Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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 301 - JESUS CRISTO:

Nascido em Belém, cidade da Judéia meridional, nos últimos anos do reinado de Herodes o Grande, quando Roma dominava a Palestina e Augusto era o imperador Romano.

 

No sexto mês da gestação de Isabel, o mesmo anjo Gabriel aparece a Maria na cidade de Nazaré, a qual era virgem e noiva de José, e anuncia que ela viria a conceber do Espírito Santo e que daria ao seu filho o nome de Jesus. Mateus traz a informação de que José, ao saber que sua noiva estava grávida, não teria compreendido inicialmente que Maria recebera a missão de conceber o Messias e se afastou dela. Mas em sonho, um anjo o revelou a vontade de Deus, e aceitando-a, recebeu Maria como esposa.

Segundo Mateus, o imperador Otávio Augusto teria promovido um recenseamento de todos os habitantes do Império, tendo estes que se alistar em suas respectivas cidades. José, por ser da cidade de Belém, teria levado Maria até esta cidade. Chegando ao local de destino, por não terem encontrado hospedagem, Jesus nasce em uma manjedoura. Segundo Lucas, os pastores da região, avisados por um anjo, vieram até o local do nascimento de Jesus.

Completados os oito dias que determinava a tradição judaica, Jesus foi apresentado ao templo por sua família para ser circuncidado, quando foi abençoado por Simeão e Ana.

Segundo o relato do evangelista Mateus, Jesus teria recebido a visita dos magos do oriente, os quais, segundo a tradição natalina, seriam três reis da Pérsia. Os magos teriam chegado a Jerusalém seguindo a trajetória de uma estrela que anunciaria a vinda do Messias ao mundo. E, ao encontrarem Jesus numa casa com Maria, adoraram-lhe e ofertaram ouro, incenso e mirra representando, respectivamente, a sua realeza, a sua divindade e a sua imortalidade. Por causa desta visita Herodes teria se decidido a matar aquele que lhe iria tomar o trono. Tal notícia teria chegado a José, que então foge com Maria e o menino para o Egito. Jesus e sua família teriam permanecido no Egito até a morte de Herodes, quando então José, após ser avisado por um anjo em seus sonhos, retorna para a cidade de Nazaré.

Fonte: Biblia

... QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!

Maria Madalena (Adúltera)

João 8:1 Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras.
João 8:2 De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava.
João 8:3 Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,
João 8:4 disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.
João 8:5 E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?
João 8:6 Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.
João 8:7 Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.
João 8:8 E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
João 8:9 Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
João 8:10 Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
João 8:11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

 

A Prisão e o Julgamento:

Mais tarde, na mesma noite, segundo os sinóticos, Jesus teria ido para o jardim de Getsêmani, na encosta do monte das Oliveiras, em frente ao Templo, para orar. Três discípulos — Pedro, Tiago e João — faziam-lhe companhia.

Judas Iscariotes havia realmente traído Jesus, e o entregou aos sacerdotes e aos anciãos de Jerusalém, que pretendiam prendê-lo, por trinta moedas de prata. Acompanhado por um grupo de homens armados, Judas chegou ao jardim enquanto Jesus orava, para prendê-lo. Ao beijá-lo na face, revelou a identidade de Jesus e este foi preso. Por parte de seus seguidores houve um princípio de resistência, mas depois todos se dispersaram e fugiram

Os soldados levaram Jesus para a casa do Sumo Sacerdote. A lei judaica não permitia que o Sinédrio, a suprema corte judaica, se reunisse durante o Pessach e condenasse um homem à morte durante a noite. Jesus foi acusado primeiramente de ameaçar destruir o templo, mas as testemunhas entraram em desacordo. Depois, perguntaram a Jesus se ele era o Messias, o Filho de Deus e rei dos judeus. Jesus respondeu que era, e foi então acusado de blasfemar ao dizer-se Deus.

Após isso, os líderes judeus levaram Jesus à presença de Pôncio Pilatos, que então governava a província romana da Judéia. Acusavam-no de estar traindo Roma ao dizer-se rei dos judeus. Como Jesus era galileu, Pilatos enviou-o a Herodes Antipas — filho de Herodes, o Grande — que governava a Galiléia. Lucas conta que Herodes zombou de Jesus, vestindo-o com um manto real, e devolveu-o a Pilatos.

Era de praxe os governantes romanos libertarem um prisioneiro judeu por ocasião do Pessach. Pilatos expôs Jesus e um assassino condenado, de nome Barrabás, na escadaria do palácio, e pediu à multidão que escolhesse qual dos dois deveria ser posto em liberdade. A multidão voltou-se contra Jesus e escolheu Barrabás.

Pilatos condenou então Jesus a morrer na cruz. A crucificação era uma forma comum de execução romana, aplicada, em geral, aos criminosos de classes inferiores.

Jesus foi vestido com um manto vermelho, puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos e na mão uma vara de bambu. Os soldados romanos zombavam dele dizendo: "Salve o Rei dos Judeus".

 

A seguir, espancaram-no e cuspiram nele. Forçaram-no a carregar a própria cruz, até um lugar chamado gólgota. Ao vê-lo perder as forças, ordenaram a um homem, de nome Simão Cireneu, que tomasse da cruz e a carregasse durante parte do caminho.

Conduzido para fora da cidade, Jesus foi pregado na cruz pelos soldados romanos.

Fonte: Bíblia

 

VIA SACRA (Via crucis)

 

 

TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS

RESSURREIÇÃO DE JESUS

A Transfiguração de Jesus na Bíblia é uma passagem descrita nos Evangelhos sinópticos em que Jesus teria subido a um monte para orar com Pedro, Tiago e João. Ali, tendo mudado sua aparência a ponto de tornarem brancas as suas vestes, os discípulos tiveram a visão de que Jesus estivesse conversando com os profetas Moisés e Elias.

De acordo com o relato contido no Evangelho segundo Mateus, capítulo 17, verso 2, consta que o rosto de Jesus resplandecia como o Sol, e a suas vestes tornaram-se brancas como a luz.

 

Ressurreição em latim (resurrectione), grego (a·ná·sta·sis). Significa literalmente "levantar; erguer". Esta palavra é usada com freqüência nas Escrituras bíblicas, referindo à ressurreição dos mortos.

No seio do povo hebreu, a palavra correlata designava diversos fenômenos que eram confundidos na mentalidade da época. O seu significado literal é voltar à vida, assim o ato de devolver uma pessoa considerada morta era chamada ressurreição; Existe a conotação escatológica adotada pela igreja católica para esse termo que é a ressurreição dos mortos no dia do juízo final.

A Ressurreição de Jesus é ponto fundamental da fé cristã, a ponto que São Paulo pode dizer: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé... Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15, 14.17).

A ressurreição de Jesus é um fato histórico inegável. O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos, e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2).

Resumo Biográfico de Jesus Cristo:

Os textos que serviram de referência sobre a vida de Jesus são os quatro evangelhos do Novo testamento da Bíblia, livro sagrado do cristianismo, e que foram escritos em diferentes épocas por discípulos de Jesus: Mateus, Marcos, João e Lucas. A palavra evangelho se originou no grego antigo "euaggélion" e quer dizer boa nova, boa notícia.

No século 19, quando o pensamento científico impôs-se sobre o religioso, os evangelhos não foram mais aceitos como documentos históricos - e a biografia de Jesus, assim como sua existência, passou a ser questionada.

Mas, daí em diante, pesquisadores juntaram provas de que Yeshua Ben Yossef (Jesus filho de José, em aramaico, a língua cotidiana da época na região), nasceu em Belém ou em Nazaré, por volta do ano 6 a.C., no fim do reinado de Herodes Antipas. A diferença entre a data real de nascimento de Jesus e o ano 1 do calendário cristão se deve a um erro de cálculo.

José, o pai de Jesus, era carpinteiro, e Maria, a mãe, era uma jovem que havia sido prometida em casamento a José. Na religião cristã ou cristianismo, Jesus é considerado o filho de Deus, gerado de forma milagrosa, sem parentesco com José.

Maria teria recebido a visita do arcanjo Gabriel (o anjo da Anunciação, o mesmo que seria visto por Maomé 600 anos depois) e sabido que, por obra do Espírito Santo, seria a mãe do Filho (Jesus) de Deus (Pai) que viria ao mundo para salvar a humanidade. Essa seria a base do cristianismo que se formou a partir de então: a trilogia formada por Pai, Filho e Espírito Santo.

O Evangelho de Lucas traz a Anunciação como ocorrida em Nazaré, onde José e Maria viviam, e conta que o casal foi obrigado a viajar até Belém, onde Jesus nasceu, pelo censo "ordenado quando Quirino era governador da Síria".

A Bíblia não fala quase nada sobre a infância e a adolescência de Jesus, com exceção de uma passagem em que, aos 12 anos, numa visita ao Templo de Jerusalém durante a Páscoa judaica, seus pais o encontram discutindo teologia com os sábios nas escadarias do templo.

Os evangelhos apócrifos - aqueles que não foram aceitos pela Igreja - descrevem Jesus como um menino travesso, que dava vida a figuras de barro para impressionar os colegas.

Aos 30 anos de idade, Jesus começou a divulgar suas idéias em público e a fazer milagres. Ele se fez batizar por João Batista nas margens do rio Jordão. Jesus viajou para a Galiléia e seus primeiros seguidores (discípulos) foram pescadores do lago Tiberíades. Eles viviam perto dali, em Cafarnaum, um povoado com cerca de 1.500 moradores.

Escavações encontraram os restos da casa de um dos discípulos, provavelmente de Simão Pedro (hoje conhecido como São Pedro), além de um barco datado da mesma época da passagem de Cristo pelo lugar.

Embora Jesus não tenha se esforçado para obter fama, esta se espalhou por toda a região e passou a incomodar governantes romanos e líderes religiosos judeus. Seu ato mais controverso foi anunciar que era Deus, ou filho de Deus: isso era uma violação da lei judaica. Os líderes religiosos convenceram o governador romano Pilatos a autorizar sua execução.

Ele foi preso, no Jardim do Getsêmani, em Jerusalém. Julgado, Jesus reafirmou sua missão divina e foi condenado. Atravessou as ruas carregando a cruz e foi crucificado, aos 33 anos, entre dois ladrões, no Gólgota, o morro do calvário ou da caveira.

Daí em diante, as narrativas ficam sem comprovação histórica, a não ser no terreno da fé cristã: depois de ser enterrado, ele teria ressuscitado e seu corpo foi levado aos céus, onde está sentado à direita do Pai.

Fonte:

Bíblia – Retirado do site: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u636.jhtm

 

Os milagres relatados

 

As curas

Mateus

Marcos

Lucas

João

Um leproso

8:2-4

1:40-42

5:12-13

-

O servo de um centurião romano

8:5-13

-

7:1-10

-

A sogra de Pedro

8:14-15

1:30-31

4:38-39

-

Dois endemoninhados gadarenos

8:28-34

5:1-15

8:27-35

-

Um paralítico

9:2-7

2:3-12

5:18-25

-

Uma mulher com hemorragia há 12 anos

9:20-22

5:25-29

8:43-48

-

Dois cegos

9:27-31

-

-

-

Um homem mudo e endemoninhado

9:32-33

-

-

-

Um homem com a mão definhada

12:10-13

3:1-5

6:6-10

-

Um endemoninhado cego e mudo

12:22

-

11:14

-

A filha endemoninhada de uma cananéia

15:21-28

7:24-30

-

-

Um menino lunático

17:14-18

9:17-29

9:38-43

-

Dois cegos

20:29-34

10:46-52

18:35-43

-

Um surdo que falava com dificuldade

-

7:31-37

-

-

Um endemoninhado na sinagoga

-

1:23-26

4:33-35

-

Um cego de Betsaida

-

8:22-26

-

-

Uma mulher que andava curvada

-

-

13:11-13

-

Um homem hidrópico

-

-

14:1-4

-

Dez homens leprosos

-

-

17:11-19

-

Um servo do sumo sacerdote

-

-

22:50-51

-

O filho enfermo de um nobre

-

-

-

4:46-54

Um enfermo do tanque de Betesda

-

-

-

5:1-9

Um homem cego de nascença

-

-

-

9:1-7


 

O poder sobre a natureza

Mateus

Marcos

Lucas

João

Jesus acalma o vento e o mar

8:23-27

4:37-41

8:22-25

-

Jesus caminha sobre as águas

14:25

6:48-51

-

6:19-21

A 1ª multiplicação de pães e peixes

14:15-21

6:35-44

9:12-17

6:6-13

A 2ª multiplicação de pães e peixes

15:32-38

8:1-9

-

-

O peixe com uma moeda na boca

17:24-27

-

-

-

A figueira se torna estéril

21:18-22

11:12-14,20-25

-

-

A água é transformada em vinho

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2:1-11

A 1ª pesca milagrosa

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5:1-11

-

A 2ª pesca milagrosa

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-

-

21:1-11

 

O Poder sobre a morte

Mateus

Marcos

Lucas

João

Ressurreição da filha de Jairo

9:18-25

5:22-24,35-42

8:41-56

-

Ressurreição do filho de uma viúva

-

7:11-15

-

-

Ressurreição de Lázaro em Bethânia

-

-

-

11:17-45

Sua própria Ressurreição

28:1-7

16:1-6

24:1-9

20:11-18

Fonte: Wikipédia

 

OS DISCÍPULOS (APÓSTOLOS) DE JESUS CRISTO:

A palavra “discípulos” se refere a um “aprendiz” ou “seguidor”. A palavra “apóstolo” se refere a “alguém que é enviado”. Enquanto Jesus estava na terra, os doze eram chamados discípulos. Os 12 discípulos seguiram a Jesus Cristo, aprenderam com Ele, e foram treinados por Ele. Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, Ele enviou os discípulos ao mundo (Mateus 28:18-20) para que fossem Suas testemunhas. Eles então passaram a ser conhecidos como os doze apóstolos. No entanto, mesmo quando Jesus ainda estava na terra, os termos discípulos e apóstolos eram de certa forma usados alternadamente, enquanto Jesus os treinava e enviava para pregarem.

Os doze discípulos/apóstolos originais estão listados em Mateus 10:2-4: “Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu”. A Bíblia também lista os 12 discípulos/apóstolos em Marcos 3:16-19 e Lucas 6:13-16. Ao comparar as três passagens, há algumas pequenas diferenças. Aparentemente, Tadeu também era conhecido como “Judas, filho de Tiago” (Lucas 6:16). Simão, o Zelote também era conhecido como Simão, o cananeu. Judas Iscariotes, que traiu Jesus, foi substituído entre os doze apóstolos por Matias (veja Atos 1:20-26). Alguns professores bíblicos vêem Matias como um membro “inválido” para os 12 apóstolos, e acreditam que o apóstolo Paulo foi a escolha de Deus para substituir Judas Iscariotes como o décimo segundo apóstolo.

Os doze discípulos/apóstolos eram homens comuns a quem Deus usou de maneira extraordinária. Entre os 12 estavam pescadores, um coletor de impostos, um revolucionário. Os Evangelhos registram as constantes falhas, dificuldades e dúvidas destes doze homens que seguiam a Jesus Cristo. Após testemunharem a ressurreição e a ascensão de Jesus ao Céu, o Espírito Santo transformou os discípulos/apóstolos em homens poderosos de Deus que “viraram o mundo de cabeça para baixo” (Atos 17:6). Qual foi a mudança? Os 12 apóstolos/discípulos haviam “estado com Jesus” (Atos 4:13). Que o mesmo possa ser dito de nós!
 

Fonte: https://www.gotquestions.org/Portugues/doze-discipulos-apostolos.html

 

O SERMÃO DA MONTANHA

É um ponto fundamental do Evangelho, encerra o substrato dos ensinamentos redentores de Jesus,

resumindo o estatuto moral da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, possibilitando a conduta

pessoal evangélica através de uma conscientização analítica e perseverante. É a Carta Magna do

Testamento de Amor entre os homens e Deus, na intimidade das relações do homem com o seu

semelhante. Abaixo uma síntese do texto original (Mateus: Capítulo 5):

Jesus, pois, vendo ele as multidões, subiu à montanha. Ao sentar-se, aproximaram-se dele os

seus discípulos.

E pôs-se a falar e os ensinava, dizendo:

01- Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

02- Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.

03- Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.

04- Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

05- Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

06- Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

07- Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

08- Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

09- Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal

contra vós por causa de mim.

10- Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que

perseguiram os profetas, que vieram antes de vós.

11- Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais

serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.

12- Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.

13- Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candelabro, e assim ela

brilha para todos os que estão na casa.

14- Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que vendo as vossas boas obras, ele

glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

15- Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno

cumprimento.

16- Porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i,

uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado.

17- Aquele, portanto, que violar um só desses mandamentos e ensinar os homens a fazerem o

mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus. Aquele, porém, que os praticar e os ensinar,

esse será chamado grande no Reino dos Céus.

18- Com efeito, eu vos asseguro que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e a dos fariseus,

não entrareis no Reino dos Céus.

19- Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; aquele que matar terá de responder no tribunal.

20- Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, terá de responder no

tribunal; aquele que chamar ao seu irmão “Cretino” estará sujeito ao julgamento do Sinédrio,

aquele que lhe chamar “Louco” estará de responder na geena de fogo.

21- Portanto, se estiveres para trazer a tua oferta ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem

alguma coisa contra ti,

22- deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; e depois virás

apresentar a tua oferta.

23- Assume logo uma atitude conciliadora com o teu adversário, enquanto estás com ele no caminho,

para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim,

sejas lançado na prisão.

24- Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

27 Ouvistes que foi dito: Não cometerás adultério.

25- Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu

adultério com ela em seu coração.

26- Caso o teu olho direito te leve a pecar, arranca-o lança-o para longe de ti, pois é preferível que se

perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado na geena.

27- Caso tua mão direita te leve a pecar, corta-a e lança-a para longe de ti, pois é preferível que se

perca um dos teus membros do que todo o teu corpo vá para a geena.

28- Foi dito: Aquele que repudiar a sua mulher, dê-lhe uma carta de divórcio.

29- Eu, porém, vos digo: todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por motivo de infidelidade,

faz com ela adultere; e aquele que se casa com a repudiada comete adultério.

30- Ouvistes também que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos para

com o Senhor.

31- Eu, porém, vos digo: não jureis em hipótese nenhuma; nem pelo Céu, porque é o trono de Deus,

32- nem pela Terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a Cidade do

Grande Rei,

33- nem jures pela tua cabeça, porque tu não tens o poder de tornar um só cabelo branco ou preto.

34- Seja o vosso “sim”, sim e vosso “não”, não. O que passa disso vem do Maligno.

35- Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.

36- Eu, porém, vos digo: não resistais ao homem mau; antes, àquele que te fere na face direita

oferece-lhe também a esquerda;

37- e àquele que quer pleitear contigo, para tomar-te a túnica, deixa-lhe também a veste;

38- e, se alguém te obrigar a andar u’a milha, caminha com ele duas.

39- Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que te pede emprestado.

40- Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás ao teu inimigo.

41- Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;

42- desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o seu sol

igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos.

43- Com efeito, se amais aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também os

publicanos a mesma coisa?

44- E se saudais apenas os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem também os gentios a

mesma coisa?

45-  Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.

 

Referências Bibliográficas:

Curso Básico de Espiritismo – 1º ano

Curso Básico de Espiritismo – 2º ano

Federação Espírita do Estado de São Paulo

A Bíblia de Jerusalém – Edições Paulinas.

 

Segundo o cristianismo esotérico:

Na tradição ocidental esotérica, Essenia e mais tarde Rosacruciana, é realizada a distinção entre Jesus e o Cristo . Jesus é considerado um elevado Iniciado da onda de vida humana (que evolui através do ciclo de renascimentos) e que possuía um tipo de mente singularmente puro, vastamente superior à grande maioria da humanidade atual. Ele foi instruído durante a juventude pelos Essenios para a mais elevada honra concedida a um ser humano: preparar o seu corpo físico e o corpo vital (ou etérico) puros, sem paixão, e altamente desenvolvidos (já sintonizados com as elevadas vibrações do "espírito de vida") para os ceder, no momento do Batismo, ao Cristo para o Seu ministério no plano ou mundo físico. Cristo é considerado o mais elevado Ser espiritual da onda de vida que se designa por Arcanjos e completou a sua união ("o Filho") com o segundo aspecto de Deus (os três aspectos de Deus, segundo o Cristianismo esotérico, são: Vontade, Sabedoria e Atividade).

 

Nesta tradição, é feita a distinção clara entre o Cristo Cósmico ou exterior e o Cristo Interno, sendo que o Cristo Cósmico auxilia cada indivíduo na formação do Cristo Interno (também designado por corpo-alma, tradução correcta da expressão "soma psuchicon" de Paulo de Tarso, ou o Dourado Manto Nupcial (Mateus 22:2,11)); contudo frisa-se que a formação do Cristo Interno é um trabalho da responsabilidade de cada indivíduo. O Cristo Interno é considerado o verdadeiro Salvador que necessita de nascer no interior de cada indivíduo para que o mesmo possa progredir para a futura Sexta Época na região etérica da Terra, isto é, na Nova Galileia: "uns novos céus, e uma nova terra". De acordo com a presente tradição, o Segundo Advento do Cristo não é realizado no corpo físico mas sim no novo corpo-alma de cada indivíduo na região etérica  do planeta ("seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares" (I Tessalonicenses 4:17)), e o Dia de consumação deste evento, conforme descrito na Bíblia, não é do conhecimento do homem. A tradição esotérica Cristã ensina que virá primeiro um período preparatório conforme o Sol entre por precessão em Aquarius: a Era de Aquarius que se irá iniciar.

 

Algumas correntes ocultistas consideram que Cristo não é um indivíduo mas um cargo ou função da Hierarquia Espiritual. Maitreya tem sido o Cristo nos últimos 2.600 anos e ainda seguirá nessa função durante toda a Era de Aquário. Na Palestina, há cerca de 2.000 anos, Maitreya trabalhou através de seu então discípulo Jesus.

 

Desde o batismo de Jesus no rio Jordão até sua crucificação, a consciência de Maitreya se fez presente com o pleno consentimento e cooperação de Jesus. Esse processo consciente, usado entre os mestres e seus discípulos, foi descrito pela ocultista Helena Blavatsky. Dessa forma, Maitreya pode assim mostrar ao mundo a grande força espiritual a que chamamos Amor. Em 1948, o iminente reaparecimento de Maitreya foi revelado no livro da médium Alice Bailey, A Reaparição do Cristo

 

Segundo o cristianismo:

Segundo a obra "Livro dos Espíritos", Jesus é um modelo moral para os seres humanos (encarados como sendo espíritos encarnados), um exemplo de conduta a ser seguido na busca pelo auto-aperfeiçoamento a que todos estariam destinados. Igualmente, é um modelo moral para todos os espíritos desencarnados (não existem espíritos que não habitem "o" "mundo espiritual".

 

Os espíritos encarnados e o mundo material também estão no mundo espiritual e não fora dele. Sem sentido ou utilidade, portanto, esta última frase, a partir de "igualmente"...O que se diz na anterior, ou seja, que ele é um exemplo de conduta "para todos", já é o suficiente e inclui tanto os encarnados quanto os desencarnados. Se não incluísse "todos", se fosse necessário "excluir" alguém, em especial, aí, sim, seria necessário nominar este alguém) que prosseguem na busca da perfeição moral e da pureza.

"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação." (Hebreus 9:27-28).

 

Segundo o gnosticismo:

Os gnósticos sustentam o mesmo ponto de vista do nestorianismo: Cristo e Jesus seriam seres distintos. Jesus seria um alto iniciado que pertence à humanidade atual. Cristo, contudo, seria um iniciado de uma outra onda de vida anterior à nossa, que são os atuais arcanjos. Como Cristo nunca teve a experiência de construir um corpo físico, foi outorgada a Jesus - que teve encarnações anteriores - a missão de preparar um corpo físico que seria usado por Cristo no momento do batismo.

 

Para os gnósticos, a função de Jeová (identificado como o Espírito Santo, e não como o Deus Pai) foi a de um espírito de raça, que separou os homens em raças e tribos para que tomassem a consciência do indivíduo. Cristo teria vindo à Terra quando a função de Jeová já estava completa, e aí teria início a formação de uma fraternidade universal. Quando a missão de Cristo tiver sido concluída, será entregue a Deus a tarefa de ser o guia da humanidade. Veja também Tetragrama YHVH.

 

Segundo o islamismo:

Para os muçulmanos, Jesus Cristo foi um profeta da mesma linhagem de Maomé, devendo, portanto, ser respeitado e reverenciado. Contudo, ao contrário do que é comumente aceito, os muçulmanos advogam o ponto de vista que Jesus Cristo não foi crucificado; Judas teria sido transformado em sósia de Jesus e crucificado no lugar dele, como punição pela traição.

 

Segundo o judaísmo:

Muitas vertentes do judaísmo consideram que Cristo tenha sido um profeta, tal como Jeremias, Ezequiel, entre outros. Entretanto, para a maioria dos judeus, Cristo foi apenas um falso messias, uma vez que, para eles, várias outras profecias a respeito de quem seria o Messias judaico não foram levadas em consideração, entre eles a de que o Messias formaria uma fraternidade universal.

 

Segundo as religiões orientais:

Muitas religiões orientais também consideram Jesus Cristo um ser iluminado enviado à terra para trazer mensagens de paz e fraternidade, assim como vários outros, como por exemplo Buda e Krishna.

 

Fonte: Wikipédia

 SERÁ QUE JESUS MORREU NA CRUZ?

Diz a história cristã que o corpo de Jesus desapareceu porque subiu ao céu. Uma teoria tenta provar que Jesus não morreu na cruz como se acreditava.
Ele teria sobrevivido, fugiu da Palestina, chegou à Cachemira, lá teve filhos e morreu de morte natural, já velho.

Esta é a tese de Andreas Faber Kaiser, editor da revista espanhola "Mundo Desconhecido" e autor de "Jesus Viveu e Morreu na Cachemira", que decidiu investigar por que há 1.900 anos se venera em Srinagar, capita
l da Cachemira, um túmulo chamado Rozabal (a "tumba do profeta") como sendo o túmulo de Jesus.

Uma história surpreendente:

 história cristã diz que Jesus foi crucificado numa sexta feira ao meio dia. Antes do cair da noite, já morto, seu corpo foi retirado da cruz e depositado na gruta funerária de José de Arimatéia, cuja entrada foi fechada com uma pedra. No domingo seguinte, o corpo de Jesus havia desaparecido inexplicavelmente, fazendo assim cumprir uma profecia bíblica: o filho de Deus ressuscitara de entre os mortos. Depois de um breve período na Terra, durante o qual entrou em contato com seus discípulos, Jesus subiu ao céu, onde está à direita de Deus Pai.

Mas a contrariar este dogma cristão está o túmulo de Srinagar. Andreas Faber-Kaiser apóia-se em dois pontos principais para tentar provar que Jesus não morreu na Palestina, aos 33 anos, e sim na Cachemira, ao norte da Índia, muito tempo depois: as circunstâncias de seu martírio na cruz e referências de que Jesus já vivera na Índia, dos 13 aos 30 anos, período de sua vida do qual a Bíblia não fala.

Sobre a crucificação, Andreas Faber-Kaiser considera que ela ocorreu numa sexta-feira, véspera do shabat judeu, o que obrigava a baixar o corpo de Jesus antes do cair da noite. De acordo com o calendário da época, o sábado começava na noite de sexta e, pelas leis judias, era proibido deixar suspenso na cruz um supliciado durante o dia sagrado do shabat.

Faber-Kaiser argumenta que o objetivo da crucificação não era a morte imediata, mas a lenta tortura, suportável por até quatro dias, principalmente por um homem jovem e saudável. Então, um supliciado que fosse baixado da cruz em tempo teria condições de sobreviver, se devidamente tratado. Para Faber-Kaiser, foi o que aconteceu com Jesus: submetido a apenas algumas horas de tortura, ele foi retirado da cruz ainda vivo e, assistido por seus amigos e discípulos dentro da gruta de José de Arimatéia, recuperou-se e conseguiu fugir.

0 autor de Jesus Viveu e Morreu na Cachemira recorre a vários trechos da história cristã nos quais há indícios de que o martirizado ainda estava vivo ao descer da cruz. O Evangelho Segundo São Marcos diz que Pilatos, conhecedor de que um crucificado leva dias para morrer, estranhou quando lhe comunicaram que Jesus já havia morrido. Diz também que Pilatos feriu o corpo de Jesus com uma lança, para verificar se estava de fato morto, e embora ele não tenha reagido, da ferida jorrou um "sangue abundante", o que não acontece a um corpo sem vida. O Evangelho Segundo São João faz notar que a tumba de José de Arimatéia não foi cheia de terra, como era costume entre os judeus, mas apenas fechada com uma pedra, o que deixava em seu interior espaço suficiente para respirar.

Por último, Andreas Faber-Kaiser afirma que as mais recentes análises científicas realizadas no sudário de Turim - o pano em que o corpo de Jesus foi envolvido ao ser retirado da cruz - demonstram que o sangue nele impregnado era o sangue de uma pessoa ainda viva.

 

As mesmas Idéias, a mesma filosofia, o mesmo nome:

Partindo, então, da hipótese de que Jesus sobreviveu ao martírio na cruz e fugiu da Palestina, Andreas Faber-Kaiser procura os sinais de sua presença na Cachemira. Sua principal fonte é o professor Hassnain, diretor do Departamento de Arquivos, Bibliotecas e Monumentos do Governo da Cachemira, diretor honorário do Centro de Pesquisas de Estudos Budistas da Cachemira e secretário do Centro Internacional de Pesquisas de Estudos Indianos Sharada Peetha.

O professor Hassnain colocou à disposição de Andreas Faber-Kaiser numerosos documentos que falam de um homem com idéias e filosofia idênticas às de Jesus. Este homem é designado nos documentos pelos nomes de Yusu, Yusuf, Yusaasaf, Yuz Asaf, Yuz-Asaph, Issa, Issana e Isa, que são traduções de Jesus nas línguas cachemir, árabe e urdu. E é este mesmo homem, segundo trajeto traçado pelos documentos, o que foi enterrado no túmulo Rozabal de Srinagar. Jesus, de acordo com as pesquisas de Hassnain, teve filho, e ainda hoje vive em Srinagar um seu descendente direto, chamado Basharat Saleem.

Segundo Andreas Faber-Kaiser, porém, ainda mais importante que os documentos que falam desse Jesus adulto são os manuscritos de Nikolai Notovitch, que contam a vida de um profeta Isa que viveu na índia, entre os 13 e os 30 anos, a mesma faixa de idade em que nada se sabe sobre Jesus. Para Faber-Kaiser, tais manuscritos fecham o ciclo: Jesus viveu na Índia, voltou para a Palestina e, depois, obrigado a fugir, retornou à região em que viveu toda a sua juventude.

Nikolai Notovitch foi um viajante russo que no século passado explorava os territórios do norte da índia, incluindo a Cachemira e o Ladakh, região também conhecida por Pequeno Tibete. Em uma de suas viagens, Notovitch conheceu em Hemis, no Ladakh, um lama (sacerdote budista entre mongóis e tibetanos) estudioso da vida de Isa. Este lama traduziu para Notovitch, que anotou a mão, documentos escritos em páli (língua dos livros sagradas budistas), contando sobre a passagem de Isa na índia, numa época que corresponde àquela em que Jesus viveu é, principalmente, no exato período em que a Bíblia não registra sua presença na Palestina.

O professor Hassnain chegou aos manuscritos de Notovitch por acaso. Isolado por uma tempestade de neve em Leh, capital do Ladakh, ele dedicou semanas à pesquisa de velhos textos da biblioteca da lamaseria (o mosteiro dos lamas) local e lá encontrou os 40 volumes de diários dos missionários alemães Marx e Francke. Em um dos volumes havia uma referência aos manuscritos traduzidos que Notovitch deixara em Hemis, a 38 quilômetros a sudeste de Leh.

Os missionários alemães não dão crédito às informações de Notovitch, mas o professor Hassnain está totalmente convencido de sua autenticidade.
  
As revelações sobre o menino-messias:

Em “Jesus Viveu e Morreu na Cachemir”a estão reproduzidas alguns trechos dos manuscritos de Notovitch sobre a história de Isa:

"Um formoso menino nasceu no país de Israel e Deus falou pela boca deste menino explicando a insignificância do corpo e a grandeza da alma.

O menino divino, a quem deram o nome de Isa, começou a falar, ainda criança, do Deus uno indivisível, exortando a grande massa extraviada a arrepender-se e a purificar-se das faltas que havia cometido.

De todas as partes as pessoas acorriam para escutá-lo e ficavam maravilhadas diante das palavras de sabedoria que surgiam de sua boca infantil; os israelitas afirmavam que neste menino habitava o Espírito Santo.

Quando Isa alcançou a idade de 13 anos, época em que um israelita deve tomar uma mulher, a casa onde seus pais ganhavam o pão, através de um trabalho modesto, começou a ser ponto de reunião de pessoas ricas e nobres que desejavam ter o jovem Isa por genro, pois era ele conhecido em toda parte por seus discursos edificantes em nome do Todo-Poderoso.

Foi então que Isa desapareceu secretamente da casa de seus pais, abandonando Jerusalém, e se encaminhou com uma caravana de mercadores para Sindh (Paquistão), com o propósito de se aperfeiçoar no conhecimento divino e de estudar as leis dos grandes Bodas.

Aos 14 anos, Jesus havia atravessado todo o Sindh e os devotos do deus Jaina lhe imploravam que ficasse entre eles, mas ele os deixou, caminhando para Jagannath (uma das cidades sagradas da Índia), onde foi recebido com grande alegria pelos sacerdotes de Brahma, que lhe ensinaram os Vedas, a salvar o povo através de orações, a expulsar o espírito do mal do corpo humano e a devolver a este sua forma humana.

Jesus viveu seis anos percorrendo as cidades sagradas de Jaganath, Rajagriba, Benaíes e outras, em estado de paz com os Vaishyas e Shudras, aos quais ensinou a sagrada escritura".

Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=32868.0

 

SUPOSTAS RELÍQUIAS:

SANTO SUDÁRIO:

Na contemporaneidade, a mais conhecida, estudada e discutida relíquia de Jesus é o Sudário (σινδών, sindón, que significa "pano" em grego), atualmente armazenados em Turim e de posse pessoal do Papa. Segundo a tradição, é o pano em que estava envolto o corpo de Jesus no túmulo. O tecido é de linho e mede 442 x 113cm. Apresenta uma dupla imagem (frente e verso) de um homem com barba, bigode e cabelos compridos, ostentando as marcas no corpo correspondente à descrição da paixão: marcas de flagelação, a corroa de espinhos, mãos e pés perfurados por pregos e a ferida por lança ao lado. O quadro não é uma pintura, mas o resultado de um gradual amarelecimento da fibra têxtil - como se fosse um negativo de um filme fotográfico. Na parte mais profunda das feridas há vestígios de sangue tipo AB.

DEFESA DA VERACIDADE DA RELÍQUIA:

 Santo Sudário é o pano de linho puro, que foi utilizado para envolver o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação, antes que este tenha sido levado ao Santo Sepulcro. Mede 4 metros e 36 centímetros de comprimento por 1 metro e 10 centímetros de largura. Encontra-se hoje na cidade de Turim, na Itália. No tecido encontramos manchas de sangue humano, com as marcas do flagelo e suplício sofridos por Jesus de Nazaré. Este pano é a prova maior da existência de Cristo e do que este sofreu.

Após a fotografia tirada do Santo Sudário em 1898, ficou mais fácil estudá-lo à luz da ciência, devido à nitidez da figura de frente e de costas. E desde então tem se discutido o assunto sem o apoio exclusivo da Fé, facilitando assim a aceitação por qualquer ser humano, de qualquer raça ou religião. É, sem dúvida, uma relíquia que tem muito a esclarecer sobre a História da Humanidade.

ciência vem estudando o Santo Linho há vários anos. Equipes interdisciplinares harmoniosas e livres, ao estudarem o Sagrado Linho, têm a impressão que é a descrição figurada dos Evangelhos. O mistério que cerca o Sudário exige muita humildade, pesquisa e estudos sinceros, pois a responsabilidade é grande. Dos inúmeros estudos realizados, podemos citar 5 de grande importância:

Foto com a inversão positivo-negativo

Em 1898, o fotógrafo Secondo Pia fotografou, pela primeira vez, o Santo Sudário. E desta forma, o grande segredo do mesmo foi revelado: o aparecimento de um corpo humano. Pia foi o primeiro homem a contemplar a figura de Jesus Cristo depois de dezenove séculos. Já com recursos mais aprimorados, em 1931, o Santo Sudário voltou a ser fotografado por Giuseppe Enrie. Pode-se estudar então os ferimentos do corpo de Cristo impressos no tecido. Entretanto, algo de muito curioso ocorreu. Ao ser revelada a fotografia, apareceu no negativo a figura de um homem de frente e de costas. Esta foi a primeira inversão negativo-positivo de uma fotografia. As manchas de sangue são claramente positivas na chapa, imagens normais. Deu-se a impressão de que as marcas foram feitas por contato direto. O mais importante desse estudo é a revelação não somente da forma, mas da expressão, do conteúdo espiritual. O rosto semita, que apesar das chagas tem um ar de majestade serena e com uma expressão de dever cumprido.

Grupo STURP

Este grupo era formado por 40 cientistas americanos, especializados nas mais diversas áreas: biologia, genética, química, física, entre outras. Os diversos estudos e testes realizados comprovaram em vários aspectos a autenticidade do Santo Sudário, e os resultados foram oficialmente divulgados após a reunião de encerramento, convocada em maio do ano 1981, em Nova Londres. Apenas um dos componentes do grupo afirmou que o Sudário era uma falsificação, Walter McCrone, mas seu embasamento teórico era falho e este sequer compareceu às reuniões para defender sua tese. Enfim, o Grupo STURP foi fundamental para precisar a veracidade do sangue humano encontrado no Sudário e, sendo assim, a vida e morte de Cristo.

Carbono-14

O Carbono-14 (C-14) é um método científico descoberto pelo Dr. Willard Libby, que busca datar a idade de materiais como o tecido através da quantidade de partículas de Carbono-14 encontradas no mesmo. Isso é possível porque os átomos de Carbono-14, que são radioativos, surgem na atmosfera da terra quando os raios cósmicos reagem ao nitrogênio do ar, e são absorvidos por plantas como o linho, material do Santo Sudário. A cada 5.700 anos a quantidade de Carbono-14 no tecido cai pela metade e, utilizando-se de métodos químicos e matemáticos torna-se possível datar a idade do material em questão. No caso do Santo Sudário, no entanto, este teste só veio trazer mais dúvidas. O primeiro resultado situou o linho no período de 1260-1390 d.C. Este disparate que negava a existência de Jesus Cristo ocorreu porque os cientistas não levaram em consideração os incidentes ocorridos com o Santo Linho, como os incêndios de 1516 e 1532, que podem ter reduzido a quantidade de C-14 no tecido, alterando a datação em até 600 anos. Após inúmeras controvérsias e testes anulados, o próprio inventor do método, Dr. Libby, se negou a utilizar o C-14 na datação do Santo Sudário. A última comprovação foi feita em 1995, quando o cientista russo Dimitri Kouznetsov demonstrou experimentalmente os efeitos do incêndio de 1532 sobre a quantidade de C-14 no Linho, datando-o então no século I d.C.

MOEDA SOBRE AS PÁLPEBRAS:
 

A partir da análise das fotos feitas do Santo Sudário, três cientistas da NASA, com poderosos amplificadores microscópicos, puderam detectar a presença de duas pequenas moedas, uma sobre a pálpebra do crucificado e outra mais abaixo. Com um estudo aprofundado e o auxílio da mais alta tecnologia, pode-se afirmar serem as moedas dos anos de 26 a 36, cunhadas por Poncius Pilatos em homenagem à sua mãe. Este fato comprova a história de Cristo e ajuda profundamente a situar o Santo Sudário na época correta. Estudos realizados por Mario Moroni confirmam a existência destas moedas no tempo de Pilatos.

Sangue humano no tecido

Os responsáveis pelos estudos de sangue no Sudário são John Heller e Baima Bollone, que comprovaram a presença de hemoglobina, ferro, proteínas, porfirina, albumina e sangue tipo AB, fator RH positivo na trama do Linho. Esta comprovação anula a hipótese de que a imagem possa ter sido feita por um artista, pois nem mesmo o mais perfeccionista dos pintores plásticos seria capaz de utilizar pelo menos 5 litros de sangue humano e, à pinceladas, constituir a imagem que é vista no Sudário. Além disso, o linho possui diversas camadas, e o estudo do sangue existente nas fibras comprova ter sido este absorvido pelo contato, pois nem todas as camadas estão impregnadas. Isto seria impossível de conseguir se fosse uma fraude.

 


Fonte: www.santosudario.nom.br
 

 

OUTRAS RELÍQUIAS:

As outras relíquias atribuídas a Jesus são os supostos restos do corpo de Jesus (incluindo vários traços de sangue, uma costela e os restos da circuncisão de Jesus - o Santo prepúcio) e os objetos com os quais ele entrou em contato, como as lascas da cruz, a coroa com espinhos, a lança que o perfurou, o título que foi pregado à cruz e taça que ele teria usado na última ceia (o Santo Graal).

SANTO GRAAL

Santo Graal ou Santo Gral é uma expressão medieval que designa normalmente o cálice usado por Jesus Cristo na Última Ceia, e no qual José de Arimatéia colheu o sangue de Jesus durante a crucificação[1].

Ele está presente nas Lendas Arturianas, sendo o objetivo da busca dos Cavaleiros da Távola Redonda, único objeto com capacidade para devolver a paz ao reino de Arthur. No entanto, em outra interpretação, ele designa a descendência de Jesus segundo a lenda, ligada à Dinastia Merovíngia. Nesta versão, o Santo Graal significaria Sangreal ou seja Sangue Real. Finalmente, também há uma interpretação em que ele é a representação do corpo de Maria Madalena, uma seguidora de Jesus.

A Lenda do Cálice Sagrado

Segundo a lenda, José de Arimatéia teria recolhido no 'Cálice usado na Última Ceia (o Cálice Sagrado), o sangue que jorrou de Cristo quando ele recebeu o golpe de misericórdia, dado pelo soldado romano Longinus, usando uma lança, depois da crucificação.

Em outra versão da lenda, teria sido a própria Maria Madalena que teria ficado com a guarda do cálice e o teria levado para a França, onde passou o resto de sua vida.

A lenda tornou-se popular na Europa nos séculos XII e XIII por meio dos romances de Chrétien de Troyes, particularmente através do livro "Le Conte du Graal" publicado por volta de 1190, e que conta a busca de Perceval pelo cálice.

Mais tarde, o poeta francês Robert de Boron publicou Roman de L'Estoire du Graal, escrito entre 1200 e 1210, que tornou-se a versão mais popular da história e já tem todos os elementos da lenda como a conhecemos hoje.

Na literatura medieval, a procura do Graal representava a tentativa por parte do cavaleiro de alcançar a perfeição. Em torno dele criou-se um complexo conjunto de histórias relacionadas com o reinado de Artur na Inglaterra, e da busca que os Cavaleiros da Távola Redonda fizeram para obtê-lo e devolver a paz ao reino. Nas histórias misturam-se elementos cristãos e pagãos relacionados com a cultura celta.

A presença do Graal na Inglaterra é justificada por ter sido José de Arimatéia o fundador da Igreja Inglesa, para onde foi ao sair da Palestina.

Segundo algumas histórias, o Santo Graal teria ficado sob a tutela da Ordem do Templo, também conhecida como Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão ou Ordem dos Templários, instituição militar-religiosa criada para defender as conquistas nas Cruzadas e os peregrinos na Terra Santa. Alguns associam aos templários a irmandade que Wolfram cita em "Parzifal".

Segundo uma das versões da lenda, os Templários teriam levado o cálice para a aldeia francesa de Rennes-Le-Château. Em outra versão, o cálice teria sido levado de Constantinopla para Troyes, na França, onde ele desapareceu durante a Revolução Francesa.

Em um país de maioria católica como o Brasil, a figura do Graal é tida, comumente, como a da taça que serviu Jesus durante a Última Ceia e na qual José de Arimatéia teria recolhido o sangue do Salvador crucificado proveniente da ferida no flanco provocada pela lança do centurião romano Longino

 ("Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água" - João 19:33-34).

A Igreja Católica não dá ao cálice mais do que um valor simbólico e acredita que o Graal não passa de literatura medieval, apesar de reconhecer que alguns personagens possam realmente haver existido. Nas representações de José de Arimatéia em vitrais de igrejas, ele aparece segurando não um cálice, mas dois frascos ou galheteiros".

Alguns tomam o cálice de ágata que está na Catedral de Valência, na Espanha, como aquele que teria servido Cristo na Última Ceia. É por isso um importante centro de peregrinação.

Independentemente da veneração popular, esta referência é fundamental para o entendimento do simbolismo do Santo Graal já que, como explica a própria Igreja em relação à ferida causada por Longino, "do peito de Cristo adormecido na cruz, sai a água viva do batismo e o sangue vivo da Eucaristia. Deste modo, Ele é o cordeiro Pascal imolado".

Origem

A etimologia do Santo Graal tem inúmeras procedências, dentre as quais compara-se San Graal com SanG Real em referência ao imaculado sangue de Cristo coletado em um gradalis - cálice em latim. Com o brilho resplandecente das pedras sobrenaturais, o Graal, na literatura, às vezes aparece nas mãos de um anjo, às vezes aparece sozinho, movimentando-se por conta própria. Porém, a experiência de vê-lo só poderia ser conseguida por cavaleiros que se mantivessem castos.

Transportado para a história do Rei Arthur, onde nasce o mito da taça sagrada, encontramos o rei agonizante vendo o declínio do seu reino. Em uma visão, Arthur acredita que só o Graal pode curá-lo e tirar a Bretanha das trevas. Manda então seus cavaleiros em busca do cálice, fato que geraria todas as histórias em torno da Busca do Graal.

É interessante notar que a água é uma constante na história de Arthur. É na água que a vida começa, tanto a física como a espiritual. Arthur teria sido concebido ao som das marés, em Tintagel, que fica sob o castelo do Duque da Cornualha; tirou a Bretanha das mãos bárbaras em doze batalhas, cinco das quais às margens de um rio; entregou sua espada Excalibur ao espírito das águas e, ao final de sua saga, foi carregado pelas águas para nunca mais morrer. Certo de que sua hora havia chegado, Arthur pede a Bedivere que o leve à praia, onde três fadas (elemento ar) o aguardam em uma barca. "Consola-te e faz quanto possas porque em mim já não existe confiança para confiar. Devo ir ao vale de Avalon para curar a minha grave ferida", diz o rei.

Avalon é a mítica ilha das macieiras onde vivem os heróis e deuses celtas e onde teria sido forjada a primeira espada de Arthur - Caliburnius. Na Cornualha, o nome Avalon - que em galês refere-se à maçã - é relacionado com a festa das maçãs, celebrada durante o equinócio de outono. Acreditam alguns que Avalon é Glastonbury, onde tanto Arthur quanto Guinevere teriam sido enterrados. A abadia de Glastonbury, onde repousaria o casal, é tida também como o lugar de conservação do Graal.

O Mito

A primeira referência literária ao Graal é "O Conto do Graal", do francês Chrétien de Troyes, em 1190. Todo o mito - e uma série interminável de canções, livros e filmes - sobre o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda tiveram seu início ali.

Tratava-se de um poema inacabado de 9 mil versos que relata a busca do Graal, da qual Arthur nunca participou diretamente, e que acaba suspensa. Um mito por si só, "O Conto do Graal" é uma obra de ficção baseada em personagens e histórias reais que serve para fortalecer o espírito nacionalista do Reino Unido, unindo a figura de um governante invencível a um símbolo cristão. Mas por que o cálice teria sido levado para a Inglaterra? Do ponto de vista literário, já foi explicado.

Porém há outras histórias muito mais interessantes - e ousadas - para explicar isto. Diz-se que durante sua permanência na Cornualha, Jesus havia recebido em dádiva um cálice de um druida convertido ao cristianismo (isto entendido como "o que era pregado por Cristo"), e por aquele objeto Jesus tinha um carinho especial. Após a crucificação, José de Arimatéia quis levá-lo santificado pelo sangue de Cristo ao seu antigo dono, o druida, que era Merlin, traço de união entre a religião celta e a cristã.

É na obra de Robert de Boron que o mito retrocede no tempo até chegar a Cristo e à Última Ceia. José de Arimatéia (veja box ao final deste artigo) era um judeu muito rico, membro do supremo tribunal hebreu - o Sinédrio. É ele que, como visto nos Evangelhos, pede a Pilatos o corpo de Jesus para ser colocado em um sepulcro em suas terras.

Boron conta que certa noite José é ferido na coxa por uma lança (perceba também, sempre presente, as referências às lanças e espadas, símbolos do fogo tanto nas histórias de Jesus como de Arthur). Em outra versão, a ferida é nos genitais e a razão seria a quebra do voto de castidade. Este fato está totalmente relacionado à traição de Lancelote que seduz Guinevere, a esposa de Arthur. Após a batalha entre os dois, a espada de Arthur, Caliburnius, é quebrada - pois é usada para fins mesquinhos - e jogada em um lago onde é recolhida pela Dama do Lago antes que afunde.

Depois lhe é oferecida outra espada, esta sim, Excalibur. Somente uma única vez Boron chama a taça de Graal. Em um inciso, ele deduz que o artefato já tinha uma história e um nome antes de ser usado por Jesus: "eu não ouso contar, nem referir, nem poderia fazê-lo (...) as coisas ditas e feitas pelos grandes sábios. Naquele tempo foram escritas as razões secretas pelas quais o Graal foi designado por este nome".

José de Arimatéia foi, portanto, o primeiro custódio do Graal. O segundo teria sido seu genro Bron. Algumas seitas sustentam que o Ciclo do Graal não estará fechado enquanto não aparecer o terceiro custódio. Esta resposta parece vir com "A Demanda do Graal", de autor desconhecido, que coloca Galahad como único entre os cavaleiros merecedor de se tornar guardião do Graal.

Outras Formas do Graal

O Graal-Pedra

Toda a história é mudada quando contada pelo alemão Wolfram von Eschenbach, quase ao mesmo tempo que Boron. Em "Parzifal", Eschenbach coloca na mão dos Templários a guarda do Graal que não é uma taça, mas sim uma pedra: "Sobre uma verde esmeralda. Ela trazia o desejo do Paraíso: era objeto que se chamava o Graal"!

Para Eschenbach, o Graal era realmente uma pedra preciosa, pedra de luz trazida do céu pelos anjos. Ele imprime ao nome do Graal uma estreita dependência com as forças cósmicas. A pedra é chamada Exillis, Lapis exillis ou Lapis ex coelis, que significa "pedra caída do céu".

É a referência à esmeralda na testa de Lúcifer que representava seu Terceiro Olho. Quando Lúcifer, o Anjo de Luz, se rebelou e desceu aos mundos inferiores, a esmeralda partiu-se pois sua visão passou a ser prejudicada. Um dos três pedaços ficou em sua testa, dando-lhe a visão deformada que foi a única coisa que lhe restou. Outro pedaço caiu ou foi trazido à Terra pelos anjos que permaneceram neutros durante a rebelião. Mais tarde, o Santo Graal teria sido escavado neste pedaço. Compare o Graal-Pedra de Eschenbach com a não menos mítica Pedra Filosofal que transformava metais comuns em ouro, homens em reis, iniciados em adeptos. Matéria e transmutação, seres humanos e sua transformação. O alemão têm como modelo de fiéis depositários do cálice sagrado os Cavaleiros Templários.

Seria Wolfran von Eschenbach um Templário? Era a época em que Felipe de Plessiez estava à frente da ordem quase centenária. O próprio fato de ser a pedra uma esmeralda se relaciona com a cavalaria. Os cavaleiros em demanda usavam sobre sua armadura a cor verde, sinônimo de vitalidade e esperança. Malcom Godwin, escritor rosacruz, refere-se a Parzifal da seguinte maneira: "Muitos comentadores argumentaram que a história de Parzifal contém, de modo oculto, uma descrição astrológica e alquímica sobre como um indivíduo é transformado de corpo grosseiro em formas mais e mais elevadas".

Nesta obra que é um retrato da Idade Média - feito por quem sabia muito bem sobre o que estava falando - reconhece-se uma verdadeira ordem de cavalaria feminina, na qual se vê Esclarmunda, a virgem guerreira cátara, trazendo o Santo Graal, precedida de 25 segurando tochas, facas de prata e uma mesa talhada em uma esmeralda.

Na descrição do autor da cena de Parzifal no castelo do Rei Pescador (que assim como Jesus, saciara a fome de muitas pessoas multiplicando um só peixe) lemos: "Em seguida apareceram duas brancas virgens, a condessa de Tenabroc e uma companheira, trazendo dois candelabros de ouro; depois uma duquesa e uma companheira, trazendo dois pedestais de marfim; essas quatro primeiras usavam vestidos de escarlate castanho; vieram então quatro damas vestidas de veludo verde, trazendo grandes tochas, em seguida outras quatro vestidas de verde (...). "Em seguida vieram as duas princesas precedidas por quatro inocentes donzelas; traziam duas facas de prata sobre uma toalha. Enfim apareceram seis senhoritas, trazendo seis copos diáfanos cheios de bálsamo que produzia uma bela chama, precedendo a Rainha Despontar de Alegria; esta usava um diadema e trazia sobre uma almofada de achmardi verde (uma esmeralda) o Graal, ‘superior a qualquer ideal terrestre’".

As histórias que fazem parte do chamado "Ciclo do Graal" foram redigidas de 1180 até 1230, o que nos inclina a relacioná-las com a repressão sangrenta da heresia cátara. Conta-se que durante o assalto das tropas do Rei Filipe II de França à fortaleza de Montsegur, apareceu no alto da muralha uma figura coberta por uma armadura branca que fez os soldados recuarem, temendo ser um guardião do Graal. Alguns historiadores admitem que, prevendo a derrota, os cátaros emparedaram o Graal em algum dos muros dos numerosos subterrâneos de Montsegur e lá ele estaria até hoje.

A "Mesa de Esmeralda" evocada pelas histórias de fundo cátaro relacionam-se de maneira óbvia com outra "mesa": a Tábua de Esmeralda atribuída a Hermes Trimegistos. A partir daí o Graal-Pedra cede lugar ao Graal-Livro.

O Graal-Livro

O Graal-Taça é tido como um episódio místico e o Graal-Pedra como a matéria do conhecimento cristalizado em uma substância. Já o Graal-Livro é a própria tradição primordial, a mensagem escrita. Em "José de Arimatéia", Robert de Boron diz que "Jesus Cristo ensinou a José de Arimatéia as palavras secretas que ninguém pode contar nem escrever sem ter lido o Grande Livro no qual elas estão consignadas, as palavras que são pronunciadas no momento da consagração do Graal". De fato, em "Le Grand Graal", continuação da obra de Boron por um autor anônimo, o Graal é associado - ou realmente é - um livro escrito por Jesus, o qual a leitura só pode entender - ou iluminar - quem está nas graças de Deus. "As verdades de fé que este contém não podem ser pronunciadas por língua mortal sem que os quatro elementos sejam agitados. Se isso acontecesse realmente, os céus diluviariam, o ar tremeria, a terra afundaria e a água mudaria de cor". O Graal-Livro tem um terrível poder.

Um Graal Científico

Em "O Livro da Tradição", no capítulo referente ao Graal, encontramos interessantes referências aos espetaculares fenômenos desencadeados pelas esmeraldas e por outras pedras verdes. Vale a pena reproduzir um trecho que mostra como encarar um assunto de um ponto de vista religioso, místico ou científico, isoladamente, é sempre uma maneira pobre de fazer uma leitura. "Uma descoberta muito recente parece confirmar a hipótese de um Graal possuindo uma realidade a um só tempo sobre os planos espiritual e material, servindo o segundo como um suporte para o primeiro.

"Segundo fontes precisas e confidenciais das quais não nos é possível indicar a origem, os astronautas americanos da expedição da Apolo XIV teriam descoberto na Lua amostras da pedra verde. "A análise em laboratório revelou estranhas propriedades entre as quais a de provocar, graças a certas emissões de nêutrons, um minicampo antigravitacional. "As mesmas pedras verdes, chamadas ‘pedras de lua’ ou ‘pedras das feiticeiras’, são também encontradas na Escócia (sendo entretanto raras), nas Highlands e, segundo a lenda, serviam às feiticeiras para fazer com que elas se deslocassem pelos ares (com que então muitas vezes a realidade supera a ficção!).

"As mesmas amostras de rochas verdes estariam engastadas nos alicerces das criptas das catedrais medievais, bem como na abadia do Monte Saint-Michel. A catedral de Colônia desfrutaria dessa particularidade, o que teria feito com que ela se beneficiasse com uma miraculosa proteção por ocasião dos bombardeios terríveis que destruíram a cidade em 1944-45 (o campo de força assim criado teria desviado a trajetória das bombas)".

É lógico que esta explicação física para o Graal não exclui a existência de um Graal espiritual e místico do qual o objeto material seria o reflexo. Ao final, pergunta-se: qual a natureza do Graal? Cálice, Pedra ou Livro? Sendo o Graal uma realidade nos planos espiritual, material e humano podemos concebê-lo como "um objeto-pedra (esmeralda) em forma de taça servindo como meio de comunicação entre o céu e a terra segundo um processo descrito e explicado por um livro".

Somente homens puros (Percival e Galahad são os arquétipos) poderão servir como ponte e tornarem-se detentores do segredo do Graal que abre caminho aos planos superiores da existência. Esta raça pura, filha da "Raça Solar", é denominada "Raça do Arco" - ou do "Arco-Íris", porque as cores expressas no prisma solar (também chamado Lenço de Íris) são a manifestação física dos diferentes poderes que o homem pode despertar através do Graal. Isso possivelmente só será conseguido no final dos tempos, como encontramos no Apocalipse de João (4:2-3): "Logo fui arrebatado em espírito e vi um trono no céu, no qual Alguém estava sentado. O que estava sentado era, na aparência, semelhante à pedra de jaspe e de sardônio; e um arco-íris rodeava o trono, semelhante à esmeralda".

Na Cultura Popular

·         O Santo Graal já apareceu muitas vezes no cinema, como na série Indiana Jones, no anime Sailor Moon e no anime Fate Stay Night, num filme do grupo inglês Monty Python, no filme O Código Da Vinci, num filme chamado O Sangue dos Templários e em um episódio da série animada The Fairly OddParents.

Bibliografia

·         ABD-RU-SHIN; Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal; São Paulo: Editora Stiftung Gralsbotschaft, 1999; ISBN 3-87860-276-6

·         ABDRUSCHIN; Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal; São Paulo: Editora Ordem do Graal na Terra, 2002; ISBN 85-7279-026-8

 

Fonte:Wikipédia

 

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