Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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27 - ENERGIA

27.1 - Materialismo: O que é energia?

27.1.1 - Formas de Energia.

27.1.2 - Fontes de Energia.

27.2 - Espiritualismo: Um enigma chamado energia

27.3 -

27.4 -

27.5 -

27.6 -

 

27.1 - MATERIALISMO: O QUE É ENERGIA?

DEFINIÇÃO 01:

Definir energia não é algo trivial, e alguns autores chegam a argumentar que "a ciência não é capaz de definir energia, ao menos como um conceito independente". Contudo, mesmo para estes autores, "embora não se saiba o que é energia, se sabe o que ela não é", em clara alusão aos demais significados da palavra difundidos em senso comum, não obstante bem distintos daqueles encontrados no meio científico. Este artigo foca a acepção científica da palavra energia.

Em ciência energia (do grego έν dentro, εργον trabalho, obra, dentro do trabalho) refere-se a uma das duas grandezas físicas necessárias à correta descrição do inter-relacionamento - sempre mútuo - entre dois entes ou sistemas físicos.

A segunda grandeza é o momento. Os entes ou sistemas em interação trocam energia e momento, mas o fazem de forma que ambas as grandezas sempre obedeçam à respectiva lei de conservação.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia

DEFINIÇÃO 02:

A palavra Energia vem de ENERGÉIA, que significa "força em ação".

Se não existisse energia, não existiria nada. Energia é muito importante, porque tudo tem energia.
A energia não pode ser criada nem destruída. É sempre transformada.Por exemplo: as hidrelétricas transformam a energia cinética das águas em energia elétrica.

As fontes de energia são determinados elementos que podem produzir ou multiplicar o trabalho. Então o Sol, o petróleo e os alimentos são exemplos de fontes de energia. Outras fontes de energia são: o vento, a madeira, o fogo, a forças das águas etc... 

Agora, vamos falar um pouco de cada tipo energia...Existem vários tipos de energia: Energia magnética, térmica, solar, életrica, hidrelétrica, eólica, nuclear, energia química, dos alimentos etc...

Fonte: http://enegeia.blogspot.com/2008/03/significado-da-palavra-energia.htmll

DEFINIÇÃO 03:

Energia é um conceito muito abrangente e, por isso mesmo, muito abstrato e difícil de ser definido com poucas palavras de um modo preciso. Usando apenas a experiência do nosso cotidiano, poderíamos conceituar energia como "algo que é capaz de originar mudanças no mundo". A queda de uma folha. A correnteza de um rio. A rachadura em uma parede. O vôo de um inseto. A remoção de uma colina. A construção de uma represa. Em todos esses casos, e em uma infinidade de outros que você pode imaginar, a interveniência da energia é um requisito comum.

Muitos livros definem energia como "capacidade de realizar trabalho". Mas esta é uma definição limitada a uma área restrita: a Mecânica. Um conceito mais completo de energia deve incluir outras áreas (calor, luz, eletricidade, por exemplo). À medida que procuramos abranger áreas da Física no conceito de energia, avolumam-se as dificuldades para se encontrar uma definição concisa e geral.

Mais fácil é descrever aspectos que se relacionam à energia e que, individualmente e como um todo, nos ajudam a ter uma compreensão cada vez melhor do seu significado.

Vejamos, a seguir, alguns aspectos básicos para a compreensão do conceito de energia.

1) A quantidade que chamamos energia pode ocorrer em diversas formas. Energia pode ser transformada, ou convertida, de uma forma em outra (conversão de energia).

Exemplo: A energia mecânica de uma queda d’água é convertida em energia elétrica a qual, por exemplo, é utilizada para estabilizar a temperatura de um aquário (conversão em calor) aumentando, com isso, a energia interna do sistema em relação à que teria à temperatura ambiente. As moléculas do meio, por sua vez, recebem do aquário energia que causa um aumento em sua energia cinética de rotação e translação.

2) Cada corpo e igualmente cada "sistema" de corpos contém energia. Energia pode ser transferida de um sistema para outro (transferência de energia).

Exemplo: Um sistema massa/mola é mantido em repouso com a mola distendida. Nestas condições, ele armazena energia potencial. Quando o sistema é solto, ele oscila durante um determinado tempo mas acaba parando. A energia mecânica que o sistema possuía inicialmente acaba transferida para o meio que o circunda (ar) na forma de um aumento da energia cinética de translação e rotação das moléculas do ar.

3) Quando energia é transferida de um sistema para outro, ou quando ela é convertida de uma forma em outra, a quantidade de energia não muda (conservação de energia).

Exemplo: A energia cinética de um automóvel que pára é igual à soma das diversas formas de energia nas quais ela se converte durante o acionamento do sistema de freios que detém o carro por atrito nas rodas.

4) Na conversão, a energia pode transformar-se em energia de menor qualidade, não aproveitável para o consumo. Por isso, há necessidade de produção de energia apesar da lei de conservação. Dizemos que a energia se degrada (degradação de energia).

Exemplo: Em nenhum dos três exemplos anteriores, a energia pode "refluir" e assumir sua condição inicial. Nunca se viu automóvel arrancar reutilizando a energia convertida devido ao acionamento dos freios quando parou. Ela se degradou. Daí resulta a necessidade de produção constante (e crescente) de energia.

Fonte: http://www.coladaweb.com/fisica/mecanica/energia

DEFINIÇÃO 04:

energia
[Do gr. enérgeia, pelo lat. energia.]

Substantivo feminino.

1.Maneira como se exerce uma força.

2.Força moral; firmeza:

Notável a energia de seu caráter; Tem agido com grande energia.

 
3.Vigor, força: Com a idade, perdeu a energia.


4.Filos. Segundo Aristóteles (v. aristotélico), o exercício mesmo da atividade, em oposição à potência da atividade e, pois, à forma. [Cf., nesta acepç., enteléquia (1).]
5.
Fís. Propriedade de um sistema que lhe permite realizar trabalho. A energia pode ter várias formas (calorífica, cinética, elétrica, eletromagnética, mecânica, potencial, química, radiante), transformáveis umas nas outras, e cada uma capaz de provocar fenômenos bem determinados e característicos nos sistemas físicos. Em todas as transformações de energia há completa conservação dela, i. e., a energia não pode ser criada, mas apenas transformada (primeiro princípio da termodinâmica). A massa de um corpo pode-se transformar em energia, e a energia sob forma radiante pode transformar-se em um corpúsculo com massa [símb.: E].

Energia atômica. 1. Fís. Nucl. Energia nuclear.
Energia calorífica. 1. Fís. Energia térmica.
Energia cinética. 1. Fís. A energia que um corpo possui por estar em movimento.
Energia de ativação. 1. Quím. Aquela que os reagentes devem receber para que seja atingido o estado de transição de uma reação.
Energia de ligação. 1. Quím. A energia necessária para que se dê, real ou hipoteticamente, a homólise de uma ligação, sem que outros efeitos sejam imediatamente produzidos.
Energia de permuta. 1. Fís. A que está associada às forças de permuta de um sistema.
Energia de repouso. 1. Fís. A que um corpo em repouso possui num determinado referencial, e que é igual ao produto da sua massa em repouso pelo quadrado da velocidade da luz.
Energia interna. 1. Fís. Função de estado de um sistema, que cresce quando este recebe calor do exterior e decresce quando o sistema fornece trabalho ao exterior. A sua variação é igual à diferença entre o calor recebido e o trabalho cedido, e só depende do estado final e do estado inicial do sistema.
Energia livre. 1. Fís.-Quím. V. função de Helmholtz.
Energia livre de Gibbs. 1. Fís.-Quím. V. função de Gibbs.
Energia livre de Helmholtz. 1. Fís.-Quím. V. função de Helmholtz.
Energia magnetizante. 1. Eng. Elétr. Energia armazenada num campo magnético, e que aparece como forma de energia intermediária em qualquer equipamento que transforma energia elétrica diretamente em outra forma de energia útil.
Energia nuclear. 1. Fís. Nucl. A que é produzida nas reações nucleares, esp. nas de fissão nuclear, e se origina da transformação de parte da massa das partículas e núcleos reagentes em energia; energia atômica.
Energia potencial. 1. Fís. Energia de um corpo, ou de um sistema de corpos, a qual só depende da posição do corpo ou da configuração do sistema.
Energia radiante. 1. Fís. A que pode ser transmitida de um ponto a outro do espaço sem a presença de meios materiais, propagando-se como onda.
Energia térmica. 1. Fís. A que se manifesta sob a forma de calor; energia calorífica.
Energia vital. 1. Força, ou poder, supostamente presente nos organismos vivos, esp. no ser humano.

Fonte: Dicionário Aurélio.

27.1.1 - FORMAS DE ENERGIA:

As energias existem em diversas formas:

Energia Cinética - Aquela que está contida em um corpo em movimento. Imagine um carro em alta velocidade. Ele possui uma grande quantidade de energia cinética. Quando ele bate em uma parede e pára, toda a energia cinética é utilizada para amassar o carro.

Energia Térmica - É conhecida também como energia calorífica, o calor. Serve para esquentar as coisas, fazer comida, esquentar a água do chuveiro, derreter o aço e muitas outras coisas.

Energia Potencial - Aquela produzida pelo corpo por estar em alturas diferentes. Segure um ovo em determinada altura. Por estar em certa altura, ele possui uma certa energia potencial. Ao largar, o ovo cai e vai se espatifar no chão. Quem espatifou o ovo foi a energia potencial nele contido.

Energia Elétrica - Aquela que está presente na eletricidade. Um fio elétrico transporta energia elétrica que poderá fazer girar o eixo de um motor. acender uma lâmpada, esquentar a água do chuveiro, ligar uma TV, um computador,

Energia Calorífica - Aquela que é desenvolvida através do calor. Uma panela de água no fogão vai produzir muito vapor de água que sai sob pressão. Veja uma panela de pressão. O valor sai pela válvula com muita força.

Energia Atômica (Nuclear) - Aquela que é produzida a partir da desintegração do núcleo do átomo. O núcleo do átomo, ao se desintegrar, libera uma quantidade muito grande de calor. Esse calor pode aquecer uma caldeira e o vapor produzido nessa caldeira poderá produzir eletricidade em um gerador

Energia Química - Aquela que é liberada em uma reação química. Jogue uma colherinha de Sal de Fruta em um copo com água. Vai sair um monte de bolhas produzida pela energia química que está sendo liberada e que estava guardada no sal de frutas.

Energia Humana - Aquela que é produzida pela pessoa. Quando você transporta uma cadeira de um local para outro está utlilizando a energia humana.

Energia Animal - Aquela que é produzida pelos animais. Quando você quer levar um saco de batata de um local para outro, você pode utilizar um cavalo para isso. Neste caso você estará utilizando a energia do animal (cavalo).

Energia Eólica - Aquela que está contida no vento em movimento. Quando o vento bate nas pás de um catavento faz as pás se moverem.

Energia Solar - Aquela que é emitida pelo sol na forma de radiação. Essa radiação caminha milhões de quilometros até chegar à terra. É empregada pelas plantas para acionar o processo de fotossíntese que transforma o dióxido de carbono em carbono para formarem as folhas e os caules.

Energia Mecânica - Aquela que produz movimento. Todo objeto em movimento possui esta energia. Quando o eixo de um motor gira, está transmitindo energia mecânica.

Autor: Professor Luiz Antonio Meira - luiz_meira@hotmail.com (site: http://profluizmeira.hd1.com.br/energia03.html )

27.1.2 - FONTES DE ENERGIA:

Biocombustível

Biocombustível ou agrocombustível é o combustível de origem biológica não fóssil. Normalmente é produzido a partir de uma ou mais plantas. Todo material orgânico gera energia, mas o biocombustível é fabricado em escala comercial a partir de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, mamona, soja, canola, babaçu, mandioca, milho, beterraba, algas.

Carvão Mineral

O carvão mineral é uma rocha sedimentar combustível, de cor preta ou marrom, que ocorre em estratos chamados camadas de carvão. As formas mais duras, como o antracito, podem ser consideradas rochas metamórficas devido à posterior exposição a temperatura e pressão elevadas. É composto primeiramente por carbono e quantidades variáveis de enxofre, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio e elementos vestigiais carece de fontes. Quanto maior o teor de carbono mais puro se considera. Existem quatro tipos principais de carvão mineral; turfa, linhito, hulha e antracito, em ordem crescente do teor de carbono. É extraído do solo por mineração a céu aberto ou subterrânea.

Carvão Vegetal

Carvão vegetal é uma substância de cor negra obtida pela carbonização da madeira ou lenha. É muito utilizado como combustível para aquecedores, lareiras, churrasqueiras e fogões a lenha.

Energia Geotérmica

Energia geotérmica ou energia geotermal é a energia obtida a partir do calor proveniente da Terra, mais precisamente do seu interior. Devido a necessidade de se obter energia elétrica de uma maneira mais limpa e em quantidades cada vez maiores, foi desenvolvido um modo de aproveitar esse calor para a geração de eletricidade. Hoje a grande parte da energia elétrica provém da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, porém, esses métodos são muito poluentes.

Energia Hidrelétrica

Uma usina hidrelétrica (português brasileiro) ou central hidroelétrica (português europeu) é um complexo arquitetônico, um conjunto de obras e de equipamentos, que tem por finalidade produzir energia elétrica através do aproveitamento do potencial hidráulico existente em um rio.

Energia Nuclear

Energia nuclear é a energia liberada numa reação nuclear, ou seja, em processos de transformação de núcleos atômicos. Alguns isótopos de certos elementos apresentam a capacidade de se transformar em outros isótopos ou elementos através de reações nucleares, emitindo energia durante esse processo. Baseia-se no princípio da equivalência de energia e massa (observado por Albert Einstein), segundo a qual durante reações nucleares ocorre transformação de massa em energia. Foi descoberta por Hahn, Straßmann e Meitner com a observação de uma fissão nuclear depois da irradiação de urânio com nêutrons.

Energia Solar

A Energia solar é a designação dada a qualquer tipo de captação de energia luminosa (e, em certo sentido, da energia térmica) proveniente do sol, e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável pelo homem, seja diretamente para aquecimento de água ou ainda como energia elétrica ou mecânica.

Gás Natural

O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves encontrada no subsolo, na qual o metano tem uma participação superior a 70 % em volume. A composição do gás natural pode variar bastante dependendo de fatores relativos ao campo em que o gás é produzido, processo de produção, condicionamento, processamento, e transporte. O gás natural é um combustível fóssil e uma energia não-renovável.

O gás natural é encontrado no subsolo através de jazidas de petróleo, por acumulações em rochas porosas, isoladas do exterior por rochas impermeáveis, associadas ou não a depósitos petrolíferos.

Recursos Energéticos Fósseis

Recursos energéticos não-renováveis é o nome atribuído aos recursos naturais que, quando utillizados, não podem ser repostos pela ação humana ou pela natureza, a um prazo útil.

Tanto os combustíveis fósseis como os nucleares são considerados não renováveis, pois a capacidade de renovação é muito reduzida comparada com a utilização que deles fazemos. As reservas destas fontes energéticas irão ser esgotadas, ao contrário das energias renováveis

As fontes de energias não renováveis são atualmente as mais utilizadas. Os combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) são fortemente poluidores, libertando dióxido de carbono quando queimados; causando chuvas ácidas; poluindo solos e água.

Autor: Professor Luiz Antonio Meira - luiz_meira@hotmail.com (site: http://profluizmeira.hd1.com.br/energia03.html )

 

27.2 - ESPIRITUALISMO: UM ENIGMA CHAMADO ENERGIA

A Fisica moderna já chegou à conclusão de que tudo aquilo que existe no universo - inclusive o homem - é feito de uma mesma e ainda misteriosa substância, a energia, que se manifesta de infinitas maneiras, com infinitos niveis de "condensação". A biopsicoenergética, disciplina estruturada pelo físico argentino Livio Vinardi, se apresenta como uma teoria geral, como um fio condutor, capaz de levar o homem ao conhecimento do seu universo biológico e psicológico através de um denominador comum:

 

Como definir energia?

Este é um tema problemático para se tratar, sobretudo do ponto de vista ocidental, que considera a energia como um princípio - portanto aceita em si - sem ter definição quanto a sua própria essência.

 

Conhecem-se algumas manifestações da energia. Fala-se da energia ou das energias, e também se suspeita que haja um denominador comum, no sentido de que se trata de uma só energia manifestada em muitas diferentes modalidades.

 

Energia provém do grego energes (ativo). Por sua vez, energes provém de ergon ( obra). A etimologia indica que a palavra energia implica atividade.

Embora não se possa saber o que é, podem-se fazer referências à energia de maneira tangencial e dizer, de início, que energia é .. todo agente capaz de "produzir trabalho". Até aí estamos dentro dos cânones do conhecimento ocidental. Mas, se quisermos uma definição de energia que se aproxime do conhecimento total, teremos que incluir e usar conceitos e axiomas que - embora prevalentemente filosóficos, mas não por isso menos reais e importantes outorga-nos o conhecimento oriental.

 

Uma mesma energia, porém transformada

As principais culturas do Oriente, também definem a energia como um princípio. Mas vão mais além: chamam­na prana e identificam-na como um dos princípios fundamentais do universo. Assim, na cosmogonia oriental todas as manifestações energéticas passam a ser subprodutos deste prana essencial e oni­presente, que a tudo interpenetra.

Podem-se estabelecer algumas analogias entre as diferentes formas de manifestação da energia. Por exemplo: um gravador recebe energia mecânica; no caso uma onda acústica, e a transforma em corrente elétrica através de um dispositivo idôneo que é o microfone ou, dito mais tecnicamente, um transdutor. No gravador, em seguida, esta energia em forma de corrente elétrica atua sobre um circuito magnético. E aqui tem-se outra transformação, e outro transdutor. Esta energia magnética, finalmente, serve para impressionar uma fita elaborada com material sensível aos efeitos magnéticos e que se ajusta aos estímulos aplicados. A mensagem, des­sa maneira. fica impressa e arquivada.

 

No exemplo acima tivemos duas conversões energéticas: de acústica a elétrica e de elétrica a magnética.

 

Mas há grande quantidade de fenômenos energéticos que, na verdade, consistem em múltiplas conversões de uma mesma energia sob qualquer forma: química, térmica, luminosa, combustível, combinações entre estas energias, etc. O importante é que parte-se de um único elemento: a energia em si, que se quali­fica segundo sua modalidade de mani­festação, e não em si mesma.

O conceito de energia na física ocidental mudou substancialmente nos últimos cinqüenta anos, sobretudo graças aos esforços de cientistas como De Broglie, Einstein, Planck , Kirchoff, Maxwell e outros.

Entre essas mudanças, sobressaem-se as que nasceram da chamada "revolução metodológica", que fez com que se superassem certas contraposições derivadas dos dois aspectos de uma mesma realidade: o famoso problema da matéria e da energia.

Na física clássica apareciam como dois elementos separados, que foram unificados graças às contribuições dos cientistas assinalados. Einsten descobre (ou melhor, redescobre) uma identidade, uma consubstanciação entre matéria e energia, E chega a formular essa equivalência em termos físico-matemáticos. Segundo ele, a matéria é energia em estado potencial ou latente, e será energia cinética ou de movimento no momento em que libere essa energia.

O aspecto energético das idéias

Mas é preciso considerar outro aspecto da matéria: tomemos, por exemplo, um lápis: é um elemento sólido, duro, não é transparente e sim opaco, não se pode dobrar e dá a impressão de ser um corpo bastante rígido. Contudo, se o analisarmos sob outro ponto de vista, vamos verificar que é um elemento totalmente ilusório: quer dizer, não tem nenhuma realidade sob o aspecto da realidade total.

 

Por quê?

Porque esse mesmo lápis, considerado à escala atômica, é composto por milhões e milhões de átomos que mantêm certa coesão e produzem uma forma desse tipo - densa. Levando-se em conta que as proporções entre os componentes de um átomo guardam uma relação semelhante às relações dos planetas do sistema solar, a sua maior parte é, na realidade, vazia. Equivale a dizer que esse mesmo objeto, visto à escala atômica, não teria essa aparência estática, mas seria algo transparente, semelhante a um enxame de bilhões de pequenas partículas em incessante movimento, partículas que acionam e, interacionam entre si, mantendo um estado de coesão. Isso vale para qualquer outro objeto, matéria ou forma do universo:e nisso pode-se descobrir, de certo modo, a noção de energia que encerra um pedaço de substância ou matéria.

 

No campo psicológico, também é importante assinalar que toda idéia comporta, por sua vez, energia. No decorrer dos Cadernos ver-se-á a importância dos fenômenos de todos os tipos captados pelos sentidos e suas conseqüências energéticas. Em toda emoção, em todo sentimento afetivo, impulso de amor, ódio, prazer, etc, existe um elemento apetitivo, ou aspecto energético. Não existem idéias isoladas, representações puras. Toda idéia contém em si uma força, ou seja, possui total realidade a concepção idéia-força.

 

 

Dois estados sutis: o plásmico e o etérico

Acontece que é muito mais difícil poder medir e estabelecer comparações com o plano da energética humana, porque os níveis energéticos são muito mais sutis do que os que se encontram nas experiências de laboratório com aparatos físicos puramente mecânicos ou eletrônicos. E muito mais difícil trabalhar com as energias humanas do que com a energia solar. porque as primeiras são muito mais complexas, mais sutis.

O que. desde           é preciso ficar claro, é que assim coro existe energia em todas as ordens de plano físico, também no plano humano existem todas essas modalidades de energia e ainda muitas outras mais: e sempre no mesmo incessante jogo de ações e reações.

 

Quantos estados da matéria se conhecem?

O sólido, o liquido e o gasoso como básicos.

E existem ainda dois estados intermediários: entre o sólido e o líquido, o estado pastoso e entre o líquido e o gasoso que é o estado vaporoso.

 

Que diz a física a respeito disso?

 

A diferença de estados deve-se pura e exclusivamente a esses milhões e milhões de pequenos elementos energéticos que se mantêm coesos através de cenas forças. No estado sólido, a força de coesão entre os átomos é considerável, justificando a particular consistência e a sensação que dela se tem. No estado líquido. a coesão interatômica ou intermolecular é menor que no sólido. Um líquido assume qualquer forma, precisamente porque sua coesão é pobre. E como fazemos ceder a força da coesão?

 

 Mediante um fenômeno energético: para operar sobre uma dada força, deve atuar uma outra força. Por exemplo, aquece-se o sólido adequado (por exemplo, um metal); ele recebe energia térmica; essa energia age como dissociante e o resultado é que, se a quantidade de energia é suficiente, o sólido do exemplo passará ao estado líquido. Quanto ao estado gasoso, a força de repulsão é maior que a de coesão, e por isso todo gás procura ocupar o maior espaço possível. Pode-se facilmente passar do líquido ao gasoso por meio é: mesmo expediente mencionado, isto é por entrega de energia térmica.

 

Existem ainda dois outros estados de matéria: o plásmico e o etérico.

 

Estado Plásmico: radioastrônomos observaram radiações de particular transcendência originárias de áreas da Via Láctea e de algumas constelações. É impossível, concretamente, avaliar o estado material de tais corpos ou nebulosas, e estima-se que não se trata, em tais casos, de nenhum dos três estados básicos anteriormente analisados. Sensores especiais levam a crer que em tais zonas reinam temperaturas extremamente elevadas, da ordem de cem milhões de graus centígrados. Dentro desta gama tão elevada de temperaturas supõe-se um estado particular, diferenciado da matéria, que se denominou plásmico por acreditar-se que é ali o lugar onde se plasmam as futuras galáxias, sistemas estelares e planetas.

 

Estado Etérico: chegamos assim a um aspecto muito interessante dos estados. da matéria: o estado etérico, chamado, em um sentido restrito, de eletromagnético.

O estado etérico foi anunciado e considerado, desde milênios, com outros termos. Para a ciência ocidental o éter começou a ter vigência no século passado, na época das invenções radioelétricas. Quando através de dois pontos não vinculados entre si por meios visíveis conseguiu-se estabelecer uma comunicação, foi forçoso admitir que "algo" no espaço servia de condutor. Caso contrário, não existiria nenhuma lógica no processo. Assim, teve-se que admitir um agente sutil, um condutor "que ocupa os espaços intermoleculares", como se dizia, e que vinculava os sistemas emissor e receptor radioelétricos. A esse agente sutil deu-se - com muita má vontade - o nome de éter.

 

Por quê? Porque o éter já fora mencionado e utilizado no Ocidente pelos alquimistas medievais, que assim o denominaram.

Esse agente sutil foi conhecido por muitas outras escolas desde a mais remota antigüidade, com outros tantos nomes: luz astral, anima mundi dos cabalistas, etc, e sempre foi considerado ou mencionado para tudo que se tratasse de transmissão de mensagens sem fazer uso de equipamentos radioelétricos ou eletrônicos, mas sim empregando equipamentos psíquicos que, como emissores ou receptores energéticos, todo ser humano possui. Estes equipamentos podem ser exercitados, desde que se dominem os meios idôneos e com a suficiente preparação.

 

O éter interpenetra todos os outros estados da matéria. O éter não tem limitações. Daí a afirmação que fazem as escolas orientais, cada uma com sua terminologia ou simbolismo: "Prana interpenetra tudo".

 

Mas, assim como nos diversos estados conhecidos da matéria verificam-se distintos graus de tensão ou coesão (entre os sólidos existem diferentes graus de densidade, como também os há para os líquidos e gases), é preciso aceitar, por analogia, que dentro do estado etérico da matéria - e que continua sendo matéria, embora muito sutil - há toda uma gama de densidades.

 

Conceitos físicos e sua evolução

Definia-se a física clássica como "a ciência que estudava os fenômenos do universo". A física moderna colocou-se num plano mais amplo, definindo-se como "a ciência que estuda as transformações da energia".

 

Estabelecido esse conceito, constata-se facilmente que as energias que mais se desenvolvem e mobilizam-se na atualidade pela tecnologia, a ciência e a cibernética, são as energias eletromagnéticas. E esta modalidade é também a que mais interessa ao ser humano, visto que, como veremos mais adiante, ele a desenvolve a todo instante.

Passaremos a considerar o conceito de "campo".

 

Que é um campo?

Do ponto de vista físico, denomina-se campo à zona ou porção do espaço onde se verifica determinado fenômeno. O fenômeno pode ser de qualquer tipo: elétrico, térmico, magnético, etc. Por exemplo, um ímã comum, que consiste numa barra de aço reta ou dobrada em forma de U, com um pólo norte e um pólo sul. Se nas proximidades desse ímã colocarmos algum elemento que possua propriedades magnéticas (um pedaço de ferro ou de alguma de suas ligas, etc.), veremos que o ímã o atrai. Significa que sem que exista um meio ou vínculo visível, verifica-se um fenômeno que é efeito de alguma causa existente naquela zona ou porção do espaço. Quer dizer que nessa zona existe um campo - no caso, um campo magnético.

Existem atualmente poderosos sistemas de antenas que irradiam considerável energia no éter; e também sistemas de microondas que permitem a comunicação via satélites e mesmo com equipamentos instalados em outros planetas. Em todos esses casos as antenas estão alimentadas com energia elétrica. Embora absolutamente nada se saiba sobre a essência da eletricidade, aprendeu-se a gerá-la e a canalizá-la, sabendo-se que pode produzir uma série de fenômenos, sempre por transformação (combustão, efeitos químicos, etc.).

 

A zona do espaço onde opere esta forma energética será também um campo - neste caso, um campo elétrico. Tratando-se de energia irradiada, trata-se aqui de efeitos elétricos e magnéticos, e os campos são, portanto,eletromagnéticos.

Outra área de fundamental importância na física é a das radiações. Mas, também aqui, não há um acordo bem estabelecido. Existem várias teorias, todas sujeitas a serem trocadas por outras mais avançadas. E freqüentemente deve-se trabalhar, na área das radiações, com normas e critérios totalmente opostos.

Em certa medida, a causa de tais disparidades deve-se em grande parte à pressa e ardor com os quais quer-se medir todo fenômeno, conforme a mentalidade científica ocidental. Quando não se pode medir, segundo o mesmo critério, ele perde grande parte de seu valor fenomenal.

 

Períodos históricos da pesquisa energética

 

Na Idade de Ouro, como se depreende dos textos sagrados das várias religiões e filosofias, tudo leva a crer que se possuía um superlativo conhecimento da energia e da sua manipulação.

A Grécia, além de dar os termos energes e ergon - base etimológica da tão famosa quanto desconhecida energia deu modelos da energia em conceitos filosóficos. O que é lógico, já que essa não era uma época tecnológica, e caracterizava-se por uma filosofia apoiada na estética e na técnica. E, sem dúvida, a primeira constituía o centro de gravidade.

Grandes estudiosos (filósofos) do conhecimento dessa época, como Pitágoras, Sócrates e Platão, referem-se com sua linguagem ou modalidade expressiva à energia. Mas é preciso interpretá-los, e não pretender que se expressassem na linguagem de hoje. Somos nós que, ao contrário, temos que nos esforçar para nos aproximarmos e compreendê-los.

- Quando esses estudiosos referiam-se às manifestações sutis da energia, usavam freqüentemente termos alegóricos. Se fosse possível desprender-se por um instante de toda a terminologia estritamente técnico-científica (que, muitas vezes, não significa nada de concreto), e se tivesse que descrever o que acontece à medida que se evapora um líquido, por exemplo, dir-se-ia que ele vai-se tornando mais suave, mais tênue, mais vaporoso, mais sutil, mais invisível, intangível e  até... mais espiritual. Por que não? Tudo dependeria do significado particular que se quisesse dar à palavra espírito, cuja semântica poderia ser a mesma de há vários milhares de anos ...

 

Iniciada na Grécia, essa época que mencionamos passa pelo que foi denominado "período mítico", que contém particulares referências às manifestações da energética humana, a ponto de ali ser localizada a sua origem histórica, até chegar à figura de Mesmer.

 

Mesmer, no final do século 18, realizou trabalhos muito importantes com a energética humana, que ele chamaria de energia mesmérica, energia animal ou magnetismo animal. Esta modalidade de energia, que ele mesmo liberava de forma natural e abundante, permitiu-lhe realizar uma série de fenômenos importantes, sobretudo em relação a outros seres humanos.

 

Este "período magnético", como foi chamado, abarca aproximadamente desde 1776, tendo Mesmer como principal ator, até a época das famosas irmãs Fox, em 1847.

Sempre dentro desta classificação dada por Richet, vem em seguida o "período espírita", que inicia-se com as irmãs Fox até chegar a Williarn Crookes, em 1872.

A partir de Crookes se inicia o "período científico", que continua até hoje. Comentaremos um pouco este período e o que diz a ciência com respeito à matéria e à energia.

 

Três teorias muito importantes

 

Um exemplo: suponhamos que entre os pontos A e B da Figura 1 exista uma distância de um metro, e que façamos o grão mais infinitesímal de matéria percorrer essa distância em um segundo.

Se esse grão percorrer o trajeto em linha reta, de forma direta, executará o mínimo de trabalho possível.

Mas se o fizer seguindo um caminho sinuoso, como na Figura 2, o caminho percorrido por essa partícula será maior e. como o realizará no mesmo tempo de um segundo, terá que desenvolver um trabalho também maior.

 

Esta mesma partícula ou grão infinitesimal (que pode ser também uma carga energética,já que, como explicamos, existe equivalência entre matéria e energia) pode, elevando o número de oscilações para cima e para baixo da linha central, aumentar de forma extraordinária a' distância a percorrer para cumprir o mesmo trajeto de A a B, no mesmo tempo de um segundo. Quanto maior for o número de oscilações, maior será o trabalho desenvolvido. Ou, em outras palavras, maior será a energia posta em jogo.

 

Nosso grão infinitesimal pode chegar a cumprir oscilações da ordem de milhões. bilhões ou trilhões de vezes por segundo. e a partir destes números, estaríamos considerando os valores verdadeiros e práticos, que interessam aos fenômenos da energética humana que deveremos estudar.

Ao lado da teoria dos ciclos vibratórios (ou oscilatórios) que esboçamos acima. uma outra teoria nos interessa: a Teoria da Relatividade (parcial) de Einstein. Já em 1905, este cientista começou a esboçar certas equivalências, e chegou a concretizar uma equação que liga ou relaciona a matéria com a energia. Einstein deixa explícito que:

E = m.c2

Onde: E = energia; m = massa; c = velocidade da luz. -

A interpretação dessa fórmula: a energia contida em uma determinada porção de matéria é' igual a sua massa m multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz ( c2).

Esta fórmula demonstra que mesmo uma quantidade muito pequena de matéria é capaz de liberar uma quantidade espantosamente grande de energia. Exemplo disso é a utilização da energia atômica nas grandes usinas construídas para isso. Com uma quantidade relativamente pequena de um mineral adequado (digamos, urânio). consegue-se energia suficiente para mover fábricas e cidades.

E, finalmente, temos que nos referir a uma terceira e importantíssima teoria da física moderna, a Teoria Quântica, de Planck.

Planck estabeleceu o valor infinitesimal de carga energética, o mínimo concebível, e denominou esse valor de "quanturn de energia" ou "quanta", que é a mesma coisa. A seguir, ele diz que a energia que se libera ou se coloca em jogo tem estreita ou direta relação com a freqüência de oscilações ou movimento vibratório de tal carga quântica.

 

A fórmula de Planck é a seguinte:

E = h.f

Onde: E = energia quântica manifestada; h = valor do quantum infinitesimal ou constante de Planck. f = freqüência da oscilação com que se desloca esse quanturn. O valor do quantum infinitesimal determinado por Planck é, obviamente, uma cifra muito pequena:

         h = 6,638 . 10-27       

Isto quer dizer que se trata do número 6,638 com 27 zeros à esquerda, ou seja, antes do mesmo.

Coloquemos agora este quantum de ação no lugar da partícula infinitesimal que consideramos na Figura 1, e façamo-lo viajar entre A e B, não à razão de um metro por segundo, mas sim à velocidade da luz(300.000 de metros por segundos) e com um valor de oscilação ou freqüência / não de um, três ou cem ciclos por segundo, mas de milhões, trilhões de ciclos por segundo. Conceitue-se isso e teremos uma idéia de que, embora seja o valor da constante de Planck uma quantidade muito pequena, ela pode chegar a desenvolver uma energia significativa, extraordinária até. Isto é, as famosas vibrações dos mais altos níveis de energia que se conhecem.

Esboçamos assim, de forma muito ligeira, teorias fundamentais da física moderna. Tais conceitos, embora longe de definitivos, são teorias aceitas que permitem ao menos dar um passo adiante em algumas coisas que estão ainda bastante obscuras.

Aplicaremos tais conceitos à energética humana, mas antes disso faremos uma breve referência à parapsicologia.

 

Fala-se do fenômeno, mas não se sabe do que se trata

A parapsicologia começa depois dos períodos mencionados (mítico, mesmérico, espírita e científico). Existe um personagem que constitui uma pedra angular em matéria de energética humana: Rhine.

Durante muito tempo, na primeira metade deste século, o professor Rhine procurava descobrir as relações existentes entre o ser humano e o mundo das energias circundantes. Mas, evidentemente, não podia tabular o processo; não podia dar-lhe o rigor científico exigido pelo mundo ocidental, que está sempre preocupado em ter um número, uma quantidade (prova real). Até que Rhine aplicou o método estatístico.

A essência deste método consiste em que, sobre um número suficientemente grande de experiências, se estabeleça a porcentagem de verificações em relação ao número total. Aplicando as estatísticas à pesquisa dos chamados fenômenos de percepção extra-sensorial, Rhine conseguiu que a parapsicologia assumisse caráter científico. Foi ele adotou esse nome, parapsicologia; "para" significa "ao redor de", ou seja, ao redor da psicologia.

Com a utilização de testes estatísticos (baralhos Zener, dados, etc.), Rhine conseguiu tabular e determinar os acertos que essa ou aquela pessoa consegue na área das percepções paranormais (acertos de 30%, 42%, 70%, etc).

Nos últimos anos, após a divulgação dos trabalhos de Rhine, houve uma verdadeira invasão de baralhos Zener e de dados utilizados de forma profusa em correspondência com esse famoso método estatístico, através do qual diz-se que essa ou aquela pessoa possui um coeficiente psi de tal valor. Mas continua-se sem saber o que, no fundo, essas pessoas possuem como condição. Isto é muito importante. Continua-se a falar do fenômeno, mas não do que é o fenômeno.

 

Claro que, para fazer ciência, a primeira coisa que se deve fazer é dar um nome às coisas. Para isso, o alfabeto grego presta-se maravilhosamente. Utiliza-se como prefixo obrigatório no estudo dos fenômenos paranormais a letra psi, e tudo o que se considera cai dentro dos chamados "fenômenos psi".

 

Da mesma forma, classificam-se todos os fenômenos denominados "subjetivos" com outra letra grega, gama. Os fenômenos "subjetivos" denominam-se então, em seu conjunto, "fenômenos psi-gama", que seriam, segundo eles: clarividência, clariaudiência, mediunidade , psicometria, etc. (formas de energias)

 

Os fenômenos considerados "objetivos" são denominados com outra letra grega, k appa, e em seu conjunto tais fenômenos se denominam "psi-kappa": levitação, telecinésia, etc.

Finalmente, constituiu-se uma outra modalidade, incluindo uma série de fenômenos que, não podendo ser bem "classificados" conforme as normas anteriores, entram em outro campo, chamado "psi-theta", tomando a letra grega theta. Esta letra foi adotada por ser a primeira letra da palavra (também grega) thanatos, que significa morte. Nesta classificação entram os fenômenos que são em parte objetivos e em parte subjetivos.

 

Mas aconteceu algo importante: com o tempo, Rhine julgou insuficiente ou limitado o método estatístico, já que com ele não podia expressar do que estava falando. Simplesmente não podia sair da tabulação. Rhine então quis sair do método estatístico, para ver se podia continuar pesquisando com maior liberdade: mas, ao pretender fazê-lo, foi considerado não-científico e expulso de seu meio.

 

Corolário: foi científico para seus colegas quando e enquanto lhes proporcionou riúmeros e quantidades, mesmo que nunca soubessem, em essência, do que ele estava tratando. Isto parecia não importar.

Por conseguinte, segundo essa matriz, a parapsicologia não pode expressar-se em termos topológicos, ou seja, do conhecimento em si. Pode registrar o  fenômeno e situar-se unicamente com o  método estatístico. Embora esse método, repetimos, servisse para dar um caráter de "ciência" à parapsicologia, ele não-pode explicar a natureza de nenhum dos fenômenos que estudava. Tendo-se em mente a aparente simplicidade com que, à primeira vista, pode ser praticada, e estando a parapsicologia fundamentada' em fenômenos de classificação muito subjetiva, ela é praticada por uma quantidade muito grande de aficionados. Tudo isso não serve absolutamente para nada, segundo o ponto de vista da pesquisa séria, e, por outro lado, conduz à confusão de valores.

 

Biopsicoenergética: uma disciplina integrada

 

E assim chegamos, finalmente, à biopsicoenergética.

Que é biopsicoenergética? É a ciência que se ocupa do estudo das energias biopsicológicas, sua natureza, causa e efeitos, e sua inter-relação com todo outro tipo de energias, sejam naturais ou geradas. Estuda as energias biológicas (de bio = vida) e psicológicas (psique): suas causas e todas as relações possíveis com outras energias.

 

Quais são as energias naturais?

As que produz a natureza: as radiações solares, astrais, lunares, a energética vegetal, mineral, etc. E não há dúvidas de que todas essas energias são energias,  pois (como vimos no princípio deste caderno), segundo o conceito de Einstein, matéria é energia em estado potencial e energia é matéria em estado radiante.

 

Quais são as energias geradas? As produzidas pelo homem: as mecânicas, as acústicas, as elétricas, as magnéticas, etc.

         .

A luz solar é energia natural. Ao contrário, as energias químicas, os ruídos, as radiações nucleares, são energias geradas.    .

Então, o que pretende a biopsicoenergética? Não fazer, simplesmente, um estudo enunciativo, mas investigar as causas funcionais que fundamentam a interação entre a energética humana e todas as energias externas. 

 

Autor: Lívio Vinardi – Caderno especial Planeta 105 - A.

 

 

27.3 - ENERGIAS HUMANA

27.3.1 - Energia Humana (além da Física clássica)

Publicado por luxcuritiba em abril 19, 2008

Há várias centenas de anos, a energia humana vem sendo pesquisada por inúmeros pesquisadores do mundo todo. Porém, os povos que mais persistiram em suas pesquisas foram os maometanos, tibetanos, hindus e caldeus; e por fim, todos queriam saber exatamente em que consistia o corpo humano.

Mas, devido, naquela época, leis proibitivas que não admitiam que se falasse em energia humana… reis e sábios acreditavam existir no corpo humano, além de carne e ossos, nervos e músculos, apenas um espírito dominante, a matéria e nada mais.

Acreditavam ainda que, quando se falava em energia humana, estava-se atribuindo a crendices… feitiçarias e, por essa razão, foram criadas leis proibitivas, castigando, condenando, e até mesmo sacrificando aquele que ousasse falar em energia humana.

De todos os povos, o que mais sofreu, na pesquisa da aura humana, foi o hindu, pelo seu arrojado valor científico e persistente, enfrentando a tudo e a todos, a fim de levar a cabo todas as experiências que porventura tivessem como saliência o ser humano.

Na teoria do maometanos e tibetanos o homem receberia energia diretamente da luz solar que deveria penetrar no cérebro, dando às células forças para sobrevivência.

O Hindus, muito mais aguerridos à pesquisa humana (admitiam a possibilidade da existência de cinco cavidades microscópicas no cérebro, que receberiam, talvez, uma energia até então desconhecida, capaz de fazer funcionar as células cerebrais. (Ler conjunto Sonomedular)

As pesquisas se intensificaram e correram o mundo.

Todos pesquisavam secretamente, quando em 1935 aproximadamente, vinha a público o casal Kirlian, conseguindo provar, através de uma kirliangrafia, a existência de uma energia na periferia do corpo humano. (Hoje sabe-se do efeito corona sobre objetos nos estudos Kirliangráficos - Ler Kirliangrafia).

Mais e mais se interessaram os pesquisadores pela energia humana, por mais esse fio de esperança que se abria em suas frentes, quando, por volta de 1938, nos Estados Unidos, um pesquisador inglês admitia a possibilidade de penetração de uma energia no cérebro humano, vindo confirmar a teoria dos Hindus.

Depois de intensas pesquisas e de longo tempo, chegou-se à conclusão de que, realmente, cinco cavidades microscópicas existentes no cérebro humano eram receptoras e emissoras da energia humana.

Mas, que energia seria essa?

Cósmica, telúrica, radiônica, orgônica, clutônica?

Não se tinha certeza, pois ainda não se havia pesquisado a espécie da energia penetrante no cérebro.

Seis meses após, o Rádio Biômetro em testes de um pesquisador norte-americano acusava a penetração de uma energia no cérebro humano, talvez telúrica, radiônica, ou mesmo cósmica, contornando-o com uma defasagem na altura do ombro esquerdo.

Meses após, nos vinha outra informação de que a energia em pauta era telúrica e se alojava justaposta ao nosso corpo, seguida de uma onda de vinte e um centímetros de comprimento sobrepondo-se à primeira, e que as mesmas penetrariam em nosso corpo através de nossos pés.

Em Setembro de 1940, descobríamos que uma outra energia realmente penetrava em nosso cérebro, e após orvalhá-lo iria unir-se às demais, já alojadas na periferia do nosso corpo.

Depois de longas pesquisas, conseguimos discernir as energias assim distribuídas:

Telúrica, Radiônica e Cósmica.

Energias essas, penetrantes no corpo humano, que dariam consistência ao nosso emaranhado celular.

Mas, como uma energia nunca poderá sofrer impacto com a mesma energia, em nossa opinião, as três energias deveriam trabalhar pela lógica, da seguinte forma:

Uma seria positiva, outra, a negativa e uma restante, a que iria servir de resistor, resistência, no fechamento do circuito.

Exemplificando:

Um ferro elétrico, tendo apenas uma energia, jamais aquecerá sua resistência, pois lhe faltaria uma resistência de impacto.

É necessário que haja um pólo positivo e um pólo negativo, onde ligaríamos um resistor, ou um fio níquel cromo para o encandecimento, parte elementar da eletricidade.

No corpo humano, sucede a mesma coisa; após sabermos que as energias telúrica e radiônica tinham seus princípios na terra, restaria saber se a energia penetrante em nosso cérebro, a energia detectada, logo em seguida, como sendo uma energia cósmica, viria do espaço.

Uma vez conscientes de que a energia cósmica penetrava pelo chacra central, coronário ou mesmo centro do cérebro, sua evasão, após o aproveitamento energético, deveria se processar pelos chacras auxiliares que simbolizam as laterais direita e esquerda, ou temporal direito e temporal esquerdo, frontal e glândula hipófise e cerebelo.

Começamos a testar os comportamentos humanos com as energias fora de posição e após corrigidas.

Notamos que todas as pessoas, com as energias penetrando pelo frontal ou glândula hipófise, sofriam um esquecimento alarmante, e após sua correção, tudo voltava ao normal.

Quando as penetrações se davam pelo temporal direito, as pessoas apresentavam sintomatologia de angústias, melancolias etc. Quando se davam pelo temporal esquerdo, as mesmas tinham propensão mórbida pelo sexo oposto, taras sexuais etc., e pelo cerebelo, apresentavam sintomas de insônia, ódio, vingança, repulsa, inveja e sempre estavam com os pensamentos voltados à delinquência.

Tínhamos uma boa parte do conhecimento nas mãos para ajudar a humanidade que sempre foi o nosso mais sincero objetivo, uma vida de paz e de tranquilidade.

Restava-nos saber até onde iria essa recomposição de energia, e qual a segurança de sua centralização. E, por mero acaso, a fatalidade, que também nos traz momentos de grandes realces, mostrou-nos uma jovem, cujas energias acabávamos de centralizar, que ao atravessar a rua quase foi atropelada, bem de frente de nossa casa.

Pedimos para que ela voltasse para examinarmos de novo a sua energia e, para nosso espanto, estava fora do lugar.

Tínhamos um boa parte do conhecimento nas mãos provocar impactos em uma grande quantidade de pessoas para testar o comportamento áurico, e para nossa satisfação, com excelentes resultados.

Já podíamos afirmar que apenas um impacto emocional seria o bastante para desequilibrar a aura humana.

Muitas e muitas pesquisas foram feitas, a fim de poder selecionar todos os comportamentos áuricos, inerentes a essa energia.

Somente assim pudemos testar que muitas e muitas pessoas estavam com as suas energias penetrando por todos os pontos energéticos, tanto de recepção como de emissão.

Isto aconteceu inúmeras vezes e com relativa frequência, o que nos permitiu delinear o caminho correto, para as nossas pesquisas científicas áuricas.

A nossa equipe do Centro Nacional de Pesquisas Científicas e Psicotrônicas, cuidadosamente, começou a selecionar os casos. E assim, iniciava-se uma nova tarefa, selecionar os vários pontos de penetração de energia em nosso cérebro e seus efeitos no corpo humano.

Com essas pesquisas, conseguimos saber que a energia penetrando pelo chacra central e passando através da glândula Pineal, traz ao corpo exatamente o suprimento de suas necessidades energéticas, dando-nos consistência à vida e, consequentemente, equilíbrio ao sistema nervoso.

Sabemos que a formação de todos os cérebros é composta de dois hemisférios, sendo que o hemisfério direito comando o lado esquerdo do corpo humano e o esquerdo comanda o lado direito.

Hemisférios esses, compostos cada um, de aproximadamente 30.000 células em formatos de piramidais.

Quando à penetração se faz correta, a energia passa por esses dois globos, descendo pela glândula Pineal, fazendo com que esse mecanismo funcione religiosamente perfeito.

Quando a penetração energética se dá pelas perfurações auxiliares, o centro do cérebro ou chacra central fica desprovida de energia, pois, a mesma passará por debaixo do cérebro, razão do estado nervoso imediato.

As sintomatologias das penetrações por cavidades indevidas, causam aos seres humanos os seguintes distúrbios: confirmando dados anteriores.

Quando a penetração se dá pelo temporal direito, os sintomas são os seguintes: abstenção pela vida, melancolia, tristezas etc., quando se der pelo cerebelo, os sintomas são os seguintes: raiva, ódio, vingança, maldades, tendências à criminalidade, insônia e estado de nervos excessivo.

Quando a penetração se der pelo chacra frontal ou glândula Hipófise, a propensão é para o esquecimento, a divagação.

Quando a penetração se der pelo temporal esquerdo, a sintomatologia é: estado nervoso e propensão mórbida pelo sexo oposto, e taras sexuais.

Quando a penetração se der pela glândula hipófise, o sintoma é o esquecimento e a mente aérea.

A energia cósmica deverá penetrar pela chacra central e se esvair pelos chacras auxiliares, que é o correto.

As pesquisas se intensificaram e continuamos na esperança de encontrar uma solução para esses casos.

Em equilíbrio energético, chegamos a testar as energias das pirâmides e concluímos, que na realidade eram idênticas às energias humanas, e após muito testá-las começamos a usá-las com eficientes resultados.

Em 1952, um pesquisador, nos Estados Unidos, propagava aos quatro ventos que a energia perfeita do ser humano era a energia Cósmica.

Ora, compreendemos, então, que estávamos no caminho certo, pois, a nossa teoria era a mesma do aludido cidadão.

Foi quando começamos a construir uma grande quantidade de réplicas de pirâmides, para conseguir captar essa energia e usá-la em benefício do homem.

Começamos a testá-las na centralização energética de milhares e milhares de pessoas, com excelentes resultados, data em que começamos a centralizar as auras humanas, sem o menor risco ou prejuízo aos seres humanos.

E assim, estávamos certos de termos em nossas mãos o domínio da energia humana. Sabíamos, também, que o homem era possuidor da mesma energia contida na pirâmide de Quéops.

Nossas pesquisas não pararam aí, pois tínhamos que pensar em aproveitar essa mesma energia nas enfermidades corriqueiras, como: dores de cabeça, inflamações, enfim, saber sua total utilidade a todos nós.

Começamos a testar essa energia para saber, depois de aproveitada em nosso corpo, por onde se esvaía, foi quando pudemos ampliar os nossos conhecimentos de aura que contorna o nosso corpo, conhecida hoje entre nós por aura humana.

A rigor, o comportamento energético assim se posta: energia telúrica: cor rosada junto do corpo; a energia radiônica é de cor azulada, sobrepondo-se a rosada; e a cósmica que é de cor branca, sobrepondo-se às demais, formando assim a aura humana, sem suas três cores.

Continuando os nossos testes, passamos a detectar os corpos, principalmente quando enfermos, e para nossa surpresa, passamos a constatar que: cada lugar dolorido ou ferido, era carente de energia, e tomado de calor, intenso (febre) pois, o comando passaria a ser da energia telúrica, desprovida das demais energias. Razão pela qual hoje afirmamos que todos os lugares sem energia contêm calor e, contendo calor, logicamente, estão doentes.

Um corpo humano perfeito tem em seu contorno, três energias, formando a aura, numa espessura de aproximadamente sete a oito centímetros, obedecendo à mesma largura.

Da nossa frontal, ou testa, um jato energético de aproximadamente um metro, esvai-se do nosso cérebro, ou terceira visão.

Da nossa coluna inteira se esvai uma larga energia, formando a nossa reserva vital, que deverá ser, sempre que possível, de um metro e cinquenta centímetros,para as pessoas normais, pois para os paranormais, não há medida certa, às vezes chegam a dezenas de metros.

Portanto, chegamos à conclusão que a energia humana deverá ser cuidada carinhosamente, para que possamos sentir perfeita saúde e desfrutarmos as belezas da vida.

Fonte: A pirâmide e o mundo novo, Abeilard Gonçalves Dias, Livraria Ciência e Tecnologia Editora, São Paulo-SP, pp. 47-55

27.3.2 - ANATOMIA ENERGÉTICA HUMANA

 

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