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compilado por Beraldo Figueiredo  

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12 - FENÔMENOS ESPIRITUAIS

ÍNDICE:

12.1 - PLANO ASTRAL: (TRATADO TEOSÓFICO)

12.1.01 - Espectros no Cemitério: 

12.1.02 - Aparições de Moribundos:

12.1.03 - Lugares Assombrados:

12.1.04 - Espectros de família:

12.1.05 - Soar de campainhas, remessa de pedras

12.1.06 - Fadas:

12.1.07 - Comunicações por meio de entidades astrais:

12.1.08 - Recursos astrais:

12.1.09 - Clarividência: 

12.1.10 - Forças astrais:

12.1.11 - Mantras:

12.1.12 - Desintegração:

12.1.13 - Materialização:

12.1.14 - Vantagens  da  escuridão:

12.1.15 - Fotografias de espíritos:

12.1.16 - Reduplicação:

12.1.17 - Precipitação:

12.1.18 - Escrita em ardósias:

12.1.19 - Levitação:

12.1.20 - Luzes de espíritos:

12.1.21 - Manejo do fogo:

12.1.22 - Transmutação:

12.1.23 - Repercussão:

12.2 - TCI - TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL

12.2.1 - Vozes do Além

12.2.2 - TCI - Será mesmo vozes dos Mortos?

 

12.3 - Combustão Humana Espontânea 

12.4 - Agulhas e Metais dentro do Corpo

12.5 - Fotografias Mediúnicas

 

 
 

12.1 - PLANO ASTRAL (Tratado Teosófico)

 

 

Texto Extraído do Livro O PLANO ASTRAL

de C.W.Leadbeater

 

Os recursos do mundo astral são tão variados e complexos  que  quase  todos  os  fenômenos  a  que  vamos  referir  podem  ser produzidos de muitas maneiras. Esta peculiaridade torna impossível a apresentação de regras fixas sobre tal assunto.

 

As aparições ou fantasmas fornecem  uma  esplêndida  confirmação  do  que  acabamos  de  afirmar,  visto que, atendendo à maneira vaga e lata como esses termos têm sido usados, eles se podem  aplicar indistintamente  a qualquer habitante do plano astral. Escusado será dizer que as pessoas psiquicamente desenvolvidas vêem esses fantasmas constantemente; mas para que a uma criatura vulgar possa "aparecer um fantasma", segundo a expressão corrente, é necessário ou que esse fantasma  se materialize ou que essa criatura tenha momentaneamente um relâmpago de percepção psíquica.

 

É apenas devido ao fato de nenhum destes dois casos ser vulgar que nós todos não estamos constantemente a encontrar espectros nas ruas, com a mesma freqüência com que encontramos gente de carne e osso.  

 

12.1.1 - Espectros no Cemitério: 

 — O espectro que paira sobre uma sepultura é geralmente o invólucro etérico de um recém-enterrado, mas pode também ser o corpo astral de um vivo que, durante o sono, para junto de um amigo morto; ou ainda uma forma- pensamento materializada isto é, um elemental artificial criado pela energia com que um homem pensa de si mesmo como presente num determinado lugar.  Para  qualquer  pessoa  habituada  a  servir-se  da  visão  astral,  é facílimo distinguir a qual das três espécies pertence o espectro; porém, para quem é pouco prático, à aparição chamará vagamente "um espectro".

 

12.1.2 - Aparições de Moribundos:

  As aparições no momento da morte não são de todo  raras,  e  muitas  vezes  são  verdadeiras  visitas  feitas  pelo  corpo astral do moribundo no momento que precede imediatamente à morte, e que nós chamamos o momento da dissolução. Também neste caso podem ser formas- pensamentos chamadas à vida pelo desejo ardente do moribundo em ver um ente  querido,  antes  de  ingressar  num  mundo  desconhecido.   exemplos dessa visita ser feita logo depois da morte, e não imediatamente antes, e neste  caso  o  visitante  é  realmente  um  espectro;  mas,  devido  a  causas várias, esta forma de aparição é muitíssimo menos freqüente que a outra.

 

12.1.3 - Lugares Assombrados:

 

As aparições num local onde se cometeu um crime são geralmente formas-pensamentos projetadas pelo criminoso, que, vivo ou morto, mas especialmente depois de morto, revolve constantemente na mente as circunstâncias do delito. Como é, em geral, nos aniversários do crime que esses pensamentos são mais vívidos, é muitas vezes nesses dias apenas que os dementais artificiais que ele cria têm a força suficiente para se materializar à vista ordinária fato que explica a periodicidade das aparições em certos lugares.         

Os  criminosos inveterados  estão frequentemente  demasiado endurecidos para se  comoverem ante  um crime particular,  mas  nesse  caso  outros  fatores  poderiam  intervir.  Ainda  a respeito de aparições em certos pontos, observa-se que em qualquer parte onde uma comoção mental de grande violência, medo, dor, ódio, ou qualquer paixão intensa, se fez sentir, grava-se na luz astral uma impressão tão forte que qualquer pessoa, mesmo fracamente dotada sob o ponto de vista psíquico,  não pode deixar de se sentir fortemente  impressionada  ao visitar esse lugar. Bastaria um pequeno aumento de sensibilidade para que toda a cena se desenvolvesse para se ver o acontecimento apresentar-se em todos os seus detalhes como se realmente estivesse se dando naquele momento e nesse caso não faltaria quem dissesse que aquele local estava assombrado,e que tinha visto uma "alma do outro mundo". É certo que há pessoas que não têm a visão psíquica desenvolvida, porém que, no entanto, se sentem forte e dolorosamente impressionadas quando passam por locais deste gênero gente, por exemplo, que se sente pouco à vontade ao passar por lugares onde se fizeram execuções capitais, como a Tyburn Trec, ou ao entrar na Sala dos Horrores de Madame Tussaud, e que não imagina que esse mal-estar é devido às cenas trágicas impressas na luz astral, em volta de locais        e  de  objetos  impregnados  de  crime  ou  de  horror,  e  também  à presença das repugnante entidades astrais que povoam em multidão esses locais.

 

 

12.1.4 - Espectros de família:

 

O espectro de família, personagem certo nas histórias tradicionais dos castelos feudais, pode ser ou uma forma- pensamento, ou uma impressão de rara vividez na luz astral, ou mesmo o espectro de um antepassado que, ainda ligado às coisas terrestres, se compraz  em  ver  reviver  as  cenas  em  que  em  vida  centralizou  os  seus pensamentos e esperanças.

 

12.1.5 - Soar de campainhas, remessa de pedras...

 

— Ouvir de repente o ruído de uma pedra arremessada, não se sabe donde, ou o soar súbito e inexplicável de campainhas, é um outro fenômeno, a que nos referimos, e que é quase invariavelmente obra das forças elementais, quer postas em ação cegamente pelos esforços mal orientados de qualquer ignorante tentando atrair a atenção dos amigos que lhe sobreviveram, ou ainda intencionalmente     pela      malícia        infantil     de  qualquer espírito natural.

 

12.1.6 - Fadas:

 

São também os espíritos naturais os responsáveis pelo que pode haver de verdadeiro nessas estranhas histórias de fadas, tão comuns    em certas      regiões.   Umas vezes, um   acesso   temporário  de clarividência,  que  não  é  nada  raro  entre  os  habitantes  das  regiões montanhosas, permite      a  um   viandante retardado         presenciar   as  alegres brincadeiras das fadas. Outras vezes são verdadeiras partidas feitas a qualquer vítima, cheia de terror, como por exemplo, quando, por efeito de um encanto, a fazem ver casas e gente em locais onde se sabe nada disso existir.  Por  vezes,  isto  ultrapassa  a  simples  ilusão  de  um  instante, porque um homem passa freqüentemente por uma longa série de aventuras, tão imaginárias como singulares e flagrantes para de repente ver que todo o  brilhante  cenário  das  suas  aventuras  se  esvai  num  instante,  e encontrar-se sozinho, em qualquer vale solitário ou numa planície batida pelo vento. Mas não devemos dar crédito a todas as lendas populares a este         respeito,  porque     na   maior      parte   dos   casos há  a  juntar  aos preconceitos  da  gente  do  campo  a  mais  grosseira  superstição,  como  às vezes tem acontecido com terríveis casos de assassinato. São estas mesmas entidades a    origem   dos     chamados  fenômenos  das  sessões  espíritas   e realmente muitas sessões têm sido inteiramente dadas pela malícia destas criaturas. As habilidades realizadas nestas sessões são muito variadas: respostas a perguntas, entrega de pseudo-mensagens por meio de pancadas ou de oscilações de uma mesa, exibição de clarões e de luzes, remessas de objetos de longe, leituras de pensamentos dos circunstantes, precipitação de escritos ou desenhos e até materializações.

Tudo isto pode ser feito por um espírito natural, sem o mínimo auxílio; bastaria que um deles se quisesse dar a esse trabalho para nos dar uma sessão que excederia as mais notáveis que se conhecem. Porque, embora alguns dos fenômenos fossem para ele de difícil execução, em compensação, o seu poder de ilusão é tal que  lhe permitiria   fazer      crer     sem  dificuldade    aos assistentes        na realidade  desses  fenômenos,  a  não  ser  que  entre  estes  houvesse  algum observador competente, conhecedor dos processos dos espíritos naturais e capaz de os confundir. Como regra geral, podemos inferir que sempre que numa sessão espiritista aparecem esses truques tolos e essas travessuras, é certa a intervenção ou de um espírito natural de categoria inferior, ou então de seres humanos cuja degradação chegou a tal ponto que, durante a vida, se sentiam felizes nesses espetáculos ridículos.

 

12.1.7 - Comunicações por meio de entidades astrais:

 

Quanto às entidades que podem "comunicar-se" numa  sessão  ou  obsedar  e  falar  através  de  um  médium  em  êxtase,  pode dizer-se     que  constituem    verdadeira   legião.  Dificilmente se    achará    uma classe de entidades astrais que não possa fornecê-las, mas, pelo que já se disse, compreende-se bem que raras vezes essas entidades pertencem às categorias elevadas. Um "espírito" que se manifesta, é algumas vezes o que se julga ser, mas outras vezes não é nada disso; e não é qualquer assistente que pode distinguir o trigo do joio, porque são tantos e tão variados os recursos para iludir de que dispõem os habitantes do plano astral, que nem sequer se pode confiar naquilo que por vezes parece uma prova irrefutável. Se aparece qualquer coisa que se anuncia, por exemplo, como o irmão muito tempo morto de um indivíduo, este nunca pode ter a certeza de que assim seja. Pode o espírito  contar  um  fato  apenas conhecido dos dois irmãos, mas isto não e convincente, porque a informação pode ter sido lida em sua própria mente ou na luz astral circundante.

Se o  pseudo-irmão  vai  ainda  mais  longe  e  conta  qualquer  pormenor  da  sua vida,       desconhecido  do  outro,  mas  cuja  exatidão  este  pode  em  seguida verificar, também lhe é lícito duvidar, porque todos os fatos de todas as vidas estão gravados nos arquivos astrais, ou pode ser a sombra do irmão, e portanto, possui a sua memória, e não ele próprio. Ninguém nega que em muitas sessões espiritistas têm sido feitas comunicações por pessoas que são   realmente  as    próprias. Mas o que quisemos afirmar foi que para qualquer pessoa inexperiente que assiste a uma dessas sessões, nunca é possível saber quantas vezes está realmente sendo cruelmente enganada ou não,  e  por  que  maneiras  é  posta  à  prova  a  sua  boa  fé.  Em  um  número limitado  de  casos,  alguns  membros  da  Loja  oculta  a  que  nos  referimos deram, por intermédio de um médium, uma série de ensinamentos preciosos sobre interessantíssimos assuntos,  mas  sempre  cm  sessões  estritamente particulares e nunca em reuniões públicas e muito menos pagas.

 

12.1.8 - Recursos astrais:

 

Para se fazer uma idéia dos processos pelos quais se produz a maior  parte  dos  fenômenos  físicos,  é  necessário  conhecer  os  variados recursos mencionados acima, que estão à disposição de um indivíduo que opere no plano astral. É, no entanto, um ramo do assunto que não é fácil esclarecer    completamente,  tanto mais que há a este respeito certas restrições, cuja necessidade é evidente. Servir-nos-á de auxílio recordar que o plano astral pode ser considerado, sob muitos pontos de vista, uma extensão  do  plano  físico,  e  a  idéia  de  que  a  matéria  pode  passar  ao estado etérico que, apesar de invisível e intangível não deixa de ser puramente física pode fazer-nos compreender como um plano se funde no outro. Segundo a maneira como os hindus concebem Jâgrat, "o estado de vigília", os planos físicos e astral estão combinados, correspondendo as sete subdivisões deste aos quatro estados da matéria física e às três grandes divisões da matéria astral, a que nos referimos. Assente isto, podemos avançar mais um passo e compreender que se pode definir a visão astral, ou antes, a percepção astral, como "a faculdade de receber um número  muito mais considerável de  diferentes espécies de vibrações". Fisicamente, somos sensíveis a certo número de vibrações que nos afetam como som e a outro grupo de vibrações muitíssimo mais rápidas que nos afetam como luz,e ainda a espécie de vibrações elétricas. Mas existem ainda vibrações intermediárias que em nada nos afetam os sentidos e de que nem sequer temos conhecimento. Compreende-se bem que se todas estas vibrações  intermediárias,  ou  mesmo  apenas  algumas  delas,  com  todas  as complicações resultantes das diferenças possíveis  dos  respectivos comprimentos de onda, são perceptíveis  no  plano astral, a nossa compreensão da natureza deve aumentar consideravelmente nesse meio, e por isso nos  serão reveladas muitas noções que no plano físico   nos são inacessíveis. 

 

12.1.9 - Clarividência

 

—  Admite-se  que  algumas  dessas  vibrações atravessem facilmente  a  matéria sólida, o que permite explicar cientificamente as particularidades da visão etérica; mas para a visão astral, a melhor explicação é fornecida pela teoria da quarta dimensão. É claro   que   basta  possuir a faculdade   da  visão     astral      para  se   poder realizar coisas que parecerão verdadeiros milagres, como, por exemplo, a leitura de um trecho de um livro fechado. Se a isto acrescentamos que esta  faculdade  inclui  o  poder  de  ler  os  pensamentos,  e  ainda,  quando combinada com o conhecimento de projeção de correntes na luz astral, o de observar um objeto desejado em quase qualquer parte do mundo, compreende- se bem que é extremamente fácil a explicação de muitos dos fenômenos de clarividência.   Quem deseje    mais pormenores  acerca       deste assunto, encontrá-los-á no meu livro sobre Clarividência, em que, a par de muitos exemplos, se encontram catalogadas todas as suas variedades. Previsão e segunda  vista.   A  clarividência  verdadeira,  treinada  e  absolutamente segura, inclui  a         atividade       de  uma  série    de faculdades   totalmente diferentes; mas como estas pertencem a um plano mais elevado do que o astral, estão fora do nosso assunto. A faculdade da previsão rigorosa pertence também a esse plano superior; contudo, aparecem às vezes à pura vista  astral  alguns  reflexos  ou  relâmpagos  seus,  principalmente  entre gente             de    espírito   simples,  que vive  em  condições   apropriadas, constituindo  o  que  se  chama  "segunda  vista",  que,  como  é  notório,  se encontra muito entre os habitantes das montanhas da Escócia. Outro fato que não deve esquecer-se é que qualquer habitante do plano astral, dotado de inteligência, pode perceber estas vibrações etéricas, e além disso — se  aprendeu  a  fazê-lo   adaptá-las  aos  seus  fins  ou  pô-las  em  ação.

 

12.1.10 - Forças astrais:

 

  Compreende-se claramente que no tempo presente não se possa escrever muito acerca destas forças super-físicas e dos processos da sua utilização, embora haja razão para supor que não tardará o tempo em que muitas das suas aplicações se tornem do domínio público. Podemos, no entanto, sem transpor os limites do que é permitido, dar delas uma idéia

 

geral suficiente para que, a traços largos, se possa compreender a gênese de certos fenômenos. Todos aqueles que têm assistido com freqüência a sessões espiritistas têm, decerto, notado uma vez ou outra o emprego de forças verdadeiramente irresistíveis, como, por exemplo, no levantamento instantâneo de pesos enormes. Muitos, principalmente aqueles cujas mentes raciocinam e buscam nos fenômenos uma razão cientificamente plausível, hão-de dar tratos à imaginação para saber donde veio essa força, agindo como   poderosa           alavanca.   Dentre  os     vários    meios  pelos  quais  estes fenômenos    de      caráter astral   podem   ser obtidos,    parece-nos    suficiente citar quatro:

 

1.º  —  Correntes  etéricas:

— Percorrendo  o mundo,  em  grandes  ondas, varrendo-o   de     pólo   a   pólo, em   grandes massas,   o que      as  torna tão irresistíveis      como     as     marés  montantes,   existem      grandes    correntes etéricas, cuja irresistível força pode ser utilizada sem perigo, embora as tentativas inábeis, em que não se consiga dominá-las completamente, possam redundar em verdadeiras catástrofes.

 

2.º Pressões etéricas:

Correspondente em parte, mas de intensidade imensamente superior, à pressão atmosférica, existe também uma pressão etérica.  Ordinariamente  ninguém   por  ela,  pelo  mesmo  motivo  de  que ninguém  se  apercebe  da  existência  da  pressão  atmosférica;  e  se  fosse possível fazer o vácuo completo, isto é, extrair também o éter de um determinado espaço, como é possível fazer-se ao ar, a existência dessa pressão etérica se tornaria tão evidente como a da outra. Esse isolamento do éter têm sido impossível até hoje aos físicos, atendendo à faculdade que ele tem de interpenetrar toda a matéria num estado de menor rarefação que o seu. Mas o Ocultismo sabe fazê-lo, e é graças aos seus processos que a pressão etérica pode ser vista em ação,

 

3.º Energia latente:

vastas reservas de energia potencial que, durante a evolução do sutil para o grosseiro, se acumularam na matéria no estado latente. Essa energia pode ser liberada e utilizada, à semelhança do    que se      faz   com   a    matéria  física,   a  cujas    mudanças de estado corresponde uma liberação de energia latente, sob a forma de calor.

 

4.° Vibração simpática:

casos flagrantes que se produzem por uma extensão do princípio a que se pode chamar "vibração simpática". Mais uma vez  vamos  apresentar  um  exemplo  elucidativo,  tirado  do  mundo  físico, embora muito amiúde tais exemplos sirvam mais para dar uma idéia falsa dos fenômenos astrais do que Verdadeira.     

Contudo, alguns fatos extremamente simples podem ajudar-nos a compreender esta ação importantíssima, contanto que não levemos a analogia demasiado longe.

 

 

É  sabido  que,  fazendo  vibrar  uma  corda  de  uma  harpa,  as  cordas correspondentes   de      quantas  harpas   estejam junto    da  primeira   vibrarão também, se estiverem na mesma afinação. Igualmente, é fato conhecido que é sempre de passo trocado que uma grande corporação do exercite atravessa uma    ponte suspensa,  porque,  do contrário, a regularidade  da  marcha ordinária comunicaria  à      ponte uma    vibração     oscilatória que  iria aumentando     a     cada     passo,  até    vencer  a resistência   do  ferro  e fazer rebentar a estrutura metálica. Com estas duas analogias bem em mente (sem esquecer que não passam de analogias parciais), compreende-se que aquele que saiba bem qual a espécie de vibrações a produzir que, por assim dizer, conheça a totalidade da matéria sobre a qual quer agir pode, ferindo  a  nota  justa, despertar  uma  grande  quantidade de  vibrações simpáticas.       Quando isto    se faz  no  plano  físico,  não se desenvolvem energias suplementares; mas no plano astral, visto a matéria que o compõe ser muito    menos  inerte,    e     assim,  quando  ativada  por  estas  vibrações simpáticas, adiciona sua força viva ao impulso original, que assim pode ser multicentuplicado. E por uma repetição rítmica deste primeiro impulso — como na passagem da ponte as vibrações podem tomar uma intensidade verdadeiramente desproporcional à causa inicial. Pode mesmo dizer-se que, nas mãos de um grande Adepto, que lhe conheça plenamente os recursos, esta força não tem limites, visto que a própria construção do Universo não  é mais do que o resultado das vibrações despertadas pelo Verbo Falado.

 

12.1.11 - Mantras:

 

A classe de mantras, ou fórmulas mágicas, que produzem efeito sem auxílio de um elemental, mas apenas pela repetição de certos sons, deve a sua eficácia a esta ação das vibrações simpáticas.

 

12.1.12 - Desintegração:

 

Este fenômeno pode ser obtido também pela aplicação de vibrações extremamente rápidas, que destroem a coesão das moléculas do objeto que sofre a desagregação. A decomposição das moléculas em átomos é devida a vibrações de um tipo diferente, de velocidade ainda maior. Um corpo reduzido por este meio ao estado etérico, pode ser deslocado de um ponto  para  outro,  com  incrível  velocidade,  pelas  correntes  astrais,  e logo  que cessa de  atuar    a    forma que o eterizou, a   pressão   etérica reconduzi-lo ao estado primitivo.

 

Muitos principiantes têm dificuldade em perceber como é que se consegue,  nestas    experiências,  que  o  objeto retome,  cessada  a  força  desintegradora,  a  forma  primitiva.  Realmente, observa-se  com  razão  que,  quando  um  objeto  metálico   uma  chave  por exemplo é fundida pelo calor, um abaixamento conveniente de temperatura fá-la voltar, é certo, ao estado sólido, mas reduzida à massa informe, em que nada existe da primitiva chave. A objeção parece de valor, mas a analogia é que não é completa. A energia elemental, que anima a chave, dissipa-se realmente nessa   mudança de  estado,   não    porque sofra diretamente  a  influência  do  calor,  mas  porque,  destruído  o  seu  corpo sólido temporário, volta ao grande reservatório comum, donde sai toda a essência elemental.

 

Tal é o que acontece aos princípios superiores do homem, que, apesar de insensíveis aos efeitos do frio e do calor, se libertam do  corpo  quando   o   fogo  o  destrói.  Por  conseqüência,  quando aquilo que era uma chave passa de novo, por um resfriamento, ao estado sólido,  a  essência  elemental  (da  "terra",  ou  da  espécie  sólida),  que reflui para ela, não é a mesma que a chave continha, e portanto, não há razão para que a massa metálica solidificada retome a forma que tinha. Mas  um  operador  que  queira  desintegrar  a  chave  com  o  fim  de  a  fazer transportar  por  uma  corrente  astral,  terá  o  cuidado  de  manter  na  sua forma  a  essência elemental, até que se realize o transporte.    

 

E     ao suspender o esforço da sua vontade, essa essência elemental constituirá uma espécie  de  molde  em  que fluirão as  partículas  em  via  de solidificação, ou antes, em volta do qual elas se reagregarão. E assim se conservará  a forma primitiva  sempre que o  poder de concentração  do operador se mantenha firme. É deste modo que se consegue o transporte quase  instantâneo dos objetos   de grandes          distâncias,  nas    sessões espíritas, e é evidente que, uma vez desintegrados, passam perfeitamente através de qualquer substância sólida como, por exemplo, uma parede ou uma caixa fechada à chave. De forma que a chamada "passagem da matéria através da matéria" é tão simples de compreender como a passagem da água através de um filtro, ou, como se em muitas experiências químicas, a passagem de um gás através de um líquido.

 

12.1.13 - Materialização:

 

Tal como é possível, por uma alteração de vibrações, fazer passar um corpo do estado sólido ao estado etérico, igualmente é possível  o  inverso.  O   primeiro   processo  explica   o  fenômeno  de desintegração, e o segundo o de materialização. Assim como no primeiro caso é   necessário  um      esforço continuando  de  vontade  para  evitar  que objeto retome o estado primitivo, também no segundo fenômeno é necessário um esforço contínuo para evitar que a matéria materializada recaia no estado etérico. Nas materializações espiritistas, a matéria necessária ao fenômeno é fornecida pelo duplo etérico do médium, com grave prejuízo à sua saúde e outros inconvenientes ainda mais perigosos.

 

É por isso que a figura materializada se mantém sempre nas proximidades do médium, e está sujeita a uma atração tendente a afastá-la dele para o corpo donde veio. De sorte que, se permanecer muito tempo longe do médium, a figura esvai- se e a matéria que a compunha, voltando ao estado etérico, precipita-se instantaneamente para a sua origem. Em alguns casos não dúvida de que esta materialização temporária se faz à custa da matéria densa e visível do corpo do médium, transferência de  matéria  de explicação e de compreensão realmente difíceis.

 

Eu próprio  já  vi este fenômeno,  em condições  tais que não me era lícito duvidar, comprovado   por  uma diminuição  considerável de peso do   corpo   físico   do  médium. Exemplos semelhantes podem ver-se no trabalho do Coronel Olcott People from the Other World (1) e em Um Cãs de Dé-matérialisation (2) de M. A. Aksakow.

 

12.1.14 - Vantagens  da  escuridão:

 

  Compreende-se  a  razão  por  que  os  seres  que dirigem uma sessão preferem operar na escuridão, ou pelo menos, sob uma luz extremamente tênue. Efetivamente, não teriam o poder suficiente para manter materializada uma figura, ou mesmo "a mão de um espírito", mais do que  durante  alguns  segundos,  se  se  operasse  sob  a  ação  das  vibrações intensas de uma luz brilhante.

 

12.1.15 - Fotografias de espíritos:

 

Os freqüentadores das sessões espíritas hão de ter notado que três espécies de materialização: 1.ª, as quais são tangíveis,  mas  invisíveis;  2.ª,  as  visíveis,  mas  intangíveis;  3.a,  as tangíveis e visíveis. À primeira, que é a mais numerosa, pertencem as mãos invisíveis, que tantas vezes acariciam os assistentes ou transportam objetos de pequenas dimensões de um lugar para outro da sala e os órgãos vocais que produzem a "voz direta". Neste último caso, emprega-se uma modalidade  da matéria que  não  intercepta, nem reflete  a luz,  mas  é suscetível de despertar na atmosfera vibrações que afetam como som. Uma variante  desta  classe  é  a  espécie  de  materialização  parcial  que,  não podendo refletir nenhuma luz visível, afeta, contudo, os   raios ultravioletas  e   pode sensibilizar uma chapa, dando-nos as   chamadas "fotografias de espíritos". Quando o poder é insuficiente para produzir uma materialização perfeita, obtêm-se formas vaporosas que constituem a classe dos visíveis mas não tangíveis, e neste caso  os  "espíritos" previnem sempre os circunstantes de que não devem tocar nas aparições.

 

Quando, o que é mais raro, a materialização é completa, é que a força é suficiente para manter, pelo menos durante instantes, formas que podem ser ao mesmo tempo visíveis e tangíveis. Se um Adepto ou um discípulo tem necessidade de materializar o seu veículo astral ou mental, não precisa recorrer à matéria do seu duplo etérico, nem ao de ninguém, porque sabe como extrair a matéria de que necessita do éter circundante.

Leia mais em: 12.5 - Fotografias Mediúnicas

 

12.1.16 - Reduplicação:

 

É outro fenômeno que tem íntimas relações com esta parte do     nosso    assunto. Resume-se   em  formar  uma  imagem  mental  perfeita  do objeto  a  copiar  e  a.  reunir  em  volta  deste  molde  a  matéria  astral  e física necessárias. Naturalmente, para se chegar a isto, é necessário que todas  as partículas interiores e exteriores estejam sempre simultaneamente presentes na mente, o que exige um poder de concentração considerável. Criaturas ignorantes da maneira como se pode extrair diretamente a matéria do éter circundante, tem-na ido buscar muitas vezes ao objeto primitivo, que neste caso sofre a diminuição de peso correspondente.

 

12.1.17 - Precipitação:

 

  Em  muitas  obras  teosóficas  fala-se  em  precipitação  de cartas  e  de  imagens,  (3)  que  se  pode  obter  por  vários  processos.  Um Adepto que deseje comunicar-se com alguém, limita-se a colocar diante de si uma folha de papel em branco e formar uma forte imagem mental do que deseja que  lá apareça escrito, e depois extrair do éter a  matéria necessária com que materializar essa imagem. Ou se o prefere, pode, com a mesma  facilidade,  obter  resultado idêntico  sobre  uma  folha  de  papel colocada em frente do seu correspondente, seja qual for a distância que os separe. Um terceiro processo, que por sua simplicidade é o mais usado, consiste em imprimir todo o conteúdo da carta na mente de um discípulo, e deixá-la fazer o trabalho puramente mecânico de precipitação.

 

O discípulo tomará a folha de papel e imaginando que a carta nas mãos do Mestre, procederá à materialização das palavras, tal como se disse. E se achar difícil  realizar  simultaneamente  as  duas  operações  —  extração  da matéria., do éter e precipitação da escrita poderá pôr junto dele, em cima da mesa, uma pequena quantidade de tinta ou de colorido, que serão de mais fácil emprego, visto estarem no estado de matéria densa. Um tal poder se tornaria, evidentemente, muitíssimo perigoso nas mãos de uma criatura sem escrúpulos, visto que é tão fácil imitar a caligrafia de um indivíduo como a de outro qualquer, e seria impossível pelos meios comuns descobrir uma falsificação cometida desta forma. Um discípulo que trabalhe definitiva e regularmente com um Mestre, possui sempre um sinal infalível para reconhecer se uma mensagem vem deste ou não, mas ou outros não têm outras provas além das fornecidas pelo conteúdo da carta e pelo espírito que a anima, porque a caligrafia, por mais parecida que seja, não têm o menor valor como prova.

 

Quanto à rapidez da precipitação, um discípulo pouco treinado apenas poderia mentalizar algumas palavras por vez, de sorte que levaria o mesmo tempo a mentalizar a carta que se a escrevesse com pena e tinta, mas um indivíduo mais experimentado formaria simultaneamente a imagem de uma página inteira e desempenhar-se-ia da sua tarefa com grande facilidade e rapidez. É desta maneira que às vezes numa sessão espiritista se produz uma carta em apenas alguns segundos. Se se tratasse da precipitação de um quadro qualquer, o processo seria o mesmo, com  a  diferença  que,  neste  caso,  é  necessário  um  poder  de  visão  que abranja simultaneamente toda a cena. E caso haja a empregar muitas cores, o trabalho complica-se com o acréscimo da sua composição, separação e da reprodução exata dos tons. Evidentemente, num trabalho desta ordem entra a bossa artística do operador e não se julgue que qualquer habitante do plano astral pode igualmente fazer um trabalho perfeito. Um indivíduo que na vida terrena tivesse sido artista, tem, evidentemente, faculdades mais desenvolvidas neste ponto, e está, portanto, em condições de ser muito mais feliz num trabalho deste gênero do que qualquer outro que, nunca se tendo dedicado a questões artísticas no plano físico, tentasse, quando no astral, fazer uma destas precipitações.

 

12.1.18 - Escrita em ardósias:

 

  A escrita em ardósias, executada  com garantias  que excluíam  qualquer  idéia    de fraude tem feito a fama de muitos médiuns e pode também ser executada por este  processo  de  precipitação.  Mas  o  método  mais  seguido  consiste  em fazer guiar o lápis pela mão de um espírito, da qual estão materializadas apenas as pontas dos dedos, estritamente necessárias para o segurar.

 

12.1.19 - Levitação:

 

  A  levitação,  isto  é,  suspensão  de  um  corpo  no  ar,  sem qualquer apoio aparente, é muito freqüente nas sessões espíritas, e mais ainda entre os yogues orientais. Quando realizada por um médium, o seu corpo é muitas vezes seguro por "mãos de espíritos", mas um processo mais científico que também é usado no Oriente e ocasionalmente entre nós. Consiste apenas no emprego da faculdade que a ciência oculta descobriu, de neutralizar,   e  por assim  dizer, mudar o sentido da atração da gravidade, o que permite a execução simplicíssima de todos os fenômenos de levitação. Foi sem dúvida o conhecimento deste segredo que permitiu que as naves aéreas do antigo Egito e da Atlântida se elevassem da terra e  adquirissem  aquela  leveza que as tornava  facílimas  de  manejar  e dirigir. É provável também que fosse o conhecimento das forças sutis da natureza  o  que  facilitou  o  trabalho  daqueles  que  elevaram  os  enormes  blocos de pedra empregados na arquitetura ciclópica ou na construção das majestosas pirâmides do Egito.

 

12.1.20 - Luzes de espíritos:

 

  Com o conhecimento das forças da natureza que os recursos  do  plano  astral  colocam à  disposição  de  seus  habitantes,  é facílima e a produção das chamadas "luzes de espíritos", quer se trate de uma simples luz fosforescente ou da deslumbrante variedade elétrica, ou ainda desses curiosos glóbulos luminosos, dançantes, em que certas classes de dementais se transformam facilmente. Visto que a luz, seja ela qual for, é o resultado de vibrações do éter, é evidente que quem quer que saiba produzir essas vibrações, obtém a espécie de luz que deseja.

 

12.1.21 - Manejo do fogo:

 

É com a ajuda da essência elemental etérica que também se produz esse notável fenômeno de manejar o fogo sem se queimar, embora haja outros meios de o conseguir. Uma camada de éter, por mais sutil que seja, pode ser preparada de maneira a tornar insensível ao calor a mão coberta por ela, não sendo, pois, para admirar que qualquer indivíduo assim protegido possa pegar num carvão ardente ou num ferro ao rubro sem o menor risco. Em adição às forças especiais acima mencionadas, usa-se frequentemente  a  alavanca  comum  para  produzir  fenômenos  menores,  tais como inclinação de mesas ou batidas sobre elas. Neste caso o fulcro é o corpo do médiume a alavanca uma barra de ectoplasma projetada do corpo.

(Ver Psychic Structures, pelo Dr. W. J. Crawford).

 

12.1.22 - Transmutação:

 

Temos citado quase todos os fenômenos espiritistas, mas além deles mais um ou, melhor, dois, que, apesar de muitíssimo mais raros, não devem deixar de ser mencionados. A transmutação dos metais é geralmente considerada um puro sonho dos alquimistas da Idade Média, e realmente, na maior parte dos casos, a descrição do fenômeno não passa de um símbolo da purificação da alma. Todavia, parece estar suficientemente provado que o fenômeno foi produzido algumas vezes por eles. E ainda hoje há na índia feiticeiros que pretendem fazê-lo em condições que seriam concludentes. Seja como for, é evidente que, visto o átomo original ser o mesmo em todas as substâncias, diferindo estas apenas segundo' as diferentes combinações desse átomo, quem quer que saiba reduzir um pedaço de metal ao estado atômico e em seguida combinar os átomos de diferentes maneiras, pode, a seu bel-prazer e sem dificuldade maior, proceder quantas transmutações quiser.

 

12.1.23 - Repercussão:

 

O princípio das vibrações simpáticas, citado, dá-nos a explicação  do  fenômeno  estranho,  não  muito  conhecido,  da  repercussão, pela qual   qualquer  ferimento infligido ou qualquer sinal feito  na entidade materializada se reproduz no corpo físico. Temos exemplos disso nas provas recolhidas nos processos por feitiçaria da Idade Média, em que se que qualquer lesão feita na feitiçaria quando sob a forma de cão ou de lobo, se reproduzia na parte correspondente do seu corpo físico. A mesma estranha lei motivou, por vezes, injustas acusações de fraude a médiuns, quando, por exemplo, se lhes encontrava na mão matéria corante igual àquela com que se tinha esfregado a mão da entidade materializada.

 

A explicação, neste caso, como em muitos outros, é que a "entidade" era apenas o duplo etérico do médium, forçado pelas influências diretoras a tomar uma forma diferente. Na verdade, estas duas partes do corpo físico estão tão intimamente ligadas que é impossível fazer soar numa delas a nota    tônica       sem  despertar   na    outra as    vibrações       exatamente correspondentes.

 

(1) "Gente do Outro Mundo".

(2) "Um caso de Desmaterialização"

(3) Vide O Mundo Oculto, de A. P. SINNETT.

 

12.2 - TCI: TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL

12.2.1 - AS VOZES DO ALÉM

O termo, transcomunicação foi criado nos anos 80, na Alemanha, pelo físico e estudioso Ernst Senkowski e significa comunicação com o mundo extra físico. Segundo os dicionários modernos, quer dizer: comunicação com a verdade eterna ou comunicação transcendental.

Várias celebridades do mundo científico tentaram a TCI, dentre eles figuram Thomas Alva Edison, inventor da lâmpada e do fonógrafo, Gugliemo Marconi, precursor do rádio, Nikola Tesla, precursor do transformador e criador do motor de corrente contínua, e, no Brasil, o escritor Monteiro Lobato.

Oficialmente, o Brasil é pioneiro nestas pesquisas com o português naturalizado brasileiro Augusto de Oliveira Cambraia, inventor das fibras do tecido cambraia. Dentre as suas 16 patentes requeridas, está a do Telégrafo Vocativo, que deu entrada em 1909, com a finalidade de comunicação com os espíritos. E ainda, o Brasil é considerado o país mais avançado sobre os estudos referentes à TCI.

 

A TCI (Transcomunicação Instrumental) é um processo em que trechos de voz ou vozes são embutidos na gravação em fita magnética através de um processo que ainda não é bem compreendido. A voz embutida do “fantasma” pode ser ouvida quando a fita é tocada num gravador de fita comum. Segundo os transcomunicadores, ela pode ser utilizada como prova científica de que realmente a morte não existe. As técnicas evoluíram muito desde o início dos experimentos.

 

Segundo Sonia Rinaldi, fundadora da Ação Nacional de Transcomunicadores – ANT - e uma das grandes pesquisadoras do assunto no Brasil, o país tem hoje os melhores resultados do mundo. Sonia passou a se interessar pelo assunto em 1988, quando freqüentava o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas - IBPP - dirigido pelo Dr. Hernani Guimarães Andrade. Foi ele quem sugeriu que iniciasse as gravações, e como naquela época não havia qualquer tipo de orientação, resolveram então seguir a intuição. Os resultados foram positivos, mas foram cerca de 16 anos para alcançar uma evolução notável, que começou com um simples gravador e evoluiu para os telefonemas para o "outro lado", com sincronia de imagens.

 

Fonte:

Arcanum (Paulo Néry) - http://grandarcanum.blogspot.com/2008/07/transcomunicao-instrumental.html


12.2.2 - Transcomunicação Instrumental: Vozes dos Mortos?

 

Por: James E. Alcock

Friedrich Jürgenson (1903-1987) que o estudo da TCI realmente se inicia. Jürgenson era em alguns aspectos um homem da Renascença – arqueólogo, filósofo, lingüista, um pintor que foi comissionado pelo Papa Pio XII, cantor de ópera, e produtor de documentários cinematográficos. O interesse de Jürgenson em Transcomunicação Instrumental aparentemente começou quando, após ter gravado gorjeios de pássaros num gravador de fita, ele podia ouvir vozes humanas nas fitas, mesmo que não houvesse ninguém nas proximidades.

 

Este evento surpreendente naturalmente despertou seu interesse, e ele voltou sua atenção para realizar gravações do nada – ou seja, gravações feitas num lugar tranqüilo sem ninguém por perto. Ele continuou a detectar vozes nessas fitas, e seus estudos levaram à publicação em 1964 do livro Rosterna fran Rymden (“Vozes do espaço”), traduzido para o português com o título de “Telefone para o Além”.

 

Subseqüentemente ele reconheceu algumas das vozes apanhadas no seu gravador de fita, incluindo a da sua mãe, que o chamava pelo seu apelido carinhoso. Contudo, sua mãe já era falecida e lhe parecia natural presumir que ela estava se comunicando do além-túmulo. Assim, ele chegou à conclusão de que todas as vozes que ele havia gravado eram vozes de pessoas mortas. Em 1967 publicou Sprechfunk mit Verstorbenen (“Rádio-link com os mortos”).

 

O Dr. Konstantin Raudive (1906-1974), um estudioso de Carl Jung, era um psicólogo da Letônia que lecionava na Universidade de Uppsala na Suécia. Ele esteve absorvido em interesses parapsicológicos durante toda a sua vida, e especialmente com a possibilidade de vida após a morte, e se manteve em contato íntimo com os maiores pesquisadores psíquicos Britânicos.

 

Em 1964 Raudive leu o livro de Jürgenson, "Telefone para o Além", e ficou tão impressionado que arranjou um encontro com Jürgenson em 1965. Ele então trabalhou com Jürgenson para realizar algumas gravações de TCI, mas seus primeiros esforços deram pouco resultado, se bem que eles acreditavam poder ouvir vozes muito fracas e abafadas.

 

Contudo, certa noite, quando ouvia uma gravação, ele escutou claramente  muitas vozes e quando reproduzia a fita repetidas vezes começou a entendê-las todas – algumas em alemão, outras em letão, outras em francês. A última voz na fita – uma voz femininina – dizia “Va dormir, Margarete” (“Vá dormir, Margarete”).

 

Raudive escreveu posteriormente (em seu livro Breakthrough): “Estas palavras me causaram uma impressão profunda, pois Margarete Petrautzki tinha morrido recentemente, e a sua doença e morte tinham me afetado muito.” Atônito com tudo isso, ele começou então a pesquisar tais vozes por conta própria, e passou a maior parte dos seus últimos dez anos de vida explorando fenômenos de voz eletrônica. Com a ajuda de diversos especialistas em eletrônica, ele gravou mais de 100.000 fitas de áudio, a maioria das quais foram realizadas sob o que ele descreveu como “condições estritas de laboratório”. Às vezes ele colaborava com Hans Bender, um parapsicólogo alemão muito conhecido. Mais de 400 pessoas foram envolvidas em sua pesquisa, e todas aparentemente ouviram as vozes. Isto culminou com a publicação em 1971 do seu livro Breakthrough, anteriormente mencionado. Seu impacto foi tal que estes fenômenos são agora comumente conhecidos simplesmente como “vozes Raudive.”

 

Raudive desenvolveu diferentes abordagens para gravação de TCI, e ele se referia a:

 

 

Vozes de microfone: deixa-se simplesmente o gravador de fita rodando, sem ninguém falando; ele dizia que podia-se mesmo desconectar o microfone.

 

Vozes de rádio: grava-se o ruído branco (de fundo) de um rádio que não está sintonizado em nenhuma estação.

 

Vozes de diodo: grava-se a partir do que é essencialmente um receptor de cristal (diodo) não sintonizado em qualquer estação.

 

Raudive delineou várias características das vozes (conforme apresentadas em Breakthrough):

 

“As entidades que emitem as vozes falam muito rapidamente, numa mistura de línguas, às vezes com cinco ou seis línguas numa única sentença.”

 

“Elas falam num ritmo definido, que parecer ser-lhes forçado.”

 

“O modo rítmico impõe um estilo curto, telegráfico, às sentenças ou frases.”

Provavelmente por causa disso, “... as regras gramaticais são freqüentemente abandonadas e abundam os neologismos.”

É claro que, para o cético, estas características são o que se pode esperar se na verdade as “vozes” são simplesmente interpretações errôneas de ruído “branco”, aleatório.

 

 

A TCI na atualidade:

 

Os parapsicólogos sérios da atualidade praticamente não demonstram nenhum interesse em TCI, e trabalhos modernos na literatura parapsicológica não acham qualquer evidência de algo paranormal nessas gravações. Isso não desanima os fiéis, é claro. Dizem que há mais de 50.000 sites na Internet devotados à TCI. Aqui vai um exemplo (traduzido) da Internet:

 

Em resumo, transcomunicação instrumental (TCI) é o processo de capturar mensagens do mundo dos espíritos, incluindo nossos entes queridos no Céu, usando um gravador de fita comum. Sim, alguém da sua família ou um amigo íntimo seu, falecido, podem gravar ou imprimir suas vozes na fita. A finalidade deste site não é explicar a TCI em detalhes, mas por favor sinta-se à vontade para visitar os links de aprendizado dados a seguir para obter maiores informações. Nosso site foi planejado para ajudar você, um iniciante, a obter sucesso com TCI.”  (www.paranormalnetwork.com)

 

“E agora afirmam que não é nem mesmo preciso ficar calado enquanto se faz as gravações – freqüentemente as vozes aparecem no fundo enquanto se está gravando uma conversação.” Considere estes exemplos de (www.paranormalnetwork.com):

 

Não há limite para os esforços que as pessoas farão para achar “vozes.” Por exemplo, afirmam que:

 

Algumas vozes de espíritos ou entidades estão quase no nível do ruído de fundo; outras podem ser claramente ouvidas. Se a fala é difícil de entender, lembre-se que o espírito que fala pode estar falando numa língua ou dialeto que não é de uso comum hoje em dia. A voz pode também estar invertida, você precisaria de um computador para revertê-la e então conseguir ouvi-la.” (www.blueskies.org)

 

Um outro exemplo do entusiasmo e criatividade desenfreados associados com descobrir vozes está na American Association of Electronic Voice Phenomena. Seu website informa-nos que:

 

A associação inclui pessoas que gravam vozes paranormais, imagens e informação de amigos e entes queridos do além através de gravadores de fita, telefones, equipamentos de fax, televisão, computadores e gravadores de vídeo.”

 

A TCI tem sido abordada em publicações técnicas tais como “Popular Mechanics" e "Wireless World." Foi recentemente mostrada num filme chamado “O Sexto Sentido”. Sarah Estep, uma das mais famosas gravadoras de TCI do mundo, tem comparecido a canais de TV a cabo tais como Discovery e Sci-Fi com suas numerosas gravações de TCI. O porquê da TCI continuar desconhecida pelo grande público, continua a nos causar espanto. A TCI pode proporcionar uma imensa sensação de conforto aos desolados pela perda de parentes, e fornecer provas documentadas aos investigadores do paranormal.”

 

E se surfarmos a web, cedo ou tarde achamos sites que oferecem à venda aparelhos que ajudam a obter gravações melhores!

 

 

Possíveis explicações:

 

Bem, se as vozes não são espíritos, são o quê?

 

Modulação cruzada: Este é um fenômeno comum; eu tomei conhecimento dele pela primeira vez na década de 1960 quando o meu gravador de fita claramente captou uma estação de rádio local, que podia ser ouvida entre trechos das gravações. Mas Raudive descartou esta possibilidade, dizendo que não pode ser rádio já que nunca se escuta música ou outros elementos de transmissão radiofônica.

 

 

Apofenia: Esta se refere a um fenômeno perceptual comum onde percebemos espontaneamente conexões e encontramos significado em coisas que não possuem relação entre si. Em outras palavras, isso envolve ver ou ouvir padrões onde na realidade nenhum existe. Um exemplo visual são os testes de borrões de tinta do tipo Rorschach.

 

Nós podemos ser os melhores detectores de padrões que existem, mas nem todos os padrões que achamos têm qualquer significado objetivo. Contudo, uma vez que pensamos ter detectado um padrão, é difícil ignorá-lo, e geralmente o tomamos como significante. Um exemplo comum de apofenia ocorre quando estamos tomando banho de chuveiro e erroneamente pensamos ter ouvido tocar a campainha da porta ou do telefone. O ruído branco produzido pelo chuveiro contém um largo espectro de sons, incluindo aqueles que caracterizam toques de campainha. O ouvido capta certos sons do espectro, e nós “detectamos” um padrão que corresponde grosso modo a uma campainha.

 

A apofenia é praticamente sinônimo do que tem sido chamado de pareidolia, uma ilusão envolvendo erro de percepção de um estímulo externo; um estímulo obscuro é visto como algo claro e distinto. Exemplos incluem casos tais como quando dezenas de pessoas no Novo México viram a face de Jesus numa tortilha em 1978. Esta percepção, ou percepção errônea, não envolve esforço consciente ou algum estado mental particular, e a ilusão não se desvanece mesmo quando se presta maior atenção ao estímulo porque ele é tão ambíguo que não tem nenhum significado objetivo.

 

(Veja diversos exemplos em http://thefolklorist.com/ )

 

Enquanto se possa aceitar a apofenia como uma explicação para vozes mal distinguíveis da estática, poderia ela explicar as “vozes claras” dos exemplos acima (como o caso da palavra “Pat” na fita)? Em primeiro lugar, é evidente que as vozes estranhas, se realmente estão lá, poderiam ser o resultado de interrupções do ruído de fundo, propositais ou não, feitas por pessoas reais – as gravações não foram feitas sob qualquer tipo de condições controladas.

 

Criações Mentais: Fascinante verificar como é fácil que nossos cérebros cheguem a interpretar certos padrões de ruído como palavras, desde que saibamos que palavras devem ser. A percepção é um processo muito complexo, e quando os nossos cérebros tentam achar padrões são guiados em parte pelo que esperamos ouvir. Se você está tentando ouvir seu amigo numa conversa em sala barulhenta, seu cérebro automaticamente tira pequenas amostras de som e compara-as com algumas palavras correspondentes possíveis, e guiados pelo contexto, podemos muitas vezes “ouvir” mais claramente do que poderíamos esperar dos padrões de som que chegam aos nossos ouvidos. Na verdade, é relativamente fácil demonstrar num laboratório de psicologia que as pessoas podem conseguir ouvir “claramente” mesmo vozes muito abafadas, desde que tenham na sua frente uma versão impressa que lhes diga que palavras estão sendo faladas. O cérebro junta a dica visual e o sinal auditivo, e nós realmente “escutamos” o que estamos sendo informados está sendo dito, mesmo que sem aquela informação não poderíamos discernir nada. Indo um pouco além, podemos demonstrar que as pessoas ouvem “claramente” vozes e palavras não só no contexto de vozes abafadas, mas num padrão de ruído branco, um padrão no qual não existem nem vozes nem palavras de espécie alguma.

 

FONTE:

Parte do texto: Tradução autorizada do artigo de James E. Alcock

Electronic Voice Phenomena: Voices of the Dead?

Copyright © Skeptical Inquirer / CSICOP

 

 

12.3 - Combustão Humana Espontânea 

 

Texto retirado da Revista Sexto Sentido nº 9

Autor do Texto Gilberto Schoereder


Corpos queimados sem qualquer explicação racional. Obra de psicopatas assassinos? Não. Em muitos casos, trata-se da combustão humana espontânea, um dos mais complexos fenômenos estudados pela parapsicologia.

 

    Uma pessoa absolutamente comum encontra-se em casa, sentada na poltrona da sala de visitas, vendo televisão ou ouvindo música. Ela está tão distraída que não percebe que a parte inferior de seu corpo está em chamas. Quando o tamanho das labaredas chega a ponto de despertar sua atenção, ela tenta entender por que não está sentindo dor. Seu cérebro procura assimilar aquilo de forma racional, mas não consegue: como é possível alguém pegar fogo sem perceber ou sentir dor? Se essa pessoa tiver sorte, o fogo irá se apagar sozinho ou com a ajuda de algum pano molhado. Caso contrário, ela vai queimar até virar cinzas.

 

    Essa cena poderia muito bem ser parte de um filme de terror ou ficção científica, mas não é! Ela ilustra o fenômeno conhecido na parapsicologia como combustão humana espontânea -CHE (ou, em inglês, SHC: spontaneous human combustion), um dos mais difíceis de ser estudado e sobre o qual muitos cientistas preferem manter silêncio.

 

    O parapsicólogo e escritor Georges Pasch disse que a "combustão espontânea de um corpo humano consiste de uma autoinflamação seguida pela combustão mais ou menos completa, sem causa reconhecível”.

 

A definição pode parecer um tanto vazia, mas a verdade é que pouco ou nada se sabe sobre o acontecimento — como se inicia, como termina ou por que ocorre. Ao contrário da telepatia, clarividência e outros fenômenos paranormais, ele não pode ser reproduzido em laboratório sob um rigoroso controle por parte dos cientistas. Não apenas isso, até hoje a combustão humana não pôde ser explicada por nenhuma lei conhecida da física, química ou fisiologia.

 

Origem Desconhecida

    Até há alguns anos, as tentativas de explicar a CHE buscavam ligar o fenômeno ao fato de as vítimas beberem muito álcool, o que já foi descartado: nem todas eram alcoólatras e, segundo os cientistas, antes de um corpo humano saturar-se de álcool por ingestão a pessoa morreria de outras causas.

    Na verdade, a ciência sabe que o corpo humano é um péssimo combustível e não há lei natural capaz de mudar isso. Nenhuma alteração interna pode fazer com que um mau combustível transforme-se em bom. Alguns pesquisadores chegaram a tentar explicar certos casos afirmando que a vítima era fumante e havia se queimado por descuido — uma proposta simplesmente inviável sob todos os aspectos.

    Para que um ser humano queime completamente, inclusive seus ossos, é necessário que ele seja exposto a uma temperatura de 1500ºC durante algumas horas. Os casos registrados variam, mas, em alguns, sabe-se que a vítima queimou em pouco tempo, talvez em minutos, sem que houvesse qualquer fonte de calor nas proximidades. Outro fato marcante é que os objetos próximos ao corpo são muito pouco afetados e, em alguns casos, não sofrem absolutamente nada — a pessoa fica reduzida a cinzas, inteira ou parcialmente, enquanto suas roupas e a cadeira em que ela se encontrava permanecem intactas. Uma possível explicação para isso é que a temperatura do fogo durante o fenômeno é muito baixa, incapaz de afetar qualquer objeto que não seja  o corpo.

 

Experiências
    Na década de 60 surgiu uma hipótese conhecida como Efeito Vela ou Efeito Pavio para explicar a combustão humana espontânea. Segundo ela, as roupas da vítima poderiam funcionar como um invólucro, semelhante ao que acontece com as velas. Desta maneira, durante a incineração a gordura da pessoa se derreteria, sendo retida pela roupa e fornecendo material para que o fenômeno se mantivesse por várias horas.


    O dr. Dougal Drysdale, da Universidade de Edinburgo, diz que o Efeito Vela é uma boa explicação, mas que ele anularia a palavra espontânea, uma vez que a combustão seria provocada por fator externo. Para tentar comprovar essa teoria, o dr. John D. DeHaan, do Instituto Criminalista da Califórnia, EUA, resolveu realizar uma experiência utilizando a carcaça de um porco que, segundo ele, assemelha-se bastante ao ser humano em quantidade de gordura. A carcaça foi envolvida em um cobertor e, sobre ele, derramou-se gasolina para iniciar o fogo.


    O resultado obtido foi o esperado: o animal queimou durante horas, produzindo chamas pequenas, mas com temperaturas que chegaram a 800 graus Celsius. Após 5 horas, os ossos estavam reduzidos a pó. Os estragos do fogo no aposento foram mínimos, como ocorre na combustão humana espontânea.


    Ainda assim, segundo cientistas, a experiência não conseguiu fornecer respostas para as perguntas mais complexas, como por exemplo, a quantidade de fumaça produzida no aposento foi imensa, o que chamaria a atenção de qualquer pessoa que estivesse nas proximidades, sem falar no odor resultante da queima. Da mesma forma, seria obrigatório que em todos os casos de CHE as vítimas estivessem totalmente incapacitadas antes que seus corpos começassem a arder — uma pessoa em chamas se debateria muito, e não houve sinais disso em qualquer dos acontecimentos registrados até hoje.


    Um dos aspectos mais intrigantes continua sendo o tempo de duração do fenômeno. Em vários casos, a combustão total do corpo parece ter ocorrido em questão de minutos, não em cinco horas. O próprio dr. DeHaan afirrmou que, se esse tempo for confirmado, ele não terá como sequer teorizar a respeito.

Sobreviventes
    A estranha combustão espontânea de corpos humanos até poderia ser atribuída a fatores externos, como um cigarro ou fósforo derrubados na roupa, não fossem os casos em que as vítimas sobreviveram ou aqueles presenciados por testemunhas. Estes são muito raros e pouco documentados, mas existem relatos de pessoas que viram outras repentinamente explodindo em chamas sem que houvesse qualquer fonte de ignição nas proximidades.


    As vítimas que não tiveram seus corpos totalmente destruídos são testemunhas vivas do fato. Georges Pasch cita algumas que tiveram membros queimados por um fogo de chama azulada, que surgiu sem qualquer explicação e foi difícil de ser apagado. Num desses casos, um homem estava voltando para casa quando percebeu uma pequena chama na perna. Ele conseguiu apagá-la, mas a perna ficou marcada por muito tempo, enquanto que a calça não foi nem chamuscada.


    A dificuldade em apagar o fogo é uma característica nos casos de chamas localizadas, como o caso de um jovem que teve as mãos cobertas por chamas azuis e que os vizinhos tentaram apagar colocando-as na água. Enquanto estavam submersas, o fogo sumia, mas tão logo eram retiradas, as chamas voltavam ao mesmo tempo em que um líquido semelhante a óleo escorria das mãos. Já foram registrados casos em que as chamas aumentaram de intensidade quando molhadas, ou passaram para a pessoa que tentava apagá-las.


    Uma característica igualmente estranha do fenômeno é que, em alguns casos, a vítima sequer percebe o que está acontecendo. Testemunhas já viram gente com parte do corpo ardendo enquanto continuavam a executar suas tarefas calmamente. Esse ponto é ressaltado por alguns pesquisadores como um possível complemento aos casos em que a combustão causa a morte sem que a vítima tenha gritado e chamado a atenção de outros para o que estava acontecendo. Ou elas não sentiram dor, ou o fenômeno ocorreu de forma tão rápida que não houve tempo de reação.



Condições Astronômicas

    Uma das tentativas de explicar a CHE busca uma relação com a atividade magnética do Sol. Alguns pesquisadores dizem que os períodos de pico da atividade magnética solar coincidem com a maioria dos casos de combustão, o que fez muitos cientistas considerarem a possibilidade do fenômeno estar ligado às estruturas magnéticas do corpo humano, algo muito pouco conhecido.


    A noção tem seus adeptos, segundo os quais a força do campo magnético terrestre aumenta ou diminui de acordo com a atividade do Sol. Assim, o fenômeno seria resultado de uma enorme cadeia de fatos ligados às condições astronômicas e à possível localização da vítima que, num determinado momento, estaria em um ponto de intensa atividade magnética.


    Os parapsicólogos dizem que as considerações de natureza física, química ou fisiológica não podem explicar a combustão. Alguns estudiosos do assunto chegaram a sugerir que as vítimas poderiam ser pessoas que haviam desistido de viver e, com isso, estariam realizando um 'suicídio psíquico', liberando de uma só vez e de forma violenta suas reservas de energia física e psíquica. Essa explicação, contudo, em nada esclarece a forma pela qual o fenômeno acontece.


    Parapsicólogos modernos, como Georges Pasch, levantam a possibilidade de que, assim como existe o corpo físico, o corpo vegetativo, a mente consciente e o inconsciente, o ser humano também possui um corpo astral — que seria o responsável pela maior parte dos fenômenos paranormais, inclusive a combustão espontânea. Não é exatamente uma teoria nova, mas ela vem sendo cada vez mais citada como uma possibilidade de explicação para vários fenômenos que deixam os cientistas boquiabertos e incapazes de qualquer ação. Contudo, o modo como o fenômeno ocorre continua sendo uma pergunta em busca urgente de uma resposta.

 
    Espera-se que alguém consiga desvendar o mistério no prazo mais curto possível, pois a autocombustão de corpos representa um dos mais complexos e aterrorizantes acontecimentos paranormais da história humana.




Fenômeno Antigo

    Alguns citam exemplos de combustão humana espontânea na Bíblia, mas os parapsicólogos costumam rejeitar isso devido à impossibilidade de comprovação científica. Historicamente, a primeira tentativa de registrar a CHE de maneira séria foi em 1763, com o livro De Incendiis Corporis Humani Spontaneis, escrito pelo francês Jonas Dupont. A obra traz uma série de casos e observações sobre o fenômeno. Ao que tudo indica, a inspiração para esse trabalho veio de um caso ocorrido em 1725, quando Nicole Millet foi encontrada morta e seu marido acusado do crime. No julgamento, um médico convenceu a corte de que o corpo havia se autoincendiado, e o veredicto acabou sendo morte por intervenção divina.


    No século XIX, dois livros também tocaram no assunto, ainda que de forma fictícia. Um deles foi Jacob Faithful, escrito por Captain Marryat, em 1832,  contendo detalhes de um caso de combustão humana descrito pelo jornal londrino Times. O outro, mais conhecido, foi Bleak House, de Charles Dickens, em 1852. Surgiram algumas críticas acusando Dickens de divulgar superstições, mas o escritor respondeu aos ataques citando suas fontes de pesquisa sobre combustão humana espontânea — especialmente o caso da Condessa Cornelia de Bandi, de Cesena, Itália, ocorrido em 1731 — e o de Nicole Millet.


    Os casos de CHE, ainda que possam ter ocorrido com alguma freqüência desde essa época, só foram ganhar notoriedade e realmente chamar a atenção dos pesquisadores em 1951, com a combustão de Mary Reeser, de St. Petersburg, Flórida, tido como o acontecimento clássico do gênero e citado em quase todos os estudos científicos.



Para Saber Mais:


O Homem Paranormal – Georges Pasch. Ed. Mercuryo

 

 

12.4 - AGULHAS METAIS DENTRO DO CORPO

 

Explicando as agulhas no corpo:
Por Prof. Walter Franceschini


Muitas vezes sou consultado sobre as agulhas, alfinetes, pregos ou outros objetos no corpo. Esses objetos penetram e se alojam no corpo sem uma explicação aparente e convincente.

Essas dúvidas e até conceitos mirabolantes dando como origem a ação do além, são até compreensíveis por pessoas que não possuem um bom conhecimento de como atua a paranormalidade. Inaceitável é apresentar dúvidas por aquelas que são familiares com os conceitos e as orientações da Parapsicologia.

No universo parapsicológico esse fenômeno está bastante presente. Ele tem origem na ação da energia humana, conhecida como Telergia e é concretizado no fenômeno paranormal identificado como Aporte.

Como sabemos :-"aportes são aparições de objetos através de obstáculos, tais como paredes, muros e corpos opacos de todo gênero ou mesmo vindos de longe"( Edvino Augusto Friderichs).

Eles acontecem com maior freqüência naquele ambiente desestruturado e descontrolado energeticamente. Sempre é necessária a presença do paranormal ativo: o agente, descontrolado emocionalmente, provocador do fenômeno.

Acompanhei inúmeros casos de aporte. Alguns simples outros, bastante complexos e interessantes. Por exemplo:- Já imaginou um paralelepípedo cair dentro de uma sala fechada, onde a família estava reunida assistindo TV? Este caso tive a oportunidade de esclarecê-lo em um dos nossos cursos realizados em Campinas.

Quanto às agulhas e alfinetes, objetos mais comuns, aparecidos de forma misteriosa em várias partes do corpo, as origens do fenômeno estão na ação da Telergia, uma força física humana dirigida pelo mundo interior (inconsciente, pré-consciente,
subconsciente,etc.). Essa força é capaz de movimentar esses objetos ou mesmo outros de maior porte em qualquer sentido.

Vivendo uma situação emocionalmente conturbada, com a paranormalidade descontrolada por falta de treino ou outros conhecimentos em virtude de várias situações angustiantes, sofridas ou estressantes, o epicentro provoca essas "agressões" no próprio corpo.

O transporte das agulhas, alfinetes ou outros objetos é o chamado Aporte. A introdução no corpo é feita pela ação da energia humana conhecida como Telergia.
Pode ocorrer ainda que o paranormal ativo venha introduzir esses objetos no próprio corpo. É claro que o fenômeno ocorre de forma inconsciente, às vezes em estado sonambúlico mas, quase sempre, quando em níveis cerebrais alfa e teta ( níveis de
relaxamento ) próprios para exteriorizações dos fenômenos paranormais.

Em estado vigil, quando acordado, ocorrendo o fenômeno fica evidenciado um desequilíbrio psíquico da própria pessoa agredida e, em muitas situações, com a somatória inclusive de dificuldades físicas. Além, é claro, com evidências de uma fraude, mesmo na hipótese de uma ação inconsciente.

É necessária a intervenção médica para a retirada dos objetos do corpo. Porém, se o epicentro do fenômeno, a pessoa afetada, o paranormal ativo, não equilibrar e bem trabalhar sua paranormalidade o fenômeno voltará a acontecer. Inclusive pode até acontecer várias vezes e, várias vezes se faz presente a necessidade da intervenção médica. E, com isso, mais sofrimentos e mais aborrecimentos.

Pergunto, pois: Não é melhor resolver logo essa influência emocional desequilibrada e até doentia afetando a paranormalidade, do que ficar sofrendo, tanto física como psiquicamente ou então, imaginando coisas do além?
 

Casos mais recentes:

CHINA:

Em um caso sem precedentes, Liu Lijian, de 46 anos, apresentou-se ao hospital queixando-se de dores agudas e o exame médico deixou os médicos estupefatos. Uma série de radiografias revelaram que ele tem 100 (cem) agulhas espalhadas por todo o corpo com exceção da cabeça. Só no estômago Lijian teria 38 (trinta e oito) agulhas.

Os cirurgiões do hospital de Ezhou, China, estão programando uma longa série de delicadas operações para poder retirar todos esses objetos estranhos do organismo de Liu.

O paciente explicou que quando garoto gostava de brincar com agulhas, mas não recorda de ter colocado nenhuma no corpo.

Segundo um porta-voz do hospital "é um autêntico milagre que ele tenha todas essas agulhas no corpo sem que tenham causado uma infecção".

 

Fonte: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=7168

 

BRASIL:

Neste caso não se trata de aporte, mas de um ATO CRIMINOSO.

Um menino de 2 anos se queixou de dores na barriga, em Ibotirama (BA). A mãe levou o filho para o hospital da cidade e, em uma radiografia, foram encontradas 17 agulhas no sistema digestivo da criança. Em outra cidade, os médicos fizeram novo exame e descobriram que havia cerca de 50 agulhas. Elas ainda estão espalhadas pelo corpo do garoto.
O menino está internado, em estado grave, em um hospital de Barreiras (BA). As imagens da radiografia são impressionantes e mostram os pequenos objetos metálicos em todo o tórax, no abdômen, no pescoço e até nas pernas.

A mãe disse que não sabe como as agulhas foram parar no organismo do filho. "Sou mãe de seis filhos. Sempre tenho costume de trabalhar, deixar as crianças com minha mãe. Meus filhos todos gostam dela", afirmou a doméstica. "Com fé em Deus, meu filho vai melhorar. Agora, está entre a vida e a morte", falou o pai.
A polícia já está investigando o caso, mas ainda não esclareceu de que forma as agulhas entraram no corpo da criança. Os médicos dizem que, como os objetos estão espalhados pelo organismo, dificilmente foram engolidos. Uma das agulhas perfurou o pulmão do garoto, segundo o boletim médico.

ATO CRIMINOSO COMETIDO COM PROPÓSITO MAGÍSTICO:
A polícia de Ibotirama, no oeste da Bahia, anunciou no início desta quarta-feira (16) que o padrasto confessou ter introduzido agulhas no corpo de um menino de 2 anos. Segundo a polícia, o homem disse que contou com a ajuda de duas mulheres (Segundo ele era parte de um ritual de magia).

O homem, que estava desaparecido desde que prestou o primeiro depoimento na segunda-feira (14), foi levado para a delegacia de Ibotirama, na Bahia.
De acordo com a polícia, ele afirmou que uma das mulheres que ajudou a enfiar agulhas no menino teria envolvimento, a polícia já suspeitava do envolvimento do padrasto no caso. A mãe da criança teria dito que sempre que o padrasto convidava o garoto para sair, o menino apresentava comportamento estranho e ficava nervoso

 

Estado de saúde:
Uma equipe da UTI pediátrica do hospital realiza, na noite desta quarta-feira, uma avaliação na criança para determinar se será realizada uma cirurgia para tirar as agulhas que ameaçam órgãos vitais, como o coração e o pulmão.
O menino tem pelo menos uma agulha alojada no pulmão.
 

Fonte: Reportagem do Jornal da Globo

 

 

 

12.5 - FOTOGRAFIAS MEDIÚNICAS:

No estúdio de William H. Mumler, os milagres aconteciam. Os abastados membros da sociedade norte-americana podiam tirar uma fotografia na companhia dos fantasmas dos entes queridos. Só Mumler possuía a capacidade mediúnica de fotografar os espíritos – e foi graças a esta maravilhosa competência que ganhou fama e muito dinheiro.

Na década de 1860 nunca faltaram mortos para Mumler fotografar. Só a guerra civil americana – a chamada Guerra da Secessão, ocorrida entre 1861 e 1865 – fizera desaparecer três por cento da população americana: 970 mil pessoas, dos quais 618 mil eram soldados.

A guerra não era a única a devastar o coração dos vivos: não existiam condições sanitárias para grande parte da população, havia muita doença e a Medicina era insuficiente. Morriam muitos antes de tempo, principalmente crianças.

O Espiritismo Espiritualismo – de uma forma simplificada, a crença segundo a qual é possível estabelecer contacto com os mortos e conhecer pormenores sobre o Além – tinha ocupado a mente do grande público a partir de 1850, com as célebres sessões espíritas mediúnicas das irmãs Fox. Trinta e oito anos depois, a 21 de Outubro de 1888, uma das irmãs, Margaret, admitiu as fraudes e explicou os truques numa confissão escrita para o New York World, mas a maioria dos crentes considera que Margaret Fox mentiu ou foi forçada a mentir.
Mumler sempre estivera interessado em fazer experiências com uma nova e intrigante tecnologia – a fotografia. Tinha 29 anos quando notou que uma anterior exposição tinha permanecido na placa reveladora, provocando acidentalmente uma dupla exposição de fotos, ou seja, a sobreposição de duas figuras na imagem. Viu-se então a si próprio na companhia do sujeito feminino da foto anterior. Mostrou-a a amigos, garantindo que a figura esbatida era o espectro de uma prima já falecida.

Encorajado pela reação crédula que obteve, levou-a a um especialista em Espiritismo – este caiu que nem um patinho. Em breve, a foto corria as publicações espíritas americanas, bem como cartões de visita distribuídos em Boston com uma reprodução do retrato de Mumler na companhia da Além-prima. E Mumler acabou por deixar a profissão de joalheiro para se dedicar ao lucrativo negócio dos fantasmas fotogénicos.


O que deu verdadeira notoriedade a William H. Mumler foi a visita ao seu estúdio de uma misteriosa senhora de negro que se veio a saber mais tarde ser a ex-primeira-dama Mary Todd Lincoln, viúva do presidente Abraham Lincoln.


Mary Todd era uma conhecida participante de sessões espíritas e a cruel tragédia da sua vida contribuíra para que procurasse no Além o consolo que não conseguia encontrar no mundo terreno: o filho Edward Baker Lincoln, nascido em 1846, morreu aos quatro anos, vítima de cancro medular da tiróide; o filho William Wallace, nascido em 1850, morreu de febre tifóide aos 11; a 15 de Abril de 1865, o marido foi assassinado; cinco anos depois perdia o terceiro filho, Ted, levado pela tuberculose aos 18. O único que ela não viu morrer foi o quarto filho, Robert Tod.

Mary Todd tinha problemas psicológicos graves – os primeiros sinais surgiram após a morte do filho William. Os sintomas de esquizofrenia agravaram-se com o tempo e a ex-primeira dama chegou a ficar internada num hospital psiquiátrico.

Foi portanto a esta senhora doente e fragilizada pela tragédia que Mumler revelou um assombroso retrato onde o fantasma do falecido marido a consolava das suas perdas. Muitos outros notáveis se seguiram, incluindo o editor Moses A. Dow, da Waverley Magazine, que se deixou fotografar na companhia do espírito de uma antiga assistente pessoal.

Os problemas na carreira de William Mumler começaram quando se descobriu que alguns dos rostos convenientemente desvanecidos dos mortos pertenciam a pessoas que ainda estavam vivas. E a situação piorou quando começou a circular a suspeita de que o fotógrafo dos espíritos tinha por hábito arrombar as casas de alguns dos seus clientes à procura de fotos que pudesse sobrepor.

Finalmente, em fins de Março de 1869, já com estúdio montado em Nova Iorque, William foi detido pela polícia sob a acusação de fraude. O julgamento foi um dos acontecimentos mais mediáticos da época, com dezenas de jornalistas de todo o país destacados para cobrir o acontecimento. Dezenas de fotógrafos testemunharam em tribunal, mostrando ao juiz como a fraude podia ser feita através da dupla exposição dos retratos. Dezenas de testemunhas também foram a tribunal defender a idoneidade de Mumler, sobretudo os seus clientes, gratos pela possibilidade de se reunirem com os queridos mortos através de uma fotografia.

O juiz acabou por determinar que as provas apresentadas pela acusação não eram suficientes para o acusar de fraude, mas também deu a entender que pessoalmente considerava Mumler um vigarista. Mumler foi libertado, abandonou Nova Iorque e regressou a Boston, escreveu uma autobiografia na qual nunca assumiu a marosca, mas a sua reputação sofreu um rombo extraordinário e ele nunca mais conseguiu retomar a sua carreira de fotógrafo do Além. Morreu na miséria. E depois disso nunca mais se deixou fotografar.

 

Fontes:

The Ghost and Mr. Mumler | The Strange Case of William Mumler | The Mumler Mystery

 

 

O JULGAMENTO:

 

As fotografias espíritas fizeram de Mumler uma celebridade, sobretudo durante o julgamento em que foi acusado de fraude.

 

Este cartoon publicado no Harper’s Weekly em Abril de 1869 reflecte a importância do fotógrafo no folclore mediático da época: a noiva do senhor Dobbs, um viúvo, quer um retrato do futuro marido.

 

O senhor Dobbs cede aos desejos da noiva sem saber que está no estúdio de William Mumler. «Oh, horror», exclama a noiva depois de ver a foto.

 

As anteriores cinco mulheres do senhor Dobbs aparecem todas na fotografia.

 

Fonte:

http://bitaites.org/cromos/o-homem-que-fotografava-os-espiritos

 

 

 

MOSTRUÁRIO DO ÁLBUM DOS ESPÍRITOS:

Álbum com fotografias de Espíritos obtidas por William H. Mumler, Frederick A. Hudson, FM Parkes, Eduard Isidoro ao Abade, c.1862-1880. O álbum pertence aos trabalhos de William Stainton Moses, abrigado no Arquivo da Faculdade de Estudos.

 

William H. Mumler (Etats-Unis): Duas páginas de álbum (numeradas de 18 e 19) mostrando oito gravuras prata albúmen

William H. Mumler (1832-1884) tornou-se famoso por ter tomado a primeira fotografia de espíritos em 1861. Ele era um fotógrafo profissional em Boston e Nova York até 1879.



 

 

1ª Foto: (18), parte superior esquerda:
Mary Todd Lincoln com o espírito de seu marido, o presidente Abraham Lincoln, 1870-75
A viúva do presidente Abraham Lincoln (1809-1865), Mary Todd Lincoln, era conhecido por seu interesse no Espiritismo e teve sessões realizadas na Casa Branca. Ela visitou o estúdio Mumler no início dos anos 1870 sob o nome fantasia da Sra. Lindall. Ela foi a primeira hesitam em identificar a semelhança de seu falecido marido, mas, solicitado pela Sra. Mumler, que estava atuando como um meio em transe, logo declarou a semelhança. Este retrato foi amplamente reproduzido e distribuído.
  
2ª Foto: (18), superior direito:
Master Herrod com os espíritos da Europa, África e América Latina, 1870-72
Mumler descreveu "Master Herrod de N. Bridgwater, Mass" como um meio de jovens cujo transe na frente da câmera chama os espíritos da Europa, África e América. American espíritas reconheceu o destaque que é dado aos espíritos em culturas indígenas americanas e Africano, e esta imagem ilustra o parentesco que sentia em relação a suas tradições espirituais. A foto foi anunciado para a venda por Mumler em O religioso-filosófico Journal, 24 de agosto de 1872.
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3ª Foto: (18), inferior direito:
Moisés A. Dow eo espírito de Mabel Warren, C. 1871
Moisés A. Dow Jones, proprietário e editor do jornal literário O Magazine Waverley, é mostrado aqui com o espírito do seu assistente e Mabel protegé Warren, que morreu em 1870. Dow tinha testemunhado pela defesa no julgamento Mumler em caso de fraude em Nova York em 1869.
  
4ª Foto: (18), inferior esquerda:
Fannie Sra. Conant, um conhecido meio Boston conectado com o jornal espírita A bandeira da Luz, é visto aqui com o espírito de seu irmão Chas.H.Crowell ", plenamente reconhecido por todos que o conheciam", 1870-1875
  
5ª Foto: (19), parte superior esquerda:
Herbert Wilson de Boston, com a forma de espírito de uma jovem senhora, a quem foi contratado
  
6ª Foto: (19), superior direito:
Sra. francês de Boston, com espírito de seu filho, c. 1870
  
7ª Foto: (19), inferior direito:
John G. Glover, Quincy, Massachusetts, com o espírito de sua mãe, 1870-1875
  
8ª Foto: (19), inferior esquerda:
Charles H. Foster, de Nova York com o espírito da Ada Isaak Menken, uma atriz de destaque, 1870-1875.

 

Fonte:

http://www.collegeofpsychicstudies.co.uk/archives/examples.html

 
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