Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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LENDAS HORRIPILANTES

LOBISOMEM

LICANTROPIA

No folclore, licantropia é a capacidade ou maldição caída sobre um homem que se transforma em um lobo. Em psiquiatria, é um distúrbio onde o indivíduo pensa ser ou ter sido transformado em qualquer animal. O termo provém do grego lykánthropos (λυκάνθρωπος): λύκος, lýkos ("lobo") + άνθρωπος, ánthrōpos ("homem").

Licantropia folclórica

O lobisomem é um ser lendário, com origem em tradições europeias, segundo as quais um homem pode se transformar em lobo, ou em algo semelhante a um lobo, às 21 horas de sextas-feiras de lua cheia, só voltando à forma humana novamente quando o galo canta.

Tais lendas são muito antigas e encontram sua raiz na mitologia grega que relata histórias como as de Licaão ou de Damarco de Parrásia, as quais provavelmente foram influenciadas por casos reais de licantropia clínica e/ou porfiria.

Tais lendas encontram raízes na cultura da Europa Oriental principalmente, na cultura dos povos eslavos. Segundo essa cultura o primeiro grande licantropo ou o eulicantropos era um Grand Duke de Podgorica, atual capital de Montenegro. Esse Grand Duke era Victor Kruschev II, segundo as lendas ele foi convocado a lutar do lado do Império Sérvio contra a opressão Austro-Húngara, em troca ele receberia autonomia sobre sua região.

Como ele e seu exército eram grandes guerreiros que se aproveitavam do relevo montanhoso para lutarem nas partes altas para as partes baixas e principalmente a noite para se aproveitarem das circunstâncias nasceram as primeiras lendas de licantropos habitarem montanhas e atacarem vilarejos à noite.

Também ao redor de Victor nasceu uma lenda de que nas noites de lua cheia ele retirava sua armadura para lutar se transformando em um grande lobo com poderes sobrenaturais. As lendas licantrópicas foram vastamente difundidas pelo Império Austro-Húngaro, pois este via que essas lendas criavam esperanças de libertação para as tribos eslavas as quais o Império dominava, porém sem sucesso, pois muitas famílias de eslavos no mundo todo inclusive no Brasil carregam em seus sobrenomes, nomes que fazem alusão a grandes eulicantropos que marcaram a história. Os ultimos casos de licantropia foram em 1817 e 1832.

 

Licantropia clínica

Werwolf, Lucas Cranach der Ältere, 1512.

Distúrbios psiquiátricos podem ter dado origem ao mito dos lobisomens.

No distúrbio psiquiátrico da licantropia, acredita-se que exista um transtorno do senso de identidade própria segundo a definição de Scharfetter. É encontrado principalmente em transtornos afetivos e esquizofrenia, mas pode ser encontrado em outras psicopatias. Psicodinamicamente, pode ser interpretado como uma tentativa de exprimir emoções suprimidas, especialmente de ordem agressiva ou sexual, através da figura do animal, que pode ser muito variado (lobo, cachorro, morcego, cavalo, sapo, abelha etc.). A psicoterapia e/ou o uso de medicação neuroléptica podem ser efetivos ou não.

Porfiria

Além do distúrbio psiquiátrico, a porfiria, especialmente a porfiria cutânea tarda é uma doença hereditária que pode levar a desfigurações e distúrbios mentais em casos raros e excepcionais que podem lembrar os lobisomens.

Referências

  • Garlipp P; Godecke-Koch T; Dietrich DE; Haltenhof H. Lycanthropy--psychopathological and psychodynamical aspects. Acta Psychiatr Scand. 2004; 109(1):19-22
  • Garlipp P; Godecke-Koch T; Haltenhof H; Dietrich DE. Lycanthropy-zooanthropism--discussion of a psychopathological phenomenon. Fortschr Neurol Psychiatr. 2001; 69(5):215-20
  • Sidky, H. Witchcraft, Lycanthropy, Drugs, and Disease: An Anthropological Study of the European Witch-Hunts. New York: Peter Lang Publishing, Inc. 1997
  • Wikipédia

 

O LOBISOMEM

Lobisomem ou licantropo (do grego λυκάνθρωπος: λύκος, lykos, "lobo" e άνθρωπος, anthrōpos, "homem"), é um ser lendário, com origem em tradições europeias, segundo as quais, um homem pode se transformar em lobo ou em algo semelhante a um lobo em noites de lua cheia, só voltando à forma humana ao amanhecer.

Tais lendas são muito antigas e encontram a sua raiz na mitologia grega. Segundo As Metamorfoses de Ovídio, Licaão, o rei da Arcádia, serviu a carne de Árcade, a Zeus e este como castigo, transformou-o em lobo (Met. I. 237).Uma das personagens mais famosas foi o pugilista arcádio Damarco Parrásio, herói olímpico que assumiu a forma de lobo nove anos após um sacrifício a Zeus Liceu, lenda atestada pelo geógrafo Pausânias.

Segundo lendas mais modernas, para matar um lobisomem é preciso acertá-lo com artefatos feitos de prata.

Variantes culturais

O Licantropo dos gregos é o mesmo que o Versipélio dos romanos, o Volkodlák dos eslavos, o Werewolf dos saxões, o Wahrwolf dos alemães, o Óboroten dos russos, o Hamtammr dos nórdicos, o Loup-garou dos franceses, o Lobisomem da Península Ibérica e da América Central e do Sul, com suas modificações fáceis de Lubiszon, Lobisomem, Lubishome; nas lendas destes povos, trata-se sempre da crença na metamorfose humana em lobo, por um castigo divino.

Lenda brasileira

No Brasil existem muitas versões dessa lenda, variando de acordo com a região. Uma versão diz que a sétima criança em uma sequência de filhos do mesmo sexo tornar-se-á um lobisomem. Outra versão diz o mesmo de um menino nascido após uma sucessão de sete mulheres. Outra, ainda, diz que o oitavo filho se tornará a fera.

Em algumas regiões, o Lobisomem se transforma à meia noite de sexta-feira, em uma encruzilhada. Como o nome diz, é metade lobo, metade homem. Depois de transformado, sai à noite procurando sangue, matando ferozmente tudo que se move. Antes do amanhecer, ele procura a mesma encruzilhada para voltar a ser homem.

Em algumas localidades diz-se que eles têm preferência por bebês não batizados. O que faz com que as famílias batizem suas crianças o mais rápido possível. Já em outras diz-se que ele se transforma se espojando onde um jumento se espojou e dizendo algumas palavras do livro de São Cipriano e assim podendo sair transformado comendo porcarias até que quase se amanheça retornando ao local em que se transformou para voltar a ser homem novamente. No interior do estado de Rondônia, o lobisomem após se transformar, tem de atravessar correndo sete cemitérios até o amanhecer para voltar a ser humano. Caso contrário ficará em forma de besta até a morte. O escritor brasileiro João Simões Lopes Neto escreveu assim sobre o lobisomem: "Diziam que eram homens que havendo tido relações impuras com as suas comadres, emagreciam; todas as sextas-feiras, alta noite, saíam de suas casas transformados em cachorro ou em porco, e mordiam as pessoas que a tais desoras encontravam; estas, por sua vez, ficavam sujeitas a transformarem-se em Lobisomens…" [1]

A lenda do lobisomem é muito conhecida no folclore brasileiro, e assim como em todo o mundo, os lobisomens são temidos por quem acredita em sua lenda. Algumas pessoas dizem que além da prata o fogo também mata um lobisomem. Outras acreditam que eles se transformam totalmente em lobos e não metade lobo metade homem. Mudam de forma a hora que querem e sabem o que estão fazendo quando se transformam.

Algumas lendas também dizem que se um ser humano for mordido por um lobisomem, e não o encontrar a cura até a 12ª badalada desse mesmo dia, ficará lobisomem para toda a eternidade. No interior do estado de São Paulo, divisa com Minas Gerais, está localizada a cidade de Joanópolis, capital mundial do Lobisomem, com o maior número de avistamentos da fera registrados em uma só cidade até hoje e quando se questionava acerca da razão da existência de tal coisa, as respostas eram algo unânimes: "As palavras dos batizados eram outras..." e mencionava-se as razões já ditas na lenda brasileira. Por vezes, quando as pessoas vinham de uma festa ou convívio, ou simplesmente vinham da horta, a pé ou de carroça, e estamos a falar há 30 ou 40 anos atrás (ou mais), não raras vezes era ouvido um som repetitivo, como um trovão constantemente a tronar, de longe e associava-se isso aos lobisomens.

Desde há alguns anos para cá que não se ouve falar de um caso desses, mas ainda perduram na memória as histórias que nos contavam em pequenos, como a do homem que conversava com os seus amigos no café, e deixa escapar: "Como me custa subir a serra da Ladeira de noite, com pés de porco…".

Lenda portuguesa

No século XIX, Alexandre Herculano escreveu assim sobre o lobisomem português: "Os lubis-homens são aqueles que têm o fado ou sina de se despirem de noite no meio de qualquer caminho, principalmente encruzilhada, darem cinco voltas, espojando-se no chão em lugar onde se espojasse algum animal, e em virtude disso transformarem-se na figura do animal pré-espojado. Esta pobre gente não faz mal a ninguém, e só anda cumprindo a sua sina, no que têm uma cenreira mui galante, porque não passam por caminho ou rua, onde haja luzes, senão dando grandes assopros e assobios para se lhas apaguem, de modo que seria a coisa mais fácil deste mundo apanhar em flagrante um lubis-homem, acendendo luzes por todos os lados por onde ele pudesse sair do sítio em que fosse pressentido. É verdade que nenhum dos que contam semelhantes histórias fez a experiência". (A. Herculano, Opúsculos, Tomo IX, Bertrand, Lisboa, 1909, p. 176-177).

Nos seus estudos sobre mitologia popular, o escritor e etnógrafo português Alexandre Parafita reconhece que, embora a designação sugira tratar-se de um ser híbrido de homem e lobo, muitas das crenças sobre esta criatura identificam-na na figura de cavalo, burro ou bode, consistindo o seu fadário em ir despir-se à meia-noite numa encruzilhada, espojando-se no chão, onde um animal já antes fizera o mesmo, após o que se transforma nesse animal para ir “correr fado”.

A representação na figura híbrida de homem e lobo não é alheia ao desassossego que este animal provoca, desde tempos imemoriais, no inconsciente colectivo. Escreve este autor: “As comunidades rurais transmontanas ainda hoje o encaram como um animal cruel, implacável com os seres mais indefesos, inimigo de pastores, dos caminhantes da noite e pesadelo permanente das crianças que habitam nas aldeias mais isoladas. Não se estranha, por isso, que no fabulário popular o lobo apareça como símbolo do mal e que o conceito de lobisomem, enquanto produto da fantasia popular, possa ser considerado como uma tentativa de apresentar uma criatura onde se conjuga a ferocidade maléfica do lobo com as emoções, ora angustiosas, ora igualmente maléficas, do homem”.[2]

Peeira

Peeira ou fada dos lobos é o nome que se dá às jovens que se tornam nas guardadoras ou companheiras de lobos. Elas são a versão feminina do lobisomem e fazem parte das lendas de Portugal e da Galiza.[3] A peeira tem o dom de comunicar e controlar alcateias de lobos.[4]

Um extenso relato sobre o lobisomem fêmea português encontra-se nas Travels in Portugal de John Latouche (London, [1875], p. 28-36).

Camilo Castelo Branco escreveu nos Mistérios de Lisboa: "A porta em que bateu o padre Diniz comunicava para a sala em que estavam duas criadas da duquesa, cabeceando com sono, depois que se fartaram de anotar as excentricidades de sua ama, que, a acreditá-las, há cinco anos que cumpria fado, espécie de Loba-mulher, ou Lobis-homem fêmea, se os há, como nós sinceramente acreditamos." (Vol.I, Porto, 1864, p. 136).

Corredor

O corredor é a pessoa que tem que correr o fado. O corredor é um ser mutante, pode assumir a forma de lobo, de cão ou outro animal. Quando se encontra um para quebrar o fado deve-se fazer sangue, isto é, fazê-lo sangrar. [5]

Tardo

O Tardo é uma espécie de duende, um ser mutante que assume formas de animais mas que pode transformar-se num lobisomem se ao fim de sete anos não lhe quebrarem o fado. Quando uma pessoa mente sobre ter visto um lobisomem, ele procura a pessoa e a enterra viva dentro de uma floresta fechada. Se a pessoa não for resgatada após três dias ela é condenada a morte (mesmo sendo mulher ou uma criança), devido a sua mentira. A pessoa que mentiu sobre ter o visto, se prepare, pois ele estará a sua espera. Depois, com sua morte o lobisomem pega o seu corpo enterrado e o joga no rio, mas ele fica com seus ossos.

Famosos

·         Entre os muitos famosos lobisomens da ficção estão:

·         Remo John Lupin e Fenrir Lobo Greyback de Harry Potter.

·         Alcide da Série Sookie Stackhouse/Vampiro Sulino.

·         Tyler Smallwood e Jacob Smallwood de Diários do Vampiro: Reunião Sombria.

·         Tyler Lockwood e Mason Lockwood da série The Vampire Diaries

·         Benício Del Toro do filme O Lobisomem

·         Taylor Lautner como Jacob Black em Crepúsculo

Bibliografia

·         Rafael Bluteau, Vocabulario Portuguez e Latino, tomo V, p. 195.

·         Bocage, Obras Escolhidas, primeiro volume, p. 122

·         Camilo Castelo Branco, Mistérios de Lisboa, Vol.I, Porto, 1864, p. 136

·         Garcia de Resende, Excertos, por António Feliciano de Castilho, Livraria Garnier, Rio de Janeiro, 1865, p. 24

·         Sabine Baring-Gould, The Book of Werewolves, Dover Publications, 2006

·         Alexandre Herculano, Opúsculos, Tomo IX, Bertrand, Lisboa, 1909, p. 176-177.

·         John Latouche, Travels in Portugal, London, [1875], p. 28-36

·         Montague Summers, The Werewolf in Lore and Legend, Dover Publications, 2003

·         PARAFITA, A. – O Maravilhoso Popular – Lendas. Contos. Mitos. , Lisboa, Plátano Editora, 2000

Fonte:

·         Wikipedia

Ver também

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DRÁCULA

Conde Drácula é um personagem fictício que dá título ao livro de Bram Stoker escrito em 1897. O personagem é o mais famoso vampiro da ficção, e é, segundo o Guiness Book, o monstro fictício com maior número de aparições na mídia, diretas ou indiretas.

Inspiração

O Conde Drácula do livro de Bram Stoker pode ter sido inspirado no voivode (príncipe) Vlad Tepes, que nasceu em 1431 e governou o território que corresponde à atual Romênia. Nessa época, a Romênia estava dividida entre o mundo cristão e o mundo muçulmano, (Turquia). Vlad III ficou conhecido pela perversidade com que tratava seus inimigos. Embora não fosse um vampiro, sua crueldade alimentava o imaginário de modo que logo passou para o conhecimento popular como um vampiro.

O pai de Vlad III, Vlad II, era membro de uma sociedade cristã romana (de Roma) chamada Ordem do Dragão, criada por nobres da região para defender o território da invasão dos turcos otomanos. Por isso Vlad II era chamado de Dracul (dragão), e, por conseqüência, seu filho passou a ser chamado Draculea (filho do dragão) - a terminação "ea" significa filho. A palavra “dracul”, entretanto, possuía um segundo significado (“diabo”) que foi aplicado aos membros da família Draculea por seus inimigos e possivelmente também por camponeses supersticiosos.

 

Vlad III era conhecido por sua pervesidade e crueldade. Certa vez, dois súditos se esqueceram de tirar o chapéu para reverenciar sua chegada e, por causa disso, Vlad mandou pregar o chapéu em suas cabeças.

Também dizem as lendas que um dia Vlad viu um aldeão com a camisa toda suja e lhe perguntou se sua esposa era saudável. O aldeão respondeu que sim e sua mulher teve ambas as mãos decepadas; e Vlad arrumou outra esposa para o aldeão e a mostrou o que acontecera com a antiga para que servisse de exemplo. Vlad tinha prazer em comer em frente de suas vítimas com os corpos empalados ouvindo seus gritos de agonia.

Muitos desses feitos levam a crer que Vlad III é a principal inspiração para o personagem, a crença que o conde Drácula é morto vivo veio de um fato que em uma de suas muitas batalhas ele levou um forte golpe na cabeça, que o deixou em coma, depois de ver o seu líder cair seus homens bateram em retirada levando consigo seu corpo e antes da fuga ser realizada, Vlad III acorda do coma como se nada tivesse acontecido e logo depois de recobrar os sentidos retornou a batalha levando seu exercito a vitória e a uma de suas mais sangrentas batalhas, criando assim a crença que ele havia retornado dos mortos como um morto vivo

 

Conde Drácula

A biografia de Drácula muda conforme a adaptação de sua obra, mas sempre há em comum que ele, na Idade Média, foi um conde da Transilvânia que se tornou um vampiro e feiticeiro, e assolou a Inglaterra séculos depois. Para uma ligeira idéia, consulte os links de seus filmes abaixo.

 

Aparições em mídias e cultura popular

Literatura

·         Drácula, livro escrito por Bram Stoker

No cinema

·         Dracula, filme de 1931

·         Son of Dracula, filme de 1943.

·         Dracula (1958), filme de 1958.

·         The Brides of Dracula, filme de 1960.

·         Dracula: Prince of Darkness, filme de 1966.

·         Dracula (1973), 1973, direção e produção de Dan Curtis.

·         Dracula (1979), filme de 1979

·         Bram Stoker's Dracula, filme de Francis Ford Coppola (1992).

·         Drácula 2000, filme de 1999

·         Van Helsing (filme), filme de 2004.

·         Blade Trinity, filme de 2004

·         Drácula 3000, filme de 2004

Poderes e habilidades

Embora sendo um personagem de domínio público, e estando sujeito a uma relativa alteração de habilidades de mídia para mídia, ele mantém poderes baseados em sua própria fisiologia vampírica e estudos de necromancia. Drácula tem força sobre-humana (de acordo com Van Helsing, tem a força de 20 homens); pode se transformar em lobo, morcego (ou numa chuva de morcegos equivalente a sua massa corpórea, como mostrado em Dracula: The Series); comanda criaturas noturnas e o clima; pode tornar-se névoa; pode hipnotizar e fazer outras pessoas vampiros assim como ele. Drácula, se não ferido por suas fraquezas (ver abaixo), é imortal e não envelhece, e pode curar-se instantaneamente de ferimentos. Em ao menos duas referências, o Conde consegue tornar-se uma forma híbrida de morcego e humano, e pode queimar coisas ao toque (como fez isto com uma cruz brandida por Van Helsing no filme).

 

Fraquezas

O Conde deve nutrir-se de sangue para sobreviver; ele não pode manter-se sob a luz do sol ou vira cinzas; ele não detém reflexos em espelhos; pode ser morto por uma estaca de madeira de lei cravada em seu coração (em algumas fontes ele também precisa ser decapitado para isso funcionar). Símbolos sagrados como a cruz e água benta podem afastá-lo ou feri-lo (embora que algumas versões ostentem que deve-se ter fé nos símbolos usados para funcionar), o alho e prata podem afastá-lo. Drácula aparentemente não pode cruzar água corrente, embora possa fazê-lo mediante uma embarcação. Drácula não entra em casas sem um convite.Um ramo de rosa silvestre em seu caixão o impede de sair.

 

OUTRAS EXPLICAÇÕES:

"Vampiros e Lobisomens: É a entidade mais cruel e repelente, mas felizmente muito raras são essa criaturas, essas relíquias horrorosas de um tempo em que o ser humano era mais animalesco, são considerados fábulas da Idade Média, pertenciam a Quarta Raça da terra, como na Rússia e Hungria, apesar das lendas exageradas, no fundo tem uma verdade inquestionável. Essas criaturas apegadas ao extremo a vida terrena usavam seu corpo astral para manter íntegro seu corpo físico, roubando sangue dos vivos com seu corpo astral semi materializado, existindo casos registrados na Europa Central de aberturas de caixão encontrava-se o corpo fresco e sadio, muitas vezes mergulhado num sangue fétido.
Já os lobisomens, também de extrema raridade, nos dias de hoje, eram de uma raça extremamente carnívora que se alimentava de animais vivos, numa extrema violência, quando mortos esses indivíduos semi materializados numa espécie de Lobo e Homem atacavam nas matas outros animais.
Portanto aos estudiosos de Viagens Astrais, não se preocupem pois esses tipos são de extrema raridade nos dias de hoje e geralmente os que existem ainda, agem próximos ao seu corpo físico...
" - C.W.Leadbeater - Plano Astral

 

Referências

  1. Drácula (em português). Guia dos Quadrinhos. Página visitada em 23/08/2009.

  2. Rodrigo Emanoel Fernandes (27/05/08). Relembre (ou conheça) Drácula - A Sombra da Noite (em português). Universo HQ. Página visitada em 04/03/2010.

  3. Leadbeater, C.W - Plano Astral - Editora Pensamento.

Fonte: Wikipédia, Plano Astral (Leadbeater)

 

MULA SEM CABEÇA

A mula sem cabeça é um personagem do folclore brasileiro. Na maioria dos contos, é uma forma de assombração de uma mulher que foi amaldiçoada por Deus por seus pecados, muitas vezes é dito ser uma concubina que ter feito sexo dentro de uma igreja com um padre católico, e condenada a se transformar em uma criatura descrita como tendo a forma de um equino sem a cabeça que vomita fogo, galopando pelo campo de entardecer de quinta-feira ao amanhecer de sexta-feira. O mito tem várias variações sobre o pecado que amaldiçoou a mulher a se transformar no monstro: necrofagia, infanticídio, um sacrilégio contra a igreja, fornicação, incesto.

 

A mula-sem-cabeça é uma lenda do folclore brasileiro, a sua origem é desconhecida, mas bastante evidenciada em todo Brasil.
A mula é literalmente uma mula sem cabeça e que solta fogo pelo pescoço, local onde deveria estar sua cabeça, possui em seus cascos, ferraduras que são de prata ou de aço e apresentam coloração marrom ou preta.
Segundo alguns pesquisadores, apesar de ter origem desconhecida, a lenda fez parte da cultura da população que vivia sobre o domínio da Igreja Católica.

Segundo a lenda, qualquer mulher que namorasse um padre seria transformada em um monstro, desta forma as mulheres deveriam ver os padres como uma espécie de “santo” e não como homem, se cometessem qualquer pecado com o pensamento em um padre, acabariam se transformando em mula sem cabeça.


Segundo a lenda, o encanto somente pode ser quebrado se alguém tirar o freio de ferro que a mula sem cabeça carrega, assim surgirá uma mulher arrependida pelos seus “pecados”.

Origem

Acredita-se que o mito tenha uma origem medieval Portuguesa, e deve ter sido trazido ao Brasil no início do período colonial (século XVI ou posterior). Na Espanha há um mito semelhante conhecido como a Muladona. (em espanhol)

O conto é mais popular nos estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, mas é bastante conhecido em todo o país. Mitos semelhantes ocorrem em países vizinhos latino-americanos, como, por exemplo a "Mula Anima (Alma Mula)" (Argentina).

Aparência e características

A aparência da Mula varia muito de região para região. Sua cor é mais comumente dada como marrom, outras vezes, preto com uma cruz branca no peito. Tem ferraduras de prata (ou ferro) que produzem um trote hediondo, mais alto do que qualquer cavalo é capaz de produzir, em outras versões seus cascos é que são de metal. Apesar de ser decapitada, a Mula ainda relincha, geralmente muito alto quando irritada, podendo ser ouvida a quilômetros de distância, e outras vezes, quando mais quieta, geme como uma mulher chorando. Ao invés de cabeça possui uma chama que não a queima ou consome, mas em outros casos a chama pode apenas cobrir parcialmente a cabeça, daí que se diz que a mesma solta fogo pelas ventas e possui um freio de ferro na mesma. A transformação da mulher em mula acontece também no campo psicológico. Sua mente é alterada de tal maneira que rapidamente enlouquece a noite e sai aos campos, matando gado, assustando as pessoas e causando destruição e confusão. Segundo a maioria dos relatos, a Mula é condenada a galopar sobre o território de sete povoados ou freguesias cada noite (assim como a versão brasileira do lobisomem). Segundo alguns relatos, a viagem começa e termina no povoado ou freguesia onde o pecado foi cometido. A transformação geralmente ocorre em uma encruzilhada na noite de quinta para sexta-feira, principalmente se for noite de lua cheia.

Não se deve passar correndo na frente de uma cruz à meia-noite ou ela pode aparecer. Se isso acontecer, a pessoa deve ter o cuidado de não encará-la e se deitar de bruços escondendo as unhas, olhos e dentes, bem como qualquer coisa que brilhe e atraia a atenção da criatura, pois esta não tem boa visão, senão a mula avançará e atropelará a pessoa que estiver em seu caminho.

A mula sem cabeça tem a capacidade de transmitir sua maldição para outras mulheres pecadores. A transformação pode ser revertido por derramamento de sangue se a mula for por exemplo picada com uma agulha ou amarrando-a a uma cruz. No primeiro caso, a transformação será impedida, enquanto o benfeitor estiver vivo e morando na mesma paróquia em que o ferimento foi realizado. No segundo caso, a mulher ficará em forma humana até que o sol amanhecer, mas vai se transformar novamente na próxima oportunidade. A remoção mais estável da maldição pode ser conseguida através da remoção do freio de ferro que a mesma carrega na boca por alguém de grande coragem, caso em que a mulher não vai mudar a forma de novo, enquanto o benfeitor está vivo. Amarrando as rédeas de volta para a boca da mulher voltará a maldição. A remoção da praga é um grande alívio para a mulher, porque a maldição inclui muitas provações, então a mulher agradecida normalmente irá arrepender-se os seus pecados e se casar com o benfeitor. Em qualquer caso, quando a Mula reverte à forma humana da mulher amaldiçoada, esta estará completamente nua, suada e com cheiro de enxofre.

Origem e significado

A mula sem cabeça pode ser oriunda de resquícios da mitologia de povos da Península Ibérica, trazida para a América pelos espanhóis e portugueses, ficando como uma personificação do paganismo latente de algumas práticas populares. Ela mostra os instintos selvagens e comportamentos reprimidos que são inaceitáveis em uma sociedade judaico-cristã. Pode haver alguma ligação entre as mulas brasileiras e as bruxas da Europa Ocidental. Supõe-se ainda que na origem do mito esteja o fato do do uso privativo de mulas como animais de condução pelos padres do século XII. Ser personificado como um animal implica uma visão negativa da personagem, que encarna a mais profunda das forças que fazem parte da consciência humana, ou seja, a libido, cujo aspecto sexual é muitas vezes associada com um cavalo, símbolo da potência e vontade sexual. A ausência de uma cabeça pode ser uma metáfora para a falta de razão, ou provas de que na maldição esteja envolvida a perdição da alma. Em ambos os casos, sem a cabeça para dar algum controle, o corpo fica sob o poder das paixões violentas, impulsos, desejos e satisfação egoísta e imediata. A causa mais frequente para a maldição é o anticristão amor de uma mulher por um padre, um vigário de Cristo na Terra.

Fonte:

Wikipédia

http://www.brasilescola.com/folclore/mula-sem-cabeca.htm

 

 

 

MULHER DE BRANCO

A Mulher da meia-noite é um fantasma do folclore mundial. Seu mito possui diversas variantes em várias partes do mundo, mas é na América do Sul que encontram relatos mais variados.

Versões

·         A versão que parece ser a mais antiga e bem documentada é uma novela escrita por Wilkie Collins em 1859, chamada The Woman in white publicada como folhetim entre 1859-1860 pela revista All the year round, na Inglaterra, e pelo Harper's Bazar, nos Estados Unidos, e pela primeira vez em livro em 1860, é considerada a primeira novela de mistério e fez muito sucesso.

·         No Brasil, a Mulher da meia-noite também recebe os nomes de Bela da Noite, Mulher de branco (ou de outras cores, tais como vermelho, preto, de acordo com as vestes com as quais se apresenta).

·         Na Venezuela, é chamada de "La Sayona".

·         No México recebeu o nome de "La Llorona"

·         Na região andina, existe a figura da "Paquita Muñoz".

Variações do Mito

Brasil

No Brasil, existem várias versões da morte e da maneira de "aterrorizar". Confira algumas:

1 - Uma Mulher grávida de 2 filhos gêmeos, prestes a dar à luz,logo apos o casamento, foi abandonada pelo marido. Quando os filhos nasceram, ela os matou e fugiu de casa. Mais tarde, percebeu o erro que cometera. Uma das maneiras de destruí-la seria faze-la ir até aonde estão enterrados os filhos. 2 - Uma bela jovem que aparece em estradas e pede carona para os homens. Muito bela e sedutora, tenta seduzi-los e fazê-los cometer traição. Se ele realmente trair, ela podera matá-lo; caso contrario, ela apenas irá feri-lo. 3 - Aparentemente, uma mulher que anda pelo cemitério madrugada adentro… vagando pelas lacunas e sepulturas. Ouve-se o choro pelos filhos que ela mesma estrangulou.

·         Variantes:

1.      Mulher de Branco - bela mulher que, em estradas ou ruas ermas das cidades, abordava os homens.

2.      A Loura do Bonfim, que habitaria o Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.

3.      A Loira de Caeté, cuja lenda diz ter sofrido um acidente de carro na perigosa estrada que liga a BR-381 à cidade de Caeté, em Minas Gerais, e morrido, juntamente com o filho. O fantasma da "loira" vai, então, à beira da estrada em busca de uma carona que a leve à cidade para buscar ajuda. Os que não param seus veículos para socorrê-la, ao olhar pelo retrovisor no decorrer da viagem, a verão sentada no banco traseiro, de onde desaparecerá em seguida.

4.      A Loira do Banheiro - Seria uma adolescente de longos cabelos louros, belíssima e namoradeira que ainda em vida, se escondeu no banheiro masculino (ou feminino, depende de cada versão da lenda) de sua escola, para não ser pega namorando (ou fumando em algumas versões) pelos seus professores ou pela diretora. Por azar,escorrega no piso molhado do banheiro, bate a cabeça no chão ou no vaso sanitário e morre. Desde então, seu espírito passa a assombrar e seduzir os garotos que ficam sozinhos nos banheiros das escolas ou aterrorizar as meninas que se arrumam muito à frente dos espelhos de banheiros escolares. Em outra versão, ela é violentada e morta pelos garotos da escola e abandonada no banheiro. Assim como na lenda da Maria Sangrenta, há versões da lenda que dizem: para se livrar da Loura(ou Loira) do Banheiro, tem que puxar os tampões de algodão de suas narinas, fazendo com que seu fantasma desapareça definitivamente.

5.      Maria Degolada - Uma mulher que viveu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Reza a lenda que ela foi degolada pelo marido infiel logo após a lua de mel no morro que hoje é conhecido como Morro da Maria Degolada que hoje se chama Morro da Conceição, localizado na zona leste de Porto Alegre no Alto do Bairro Partenon.

6.      Mulher de Branco - Morreu no banheiro. A lenda diz que quem gastar papel higiênico e água como ela gastou, iria morrer como ela. La diz: se você jogar 3 pedaços de papel na privada e abrir e fechar a torneira 3 vezes, você ira se juntar ao espirito da mulher de branco e aterrorizar os banheiros do Mundo afora.

México

La Llorona é a mais famosa lenda mexicana. É tão marcante para os naturais deste país que, mesmo descendentes de imigrantes vivendo nos Estados Unidos da América e no Canadá, afirmam ter visto La Llorona nas margens dos rios.

Existem, como no Brasil, várias versões do mesmo mito, porém a mais difundida é a que remonta ao século XVI, quando os moradores da Cidade do México se refugiavam em suas moradias durante a noite. Isto se dava, especialmente, com os moradores da antiga Tenochtitlan, que trancavam suas portas e janelas, e todas as noites eram acordados pelos prantos de uma mulher que andava sob o luar, chorando (daí o nome, que significa "A Chorona"). Este fato teria se repetido durante muito tempo.

Aqueles que procuraram averiguar a causa do pranto, durante as noites de lua cheia, disseram que a claridade lhes permitia ver apenas uma espessa neblina rente ao solo e aquilo que parecia-se com uma mulher, vestida de branco com um véu a cobrir o rosto, percorrendo a cidade em todas as direções - sempre se detendo na Plaza Mayor, onde ajoelhava-se voltada para o oriente e, em seguida, levantava-se para continuar sua ronda. Ao chegar às margens do lago Texcoco, desaparecia. Poucos homens se arriscaram a aproximar-se do espectro fantasmagórico - aqueles que o fizeram sofreram com espantosas revelações, ou morreram.

Em 1933 este mito, na versão que narra a história de la Malinche (indígena que serviu de intérprete e foi amante de Fernando Cortez), foi levado às telas, num filme mexicano intitulado La Llorona, estrelado por Virginia Zurí.

 

Em outras variantes deste mito, diz-se que:

1.      A versão original da lenda é de origem mexicali, e narra que esta misteriosa mulher era a deusa Cihuacóatl, que vestia-se com roupas da nobreza pré-colombiana e quando da conquista do México, gritava: "Oh, meus filhos! Onde os levarei, para que não acabe por perdê-los?", e realizava augúrios terríveis.

2.      Uma versão diz que A Chorona era a alma de la Malinche, penando por trair os mexicanos durante a Conquista do México.

3.      Outra relata a tragédia de uma mulher rica e gananciosa que, enviuvando-se, perdeu a riqueza e, não suportando a miséria, afogou seus filhos e matou-se, mas retornou para penar por seus crimes.

4.      Seria, por outra, uma jovem apaixonada que morrera um dia antes de casar-se, e trazia para seu noivo um buquê de rosas, que nunca chegou entregar.

5.      Uma variante relata que seria uma esposa morta na ausência do marido, a quem voltaria para dar um beijo de despedida.

6.      Diz, ainda outra versão, que esta mulher fora assassinada pelo marido e aparecia para lamentar sua morte e protestar sua inocência.

7.      Outra variante diz, que ela fora uma princesa inca que tinha se apaixonado por um soldado espanhol. Eles viveram um grande romance e tiveram um filho. Para ele, era um filho bastardo, e casou-se com outra. A princesa então afogara a criança, e o arrependimento pelo seu crime a fizera morrer.

8.      Já outra versão, baseada da versão venezuelana, diz que esse seria um espírito de uma mulher que depois de descobrir as traições do marido teria tido um surto de loucura e teria afogado seus filhos. Depois de tomar consciência do que fez, ela teria se matado. E agora, ela vaga pelas estradas punindo com a morte os homens infiéis.

LENDA URBANA

A Mulher de Branco Essa história que eu contarei para vocês é extremamente verdadeira, aconteceu a mais ou menos cinqüenta anos numa pequena cidade chamada Conchas, interior de São Paulo. Um pequeno boiadeiro tinha uma linda mulher mas ele nunca a tratou bem, ele tinha também um filho que todos da cidade já não iam muito com a sua cara. Pois bem, essa mulher, esposa do boiadeiro, tinha um amante e muitos dessa cidade encobertavam o "romance",porque o boiadeiro era um homem muito ruim e muita gente não gostava dele e o filho estava indo no mesmo caminho que o pai. Acontece que um dia esse filho descobriu que sua mãe tinha caso com esse amante e foi correndo contar ao pai. O pai um homem ruim e descontrolado como era foi ao lugar onde os dois sempre se encontravam, meio perto da cidade, e assassinou os dois. Os dois depois do acontecimento foram praticamente excluídos por todos da cidade. Anos depois aconteceram muitos relatos de que viram uma mulher de branco andando por perto do lugar do assassinato, e existem mesmo relatos que muitos juram de pés juntos que viram a mulher de "camisola" branca andando por ruas escuras da cidade. Os antigos contam que a mulher foi vestida no seu enterro com um tipo de camisola branca e que as características que todos contam do fantasma são iguais a da mulher assassinada. Muitos dizem que ela voltou para vingar a sua morte, para atormentar a vida do filho ingrato que ainda esta vivo.  (Site Sobrenatural)

 

Fonte:

Wikipedia

http://www.sobrenatural.org/lenda_urbana/detalhar/637/___a_mulher_de_branco/

 

 

LENDAS E FOLCLORE

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Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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