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05.16 - O SOM E A COR NO CORPO HUMANO 

   

A terapia através da utilização de sons e cores constitui uma das mais fascinantes áreas de estudo da biopsicoenergética. As culturas antigas conheciam muito bem tais processos de interação das energias humanas com as energias sonoras e cromáticas. Hoje, graças aos progressos da eletrônica e de outras ciências tecnológicas, esses fenômenos já são estudados e comprovados em laboratório.

 

O organismo humano pode ser considerado, estruturalmente, como um conjunto de partes ou elementos mecânicos ressonantes. A condição de ressonância ou de máxima vibração é dada por cada órgão ou parte do corpo de acordo com sua forma específica, tamanho e constituição, ou seja, conforme sua morfologia e histologia. É fenômeno físico facilmente comprovável que, por meio da aplicação de um estímulo adequado e da freqüência concordante, pode-se obter a ressonância singular de um órgão. Pela aplicação de estímulos sucessivos ou contemporâneos pode-se, com o mesmo critério, estabelecer no modo que interesse e na ordem que convenha a ressonância de distintas partes. Tal ressonância será obtida sempre na base dos devidos elementos estimulantes, operantes com a oportuna intensidade, freqüência, fase ou seqüência. Disso tudo pode-se concluir que o corpo humano é, sinteticamente, um possível acorde ou complexo sonoro.

 

Estabelecido esse conceito, toda disfunção ou alteração orgânica - seja qual for a sua etiologia - comporta conseqüentemente uma alteração na condição de ressonância do órgão (ou dos órgãos) ou zonas respectivas. Tal alteração, segundo o que foi exposto, é factível de ser considerada.

 

Sob outro ponto de vista, a análise das partes de um organismo dado permite deduzir uma tônica fundamental, emergente da agrupação de ressonâncias a freqüências idênticas ou harmônicas. Este conceito permite esclarecer de forma científica e objetiva o princípio pelo qual se associa o ser humano - e por extensão todo organismo vivo - ao som. Associação que foi geralmente ex­pressada em termos místicos pela cultura do Oriente, e de forma mais ou me­nos empírica pelos tratadistas do Ocidente.

 

Antes de entrar em maiores detalhes a respeito das correlações entre os vór­tices (chacras) etéricos do corpo humano e os sons e cores, é conveniente fazer uma rápida recapitulação do que já foi dito nos Cadernos precedentes a respeito desse mesmo corpo etérico, analisado através de percepção extra­sensorial.

 

Correlações entre sons. cores e os chacras:

Previamente, e como detalhe importante, esclarece-se que dentro do éter verificam-se diferentes graus de intensidade, isto é, densidades relativas, como em qualquer outro estado da matéria.

No que diz respeito ao corpo etérico humano, ele é composto por quatro camadas de distinta densidade, Porém, mesmo a mais densa dentre essas camadas é mais sutil do que o éter pelo qual se propagam as variedades energéticas de luz, calor e radioondas.

Nas zonas de máximos relativos de atividade dentro do corpo etérico, observam-se centros ou localizações energéticas em forma de vórtices, que se correspondem com os máximos relativos antes mencionados para o organismo. De certo modo, os vórtices seriam os órgãos etéricos do ser humano.

 

Conforme a atividade particular de cada centro ou vórtice, evidenciam-se no mesmo diferentes tonalidades e cores, que dependem da velocidade de giro das partículas etéricas.

 

Da mesma forma que no organismo, no corpo etérico encontram-se enlaces intervorticianos; com igual similitude e sempre em termos gerais - existem vórtices com funções aferentes, outros com funções eferentes, e mesmo de função dupla. Todos eles se inter-relacionam com as energias externas de seu mesmo plano de Tomando-se como base os vórtices (chacras) magnos do corpo etérico, tem-se que os sons naturais produzem a condição de ressonância; os sustenidos operam uma superexcitação ou "abertura", enquanto que os bemóis operam uma potencialização de tais vórtices.

 

Cada nota musical natural, seu sustenido e seu bemol do sistema sonoro pitagórico ou oriental, corresponde-se com os vórtices magnos do seguinte modo:

 

manifestação. Tais energias externas podem ser tanto as de outros seres humanos, do reino animal, mineral, vegetal, energias astrais, etc., como as energias geradas. Entre estas últimas têm-se, por exemplo, as produzidas por aparelhos elétricos e eletrônicos, máquinas, ruídos, vibrações e também os sons produzidos por instrumentos. Também se incluem as radioondas, e a gama das cores em todo seu espectro e faixas adjacentes.

Existe uma relação entre os centros energéticos etéricos ou vórtices e os sons da escala musical. As distintas notas da escala musical ativam particularmente determinados vórtices, à maneira de ressonância eletromagnética. Mas não é o sistema "temperado" comumente utilizado (de 12 sons por oitava) o que melhor se adapta à freqüência de ressonância dos distintos vórtices, pelas relações de intervalo derivadas de uma simples progressão geométrica cuja razão é:

 

 

 

 

O sistema sonoro coerente com as distintas partes ressonantes da singularidade humana é o sistema pitagórico. Num box inserido no Caderno fornecem-se maiores detalhes sobre o sistema ou escala musical pitagórica.

 

Nota

 

Relacionada

com o vórtice

Relacionado no

organismo com

Coronário

Glândula pineal

Hipófise

Glândula hipófise

Mi

Cardíaco

Plexo cardíaco

Solar interno

Plexo solar

Sol

 

Solar médio e externo

Plexo solar

 

Hepático aferente

Plexo hepático

Si

Sacro  

Plexo sacro

(hipogástrico)

 

 

 

Quanto ao vórtice laríngeo, é aperiódico e principalmente eferente.

Ao falar-se da influência de som sobre os vórtices etéricos, já se denuncia a necessidade de um nexo entre essas partes. Com efeito, a observação por percepção extra-sensorial permite notar uma coloração inerente a cada som produzido, por exemplo, por um instrumento.

 

Por outro lado, operando-se com longitudes de onda em vez de longitudes de corda musical (ou seja, considerando-se cores em lugar de sons), chega-se à geração de novas longitudes de onda ou cores, em toda a gama cromática, tendo-se uma exata coincidência de som-cor, e satisfazendo-se o gráfico exposto na Figura 1, que representa o espectro luminoso conforme as determinações científicas atuais.

 

De acordo com informações e publicações de países tais como a Alemanha Ocidental e a União Soviética, já se estaria pesquisando em laboratório com a finalidade de representar, por procedimentos eletrônicos, a correspondência entre sons e cores da mesma forma como, analiticamente, expõe-se aqui. A demonstração prática de tais inter-relações abriria importantíssimos campos de aplicação. Ela comprovaria objetivamente a componente eletromagnética do som que, pelo seu deslocamento em meio homólogo - o éter em seus distintos planos de densidade - influi no corpo etérico do ser humano como um fato independente da onda acústica, à qual impressiona por via do conduto auditivo.

 

Tudo o que foi expressado para o som vale da mesma forma para o espectro luminoso, visto que cada longitude de onda comporta um "som eletromagnético"; ou seja, há equivalência entre som e cor, e tudo tende a uma unidade ou síntese de equivalências.

Na prática, esse conceito permite a operação com "cores inaudíveis" e "sons invisíveis", de insuspeitável valoração na terapia, e cuja fundamentação, analiticamente, expõe-se aqui.

 

 

Estrutura de uma sonocromoterapia

 

Como derivação de todo o acima exposto, e de algumas corroborações práticas realizadas, por Livio Vinardi e sua equipe, colocam-se, sinteticamente, os seguintes pontos:

 

Sonoterapia

a) Utilização da série ou sistema sonoro físico-matemático natural (escala, pitagórica ou oriental) por apresenta maiores e mais plenas possibilidades.

 

b) Utilização dos sons considerandoos também por sua cor, ou seja, com critério sonocromático.

 

c) Aplicação de sons isolados conforme a etiologia, síndrome ou natureza da disfunção, com a adequada intensidade, freqüência, forma de onda e também considerando-se a distância. Além disso, com a abertura, colocação da fase, transferência energética e potencialização de cada vórtice.

 

d) Emprego dos infra e ultra-sons, com o mesmo critério, e como efeito complementar biopsicológico.

 

e) Aplicação de sons temporariamente sucessivos (meloterapia) para o enlace funcional dos vórtices em questão.

 

f) Aplicação de sons temporalmente simultâneos (bicordes ou acordes) para a ativação contemporânea de dois ou mais vórtices em casos oportunos.

 

g) Aplicação de sons relacionados temporalmente (ritmoterapia),

 

h) Aplicação simultânea de duas ou mais séries de sons relacionados temporalmente (contrapontos terapêuticos).

 

A estrutura constituída pelos itens acima expostos é que seria, para Vinardi, "rnusicoterapia", ou seja, sucessões sonoras simultâneas especificamente concebidas para uma finalidade terapêutica. É claro que ela pressupõe um devido conhecimento em todos os campos que concorrem para essa finalidade.

 

Rituais dos povos primitivos e antigos

É interessante destacar que, nos cerimoniais dos povos muito primitivos (primitivos no sentido de serem os primeiros, e não de serem atrasados), as ordens sonoras monofônica, bifônica, trifônica, tetrafônica, pentafônica e outras eram basicamente aplicadas com o critério já exposto.

As versões que podem ser obtidas atualmente, apesar dos estudos mais profundos, não permitem a menor aproximação à realidade mencionada. De qualquer forma, dar-se-á uma explicação em relação às escalas gregas, por tratar-se de uma cultura mais recente e acessível.

Foi tido sempre como fato inexplicável - mesmo para os musicólogos - o ordenamento sistemático descendente das escalas sonoras fundamentais, ou seja, as séries dórica, frígia e lídia.

Observando-se a relação existente entre tais escalas e os vórtices magnos do corpo etérico, esse enigma fica esclarecido, descobrindo-se ao mesmo tempo sua razão lógica.

 

Por exemplo, tomando-se a escala dórica, que começa e termina com a nota mi, tem-se uma relação direta com o vórtice magno etérico associado ao plexo cardíaco. Executados na sua ordem, os sons dessa série ou escala produzem uma mobilização energética e de transferência por ressonância sucessiva de vórtices adjacentes, começando com o cardíaco para concluir reafirmando-se no mesmo vórtice. É utilizada para educar a parte emocional do ser humano.

 

Na escala frígia, que começa com ré (nota relacionada com o vórtice magno associado à hipófise), passa-se na sua ordem em forma sucessiva pelos demais vórtices, reafirmando-se no vórtice de partida. É utilizada para desenvolver a parte mental.

 

A escala lídia, que começa e termina com a nota dó, reafirmando-se no ponto de partida, corresponde-se com o vórtice magno coronário que, por sua vez, está relacionado com a glândula pineal. Essa escala é utilizada para educar e desenvolver a intuição superior.

 

Tais escalas eram executadas durante as festas gregas e as olimpíadas, sob a forma de tetracordes para enlaces intervorticianos parciais. Tal era o objeto dessas escalas, o seu "aspecto moral", como mencionam os filósofos da época. Mais próximas de nós, as músicas litúrgicas e os cantos gregorianos também encerravam essa intenção.

 

Terceira organização cerebral independente

De forma breve, citar-se-á uma terceira organização cerebral independente, profusamente estudada pela biopsicoenergética de Vinardi, e que é constituída pela coluna vertebral.

 

Em correspondência com cada espaço ou zona intervertebral verifica-se, sempre pelo método da percepção extrasensorial, um vórtice ou centro energético etérico, Cada zona intervértebrada tem relação com um aspecto particular   do conhecimento acessível ao ser humano, e atua à maneira de "arquivo" ou depósito.

 

A atualização das energias latentes que aí existem é um tema que escapa totalmente ao nível deste curso. Não obstante; na Figura 2 (sons relacionados com a terceira organização cerebral), dão-se os sons (sempre no sistema pitagórico) que podem operar de forma conveniente no aspecto terapêutico. Não são indicados os matizes e figurações rítmicas, embora eles sejam fundamentais para a obtenção dos efeitos assinalados. Esta deliberada omissão tem o objetivo de evitar manipulações inexpertas.

 

Elementos idôneos para a estruturação de uma sonocromoterapia objetiva

Tudo que foi conceituado e explicado anteriormente pode, em principio, ser estruturado, aplicado e avaliado por meio da utilização coerente e construtiva dos conhecimentos científicos atuais, particularmente a eletrônica e tecnologias associadas.

Para o estudo prático desses conceitos, são necessários aparatos e equipamentos tais como: câmaras acústicas e eletromagnéticas de ressonância variável; geradores de audiofreqüência, infra e ultra-sons: geradores de radiofreqüência e microondas; conformadores de ondas; moduladores; laser; modificadores de fase e retardadores; polarizadores de ondas; reatâncias acústicas; circuitos fechados de vídeo-freqüências de cores; películas e diapositivos coloridos com banda associada de sons homólogos; etc. Para a objetivação em laboratório da maioria dos fenômenos citados, pode-se apontar como instrumental científico útil: osciloscópios de raios catódicos; medidores de intensidade de campo; microscópios eletrônicos; galvanômetros; asímetros; medidores de fase; medidores de onda; fotômetros; transdutores de contato; medidores de VU; câmaras infravermelhas e ultravioletas; espectroscópios; abreugrafias cromáticas; analisadores de ondas; etc.

Para atingir os fins propostos, toda essa aparelhagem deverá ser arrumada em um laboratório, manipulada por especialistas de múltiplas áreas do conhecimento. Entre elas a medicina, a biologia, a psicologia, as ciências físicomatemáticas, e também a arte, teologia e filosofia. E, naturalmente, com a participação também de energetistas e perceptores extra-sensoriais devidamente treinados.

 

Todo esse conjunto, acrisolado, é o que preconiza Vinardi como sendo o único possível de intuir, planejar e concretizar os novos aparelhos e equipamentos idôneos para realizar certos parâmetros energéticos como os que são detalhados no presente Caderno.

 

o perigo das manipulações inexpertas

Vinardi costuma estabelecer as diferenças claras que existem entre a sonoterapia e a chamada "musicoterapia". Contudo, o que a biopsicoenergética não tem dúvidas é quanto ao poder do som (que, segundo o modo como é utilizado, pode harmonizar ou dissociar) e às mobilizações energéticas do inconsciente. Por outro lado, o estruturador da BPE chama a atenção para o fato de que, hoje em dia, é comum a apresentação e venda de "sonoterapias" e "cromoterapias" estruturadas sobre princípios hipotéticos e até contraditórios.

 

Vinardi adverte contra o perigo dessas mobilizações do inconsciente (que não são outra coisa além de mobilizações de energias biopsicológicas) sem as devidas precauções e conhecimentos. A mobilização de energias e bloqueios cuja natureza, localização e alcance não estão devidamente avaliados pode, em muitos casos, fazer variar a síndrome, sem que se produza uma efetiva catarse. Portanto, tabular terapêuticas sobre tais bases é tarefa aventureira e ilusória.

 

Os bloqueios mobilizados dessa forma podem, em casos afortunados, desprender-se; mas subsiste o perigo da captação de novas componentes espúrias se não se tomam as precauções consistentes em uma completa assepsia energética. Por outro lado, se não se sabe manipular tais energias liberadas, elas podem alojar-se em outro paciente ou, ainda mais provavelmente, devido à sua contínua e repetida tarefa, no próprio terapeuta.

 

A arte como forma superior do conhecimento humano

A biopsicoenergética reconhece que, a partir do ponto de funcionamento normal das energias biopsicológicas, a arte pode operar plenamente como um agente útil de sublimação energética, para fins evolutivos.

 

Quando o organismo e sua contraparte etérica se encontram basicamente harmonizados, chega-se ao ponto em que as diversas expressões da arte superior começam a produzir uma adequada ressonância ou resposta na singularidade humana. Antes dessa harmonização, sob certos aspectos, essa ressonância pode até resultar contraproducente.

 

O fluxo energético contido numa obra-prima da pintura, por exemplo, atua como um acorde dinâmico de alto potencial. já que é o produto de um excelso indivíduo humano, que a elaborou em consonância com seu próprio valor.

Pode-se dizer o mesmo da música.

Por exemplo, o movimento de vozes de uma obra-prima polifônica, além de refletir a intenção e necessidade expressiva de seu criador, denota também a dinâmica biopsicoenergética do mesmo. No processo da audição desde que a interpretação da obra assuma a altura de uma autêntica recriação na singularidade de quem a recebe -, além do fenômeno acústico-estético, verificam-se contrapontos energéticos entre seus distintos vórtices, com mobilização de um fluxo considerável.

 

É preciso deixar claro que está-se referindo a obras magnas da arte, e não a qualquer obra, já que há algumas - e muito famosas - que, por sua ação energética dissociante e deletéria, constituem verdadeiras injúrias audiovisuais.

 

Este é o conceito biopsicoenergético de medir a arte: por seu grau de consciência, e não por seu grau de inconsciência.

Para concluir, esclarece-se que tudo que foi dito aqui esteve, sem sombra de dúvida, no patrimônio de outras culturas e épocas; procede-se apenas a uma reiteração, expressada na linguagem atual e no modo mais simples possível; o objetivo deste trabalho é propiciar ao estudioso um desenvolvimento objetivo. E, em última instância, com o caráter de um pequeno aporte que possa concorrer para a colocação do real anel na cadeia entre Conhecimento e Método, ou seja, para uma síntese do Conhecimento Unificado.

 

A ESCALA MUSICAL DE PITÁGORAS

 

 

Procederemos a um exemplo de construção de um triângulo pitagárico a partir de uma corda tensa, e em seguida ao desenvolvimento de uma série sonora completa, segundo elaboração de Livio Vinardi (Ver Figura acima).

 

Partindo de uma corda (ou seja, do famoso monocórdio), Pitágoras efetuava subdivisões parciais, obtendo, em cada caso, sons distintos. Para o uso profano, ele renunciou à subdivisão além da quarta parte. Por causa disso, desenvolveu-se posteriormente a idéia errônea de que consideram-se como relações principais somente a fundamental e a quinta. Mas, repete-se, isso era válido.

 

apenas para o uso profano, ou seja, para operar enlaces entre dois centros energéticos. Na realidade, efetuando-se uma subdivisão conveniente (por quintas partes da corda), pode-se estabelecer uma relação de longitudes de corda nas proporções 3:4:5, as quais, enlaçadas geometricamente, formam um triângulo retângulo - mais precisamente, o conhecidíssimo triângulo pitagôrico. As longitudes dos lados, por construção, representam sempre longitudes de corda, ou seja, sons.

 

Construindo-se sobre os distintos lados do triângulo basicamente assim obtido outros triângulos semelhantes (quer dizer, que mantenham sempre a relação 3:4:5), originam-se novas longitudes ou medidas. Representando sempre outras tantas longitudes de corda, tais medidas vão determinando novos sons. Esses sons, transpostos a uma única oitava, produzem a escala pitagórica. Essa escala não é outra coisa senão a escala oriental dos arutis; em quartos de tom, onde se acham diferenciados em frequência os sustenidos e os bemóis, sob um procedimento estrutural claramente físico-matemático natural, e não apenas formulístico.

 

Para os versados na parte científica estrutural dos sistemas das escalas musicais, será possível apreciar de onde surge a famosa "coma pitagórica", ou seja, o quociente 81/80 que, transposto por quadruplicação (mas mantendo seu tom) dentroda série do exemplo, localiza-se entre o si natural e o si bemol pitagórico; som de particular interesse relacionado com o vórtice associado ao plexo sacro.

 

Extraindo-se um denominador comum dessa série, levando-a a números inteiros, sobretudo com um triângulo frígio e seus sustenidos naturais, obtém-se a sucessão de valores de frequências que permitem reconhecer a série de Zarlino.

 

Lamentavelmente, este excelso sistema foi-se degenerando. apôs estruturações posteriores, atribuídas em princípio a Aristáxenes e a Aristóteles. Seguiu-se, depois, de transformação em transformação das relações interválicas, até se obter como sistematização simplificada a escala "temperada" de 12 sons por oitava. Simplificação que, embora tenha permitido um notável desenvolvimento no aspecto estético, correu em detrimento do aspecto profundo que foi mencionado

 

 

BASEADO NO CURSO DE BPE DE LIVIO VINARDI CONDENSAÇÃO DA EQUIPE PLANETA

Autor:

Lívio Vinardi

Físico, engenheiro Eletrônico, Musicólogo. É o Estruturador da  biopsicoenergética (BPE), e que assim define:

"É a ciência que ocupa das energias biopsicológicas, da sua natureza, causas e efeitos, e sua inter-relação com todos os outros tipos de energias. Sejam naturais ou geradas". Reside em Buenos Aires, onde nasceu, e onde dirige o Instituto de Biopscoenergética da Argentina.

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