bartolomeu

1600

Plzeň

República Tcheca

 

101,8 m

Catedral de Saint Isaac

1858

São Petersburgo

Rússia

Igreja Ortodoxa mais alta de 1858 a 1883 e 1937 a 2000

101,5 m

Catedral de São Stanislaw

1912

Lódz

Polônia

 

101 m

Catedral Anglicana de Liverpool

1978

Liverpool

Inglaterra

Maior catedral e igreja protestante da Europa e possivelmente a maior igreja protestante do mundo

101 m

Catedral de St. Wenceslas

1892

Olomouc

República Tcheca

 

101 m

Catedral de Segóvia

1558

Segovia

Espanha

 

100 m

Gedächtniskirche

1904

Speyer

Alemanha

 

100 m

Münster

1893

Bern

Suíça

 

100 m

Basílica do National Shrine da Imaculada Conceição

1959

Washington, DC

Estados Unidos

Maior Igreja Católica Romana das Américas

100 m

Catedral da Sé

1954

São Paulo

Brasil

A Catedral da Sé é considerada um dos 5 maiores templos góticos do mundo. Seu órgão de origem italiana é o maior da América do Sul.

100 m

Basílica de Nossa Senhora Aparecida

1980

Aparecida

Brasil

 

99,5 m

Igreja de São Vicente

1883

Eeklo

Bélgica

 

99,5 m

Catedral de São Vitus

1929

Praga

República Checa

 

99,5 m

Frauenkirche

1525

Munique

Alemanha

 

99 m

Igreja de São João

1892

Stargard Szczecinski

Polônia

 

99 m

Votivkirche

1879

Viena

Áustria

 

98 m

St.-Petri-Dom

1893

Bremen

Alemanha

 

98 m

Onze-Lieve-Vrouwentoren

Século XV

Amersfoort

Países Baixos

O restante da igreja explodiu acidentamente em 1797

98 m

Grote Kerk

 

Breda

Países Baixos

 

98 m

Basílica de St. Martin

1534

Amberg

Alemanha

 

97,8 m

Catedral de Nidaros

1300

Trondheim

Noruega

 

97,3 m

Marktkirche

Século XIV

Hannover

Alemanha

 

96,9 m

Martinikerk

1627

Groninga

Países Baixos

Já foi mais alta

96,9 m

Catedral de São Rumboldo

1520

Mechelen

Bélgica

A torre deveria ter aproximadamente 127 m (417 ft), mas o dinheiro acabou

96,9 m

Oratório de São José

1967

Montreal

Canadá

Mais alta igreja do Canadá

96,6 m

Igreja Agrícola

1935

Helsinki

Finlândia

Ainda a construção mais alta da Finlândia

96 m

Catedral de Norwich

1480

Norwich

Inglaterra

 

96 m

Catedral Ortodoxa de Timisoara

1946

Timisoara

Roménia

 

96 m

Domkirke

1500

Aarhus

Dinamarca

 

96 m

Kreuzkirche

1788

Dresden

Alemanha

 

96 m

Igreja de Saint Leopold (Donaufeld)

1914

Viena

Áustria

 

96 m

Basílica de St. Stephen

1905

Budapeste

Hungria

Ainda a mais alta construção de Budapeste

96 m

Catedral de São Paulo

1931

Melbourne

Austrália

 

95,7 m

Tyska Kyrkan

1884

Estocolmo

Suécia

 

95,4 m

Catedral de St. Colman's

1919

Cobh

República da Irlanda

Maior torre de igreja da Irlanda

95,1 m

Frauenkirche

1743

Dresden

Alemanha

Destruída em um bombardeio em 1945 e reedificada em 2005

95,1 m

Kaiserdom

1877

Frankfurt

Alemanha

 

94,1 m

Igreja de St Walburge

1866

Preston

Inglaterra

 

93,8 m

Kreuzkirche

1800

Dresden

Alemanha

 

93,8 m

Catedral de St. John

1861

Limerick

Irlanda

Segunda mais alta torre de igreja da Irlanda

93,8 m

Catedral de Paderborn

Século XIII

Paderborn

Alemanha

 

93,5 m

Igraja da Ressurreição de Cristo

1907

São Petersburgo

Rússia

 

93,5 m

St. Ulrich e Afra

1594

Augsburg

Alemanha

 

92,9 m

Eusebiuskerk

1965

Arnhem

Países Baixos

 

92,9 m

Catedral de St. James

1853

Toronto

Canadá

 

92,9 m

Catedral de Sevilla

1196

Sevilla

Espanha

 

92,6 m

Grote Kerk

1424

Haia

Países Baixos

 

92,6 m

Igreja Presbiteriana Coral Ridge

1973 (?)

Forte Lauderdale

Estados Unidos

 

92,3 m

Catedral de Múrcia

1792

Múrcia

Espanha

 

91,7 m

Catedral Nacional de Washington

1990

Washington, DC

Estados Unidos

 

91,1 m

Saint-Jacobuskerk

1878

Haia

Países Baixos

 

91,1 m

St. Andreas

Século XII

Braunschweig

Alemanha

 

90,5 m

Catedral de Canterbury

1077

Canterbury

Inglaterra

A torre foi reconstruída em 1494 com o tamanho atual

90 m

Notre-Dame de Paris

1345

Paris

França

 

90 m

Catedral Velha

1433

Coventry

Inglaterra

A torre foi a única parte que restou intacta da catedral quando bombardeada em 1940

90 m

Catedral de Santa Eulália

Século XV

Barcelona

Espanha

 

90 m

Catedral de Riga

1776

Riga

Letônia

 

90 m

Nova Igreja Evangélica Garnison

1897

Berlim

Alemanha

 

90 m

São Nikolajs

1829

Copenhague

Dinamarca

 

90 m

Catedral Episcopal de Santa Maria

1917

Edimburgo

Escócia

 

90 m

Igreja Paroquial de São Tiago

1515

Louth

Inglaterra

a maior igreja eclesiástica Anglicana do Reino Unido

90 m

Garnisonkirche St. Martin

1900

Dresden

Alemanha

 

90 m

Georgskirche

1501

Nördlingen

Alemanha

 

90 m

Mosteiro do Escorial

1584

San Lorenzo de El Escorial

Espanha

 

90 m

Catedral de Toledo

1440

Toledo

Espanha

 

90 m

Abbaye-aux-Hommes

Século XIII

Caen

França

Já foi bem mais alta

90 m

Saint-Eloi

Século XV

Dunkirk

França

 

90 m

Basílica do Sagrado Coração

1971

Bruxelas

Bélgica

 

89,9 m

Vor Frelsers Kirke

1696

Copenhaga

Dinamarca

 

89,3 m

Catedral de Saint Bavo

1538

Gante

Bélgica

 

89,3 m

St. Mary Redcliffe

1872

Bristol

Inglaterra

Segunda maior torre de igreja eclesiástica da Inglaterra; a antiga torre foi destruída em uma tempestade na década de 1440

88,7 m

Catedral Metropolitana do Cristo Rei

1967

Liverpool

Inglaterra

 

88,3 m

Peterskirche

1885

Leipzig

Alemanha

 

88 m

Catedral de Burgos

1400

Burgos

Espanha

 

87,7 m

Dreikönigskirche

1857

Dresden

Alemanha

Completamente destruída no bombardeio de 1945 e agora reconstruída

87,1 m

Catedral

1787

Orléans

França

 

87,1 m

Saint-Epvre

1872

Nancy

França

 

86,8 m

Catedral de Westminster

1903

Londres

Inglaterra

 

86,5 m

Schlosskirche

1897

Chemnitz

Alemanha

Destruída em 1945 e reconstruída consideralmente menor

86,2 m

Liebfrauenkirche

1651

Bremen

Alemanha

 

86,2 m

Igreja de St. Wulfram's

1450

Grantham

Inglaterra

 

86,2 m

Aegidienkirche

1840

Lübeck

Alemanha

 

86,2 m

Catedral de São Tiago

1225

Riga

Letônia

 

86,2 m

Marienkirche

Século XIV

Mühlhausen

Alemanha

Segunda maior na Turíngia

86,2 m

Jakobskirche

Século XVI

Straubing

Alemanha

 

86,2 m

Igreja de Saint-Ouen

1851

Rouen

França

 

86 m

St. Georg

1904

Ulm

Alemanha

 

85,9 m

Hofkirche

1755

Dresden

Alemanha

Elevada ao status de catedral em 1980; maior igreja da Saxônia

85,9 m

Catedral de Turku

1834

Turku

Finlândia

 

85,9 m

Igreja de St. Elphin

Década de 1860

Warrington

Inglaterra

A igreja data de 1354

85,6 m

Basílica de Saint-Denis

1281

Saint-Denis

França

Agora consideravelmente menor

85,6 m

Dom

 

Berlim

Alemanha

Reconstruída após a Segunda Guerra Mundial; considerada maior antigamente

85,3 m

Westerkerk

1638

Amsterdão

Países Baixos

Maior igreja protestante dos Países Baixos

85,3 m

Johanneskirche

1881

Düsseldorf

Alemanha

 

85,3 m

Igreja de Saint-Esprit

1931

Paris

França

 

85 m

Igreja de St. Mary Abbot

1879

Londres

Inglaterra

Mais alta torre de igreja de Londres

85 m

Igreja de Saint-Nicolas

Século XIX

Nantes

França

 

83,5 m

Igreja de Santa Maria

1292

Stargard Szczecinski

Polônia

 

82,9 m

St. Botolph

1520

Boston

Inglaterra

Mais alta torre de igreja (em oposição ao domo) na Iglaterra; conhecida como "Boston Stump"

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CIDADES SAGRADAS:

VATICANO:

O Vaticano ou Cidade do Vaticano, oficialmente Estado da Cidade do Vaticano (italiano: Stato della Città del Vaticano), é a sede da Igreja Católica e uma cidade-estado soberana sem costa marítima cujo território consiste de um enclave murado dentro da cidade de Roma, capital da Itália. Com aproximadamente 44 hectares (0,44 km²) e com uma população de pouco mais de 800 habitantes, é o menor Estado do mundo, tanto por população quanto por área.

A Cidade do Vaticano é uma cidade-estado que existe desde 1929. É distinta da Santa Sé, que remonta ao Cristianismo primitivo e é a principal sé episcopal de 1,142 bilhão de Católicos Romanos (Latinos e Orientais) de todo o mundo. Ordenanças da Cidade do Vaticano são publicados em italiano; documentos oficiais da Santa Sé são emitidos principalmente em latim. As duas entidades ainda têm passaportes distintos: a Santa Sé, como não é um país, apenas trata de questões de passaportes diplomáticos e de serviço; o estado da Cidade do Vaticano cuida dos passaportes normais. Em ambos os casos, os passaportes emitidos são muito poucos.

O Tratado de Latrão, de 1929, que criou a cidade-estado do Vaticano, a descreve como uma nova criação (preâmbulo e no artigo III) e não como um vestígio dos muito maiores Estados Pontifícios (756-1870), que anteriormente abrangiam a Itália central. A maior parte deste território foi absorvido pelo Reino da Itália em 1860 e a porção final, ou seja, a cidade de Roma, com uma pequena área perto dele, dez anos depois, em 1870.

A Cidade do Vaticano é um estado eclesiástico ou sacerdotal-monárquico, governado pelo bispo de Roma, o Papa. A maior parte dos funcionários públicos são todos os clérigos católicos de diferentes origens raciais, étnicas e nacionais. É o território soberano da Santa Sé (Sancta Sedes) e o local de residência do Papa, referido como o Palácio Apostólico.

Os papas residem na área, que em 1929 tornou-se Cidade do Vaticano, desde o retorno de Avignon em 1377. Anteriormente, residiam no Palácio de Latrão na colina Celio no lado oposto de Roma, local que Constantino deu ao Papa Milcíades em 313. A assinatura dos acordos que estabeleceram o novo estado teve lugar neste último edifício, dando origem ao nome Tratado de Latrão, pelo qual é conhecido.

Fonte: Wikipédia
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JERUSALÉM

Jerusalém tem um papel importante no judaísmo, cristianismo e islamismo. O Livro anual de estatística de Jerusalém listou 1.204 sinagogas, 158 igrejas, e 73 mesquitas dentro da cidade. Apesar dos esforços em manter coexistência pacífica religiosa, alguns locais, como o Monte do Templo, tem sido continuamente fonte de atritos e controvérsias.

Jerusalém é sagrada para os judeus desde que o Rei David a proclamou como sua capital no 10º século a.C. Jerusalém foi o local do Templo de Salomão e do Segundo Templo. Ela é mencionada na Bíblia 632 vezes.

Hoje, o Muro das Lamentações, um remanescente do muro que contornava o Segundo Templo, é o segundo local sagrado para os judeus perdendo apenas para o Santo dos santos no próprio Monte do Templo. Sinagogas ao redor do mundo são tradicionalmente construídas com o seu Aron Hakodesh voltado para Jerusalém, e as dentro de Jerusalém voltado para o Santo dos santos. Como prescrito no Mishná e codificado no Shulchan Aruch, orações diárias são recitadas em direção a Jerusalém e ao Monte do Templo. Muitos judeus tem placas de "Mizrach" (oriente) penduradas em uma parede de suas casas para indicar a direção da oração.

O cristianismo reverencia Jerusalém não apenas pela história do Antigo Testamento mas também por sua significância na vida de Jesus. De acordo com o Novo Testamento, Jesus foi levado para Jerusalém logo após seu nascimento e depois em sua vida quando limpou o Segundo Templo. O Cenáculo que se acreditava ser o local da última ceia de Jesus, é localizado no Monte Sião no mesmo prédio que sedia a tumba de David. Outro lugar proeminente cristão em Jerusalém e o Gólgota, o local da crucificação. O Evangelho de João o descreve como sendo localizado fora de Jerusalem, mas evidências arqueológicas recentes sugestionam que Golgotha fica a uma curta distância do muro da Cidade Antiga, dentro do confinamento dos dias presentes da cidade. A terra correntemente ocupada pelo Santo Sepulcro é considerado um dos principais candidatos para o Gólgota e ainda tem sido um local de peregrinação de cristãos pelos últimos dois mil anos.

 

Jerusalém é considerada a terceira cidade sagrada do Islamismo. Aproximadamente um ano antes de ser permanentemente trocada por Caaba em Mecca, a qibla (direção da oração) para os muçulmanos era Jerusalém. A permanência da cidade no Islão, entretanto, é primariamente de acordo com a Noite de Ascensão de Maomé (c. 620 d.C.). Os muçulmanos acreditam que Maomé foi miraculosamente trasportado em uma noite de Mecca para o Monte do Templo em Jerusalém, aonde ele ascendeu ao Paraíso para encontrar os profetas anteriores do Islão. O primeiro verso no Al-Isra do Alcorão notifica o destino da jornada de Maomé como a Mesquita de Al-Aqsa (a mais distante), em referência à sua localização em Jerusalém. Hoje, o Monte do Templo é coberto por dois marcos islâmicos para comemorar o evento — A Mesquita de Al-Aqsa, derivada do nome mencionado no Alcorão, e a Cúpula da Rocha, que fica em cima da Pedra Fundamental, na qual os muçulmanos acreditam que Maomé ascendeu ao céu.

Fonte: Wikipedia

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MECA

Meca (pronunciado / mɛkə /, também chamado Makka(árabe: مكة Meca (na íntegra: árabe: al مكة Bahia المكرمة-Mukarrama [Maek tælmukær ː æ ː æmæ], turco: Mekke) é a terceira maior cidade da Arábia Saudita, considerada o local mais sagrado de reunião da religião islâmica. Culturalmente, a cidade é moderna, cosmopolita e etnicamente diversa.

A tradição islâmica atribui o início de Meca aos descendentes de Ismael. No século VII, o profeta islâmico Maomé proclamou o Islamismo na cidade, então um importante centro comercial, e a cidade desempenhou um papel importante na história inicial do Islã. Após 966, Meca foi liderada por sharifs locais, até 1924, quando ficou sob o domínio dos sauditas. No seu período moderno, Meca viu uma grande expansão em tamanho e infraestrutura.

A cidade moderna situa-se na Arábia Saudita e a capital da província Makkah, na região histórica de Hejaz. Com uma população de 1,7 milhões (2008), a cidade está localizada a 73 km adentro de Jeddah, em um vale estreito, e 277m acima do nível do mar.

Todos os anos, a cidade saudita de Meca recebe milhões de muçulmanos para um ritual histórico e religioso de desapego, arrependimento e reflexão. O Hajj, que significa "peregrinação" em árabe, é um dos cinco pilares da religião islâmica - junto com o testemunho, a reza, a esmola e o ramadão.

A caminhada é antiga e foi realizada por todos os profetas a partir de Maomé - que, em 628, fez a primeira peregrinação, levando 1.400 fiéis à Meca.

A história do Hajj remota aos fundamentos do islamismo, à época de Abraão, considerado pai de todos os profetas. Segundo a religião, Deus ordenou que Abraão - junto com seu filho Ismael - reerguesse os pilares da Caaba (meteorito, que fica em Meca, considerado sagrado pelos muçulmanos) e fizesse o chamamento para que o povo viesse peregrinar. O ritual implica seguir os caminhos e reproduzir atos feitos por ele.

Contam os muçulmanos que Abraão viu no sonho que estava sacrificando seu filho e levou Ismael para a morte. No caminho, foi tentado três vezes por Satanás e apedrejou-o com sete pedras. No momento do sacrifício, a faca não cortou. Deus, então, enviou o anjo Gabriel para dizer a Abraão que ele havia concluído sua prova e sido sincero. Cordeiros foram sacrificados no lugar de Ismael.

Desapego

O Hajj é uma obrigação para todo o muçulmano que tem condições financeiras e físicas de empreender a viagem. Mulheres estão inclusas - mas só devem ir se acompanhadas de um grupo de outras mulheres ou de um homem. O peregrino deve vestir apenas uma túnica branca, simbolizando o desapego a valores e bens.

"Naquele momento, todos são iguais", explica o xeque Jihad Hassan Hammadeh, vice-presidente da Assembleia Mundial da Juventude Islâmica (WAMY) no Brasil, em entrevista ao G1, por telefone.

Hammadeh já realizou a peregrinação diversas vezes, a última delas em 2005. Segundo ele, tudo muda na vida de quem faz a viagem. "Foram as melhores viagens da minha vida. Sofri, mas é uma satisfação incrível, individual, de retorno ao espiritual."

O custo varia conforme o muçulmano quer viajar. Há hotéis e há barracas. "É possível fazer a peregrinação com mil dólares e com sete mil", diz Hammadeh. Ele conta que sua primeira ida lhe custou apenas US$ 100. "Dormi em papelões, no chão."

Segurança

A reunião de multidões em Meca já causou muitos acidentes. Em 2006, 363 pessoas morreram num pisoteamento. Em 2004, o número foi de 244. No pior deles, ocorrido em 1990, o número de mortes foi de 1.400, segundo o jornal "New York Times".

Nos últimos anos, o governo saudita fez obras para tentar evitar os acidentes, construindo uma nova rede de estradas e de pontes para facilitar a viagem a um custo de cerca de US$ 1 bilhão.

Além disso, vários hospitais móveis são instalados em diferentes partes da região para atender aos peregrinos que possam sofrer algum percalço. Segundo Hammadeh, os tumultos ocorrem pela quantidade de gente junta. "Não há assaltos nem criminalidade. O que existe é às vezes um desespero por algum barulho ou movimento brusco de alguém."

fonte: Wikipedia

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LHASA:

Lassa ou Lhasa (em tibetano: ལྷ་ས་, em chinês tradicional 拉薩, em chinês simplificado: , em transliteração pinyin Lāsà) é a capital administrativa da Região Autonoma do Tibete, na República Popular da China. Está localizado no sopé do Monte Gephel.

 

Tradicionalmente, a cidade é a sede do Dalai Lama. Sua principal atração é o Palácio de Potala, parte do Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO, e é o berço do budismo tibetano. O Jokhang, em Lassa, é considerado como o centro mais sagrado do Tibete. Lassa literalmente significa "lugar dos deuses", apesar de antigos documentos e inscrições tibetanas demonstrarem que o local era chamado de Rasa, que significa "lugar de cabra", até o século VII.

 

Com aproximadamente 200 mil habitantes, a cidade encontra-se a uma altitude de 3.490 metros acima do nível do mar, sendo uma das mais altas cidades do mundo. A cidade faz parte de um município-prefeitura, a Prefeitura de Lassa, que consiste em oito condados de pequeno porte: Lhünzhub, Damxung, Nyêmo, Qüxü, Doilungdêqên, Dagzê, Maizhokunggar e Distrito de Chengguan.

 

A TERRA PURA DE AVALOKITESHVARA

 

"O TETO DO MUNDO", o Tibete sempre esteve separado do resto da Ásia. Localizado sobre um planalto elevado (entre 3.660 e 4.750 metros de altura), ele é cercado por montanhas que incluem o Monte Everest. Há séculos, o Tibete era um país guerreiro. Em 763, a capital da China foi conquistada pelo rei tibetano Khrisrong.

 

No mesmo ano, esse rei trouxe professores budistas da Índia e da China, e o Tibete tornou-se um baluarte do budismo, o qual foi adotado como ideologia nacional. A 3.658 metros do nível do mar, Lhasa é considerada baixa para os padrões tibetanos. Até 1950, quando o Tibete foi anexado pela China, Lhasa era o centro político e religioso do país, bem como a residência do seu venerado líder espiritual, o Dalai Lama. Os budistas tibetanos acreditam que o Dalai Lama é um deus vivo, a reencarnação de Avalokiteshvara, o bodhisattva da compaixão.

 

Os bodhisattvas são budas que adiam a sua entrada no nirvana para permanecer junto aos humanos e ajudá-los no seu progresso espiritual. O Palácio Potala, morada tradicional do Dalai Lama, significa literalmente "A Terra Pura de Avalokiteshvara", um lugar que equivale aproximadamente à idéia ocidental de paraíso.

 

OS TEMPLOS DO PALÁCIO

Quando os chineses invadiram e bombardearam Lhasa em 1959, o Dalai Lama abandonou a capital para refugiar-se na Índia. Apesar disso, sua antiga residência permanece um lugar de peregrinação para muitos budistas tibetanos. Sua importância é maior por conter os espetaculares túmulos dos Dalai Lamas anteriores. O mais esplêndido dentre eles é o

túmulo do 13Q Dalai Lama: a sua stupa dourada é tão alta que entra por um outro andar e, sobre o altar, uma bela mandala tem mais de 20 mil pérolas incrustadas.

 

Restaram apenas dois aposentos do palácio original do rei Srongtsan-gampo, construído no século 7. O primeiro deles é a Sala de Meditação do Rei, que possui imagens do soberano e de suas duas esposas, ambas consideradas bodhísattvas; o outro recinto, considerado o mais sagrado dos lugares do palácio, é uma capelinha dedicada a Avalokiteshvara. Segundo se diz, também data do século 7 a imagem do bodhisattva que pode ser vista no interior dessa capela. Os peregrinos

que visitam o templo prostram-se ao chão e procuram tocar com os dedos todos os objetos ali contidos. Acredita-se que esse gesto atrai bênçãos e boa sorte.

 

O TEMPLO JOKHANG

O Templo Jokhang, o mais sagrado de Lhasa, não fica no Palácio Potala, e sim num bairro da cidade chamado Barkhor. Segundo a crença budista, a doutrina de Buda chegou ao Tibete na forma de um macaco. Este se acasalou com um demônio feminino dos rochedos, dando origem aos diferentes clãs tibetanos. O rei Songsten era considerado uma emanação de Avalokiteshvara, e suas duas esposas, uma nepalesa e a outra chinesa, consideradas emanações das companheiras dele, os bodhísattvas femininos Bhrkuti e Tara. Os templos budistas no Tibete são erguidos em pontos geomânticos importantes, para poder captar as energias do demônio feminino que, segundo a crença, jaz prostrado sob a superfície do Tibete.

 

Esse demônio feminino talvez represente as crenças nativas dos tibetanos, demonizadas pelo budismo. Acredita-se ainda que o rei Songsten e suas esposas, à hora da morte, foram absorvidos pela grande estátua de Avalokiteshvara situada no Templo Jokhang. Parte do dote da esposa nepalesa do rei, essa estátua é a mais reverenciada do Tibete. O templo tem uma orientação oeste-leste e, conta a lenda, foi erigido no sítio do lago Wothang, que foi preenchido a pedido da rainha.

 

Monte Kailash

O Monte Kailash — tibetano: གངས་རིན་པོ་ཆེ, Kangrinboqê ou Gang Rinpoche; chinês: 冈仁波齐峰, Gāng rén bō qí fēng; sânscrito: कैलाश पर्वत, Kailāśā Parvata — é uma montanha do Tibete, considerada como um dos lugares mais sagrados para os hindus e budistas.


Significação religiosahindus — O cume do Kailâsa é considerado a residência de Shiva e de sua Shákti, Parvati — literalmente filha da montanha —, o que explica seu carácter sagrado para os hindus, que vêm também a montanha como um lingan acompanhado da yoni simbolizada pelo Lago Manasarovar.

budistas — A montanha é o centro do universo e cada budista aspira em dar-lhe a volta

Os jainistas e bönpos (religião tradicional do Tibete anterior ao budismo) também consideram a montanha sagrada. As proximidades da montanha divina são lugares santos onde "as pedras rezam".

Segundo uma lenda, durante uma disputa com um mongebön, o mestre Milarepa, para mostrar sua superioridade, ter-se-ia transportado no cimo da serra sobre um raio de sol.

Com suas quatro faces destacadas nas direções norte, sul, leste e oeste, o Monte Kailas parece um enorme diamante, possui 3/4 de altura do Everest. Perto dele estão nascendo os rios Indo, Sutlej e Bramaputra, a nascente do Ganjes não fica distante. Na face sul um corte vertical fundo cruza camadas horizontais gerando a imagem de uma suástica. A palavra deriva do sancristo suastika que significa bem estar e boa sorte. Os budistas consideram a montanha uma MANDALA - o círculo sagrado do qual brotam os sagrados rios, como os raios de uma roda eterna.

PALÁCIO DE POTALA

O Palácio de Potala (em tibetano: =པོ་ཏ་ལ, Wylie: Po ta la; no chinês simplificado: 布达拉, no chinês tradicional: 布達拉宮; pinyin: Bùdálā Gōng) está localizado em Lassa, no Tibete, na região autónoma homonima da China. Foi a principal residência do Dalai Lama, até que o 14º Dalai Lama fugiu para Dharamsala, Índia, depois de uma revolta falhada, em 1959. Actualmente o palácio é um museu estadual da China. Recebeu o nome em referência ao Monte Potala, a morada de Cherenzig, ou Avalokiteshvara.

 

O Lugar foi usado para refúgio de meditação pelo Rei Songtsen Gampo, que construiu, em 637, o primeiro palácio como saudação à sua noiva, a Princesa Wen Cheng da Dinastia Tang da China. A construção do actual palácio começou em 1645, durante o reinado do quinto Dalai Lama, Lozang Gyatso. Em 1648, o "Potrang Karpo" (Palácio Branco) foi concluido, e o Palácio de Potala passou a ser usado como palácio de Inverno pelo Dalai Lama a partir dessa época. O "Potrang Marpo" (Palácio Encarnado) foi acrescentado entre 1690 e 1694.

Construído a uma altitude de 3.700 m (12.100 pés), do lado da colina Marpo Ri, a Montanha Encarnada, no centro do Vale de Lassa,[2] o Palácio de Potala, com as suas vastas muralhas interiores apenas quebradas nas partes superiores por filas retas de muitas janelas, e os seus telhados planos em vários níveis, não é diferente de uma fortaleza na sua aparência. Na base Sul da rocha fica um grande espaço encerrado por muros e portões, com grandes pórticos no lado interior. Uma série de escadarias relativamente fáceis, quebradas por intervalos de subidas suaves, conduz ao topo da rocha. Toda a largura desta é ocupada pelo palácio.

 

O Palácio Branco

O Palácio Branco é a parte do palácio onde se encontravam os aposentos de estar do Dalai Lama. O primeiro Palácio Branco foi construído durante a vida do quinto Dalai Lama, na década de 1650, sendo depois alargado para o seu tamanho atual pelo décimo terceiro Dalai Lama no início do século XX. O palácio foi usado para uso secular e continha os aposentos de estar, gabinetes, o seminário e a tipografia. Um pátio central pintado de amarelo, conhecido como "Deyangshar", separa os aposentos de habitação do Lama e dos seus monjes do Palácio Encarnado, o outro lado do Potala sagrado, o qual era totalmente devotado ao estudo religioso e à oração. Este contém as stupas de ouro — as tumbas de oito Dalai Lamas — a galeria de assembleia dos monjes, numerosas capelas, e bibliotecas para as importantes escrituras Budista, o Kangyur em 108 volumes e o Tengyur com 225. O edifício amarelo, ao lado do Palácio Branco no pátio entre os principais palácios, acolhe gigantescos estandartes adornados com símbolos sagrados que se ostentam ao longo da face Sul do Potala durante os festivais de Ano Novo.

 

O Palácio Encarnado

O Palácio Encarnado é uma parte do Palácio de Potala totalmente devotado ao estudo religioso e oração budista. Consiste num esquema complicado com muitas galerias diferentes, capelas e bibliotecas em muitos níveis com um complexo grupo de pequenas galerias e passagens enroladas:

 

A Grande Galeria Oeste

A galeria central principal do Palácio Encarnado é a Grande Galeria Oeste, a qual consiste em quatro grandes capelas que proclamam a glória e o poder do construtor do Potala, o quinto Dalai Lama. A galeria é notável pelos seus refinados murais reminiscentes das miniaturas persas, representando eventos da vida do quinto Dalai Lama. A famosa cena da sua visita ao Imperador Shun Zhi em Pequim fica localizada na parede Este, do lado de fora da entrada. Tecidos especiais do Butão cobrem as numerosas colunas e pilastras da galeria.

 

A Capela do Santo

No lado Norte da Grande Galeria Oeste do Palácio Encarnado fica o santuário mais sagrado do Potala. Uma grande inscrição em azul e ouro por cima da porta foi escrita pelo Imperador Tongzhi da China, no século XIX, proclamando o Budismo como um Abençoado Campo de Fruta Maravilhosa. Esta capela, tal como a caverna Dharma por baixo dela, data do século XVII. Contém uma pequena estátua antiga, incrustada de jóias, de Avalokiteshvara e dois dos seus servidores. No andar abaixo existe uma baixa e escura passagem que conduz à Caverna Dharma, onde se acredita que Songsten Gampo estudava o Budismo. Na caverna sagrada existem imagens de Songsten Gampo, das suas esposas, do seu ministro chefe e de Sambhota, o estudante que desenvolveu a escrita tibetana, em companhia das suas muitas divindades.

 

A Capela Norte

A Capela Norte está centrada num Buda Sakyamuni coroado à esquerda e no quinto Dalai Lama à direita, sentados em magníficos tronos de ouro. As suas iguais alturas e auras partilhadas implicam igual estatuto. No extremo esquerdo da capela fica a sepultura stupa de ouro do décimo primeiro Dalai Lama, o qual morreu em criança, com filas de benignos Budas Médicos, que foram os curadores celestes. À direita da capela estão Avalokiteshvara e as suas encarnações históricas, incluindo Songsten Gampo e os primeiros quatro Dalai Lamas. Escrituras cobertas de seda entre as tampas de madeira, dão forma a uma biblioteca especializada numa sala que ramifica para fora da capela.

 

A Capela Sul

A Capela Sul centra-se em Padmasambhava, o mágico e santo indiano do século VIII. A sua consorte, Yeshe Tsogyal, um oferta do Rei, está ajoelhada à sua esquerda, e a sua outra esposa, da sua terra nativa de Swat, está à sua direita. À sua esquerda, encontram-se oito das suas manifestações meditativas envoltas em gaze. À sua direita estão oito coléricas manifestações empunhamdo instrumentos de poderes mágicos para subjugar os demónios da fé Bon.

 

A Capela Este

A Capela Este é dedicada a Tsong Khapa, fundador da tradição Gelug. A sua figura central está rodeada por lamas do Mosteiro Sakya que governou por um breve período o Tibete, e formou a sua própria tradição até ser convertido por Tsong Khapa. Outras estátuas estão expostas, feitas de vários materiais e exibindo expressões nobres.

 

A Capela Oeste

Esta é a capela que contém as cinco stupas douradas. A enorme stupa central contém o corpo mumificado do quinto Dalai Lama. Esta stupa foi construida em sândalo e está solidamente revestida de 3.727 kg. (8.200 lb) de ouro maciço e guarnecida com jóias semi-preciosas. Esta ergue-se ao longo de três andares, tendo quase 50 pés de altura. À esquerda fica a stupa fúnebre do décimo segundo Dalai Lama e à direita fica a do décimo Dalai Lama. As stupas de ambos os extremos contêm importantes escrituras.

 

A Primeira Galeria

A Primeira Galeria fica situada no piso acima da Capela Oeste, e possui várias janelas largas que iluminam e ventilam a Grande Galeria Oeste e às suas capelas abaixo. Entre as janelas, suberbos murais mostram a construção do Potala em detalhes refinados.

 

A Segunda Galeria

A Segunda Galeria dá acesso ao pavilhão central, o qual é usado pelos visitantes do palácio se refrescarem e comprarem lembranças.

 

A Terceira Galeria

A Terceira Galeria, além de refinados murais tem vários quartos escuros, que ramifivam para fora, contendo enormes colecções de estátuas de bronze e figuras em miniatura feitas de cobre e ouro, valendo uma fortuna. A galeria do sétimo Dalai Lama fica no lado Sul e, do lado Este, uma entrada liga a secção com a Capela do Santo e o Deyangshar (pátio aberto) entre os dois palácios.

 

A Sepultura do Décimo Terceiro Dalai Lama

A sepultura do 13º Dalai Lama fica localizada a Oeste da Grande Galeria Oeste e só pode ser alcançada a partir de um piso superior e com a companhia de um monge ou de um guia do Potala. Construida em 1933, a gigantesca stupa contém jóias principescas e uma tonelada de ouro maciço. Tem 14 metros (46 pés) de altura. Entre as ofertas devocionais encontram-se presas de elefantes da Índia, leões e vasos de porcelana e um pagode feito com mais de 200.000 pérolas. Murais elaborados em estilos tibetanos tradicionais retratam eventos da vida do 13º Dalai Lama durante o início do século XX.

 

Fonte:Wikipedia

Atlas dos Lugares Sagrados - Collin Wilson Edições Planeta

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VARANASI

Varanasi (em sânscrito: वाराणसी, Vārāasī, comumente conhecida como Benares (em hindi: बनारस e em urdu: بنارس, transl. Banāras,  localmente, como Kashi (em hindi: काशी, em urdu: کاشی, Kāśī, é uma cidade do estado de Uttar Pradesh, na Índia.

Localizada às margens do Ganges, tem mais de 3 milhões de habitantes e é uma das cidades mais antigas do mundo, considerada a cidade mais sagrada pela religião hindu.

História

A data exata da fundação de Varanasi é desconhecida, já que as únicas fontes de informações partem das tradições hindus. Segunda os brâmanes, Varanasi foi fundada por Shiva, há mais de 5 mil anos atrás, fazendo-a uma das sete cidades sagradas do Hinduísmo. Contudo, estudiosos consideram a hipótese de que a cidade surgiu há cerca de 3000 anos.

Varanasi foi um grande centro comercial e industrial, tendo se destacado na produção e distribuição de marfim, seda e perfumes. A cidade atingiu o posto mais respeitado entre as cidades da Índia, durante os tempos de Siddhartha Gautama, quando foi a capital do Reino de Kashi.

Kashi

Varanasi tornou-se um reino independente durante o século XVIII e, sobre a tutela do Império Britânico, tornou-se também o centro econômico e religioso da região. Em 1910, os britânicos definiram Varanasi como um estado da Índia Britânica, sendo Ramanagar a nova capital.

Economia

Varanasi possui várias microempresas especializadas na produção de sáris, tapetes e artesanato.A Seda baranasi e o leite Koha são considerados a marca registrada da cidade e suas indústrias são responsáveis por grande parte dos assalariados da região. Apesar da indústria desenvolvida e elogiada, Varanasi também têm sido o centro das atenções quando o assunto é o trabalho infantil.

Referências

1.   Louis Jacoilliot, Occult Science in India, Capítulo V, The bronze vase - musical accompaniments

 

Fonte: Wikipedia

 

VIJAYANAGAR - HAMPI

 

VIJAYANAGAR, esplendida cidade em ruínas situada numa paisagem estranha e bela, foi outrora o centro de um império hindu e uma das maiores cidades do sul da ìndia. As ruínas incluem Hampi, um dos maiores complexos templários do país.

O local está associado a muitas histórias narradas no poema  épico Ramayana. Em Viayanagar, Shiva teria feito penitência - precisamente na colina Hemakuta  - antes de desposar Parvati. Acredita-se que no mesmo lugar Shiva queimou o Deus da Luxúria.  A colina sagrada ficva ao sul de Virupakska.

Quando os muçulmanos iniciaram a conquista da Índia vindos do norte , no ano 1000 d.C.

 

Vijayanagar - "Cidade Vitória" - desafiou uma expansão maior dos invasores, tornando-se importante centro de resistencia da cultura e da religião dos hindus.

Em 1565, a cidade finalmente caiu, sendo saqueada e finalmente abandonada.

 

 

 

SAMARCANDA

Samarcanda (em uzbeque: Samarqand; em tadjique: Самарқанд; em persa: سمرقند; em russo: Самарканд), cujo nome significa "Forte de Pedra" ou "Cidade de Pedra", em sogdiano, é a segunda maior cidade do Uzbequistão e a capital da província de Samarcanda, situando-se num fértil vale irrigado, conhecida como MARACANDA pelos antigos gregos.

A cidade é famosa pela sua localização estratégica no centro da Rota da Seda entre a China e a Europa, e por ser um centro de estudos islâmicos de grande importância. Fundada no primeiro milénio antes da era cristã, como paragem na Rota da Seda, foi conquistada por Alexandre, o Grande e pelos Abássidas. Foi no século XIV a capital do império de Tamerlão, que a dotou de magníficos edifícios dignos de uma capital imperial.[1] Foi ainda capital do Uzbequistão entre 1925 e 1930.[2] Hoje é o centro comercial e turístico do país e tem cerca de 550 milhares de habitantes.

A ocupação do local onde hoje se ergue a cidade de Samarcanda data do Paleolítico Inferior e é um dos berços das civilizações desenvolvidas pelos povos da Ásia Central. O museu de Samarcanda mostra vários exemplos de sílex talhado encontrados na área da cidade, no sítio arqueológico denominado Afrasiab.

É uma das mais antigas cidades do mundo, tendo sido fundada, aproximadamente, em 700 a.C.. Foi conquistada por Alexandre, o Grande em 329 a.C., quando era conhecida sob o nome de "Marakanda".[4] Alexandre iria mais longe, até ao subcontinente indiano, mas a Sogdiana marcou o limite das suas conquistas na Ásia Central.

Foi conquistada pelos árabes em 712 e brilhou sob o império dos Samânidas. Samarcanda foi provavelmente a capital da Sogdiana até à invasão chinesa da região então conhecida como Transoxiana. Revoltados com o domínio chinês, uma coligação dos povos árabes, iranianos e túrquicos derrotou os chineses na batalha de Talas em 751[5], e capturou artesãos de papel chineses. Samarcanda tornar-se-ia em consequência o primeiro centro de fabrico de papel do mundo islâmico.

O matemático, astrónomo e poeta persa Omar Khayyām (1048-1131) residiu na cidade de 1072 a 1074, antes de se instalar em Ispahan, no Irão, por convite do sultão seljúcida Malik Shah I. Em Samarcanda escreveu um tratado de álgebra.[6]

O exército de Gengis Khan sitiou e destruiu a cidade em 1220[7][4]. Marco Polo não passou em Samarcanda, pois o seu itinerário para a China seguia mais a sul, pelo Afeganistão, mas o seu pai e tio foram até Bucara pela tradicional Rota da Seda cujo prolongamento natural atravessava Samarcanda antes chegar às montanhas do Pamir. Marco Polo escreveria o que lhe contaram:

Samarcanda é uma muito nobre e enorme cidade, onde se encontram belos jardins e todos os frutos que o homem possa desejar. As suas gentes são cristãs e sarracenas.” - Marco Polo - Descobertas do Mundo, o Livro das Maravilhas (Tomo I)

Samarcanda foi depois o centro político do Império Timúrida e a capital mais opulenta da Ásia Central. A cidade era dominada pela gigantesca cúpula de sua mesquita. Os monumentos a Tamerlão eram cobertos de azulejos de ouro, lápis-lazúli e alabastro. O seu mausoléu, o Gur-e Amir, é uma jóia da arte islâmica, com um sepulcro sobre uma enorme pedra de jade. Pensa-se que nesse túmulo estejam depositados os restos mortais do guerreiro Tamerlão, morto em 1405.

Alguns pontos de interesse da cidade histórica são a Praça do Registan, a Mesquita de Bibi-Khanym, a Necrópole de Shakhi-Zinda, o Mausoléu de Gur-Emir, o Observatório de Ulugbek e o Museu de Afrasiab.

Samarcanda foi inscrita na lista do patrimônio mundial da UNESCO em 2001.

 

Referências:

1.     William J. Duiker,Jackson J. Spielvogel. World History, Volume 1. Cengage Learning, 2006. p. 250

2.     Edward Allworth. The modern Uzbeks: from the fourteenth century to the present: a cultural history. Hoover Press, 1990. p. 295

3.     Room, Adrian. Placenames of the World: Origins and Meanings of the Names for 6,600 Countries, Cities, Territories, Natural Features and Historic Sites. 2nd edition ed. London: McFarland, 2006. 330 p.

4.     a b Jennifer Speake. Literature of travel and exploration: an encyclopedia, Volume 3. Taylor & Francis, 2003. pp. 1479

5.     Carlos Ramirez-Faria. Concise Encyclopaedia of World History. Atlantic Publishers & Distributors, 2007. pp. 1000

6.     Edward FitzGerald. Rubáiyát of Omar Khayyám. University of Virginia Press, 1997. pp. 258

7.     Samuel Willard Crompton. Centas guerras que mudaram a historia do mundo. Ediouro Publicações, 2005. pp. 252

8.     Columbia-Lippincott Gazeteer. p. 1657

9.     D.I. Kertzer/D. Arel, Census and identity, p. 187, Cambridge University Press, 2001

10.  Samarkand.info. Weather in Samarkand. Página visitada em 2009-06-11.

 

Fonte: Wikipedia

 

 

MONTES SAGRADOS

HIMALAIA

O Himalaia, Himalaias ou Cordilheira do Himalaia é a mais alta cadeia montanhosa do mundo, localizada entre a planície indo-gangética, ao sul, e o planalto tibetano, ao norte. A cordilheira abrange cinco países (Índia, China, Butão, Nepal, Paquistão) e contém a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest. O nome Himalaia vem do sânscrito (pronunciada com um longo primeiro 'a' e um curto último 'a', como 'himaal-ya', em vez de 'him-u-l-yu' ou 'him-u-layaa') e significa "morada da neve". Os Himalaias espalham-se, de oeste para leste, do vale do rio Indo ao vale do rio Bramaputra, formando um arco de cerca de 2500 km de extensão e com uma largura variando de 400 km no oeste, na região da Caxemira-Tibete, a 150 km no leste, na região do Tibete-Arunachal Pradesh.

 

EMEISHAN

 

Monte Emei ( chinês : 峨嵋山; pinyin : Emei Shan; Wade-Giles : O 2-mei 2 Shan 1, pronunciado [ɤ̌ɪ̯ ʂán] ) é uma montanha em Sichuan província de Western China . Monte Emei é muitas vezes escrito como 峨眉山 e ocasionalmente ou 眉山 mas todos os três são traduzidas como o Monte Emei ou Emeishan Monte: o palavra pode significar alta ou elevada, mas o nome da montanha é apenas um topónimo que não carrega nenhum significado adicional.

 

As montanhas a oeste de que são conhecidos como Daxiangling . [1] Uma grande área em torno do campo é geologicamente conhecida como a Emeishan Permiano Província Ígnea Grande, uma grande província ígnea gerada pelo Traps Emeishan erupções vulcânicas durante o período Permiano . At 3,099 metres (10,167 ft), Mt. Em 3099 metros (10167 pés), Mt. Emei is the highest of the Four Sacred Buddhist Mountains of China . [ 2 ] Emei é a mais elevada das Quatro Montanhas Sagradas budistas da China . [2]

 

Emei (Emeishan) está localizado perto da cidade do condado-nível da cidade do mesmo nome ( Emeishan City ), que faz parte da cidade de prefeitura-nível de Leshan .

 

MONTE KAILAS

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MAHENJO-DARO

Em 1922, no vale do Rio Indo, na "Colina dos Mortos", escavadeiras descobriram as ruínas de uma stupa budista, provavelmente erigida no século 3 a.C. escavações posteriores, por baixo do morro artificial no centro, revelaram restos ainda mais antigos pertencentes a uma rica civilização ainda desconhecida da idade do Bronze.

Mohenjo-daro, Mohenjodaro ou Moenjodaro foi uma cidade da Civilização do Vale do Indo, localizado no Paquistão.

Mohenjo Daro é um sítio arqueológico com mais de 4.000 anos de antiguidade que apresenta uma apaixonante interrogação. Antiga sede de uma civilização da qual se ignoram as causas do repentino desaparecimento, foi o local onde se adotou uma forma de escrita de tipo pictográfico, cujo significado nos é ainda desconhecido, e onde também se usavam roupas de algodão, as mais antigas já descobertas. Mohenjo Daro é um local onde não existem tumbas, mas é chamado de Colina dos Mortos e o lugar onde estão os esqueletos é extremamente radioativo.

A maioria são esqueletos com traços de carbonização e calcinação de vítimas de morte repentina e violenta. Não são corpos de guerreiros mortos nos campos de batalha, mas sim restos de homens, mulheres e crianças. Não foram encontradas armas e nenhum resto humano trazia feridas produzidas por armas de corte ou de guerra. As posições e os locais onde foram descobertas as ossadas indicam que as mortes foram repentinas, sem que houvesse tempo hábil para que as vítimas dessem conta do que estava ocorrendo. As vidas das pessoas foram ceifadas enquanto realizavam suas atividades diárias. Passaram do sono à morte junto a dezenas de elefantes, bois, cães, cavalos, cabras e cervos.

Mohenjo Daro situa-se aproximadamente a 400 milhas de Harappa. Foi construida por volta de 2600 a.C., e foi abandonada por volta de 1700 a.C., provavelmente devido a uma mudança do curso do rio que suportava esta civilização.

Fonte:Wikipédia

 

 

MONTES DA CHINA

A China possui cinco montes sagrados: a montanha oriental Taishan (a da Supremacia), a montanha ocidental Huashan (a do Esplendor), e a montanha meridional Hengshan (a do Equilíbrio), e a montanha setentrional Heengshan (a da Constância) e a montanha central Songshan (a da Eminência).

Todas possuem mais de 2.000 metros de altura. Seus picos estranhos e rochas empinadas as tornam majestosas e impressionantes. Suas vistas são maravilhosas e atraem muitos turistas.

 

 


TAISHAN

Taishan, cuja altitude é de 1.524 metros, se situa na província de Shangdong, sendo famoso por seu proeminente e grandioso pico. Os reis e imperadores ofereciam sacrifícios ao céu nos templos antigos da montanha, enquanto muitos literatos de várias épocas deixaram nas rochas e pedras manuscritos valiosos.

Taishan é, aliás, um lugar ideal para contemplar o raiar do sol. Exceto durante o inverno, quando a cerração toma conta do local, as visitas não cessam durante todo o ano.


 

HENGSHAN

A montanha Hengshan (a do Equilíbrio), situada na província de Hunan, no centro da China, é majestosa e se estende por centenas de quilômetros. Dizem que tem 72 picos.

Devido às condições climáticas mais favoráveis do que nas demais montanhas, possui arbustos e bosques de bambu sempre esverdeados. As plantas e flores exalam fortes aromas durante todo o ano.

 

 


 

HEENGSHAN

A montanha Heengshan (a da Constância), localizada na província de Shanxi no Norte do País, se prolonga também por centenas de quilômetros. Lá há rochas raramente vistas e árvores gigantes. O lugar mais conhecido é o Templo Pendente (Suspenso no Ar), o qual, situado na ribanceira Jinlongkou, conta como um grupo de edifícios vermelhos e verdes tão graciosos que parecem interligadas às rochas por fios invisíveis.

SONGSHAN

A montanha Songshan, localizada na província de Henan, na planície central da China, também se chama montanha Central. Na realidade se compõe de dois montanhas - Taishi e Shaoshi -, cada uma com 36 picos, dos quais o mais elevado se ergue a 1.492 metros.

Songshan é a mais conhecida entre as cinco montanhas afamadas da China por sua longa história, cultura brilhante e muitos lugares de valor histórico.

O Templo Budista de Shaolin é considerado como origem de proliferação de budismo da China e Kungfu de Shaolin.


HUASHAN

Monte Hua Hua Shan ou em chinês ( chinês simplificado : å ± ± ; tradicional chinesa : å ± ± ; pinyin : Hua Shan ) está localizado na província de Shaanxi , cerca de 120 quilômetros a leste da cidade de Xi'an , perto da cidade Huayin na China.

Também conhecido como Xiyue, Western Grande Montanha, é a montanha ocidental da China Cinco Montanhas Sagradas taoísta , e tem uma longa história de significado religioso. Originalmente classificados como tendo três picos, nos tempos modernos, a montanha é classificado como cinco picos principais, dos quais o mais elevado é o Pico do Sul em 2154.9m.

O caráter "" ou "" (hua) tem sido muito utilizado como sinônimo da literatura política para a própria China

 

Huashan, situada na província e Shaanxi, é a mais rigorosa entre os cinco montes mencionados.

 

Em Qianchichuang, a escada de pedra de 370 graus é tão angusta (Verticalizada) que permite a passagem de apenas uma pessoa.


 

 

 

KUN LUN

 

O Kun Lun é uma das Montanhas Sagradas mais importantes da China. Não se sabe o sentido do termo Kun Lun, que a julgar pelo ideograma é anterior à escrita chinesa. Existe o Kun Lun no nível físico: trata-se de uma cadeia de montanhas na região leste da China e que faz parte do conjunto montanhoso dos Himalaias.

O nome da montanha “física” foi dado em homenagem à Montanha Sagrada. Em relação e esta última, conta a tradição taoísta que, quando as cinco forças criativas do universo revelaram seus conhecimentos, criaram assim a ordem no Universo, e nesse momento ergueu-se de um imenso oceano o Monte Kun Lun, que foi assim descrito: “Era uma ilha gigantesca e íngreme, cercada por fortíssimas ondas de nove quebras; sustentava um grande tronco no alto do qual havia um continente (…).”

O Monte Kun Lun inteiro é chamado de “Cidade Inferior do Rei de Jade”, pois representa o mundo material que é governado por ele. O Rei de Jade simboliza a consciência universal. Ainda segundo a tradição, o Kun Lun é a morada de todos os deuses: “Todos os homens sagrados, imortais do mundo sob o Céu, têm seu governo no alto do Monte Kun Lun, no continente da coluna.” Dizem que esta coluna seria feita de bronze polido, com um diâmetro de cerca de três mil léguas e sua altura chegaria aos céus. O Monte Kun Lun Sagrado é entendido como sendo uma escada que conduz ao Céu, já que se trata de uma montanha feita de infinitas dimensões. Existe um Monte Kun Lun acima do outro: quando se consegue entrar no primeiro nível da montanha ainda tem o segundo, terceiro, quarto níveis, e assim sucessivamente. Seguindo o caminho do Monte Kun Lun chega-se à mais alta hierarquia espiritual.

Por isso o Kun Lun é considerado pelo taoísmo como o símbolo da Montanha Sagrada que conduz o praticante à realização da grande obra espiritual.

Antigamente havia uma fotografia em nosso templo, na Sociedade Taoísta do Brasil, do Mestre Liu da Ordem da Espada, da Escola da Tradição dos Imortais Kun Lun (Escola Kun Lun). Mestre Liu queria subir o Monte Kun Lun Sagrado, e para isso buscou uma entrada a partir da montanha “física”. Ele foi para lá e em estado de meditação profunda fez três tentativas para entrar. Na primeira e na segunda não obteve sucesso, mas na terceira conseguiu.

Ao entrar, viu-se em uma grande montanha, com uma grande floresta, diferente do lugar em que estava. Lá encontrou seus mestres e o Patriarca de sua Escola lhe esperando. De lá, ele e um dos mestres começaram a subida da montanha, que era muito alta, e assim levaram dias, semanas para subir. Durante o caminho, o mestre ia explicando a seu discípulo o que era, e o que significava cada lugar, cada planta, animal, rocha, riacho e fonte que encontravam. Havia árvores, animais e toda uma natureza desconhecida da humanidade.

Num dado momento, chegaram a um lugar em que havia uma árvore frondosa, gigantesca, e sob ela, já envolvido pelo cipó, um velhinho sentado em estado meditativo. Sua barba e cabelos longos cobriam o chão. Nesse momento o mestre de Liu disse-lhe: “Não fique aí parado, feche os olhos, ajoelhe-se e reverencie”.

O mestre depois explicou: “aquele em meditação é o nosso patriarca, o primeiro corpo do nosso patriarca, ou seja, ele saiu do mundo físico e entrou no mundo do Kun Lun espiritual. De lá, meditou de novo, transcendeu de novo, criou outro corpo e foi para o outro Monte Kun Lun, deixando o corpo parado lá, em meditação, há centenas de milhares de anos. Ele não está mais naquele corpo, está em outro nível do Kun Lun, mas tem que reverenciar, pois é o primeiro corpo ascencionado do patriarca da Linhagem Kun Lun.”

Portanto, o Patriraca já havia seguido para o segundo ou terceiro nível do Kun Lun, e o Mestre Liu estava ligado ao primeiro nível.

Conta-se que aos 95 anos de idade, Mestre Liu reuniu algumas pessoas entre discípulos e iniciados e falou: “Vou retornar ao Kun Lun”. Então ele se sentou e simplesmente “desligou-se” - o espírito dele foi pelo menos para o primeiro nível e lá deve estar continuando o seu trabalho espiritual para poder ascender aos outros níveis.

A Tradição Taoísta propicia ao praticante caminhos para a realização espiritual e o Kun Lun representa o estágio mais elevado dessa realização. Sua grande altura, forma íngreme e as fortes ondas, indicam que o acesso não é fácil, mas que, com trabalho, torna-se uma condição possível e segura de se atingir, porém, é preciso “dar a partida” com simplicidade, afetividade e humildade. Se o Caminho começa debaixo dos pés, como diz Lao Tsé, então vamos começar, ou melhor, vamos “Retornar ao Kun Lun”.

autor: http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/doku.php?id=retornar_ao_kun_lun

 

 

Fontes: http://portuguese.cri.cn/165/2007/03/07/1@63052.htm

Wikipedia

 

ORIENTE MÉDIO:

I - MONTES DE ISRAEL

1 - Montes de Judá
Os montes de Judá localizam-se ao Sul dos montes de Efraim. Constituem-se de uma série de elevações, entre as quais há herbosos vales, por onde correm riachos que deságuam nos mares Morto e Mediterrâneo. Eis os mais notórios montes de Judá: Sião, Moriá, Oliveiras, e o da Tentação.

1.1 - Monte Sião
Localizado na parte Leste de Jerusalém, o monte Sião ergue-se ali soberano e altivo. Com aproximadamente 800 metros de altitude, ao nível do Mediterrâneo, é a mais alta montanha da cidade Santa. Designa-o desta forma o profeta Joel: "E vós sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus, que habito em Sião, o monte da minha santidade; e Jerusalém será santidade; estranhos não passarão mais por ela" (Jl 3.17).
O Monte Sião era habitado pelos Jebuseus. Davi, en­tretanto, ao assumir o controle político-militar de Israel, resolveu desalojá-los. A partir de então, aquela singular elevação passou a ser a capital do Reino de Israel. Em vir­tude de sua posição privilegiada, era uma fortaleza natural para a cidade de Jerusalém.
Mais tarde, ordenou Davi fosse levada a arca da aliança a Sião. Por causa disso, o monte passou a ser considera­do santo pelos hebreus. Décadas mais tarde, com a remoção da sagrada urna ao Santo Templo, Sião passou a designar, também, a área compreendida pela Casa do Senhor. E, não foi muito difícil a própria Jerusalém ser chamada por esse abençoado nome.
No Monte Sião encontra-se a sepultura do rei Davi. Em uma das lombadas dessa memorável área, localiza-se um cemitério protestante, onde está sepultado o renomado arqueólogo Sir Flinders Petri.
Após o Exílio Babilônico, os judeus começaram a identificar-se, com mais intensidade, com a mística Sião. Na luxuriante e soberba Babilônia, eles lembravam-se desse nome e derramavam copiosas lágrimas. Nos tempos modernos, foi criado um movimento, visando à criação do
Estado de Israel, cujo nome é Sionismo. Essa designação reflete bem o amor dos judeus por sua terra.
A Igreja de Cristo é considerada a Sião Celestial, repleta de justiça e habitada por homens, mulheres e crianças comprados pelo sangue do Cordeiro.


1.2 - Monte Moriá
Moriá é sinônimo de sacrifício e abnegação. Nesse monte, o patriarca Abraão passou a maior prova de sua carreira espiritual. Premido pelo Todo-poderoso, preparava-se para sacrificar seu filho, seu único filho Isaque, quando ouviu este brado: "Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Então disse-lhe o anjo do Senhor: Não estendas a mão contra o moço, e não lhe faças nada; por­quanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único" (Gn 22.11,12). Continua a narrativa: "Então levantou Abraão os seus olhos; e eis um carneiro detrás dele, travado pelas suas pontas num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho" (Gn 22.13).


Localizado a leste de Sião, e Monte Moriá tem uma altitude média de 800 metros ao nível do Mediterrâneo. De forma alongada, sua parte mais baixa era conhecida como Ofel. No tempo de Abraão, Moriá não designava propriamente um monte, mas uma região.
Mil anos após a era patriarcal, Salomão construiu o Templo nessa elevação. A Casa do Senhor, entretanto, foi destruída por Nabucodonozor, em 587 a.C. Reconstruída no tempo de Esdras e Neemias, foi novamente destruída pelo general Tito, no ano 70 de nossa era. Atualmente, sobre esse monte, encontra-se a Mesquita de Ornar, um dos lugares mais sagrados para os muçulmanos.


O que significa Moriá? O professor Zev Vilnay, citado por Enéas Tognini, explica: "Os sábios de Israel perguntaram: - 'Por que este monte se chama Moriá?' - Porque vem da palavra 'Mora', que, em hebraico, significa temor. Desta montanha o temor de Deus percorreu a terra toda. Outra versão diz que vem de 'ora', que quer dizer luz, pois quando o Todo-poderoso ordenou: 'Haja luz', foi do Moriá que pela primeira vez brilhou a luz sobre a humanidade."
Hoje, Moriá poderia ser chamado "Montanha das Lágrimas". Do Templo, restou apenas uma muralha na qual judeus de todo o mundo choram seu exílio e suas amargu­ras। O Muro das Lamentações é o último resquício da glória passada de Israel.



1.3. - Monte das Oliveiras
O Monte das Oliveiras situa-se no setor oriental de Je­rusalém. O Vale do Cedrom separa-o do monte Moriá. Esse monte, denominado "Mons Viri Galilaei", compõe uma cordilheira, sem muita expressão, com aproximadamente três quilômetros de comprimento.
Na parte ocidental do Monte das Oliveiras, fica o Jardim do Getsêmani. Nos dias do Antigo Testamento, essa sagrada elevação era coberta de oliveiras, vinhedos, figueiras e uma série de outras árvores frutíferas e ornamentais. A fertilidade dessa região é proverbial e secular, haja vista que, depois do exílio babilônico, a Festa dos Tabernáculos foi realizada com os ramos das árvores do Olivete.
No Jardim do Getsêmani, Jesus enfrentou um dos mais dolorosos momentos de seu ministério. Envolto na sombra da noite, clamou. Pressionado pelos nossos pecados, chorou. Ali, seu corpo foi esmagado por causa das nos­sas transgressões.

 

1.4 - Monte da Tentação
Logo após o seu batismo, foi Jesus levado a um monte, onde passou 40 dias. Em completo jejum por 40 dias, foi tentado pelo Diabo; teve fome depois de terminar o jejum e sofreu a solidão. Essa elevação, que serviu de claustro ao Salvador, é conhecida como o monte da Tentação.
Distante 20 quilômetros a leste de Jerusalém, esse monte fica a quase 1000 metros acima do nível do mar. Sua altura, contudo, não ultrapassa a 300 metros, por encontrar-se no profundo terreno do vale do Jordão. Caracterizado por ingrata aridez, possui inúmeras cavernas, onde os monges refugiam-se para meditar.
Na realidade, as Sagradas Escrituras não declinam o nome do monte onde o Senhor foi tentado.


2 - Montes de Efraim
A região montanhosa de Efraim abrange a área ocupada pelos efraimitas, pela metade dos manassitas e por uma parcela dos benjamitas. Conhecemos essa área, também por estes nomes: monte de Naftali. monte de Israel e mon­te de Samaria. Essa área é classificada, geograficamente, como Planalto Central.
Eis os mais importantes montes de Efraim: Ebal e Gerizim। Sobre ambos os montes, foram pronunciadas as maldições e as bênçãos sobre os filhos de Israel. Ambas as elevações, testemunham os visitantes, formam um anfi­teatro, com perfeita acústica.



2.1 - Monte Ebal
Do Ebal foram pronunciadas as maldições. Localizado no Norte de Nablus, seu solo é aridificado e com muitas escarpas. Tem 300 metros de altura e fica a mais de mil metros de altitude em relação ao Mar Mediterrâneo.
Jotão proclamou seu célebre apólogo do cume desse monte. E, dessa engenhosa maneira, incitou Israel a lutar contra o usurpador Alimeleque.
Tanto o Ebal, como o Gerizim, ocupam posição estra­tégica। Para se alcançar qualquer parte da Terra Santa, há de se passar, necessariamente, por ambos os montes "Ebal" significa, em hebraico, pedra.

Entretanto, o Monte da tentação é o único que corresponde ao cenário onde Cristo travou uma de suas mais decisivas batalhas.

 

2.2 - Monte Gerizim
Ao contrário do Ebal, o monte Gerizim é coberto por reconfortante vegetação. A altura dessa elevação é de 230 metros. Com relação ao nível do Mediterrâneo, está situado a 940 metros de altitude. Nesse monte, foram abertas muitas cisternas para captar águas da chuva.
Após o exílio babilônico, os samaritanos, instigados por Sambalá, construíram um templo sobre o Gerizim. Visavam tirar a glória do Templo reconstruído por Esdras e Neemias. Em 129 a.C, o lugar de adoração dos samarita­nos seria destruído por João Hircano.
Recentemente, Salcy descobriu reminiscências desse espúrio santuário. Conforme descreve esse laborioso arqueólogo, o templo dos samaritanos era rico e suntuoso.
O Monte (gerizim, atualmente é conhecido como Jebel et-Tor. E. continua sendo o lugar de adoração dos samaritanos. Segundo dizem, foi nesse monte que Abraão pagou o dízimo a Melquisedeque. Eles acreditam, também, que foi nesse lugar que Isaque seria sacrificado pelo piedoso pai dos hebreus.


3 - Montes de Naftali
Essa designação abarca todo o conjunto montanhoso do Norte da Terra Santa. Abrange a região da Galiléia. Quando da conquista de Canaã, esse território foi destina­do às tribos de Aser, Zebulom, Issacar e Naftali. Os naftalitas ficaram com uma área mais extensa. Em virtude dis­so, essas terras passaram a ser conhecidas como Naftali.
Eis os quatro mais importantes montes dessa região: Carmelo, Tabor, Gilboa e Hatim.


3.1 - Monte Carmelo
Travou-se no Carmelo um dos mais renhidos comba­tes entre a fé e a idolatria. Cheio do Espírito Santo, Elias desafiou várias centenas de profetas de Baal. A vitória, é claro, coube ao profeta do Senhor. Esse monte, em virtude dessa confrontação, é símbolo de prova e fogo.
O Carmelo não é propriamente um monte. Faz parte, na realidade, de uma cordilheira de 30 quilômetros de comprimento. Sua largura oscila entre 5 a 13 quilômetros, a começar do Mediterrâneo em direção ao Sudeste do território israelita. O ponto mais elevado dessa serra não atinge 600 metros. O duelo de Elias com os falsos profetas deu-se exatamente no cume do monte Carmelo.
No lado Norte dessa cordilheira, passa o rio Quisom, onde os vassalos de Baal foram exterminados। Oswaldo Ronis acrescenta-nos mais alguns detalhes acerca do Carmelo: "Este é o único monte que se destaca do planalto central na direção oeste, formando um promontório ao sul da planície do Acre (Accho ou Asher) e é a única parte do território da palestina que avança mar Mediterrâneo aden­tro, formando, ao Norte, a baía do Acre onde se localiza a cidade de Haifa. Note-se que este monte ou serra forma uma barreira entre as planícies Esdraelom, ao norte e Sarom ao sul, apresentando em seus flancos inúmeras caver­nas que, pela sua conformação interna, parece (algumas) terem sido habitadas. Uma delas é conhecida como a 'Gruta de Elias' , que hoje é um santuário muçulmano."


3.2 - Monte Tabor
Localizado também na Galiléia, o Tabor tem 320 metros de altura. Trata-se de um monte solitário, plantado na luxuriante Esdraelom. Visto do Sul, lembra-nos um semicírculo. Dista a apenas 10 quilômetros de Nazaré e a 16 do mar da Galiléia. Situa-se a 615 metros acima do nível do Mar Mediterrâneo.
De seu cume podem-se avistar magníficas paisagens. A alma poética dos hebreus embevecia-se com os maravi­lhosos quadros vislumbrados desse monte. O Tabor, por esse motivo, era comparado ao monte Hermom.
O Tabor é muito importante no Antigo Testamento. Em suas cercanias, os exércitos de Débora e Baraque com­bateram as forças de Sísera. Mais tarde, Gideão, nessa mesma área, colocou em fuga os batalhões dos midianitas.
Nos dias de Oséias, foi construído um santuário pagão sobre o monte Tabor, contra o qual clamou o santo profeta: "Ouvi isto, ó sacerdotes, e escutai, ó casa de Israel, e escu­tai, ó casa do rei, porque a vós pertence este juízo, visto que fostes um laço para Mizpá, e rede estendida sobre o Tabor" (Os 5.1).
Tempos mais tarde, foi construída uma cidade no topo desse monte. Em 218 a.C., Antíoco a conquistou e transformou-a em uma fortaleza. O Tabor seria cenário, ainda, de vários conflitos entre romanos e judeus. O historiador Flávio Josefo, por exemplo, fortificou uma determinada área desse monte. Dessas fortificações, sobraram, somente, trechos de um muro.
A partir do Século III de nossa era, renomados teólogos começaram a ventilar esta hipótese: A transfiguração do Cristo deu-se no Monte Tabor. Visando perenizar esse importantíssimo momento da vida terrestre de Jesus, a mãe de Constantino Magno, Helena, ordenou fossem construídos três santuários: um para Jesus, e os outros dois
para Moisés (representante da Lei) e Elias (representante dos profetas).
Hoje, todavia, acredita-se que a transfiguração ocorreu nas encostas sulinas do monte Hermom.
O Tabor, atualmente, é chamado de Jabal al-Tur pe­los árabes. Os israelenses continuam a tratá-lo de Har Tãbhôr.


3.3 - Monte Gilboa
Com 13 quilômetros de comprimento e com uma lar­gura que varia entre 5 a 8 quilômetros, o Monte Gilboa está localizado no Sudeste da planície de Jezreel. Sua forma é alongada. Situa-se a 543 metros de altitude.
Em Gilboa, que significa fonte borbulhante em hebraico, morreram o rei Saul e seu filho Jônatas, quando combatiam os incircuncisos filisteus. A fatalidade inspirou este cântico davídico: "Vós, montes de Gilboa, nem orvalho, nem chuva caia sobre vós, nem sobre vós, campos de ofertas alçadas, pois aí desprezivelmente foi profanado o escudo dos valentes, o escudo de Saul, como se não fora ungido com óleo" (2 Sm 1.21).
As colinas do Gilboa são conhecidas, hodiernamente, como Jebel Fukua.


3.4 - Monte Hatim
Localizado nas proximidades do mar da Galiléia, o monte Hatim compõe o chamado Cornos de Hatim. Sua altitude não ultrapassa os 180 metros. É um lugar bastante atrativo. De seu topo, pode-se avistar o Mar da Galiléia. Seus dois picos principais têm a aparência de chifres.
Acredita-se ter sido esse o monte, do qual Cristo pro­nunciou o célebre Sermão da Montanha। O Hatim é conhecido, de igual modo, como o Monte das bem-aventuranças.



II - MONTES TRANSJORDANIANOS


Os montes transjordanianos são conhecidos, também, como Montes do Planalto. Eis as suas principais elevações: Gileade, Basam, Pisga e Peor.

1 - Monte de Gileade

Trata-se de um conjunto montanhoso. Vai do Sul do Rio Yarmuque ao mar Morto. Gileade é dividido pelo Ri­beiro de Jaboque, onde Jacó lutou com o Anjo do Senhor. Essa foi a primeira região conquistada pelos israelitas e coube à tribo de Gade. O profeta Elias é originário dessa terra. No tempo de Jesus, esse território era conhecido como Peréia.
O nome dessa localidade surgiu com o encontro entre Jacó e Labão. Designou-a, o primeiro, assim: Jegar-Saaduta. E, o segundo, Galeed. Ambas as nomenclaturas significam montão do testemunho.
Essa região, na antigüidade, era famosa pela sua ferti­lidade. De seu solo, explodiam o trigo, cevada, oliveira e legume. O seu bálsamo era procuradíssimo. Hoje, esse terri­tório está em poder da Jordânia. Para os judeus ortodoxos, entretanto, Gileade é a eterna possessão dos filhos de Israel.


2 - Monte de Basam

Basam é um dilatado e fertilíssimo conjunto de mon­tanhas. Ao norte, limita-se com o monte Hermom. Ao les­te, com a região desértica da Síria e da Arábia. A Oeste, com o Jordão e o mar da Galiléia. E, ao sul, com o Vale do Yarmuque.
Assim refere-se Davi a esse monte: "O monte de Deus é como o monte de Basam, um monte elevado como o monte de Basam" (Sl 68.15).
As terras do Basam, por causa de sua fertilidade, constituem-se um celeiro para Síria e o Estado de Israel. Na era veterotestamentária, essa região estava coberta de cedros e carvalhos. E, em suas viscejantes pastagens, eram apascentados numerosos rebanhos.
Nos dias de Abraão, o monte de Basam era habitado pelos temidos refains, um povo constituído de homens de elevada estatura. O último soberano dessa nação foi exe­cutado pelos israelitas. Trata-se de Ogue, cuja cama me­dia aproximadamente quatro metros de comprimento e quase dois de largura.
Essa área foi destinada, por Moisés, aos manassitas.


3 - Monte Fisga
Do cimo do monte Pisga, contemplou Moisés a Terra Prometida: "Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao Monte Nebo, ao cume de Pisga, que está defronte de Jerico; e o Senhor mostrou-lhe toda a terra, desde Gileade até Dã. Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme o dito do Senhor" (Dt 34.1 e 6).
O Pisga está localizado na planície de Moabe. Dista 15 quilômetros do Leste da foz do rio Jordão. Moisés vislumbrou o solo da promissão de uma altitude de 800 metros. O monte Pisga é conhecido, também, como Nebo. Alguns autores, contudo, dizem haver, nessa região, dois montes: o Pisga e o Nebo.


4 - Monte Peor

O monte Peor está localizado nas imediações do Nebo. Em hebraico, "Peor" significa abertura. Nesse monte era adorado o imoral Baal-Peor.
Do monte Peor, tentou Balaão amaldiçoar os filhos de Israel. No entanto, seus esforços foram em vão. Como último recurso para prejudicar a marcha dos israelitas, induziu-os a participar das sensuais cerimônias de adoração de Baal-Peor. Não fosse a ação pronta e enérgica de Moisés, os hebreus teriam se corrompido completamente. Desse lamentável episódio, falaria mais tarde o grande legislador: "Os vossos olhos têm visto o que Deus fez por causa de Baal-Peor: pois a todo o homem que seguiu a Baal-Peor o Senhor teu Deus consumiu no meio de ti" (Dt 4.3).


III - MONTE SINAI


O Sinai constitui-se de uma península montanhosa, localizada entre os golfos de Suez e Acaba. Nessa região, Deus apareceu a Moisés e o comissionou a libertar Israel do jugo faraônico. Da sarça ardente, clamou o grande Jeová: "Eu sou o que sou". Em frente a esse monte, ficaram os israelitas acampados por quase um ano. Nesse santo lugar, o Senhor entregou a Lei aos filhos de Israel (Êx 19 e Nm 10).


Conhecido também como Horebe, o monte Sinai ser­viu de refúgio a Elias. Nele, o profeta, o ardente profeta de Jeová, pôde esconder-se da perversa Jezabel. "Sinai", segundo os exegetas, significa sarça ardente, fendido ou rachado. Dizem alguns ser esse nome uma evocação a Sin, deusa da Lua. Nas Sagradas Escrituras, esse monte recebe três diferentes designações: Monte Sinai. Horebe e Monte de Deus.
Essa sagrada elevação tem uma forma triangular. Seus vértices superiores repousam nos territórios asiático e africano. Ao Leste, é banhada pelo Golfo de Acaba. Ao Ocidente, pelo Golfo de Suez. A área da Península do Sinai mede 35.000. Nessa região, podemos encontrar três zonas geológicas: Cretácea, Arenística e Granítica.


Apesar de aridificado, esse território tem os seus encantos particulares. Os montes erguem-se soberanos e altivos. Queimadas pelo Sol, as areias mostram-se multicoloridas. A vegetação é sobremodo escassa, tornando a sobrevivência humana praticamente impossível. Os oásis são uma raridade. Em alguns locais, contudo, vislumbram-se verdes vales, em virtude da água, que provém da neve de alguns altos picos. Nesses lugares, os anacoretas encontram repouso e silêncio para a sua meditação.

O Sinai pertencia ao Egito. No entanto, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel capturou toda essa região. Segundo a Palavra de Deus, a região do Sinai pertence, de fato, aos israelitas.


Autor: Oséias de Lima Vieira
Professor de Geografia na rede Pública e particular de ensino. Professor de Geografia geral e Geografia do Mundo Bíblico, História da Igreja e Arqueologia Biblica no Instituto Bíblico de Teologia IBADETRIM
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MONTE FUJI

 

Juntamente com os montes Tate (3.015 metros de altitude) e Haku (2.702,2 metros de altitude), o Monte Fuji, com 3.776 metros de altitude, é uma das “Três Montanhas Sagradas” do Japão.

 

É a montanha mais alta do país. É um vulcão ativo, sendo que a última erupção ocorreu entre 16 de dezembro de 1707 e terminou em 1 de janeiro de 1708. Desde então, não houve qualquer sinal que possa indicar risco de uma nova erupção, assim o Monte Fuji é classificado como um vulcão ativo de baixo risco. Fica entre as províncias de Shizuoka e Yamanashi e a apenas alguns quilômetros da área urbana de Tóquio, a maior do mundo, com aproximadamente 31,6 milhões de habitantes, de onde o Monte Fuji pode ser avistado num dia claro.

 

Três pequenas cidades rodeiam a montanha: ao sul está Gotenba, com cerca de 85 mil habitantes e cuja altitude varia de 250 a 650 metros; ao norte está Fujiyoshida, que com aproximadamente 53 mil habitantes é a cidade mais alta do Japão, com cerca de 850 metros de altitude e a sudoeste está Fujinomiya com estimados 122 mil habitantes e é o principal ponto de hospedagem para quem procura visitar a montanha. O Monte Fuji é conhecido por seu formato parecido com o de um cone simétrico e por ser, provavelmente, o símbolo mais conhecido de um dos países mais populosos do mundo.

O Monte Fuji é rodeado por cinco lagos e está próximo à cidade de Hakone, à Península Izu e às Ilhas Izu.

 

Em 663, um monge foi o primeiro humano a escalar o Monte Fuji. Desde então, seu topo foi considerado sagrado, restrito apenas a algumas pessoas, com cargos eclesiásticos. Só na Era Meiji (1868-1912) é que as mulheres foram permitidas a escalarem a montanha. Os samurais, guerreiros japoneses durante a organização feudal do país, mas que existem até hoje, utilizaram o sopé da montanha para praticarem seus treinamentos, visto que a área, mesmo próxima da maior região metropolitana do planeta, é bastante calma, mesmo nos dias atuais. Hoje a escalada ao Monte Fuji é completamente livre. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas cheguem até um dos oito picos da montanha por ano.

 

fonte: http://www.virtualjp.com/2010/05/escalando-o-monte-fuji.html

 

MONTE OLIMPO

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CORDILHEIRA DOS ANDES

A Cordilheira dos Andes ou grande queniol (em língua quechua: Anti(s)) é uma vasta cadeia montanhosa formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul, sendo a formação geológica da mesma datada do período Terciário. A cordilheira possui aproximadamente 8000 km de extensão.

É a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4000 m e seu ponto culminante é o pico do Aconcágua com 6962 m de altitude.

A Cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até à Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano, caracterizando a paisagem do Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, também conhecidos como países Andinos.


Nos territórios da Colômbia e da Venezuela a cordilheira se ramifica e se prolonga até quase alcançar o Mar do Caribe. Em sua parte meridional serve de longa fronteira natural entre Chile e Argentina. Na zona central, os Andes se alargam dando lugar a um planalto elevado conhecido como Altiplano, partilhado pelo Peru, Bolívia e Chile. A cordilheira volta a estreitar-se no norte do Peru e se alarga novamente na Colômbia para estreitar-se e dividir-se ao entrar na Venezuela.

O norte do Chile e da Argentina compartilham os picos mais altos dos Andes, seguidos pela Cordilheira Branca, localizada no Peru, a Cordilheira Real da Bolívia e os Andes Equatorianos.

Seu maior cume é o Aconcágua (na Argentina): com 6962 m de altitude, é o ponto mais alto do continente americano. No sul do Peru, próximo de Cuzco, encontra-se o Nudo de Vilcanota, que alcança seu ponto mais elevado no Monte Ausangate (6380 m).

Nesta cordilheira está localizado o glaciar de Quelccaya, um dos dois únicos glaciares planos na zona tropical do planeta. Esta singularidade há permitido estudar em seus gelos as mudanças climáticas ocorridas no trópico desde a última era glacial.


 

 

MACHU PICCHU

Machu Picchu (em Portugal também denominado de Machu Pichu)[1], em quíchua Machu Pikchu, "velha montanha", também chamada "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.



Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais.

A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a histórica inca, tudo planejado para a passagem do deus sol.

 

Localização:

 

Machu Picchu se encontra a 13º 9' 47" de latitude sul e 72º 32' 44" de longitude oeste. Faz parte do distrito de mesmo nome, na província de Urubamba, no Departamento de Cusco, no Peru. A cidade importante mais próxima é Cusco, atual capital regional e antiga capital dos incas, a 130 quilômetros dali.

A 2400 metros de altitude, Machu Picchu está situada no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas e circundada pelo rio Urubamba, o que lhe proporciona uma atmosfera única de segurança e beleza

As montanhas Machu Picchu e Huayna Picchu são parte de uma grande formação orográfica conhecida como Batolito de Vilcabamba, na Cordilheira Central dos Andes peruanos. Encontram-se na margem esquerda do chamado Canyon do Urubamba, conhecido antigamente como Quebrada de Picchu.[8] Ao pé dos montes e praticamente rodeando-os, corre o rio Urubamba (Vilcanota). As ruínas incas encontram-se a meio caminho entre os picos das duas montanha, a 450 metros acima do nível do vale e a 2.438 metros acima do nível do mar. A superfície edificada tem aproximadamente 530 metros de comprimento por 200 de largura e contém 172 edifícios em sua área urbana.

As ruínas, propriamente ditas, estão dentro de um território do Sistema Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (SINANPE), chamado Santuário Histórico de Machu Picchu, que se estende sobre uma superfície de 32 592 hectares, (80 535 acres ou 325,92 km²) da bacia do rio Vilcanota-Urubamba (o Willka mayu ou "rio sagrado" dos incas). O Santuário Histórico protege uma série de espécies biológicas em perigo de extinção e vários estabelecimentos incas,entre os quais Machu Picchu é considerado o principal.





 

Huayna Picchu


Huayna Picchu é uma montanha localizada no Peru, em torno da qual o rio Urubamba segue seu curso. Ela é mais alta que Machu Picchu, a chamada "cidade perdida dos Incas" e divide-a em seções. Os incas construíram uma trilha até o lado do Huayna Picchu, templos e terraços em seu topo. O pico de Huayna Picchu é de cerca de 2.720 metros (8.900 pés) acima do nível do mar, ou cerca de 360 metros (1.200 pés) mais alto que Machu Picchu.

De acordo com guias locais, no topo da montanha era a residência do sumo sacerdote. 

 

Todas as manhãs, antes do nascer do sol, o sumo sacerdote, com um pequeno grupo ia a pé a Machu Picchu para assinalar a chegada do novo dia. O Templo da Lua, um dos três templos principais na área de Machu Picchu, situado no lado da montanha, a uma altitude inferior a Machu Picchu. Adjacente ao Templo da Lua é a grande caverna, outro templo sagrado com alvenaria.

 

Fonte: Wikipedia


 

GRUTAS E CAVERNAS SAGRADAS

AJANTA

ELLORA

 

OUTROS LUGARES SAGRADOS

CASA DE ADORAÇÃO BAHÁ'Í   - DELI

Casas de Adoração Bahá'í em Árabe Mashriqu'l-Adhkár (Árabe: مشرق اﻻذكار), é a designação de um templo da Fé Bahá'í. Os ensinamentos da religião atribuem que estes templos devem ser construídos próximos a dependências dedicados ao desenvolvimento social, humanitário, educacional e científico, embora ainda nenhum desses templos tenham sido construídos nesta extensão.

Concepção

As Casas de Adoração Bahá'í simbolizam, de acordo com os ensinamentos da Fé Bahá'í, a unidade de Deus, unidade de todos os Seus Manifestantes, a unidade da humanidade. Visa resgatar o aspecto transcedental dos seres humanos, através da celebração e reverência ao Criador.

Os escritos da Fé Bahá'í, associam os templos Bahá'ís com a construção de um complexo de edificações ao redor, que visam o benefício e progresso humano, tais como hospitais, escolas, orfanatos, universidades, e outros. Os Bahá'ís afirmam, que futuramente, as Casas de Adoração serão localizadas no centro de todas as cidades.

As cidades são estruturadas de modo a facilitar o transporte de mercadorias, traduzindo uma melhor configuração de fluxo econômico, permitindo o desenvolvimento sócio-econômico urbano. As consideradas "doenças modernas", são associadas ao stress provocadas, em muitas, pela agitação de grandes centros urbanos. Esses aspectos do desenvolvimento das cidades, na concepção apresentada, sufoca as relações humanas e necessidades individuais, tais como o contato com a natureza ou a vida social. A unidade mundial, como é o princípio da Fé Bahá'í, será dificilmente realizada se os aspectos da socialização visarem primariamente a aquisição de mercadorias, como de certo modo tem se tornado aparente nos centros urbanos. Os templos Bahá'ís e os complexos que futuramente serão estabelecidos ao redor, representarão um progresso orgânico e essencial do indivíduo e da sociedade. O valor evocativo é a de que todas as estruturas das cidades serão edificadas visando a unidade da humanidade.[2]

Características Arquitetônicas

Os Escritos da Fé Bahá'i relativos à estrutura dos templos Bahá'ís, definem que estes devem possuir duas características básicas: possuir nove entradas e um domo central no topo.

Atualmente, todas os templos Bahá'ís, até então construídos, possuem apenas uma sala sem divisão sob o domo, e os assentos do auditório são voltados para o Santuário de Bahá'u'lláh em Akka, Israel. É comum que ao redor destes templos se cultivem plantas e árvores.

Outras características da arquitetura, tais como o design e materiais, são de acordo com a cultura local.

Fonte: Wikipedia

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RIO GANGES - Índia

O rio Ganges (em hindi, e na maior parte das línguas indianas, गंगा; IAST: Ga, transl. Ganga), também conhecido como rio Benares, é um dos principais rios do subcontinente Indiano. Suas águas se deslocam rumo ao leste através da planície do Ganges do norte da Índia até ao Bangladesh. Com 2510 km de extensão, nasce no Himalaia ocidental, no estado indiano de Uttarakhand, e desagua no delta do rio Sunderbans, na baía de Bengala. Desde muito tempo é considerado um rio sagrado para os hindus, que o veneram na forma da deusa Ganga, e também possui um grande valor histórico: diversas capitais de províncias ou impérios, como Patliputra, Kannauj, Kara, Allahabad, Murshidabad e Calcutá, localizam-se em suas margens. O Ganges e seus afluentess abrangem uma bacia hidrográfica fértil de cerca de um milhão de quilômetros quadrados, nos quais vive uma das mais altas densidades populacionais de seres humanos em todo o planeta. A profundidade média do rio é de 16 m, e a máxima é de 30 m.

O ex-primeiro-ministro da Índia Jawaharlal Nehru, em seu livro Descoberta da Índia, atribui ao rio diversos significados simbólicos:

"O Ganges, acima de tudo, é o rio da Índia, que manteve cativo o coração da Índia e atraiu incontáveis milhões às suas margens desde a alvorada da história. A história do Ganges, de sua fonte ao mar, dos tempos antigos aos modernos, é a história da civilização e da cultura da Índia, da ascensão e queda de impérios, de cidades grandes e orgulhosas, de aventuras do homem."

Situada às margens do rio Ganges, Varanasi é considerada por muitos fieis a cidade mais sagrada do hinduísmo. O Ganga é mencionado no Rigveda, a mais antiga das escrituras hindus. Consta do Nadistuti sukta (10.75), onde estão listados os rios de leste a oeste. É um costume local espalhar as cinzas dos entes queridos que foram cremados no rio.

De acordo com a religião hindu um rei muito famoso, Bhagiratha, praticou por muitos anos, a tapasya, para trazer à Terra Ganga de sua residência nos Céus, para que encontrasse a salvação de seus ancestrais, amaldiçoados por um profeta. Ganga se convence e, através de uma trança de cabelo (Jata) do deus Shiva, desce à Terra para lavar os pecados dos humanos e torná-la pia e fértil. Para os hindus da Índia, o Ganges não é apenas um rio, mas também uma divindade materna, um conjunto de tradições, e muito mais.

Alguns hindus acreditam que uma vida não é completa sem um mergulho no Ganges pelo menos uma vez na vida. Muitas famílias hindus conservam um frasco com água do rio em suas casas, hábito que é considerado prestigioso, para que pessoas à beira da morte possam beber de sua água; muitos hindus acreditam que o Ganges pode limpar uma pessoa de todos os seus pecados, e poderia até mesmo curar a doença. As escrituras antigas mencionam que a água do Ganges porta as bençãos dos pés do Senhor Vishnu; assim, a Mãe Ganges também é conhecida como Vishnupadi, que significa "pés de Vishnu".

Algumas das congregações religiosas e festivais hindus mais importantes acontecem em torno do rio. Estes eventos, como o Kumbh Mela, realizado a cada doze anos em Allahabad, são realizados às margens do rio. Varanasi tem centenas de templos situados à beira do Ganges, que frequentemente são alagados durante as estações chuvosas. A cidade, além de ponto importante de peregrinação para hindus de todos os locais, também é um tradicionalmente associada à prática da cremação.

Poluição

A poluição do Ganges tem afetado as 400 milhões de pessoas que vivem próximas de suas águas.

Desde a última década de 90 e especialmente nos últimos anos, as condições da água do rio e afluentes têm ficado abaixo das consideradas aceitáveis pela OMS, já que o despejo irregular de esgoto tem aumentado, inclusive a partir de um hospital que atende tuberculosos. Em trecho do rio localizado em Varanasi, o mais sagrado do país, o nível de bactérias excede em 3 mil vezes o permitido. Outro problema é o ritual da cremação dos mortos em sua orla. Dependendo da casta e da situação econômica da família, muitas vezes os corpos não são cremados corretamente e/ou jogados inteiros no rio, contaminando-o. O afluente Yamuna, cuja vida aquática desapareceu, teria recebido US$ 500 milhões em ações de despoluição nos últimos dez anos, segundo o Conselho de Controle de Poluição de Nova Délhi.

Entretanto, o rio oferece aos moradores de sua região suprimento de comida e água fresca. Muitas criaturas nativas, incluindo o crocodilo gavial, vivem às suas margens.

História

Durante o início das Eras Védicas, os rios Indo e Sarasvati eram os principais rios da região; os três Vedas posteriores, no entanto, parecem dar mais importância ao Ganges, gradualmente mais citado nas obras.

Talvez o primeiro ocidental a mencionar o Ganges tenha sido Megástenes, por diversas vezes no decorrer de sua obra, Indika: "A Índia (...) possui muitos rios grandes e navegáveis que, depois de nascerem nas montanhas que se estendem ao longo da fronteira setentrional, atravessam a terra plana; muitos destes, após unirem-se uns aos outros, acabam desaguando no rio chamado Ganges. Este rio, que na sua nascente tem 30 estádios de largura, flui no sentido norte-sul, e deságua no oceano que forma a fronteira leste do Gangaridai, uma nação que possui uma tropa numerosa dos mais enormes elefantes."

Uma representação ocidental do rio pode ser vista na Piazza Navona, de Roma, onde uma escultura célebre - a Fontana dei Quattro Fiumi, "Fonte dos Quatro Rios", de autoria de Gian Lorenzo Bernini, em 1651, simboliza os quatro grandes rios do mundo (o Ganges, o Nilo, o Danúbio e o Rio da Prata).

Fonte: Wikipedia

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PAGODES: TEMPLOS BUDISTAS

Pagode é um termo em português que se refere a vários tipos diferentes de torres aparentemente sobrepostas com múltiplas beiradas, comuns na China, no Japão, nas Coreias, no Nepal, e em outras partes da Ásia, embora em muitos contextos seja usado como sinônimo de estupa. Muitos dos pagodes foram construídos para fins religiosos, geralmente budistas, por isso localizavam-se dentro ou próximo a templos.

Em alguns países pode referir-se a outras construções religiosas. Por exemplo, no Vietnã, pagode é um termo genérico significando "local de trabalho".[necessário esclarecer]

Acredita-se que o desenho original dos pagodes nasceu entre os Newar do Vale de Catmandu, no Nepal. A partir de então, a estrutura arquitetônica espalhou-se pela Ásia, adquirindo diversas formas a medida que detalhes específicos de cada região iam sendo incorporados ao modelo original.

Pagodes costumam atrair raios devido à altura. Essa tendência fez com que as pessoas vissem os pagodes como lugares carregados espiritualmente. Muitos deles têm uma antena no topo, conhecida como finial, que foi feita de modo a ter valor simbólico dentro do Budismo: por exemplo, ela pode conter formas representando uma lótus. O finial também funciona como um pára-raios, assim protegendo o pagode de danos que os raios possam causar.

Função

Apesar de muitos dos pagodes terem sido construídos com propósitos religiosos, eles podem também ser usados para embelezar vistas, para supervisão militar (por exemplo, como uma atalaia), ou para ajuda na navegação de navios. Alguns pagodes, como os Três Pagodes, na Cidade de Dali, também tornaram-se símbolo do local.

Etimologia

A procedência da palavra "pagode" é incerta, com diferentes fontes afirmando diferentes derivações. A primeira aparição da palavra no inglês, de acordo com o Dicionário Oxford, data de 1634.

De acordo com o Dictionnaire Historique de la Langue Française, de Alain Rey (edição revisada de 1995), a palavra apareceu pela primeira vez no francês como "pagode", em 1545, significando "templo de uma religião oriental", sendo ela derivada de igual palavra do português, datada de 1516. A derivação é hipotética. Possíveis raízes podem ser do dravidiano pagodi ou pagavadi, de um dos nomes de Kali derivado do sânscrito bhagavati ("deusa"), e do persa butkada ("templo").

De acordo com A Pictorial History of Chinese Architecture (MIT Press, 1984), de Liang Ssu-Cheng, a palavra "pagode" deriva do chinês 八角塔 (em pinyin, bā jiǎo tǎ), significando literalmente "torre de oito cantos". Pagodes com base octogonal eram muito populares durante o final da Dinastia Ming e o início da Dinastia Qing, período em que os europeus mantiveram contato com os chineses.

No século 18, o Chinoiserie, estilo baseado principalmente no chinês, tornou-se popular na Europa, introduzido pelo comércio crescente e pelas novas rotas de viagem. Um exemplo é o pagode dos Jardins de Kew, na Inglaterra, completado em 1762 como um presente à Princesa Augusta, mãe de George III. Numa reviravolta repentina, "pagod" virou a denominação no comércio de luxo para uma peça de porcelana de um deus chinês sentado.

Pagodes famosos

·         Pagode An Quang, local de encontro de vietnamitas budistas em Ho Chi Minh, e sede do Institute for Dharma Propagation.

·         Muitos dos pagodes com fins religiosos são stupas budistas. No entanto, alguns pagodes servem como mesquitas ou como igrejas, ou etc. O Pagode Daqin, na China, é um exemplo, sendo construído pelos primeiros cristãos.

·         Pagode Jade Chop, na região de Three Gorges do Rio Chang Jiang (Yangtze), China.

·         Pagode Templo Miruksa, em Iksan, província de Chollabuk-do, na República da Coréia, um pagode paekche construído em meados do século quinto.

·         Toji, a mais alta estrutura de madeira do Japão.

·         Torre de Porcelana, uma maravilha do mundo medieval, localizada em Nanquim, China.

Fonte: Wikipedia

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ABADIA:

Abadia (do latim abbatia, que deriva do aramaico abba, "pai") é uma comunidade monástica cristã, originalmente católica ("casa regular formada"), sob a tutela de um abade ou de uma abadessa, que a dirige com a dignidade de pai (ou madre) espiritual da comunidade. Deve apresentar no mínimo doze monges professos solenes em seus quadros, e cuja erecção canónica tenha sido decretada formalmente pela Santa Sé. O termo é ainda utilizado para se referir a igrejas que pertenceram a abadias hoje extintas, caso da Abadia de Westminster ou da de São Galo. Em Portugal, também se designava como abadia algumas freguesias cujo pároco era designado como abade, mas tal designação não mais é utilizada.

Um priorado apenas difere de uma abadia pelo facto de o seu superior se intitular prior, em vez de abade. Difere dos conventos ou mosteiros em geral, já que estes últimos podem referir-se a comunidades monásticas não cristãs. Os priorados eram, originalmente, casas subsidiárias de uma abadia principal, a cujo abade estavam subordinados. Tal distinção desapareceu praticamente a partir do Renascimento.

As primeiras comunidades cristãs monásticas consistiam em grupos de celas ou cabanas reunidas em torno de um centro, onde habitava um eremita ou anacoreta de reconhecida virtude e de vida ascética exemplar, mas sem obedecer a qualquer ordem espácio-funcional. Tais comunidades já existiam, nesses moldes, entre grupos religiosos não cristãos, como os Essénios na Judeia e talvez entre os Therapeutae, no Egipto.

Abadias beneditinas:

Na Europa ocidental, os primeiros mosteiros aproveitaram em grande parte o traçado das vilas romanas deixadas como marca do Império Romano, reutilizando-as ou copiando a sua planta-tipo. Não há grande conhecimento quanto aos principais órgãos constituintes das abadias antes da institucionalização da regra monástica de São Bento de Núrsia, primeiramente aplicada em Monte Cassino e que depois se difundiu, com uma rapidez quase miraculosa, por toda a Europa Ocidental. De início, e tal como se pode verificar da leitura da Regra, os mosteiros eram compostos por um oratório de pequenas dimensões, já que se destinava única e exclusivamente para uso dos monges; um dormitório, onde pouco mais constava que uma enxerga, lençol, cobertor e travesseiro; uma cozinha e despensa, um refeitório, uma sala de leitura e oficinas.

Depois de São Bento, foram erigidos mosteiros excedendo, em espaço e esplendor, tudo o que antes se vira. Poucas foram as grandes cidades Italianas que não tivessem o seu convento Beneditino - o mesmo acontecendo nos grandes centros populacionais de Inglaterra, França e Espanha. O número de mosteiros fundados de 520 a 700 é espantoso. Antes do Concílio de Constança, 1415, nada menos que 15 070 abadias, apenas desta ordem religiosa. Em Portugal, a Casa Mãe da Ordem Beneditina foi o Mosteiro de São Martinho de Tibães, que assumiu o papel de importante centro, não só religioso, mas também cultural e estético.

 

Tais edifícios eram organizados uniformemente segundo uma planta-tipo que apenas era modificada para se adaptar às circunstâncias próprias de cada local, como nas abadias de Durham e de Worcester, onde os mosteiros foram erigidos junto a margens escarpadas de um rio. Não existe actualmente qualquer exemplar preservado dos mosteiros beneditinos primitivos. Mas tem-se acesso a uma planta para o grande mosteiro suíço de São Galo, elaborada cerca do ano de 820 por um autor anónimo, e que, apesar de possivelmente nunca ter sido implementada, permite tirar ilações quanto à forma como seria um mosteiro carolíngio de primeira classe no final do século IX. Estes planos foram investigados principalmente por Keller (Zurique, 1844) e pelo Professor Robert Willis (Arch. Journal, 1848, vol. v. pp. 86-117). Devemos, ao último, as descrições mais detalhadas e os esquemas mais reveladores, feitos a partir das transcrições que efectuou dos originais, actualmente em arquivo neste convento.

 

A aparência geral do convento é a de uma cidade composta por casas isoladas e ruas entre elas. Foi planeada, de forma evidente, segundo as disposições da regra de São Bento, que aconselhava que o mosteiro fosse tanto quanto possível auto-suficiente, contendo todas as infra-estruturas necessárias para as necessidades básicas dos monges, bem como as construções consignadas às funções religiosas e sociais próprias do convento. Devia conter, assim, um moinho, uma padaria, estábulos para equinos e bovinos, bem como acomodações para a execução de todas as artes mecânicas necessárias, de modo a reduzir ao máximo a dependência dos monges em relação ao exterior. O claustro aparece já como um elemento agregador dos vários edifícios. Crê-se que resulte da transfiguração do atrium das construções romanas, tendo-se usado o seu espaço interior, depois do trabalho nos campos e das refeições, para a audição de prelecções de algum mestre.

Fonte: Wikipedia

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CONVENTO:

O termo convento, do latim conventus que significa "assembleia", advém originalmente da assembleia romana onde os cidadãos se reuniam para fins administrativos ou de justiça (convéntum jurídicum). Posteriormente passou-se a utilizar com sentido religioso, relativamente ao monasticismo quando, para melhor servir e amar a Deus, os homens se retiravam do mundo, primeiro sozinhos, depois em grupos de monges (comunidades religiosas), para edifícios concebidos para o efeito, os conventos.

São Bento, no Ocidente, foi o primeiro a criar a estrutura de um convento. Depois, ao trabalho da Igreja, juntou-se o das cruzadas desde o século XII nas Ordens militares, e o dos apostolados nas Ordens mendicantes. Os conventos, fosse qual fosse o estilo arquitectónico da sua construção, tiveram sempre um traçado fundamentalmente igual, devido às exigências da vida religiosa em comunidade: a igreja conventual com o coro; o claustro no rés-do-chão para onde abriam as salas em que se realizavam os outros actos de vida em comum; a sala do capítulo para as reuniões solenes de instrução e correcção donde normalmente também eram erguidos o refeitório e a biblioteca; em cima, a toda a volta, corriam os dormitórios, com celas individuais; ao redor do edifício, campo para recreio e cultivo.

Por vezes, o termo Convento é confundido, erradamente, com Mosteiro. Convento, é quando o edifício, aquando da sua construção, se inseria na malha urbana, normalmente delimitada por uma Muralha. A designação de Mosteiro aplica-se ao oposto, ou seja: quando o edifício foi construído fora da Cidade.

Hoje em dia, devido à expansão das malhas urbanas, muitos Mosteiros encontram-se já em Zona Urbana. No entanto, na hora de os classificar, tem de se ter sempre em atenção qual o entorno na data da sua construção.

Exemplo disso é o Mosteiro de Celas, Coimbra. No séc. XIII (data de fundação), estava a alguns quilómetros da Cidade. Hoje em dia, encontra-se em pleno coração da malha urbana.

Fonte: Wikipedia

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TAJ MAHAL

 

O Taj Mahal (em hindi ताज महल, persa تاج محل) é um mausoléu situado em Agra, uma cidade da Índia e o mais conhecido[1] dos monumentos do país. Encontra-se classificado pela UNESCO como Património da Humanidade. Foi recentemente anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno em uma celebração em Lisboa no dia 7 de Julho de 2007.

A obra foi feita entre 1630 e 1652 com a força de cerca de 20 mil homens,[2] trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumptuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.

Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.

Supõe-se que o imperador pretendesse fazer para ele próprio uma réplica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em mármore preto, mas acabou deposto antes do início das obras por um de seus filhos.

ILHA DA PÁSCOA

Clique aqui para ver a matéria sobre a Ilha da Páscoa
 

   

Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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