Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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4 - ARTIGOS

 

4.01 - A  verdade? Qual delas? - Autor Beraldo Lopes Figueiredo

4.02 - Coisas diferentes, mas parecidas - Autor Beraldo Lopes Figueiredo

4.03 - O que a bíblia quer nos dizer (homossexualismo) - Daniel A. Helminiak

4.04 - Semente da Ilusão - Autor Wu Jyh Cherng

4.05 - A lei do perdão - Autor Beraldo Lopes Figueiredo

4.06 - O arquétipo Dom Quixote - Autor Beraldo Lopes Figueiredo

4.07 - A Angústia da Fé - Autor René Vasconcelos

4.08 -

 

4.01 - A VERDADE? QUAL DELAS?

 

 

Por Beraldo Lopes Figueiredo

 

- Quando descobri que um dos meus ídolos da adolescência disse: “Fora do catolicismo, não existe salvação” – Eu me recusei a aceitar, e a partir dali, NOSTRADAMUS passou a ser um MISTO de covarde com charlatão, tudo porque dissera uma mentira, um jogo de palavras, para escapar da perseguição dos Inquisidores do Santo Ofício.

 

Embora alguns estudiosos alegavam que ele disse, para escapar da FOGUEIRA imposta pela rigor dos  tribunal inquisitivo, que tinham sede de sangue.

 

Dentro dos estudos, que seguia no meu enriquecimento intelectual eu descobria que nos porões do Vaticano, escondia-se toda a deformação que o poder e a ignorância  fez, transformando a CRUZ do Cristianismo, num punhal mortal que esfacelava vidas inocentes. Fogueiras,torturas, perseguições, execuções, matanças, etc.

 

 

Todos os ídolos espirituais, foram caindo como um castelo de cartas. Lobsang Rampa era um falsário, C.W. Leadbeater, acusado de pedofilia, Helena Blavatsky, acusada de charlatanismo.

 

Allan Kardec para contentar uma sociedade francesa retrógrada, afirmou num artigo em sua revista  que os NEGROS era INFERIORES aos Brancos. O texto foi esse:

 

“Os negros, pois, como organização física, serão sempre os mesmos; como Espíritos, sem dúvida, são uma raça inferior, quer dizer, primitiva; são verdadeiras crianças às quais pode-se ensinar muita coisa;" (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862).

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Claro que estudiosos, alegam que na época Kardec, se viu obrigado a falar tal disparate, para calar a crítica ferrenha a a pressão que sofria na época.

 

Nada neste mundo, justificaria uma afirmativa tão infeliz.

 

 

Recentemente, surgiu um admirador de um tema apaixonante, no qual estudei "Projeciologia", e um novo ícone surgiu: Waldo Vieira, porém estudando o HOMEM me vi diante de um pavão, e seu vislumbre de notoriedade com sua verbologia exacerbada e sua aversão ao assistencialismo de Chico Xavier, falando de forma primária, reacionária, raivosa, sobre política brasileira, atacando o PT, sem entender que este é fruto da própria sociedade, e como espiritualista deveria saber disso.

 

Surgem novamente defesas, de que devíamos separar o HOMEM de sua obra.

 

Mas não, adiantou mais, o CRISTAL HAVIA QUEBRADO...

 

O homem não tem que seguir ao lado de sua obra? Afinal onde está a verdade?

 

Foi nesta busca de um órfão sem rumo, que busquei solitariamente uma luz.

 

O que eu encontrei, nesta estéril caminhada?

 

Encontrei o CONHECIMENTO DOS OUTROS.

 

O conhecimento do outro, não serve para nada, ler a verdade encontrada pelos outros, seria como saber como se anda de bicicleta, mas nunca ter dado uma pedalada numa.

 

Foi Allan Kardec (espiritismo) que disse que fora da "CARIDADE NÃO TEM SALVAÇÃO", veja o jogo de palavras dita nesta frase, quem ele quis agradar dessa vez ?

 

Suponho ser os bispos franceses de um catolicismo que reprovava a idéia de FALAR COM MORTOS, que fez Kardec, desviar-se da idéia idealizadora de sua obra, que diz "fora da caridade não tem salvação" e também diz que "o negro é inferior ao branco." -  Como crer, como? - Qual dessas frases é do homem comum, ou parte de sua obra ? - Se tidas como VERDADES ABSOLUTAS?

 

O que é a caridade? Você dar cotas diferenciadas aos negros. Dar esmolas, dar roupas que não usa mais. Dar conforto espiritual para um faminto.

 

Veja quanta complexidade, em afirmações soltas, tidas como FRASES ESPETACULARES. Eu questiono, o que o assistencialismo sem responsabilidade educativa trás de beneficio, embora ache ela necessário, mas  qual a sua função real? Quem ganha o bônus no carma? Se o carma trás a dor e a dificuldade como LIÇÃO DE APRENDIZADO?

 

O que seria certo: Dar o Peixe ao famulento ou ensiná-lo a Pescar? Mas será que o famulento quer perseverar na busca do seu próprio alimento? Já que existe os caridosos tão benevolentes, que lhes proverão as necessidades mais básicas!

 

A CARIDADE, não seria AMAR O PRÓXIMO como a ti mesmo, como disse um certo peregrino das estrelas?

- Dentro disso encontraríamos a compaixão, a complacência, a benevolência, a compreensão com o irmão e sua condição.

 

 

As doutrinas, as escolas iniciáticas, as religiões, seitas, todas afirmam em frases prontas: “A VERDADE ESTÁ CONOSCO.”

 

Qual verdade? Aliás, o que seria a verdade?

 

Será que essa verdade é explicável em palavras humanas. Nas DÚBIAS PALAVRAS HUMANAS ...

 

Vou escolher a mais simples palavra, veja quanta dúvida ela gera, terá muitas interpretações, vamos experimentar uma: - PAZ!

 

Pode ser a paz da sabedoria, uma paz de felicidade, uma paz de escravidão, uma paz de conformismo e aceitação passiva, uma paz medrosa e velada. Vejam só, o que gerou ... Pois a PAZ pode estar na alma  de um Mestre espiritual (sabedoria) ou na de um simplório (ignorancia).

 

Mas apesar de tudo, mesmo assim, é melhor buscar a SUA VERDADE. Sem usar a lanterna alheia, que está iluminando um templo deflorado, REVELADO.

 

Busque a verdade que não está longe. Está dentro do teu ser, atrás da tua conversa, silente no teu ser, discretamente adormecida, abaixo das imagens soltas que tua mente solta no espaço. Apenas deixe a água do fundo do teu ser, aquietar-se para ver o que o fundo revela.

 

Ache a bicicleta, suba nela e comece a pedalar, pedalar, e aprenda por si mesmo.

 

As religiões prontas, estão fazendo um mal danado a tua religiosidade.

 

Não adore ninguém, não siga ninguém, apenas ESCUTE O TEU SILENCIO.

 

"Existe uma diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho" - Morpheus (Matrix)

 

Pensem nisso e até a próxima!

 

Texto:  Beraldo Lopes Figueiredo

 

4.02 - COISAS PARECIDAS, MAS DIFERENTES

 

Por Beraldo Lopes Figueiredo

 

As vezes as pessoas me perguntam.

Qual a tua religião?

Respondo: - Nenhuma!

É ateu? - Respondo – Não!

Como pode não ter religião nenhuma e não ser ATEU?

Não tenho religião, mas tenho religiosidade, porque acredito que tudo que existe tem um criador. Mas não humanizo Deus, aliás, quem poderia definir Deus. Um amigo uma vez me disse: Deus a gente sente. Foi dessa forma que entendi a frase de René Descartes: - Penso, Logo existo!  - Sem Deus, como pensaríamos?

As religiões estão aí, se existem é porque são procuradas, alimentadas pela fé das pessoas. Alguns precisam delas, outros não. Eu estou no lado daqueles que carregam a igreja dentro de si. Respiro Deus, oro com ele na minha respiração, canto para ele nas batidas do meu coração. Sempre pude confortar-me, sempre me senti seguro dessa forma.

 

Existem pessoas que acreditam que sem religião não poderão entrar no céu, geralmente tem mais medo do diabo do que de Deus.

Eu não passo por esse tipo de atribulação emocional, porque não acredito em demônios externos, acho que os internos que temos já são o suficiente para passarmos a vida inteira nos degladiando.

 

A grande massa, não consegue distinguir ateu de cético. O ateu não crê em Deus, o cético apenas duvida, Cristo tinha um cético entre seus apóstolos, lembram do São Thomé?

 

Muitas pessoas também não conseguem perceber, que a espiritualidade, não está vinculada a religiões, mas está vinculada a religiosidade.

 

Etmologicamente a palavra religião (do latim "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar"), usada como sinônimo para fé, crença, mas a palavra tem variantes múltiplas de definições dentro dos estudos teológicos, que não convém aqui nos aprofundarmos.

 

O religioso é um crente, um seguidor de uma doutrina religiosa, como cristianismo, hinduismo, maometismo, etc.

 

Já a religiosidade em sí, é a qualidade de que o indivíduo tem de crer e aceitar a existencia de um criador espiritual, a crença interna da sua eternidade e de que algo existe além do seu corpo físico.

 

Temos então coisas parecidas, mas diferentes:Um cético não é necessariamente um ateu; uma pessoa com religiosidade não necessariamente tenha que ser um religioso; nem um espiritualista necessariamente tenha que ser um espirita.

Os espiritas, cultuam o ESPIRITISMO, que é a doutrina que estuda e usa o mediunismo como meio de comunicação entre o plano físico e o plano espiritual. Portanto um Espirita é um espiritualista, mas nem todo o espiritualista é um espírita. Pensem nisso, e até a próxima.

 

4.03 - O QUE A BÍBLIA QUER NOS DIZER?


 

O que a Bíblia realmente diz sobre a homossexualidade

 

Por Daniel A. Helminiak

 

 

– As pessoas discutem apaixonadamente acerca do que a Bíblia realmente ensina. Como é possível? Quem está com a razão?

 

Depende de como se lê a Bíblia!

 

Como é possível? São diferentes formas de se ler a Bíblia!

 

A forma pela qual se lê a Bíblia, o modo de interpretar os textos, eis aí a questão central. Não se trata de perguntar: “Quais são os textos da Bíblia sobre a homossexualidade?” Qualquer um pode fazer uma lista e citá-los. O que devemos nos perguntar é: “Como interpretar estes textos?” “Como determinar aquilo que estes textos realmente querem dizer?”

Há quem afirme que a Bíblia deva ser entendida literalmente, sem “interpretações”. Mas interpretar significa apenas extrair o sentido de um texto. Desta maneira, não pode haver leitura da Bíblia ou de qualquer outra obra sem interpretação. Sem o leitor, um texto é apenas um monte de palavras – sinais em uma página. Em si estes sinais não têm significado algum. Para significarem algo, eles precisam passar pela mente de alguém. A compreensão das palavras, que determina o sentido do texto, é interpretação.

 

É importante prestar atenção às diversas formas de se ler um texto, especialmente quando lidamos com textos antigos como a Bíblia. As palavras podem ter um determinado significado para nós hoje e, na época das pessoas que as escreveram, seu significado ter sido totalmente diferente.

 

Os ensinamentos de Jesus sobre a simplicidade

Tomemos um exemplo da Bíblia. Em três dos Evangelhos – Mateus 19:24, Marcos 10:25 e Lucas 18:25 – Jesus diz: “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus.” Parece que ninguém com muito dinheiro jamais poderá entrar no paraíso, posto que nenhum camelo jamais passará através do buraco de uma agulha. Pelo menos é isso o que a passagem nos indica.

 

Mas alguns estudiosos afirmam que em Jerusalém havia um portão muito baixo e estreito nas paredes da cidade. Quando uma caravana entrava por aquele portão, os camelos tinham de ser descarregados e passar pelo portão de joelhos, para serem novamente carregados do lado de dentro. Aquele portão chamava-se “o buraco da agulha”.

 

Logo, o que Jesus estava dizendo? Ao compreendermos melhor o mundo em que ele viveu, o significado de suas palavras passa a ser óbvio. Jesus dizia simplesmente que seria difícil para os ricos entrarem no paraíso. Primeiro eles teriam de se livrar de suas preocupações materiais. Novamente, Jesus estava pregando a mensagem sobre simplicidade, sinceridade e dedicação contida em seu Sermão da Montanha.

 

E se considerações desta mesma ordem se aplicarem também aos textos bíblicos sobre a homossexualidade? Talvez eles não signifiquem aquilo que temos pensado até agora.

 

A interpretação literal e a leitura histórico-crítica

A interpretação literal afirma entender o texto unicamente conforme o que ele diz. Esta é a bordagem fundamentalista. Ela afirma não interpretar o texto, mas simplesmente lê-lo como ele é. Entretanto, é claro que até mesmo o fundamentalismo segue uma regra de interpretação. Esta regra, simples e fácil, diz que a significação do texto é dada no presente por quem o lê.

 

Façamos a comparação com a outra abordagem, a da leitura histórico-crítica. A regra aqui diz que a significação do texto é dada por aquele que o escreveu no passado. Para afirmar qual é o ensinamento dado pelo texto bíblico hoje, primeiro é preciso compreendê-lo em sua situação original e então transportar seu significado para o presente. Um bom exemplo disso é o ensinamento de Jesus, na abordagem realista, utilizando a figura do camelo e da agulha.

 

Apesar de ouvirmos com mais frequência no rádio e na TV apenas a abordagem fundamentalista, todas as principais igrejas cristãs apóiam o método histórico-crítico. Portanto, o argumento apresentado aqui não é novidade: ao contrário, ele é absolutamente padronizado, sendo sustentado por quase dois séculos de estudos. De fato, ele já existia antes mesmo do fundamentalismo, que surgiu em parte como uma oposição a ele.

 

É evidente que algumas igrejas rejeitam o método histórico-crítico quando tratam dos textos bíblicos sobre a homossexualidade e algumas outra questões, tais como o divórcio, a posição da mulher na sociedade e na igreja, a compreensão que Jesus tinha dele mesmo, a organização da igreja primitiva, ou a origem de rituais cristãos como o batismo e a eucaristia. As igrejas têm receio das conclusões sugeridas pelos próprios métodos de interpretação que elas aprovam.

 

O estudo histórico-crítico da Bíblia geralmente coloca por terra algumas interpretações tradicionais e levanta questões muito sérias sobre a religião e a sociedade. Não é de surpreender que as igrejas hesitem em usá-lo. Em certos casos, elas ficam a se perguntar o que devem ensinar. Também não é de surpreender que o fundamentalismo tenha adotado uma linha mais dura. Os novos dados históricos podem fazer com que a compreensão tradicional da religião se dissolva ante nossos próprios olhos. É importante avaliarmos quão delicada é esta questão da interpretação da Bíblia.

 

Mas também é importante não ignorarmos fatos tais como eles agora são conhecidos. Fazê-lo seria violar um dos valores básicos da tradição judaico-cristã. Fazê-lo seria ignorar um valor pelo qual Jesus viveu e morreu – conforme João 8:32, Jesus diz: “A verdade vos livrará”.

 

Desvantagens da abordagem literal

Um dos problemas da abordagem literal é a utilização seletiva da Bíblia. Isto é, esta abordagem tende a enfatizar um texto e relegar outro. Os pregadores condenam as lésbicas e gays porque a Bíblia menciona de passagem atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

 

No entanto, esses mesmo pregadores não advogam a escravidão, embora a epístola a Filemon inteira, e muitas outras passagens extensas, a defendam (Efésios 6:5-9; Colossenses 3:22-4:1; 1 Timóteo 6:1-2; 1 Pedro 2:18). Eles não encorajam as pessoas a furar-lhes os olhos ou a cortar-lhes as mãos, embora as palavras literais de Jesus sugiram este remédio para a tentação (Mateus 5:22-30). Estes pregadores geralmente admitem o divórcio, embora os ensinamentos de Jesus, tomados literalmente, o condenem (Mateus 5-32; Marcos 10:1-2; Lucas 16:18). Eles permitem que mulheres ensinem nas escolas dominicais, embora 1 Timóteo 2:11-14 o proíba de maneira clara. Eles permitem que as mulheres frequentem a igreja usando roupas claras e jóias de ouro e pérolas, ou mesmo sem chapéus, embora longas passagens se oponham a isto (1 Timóteo 2:9-10; 1 Coríntios 11:1-16). A abordagem literal é praticamente forçada a ser seletiva em sua aplicação dos ensinamentos da Bíblia, para evitar algumas situações inaceitáveis.

 

O que há na Bíblia sobre homossexualidade?

O estudo científico da sexualidade teve início a cerca de um século. Hoje sabemos que a homossexualidade é um dos aspectos básicos da personalidade, provavelmente fixado na primeira infância, tem base biológica e afeta uma parcela significativa da população em praticamente todas as culturas conhecidas. Não há evidências convincentes de que a orientação sexual possa ser mudada, e não há prova sequer de que a homossexualidade seja um fenômeno patológico em qualquer das suas formas. Desde a Segunda Guerra Mundial, uma comunidade gay vem se formando e ganhando voz em âmbito mundial. Dentro desta comunidade, e especialmente entre os gays e lésbicas que são religiosos, relacionamentos homossexuais amorosos e adultos têm se tornado uma preocupação importante.

 

Tudo isso é recente. Alguns destes fatos são absolutamente novos para a história da humanidade. Eles fazem parte de uma situação nunca imaginada pelos autores bíblicos, portanto não devemos esperar que a Bíblia expresse uma opinião sobre eles. O que pode ser esperado é o seguinte: quando a Bíblia menciona comportamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, ela o faz tal como estes comportamentos eram compreendidos naquela época. Os ensinamentos da Bíblia só podem ser aplicados hoje na medida em que a antiga compreensão destes mesmos comportamentos for válida.

 

Mais especificamente, na época bíblica não havia uma compreensão muito elaborada da homossexualidade como orientação sexual. Havia apenas uma consciência genérica de atos ou contatos entre pessoas do mesmo sexo, o que poderia ser chamado de homogenitalidade ou atos homogenitais. A questão atualmente gira em torno das pessoas e seus relacionamentos, e não simplesmente de seus atos sexuais. O que se discute hoje é a homossexualidade, e não mais a mera homogenitalidade, e o afeto espontâneo por pessoas do mesmo sexo e a possibilidade ética de expressar este afeto em relacionamentos sexuais e amorosos. Como esta não era uma questão que os autores bíblicos tinham em mente, não podemos esperar que a Bíblia nos dê uma resposta.

 

Por que não? Se a Bíblia condena um determinado ato por qualquer que seja o motivo, este ano não deveria ser evitado sem mais discussões? Se a palavra de Deus diz que ele é errado, o assunto não se encerra aí?

 

Uma atitude é julgada errada por algum motivo. Se o motivo não mais existe e nenhum outro é fornecido, como esta atitude pode continuar sendo considerada errada? A simples afirmação de que “Deus disse que isto é errado” não é uma resposta boa o suficiente, pois o princípio é válido mesmo em se tratando de Deus: também Deus deve fornecer o motivo pelo qual algo é errado. Isto significa dizer que há bom-senso, que há sabedoria na moralidade exigida por Deus. Se não houver, então toda moralidade será arbitrária e Deus considerará as coisas como certas ou erradas segundo um capricho divino. Neste caso, toda a reflexão sobre a ética deixaria de existir, pois não haveria um princípio racional por trás da moralidade e as exigências Deus não seriam razoáveis. Tal conclusão, porém, é um absurdo. É completamente ridícula. Logo, é preciso que haja um motivo pelo qual algo seja considerado errado, e deve ser por este mesmo motivo que Deus o proíba.

 

Bem, mas Deus não poderia ter razões que escapem à nossa compreensão? Claro que sim. Mas se fosse este o caso, nunca poderíamos conhecer a vontade de Deus – a menos que Deus a revelasse. E onde Deus a revelaria? Uma resposta óbvia é: “Na Bíblia, claro!”

 

Esta resposta é perfeitamente válida. Mas ela nos traz de volta exatamente ao ponto de partida: como podemos determinar o que Deus quis dizer na Bíblia? As opções ainda são as mesmas: as abordagens literal e histórico-crítica.

 

Defendo a abordagem histórico-crítica da Bíblia. Espera-se que Deus afirme que algo é errado por um determinado motivo. O Criador teceu este motivo na estrutura do universo. A inteligência humana é capaz de discernir este motivo. Por conseguinte, quando não há nenhuma nova razão para que algo seja considerado errado e o motivo antigo não mais se aplica, não há base para se afirmar que aquilo seja errado. O motivo – o próprio motivo de Deus! – simplesmente não mais existe.

 

A palavra de Deus na Bíblia condena aquilo que hoje conhecemos por homossexualidade? Considere todas as passagens bíblicas que se referem a este tema. Compreenda-as em seu contexto histórico original. Avalie as provas com uma mentalidade aberta e honesta.

 

 

O pecado de Sodoma: a falta de hospitalidade

A história de Sodoma é provavelmente a mais famosa passagem bíblica que trata da homossexualidade, ou pelo menos é considerada como tal. Ela está no livro do Gênesis, capítulo 19, versículos de 1 a 11.

 

Nela, por que Lot desejaria expor suas filhas ao estupro? Por que Lot se oporia ao interrogatório e abuso de seus visitantes por parte dos habitantes da cidade? Lot era apenas um homem, ou, conforme as Escrituras, um homem de bem. Ele fez o que era certo e da melhor forma possível. Entre todas as pessoas de Sodoma, apenas ele teve a delicadeza de convidar os visitantes para passar a noite em sua casa.

 

Nas regiões desérticas como a de Sodoma, permanecer ao relento exposto ao frio da noite podia ser fatal. Logo, uma regra básica da sociedade de Lot era oferecer hospitalidade aos viajantes. Essa mesma regra faz parte da tradição das culturas semitas e árabes. Esta regra é tão estrita que proibia o ataque até mesmo a inimigos que tivessem recebido oferta de abrigo para passar a noite. Assim, fazendo o que era certo, seguindo as leis de Deus conforme ele a entendia, Lot recusou-se a expor seus convidados ao abuso pelo homens de Sodoma. Fazê-lo significaria violar a lei da sagrada hospitalidade.

 

Até mesmo Jesus entendia o pecado de Sodoma como o da falta de hospitalidade (Mateus 10:5-15). Outras passagens da Bíblia afirmam a mesma coisa de maneira bastante clara. Há outras referências bíblicas menos diretas a Sodoma: Isaías 1:10-17 e 3:9, Jeremias 23:14 e Sofonias 2:8-11. Os pecados listados nestas citações são a injustiça, a opressão, a parcialidade, o adultério, as mentiras e o encorajamento dos pecadores. Ainda assim, as pessoas continuam a citar a história de Sodoma para condenar aqueles que são gays e lésbicas.

 

Há uma triste ironia acerca da história de Sodoma quando compreendida à luz de seu próprio contexto histórico. As pessoas atacam homens e mulheres homossexuais porque eles são diferentes, esquisitos, estranhos. Lésbicas e gays não se encaixam em nossa sociedade, fazendo-se com que eles permaneçam estranhos, estrangeiros. São deserdados por suas próprias famílias, separados de seus filhos, despedidos de seus empregos, despejados de imóveis e expulsos de bairros, insultados por personalidades públicas, espancados e assassinados nas ruas. Tudo isto é feito em nome da religião e da suposta moralidade judaico-cristã.

 

Esta opressão é o próprio pecado do qual o povo de Sodoma foi culpado. É exatamente este o comportamento que a Bíblia condena repetidas vezes. Portanto, aqueles que oprimem os homossexuais devido ao suposto “pecado de Sodoma” podem ser eles próprios os verdadeiros “sodomitas” tal como a Bíblia os entende.

 

* Daniel A. Helminiak foi padre por 28 anos. Ph.D. em teologia sistemática pelo Boston College e em psicologia educacional pela Universidade do Texas, atualmente leciona no estado da Geórgia. Este post contém trechos dos capítulos 2 e 3 do seu livro O que a Bíblia realmente diz sobre a homossexualidade (Summus/Edições GLS, 1998) – trechos que o Amálgama reproduz com expressa autorização da editora, a quem somos gratos. [compre o livro na Livraria Cultura]

 

4.04 - SEMENTES DA ILUSÃO

“Não crie um valor ilusório: você pode se tornar escravo dele.”

 

Por Wu Jyh Cherng -  Sociedade Taoísta do Brasil

 

Quando nossa consciência ainda está no nível do apego, valorizamos, enobrecemos e admiramos demasiadamente a fama, a fortuna e o poder. O homem pensa que precisa ter prestígio social e, por isso, precisa ter recursos, ser famoso e poderoso. Para ter aquilo que não tem, se sacrifica, trabalha em excesso para ganhar dinheiro. Em alguns casos, rouba, faz truques, mente, engana pessoas.

 

A preocupação em obter ou manter fama, riqueza e prestígio tira a nossa paz. Uma pessoa, antes de alcançar prestígio, fica com medo e, na batalha pela conquista de destaque social e profissional, fica constantemente em estado de alerta e preocupação. Depois de conquistar posição e riqueza, também fica em estado de alerta: quem tem riqueza e prestígio se mantém em estado de alerta permanente porque tem medo de perder o que conquistou.

 

Quem não tem e quer ter, dedica toda sua atenção e preocupação para gerar dinheiro e riqueza. Quando conquista o que pretende, fica todo o tempo preocupado em manter a riqueza. É um tipo de preocupação diferente, porém, continua a ser gerada. Temos medo e nos sentimos inseguros quando não temos fama, não temos poder, não temos o controle da situação, não temos riqueza, não podemos dominar pessoas ou situações. No entanto quando temos tudo isso, nós ficamos igualmente com medo porque não queremos perder o que conquistamos.

 

Quem nada tem ou quer não fica em estado de alerta. Na verdade, o ser humano precisa de muito pouco para sua sobrevivência: comer, vestir, trabalhar, morar adequadamente. Existe aquilo que representa o mínimo necessário para uma vida digna e virtuosa e existe todo o resto, geralmente supérfluo, que pode ser dispensado.

 

Muitas vezes a pessoa entende como necessário algum valor apenas em função do conceito. Existem pessoas que só tomam uísque importado e outras que só usam roupas de grife. Quando o indivíduo se torna prisioneiro desse tipo de conceito, a vida se torna mais desgastante. Ele tem de trabalhar muito, se esforçar para conquistar coisas e, assim, se tornar feliz (ou pensar que está feliz). Obviamente, todos gostam de tomar um bom uísque e vestir uma boa roupa. O que é preciso deixar claro é que a prisão ao conceito de que isso é indispensável à felicidade pode tornar as pessoas desgastadas e preocupadas.

 

A conquista de prestígio gera orgulho e a humilhação por não consegui-lo provoca a ira. Uma pessoa que se sinta humilhada cria dentro de si um sentimento de raiva, já que nenhum de nós gosta de ser desprestigiado. Podemos não responder imediatamente nem diretamente, mas, lá dentro do coração, criamos a raiva ou o aborrecimento. Tudo ocorre num nível inconsciente, que nem chegamos a perceber. Estes sentimentos são explícitos ou não; aparecem ou não exteriormente.

 

Conceitos ilusórios

Quando buscamos por algo que a sociedade estabelece como um grande valor e não conseguimos obter, nos sentimos desprezados ou humilhados. O prestígio é o valor que nós determinamos ou adotamos porque outros assim determinaram. Os conceitos podem ser ilusórios. No entanto, a humilhação é um valor, assim como o prestígio também é um valor. Na verdade, a conquista e a perda não passam de ilusões.

 

O que é real é o que fica na alma.

A pessoa que guarda ira e humilhação dentro de si, não apenas prejudica sua vida emocionalmente como também, quando transmigra para uma outra vida, não leva o corpo de hoje nem a memória consciente, mas leva seus sentimentos. Ou seja: leva para uma outra vida ódio, humilhação, mágoas, tristezas etc.

 

Tudo o que se leu e compreendeu nessa vida não é mais lembrado quando se acorda como outra pessoa, em outra vida posterior. Apenas levamos conosco as nossas CAPACIDADES. Podemos ter lido muito nessa vida. No entanto, levaremos para a próxima vida uma grande capacidade para a leitura, mas não nos lembraremos daquilo que estudamos anteriormente.

 

Do mesmo modo, uma pessoa que se sentiu humilhada e desprestigiada nessa vida não se lembrará da humilhação e do desprestígio que sofreu, porém algo restará dentro dela que a levará a ter um temperamento infeliz e revoltado.

Isso é o que o Taoísmo chama de “semente”.

 

No fim da encarnação, a consciência e a vida se separam. Essa semente fica; levamos conosco para outra vida a natureza do sentimento que resta como personalidade.

 

Sementes Cármicas

Antes de virmos para essa vida, nascemos com um monte de sementes transmigratórias que trouxemos de outras vidas. Nascemos com mil apegos, vícios, frustrações, costumes, hábitos, mil loucuras, mil felicidades, mil desejos e, quando chega à hora da morte, esta grande aglomeração de memória que se chama “alma humana” se transforma em sementes cármicas.

 

Conforme a criança cresce, desenvolve o contato sensorial do corpo, as alterações emocionais e, assim, a direção de sua consciência muda. A energia oscila desordenadamente, ora para um lado ora para outro, num estado de dualização. A personalidade torna-se mais complexa e múltipla, gradativamente virão à tona as outras personalidades, aquelas que já existiam mas ainda permaneciam como “sementes”. Novos hábitos do cotidiano vão irrigando, como água jogada nessas sementes, os carmas que, por sua vez, se não nos mantivermos atentos, crescerão e frutificarão.

 

Como normalmente as pessoas criam carmas e vícios muito rapidamente, além de terem consigo as sementes ressuscitadas como uma floresta dentro de si – e cada árvore dessa floresta já traz novas sementes –, outras arvorezinhas brotam e um mundo de valores vãos é criado e nutrido. No momento da morte, carregam-se muitas dessas sementes adiante. Quanto maior a quantidade de sementes, maior a complexidade e o número de situações difíceis na vida.

 

Um realizador do Tao deveria ter grande força de vontade para se libertar dos apegos aos laços mundanos. Essa é a força que ele tem de conhecer, encontrar dentro de si mesmo. Ao mesmo tempo, o taoísta tem de ter um coração totalmente feminino, repleto de afetividade, receptividade e humildade, para poder abranger todas as coisas. O ser humano pode conviver com a fama e com a perda da fama, com a fortuna e com a perda da fortuna, com o poder e com a ausência do poder, sem se tornar prisioneiro dos sentimentos e dos conceitos de que essas situações são permeadas. Na verdade, a força a ser invocada, a ser cultivada, é a de dominar a si próprio com a força de vontade para transcender as coisas que prendem o homem aos caminhos da transmigração e aos mundos que o limitam.

Fonte: http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/doku.php?id=sementes_da_ilusao  em 12/02/2011 

 

4.05 - A LEI DO PERDÃO

 

Por Beraldo Lopes Figueiredo

 

Quando falam doenças psicossomáticas, a lista  é:

·         Artrite;

·         Câncer e todos os tipos de doenças auto-imunes;

·         Alergias variadas;

·         Asma; Rinite;

·         Gastrite; Úlcera;

·         Infecções da Helicobacter pylori;

·         Praticamente todos os transtornos de pele;

·         Impotência e outras disfunções sexuais;

·         Hipertensão arterial;

·         Fibromialgia e outras ...

 

São todas doenças causadas pela luta que o indivíduo trata consigo mesmo. Conheço um caso familiar, de uma moça que casou muito apaixonada, como era imatura e a paixão acabou, dentro de 2 anos ela desenvolveu uma ASMA VIOLENTA, quase incurável, andou por todos os médicos, não adiantou, tinha crises violentas. Porém quando divorciou-se a ASMA foi embora e ela curou-se.

A auto-obsessão, é a mais evolvente cadeia de acontecimentos que leva o indivíduo a desenvolver doenças.

 

A medicina atual, trata o sintoma, ataca o efeito.

Pois as doenças psicossomáticas, tem sua origem no interior de cada indivíduo, e dentro as causas está inserido a LEI DO PERDÃO.

 

Pois para a AUTO-OBSESSÃO, use o AUTO-PERDÃO, que é o ato de aceitar-se.

Parece fácil, pessoas confundem o auto-apego carnal com o gostar-se, aceitar-se acima de tudo.

Diria sem precisão, pois não tenho estatística a respeito, que 90% das pessoas vivem insatisfeitas consigo mesmo, com sua situação, com seu estado atual de encarnado.

Talvez por isso buscam o prazer, a felicidade em tantas coisas, e é claro acabam não encontrando.

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O que pouco se sabe, e nisto falha os espiritualistas modernos, é clarear a todos que o espírito sabe o que fez em todo seu passado, mesmo que a mente encarnado nada lembre, e este espírito carrega marcas e chagas de tudo que fez, desde seus primórdios, de bárbaro, assassino, devasso, carrasco, vítima, cenas traumáticas, tragédias dantescas, etc.

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Isso aflora no seu corpo físico, em forma de doença, de chagas, de cobrança de si mesmo.

Pois falta aos CENTROS ESPIRITOS, ensinar o SER HUMANO, se perdoar, aceitar-se como um todo, entender que subiu degraus evolutivos, não tinha como evitar, NINGUÉM NASCE ANJO.

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Aceitar-se é buscar o equilíbrio em seu interior, PERDOAR-SE, é um ato sublime, é agradecer por estar  na carne, é integrar-se com os elementos da natureza.

Quando o ser humano consegue, isso, ele descobre a auto-cura, opera-se o simples milagre da lei do PERDÃO.

Pensem nisso e até a próxima!

 

4.06 - O ARQUÉTIPO DOM QUIXOTE

 

Por Beraldo Lopes Figueiredo

 

Qual será o grande gênio literário da humanidade?

Certamente teríamos uma discussão sem fim. Na minha opinião, o grande gênio é aquele que consegue atravessar o tempo e sempre surpreender a humanidade com seu feito, o maior exemplo é Leonardo da Vinci, Beethoven.

 

Na literatura, eu me debruço sobre Miguel de Cervantes com sua obra Dom Quixote de La Mancha. Para os que não conhecem, essa obra retrata um arquétipo humano tão comum que vive e viverá sempre no meio das multidões. Dom Quixote é um sonhador, uma pessoa que vive seu sonho, seu onirismo desvairado, o idealista exacerbado,   se imaginando um herói guerreiro, o cavaleiro que salvará sua doce Dulcinéia, junto com seu fiel escudeiro Sancho Pança, ataca plantações de milho, imaginando ser um exército, ataca moinhos imaginando ser um gigante.

 

Quem de nós não teve um dia de Dom Quixote, sonhando, se iludindo?!?

 

 No mundo moderno, vemos a ilusão sendo vendida a todo momento, Mas e aqueles que são realmente Dom Quixotes 24 horas por dia durante anos. Quem de nós não conhece, uma pessoa que acha que vai ficar rica, que vai ganhar na loteria, que vai encontrar o grande amor. Existe vários tipos de Dom Quixotes, aqueles que se acham evoluídos, aqueles que se acham líderes natos, porém todos sem exceção se acham injustiçados por não serem reconhecidos, por não terem a oportunidade para mostrar sua capacidade. Como tal, alguns tem alimentadores de seus sonhos, os Sanchos Panças, que concordam e contam as proezas do seu Quixote.

 

O pior e o melhor do Quixote, é o tipo que mente, que inventa histórias e que acredita nelas, o mais famoso da atualidade chama-se INRI CRISTO e suas Sanchas Panças.

Todo o Quixote possui uma inteligência impar, um tirocinio, um racionício rápido, são inquietos e atraem, porque aflora em seu temperamento o cheiro e a visão dos seus sonhos. Urandir, o homem que tem contato com extra-terrestres, convence fácil com sua lábia afiada, e cerca-se de Sanchos Panças.

 

O que seria dos Sanchos sem seus Quixotes? Uma vida tediosa, pois os Sanchos não sabem sonhar, não sabem ousar, não conhece a caminho dos desvarios e da criação, não tem capacidade de viver sua loucura. Vivem, se alimentam e se encantam com os sonhos de um Quixote.

Diria mais, o que seria do mundo sem Quixotes?

 

O Quixote, é aquele que acredita no seu sonho, porém os sonhos não devem substituir a vida, é preciso conhecer a fronteira sutil que separa a realidade da ilusão. O Sonho deve ser aquilo que vamos realizar, a busca, não se vive um sonho, devemos viver para realizá-lo. O quixotismo é uma doença séria.

 

Nos cassinos, é comum encontrarmos o Quixote, que sempre diz: -Ah! Hoje eu quebro a banca! - embora a banca já o tenha quebrado mil vezes.

 

No mundo dos espiritualistas, temos os misticóides, ou seja os quixotes de Deus, achando-se recebedor de mensagens divinas, quando na verdade a grande maioria são mero instrumentos do seu animismo, estes mesmos possuem Sanchos Panças por todos os lados. Terreno subjetivo a espiritualidade mistura-se verdades com grandes batalhas imaginárias à Demônios, quando na verdade são apenas  moinhos de vento. Como diferenciar? - "Guardai-vos dos falsos profetas ... " - Mateus: 7:15  - Bíblia.

 

Um Quixote, em qualquer situação, vive a margem da realidade, e esta é dificil, árida, é para fortes. O que são os fujões imaturos da vida, senão quixotes. Jovens frágeis, que buscam nas drogas o prazer!

Já diz o dito: Viver é preciso – Preciso de precisão. A arte de viver, é a conquista do Ser Humano sobre o seu Quixote interno.

Por isso elejo, Miguel de Cervantes como o meu gênio literário.

Pensem nisso, e até a próxima.

 

 

4.07 - MATERIALISMO CATÓLICO

 

Por Beraldo Lopes Figueiredo

 

Nada é tão definitivo na vida de um ser humano como o materialismo. Viver sobre esse estigma é viver com etapas definidas. Um materialista sabe por onde pisa, a sua vida é curta, tudo nela tem um começo e um fim. Mas materialistas podem não ser ateus, descobri isso a pouco.

 

Um amigo católico, fervoroso, num velório de um parente, me disse: “Minha religião, é tão materialista, vejo meus amigos morrendo em minha volta, e em todas ocasiões venho com a idéia de me despedir para sempre!” - Pois a idéia da morte, para os católicos, é algo profundamente traumático.

 

Nunca ouvi, de um sacerdote católico, na hora de fechar o caixão dizer: "- Até breve, amanhã estaremos rindo disso tudo."  - Todos sérios, sisudos, o ato da encomendação do corpo, é uma solenidade triste, um ato de consolação, sem esperança, que não minimiza a dor da perda entre os parentes.

 

No oriente, fazem festa, algumas religiões, festejam a missão cumprida, o fim de uma etapa. Queima-se os restos mortais, do pó, joga-se o que resta no Ganges, ou no vento.

 

Existe um livro chamado: O Livro Tibetano dos Mortos – Neste livro, se prepara o vivo, para enfrentar a passagem da morte. Imagine isso no ocidente?

Soaria, como uma idéia funesta, tétrica, estar vivo e se preparar para a morte. Ora! Qual ocidental, religioso católico faria isso, se benzeria dizendo cruz credo, virgem Maria.

 

Pois só teme a morte, quem entende ela como o FIM, o fim de tudo. Um materialista de carteirinha, sabe que a vida é feita daquilo que pode ver, tocar e sentir. Pois nossa sociedade de consumo, prega esses valores.

Perguntei ao meu amigo católico, lá mesmo no velório: - Mas, todo o católico não acredita na vida depois da morte? - Ele sorriu, apertou os lábios, suspirou e disse: -  Acredita, como fato futuro, acredita, na terceira pessoa. Mas não vive isso, não sente isso. Tudo começa na sua origem, o vaticano sempre se preocupou com suas terras, seu patrimônio. Como entidade, não tem herdeiros, é um espólio que não tem divisões, só acumula, acumula como um guloso avarento que se arrasta através dos séculos. - Setenciou meu amigo – O vaticano é materialista! Isso transpassa as paredes administrativas, chega até o altar, onde se ajoelham os fiéis.

Achei que não ouviria isso de um católico, praticante, assíduo. Sempre soube que os Cristãos aqui do ocidente, vivem na terra sua principal vida. O oriental, vive uma etapa dela.

 

A imortalidade, é um fardo grandioso. Um ateu sente-se leve quando olha para um túmulo e diz, aqui acaba tudo, vou parar de pensar, de me cobrar, de desejar, de sofrer, de existir. Um cético, quando olha a lápide, alimenta uma dúvida atrós dentro de si.

Um espiritualista, já olha para o túmulo, sabendo que ali, começa tudo de novo, vai ter que acertar o que está errado, vai ter que viver com sua consciência, com seus remorsos, com seu ego. A eternidade trás grandes responsabilidades.

 

Por ora, apenas isso, sobre os Materialistas religiosos, ou religiosos materialistas, pensem nisso e até a próxima.

 

03/04/2011-13:55 hora

 

4.08 - A ANGÚSTIA DA FÉ

 

Por René Vasconcelos * (em 19 de mai de 2010)

 

Ontem, caminhando de volta à casa, estive refletindo sobre a fé. Estava pedindo a Deus forças para aguentar o ritmo frenético que precisamos adotar para conseguir certo padrão de vida em São Paulo, quando me deparei com uma pergunta: “Deus se importa mesmo com o que peço?

Fé é algo complicado. Você pode ter fé que Deus existe, que Jesus é Seu filho. Mas… você pode ter fé de que Ele dará atenção à sua oração? Que Ele te ajudará realmente e não deixará nada de mal lhe acontecer?

 

Em um primeiro momento você responderá: “claro que sim!”. Mas pondere um pouco mais. Quantas coisas ruins acontecem todos os dias com evangélicos que também oram e etc? Muitas coisas. Deus não os livrou de sofrer. Jesus em pessoa prometeu que não teríamos folga ao dizer: “No mundo tereis aflições…”. Então, porque Deus me ouviria? O que O impede de me fazer mal, para que aprenda ou pague por algo? Porque Ele se importaria com meus sentimentos? Esse tipo de questionamento começou a inundar a minha cabeça.

 

Parei um pouco e pensei nos apóstolos, não esses de hoje, os de verdade, todos mortos violentamente, um a um. Penso no que eles oravam. Se Deus realmente ouviu suas orações. Será que eles estavam num transe transcendental tão profundo que não se importaram em sofrer? Duvido. Todos eles se amarguraram ao perceber que o sofrimento não seria aliviado de suas vidas. Mesmo com toda a fé do mundo.

 

Portanto, independente da fé que eu tenha depositada em Deus, o que impedirá que minha oração não seja ouvida ou atendida? Nada. Deus faz como bem quer, independente do que você ore. Ao pensar nisso, abaixei a cabeça. Decidi que minhas orações não conteriam mais pedidos ou solicitações. Nenhuma. Apenas terminariam com “Faças como achar melhor”. Pois, no final, é isso o que vai acontecer mesmo.

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*) René Vasconcelos é Assembleiano, Estudante de teologia, aprendeu a contradizer na FAESP – com a bíblia na mão – pregadores gritandes e eclesias tendenciosas; ele prefere a verdade. E existem verdades que o evangélico teme; são justamente essas verdades que deveriam nos fortalecer, nos tornando críticos conscientes de nossa fé.

Retirado do Site: http://blogs.gospelmais.com.br/papodeteologo/

 

 
   

Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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