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209 - HIPNOSE E TRANSE

INDICE:

209.1 - Hipnose

209.1.1 - Hipnose e Auto-Hipnose

209.1.2 - Auto-Hipnose

209.1.3 - O que é a Auto-Hipnose?

209.1.4 - TVP (Terapia de Vidas Passadas)

209.1.5 - Terapias de Vidas Passadas (2)

209.2 - Transe

209.2.1 - Transe

209.2.2 - Transe Mediúnico

209.2.3 - Extase

209.3 - Neuroteologia

209.4 - Filosofia da Mente

 

209.1 - HIPNOSE:

"Ensinar Hipnose a alguém é levar essa pessoa às portas de um sono mágico... onde este mundo se desfaz...

onde ciência e encantamento se confundem... fundindo-se em luz, e possibilidades..."

Dr. Alcimar José Vidolin

 

"A maior parte do meu trabalho consiste não em hipnotizar pessoas, mas em desipnotizá-las.

Muita gente já anda por aí numa espécie de estado hipnótico".

Dr. Joshua David Stone

 

Hoje em dia, o termo hipnose é quase sempre mal interpretado, manchado pela negatividade, devido a informações distorcidas dos meios de comunicação, assim como pelo uso distorcido desse processo por "hipnotizadores" de espetáculos de variedades.

Na verdade, o estado hipnótico, é um fenômeno que acontece com todas as pessoas durante o dia, sem que as mesmas se apercebam. Entra-se num estado hipnótico, sempre que o "trânsito" da mente consciente abranda, dando espaço à mente subconsciente. Por exemplo, quando se faz algo automaticamente, como quando se está a conduzir, passa-se por determinado local, e mais à frente, a mente consciente diz-nos que "não se lembra de ter passado por ali". Ou por exemplo quando se entra profundamente na leitura de um livro ou na observação de um filme, sentindo como se estivesse a fazer parte do filme, ou identificando-se com a personagem do livro.

http://www.portais.org/_regress/files/hipnose.htm

 

209.1.1 - A hipnose e a auto-hipnose:

Nosso consciente - onde mora a razão - constitui apenas um quinto da nossa existência. A hipnose e a auto-hipnose, cuja origem, de tão antiga chega até mesmo a ser desconhecida, têm permitido que milhões de pessoas no mundo inteiro achem diariamente o caminho para os quatro quintos restantes. E quem pode negar que estes quatro quintos não são exatamente os mais interessantes?

De nossa parte, pretendemos aqui apresentar aos leitores uma visão bem objetiva sobre este assunto tão fascinante, traduzindo da forma mais didática possível alguns princípios universais desta prática que PODE TRAZER BENEFÍCIOS INCALCULÁVEIS para qualquer pessoa. Cabe ressaltar, entretanto, que no Brasil a prática da hipnose é regulamentada por decreto sendo seu exercício profissional restrito aos profissionais médicos. Não há, todavia, qualquer restrição legal ou médica para a prática da auto-hipnose, que chega a ser recomendada por psiquiatras, clínicos e psicólogos, como terapia coadjuvante em diversas patologias, tais como:

1 - Dores de cabeça crônicas de natureza conhecida ou não
2 - Dores de estômago
3 - Dores dos ovários
4 - Dores reumáticas e nevrálgicas
5 - Insônia
6 - Perturbações histéricas (principalmente paralisias das extremidades e afonia - perda da voz)
7 - Distúrbios da menstruação
8 - Sonambulismo espontâneo
9 - Sonhos aflitos
10 - Perda assintomática do apetite
11 - Alcoolismo
12 - Distúrbios da fala, principalmente a gagueira
13 - Perturbações nervosas da vista
14 - Zumbido nos ouvidos
15 - Agorafobia (medo de ficar em grandes lugares abertos e lugares públicos)
16 - Cãimbras
17 - Distúrbios da aprendizagem
18 - Maus hábitos (como roer unhas, por exemplo)
19 - Ansiedade
20 - Perda da capacidade de concentração etc.

Como você pode ver, as possibilidades das técnicas hipnoterápicas são imensas. Particularmente no que diz respeito à "aprendizagem" os resultados chegam a ser impressionantes. Através de um relaxamento bem feito e formulações apropriadas, pode-se em curto espaço de tempo:

1) Desenvolver a capacidade criativa
2) Melhorar substancialmente a memória
3) Aumentar a auto-estima
4) Corrigir maus hábitos (como a gula, que leva à obesidade)
5) Obter um sono reparador (que é fundamental para a aprendizagem)
6) Vencer a timidez
7) Vencer determinados medos (até mesmo a síndrome do pânico)
8) Acabar com a ansiedade ou reduzi-la a níveis aceitáveis
9) Corrigir erros de postura
10) Melhorar o raciocínio etc.

Para melhor compreensão do assunto, dividimos o capítulo em duas sessões:

a) Hipnose, onde apresentamos uma visão geral sobre o tema e também algumas técnicas reconhecidamente eficazes para a indução do transe hipnótico. Esta sessão, contudo, tem somente caráter informativo. Nosso objetivo é unicamente mostrar ao leitor que hipnotismo é uma ciência e que, como tal, é aceita e vem servindo como terapia coadjuvante para os mais diversos males, em todo o mundo.

b) Auto-hipnose, onde apresentamos, dentre outros assuntos, uma técnica eficaz de relaxamento, ensinamos como auto-induzir-se hipnoticamente e mostramos como devem ser feitas as formulações pós-hipnóticas. Com certeza, a aprendizagem destes conhecimentos serão de grande utilidade para você.

http://www.camarabrasileira.com/hipnose.htm

 

 

209.1.2 - AUTO-HIPNOSE
 

Vencendo as próprias barreiras.
 

Hoje em dia, ninguém mais duvida que o estudo do hipnotismo aumenta em muito nossa capacidade de viver plenamente sob diversos aspectos; este estudo nos torna capazes de solucionar muitos enigmas que nos têm intrigado. Quando descobrimos que até mesmo alterações orgânicas podem ser causadas por sugestões, passamos atribuir, imediatamente, um maior valor às influências mentais na nossa vida e passamos também a entender como as moléstias chamadas imaginárias (mas que realmente não o são) podem ser curadas através dessas mesmas influências mentais.

Poucas são as pessoas que não se impressionam quando um vizinho ou amigo (às vezes até de brincadeira) diz que parecem doentes, não é mesmo? E se impressionam mais ainda quando estas considerações são cumulativas; o vizinho diz, o colega de trabalho diz, o cunhado diz, o dono do boteco diz... Pois bem, assim como a sugestão pode afastar a dor (nos seus múltiplos significados) , pode também criá-la e fortalecê-la. É por isso que pouco ajudamos a estas pessoas impressionadas dizendo que tais doenças são imaginárias, pois mesmo que sejam realmente imaginárias, pertubam-nas tanto como se fossem reais.
A expressão “dor imaginária”, ou “doença imaginária”, que é usada por muitos médicos e até por leigos, é cientificamente falsa. Breuer comparou muito bem “dores imaginárias” com alucinações. Ora, podemos dizer que o objeto da alucinação seja imaginário, mas é falso dizer-se que a percepção seja imaginária. Esta será a mesma, quer seja o objeto imaginário ou não.

O mesmo se passa quando a dor é sentida, seja o médico capaz ou não de descobrir sua causa física. Podemos dar a uma dor, sem sintomas objetivos, o nome que quisermos dar, porém, devemos estar certos que ela é uma conseqüência necessária de algum distúrbio real. Certas idéias subjetivas causam tanta dor quanto um espinho penetrante na nossa pele. Eliminá-las é tão dever de um médico quanto é seu dever tirar o espinho que o atormenta.

Também podemos estender esta idéia de "dor" ao campo comportamental, e, no nosso caso, particularmente ao campo educacional. Quantos estudantes fazem refletir nas suas notas a dor do medo, da insegurança, da "consciência de incapacidade"? Soubessem eles que tudo isso pode ser resolvido sem remédios ou aulas particulares, e que ter ou não ter talento é uma decisão própria de cada um, as coisas se tornariam bem mais fáceis.

Qualquer pessoa, seja ela quem for, pode obter uma supermemória, tornar-se mais criativo, melhorar a concentração, vencer a timidez, acabar com a gagueira, emagrecer ou até mesmo parar de roer as unhas, apenas incutindo no seu subconsciente uma "outra associação". E é isto que nós vamos ver agora.

Portanto, respire fundo e | clique aqui | para fazer cessar as suas dores (físicas ou psicológicas) e começar um novo destino! Eu tenho plena convicção de que você pode conseguir isto. Boa sorte!

 

209.1.3 - O QUE É AUTO-HIPNOSE
 

Auto-hipnose é uma técnica hipnótica levada a efeito pelo próprio indivíduo, sem a necessidade da presença de um hipnotizador (ou operador). Esta técnica - e isto é uma afirmação cientificamente comprovada - pode trazer grandes benefícios a sua vida, como melhorar a saúde, melhorar a aprendizagem, manter estável o nível do estresse cotidiano, elevar a auto-estima, enfim, permitir que a pessoa alcance uma paz de espírito duradoura que se refletirá, sem dúvida alguma, em êxito e felicidade no seu dia a dia.

De uma forma bastante didática podemos dizer que toda hipnose, em síntese, é uma auto-hipnose e que qualquer pessoa pode aprender esta técnica para aumentar sua confiança e entusiasmo pela vida sem correr qualquer risco de efeito colateral. Na auto-hipnose, o indivíduo influencia a si próprio por pensamentos e sugestões que lhes são interessantes e que ele mesmo formula.

“Num processo hipnótico, é você quem hipnotiza a si mesmo pelo poder emanado de sua própria inteligência e concentração”, afirma Merlin Powers, uma das maiores autoridades sobre o assunto no mundo. "O hipnotizador é meramente um instrumento através do qual o indivíduo é capaz de atingir um estado de hipnose. Ele tão-somente orienta e conduz o paciente para o estado hipnótico mas, na realidade, é o próprio paciente, por seus esforços, que consegue atingir o estado hipnótico. Se o paciente não quiser ser hipnotizado - já dissemos isto antes - é impossível induzi-lo ao transe."

Muitas pessoas recorrem, cada vez mais, a medicamentos (principalmente tranqüilizantes) para aliviarem suas tensões e angústias, como se um simples comprimido pudesse restaurar sua paz de espírito, não é verdade? Sem querer subestimar o valor destes remédios (nem poderíamos fazê-lo), podemos afirmar seguramente que é muito mais eficaz conseguir o auto-relaxamento - que é uma forma natural de relaxamento através da auto-hipnose - para obter a tranqüilidade desejada do que tentar obtê-la através de remédios. E com a vantagem de não ter qualquer contra-indicação.

Da mesma forma, através da auto-hipnose qualquer pessoa pode melhorar a sua auto-estima, acreditar mais em si mesmo e adquirir uma confiança que jamais havia experimentado antes. A "chave mágica" é o pensamento, dirigido de forma positiva ao seu subconsciente. Assim como você conseguiu decorar a tabuada, e consegue recuperá-la na memória imediatamente quando precisa dela, você pode induzir também o seu subconsciente a reproduzir determinadas reações diante de situações específicas definidas por você mesmo. Por exemplo, você pode sugerir que seu organismo responda com calma e tranqüilidade sempre que você tiver que fazer uma prova ou concurso. E ele responderá assim, com calma e tranqüilidade.

O Dr. Shindler, autor do livro Como viver 365 dias por ano, afirmou que de 60 a 75% dos males que as pessoas se queixam são psicossomáticos. Isto quer dizer que o fator emocional desempenha papel muito importante na doença. Diz ele: “já que a doença ocasionada pela emoção é tão freqüente assim, parece lógico que o controle das emoções ou o aprimoramento das atitudes conseguido por meio da auto-hipnose muito pode fazer no sentido de impedir o desencadeamento de distúrbios psicossomáticos. A auto-hipnose pode também beneficiar o doente que sofre de males físicos ou orgânicos, tornando-o menos apreensivo e mais tolerante com seu próprio padecimento, ao ponto de lhe fazer aumentar o desejo de viver.”

Há também que se considerar a tese, hoje largamente admitida nos meios médicos, que nenhuma doença é exclusivamente somática ou exclusivamente psicológica. Desta forma, a auto-hipnose passa a ser recomendada para um espectro ainda maior de males, já que o desequilíbrio emocional pode estar na raiz de doenças até então tidas como de absoluto cunho somático.

Já sabemos, por exemplo, que capacidade imunológica da pessoa é diretamente afetata pela qualidade das suas emoções. A imunoglobulina A, encontrada na saliva e que impede a proliferação de microorganismos nas vias aéreas, reduz sua concentração quando a pessoa se sente diminuída em sua auto-estima, é humilhada ou repreendida publicamente. É comum o aparecimento de males - por exemplo, a gripe - imediatamente após um evento desta natureza.

A auto-hipnose tem se mostrado também eficaz na melhoria da comunicação interpessoal. A autodisciplina e o autocontrole possíveis de serem obtidos pela auto-hipnose funcionam como verdadeira proteção, tanto do seu casamento quanto do seu emprego e das suas relações pessoais com amigos e vizinhos. Nada tão difícil que não possa ser tentado. Afinal de contas, você vai “perder“ somente alguns minutos diários que, quando menos, servirão para reduzir a tensão muscular e esfriar a cuca. Já seria um bom lucro, não é mesmo?

Uma curiosidade:


Pela auto-hipnose, o homem agüentaria viver, até mesmo, com pouco oxigênio, você sabia disso? Os faquires na Índia deixam-se enterrar naturalmente depois se submeterem a uma rápida sessão; cinco ou seis respirações por minuto passam a ser suficientes para eles, invés das 15 ou 20 normais nos homens adultos. No seu leito de pregos pontiagudos, os faquires não sentem as espetadas, da mesma forma como o paciente hipnotizado não percebe a agulhada da injeção.

http://www.camarabrasileira.com/autohipnose1.html

 

 

209.1.4 - TVP (Terapia de Vidas Passadas)

 

A TVP (Terapia de Vidas Passadas ou Regressão) é um método psicoterápico, relativamente novo no Brasil (1981), que utiliza como recurso terapêutico a regressão de memória e tem por objetivo liberar potenciais bloqueados. A liberação desse potenciais traz relevantes benefícios para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Há 22 anos venho atuando nesta área e tenho obtido excelentes resultados na melhora da auto-estima, solução de conflitos pessoais, familiares e profissionais, cura de doenças psicossomáticas e outros casos.

http://www.portalangels.com/vidas_passadas.htm

1 - O que é a Terapia de Vidas Passadas? 

A Terapia de Vidas Passadas é uma forma de terapia que utiliza memórias inconscientes de fatos passados para solucionar problemas e dificuldades das pessoas.

Estas memórias podem ser de origem recente (todas as memórias da vida atual a partir do nascimento) ou remota (memórias da vida intra-uterina, vidas passadas e intervidas).

 

2 - O que é regressão de memória?

É uma das técnicas utilizadas na TVP. Nela o paciente relembra e revivencia fatos ocorridos no seu passado e que estão atrapalhando sua vida presente. Estes fatos passados podem ter ocorrido há um mês, um ano, dez anos, no nascimento, no útero, numa vida passada.

Durante a regressão o paciente continua consciente, percebe tudo o que revivencia e pode julgar e avaliar o que acontece.

 

3 - Usa-se hipnose na regressão?

A hipnose, conduzida até estágios mais profundos, é utilizada somente em casos específicos. Na maioria das vezes utilizamos técnicas denominadas indutivas.

O uso das técnicas indutivas permite com que o paciente mantenha-se plenamente consciente durante a regressão. Este estado de plena consciência ajuda, e muito, a atingir a cura.

 

5 - O que são Intervidas?

Intervidas é o período entre duas encarnações. Ou seja, é o período em que estamos no mundo espiritual.

É possível, durante a regressão, “recuperar” memórias relacionadas à este período. Normalmente, buscamos nesta fase memórias relacionadas ao planejamento da vida atual.  

Note bem: os conceitos de TVP buscam dar uma explicação teórica para conteúdos mentais que afloram durante a regressão. Portanto, são hipóteses teóricas.

 

6 - O que eu lembrar na regressão pode ser apenas fantasia?

Pode. Tudo dependerá de como a regressão for feita, o tipo de técnica utilizada e a patologia do paciente. Fantasias são mais comuns quando o trabalho não está sendo bem feito.

Algumas vezes as fantasias são utilizadas, propositalmente, pelo terapeuta para produzir a cura. Ou seja, nem sempre a fantasia é algo ruim na TVP.

http://br.geocities.com/hipnose_tvp/perguntas.html

 

209.1.5 - Terapia de Vidas Passadas (2)

A Terapia de Vidas Passadas é uma forma de terapia holística baseada no regresso da consciência a fatos e eventos ocorridos antes do nascimento. Para os terapeutas de vidas passadas, é possível lembrar de nossas vidas anteriores através da técnica da regressão de memória, que consiste num conjunto de técnicas de relaxamento e indução a um estado de consciência mais elevado. Durante o processo regressivo, as pessoas podem ter acesso a sua memória anterior ao nascimento físico, e podem se reconhecer como sendo uma outra pessoa, porém, conservando a consciência daquilo que elas são na vida atual.

A Regressão de memória, tal como é utilizada nos dias de hoje, não coloca a pessoa num estado inconsciente, onde supostamente ela estaria subjugada ao terapeuta e enfraquecida em sua vontade. Isso verdadeiramente não ocorre. Na regressão pela via do relaxamento e da visualização, as pessoas submetidas à terapia permanecem conscientes durante todo o tempo, tendo o controle da experiência e podendo interromper a regressão a qualquer momento. Isso é inclusive muito importante no processo de conscientização.

O poder terapêutico da regressão a vidas passadas reside no fato de que a maioria de nós, em nossas vidas anteriores, fomos vítimas de traumas e sofrimentos muito intensos, e toda essa emoção ficou armazenada em nosso inconsciente. Nos dias atuais, essa memória que não reconhecemos objetivamente nos influencia de um modo positivo ou negativo, podendo criar padrões de comportamentos e crenças centrais que se originaram em existências anteriores.

Durante o processo da Terapia de Vidas Passadas (TVP) a pessoa tem a oportunidade de experimentar novamente aquilo que havia permanecido no passado e estava esquecido. Ela terá outra chance de ver e sentir tudo aquilo que passou. Sempre que nos é dado o direito de atravessar novamente uma situação negativa, podemos modifica-la e fazer tudo de uma forma diferente. A dádiva da vida nos capacita a alterar a forma que a vivência ficou armazenada, e liberar toda a carga física, emocional, mental e espiritual que até então estava associada e presa à situação passada.

Toda a revivência produz uma descarga, que é proporcional ao nosso envolvimento com as cenas e acontecimentos passados. Assim, podemos realizar a chamada catarse, que é colocar para fora de nós aquilo que estava retido por experiências de traumas ou acumulação repetida de energias.

Trazendo para a percepção consciente um determinado conteúdo, adquirimos poder sobre ele. Dessa forma, não somos mais controlados por ele, mas assumimos as rédeas da situação. Dentro desse quadro, a influência mais poderosa exercida sobre nós ocorre quando somos incapazes de perceber a sua existência, por estar misturada aos nossos pensamentos, emoções, crenças e ao nosso modo de ser. Por analogia, a propaganda mais sutil é aquela que não aparece como propaganda, mas como mensagem subliminar. A tomada de consciência é onde reside a essência terapêutica da regressão. A esse respeito, consideremos as palavras de Jesus quando diz "Conhecereis a Verdade e Ela vos libertará."

http://www.espacoauryn.com/regressao.htm

 

209.2 - TRANSE:

209.2.1 - TRANSE:
Transe (também) é o objetivo a ser atingido pela hipnose. Estado de consciência onde podem ocorrer diversos eventos neuro-fisiológicos (anestesia, hiperamnésia, amnésia, alucinações perceptivas, hipersugestionabilidade etc). Em hipnose o transe pode ser classificado basicamente em leve, médio e profundo. Sendo que os dois primeiros são de principal interesse das psicoterapias e o último bastante utlizado por odontólogos (dentistas).

Ao contrário do que se pensa o transe tem um caráter prioritariamente voluntário, ou seja, na ampla maioria das vezes é necessário que a pessoa submetida ao transe tenha concordado com tal procedimento, sob risco dele não ser obtido ou não ter utilidade prática alguma. Existe uma parcela da população que é facilmente sugestionada e que pode entrar em transe independente de sua vontade, mas esta parcela é, ratifico, bastante reduzida e são as principais "vítimas" ou "cobaias" de apresentações circenses de Hipnose.

O transe é identificado pelo eletroencefalograma como um padrão de ondas característico e pode ser obtido quimicamente; fármacos como os barbitúricos e enteógenos induzem ao transe e podem vir a ser utilizados como "soro da verdade" (droga-se a pessoa para obter informações que ela conscientemente não revelaria), tal procedimento é ilegal mas ainda não totalmente eliminado. Pode ser visto no filme de ação "True Lies" na cena em que o personagem do ator Arnold Schwarzenneger é interrogado por terroristas.


209.2.2 -TRANSE MEDIÚNICO:
Transe mediúnico ou transe, é um estado alterado de consciência.

Segundo o médico psiquiatra Dr. Jorge Ândrea dos Santos - "O transe mediúnico, por ser condição fisiológica e absolutamente hígida, ou seja, saudável, necessita de avaliações e apreciações cuidadosas, a fim de não ser confundido com outros setores, principalmente o patológico, aliás o que já deu margem a intensos desencontros".

Estudo médico
O transe mediúnico é fonte de profundos estudos desde os tempos mais remotos, mas a partir do século XIX muitos pesquisadores da área médica se envolveram com o termo fenomenologia, que surgiu a partir das análises de Franz Brentano sobre a intencionalidade da consciência humana. Filósofos como Edmund Husserl, Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty fizeram parte dessas pesquisas.

Na psicologia e psiquiatria estudado por Sigmund Freud com a psicanálise através dos estudos sobre a histeria, Carl G. Jung e outros o seguiram, Karl Jaspers com a psicopatologia. E a parapsicologia o estudo de alegações de origem supostamente sobrenatural e associados à experiência humana.

O pioneiro nos estudos das crenças religiosas dos afrodescendentes no Brasil Nina Rodrigues legista e psiquiatra, fez um estudo sobre[1] possessão e histeria nas religiões afro-brasileiras.

Estudo do espiritismo
Allan Kardec, que foi o codificador da Doutrina Espírita e escreveu inúmeros livros que descrevem o transe mediúnico voluntário da mediunidade ou involuntário como os casos de obsessão.

Estudo esotérico
Helena Blavatsky, foi a responsável pela sistematização da moderna Teosofia, e foi uma das fundadoras da Sociedade Teosófica escreveu diversos livros citando trechos de outros que ela jamais teve acesso.


209.2.3 - EXTASE:
Êxtase, literalmente quer dizer arrebatar, desprender subitamente, elevar-se (do gr. ékstasis, pelo lat. tard. ecstase, exstase, êxtase), corresponde ao sentimento de prazer, orgasmo ou encantamento divino, transe, resultado da meditação. Também denominado consciência cósmica (ampliada) em comunhão com a natureza; iluminação; paz equivalente ao Nirvana que no Budismo, é estado de ausência total de sofrimento.

Por se derivar de uma palavra grega (ékstasis) poderia se ter como padrão o transe profético e visões talvez causadas por inalações do vapor (Etileno? ou Dióxido de carbono de origem vulcânica?) respirado por Pítia a Sacerdotisa de Apolo do Oráculo de Delphos ou e as experiências de possessão do culto de Dionísio e por extensão das religiões pagãs, utilizando a classificação católica que se distingue das não cristãs com seus transes associados ao jejum, orações, abstinência sexual e/ou auto-flagelação e exorcismos.

Um livro clássico e esclarecedor sobre o tema foi escrito por William James, Variedades da experiência religiosa (1914). Uma reflexão sobre a ampla possibilidade de definições do êxtase ou transe na realidade traduz a diversidade de religiões e crenças humanas.

Técnicas do êxtase
O estado de êxtase já foi comparado aos estados hipnóticos e do sono concebidos por Pavlov como similares e contínuos (em fases, hoje identificados com EEG) à vigília ou do sonho distinguindo-se desse último por manter a atividade psicomotora, denominado por alguns de sonho lúcido, equivalente também aos estados induzidos por enteógenos e outras substâncias psicoativas. Sargant, (1975) compara estes aos estados induzidos nas religiões de possessão e à terapia por choque elétrico e choque de insulina, já utilizados como tratamento psiquiátrico, com suas típicas fases de intensa excitação, colapso e inibição temporária.

Segundo Eliade (2002) todas as tradições mitológicas do xamanismo têm ponto de partida numa ideologia e numa técnica de êxtase que implicam a viagem do espírito Assinala que o meio mais antigo e clássico foi a dança proporcionando esta tanto o vôo mágico (citando como exemplo as fantásticas viagens pelo Universo descritas pelos chineses) como a descida de um espírito ou divindade ressaltando que essa última não necessariamente implicava na possessão, o espírito podia inspirar o xamã.

Ainda de modo provisório podemos enumerar as seguintes técnicas de indução ou produção de êxtase ou transe místico:

- Danças sagradas

- Jejum

- Dor (auto-flagelação)

- Controle e técnica sexual (Tantra yoga)

- Consumo de substâncias psicoativas

- Privação do sono / controle do sonho

- Exercícios respiratórios & meditação (Samadhi yoga)

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Observe-se que a mesma técnica ou substancia psicoativa pode ter diferentes efeitos a depender do contexto ritual e expectativa de efeito tanto por parte do experimentador ou integrante de um grupo como da relação desse grupo e crença com a da sociedade hegemônica.

Referências
ELIADE, MIRCEIA. O xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase. SP, Martins Fontes, 2002

ELIADE, MIRCEIA. Yoga, imortalidade e liberdade. SP, Palas Athena, 1996

HALE, JOHN R.; DE BOER, JELLE ZEILINGA; CHANTON, JEFFREY P.; SPILLER, HENRY A. Questioning the Delphic Oracle. Scientific American Magazine - July 15, 2003 disponível na: Scientific American Magazine

NEEDLEMAN, JACOB; LEWIS, DENNIS. (org.) No caminho do autoconhecimento, as antigas tradições religiosas do oriente e os objetivos e métodos da psicoterapia. SP, Pioneira, 1982

SARGANT, WILLIAM. A possessão da mente, uma fisiologia da possessão, dos misticismo e da cura pela fé. RJ, Imago, 1975

SARGANT, WILLIAM. A conquista da mente, fisiologia da conversão e da lavagem cerebral. SP, Ibrasa, 1968

FONTE:WIKIPÉDIA
 

209.3 - NEUROTEOLOGIA



"
Neuroteologia", também conhecida como Bioteologia ou Neurociência Espiritual é o estudo da base neural da espiritualidade e emoção religiosa. A meta da Neuroteologia está em descobrir os processos cognitivos que produzem experiências espirituais ou religiosas e relacioná-las com padrões de atividade no cérebro, como elas evoluíram nos humanos, e os benefícios dessas experiências.

Áreas de estudo da Neuroteologia
Existem varias áreas de estudo dentro da neuroteologia. Algumas delas são:

Estudo sobre como o cérebro humano pode ter evoluído para produzir essas experiências (alguns chamam esta área de Neuroteologia evolutiva)
Estudo do desenvolvimento espiritual na criança e sentido de Deus,do nascimento ate a infância (alguns chamam esta área de Neuroteologia desenvolvimental)
Estudo do comportamento espiritual e religioso da raça humana por toda a história, e de ancestrais de humanos como o homo erectus, e outras espécies como o neanderthal (alguns chamam esta área de Neuroteoantropologia)
Estudo do comportamento religioso de primatas e outros mamíferos (alguns chamam esta área de Zooneuroteologia)


História e Metodologia de estudo
Cientistas há muito tempo têm especulado que sentimentos religiosos poderiam estar ligados a lugares específicos no cérebro. Um dos mais antigos escritos sobre o assunto datam de 1892, nos quais alguns textos sobre doenças cerebrais falavam de uma ligação entre "emoção religiosa" e epilepsia.

Em estudos na década de 1950 e de 1960 , foram tentados o uso de EEGs para estudar o comportamento das ondas cerebrais relacionado com estados espirituais. Em 1975, o neurologista Norma Geschwidn descreveu pacientes epilépticos com intensa experiência religiosa.

Durante a década de 1980s o Dr. Michael Persinger estimulou o lobo temporal de pacientes humanos com um campo magnético fraco usando um equipamento que ele chamava de capacete de Deus (God helmet). Os pacientes relataram ter a sensação de "uma presença celestial no quarto". Esse trabalho ganhou atenção na época, mas não foi explicado o mecanismo que causava esses efeitos. Em 1987, Michael Persinger publicou um livro sobre o assunto intitulado "Neuropsychological Bases of God Beliefs".

Numa tentativa de focalizar o crescente interesse no campo, em 1994, o professor Laurence O. McKinney publicou o primeiro livro com o termo neuroteologia no título: "Neurotheology: Virtual Religion in the 21st Century" (Neuroteologia: Religião Virtual no Século XXI), escrito para uma audiência leiga. O livro ganhou grande interesse de pessoas como o Dalai Lama e o eminente teólogo Harvey Cox.

Um livro de 1998 sobre o assunto ganhou muita atenção foi "Zen and the Brain", escrito pelo Neurologista e Praticante de Zen, James H. Austin.

No final da década de 90, os neurocientistas Andrew Newberg e Eugene d’Aquili usaram varias tecnicas de neuroimagem em budistas experientes em profunda meditação, e nos anos subseqüentes fizeram testes em freiras enquanto estavam rezando. Andrew Newberg e Eugene d’Aquili escreveram vários livros sobre o assunto:

em 1999, "A mente mística : entendo a biologia da experiência religiosa"
em 2002, "Porque Deus não quer ir embora: Ciência do cérebro e a biologia da crença".
em 2006, "Porque acreditamos no que acreditamos: Descobrindo sobre nossa necessidade biológica por significado, espiritualidade e verdade"
em outubro de 2007, "Nascidos para acreditar: Deus, Ciência, e a origem da crença ordinária e extraordinária".
Alguns recentes estudos com o uso de neuroimagem para localizar as regiões no cérebro ativas durante experiências que os pacientes associam como espiritual. David Wulf, um psicólogo da Wheaton Universidade de Massachusetts, disse que o "estudo de imagens do cérebro com os novos e poderosos aparelhos de neuroimagem como o MRIscanner (imagem), junto com a consistência do histórico de experiências espirituais por várias culturas, pela história e por religiões, sugerem um ponto em comum , e que isso reflete a estrutura e processos no cérebro humano. Ecoando antigas teorias de que sentimentos associados com experiências místicas ou religiosas são aspectos normais do funcionamento do cérebro sob circunstâncias extremas, e não comunicação direta com Deus ou outras entidades."

Alguns cientistas dizem que a neuroteologia pode reconciliar religião e ciência, mas, se não conseguir, a neuroteologia pode desevolver métodos seguros e precisos de indução a experiências espirituais para pessoas que nao conseguem tê-las facilmente. Por causa dos efeitos positivos que essas experiências causam em pessoas que já a tiveram, alguns cientistas especulam que a habilidade de induzí-las artificialmente pode tranformar a vida de algumas pessoas, tornando-as mais felizes, saudáveis e com melhor concentração.

"
Gene Divino"
A hipótese do gene divino propõe que alguns seres humanos carregam um gene que lhes dão a predisposição para episódios interpretados por algumas pessoas como revelação religiosa. A idéia foi postulada e promovida pelo geneticista Dr. Dean Hamer, diretor da Unidade Estrutura do gene e regulação , no Instituto nacional do câncer nos Estados Unidos . Hamer escreveu um livro sobre o assunto intitulado, O gene divino : Como a fé e pré-programada dentro dos nossos genes . (The God Gene: How Faith is Hardwired into our Genes)

De acordo com a hipótese, o gene divino (VMAT2), não é “codificado” para a crença em Deus, mas é arranjado fisiologicamente para produzir sensações associadas, por alguns, com a presença de Deus ou outras experiências místicas, ou mais especificamente espiritualidade como um estado da mente.

Que vantagens evolutivas isso pode levar, e de que esses efeitos vantajosos são efeitos colaterais , são questões que ainda estão para serem totalmente exploradas. Dr. Hames teorizou que a transcendência faz as pessoas ficarem mais otimistas, o que leva elas a ficarem mais saudáveis e com mais probabilidade de terem muitos filhos.


Principais dúvidas dentro da Neuroteologia

Evolução - Porque e como as experiências espirituais surgiram?
Idade – Pode-se relacionar o desenvolvimento da crença “religiosa” (crença no sobrenatural e/ou pós-morte ou crença em Deus) com o desenvolvimento do cérebro na criança? Existe alguma relação neurológica com o fato de que a maioria dos líderes religiosos tiveram suas epifanias nos seus 30 anos?
Doenças Mentais – Pode se mapear a relação entre comportamento religioso em pessoas com doenças mentais como esquizofrenia, com o comportamento religioso normal nos fatores neurológicos de determinada doença mental?
Alucinógenos e Enteógenos – Pode-se relacionar o comportamento religioso que surge sob a influência de alucinógenos com o conhecimento do efeito neuroquímico dessas substâncias?
Sexo – Como homens e mulheres diferenciam-se em crença e comportamento religioso, e se podemos estabelecer uma relação entre os dois e como o cérebro se diferencia em estrutura?
Sonhos - Qual é a relação entre experiências de Deus ou sobrenatural enquanto a pessoa esta dormindo e enquanto a pessoa esta acordada e a diferença nos preocessos neurológicos nos dois estados?
Hipnose – A crença religiosa é uma forma, ou compartilha mecanismos com a hipnose?
Musica - Cerimônias religiosas quase sempre envolvem música, e música pode gerar sentimentos religiosos, provando que a neurologia da música pode dar insight na neuroteologia.
Genética – Em adição aos aspectos Histórico-Cultural, e às idéias transmitidas, que são base para a religião, podem haver fatores genéticos específicos também, como aqueles que podem predispor certas pessoas para o comportamento e crença religiosa?
Espécies – Pode-se relacionar a diferença entre o comportamento religioso dos primatas avançados e de humanos primitivos com os dos humanos modernos, com o nosso conhecimento de como nosso cérebro evoluiu em cima dos deles? (neurozoologia)


Definindo e medindo a espiritualidade:

Neuroteologia tenta explicar a atual base neurológica para aquelas experiências, que são popularmente chamadas de "espirituais" religiosas, ou místicas ou outros termos para formas anormais de cognição, que quase sempre envolvem um ou mais dos seguintes itens:

- União com o universo

- A sensação de que o tempo, medo ou consciência do "eu" se dissolveram

- Encontro com Deus ou alguma entidade "superior"

- Êxtase

- Iluminação

- Estados alterados de consciência

- Essas experiências são vistas como base de diferentes formas de religião e crenças e comportamentos.

Eventos que podem causar experiências espirituais
- Meditação
- Oração
- Rituais religiosos
- Experiências de quase morte
- Exercícios de respiração
- Música
- Dança
- Jejum prolongado
- Consumo de substâncias psicoativas (Como DMT, Salvia divinorum, Peiote e várias outras).

Partes do cérebro relacionadas a experiências espirituais

Lobo parietal : diminuição de neuro-sinapses levando a sensação de união como o universo.
Lobo frontal : Concentração ampliada (meditação) bloqueia outros impulsos neurais.
Lobo temporal : Ativa intensa emoção , como prazer e medo
Lobo occipital : Processa imagens que facilitam praticas espirituais (velas,cruzes, etc.)

Livros sobre Neuroteologia

Em Português:
A religião do cérebro"
 

Em Inglês:
The "God" part of the brain
Neurotheology: Virtual Religion in the 21st Century
NeuroTheology: Brain, Science, Spirituality, Religious Experience]
Why God Won't Go Away: Brain Science and the Biology of Belief
Why We Believe What We Believe: Uncovering Our Biological Need for Meaning, Spirituality, and Truth

Fonte:Wikipédia

 

209.4 - FILOSOFIA DA MENTE

Filosofia da mente é o estudo filosófico dos fenômenos psicológicos, incluindo investigações sobre a natureza da mente e dos estados mentais em geral. A filosofia da mente envolve estudos metafísicos sobre o modo de ser da mente, sobre a natureza dos estados mentais e sobre a consciência. Envolve estudos epistemológicos sobre o modo como a mente conhece a si mesma e sobre a relação entre os estados mentais e os estados de coisa que os mesmos representam (intencionalidade), incluindo estudos sobre a percepção e outros modos de aquisição de informação, como a memória, o testemunho (fundamental para a aquisição da linguagem) e a introspecção. Envolve ainda a investigação de questões éticas como a questão da liberdade, normalmente considerada impossível caso a mente siga, como tudo o mais, leis naturais.

A investigação filosófica sobre a mente não implica nem pressupõe que exista alguma entidade -- uma alma ou espírito -- separada ou distinta do corpo ou do cérebro, e está relacionada a vários estudos da ciência cognitiva, da neurociência, da lingüística e da inteligência artificial.

A natureza da mente
A filosofia da mente investiga questões como as seguintes:

A mente é uma coleção de pensamentos e sentimentos particulares ou é uma entidade superior aos mesmos?
Se a mente for uma entidade, ela é uma entidade física?
Qual a relação entre a mente e o corpo?


Eventos mentais
Suponha que a mente não seja algum tipo de substância misteriosa, a qual não pode ser observada pelos nossos sentidos, mas, ao invés disso, que só haja eventos mentais. Ainda poderíamos investigar a relação entre a mente e o corpo como se fosse a relação entre eventos mentais e eventos físicos. A partir dessa suposição, a filosofia da mente perguntaria:

Eventos mentais são idênticos a eventos físicos?
Se ao menos em parte sim, então eventos mentais são explicáveis como eventos físicos.
Se não, então eventos físicos não explicam eventos mentais.


Propriedades mentais
Estados mentais são propriedades mentais. Em relação a essas, a filosofia da mente pergunta:

O fenômeno mental que chamamos de dor, por exemplo, é apenas a enervação de certas fibras cerebrais?
Para uma resposta não veja o que Saul Kripke diz sobre o dualismo mente-corpo.
O argumento da múltipla realizabilidade também responde que não. Atribuímos dores a animais que têm sistemas neurofisiológicos muito distintos do nosso. Assim, propriedades físicas muito diferentes levam ao mesmo tipo de estado mental. Logo, não é preciso que se dê certo tipo de enervação cerebral para haver um fenômeno mental.


Reducionismo
Identificar a mente com entidades ou propriedades físicas é uma forma direta de materialismo, assim como alegar que a psicologia é redutível à biologia e, finalmente, à física.

Se for mostrado que todos os eventos mentais ou psicológicos são redutíveis à neurofisiologia, e, por sua vez, que a neurofisiologia é redutível (talvez através da química) à física, então será mostrado que a mente não é nada acima ou além daquilo que é físico ou corpóreo.

A redução é realizada em dois passos:

1.Redução da linguagem de uma área de estudos à linguagem de outra área de estudos.
2.Alegação que a área de estudos reduzida é idêntica à área de estudos redutora.

 


Funcionalismo
Como foi dito acima, muitos filósofos aceitam o argumento da múltipla realizabilidade, e por isso rejeitam completamente o fisicalismo e o reducionismo. O argumento motivou o ponto de vista conhecido como funcionalismo, o qual defende que estados mentais não são físicos, mas sim funcionais. Um estado funcional descreve um relacionamento entre certos estímulos sensoriais (inputs) e certos comportamentos e outros estados mentais (outputs).

Uma dor é funcional em virtude do seu papel causal. O papel causal é determinado por certos estímulos e estados mentais, e determina comportamentos e estados mentais futuros. Assim, embora a dor não seja idêntica à enervação de certa fibra cerebral, é ao menos idêntica a algum estado funcional.

Geralmente, estados funcionais são especificados como estados de uma máquina de Turing. Assim, ao menos alguns funcionalistas defendem que estados mentais são estados de uma máquina de Turing.

Experimentos mentais como a Terra Gêmea de Hilary Putnam estão entre os primeiros apresentados contra o funcionalismo. (Ver externalismo.)

Processos cognitivos
A filosofia da mente também busca respostas para as seguintes perguntas:

O que é um processo cognitivo?
Qual a diferença entre um processo cognitivo e outros tipos de processos mentais?
A ciência cognitiva (área de estudos paralela mas relacionada à filosofia da mente) tem se ocupado dessas questões.

Tomemos a percepção como um exemplo. Filósofos buscam entender o que acontece quando percebemos alguma coisa (quando vemos, ouvimos, tocamos etc. alguma coisa). Mas eles não estão interessados nos mecanismos particulares que nos capacitam a perceber (forma do olho, como o nervo óptico leva informação ao cérebro etc.) Eles se interessam por questões mais básicas. Eles perguntam:

Percebemos os objetos diretamente com nossos sentidos ou percebemos representações dos mesmos?
A filosofia da percepção, uma parte da filosofia da mente, se ocupa de tais questões. Eles se ocupam de entender e explicar como nossa mente entra em contato com o mundo. (Ver Maurice Merleau-Ponty.)

Outras questões estão relacionadas ao problema do livre-arbítrio. Volições são estados mentais. Assim, é natural perguntarmos:

Quando escolhemos alguma coisa o fazemos livremente?
A resposta é não, se estados mentais são redutíveis a estados físicos (ver a seção sobre o reducionismo acima). Nesse caso, estados mentais respeitam as mesmas leis da natureza seguidas por todo o resto do universo.
[editar] Consciência
A consciência é uma das áreas mais problemáticas da filosofia e da neurociência.

Descartes vê a consciência como um elemento teórico primitivo. Em outras palavras, a consciência não pode ser explicada, provavelmente por ser aquilo que é pressuposta na explicação do que quer que seja.

Psicologia popular
As categorias empregadas na psicologia popular (crer, duvidar, querer etc.) têm algum valor científico?


Correntes
Algumas correntes na filosofia da mente:

Computacionalismo: Jerry Fodor
Dualismo: David Chalmers, Saul Kripke
Eliminativismo: Patricia Churchland, Paul Churchland
Emergentismo: C.D. Broad
Epifenomenalismo: Frank Jackson
Monismo anômalo: Donald Davidson
Externalismo: Tyler Burge, Donald Davidson, Saul Kripke, Hilary Putnam
Externalismo ativo: David Chalmers, Andy Clark
Funcionalismo: David Lewis
Interacionismo: Karl Popper, John Eccles
Materialismo
Monismo
Naturalismo Biológico: John R. Searle
Reducionismo: Jaegwon Kim
Teleofuncionalismo: Ruth Millikan, David Papineau

 


Filósofos da mente
Ali Sohani
Alva Nöe
Alvin Goldman
Andy Clark
Ansgar Beckermann
Anthony Quinton
Aristóteles
Christopher Peacocke
Colin McGinn
D. M. Armstrong
Daniel Dennett
David Chalmers
David Lewis
David Papineau
Donald Davidson
Elizabeth Anscombe
Ernest Sosa
Francis Crick
Frank Jackson
Fred Dretske
Gareth Evans
Georges Rey
Gerald Edelman
Gilbert Harman
Hilary Putnam
Hollibert E. Phillips
Immanuel Kant
J. J. C. Smart
Jaegwon Kim
Jennifer Hornsby
Jerry Fodor
John McDowell
John Searle
John Wisdom
Keith Lehrer
Maurice Blondel
Maurice Merleau-Ponty
Merab Mamardashvili
Ned Block
Noam Chomsky
Norman Malcolm
Owen Flanagan
Patricia Churchland
Paul Churchland
René Descartes
Richard Rorty
Robert Stalnaker
Roderick Chisholm
Stuart Hampshire
Sven Bernecker
Sydney Shoemaker
Thomas Metzinger
Thomas Nagel
Tim van Gelder
Tyler Burge
Wilfrid Sellars
William Bechtel
William Lycan
 

TEXTOS REFERENCIAS:
João de Fernandes Teixeira. Filosofia da Mente: neurociência, cognição e comportamento. Claraluz: São Carlos, 2005.
Maurice Blondel. 1893. L'Action. Alcan.
David Chalmers. 1996. The Conscious Mind. Oxford: Oxford University Press.
Paul Churchland. 1995. The Engine of Reason and Seat of the Soul. Cambridge, MA: MIT Press.
Donald Davidson. 1987. "Conhecer a Própria Mente".
Daniel Dennett. 1991. Consciousness Explained. Boston: Little, Brown and Company.
René Descartes. 1641. Meditações sobre filosofia primeira.
Pascal Engel. 1994. Introduction à la philosophie de l'esprit. La Découverte: Paris.
Samuel Guttenplan. 1999. A companion to the philosophy of mind. Malden, MA: Blackwell.
Immanuel Kant. 1781 e 1787. Crítica da razão pura.
Louis Lavelle. 1991. De l'Acte. Aubier.
Thomas Nagel. "Como É Ser um Morcego?, 1974.
Roger Penrose. 1989. The Emperor's New Mind: Computers, Minds and the Laws of Physics. Oxford: Oxford University Press.
Hilary Putnam. 1975. "O significado de 'significado'".
Gilbert Ryle. 1949. O conceito de espírito.
John R.Searle. 2004. Mind: A Brief Introduction. New York: Oxford University Press.

Fonte:Wikipedia

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