Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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22 - MITOLOGIAS

 

INDICE:

22.01 - Folclore Brasileiro

22.02 - Mitologia Indígena

22.02.1 - Mitologia Tupi-Guarani

22.02.2 - Mitologia Asteca

22.02.3 - Mitologia Maia

22.02.4 - Mitologia Inca

22.02.5 - Mitologia Navajo

22.02.6 - Mitologia Indígena Norte-Americana

22.03 - Mitologia Africana (África Negra)

22.03.1 - Mitologia Bantu

22.03.2 - Mitologia Iorubá

22.03.3 - Mitologia Khoi (Khoikhoi)

22.04 - Mitologia Eslava (Russa)

22.05 - Mitologia Sumeriana (Babilonia)

22.06 - Mitologia Persa (Árabe)

22.07 - Mitologia Chinesa

22.08 - Mitologia Japonesa

22.09 - Mitologia Indiana

22.10 - Mitologia Hebraica

22.11 - Mitologia Cristã

22.12 - Mitologia Nórdica

22.13 - Mitologia Celtica

22.14 - Mitologia Egípcia

22.15 - Mitologia Greco-Romana

 

 

 

22.01 - Folclore Brasileiro:

O folclore brasileiro é um conjunto de mitos, lendas, usos e costumes transmitidos em geral oralmente através das gerações com a finalidade de ensinar algo, ou meramente nascido da imaginação do povo. Por ser o Brasil um país de dimensões continentais, possui um folclore bastante rico e diversificado e suas histórias enaltecem o conhecimento popular e encantam os que as escutam.

 

O folclore brasileiro e a cultura erudita

O folclore brasileiro, apesar de ter raízes imemoriais, só começou a receber a atenção da elite nacional em meados do século XIX, durante o Romantismo. Naquele momento, acompanhando uma onda de interesse pela cultura popular que crescia na Europa e nos Estados Unidos, alguns estudiosos brasileiros como Celso de Magalhães e Sílvio Romero passaram a pesquisar as manifestações folclóricas nativas e publicar estudos sistemáticos [1]. Ao mesmo tempo, diversos artistas cultos passaram a empregar elementos da cultura popular na criação de obras destinadas aos círculos ilustrados, como parte de um projeto, estimulado e desenvolvido pelo governo de Dom Pedro II, de construção de um corpo de símbolos nacionalistas que poderia contribuir para a afirmação do Brasil entre as nações civilizadas. As classes superiores nunca foram inteiramente livres da influência da cultura popular, mas obras como por exemplo Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, e a música de Luciano Gallet e Alexandre Levy deram a temas do folclore brasileiro um papel de destaque na arte culta, e desde então o interesse pelo assunto só cresceu, e em várias frentes, dando origem a numerosas obras de arte, estudos literários e pesquisas científicas, com vasta bibliografia local e atraindo também a atenção internacional.

 

O resultado disso é que atualmente o folclore brasileiro se encontra em uma posição privilegiada. Além de ser a base alimentadora de boa parte do turismo cultural do país, se tornou instrumento de educação nas escolas e está protegido por lei, sendo considerado um bem do patrimônio histórico e cultural do Brasil. A Constituição protege o folclore através dos artigos 215 e 216, que tratam da proteção do patrimônio cultural brasileiro, ou seja, "os bens materiais e imateriais, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira". Os órgãos estatais responsáveis pelo estudo, proteção e divulgação do folclore nacional são a Comissão Nacional de Folclore, ligada à UNESCO e ao Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura, e responsável pela elaboração da Carta do Folclore Brasileiro, e o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, ligado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

 

Por outro lado, como se observa em outras partes do mundo, o folclore brasileiro está experimentando modificações importantes em virtude do apelo turístico, e da influência dos novos meios de comunicação de massa e das novas tecnologias de registro e difusão de informações, ocasionando a descaracterização de muitos fatos folclóricos e sua transformação em espetáculos de massa. Essa transformação cultural está obrigando os pesquisadores a rever seus conceitos e métodos de estudo dentro de uma perspectiva interdisciplinar mais ampla e mais livre de preconceitos etnocêntricos, incorporando os avanços recentes da ciência e da tecnologia.

 

Música

Caracteriza-se pela simplicidade, monotonia e lentidão. Sua origem pode estar ligada a uma música popular cujo autor foi esquecido ou pode ter sido criada espontâneamente pelo povo. Observa-se a música folclórica sobretudo em brincadeiras infantis, cantos religiosos, ritos, danças e festas.

 

São exemplos:

 

cantigas de roda;

acalantos;

modinhas;

cantigas de trabalho;

serenatas;

cantos de velório;

cantos de cemitério.

 

Danças e festas

As danças acompanham as músicas em vários rituais folclóricos, sendo as principais danças folclóricas brasileiras samba, baião, frevo, xaxado, maracatu, tirana, catira, quadrilha.

 

As principais festas são Carnaval, Festas juninas, Festa do Rosário, Festa do Divino, Congado e as Cavalhadas.

 

 

Linguagem

As principais manifestações do folclore na linguagem popular são as seguintes:

 

Adivinhações: também chamados de adivinhas. Consistem em perguntas com conteúdo dúbio ou desafiador.

Exemplo:

O que é o que é?

Está no meio do começo, está no começo do meio, estando em ambos assim, está na ponta do fim?

Branquinho, brancão, não tem porta, nem portão?

Uma árvore com doze galhos, cada galho com trinta frutas, cada fruta com vinte e quatro sementes?

Uma casa tem quatro cantos, cada canto tem um gato, cada gato vê três gatos, quantos gatos têm na casa?

Altas varandas, formosas janelas, que abrem e fecham, sem ninguém tocar nelas?

Respostas:

A letra M

Ovo

Ano, mês, dia, hora

Quatro

Olhos

Parlenda: são palavras ordenadas de forma a ritmar, com ou sem rima.

Provérbios: ditos que contém ensinamentos.

"Dinheiro compra pão, mas não compra gratidão."

"A fome é o melhor tempero."

"Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão."

"Pagar e morrer é a última coisa a fazer."

Quadrinhas: estrofes de quatro versos sobre o amor, um desafio ou saudação.

Piadas: Piada ou Anedota é uma história curta de final geralmente surpreendente e engraçado com o objetivo de causar risos ou gargalhadas (ou sensação de) no leitor ou ouvinte. É um tipo específico de humor que, apesar de diversos estilos, possui características que a diferenciam de outras formas de comédia.

Literatura de Cordel: livrinhos escritos em versos, no nordeste brasileiro, e pendurados num barbante (daí a origem de cordel), sobre assuntos que vão desde mitos sertanejos às situações social, política e econômica atuais.

Frases prontas: frases consagradas de poucas palavras com significado direto e claro.

 

Frases em parachoques: caminhoneiros pintam em seus pára-choques, frases do folclore brasileiro, usando o humor e a criatividade.

Trava-Língua: É um pequeno texto, rimado ou não, de pronunciação difícil. Podemos definir os trava línguas como frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira). Apresentam-se como um desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase difícil para um outro indíviduo falar. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente. Estes trava línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.

 

Usos e costumes

Neste campo inclui-se ítens a respeito da alimentação, cultivo, vestuário, comportamento, etc, de um povo de uma região, que tem costumes de ir a vários lugares.

 

 

Brinquedos e brincadeiras

Os brinquedos são artefatos para serem utilizados sozinho, como a boneca de pano, o papagaio (pipa), estilingue (bodoque), pião , arapuca , pandorga, etc.

 

As brincadeiras envolvem disputa de algum tipo, seja de grupos ou individual, como o pega-pega, bolinha-de-gude, esconde-esconde, resgate, nunca 3, pique bandera, etc.

 

As brincadeiras se modificam de acordo com sua região, pode ser mudar o nome ou então a forma de brincar.

 

Figuras do Folclore, Lendas e Mitos:

 

Boitatá - Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".

 

Boto - Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.

 

Caipora - uma entidade da mitologia tupi-guarani. É representada como um pequeno índio de pele escura, ágil, nu, que fuma um cachimbo e gosta de cachaça.

 

Chupa-cabra - é, supostamente, um animal desconhecido para a zoologia que mata sistematicamente animais rurais em regiões da América, como Porto Rico, Flórida (Estados Unidos), Nicarágua, Chile, México e Brasil. O nome da criatura deve-se à descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o seu sangue alegadamente drenado. Esta lenda moderna não é autóctone do Brasil e sim uma assimilação de lendas hispânicas divulgadas com fervor até pela mídia norte-americana.

 

Cuca - um dos principais seres mitológicos do folclore brasileiro. Diz a lenda que era uma velha feia na forma de jacaré que rouba as crianças desobedientes.

 

Curupira - Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.

 

Lobisomem - Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.

 

Iara - Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

 

Mula-sem-cabeça - uma mulher, virgem ou não, que tivesse coito com um padre católico, se transformaria em Mula-sem Cabeça. Outra versão é que, se um padre engravidasse uma mulher e a criança fosse do sexo feminino viraria mula-sem-cabeça e se fosse menino seria um lobisomem.

 

Negrinho do Pastoreio – Lenda de um escravo negrinho que foi assassinado pela crueldade humana do seu patrão, foi chicoteado no tronco, depois colocado vivo num formigueiro, tudo porque perdeu um cavalo no pastoreio. Por isso é chamado para achar coisas perdidas.

 

Corpo-seco - É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.

 

Pisadeira - É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.

 

Mapinguari - Seria uma criatura coberta de um longo pêlo vermelho vivendo na Floresta Amazônica. Segundo povos nativos, quando ele percebe a presença humana, fica de pé e alcança facilmente dois metros de altura. Seus pés seriam virados ao contrário, suas mãos possuiriam longas garras e a criatura evitaria a água, tendo uma pele semelhante a de um jacaré.

 

Mãe-de-ouro - Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.

 

Saci Pererê - O Saci-Pererê é representado por um menino negro, que tem apenas uma perna. Está sempre com seu cachimbo, e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas. A lenda também diz, que o Saci tem o poder de andar dentro de redemoinhos de vento, e folhas secas.

Vitória Régia

 

 

Crenças e superstições

Sabença: sabedoria popular utilizada na cura de doenças e solução de problemas pessoais através de benzeduras.

 

Crendice: crença absurda, também chamada de ablusão.

 

Superstição: explicações de fatos naturais como consequências de acontecimentos sobrenaturais.

 

Arte e artesanato

Compreende uma ampla área, que se estende desde a culinária até o artesanato propriamente dito. Baseiam-se em técnicas rudimentares de produção e utilizam-se de matéria-prima natural como madeira, ossos, couro, tecido ,Colchote, pedras, sementes, entre outros.

 

 

Referências

1. Frade, Cáscia. Folclore/Cultura Popular: Aspectos de sua História. UNICAMP.

2. Ribeiro, Maria de Lourdes Borges. Que é Folclore?. Anuário do Folclore, 1993. Revisado por L.F. Rabatone, 2002. In Portal Folclore Brasileiro

3. Rabatone, L. F. Folclore: Definição, Significado, Características, Legislação... Anuário do Folclore. In Portal Folclore Brasileiro

4. Cachambu, Adriane et alii. O Folclore e a Educação. Cadernos FAPA - n. 1 – 1º sem. 2005

5. Benjamin, Roberto. Folclore no Terceiro Milênio. IV Seminário de Ações Integradas em Folclore. Comissão Maranhense de Folclore. Boletim n. 21 / Dezembro 2001

 

22.02 - MITOLOGIA INDÍGENA:

 

22.02.1 - Mitologia Tupi- Guarani:

Mitologia guarani refere-se às crenças do povo tupi-guarani da porção centro-sul da América do Sul, especialmente os povos nativos do Paraguai e parte da Argentina, Brasil e Bolívia.

 

Mito guarani da criação

A figura primária na maioria das lendas guaranis da criação é Iamandu (ou Nhanderu ou Tupã), o deus Sol e realizador de toda a criação. Com a ajuda da deusa lua Araci, Tupã desceu à Terra num lugar descrito como um monte na região do Aregúa, Paraguai, e deste local criou tudo sobre a face da Terra, incluindo o oceano, florestas e animais. Também as estrelas foram colocadas no céu nesse momento.

 

Tupã então criou a humanidade (de acordo com a maioria dos mitos Guaranis, eles foram, naturalmente, a primeira raça criada, com todas as outras civilizações nascidas deles) em uma cerimônia elaborada, formando estátuas de argila do homem e da mulher com uma mistura de vários elementos da natureza. Depois de soprar vida nas formas humanas, deixou-os com os espíritos do bem e do mal e partiu.

 

Nhanderuvuçú (Tupã) é considerado Deus supremo na religião primitiva dos índios brasileiros que habitavam as terras tupiniquins atualmente chamadas Brasil.

 

Os exploradores portugueses descobriram essas terras em 22 de abril de 1500 e inicialmente as nomearam ilha de Vera Cruz. Depois, verificando que não era possível contornar a tal da ilha, concluiram em se tratar de um imenso território o qual passou a ser chamado Terra de Santa Cruz devido à forte influência religiosa em tudo o que nomeavam em suas viagens exploratórias. Depois, com a exploração e exportação para a Europa, do pau-brasil (madeira avermelhada como brasa) esse grande território passou a ser chamado Brasil.

 

Nhanderuvuçú não tem forma humana a chamada forma antropomórfica, é a energia que existe, sempre existiu e existirá para sempre, portanto Nhanderuvuçú existe mesmo antes de existir o Universo.

 

A única realidade que sempre existiu, existe e existirá para sempre é a energia a qual os índios brasileiros identificam como Nhanderuvuçú.

 

Características da energia:

 

A energia existia mesmo antes de existir a relatividade, antes do início do Universo.

 

A energia existia no caos sem tempo, sem espaço e sem nenhum tipo de velocidade, era o caos mas a energia sempre existiu.

 

Leis fundamentais da energia:

Energia não pode ser criada nem destruída.

Energia pode se transformar de uma forma de energia em outra.

Energia total do Universo não aumenta nem diminui apenas tudo fica em constante transformação.

Para os índios brasileiros não catequizados e para outros brasileiros que nem índios são; essa religião continua sendo professada atualmente por muitos fiéis residentes no Brasil.

 

Dizem eles que o início do mundo foi muito semelhante ao que dizem as outras doutrinas de outras religiões estrangeiras.

 

Deus, chama-se Nhanderuvuçú.

 

No princípio ele criou a alma, que na língua tupi-guarani diz-se "Anhang" ou "añã" a alma; "gwea" significa velho(a); portanto anhangüera "añã'gwea" significa alma antiga.

 

Nhanderuvuçú criou as duas almas e, das duas almas (+) e (-) surgiu "anhandeci" a matéria.

 

Depois ele disse para haver lagos, neblina, cerração e rios.

 

Para proteger tudo isso, ele criou Iara.

 

Depois de Iara, Nhanderuvuçú criou Tupã que é quem controla o clima, o tempo e o vento, Tupã manifesta-se com os raios, trovões, relâmpagos, ventos e tempestades, é Tupã quem empurra as nuvens pelo céu.

 

Nhanderuvuçú criou também Caaporã o protetor das matas por si só nascidas e protetor dos animais que vivem nas florestas, nos campos, nos rios, nos oceanos, enfim o protetor de todos os seres vivos.

 

Caaporã quando é evocado para proteger as plantas plantadas junto aos roçados dos índios é chamado por eles de forma carinhosa com o cognome de Ceci.

 

Caaporã em língua tupi-guarani significa "boca da mata "Caa = boca e Porã = mata"

 

Dizem as lendas que no meio dos animais protegidos por Caaporã apareceu mais um casal de animais.

 

A primeira mulher, Amaú e, o primeiro homem, Poronominare.

 

Quem segue esta religião, religião "Primitiva do Brasil" adora as formas de manifestações da energia, adora o Sol, os raios, os relâmpagos e o clima em geral, através da adoração de Tupã, adora as águas, a neblina, os rios, cachoeiras, lagos, lagoas, mares e oceanos através da adoração de Iara, adoram as matas, os animais e toda a natureza adorando Caaporã, evocam Ceci para proteger os campos plantados, a agricultura e as criações de animais domésticos.

 

Enfim adoram o que existe de fato, adoram somente o que é realmente real, os fenômenos naturais, o clima, a natureza, apenas as coisas reais.

 

Primitiva do latim "primitivu", primeiros tempos; princípio.

 

A religião "Primitiva do Brasil", não inclui nenhum personagem antropomórfico (forma humana) em suas crenças, apenas Poronominare e Amaú possuem essa forma mas, não são divinos, são animais também e, portanto pertencem à Caaporã o protetor de toda a natureza viva e isso inclui todos os seres vivos inclusive nós os animais humanos.

Dizem: "A realidade é a única verdade em que podemos acreditar".

 

Os jesuítas durante a catequese dos indígenas brasileiros, interpretaram equivocadamente "Anhangüera" com o significado de "diabo velho" ao invés de "alma antiga"; outro equívoco deles foi chamar Caaporã de "curupira" que é o mito de um demônio com forma de gente e com os pés ao contrário criado segundo a imaginação no folclore dos colonizadores cristãos no Brasil durante o processo da catequese destes índios.

 

Osvaldo Orico, foi da opinião de que os indígenas tinham noção da existência de uma força, de um Deus superior a todos. Assim ele diz:

 

"Tupã-Cinunga ou "o trovão", cujo reflexo luminoso é tupãberaba, ou relâmpago cuja voz se faz ouvir nas tempestades sua morada é o Sol.

 

Tupã representa um ato divino, é o sopro da vida, e o homem a flauta em pé, que ganha a vida com o fluxo que por ele passa."

 

Primeiros humanos

Os humanos originais criados por Tupã eram Rupave e Sypave, nomes que significam "Pai dos povos" e "Mãe dos povos", respectivamente. O par teve três filhos e um grande número de filhas. O primeiro dos filhos foi Tumé Arandú, considerado o mais sábio dos homens e o grande profeta do povo Guarani. O segundo filho foi Marangatu, um líder generoso e benevolente do seu povo, e pai de Kerana, a mãe dos sete monstros legendários do mito Guarani (veja abaixo). Seu terceiro filho foi Japeusá, que foi, desde o nascimento, considerado um mentiroso, ladrão e trapaceiro, sempre fazendo tudo ao contrário para confundir as pessoas e tirar vantagem delas. Ele eventualmente cometeu suicídio, afogando-se, mas foi ressuscitado como um caranguejo, e desde então todos os caranguejos foram amaldiçoados para andar para trás como Japeusá.

 

Entre as filhas de Rupave e Sypave estava Porâsý, notável por sacrificar sua própria vida para livrar o mundo de um dos sete monstros legendários, diminuindo seu poder (e portanto o poder do mal como um todo).

 

Crê-se que vários dos primeiros humanos ascenderam em suas mortes e se tornaram entidades menores.

 

Os sete monstros legendários

Kerana, a bela filha de Marangatu, foi capturada pela personificação ou espírito mau chamado Tau. Juntos eles tiveram sete filhos, que foram amaldiçoados pela grande deusa Arasy, e todos exceto um nasceram como monstros horríveis. Os sete são considerados figuras primárias na mitologia Guarani, e enquanto vários dos deuses menores ou até os humanos originais são esquecidos na tradição verbal de algumas áreas, estes sete são geralmente mantidos nas lendas. Alguns são acreditados até tempos modernos em áreas rurais. Os sete filhos de Tau e Kerana são, em ordem de nascimento:

 

1 - Teju Jagua, deus ou espírito das cavernas e frutas

2 - Mboi Tu'i, deus dos cursos de água e criaturas aquáticas

3 - Moñai, deus dos campos abertos. Ele foi derrotado pelo sacrifício de Porâsý

4 - Yacy Yateré, deus da sesta, único dos sete a não aparecer como monstro

5 - Kurupi, deus da sexualidade e fertilidade

6 - Ao Ao, deus dos montes e montanhas

7 - Luison, deus da morte e tudo relacionado a ela

 

Outros deuses ou figuras importantes

1 - Angatupri, espírito ou personificação do bem, oposto a Tau

2 - Pytajovái, deus da guerra

3 - Pombero, um espírito popular de travessura

4 - Abaangui, um deus creditado com a criação da lua; pode figurar somente como uma adptação de tribos guaranis remotas

5 - Jurupari, um deus de adoração limitada aos homens, em geral apenas para tribos isoladas no Brasil.

 

O Mito: A criação da Noite

Nas Aldeias de todo o mundo, nas terras dos índios, era sempre dia. Nunca havia noite, estava sempre claro. Os homens não paravam de caçar, nem as mulheres de limpar, tecer e cozinhar. O sol ia do leste ao oeste e depois refazia o caminho, ia do oeste ao leste, seguindo assim.

 

Mas teve um dia que o caso mudou. Quando Tupã, aquele que controlava tudo, havia saído para caçar, um homem muito curioso tocou no frágil Sol para saber como funciona. Então o Sol que dava luz e calor havia se apagado, havia quebrado em mil pedacinhos. Então as trevas haviam reinado na aldeia.

 

Tupã não se conformou com tal atitude do homem, e o transformou em um novo animal, que tinha as mão douradas como o Sol que brilhava. E deu-se o nome àquele bicho de macaquinho-de-mão-d'ouro. Tupã então tratou de refazer o Sol. Mas ele só ia ao oeste e não conseguia voltar. Então criou assim a Lua e as estrelas para iluminarem a noite. E assim ia, o Sol ia até o poente, não voltava, e então vinha a Lua e as estrelas. Acabava a noite e o Sol voltava. mas o sol sempre sorrindo ia e um dia viu a lua orgulhoso do que fez

 

Figuras da Mitologia Ameríndia Tupi-Guarani:

A

Abaangui: é o deus da lua na mitologia guarani. De acordo com a lenda, Abaangui tinha um nariz enorme. Este, foi arrancado pelo próprio deus, lançando-o até o céu, criando dessa forma a lua.

Em outra versão da lenda, Abaangui era irmão de Zaguaguayu e tinha dois filhos. Cada um destes filhos atirou uma flecha até o céu, onde ficou fixada. Em seguida, cada um atirou uma flecha que entrou na primeira e assim procederam até formar duas correntes que iam do céu até a terra. Por estas correntes, subiram os dois filhos de Abaangui até chegarem ao céu onde ficaram, transformando-se no sol e na lua.

 

Abaçaí: (segundo Teodoro Sampaio, do tupi a'wa-sa'i; "homem que espreita, persegue") é um gênio maléfico, de proporções gigantescas, que, na mitologia tupi, perseguia os indígenas e os tornava possessos.

Em outra definição, também na mesma mitologia, é um espírito que habita as florestas e convida a dançar, cantar e fazer festa habitava os ermos das florestas e que possuía o indígena que se apartava de seu grupo, deixando-o em transe arrebatado, fora de si. Um espírito que a ótica dos europeus e da evangelização tentou transformar em "gênio maléfico", desconsiderando a necessidade de evasão tão presente na cultura de todo o mundo.

 

Andurá: Andurá é uma árvore fantástica que, à noite, se inflama subitamente.ele se enflama devido a o fogo das queimadas em tribos indigenas.

 

Angra (mitologia): a deusa do fogo na mitologia tupi-guarani.

 

Anhangá: Anhangüera supostamente "Coisa Ruim". Ele é o protetor da caça no campo e nas florestas; Anhangá protege todos os animais contra os caçadores e quando a caça conseguia fugir os índios diziam que Anhangá ou Anhangüera as havia protegido e ajudado a escapar.

Para os jesuítas catequizadores, Anhangá era comparado ao demônio da teologia cristã.

Os jesuítas durante a catequese dos indígenas brasileiros, interpretaram equivocadamente "Anhangüera" com o significado de "diabo velho" ao invés de "alma antiga". Dizem as lendas: No princípio Nhanderuvuçu criou a alma, que na língua tupi-guarani diz-se "Anhang" ou "añã" a alma; "gwea" significa velho(a); portanto anhangüera "añã'gwea" significa alma antiga.

 

Anhum: É o Deus da música na Mitologia Tupi-Guarani, o Deus melodioso que tocava divinamente o sacro Tare.

 

Ao Ao: também grafado como Aho Aho, é o nome de uma monstruosa criatura da Mitologia guarani. Um dos filhos de Tau e Kerana, é uma das figuras centrais da mitologia dos povos que falam o idioma Guarani, localizados históricamente no Paraguai, norte da Argentina e sul e oeste do Brasil.

Ao Ao é freqüentemente descrito como sendo uma voraz criatura parecida com um carneiro, com um grande conjunto de presas afiadas. Alternativamente aparece como sendo um grande pecaminoso.

O seu nome é derivado do som que faria ao perseguir suas vitimas. O primeiro Ao Ao teria uma enorme virilidade e por isso é identificado como o principio da fertilidade pelos guaranis. Produziu grande descendência igual a ele, e servem coletivamente como senhores e protetores das colinas e montanhas.

É descrito ainda como sendo canibal devorador de gente. Embora sua descrição física seja claramente inumana, é meio humana por nascimento, então o termo canibal se aplicaria. De acordo com a maioria das versões do mito, quando localiza uma vítima para sua próxima refeição, persegue o infeliz humano por qualquer distância ou em qualquer território, não parando até conseguir sua refeição.

Se a presa tentar escapar subindo em uma árvore, o Ao Ao circundará a mesma, uivando incessantemente e cavando as raízes até a árvore cair. De acordo com o mito, a única árvore segura para escapar seria a palmeira, que conteria algum poder contra o Ao Ao, e se a vitima conseguisse subir em uma, ele desistiria e sairia em busca de outra refeição. O Ao Ao também teria a função de levar as crianças desobedientes para seu irmão, Yacy Yateré.

 

Aruanã (mitologia): é o deus da alegria e protetor dos carajás na mitologia tupi-guarani.

 

 

B

Boitatá : Boitatá é um termo tupi-guarani, o mesmo que Baitatá, Biatatá, Bitatá e Batatão, usado para designar, em todo o Brasil, o fenômeno do fogo-fátuo e deste derivando algumas entidades míticas, um dos primeiros registrados no país

 

C

Caipora: Caipora é uma entidade da mitologia tupi-guarani. É representada como um pequeno índio de pele escura, ágil, nu, que fuma um cachimbo e gosta de cachaça. Habitante das florestas, reina sobre todos os animais e destrói os caçadores que não cumprem o acordo de caça feito com ele. Seu corpo é todo coberto por pelos. Ele vive montado numa espécie de porco-do-mato e carrega uma vara. Aparentado do Curupira, protege os animais da floresta. Os índios acreditavam que o Caipora temesse a claridade, por isso protegiam-se dele andando com tições acesos durante a noite. No imaginário popular em diferentes regiões do País, a figura do Caipora está intimamente associada à vida da floresta. Ele é o guardião da vida animal. Apronta toda sorte de ciladas para o caçador, sobretudo aquele que abate animais além de suas necessidades. Afugenta as presas, espanca os cães farejadores, e desorienta o caçador simulando os ruídos dos animais da mata. Assobia, estala os galhos e assim dá falsas pistas fazendo com que ele se perca no meio do mato. Mas, de acordo com a crença popular. é sobretudo nas sextas-feiras, nos domingos e dias santos, quando não se deve sair para a caça, que a sua atividade se intensifica. Mas há um meio de driblá-lo. O Caipora aprecia o fumo.

 

Caupe: É a deusa da beleza na mitologia tupi-guarani, conhecida como a Afrodite-indígena

 

Chandoré: era um deus tupi-gurani que, segundo a lenda, foi mandado para matar o índio malvado Pirarucu, que desafiou Tupã, mas fracassou, pois Pirarucu se jogou no rio. Como castigo o índio transformou-se no atual peixe.

 

Curupira : ou Currupira - O Curupira é uma figura do folclore brasileiro. Ele é uma entidade das matas, UM ÍNDIO, um anão de cabelos compridos e vermelhos, cuja característica principal são os pés virados para trás.

É um mito antigo no Brasil, já citado por José de Anchieta, em 1560. Protege a floresta e os animais, espantando os caçadores que não respeitam as leis da natureza, ou seja, que não respeitam o período de procriação e amamentação dos animais e que também caçam além do necessário para a sua sobrevivência e lenhadores que fazem derrubada de árvores de forma predatória.

O Curupira solta assovios agudos para assustar e confundir caçadores e lenhadores, além de criar ilusões, até que os malfeitores se percam ou enlouqueçam, no meio da mata. Seus pés virados para trás servem para despistar os caçadores, que ao irem atrás das pegadas, vão na direção errada. Para que isso não aconteça, caçadores e lenhadores costumam suborná-lo com iguarias deixadas em lugares estratégicos. O Curupira, distraído com tais oferendas, esquece-se de suas artes e deixa de dar suas pistas falsas e chamados enganosos.

Sendo mito difundido no Brasil inteiro, suas características variam bastante. Em algumas versões das histórias, o Curupira possui pêlos vermelhos e dentes verdes. Em outras versões tem enormes orelhas ou é totalmente calvo. Pode ou não portar um machado e em uma versão chega ser feito do casco de jabuti.(imagem abaixo)

 

  

G

Guaraci: ou Quaraci (do tupi kwara'sï, "sol") na mitologia tupi-guarani é a representação ou deidade do Sol, às vezes compreendido como dador da vida e criador de todos os seres vivos, tal qual o sol é importante nos processos biológicos. Também conhecido como Coaraci. É identificado com o deus hindu Brahma e com o egípcio Osíris.

Embora refira-se às entidades e deidades tupis como "deuses", esta forma é incorreta, visto que não havia de fato esta noção de deus ou deuses entre os tupis e guaranis, mas sim de mitos históricos de cada povo.

 

I

Iara: Iara ou Uiara (do tupi 'y-îara "senhora das águas") ou Mãe-d'água, segundo o folclore brasileiro, é uma sereia. De pele morena clara e cabelos negros, tem olhos verdes e costuma banhar-se nos rios, cantando uma melodia irresistível. Os homens que a vêem não conseguem resistir a seus desejos e pulam nas águas e ela então os leva para o fundo do rio, de onde nunca mais voltam. Os que retornam ficam loucos e apenas uma benzedeira ou algum ritual realizado por um pajé consegue curá-los. Os índios têm tanto medo da Iara que procuram evitar os lagos ao entardecer.(Imagem ao lado)

 

J

Jaci: (do tupi îasy "lua"), na mitologia Tupi, é a deusa da Lua, protetora dos amantes e da reprodução. É identificada com Vishnu dos hindus e com Ísis dos egípcios.

 

K

Kurupi: é um deus mitológico guarani, filho de Tau e Kerana. "Curupira", "taiutú-perê", são sinônimos para este homúnculo que habita as florestas verdes e que, em noites de lua cheia atormenta a vida dos índios e animais. Se alimenta de crianças e filhotes recém-nascidos e é reconhecido por seus gritos e gargalhadas malévolos. Costuma estuprar índios perdidos na floresta, assim como índias virgens, sendo que, se isto ocorrer em noites de lua nova, segundo a crença, será concebido um ser híbrido, pequenino e levado.

 

L

Luison: Conhecido na região Amazônica, bem como no norte de Mato Grosso, e outros países, como o Peru e Bolívia. O Luison é uma criatura da mitologia guarani, detentora do poder sobre a morte. Acredita-se que seja semelhante a um macaco de olhos vermelhos, com barbatanas de peixe e um enorme falo (de anta). Seu nome é derivado do nome de outra criatura mitológica, o lobisomem.

 

M

Mahyra: é um nome da mitologia indígena tupi-guarani, do grupo conhecido como Suruí. Seria o herói mítico, pai dos gêmeos Korahi e Sahi (o sol e a lua). São estes gêmeos que completam o trabalho de separação da natureza e da cultura, iniciados por Mahyra, o herói civilizador, por excelência, pois foi ele quem roubou o fogo ao urubu e o deu aos homens.

 

Mairata: O mairata é um dos um dos gênios cultuados pelos tupis.

 

Mapinguari: (ou Mapinguary) seria uma criatura coberta de um longo pêlo vermelho vivendo na Floresta Amazônica. Segundo povos nativos, quando ele percebe a presença humana, fica de pé e alcança facilmente dois metros de altura. Seus pés seriam virados ao contrário, suas mãos possuiriam longas garras e a criatura evitaria a água, tendo uma pele semelhante a de um jacaré.

 

Monã: O Deus supremo dos índios das nações falantes de idiomas da família Tupi-Guarani é conhecido como Monã, que é o criador do mundo, do céu e da terra, dos seres vivos, ou seja, de tudo que existe. A crença em Deus é semelhante à crença cristã, portanto Monã é um Deus semelhante ao cristão, com todos os seus poderes.

A representação de Monã é como algo infinito. Para os índios das nações falantes das línguas tupi-guaranis não há noção de paraíso, nem céu, nem inferno como nas crenças cristãs e sim a "terra sem males" ou Ybymarã-e'yma, local para onde todos irâo e que eles perseguem como uma espécie de paraíso.

 

N

Nhanderuvuçu: Nhanderuvuçú (Tupã) é considerado Deus supremo na religião primitiva dos índios brasileiros que habitavam as terras tupiniquins atualmente chamadas Brasil.

 

P

Parajás: Parajás, deusas Tupi-Guarani da honra, do bem e da justiça.

 

R

Rudá: na mitologia tupi, é o deus do amor, que vive nas nuvens. Sua função é despertar o amor dentro do coração dos homens. É identificado com o deus Shiva dos hindus e com o Hórus egípcio. Também é considerado deus do mar

 

S

Saci-Pererê : é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil. Teve uma transformação com a chegada do negro ao Brasil no qual foi incorporado ao folclore.

O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.

Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico.

Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo e ganhou da mitologia européia, um gorrinho vermelho.

A principal característica do saci é a travessura, muito brincalhão ele se diverte com os animais e com as pessoas, muito moleque ele acaba causando transtornos como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.

Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos.

Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.

Diz também a lenda, que os Sacis nascem em brotos de bambus, nestes eles vivem sete anos e após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

 

Sumé: Zumé, Pay Sumé, Pay Tumé... é o nome de uma antiga entidade da mitologia dos povos Tupis, Guaranis. Sua descrição variava de tribo para tribo. Teria estado entre os índios antes da chegada dos portugueses e que lhes havia transmitido uma série de conhecimentos. Além disso, seria o responsável pela introdução de alguns elementos básicos da alimentação indígena como a mandioca, o mate e a batata doce.

Os colonizadores católicos criaram o mito de que caracterizaria-se pela figura de um homem branco e barbado, que seria São Tomé. Os padres jesuítas associam esta figura ao apóstolo que é bastante conhecido por suas pregações ao redor do mundo, tendo visitado Ásia e América propagando a "boa nova". O apóstolo teria atingido as Índias Ocidentais seguindo a velha rota do cedro além - mar, praticada pelos cartaginenses (descendentes dos fenícios).

 

T

Teju Jagua: é conhecido como deus das cavernas, grutas e lagos na mitologia guarani.Ele tinha um corpo de lagarto e sete cabeças de cachorro , diziam que tinha o corpo muito grande , e por isso andava se arrastando como um lagarto , ele so comia frutas e mel .

 

Tupã: (que na língua tupi significa trovão) é uma entidade da mitologia tupi-guarani.

Os indígenas rezam a Nhanderuvuçu e seu mensageiro Tupã. Tupã não era exatamente um deus, mas sim uma manifestação de um deus na forma do som do trovão. É importante destacar esta confusão feita pelos jesuítas. Nhanderuete, "o liberador da palavra original", segundo a tradição mbyá, que é um dialeto da língua guarani, do tronco lingüístico tupi, seria algo mais próximo do que os catequizadores imaginavam.

Câmara Cascudo afirma que Tupã "é um trabalho de adaptação da catequese". Na verdade o conceito "Tupã" já existia: não como divindade, mas como conotativo para o som do trovão (Tu-pá, Tu-pã ou Tu-pana, golpe/baque estrondante), portanto, não passava de um efeito, cuja causa o índio desconhecia e, por isso mesmo, temia. Osvaldo Orico é da opinião de que os indígenas tinham noção da existência de uma Força, de um Deus superior a todos. Assim ele diz: "A despeito da singela idéia religiosa que os caracterizava, tinha noção de Ente Supremo, cuja voz se fazia ouvir nas tempestades – Tupã-cinunga, ou "o trovão", cujo reflexo luminoso era Tupãberaba, ou relâmpago. Os índios acreditavam ser o deus da criação, o deus da luz. Sua morada seria o sol.

Para os indígenas, antes dos jesuítas os catequizarem, Tupã representava um ato divino, era o sopro, a vida, e o homem a flauta em pé, que ganha a vida com o fluxo que por ele passa.

 

Tucupi:  é um molho de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava, que é descascada, ralada e espremida (tradicionalmente usando-se um tipiti). Depois de extraído, o molho "descansa" para que o amido (goma) se separe do líqüido (tucupi). Inicialmente venenoso devido à presença do ácido cianídrico, o líqüido é cozido (processo que elimina o veneno), por horas, podendo, então, ser usado como molho na culinária.

Lenda: Reza a lenda que Jacy (Lua) e Iassytatassú (Estrela d'alva), combinaram visitar o centro da Terra. Quando foram atravessar o abismo, Caninana Tyiiba mordeu a face de Jacy. Jacy derramou suas lágrimas sobre uma plantação de mandioca. Depois disso o rosto de Jacy ficou marcado para sempre pelas mordidas de Caninana. À partir das lágrimas de Jacy, surgiu o tycupy (tucupi).

 

Y

Yacy Yateré: Jaci Jaterê (também grafado como Jasy Jatere em Guarani e Yacy Yateré em espanhol) é o nome de uma importante figura da Mitologia guarani. Um dos sete filhos de Tau e Kerana, as lendas de Yacy Yateré são das mais importantes da cultura das populações que falam o idioma Guarani, na América do Sul.

Com um nome que significa literalmente pedaço da Lua, é único dentre os seus irmãos a não possuir uma aparência monstruosa. Usualmente é descrito como um homem de pequena estatura, ou talvez uma criança, aloirado e as vezes com olhos azuis. Tem uma aparência distinta, algumas vezes descrita como bela ou encantadora, e carrega um bastão ou cajado mágico. Como a maioria de seus irmãos, habita na mata, sendo considerado o protetor da erva-mate. Algumas vezes é visto como protetor dos tesouros escondidos.

Jaci Jaterê também é considerado o senhor da sesta, o tradicional descanso ao meio do dia das culturas latino-americanas. De acordo com uma das versões do mito, ele deixa a floresta e percorre as vilas procurando por crianças que nao descansam durante a sesta. Embora seja naturalmente invisível, ele se mostra a essas crianças e aquelas que veem seu cajado caem em transe ou ficam catalépticas. Algumas versões dizem que essas crianças são levadas para um local secreto da floresta, onde brincam ate o fim da sesta, quando recebem um beijo mágico que as devolve a suas camas, sem memória da experiência.

Outras são menos claras, onde as crianças são transformadas em feras ou entregues ao seu irmão Ao Ao, uma criatura canibal que se alimenta delas. Muitas lendas Guarani têm muitas versões por serem apenas orais, mas está claro que a intenção é manter as crianças obedientes e sossegadas durante a sesta.

Como já foi dito, o poder de Jaci Jaterê vem de seu bastão mágico, e se alguém for capaz de tirar seu cajado, ele se atira ao chão e chora como uma criança pequena. Neste estado, se alguém perguntar pelos tesouros escondidos, recebe uma recompensa, lenda semelhante ao Leprechaun ou duende europeu.

Acredita-se que o Jaci Jaterê estivesse associado à lenda tupi do Saci Pererê, que por influências africanas e européias acabou por se distanciar das características originais.

 

Yvy marã ey: é um mito indígena. Significa "terra sem males" ou "terra sem mal", em português. Segundo a lenda, neste lugar não haveria guerras, fome nem doença.

Foi um dos principais instrumentos de resistência utilizados pelo povo guarani contra o domínio dos espanhóis e portugueses. Os movimentos pela busca da "terra sem males" era articulado pelos pajés, que se intitulavam Karaís.

Em 1549, sofrendo com a colonização portuguesa, 15.000 índios partiram do litoral, rumos aos Andes, buscando a "terra sem males". Apenas 300 chegaram à Chachalpoyas, no Peru, onde, ao invés de bonança, foram capturados e presos.

O mito de yvy marã ey sobreviveu entre os guaranis mais aguerridos em suas crenças e sua cultura.

 

 

22.02.2 - MITOLOGIA ASTECA:

Os astecas foram um povo que habitou o centro-sul do México atual. Sua mitologia era rica em deuses e criaturas sobrenaturais. À maneira dos romanos, os astecas incorporavam à sua religião divindades de povos que conquistavam.

 

O povo asteca era politeísta, isto é, acreditavam em mais de um Deus, e algumas divindades eram elementos naturais com a água, a terra, o fogo, o vento e a lua. As divindades também eram atribuídas a coisas que lhes causavam medo.

 

O Mito da Criação:

Segundo um mito, no princípio, tudo era negro e morto. Os deuses se reuniram em Teotihuacán para discutir a quem caberia a missão de criar o mundo, tarefa que exigia que um deles teria que se jogar dentro de uma fogueira. O selecionado para esse sacrifício foi Tecuciztecatl. No momento fatídico, Tecuciztecatl retrocede ante o fogo; mas o segundo, um pequeno deus, humilde e pobre (usado como metáfora do povo asteca sobre suas origens), Nanahuatzin, se lança sem vacilar à fogueira, convertendo-se no Sol. Ao ver isto, o primeiro deus, sentindo coragem, decide jogar-se transformando-se na Lua.

 

Ainda assim, os dois astros continuam inertes e é indispensável alimentá-los para que se movam. Então outros deuses decidiram sacrificar-se e dar a "água preciosa", necessária para criar o sangue. Por isso se os homens são obrigados a recriar eternamente o sacrifício divino original.

 

Eles acreditavam que os deuses gostavam destes sacrifícios. Eles eram geralmente praticados com prisioneiros de guerras. Para eles era uma honra dar a vida por um deus.

 

Os astecas acreditavam que antes do presente existiam outros mundos: eram quatro sóis, cada um com um tipo de habitantes: gigantes, que morreram afogados; humanos que foram assomados por um grande vento, e então eles precisaram agarrar-se a árvores, transformando-se em macacos; humanos, que foram mortos em um grande incêndio; outros que foram extintos por uma chuva de sangue e fogo e nós, humanos atuais, que vamos acabar por motivo do Deus do sol que nos destruira com uma chuva de fogo e lava. Então é isso

 

 

Sacrificios:

Os Astecas assim como outras civilizações da mesoamerica capturavam pessoas de tribos, aldeias ou ate mesmo de civilizações inimigas para o sacrifício. Geralmente eles chegavam às aldeias, cidades ou tribos no meio da noite ou no amanhecer bem cedo para atacar. Eles primeiramente entram em silêncio matam os animais, entram na cabana do chefe e em seguida o matam. Depois de matar o chefe inimigo eles atacam as outras pessoa que estão dormindo ou distraídas, os que resistiram levavam golpes na cabeça para ficarem inconscientes, logo em seguida eles pegaram outras pessoas para serem capturadas. Por último eles vendiam as mulheres, homens fracos e crianças para nobres e só os com saúde e fortes iriam para sacrifício.

 

 

Representação dos deuses

Era comum a representação de Deuses através de templos e obras gigantescas. Eles acreditavam que quanto maior a obra ou o templo maior era a adoração que esse Deus considerava. Para representar os Deuses também eram criadas máscaras e objetos de cerâmica. Todo o conhecimento religioso era registrado em livros chamados de Códices, uma espécie de bíblia asteca. Os códices também continham imagens que representavam os Deuses.

 

HORÓSCOPO ASTECA:

O Horóscopo asteca contém 20 signos, compreendidos em 365 dias, divididos em 18 meses, com 20 dias em cada mês. São muitos signos a mais, por isso a dificuldade de conhece-los é maior.

 

Os signos

Os signos podem ser categorizados em três grandes grupos.(Animais, objetos e fenômenos naturais.)

 

Animais

Crocodilo , Lagarto, Serpente, Coelho, Veado, Cão, Macaco, Jaguar, Águia, Abutre.

 

Objetos

Casa, Erva, Cana, Faca, Flor.

 

Fenômenos Naturais

Vento, Morte, Água, Movimento, Chuva.

 

Características

Crocodilo - Sinceros e amigos, valorizam mais o lado social.

Lagarto - A sinceridade é a sua principal virtude.

Serpente - A sorte é aliada dessas pessoas por isso são despreocupadas.

Coelho - São pessoas que colocam a sua própria felicidade em segundo lugar.

Veado - Orgulhosos. Nunca perderem a tolerância com os demais.

Cão - São pessoas agitadas, inconstantes, com predisposição à agressividade.

Macaco - São pessoas que estão em busca de um objetivo através do mínimo esforço.

Jaguar - Voluntariosos, demoram para firmar-se em um relacionamento.

Águia - Carinhosa e delicada, preservam uma postura solitária.

Abutre - Apreciam a rotina, a vida caseira e o convívio com amigos e familiares.

Casa - Sentimentos intensos, apaixonadas, impulsivas e aventureiras.

Erva - Comunicativos, amáveis e amigos, ás vezes inseguros nas relações emocionais.

Cana - Gratidão é a sua melhor qualidade.

Faca - Valorizam as conquistas da vida, apoio dos que o cercam.

Flor - Sensíveis, bom gosto, guardam sentimentos mais íntimos para si.

Vento - Podem dar a impressão de serem rudes e grosseiros, tal o grau de sua sensibilidade.

Morte - São admiráveis, temidos e incompreendidos por sua altivez descontrolada.

Água - carismática e dinâmica. De humor variável, dificulta o convívio em grupo.

Movimento - profissional ou emocionalmente, sempre à procura de novas propostas.

Chuva - Inteligentes e perspicazes, as conquistas profissionais são uma constante.

 

 

22.02.3 - MITOLOGIA MAIA:

A mitologia maia se refere às extensivas crenças politeístas da civilização maia pré-colombina. Esta cultura mesoamericana seguiu com as tradições de sua religião há 3.000 anos até o século IX, e inclusive algumas destas tradições continuam sendo contadas como histórias inventadas pelos maias modernos.

 

Tão só três textos maias completos sobreviveram através dos anos. A maioria foram queimados pelos espanhóis durante sua invasão da América. Portanto, o conhecimento da mitologia maia disponível na atualidade é muito limitado.

 

O Popol Vuh (ou Livro do Conselho dos indianos quiché) relata os mitos da criação da Terra, as aventuras dos deuses gêmeos, e a criação do primeiro homem.

Os livros de "Chilam Balam" também contêm informação sobre a mitologia maia, geralmente descrevem as tradições desta cultura.

As crônicas de Chacxulubchen é outro texto importante para a compreensão da mitologia maia.

 

O Popol Vuh

A história maia da criação dos quiché é o Popol Vuh. Neste se descreve a criação do mundo a partir do nada pela vontade do panteão maia de deuses. O homem foi criado da lama sem muito sucesso, posteriormente se cria ao homem a partir de madeira com resultados igualmente infrutuosos, depois dos dois fracassos se cria o homem em uma terceira tentativa, esta ocasião a partir do milho e se lhe atribuem tarefas que elogiaram a deuses: herrero, cortador de gemas, talhador de pedras, etc. Alguns acham que os maias não apreciavam a arte por si mesmo, mas todos seus trabalhos eram para exaltação dos deuses.

 

Depois da história da criação, o Popol Vuh narra as aventuras dos heróis gêmeos legendários, Hunahpú e Ixbalanqué, que consistiram em derrotar aos Senhores de Xibalbá, do mundo terrenal. Estes são dois pontos focais da mitologia maia e a miúdo se encontraram representados em arte maia.

 

Mito da criação segundo os maias

Na mitologia maia, Tepeu e Gucumatz (o Quetzalcoatl dos astecas) são referidos como os criadores, os fabricantes, e os antepassados. Eram dois dos primeiros seres a existir e se diz que foram tão sábios como antigos. Huracán, ou o ‘coração do céu', também existiu e se lhe dá menos personificação. Ele atua mais como uma tempestade, da qual ele é o deus.

 

Tepeu e Gucumatz levam a cabo uma conferência e decidem que, para preservar sua herança, devem criar uma raça de seres que possam adorá-los. Huracán realiza o processo de criação enquanto que Tepeu e Gucumatz dirigem o processo. A Terra é criada, junto com os animais. O homem é criado primeiro de lama mas este se desfaz. Convocam a outros deuses e achem ao homem a partir da madeira, mas este não possui nenhuma alma. Finalmente o homem é criado a partir do milho por uma quantidade maior de deuses e seu trabalho é completo.

 

A mitologia dos maias tem o seguinte panteão.

Deuses notáveis

Os três primeiros deuses criadores

Estes realizaram a primeira tentativa da criação do homem a partir da lama, no entanto em breve viram que seus esforços desembocaram no fracasso, já que suas criações não se sustentavam por ser o material muito suave.

 

1.Gucumatz: Na mitologia maia, Gucumatz é o deus das tempestades. Acho vida por meio da água e ensino aos homens a produzir fogo. É conhecido também por: Gucamatz, Cuculcán ou Kukulkán.

2.Huracán: Em linguagem maia, Huracan significa "o de uma só perna", deus do vento, tempestade e fogo. Foi também um dos treze deuses criadores que ajudaram a construir a humanidade durante a terceira tentativa. Além disso provoco a Grande Inundação depois que os primeiros homens enfureceram aos deuses. Supostamente viveu nas neblinas sobre as águas torrenciais e repetiu "terra" até que a terra emergiu dos oceanos. Nomes alternativos: Hurakan, Huracán, Tohil, Bolon Tzacab e Kauil.

 

3.Tepeu: Na mitologia maia, foi deus do céu e um dos deuses criadores que participou das três tentativas de criar a humanidade.

 

Os sete segundos deuses criadores

Estes deuses que realizaram a segunda tentativa de achem ao homem a partir da madeira, mas este não possuía nenhuma alma

 

1.Alom

2.Bitol - Deus do céu. Entre os deuses criadores, foi o que deu forma às coisas. Participou das duas últimas tentativas de criar a humanidade.

3.Gucamatz

4.Huracán

5.Qaholom

6.Tepeu

7.Tzacol

 

Os treze últimos deuses criadores

Se podem encontrar referências aos Bacabs nos escritos do historiador do Século XVI Diego de Landa e nas histórias maias colecionadas no Chilam Balam. Em algum momento, os irmãos se relacionaram com a figura de Chac, o deus maia da chuva. Em Yucatán, Chan Kom se refere aos quatro pilares do céu como os quatro Chacs. Também se acha que foram deuses jaguar, e que estão relacionados com a apicultura. Como muitos outros deuses, os Bacabs eram importantes nas cerimônias de adivinamiento, e se lhes faziam você pergunta sobre os grãos, o clima e a saúde das abelhas.

 

 

Os Senhores de Xibalbá

Xibalbá é o perigoso inframundo habitado pelos senhores malignos da mitologia maia. Se dizia que o caminho para esta terra estava infestado de perigos, era escarpado, espinhoso e proibido para os estranhos. Este lugar era governado pelos senhores demoníacos Vucub-Camé e Hun-Camé. Os habitantes de Xibalbá eram treze:

 

1.Hun-Camé

2.Vucub-Camé

3.Xiquiripat

4.Chuchumaquic

5.Ahalpuh

6.Ahalcaná

7.Chamiabac

8.Chamiaholom

9.Quicxic

10.Patán

11.Quicré

12.Quicrixcac

13.Kinich-ahau

 

 

Referências

Este artigo foi baseado na versão da Wikipédia em inglês: Maya Mythology

 

Roys, Ralph L. "Ritual of the Bacabs: A Book of Maya Encantations." University of Oklahoma Press, Norman, Oklahoma, 1965.

J. Eric S. Thompson "Maya History and Religion." University of Oklahoma Press, Norman, Oklahoma, 1970.

Martin, Simon, and Mary Miller. Courtly Art of the Ancient Maya. New York: Thames & Hudson, 2004.

Demarest, Arthur. Ancient Maya: The Rise and Fall of the Rainforest Civilization. Cambridge: Cambridge University Press, 2004.

 

Bibliografia

Anónimo, Popol Vuh. Relato maya del origen del mundo y de la vida. ISBN 9788481649659

De la Garza, Mercedes & Ilia Nájera Coronado, Marta, Religión maya. ISBN 9788481645552

Rivera Dorado, Miguel, El pensamiento religioso de los antiguos mayas. ISBN 9788481648713.

 

22.02.4 - MITOLOGIA INCA:

A base da estrutura cosmológica e religiosa dos Incas, mesmo antes do surgimento do império restava na existência do camaquem, uma força vital presente em todos os factos da existência. Através do camaquem são sustentadas todas as coisas da natureza, inclusive os seres vivos.

 

A mitologia inca diz que o sol enviou seu filho, Manco Capac e Mama Ocllo, filha da lua, sua mulher e irmã, para uma Terra caótica e escura. Eles chegaram erguendo-se das águas do lago Titicaca e, em busca de um lugar para estabelecer seu reino, seguiram em direção noroeste, até o vale do rio Huatanay. Ali, Manco revirou a terra com seu cajado, encontrou solo espesso e fértil e chamou o local de Cuzco ("umbigo do mundo"). A cidade se tornou o centro do poder, da religião e da cultura inca.

 

Uma rede de estradas ligava Cuzco ao resto do império que, em seu apogeu, se estendia do centro do Equador até a região central do Chile, ao sul, e da costa do oceano Pacífico até as encostas orientais dos Andes. O apogeu do império teria ocorrido entre 1435 e 1471 no reinado do líder inca Pachacutec.

 

O Império Inca ("Tawantinsuyo") parece ter tido como base uma confederação de cidades-estado que incluía Cuzco e vilas como Ollantaytambo e Pisac, nos vales do rios Vilcanota e Urubamba. Deuses locais foram incorporados à religião inca e os filhos dos chefes regionais eram levados para Cuzco, onde eram educados para, mais tarde, voltar e governar suas províncias natais.

 

Quase todos os aspectos da vida do povo inca eram controlados pelo Estado, desde o tipo de roupas que podiam usar até o tamanho de suas casas. As pessoas eram obrigadas a trabalhar na construção de estradas e no cultivo da terra. O abastecimento garantido de alimentos era um dos pilares da dominação do povo inca pelo Estado, uma organização eficiente, estável e baseada em um rígido sistema de castas.

 

22.02.5 - MITOLOGIA NAVAJO:

Os índios Navajo da América do Norte, acreditavam que Tsohanoai era o deus Sol. Ele assume forma humana e carrega o Sol às costas, todos os dias (coitado) através do céu. À noite, o Sol descansa, pendurado numa pega na parede ocidental da casa de Tsohanoai.

 

Os dois filhos de Tsohanoai, Nayenezgani (Matador de Inimigos) e Tobadzistsini (Criança de Água) viviam separados do pai, em casa da sua mãe, no extremo ocidente.

 

Quando se tornaram adultos, os dois decidiram procurar o seu pai e pedir-lhe ajuda para combater os espíritos maléficos que aterrorizavam e atormentavam a Humanidade.

 

Após muitas aventuras, eles conheceram a Mulher-Aranha, que lhes disse onde eles poderiam encontrar o deus Sol e deu-lhes 2 penas mágicas para eles se manterem seguros. Finalmente, chegaram a casa de Tsohanoai, onde ele lhes forneceu setas mágicas para conseguirem derrotar os Anaye, monstros maléficos que devoravam homens.

 

A filosofia religiosa dos navajos é ligada a natureza, que busca a harmonia, de uma ligação entre os homens e todas as fases da natureza atuam juntos, e os seres pequenos, aparentemente insignificantes, podem tornar-se tão importantes quanto os grandes e possantes. Há um panteão navajo, mas não uma verdadeira hierarquia. Os grandes deuses, às vezes, são eclipsados por criaturas modestas e humildes que podem realizar aquilos que eles não conseguem.

 

 

Todos os poderes, como a possível exceção de Mulher que Muda, são igualmente bons e maus, dependendo de sua natureza intrínseca, do modo como são abordados, de seu humor e das condições do momento, e do contexto de sua atuação. A maioria das cerimônias tem por finalidade persuadir os deuses a outorgar dádivas à humanidade, banir o mal e restaurar a harmonia natural são imagens e rituais vibrantes, que buscam a estabelecer a harmonia do ser humano do ser humano com as forças naturais a sua volta. É através desta interação que os xamãs evocam os poderes curativos da natureza, em ritos de purificação que incluem orações, cânticos e símbolos cristalizados em pinturas de areia e transmitidos de geração em geração. A cura dos navajos todo um sistema de crença (mitologia dos navajos) do paciente, liberando energia da identificação simbólica para recriar o mundo interior. Os mitos são o alicerce flexível sobre o qual os cantos de cura se assentam. Cada canto tem um mito associado, que descreve sua origem e aventuras do herói ou heroína que buscam obter dos deuses aquele canto.

 

Às vezes, as orações , os cânticos e as pinturas com areia, além da ação dos rituais, referem-se ao mito, mas não existem correspondências exclusiva. O mito não pode ser reconstituído a partir da cerimônia. Não é sequer exigido do xamã que ele conheça o mito do canto que dirige, embora deva conhecer detalhadamente tudo mais. É porém notável se ele dominar esse conhecimento.

 

Os rituais navajos organizam-se em torno do culto ao Sol. Em razão da idéia navajo de concepção, a crença de que está é devida a uma união da luz (calor) com a água (sêmem, umidade), o Sol como símbolo de luz, calor e quentura, domina de certa maneira todos os outros espíritos e deidades. Uma vez que todas as coisas aparecem aos pares - onde um domina e outro é dominado, um é mais forte e outro mais fraco - Mulher que Muda é o equilibrador do par. Seu poder talvez seja tão grande quanto o do Sol, mas qualitativamente diferente. Mulher que Muda (Istsá Natlehi) é o grande símbolo da terra com todas as suas variaçòes sazonais, o poder da mulher de renovar a vida, o amor materno. Ela parece ter uma boa vontade consistente para com a humanidade.

 

Assim, o Sol e a Mulher que Muda formam o eixo central em torno do qual orbitam todos os outros poderes e seres. São a fonte fundamental de saúde e harmonia, têm o poder de fortalecer e rejuvenescer. De sua união vieram os Gêmeos Guerreiros, o Matador de Monstros (Naye Nezgáni) e o Filho da Água (Tobadsistsíni), que fazem árdua viagem para visitar seu Pai Sol e ganhar dele o poder para derrotar os monstros e libertar o povo (mitologia do Canto da Noite, que serve par libertar o paciente de ataques obsessivos). Ele e seus pais, Mulher que Muda e o Sol são a "Sagrada Família" da teologia navajo. Mulher que Muda e o Sol ligam-se também cada qual a um ser sobrenatural mais fraco, do mesmo sexo, que complementa ou amplia sua natureza: a Lua (Kléhanoi) é o irmão mais fraco do sol, e a Mulher Cocha Branca (Yolkáiestan) a irmã mais fraca de Mulher que Muda.

 

A Mulher Cocha Branca é um pouco mais dúbia e não confiável do que sua irmã. Está "Sagrada Família" foi um desenvolvimento posterior, dentro da história mítica dos navajos. Nos mundos inferiores dos mitos de origem, o Primeiro Homem e a Primeira Mulher eram os protagonistas e viviam as voltas com bruxarias e o mal. Coiote, Begochidi, o Deus Negro (ou Deus do Fogo), a Mulher Sal, os insetos e os outros animais estavam lá desde o princípio e tiveram papéis importantes na longa ascensão até a luz e a consciência. Além das figuras universais, todo canto parece Ter um mini-panteão próprio. O Canto da Chuva, de Pedra que Fala, do Povo Trovão, em que o Trovão Branco e o Trovão Negro são deidades de destaque. O Canto da Grande Estrela (o meu favorito) introduz o Povo Estrela, para quem a Grande Estrela é o grande sábio.

 

No Canto da Noite existem o povos sagrados especiais, geralmente chamados Yei, que na noite final são personificados pelos dançarinos que usam máscaras azuis e colares de sempre-vivas, e cantam numa voz de falsete, sinistra. Os Yei são conduzidos por Deus que Fala (Hastyéyalti), que é como um mentor severo para os heróis do canto, guiando-os e dirigindo-os em suas aventuras, e salvando-os de todo tipo de revés. Geralmente é identificado como o leste e os sol nascente. Seu grito Wu, hu hu hu é parecido com o chamado da manhã dos rituais Pueblo. Geralmente faz parte com Deus Lar como alguns preferem chamá-lo, que parece simbolizar a domesticidade, a paz, a fertilidade, e está associado com o oeste e o sol poente. Nesse sentido são ambos parte do complexo simbólico solar.

 

O mundo navajo é repleto de divindades. Toda força natural, cada elemento geográfico, toda planta, animal ou fenômeno meteorológico tem seu poder sobrenatural peculiar e pode ser representado por uma imagem personificada nas pinturas em areia. E ainda existe Begochidi! Ele é diferente de todos os outros e encarna a essência do paradoxo. Por um lado é filho do Sol, associado à luz e ao fogo, é uma deidade solar, criador da vida, que teve "relação sexual com tudo que existe no mundo". Neste aspecto benigno, é o patrono dos animais domésticos e de uso: é para ele que se reza pedindo que o cavalo seja muito bom. É retratado como figura solar com cabelo louro ou ruivo, e olhos azuis. Por outro lado, porém, Begochidi é um grande malfeitor e jogador. Ele pode mudar, se o desejar, e assumir qualquer forma de arco-íris, areia, água ventos, insetos, etc. Desmoraliza os outros deuses, mudando-lhes nuvens de insetos para mordê-los sem piedade, até que concordem com suas exigências. Esgueira-se por trás das meninas e belisca-lhes os seios gritando "Bego, bego"(diz-se que seu nome significa Aquele que agarra os seios"). Quando um caçador está fazendo mira, ele agarra seus testículos e estraga o tiro. Faz a mesma coisa quando um homem e uma mulher estão tendo relação sexual. Às vezes, Begochidi aparece como uma minhoca ou inseto que rasteja no pó e representa alguma coisa obscena. Favorece o sexo e a procriação, mas também é patrono dos travestis e veste-se como mulher.

 

No mito do Caminho da Traça, Begochidi vive com o Povo Borboleta como travesti. Está sempre pondo suas mãos nas virilhas dessas pessoas e dizendo "Bego, bego". Ele não deixa que se casem enquanto estiver cuidando delas. Um dia quando estava afastado, praticam incesto entre irmãos como consequências desastrosas. Todos ficam com a "loucura da traça" e se atiram ao fogo numa investida enlouquecida e precisam ser separados á força. Finalmente, é encontrada a cura com uso de medicamentos preparados à base de um litro de essência de coiote, texugo, raposa azul ou urso. Quando esse medicamento é ministrado, o irmão e a irmã sentam-se de costas um para o outro, e saem borboletas de suas bocas que se desvanecem no ar. Quando se busca um paralelo para a natureza de Begochidi, pensa-se logo em Mercúrio, tão necessário ao trabalho dos alquimistas. Mercúrio pode ser associado com o fogo, "o fogo universal e cintilante da luz da natureza, que contém em si o espírito celestial". Poderia ser uma criatura também lasciva e, eventualmente, foi representado em coabitação contínua. Num texto Rosa Cruz, sua natureza dual é demostrada primeiro na coabitação, depois na fusão ou mescla dos lados masculino e feminino, associado ao sol e a lua. Como diz Jung: "Ele é um demônio, um psicopompo redentor, e um traquinas esquivo, assim como reflexo de Deus na natureza física".

 

Assim, tanto Mercúrio como Begochidi combinam o mais baixo e o mais elevado, o traquinas lascivo e a unidade mística com Deus, a ligação do sol com a lua, uma sexualidade desvairada e a transcedência sexual. As duas dimensões podem tanto ajudar como impedir, dependendo de como foram abordadas. Begochidi é um símbolo de reconciliação que contém o bem e o mau, o alto e o baixo, o puro e o impuro, o másculo e o afeminado, e, assim, é um dos conceitos intuitivos mais audaciosos da filosofia religiosa nativa americana, uma engenhosa tentativa de expressar a natureza essencialmente paradoxal do homem, na imagem de um Deus.

Fonte: Terra Mística –

http://www.terramistica.com.br/index.php?add=Artigos&file=article&sid=111

 

Navajo Mythology é um sistema de crenças que é extremamente rica e expressiva, bem como complexo, com muitos contos. Mitologia Navajo é baseada no reconhecimento de que todas as histórias de encontrar um lugar dentro de várias épocas importantes da história sagrada, uma história que aconteceu " no início. As histórias são passadas de geração em geração por via oral e fornecem a base de Navajo vida e pensamento

 

A criação Navajo história centra-se na zona conhecida como o Dinétah, a terra tradicional do povo Navajo. Este mito da criação é a base para o modo de vida tradicional Navajo. O esquema básico do mito da criação Navajo começa com a Santa Supremo Vento que está sendo criado, a névoa de luzes, que surgiu através da escuridão para animar e trazer efeitos para o Povo miríade Santo, sobrenatural e sagrado em três diferentes mundos inferiores. Todas essas coisas foram criadas espiritualmente no momento antes da terra existia e no aspecto físico dos seres humanos, não existia ainda, mas não o espiritual.

 

No primeiro mundo as pessoas insetos começaram a brigar um com o outro e foram instruídos pelo Povo Santo para afastar. Eles viajaram para o segundo mundo e viveu por um tempo em paz, mas eventualmente eles lutaram entre si e foram instruídos a partida. No terceiro mundo a mesma coisa aconteceu de novo e eles foram obrigados a viagem para o quarto mundo. No mundo do quarto, eles encontraram a vida Hopi lá e não conseguiu lutar com um outro ou de seus vizinhos, e seus corpos foram transformados em formas de insetos de formas humanas. Eventualmente, no entanto, eles lutaram um com o outro novamente, e novamente foram instruídos a partida.

 

Primeira mulher e o primeiro homem fisicamente aparecer aqui formados a partir de espigas de milho branco e amarelo, mas eles também foram criados para trás no começo. Não há uma separação entre os seres humanos do sexo masculino e feminino, porque cada um não apreciam as contribuições dos outros, e isso as bases para o surgimento de monstros que iria começar a matar as pessoas no mundo que vem.

 

Coyote também aparece e rouba o bebê da água Monster, que traz uma grande enchente no terceiro mundo, que atinge principalmente as forças dos humanos, assim como povo santo ao caminho para a superfície de quinto mundo através de um caniço oco. Algumas coisas são deixadas para trás e algumas coisas são trazidos para ajudar as pessoas recriar o mundo, cada vez que entra um novo.. Death and the Monsters nascemos neste mundo, como está mudando Mulher, que dá à luz os gêmeos do herói chamado "Monster Slayer" e "Criança das Águas", que tinha muitas aventuras em que ajudou a livrar o mundo do mal muito. Pessoas Earth Surface, mortais, foram criados no quarto mundo, e os deuses lhes deu cerimônias que são praticados ainda hoje.

 

Hogans

Habitações Navajo, chamado hogans, são sagrados e construído para simbolizar a sua terra: os quatro posts representam as montanhas sagradas, a palavra é a mãe terra, ea cúpula do tipo de telhado é o pai do céu.

 

 

Quatro Montanhas Sagradas

A religião Navajo é diferente na medida em que deve ser praticado em uma área geográfica específica, conhecida como a Dinétah (a pátria Navajo tradicional). Navajo pessoas acreditam que o Povo Santo instruiu-os para nunca deixar a terra entre quatro montanhas sagradas localizado no Colorado, Novo México e Arizona.

 

Ao sul, é Mount Taylor; a oeste são os de San Francisco Peaks, a leste é Blanca Peak, e para o norte é Hesperus Peak.. Há um objeto sagrado e uma cor que representa cada um dos quatro pontos cardeais. A leste é o céu da manhã branca, sua pedra preciosa é casca branca.. Para o oeste é o amarelo e a pedra correspondente abalone é amarela. Para o norte é a preto e jato.

 

Referências

Salmonson, Jessica Amanda. The Encyclopedia of Amazonas. Paragon House, 1991, p. Paragon House, 1991, p. 255. ISBN 1-55778-420-5 255. ISBN 1-55778-420-5

Zolbrod, Paul G. Diné bahane: A história da criação do Navajo.

Albuquerque: University of New Mexico Press, 1984.

King, Jeff e Oakes, Maude, com Campbell, Joseph. Quando o veio dois a seu pai: A Guerra Navaho Cerimonial, Bollingen Series, vol. I. New York: Pantheon Books, 1943; 3rd edition, Princeton: Princeton University Press, 1991, ISBN: 0691020698 I. Nova York: Pantheon Books, 1943, 3a edição, Princeton: Princeton University Press, 1991, ISBN: 0691020698

 

22.02.6 - Mitologia indígena Norte-Americana:

A mitologia indígena norte-americana é riquíssima na simbologia animal. De acordo com as tribos do sudoeste, a doença é devida à presença de substância maligna que, na maioria dos casos, é introduzida no corpo do doente por um espírito animal ofendido. Os índios americanos acreditam que os animais foram os primeiros a caminhar pela terra, e que cada um tem sua medicina específica para ajudar o homem. Uma das formas nativas para invocar o animal é adornar-se com penas e peles, pintando seus rostos para lembrar o animal e movimentando-se como eles. Americanos nativos imitando animais em dança ritual estabelecem elos com o reino do espírito. Crenças em reinos espirituais da vida e nas mais variedades de manifestações é universal. Freqüentemente muitas sociedades crêem que guias espirituais sempre usam animais ou imagens animais para comunicarem seus propósitos e regras aos humanos.

 

Um mito iroquês, sobre a origem das doenças e dos remédios, conta que antigamente os animais falavam e viviam em harmonia com os homens, mas os homens reproduziram-se tão depressa que os animais se viram forçados a morar nas florestas e em lugares desertos, e assim a amizade entre homens e animais foi sendo esquecida.

 

Quando os homens inventaram as armas e caçaram animais para alimentação e peles, a distancia entre as espécies aumentaram ainda mais. Os animais pensarão então em reagir e resolveu declarar guerra aos homens. Eles se reuniram em tribos, por espécie desde animais mamíferos, até aves, répteis, peixes e insetos. Cada uma dessas tribos decidiu causar algum tipo de doença aos homens, assombra-los nos sonhos, etc. Os seres plantas eram amigos dos homens e resolveram ajuda-los auxiliando-os na planta certa para cada tipo de enfermidade. E, assim nasceu a medicina.

 

As penas do Cachimbo Sagrado são as da Águia Dourada. Suas penas simbolizam o Sol Espiritual.

 

Mitologia Iroque

"Antigamente, os animais eram dotados de fala e viviam em alegre harmonia com os homens, mas a humanidade começou a reproduzir-se tão depressa que os animais foram forçados a morar nas florestas em lugares desertos, e a velha amizade entre animais e homens foi esquecida.

Quando os homens inventaram armas e passaram a caçar animais para alimento e obtenção de suas peles, a distância aumentou ainda mais. 

Os animais começaram a pensar em modos de retaliação. Cada espécie animal se reuniu e resolveu declarar guerra aos homens também: a tribo dos Ursos, com o chefe Velho Urso Branco, os Veados com o chefe Pequeno Veado, os Répteis, os Peixes e por fim os Pássaros, os Insetos e outros pequenos animais. 

Cada tribo decidiu causar um tipo de doença nos homens: os Veados causariam reumatismo, Répteis e Peixes assombrariam os homens durante seus sonhos, enlouquecendo-os etc. 

Mas as plantas, que eram amigas dos homens, ouvindo os planos dos animais, decidiram ajudar os homens: cada árvore, arbusto, relva ou mesmo erva decidiu criar um remédio para algumas das doenças referidas. 

Quando o médico tinha dúvidas no que dizia respeito ao tratamento de um paciente, o espírito da planta sugeria um remédio adequado, foi assim que nasceu a medicina."

 

Fontes:

Wikipedia

Site Xamanismo - http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1189789601It004

 

ÍNDIOS HOPIS:

Para os Índios Hopis, povo que vive nas regiões áridas do Arizona e do Novo México (“hopi” na língua deles significa “pacífico”), um personagem mitológico de nome Kokopelli está associado à fertilidade e à germinação. Os outros povos Indígenas o conhecem como o “tocador corcunda de flauta”. Sua silhueta única foi pintada, durante os séculos, em numerosas pedras e cerâmicas das duas Américas. Para muitos, a corcunda de suas costas é um saco de sementes que ele semeia a todos os ventos. Quanto à sua flauta, ela é a fonte do espírito insuflado em cada semente.

Face às forças de destruição que se desencadeiam nesse momento no planeta, o símbolo de Kokopelli representa a esperança de uma Terra novamente fértil e de Sementes portadoras de Vida. A cabeça de Kokopelli é coberta de antenas cósmicas que lhe permitem captar o canto das estrelas a fim de insuflá-lo às Sementes de Vida, Sementes de Estrelas, que fecundam a Terra-Mãe.

Profecia do Fim do Mundo:


Para os Hopi, o grande Criador do planeta Terra é uma entidade divina que veio das estrelas, o que remete à famosa teoria de que a raça humana é o produto de uma colonização extraterrestre. Sobre o Fim do Mundo, a tradição Hopi é, à evidência, estreitamente aparentada com a Profecia Maia. Entre os Hopi, 2011 é a grande data estabelecida para os acontecimentos que precipitarão a destruição da atual Civilização. Os Sinais anunciadores do grande final previsto para 2011, já estariam ocorrendo há algum tempo e são igualmente parecidos com todos aqueles citados em outras profecias, a grande maioria decorrentes dos aspectos negativos do notável avanço tecnológico alcançado pela Civilização.

O indicativo mais importante e de conseqüências mais notáveis é o mesmo que aparece em outras previsões: o aparecimento nos céus de uma 'estrela destruidora' que será precedida por astros menores: no caso, uma grande estrela azul, a qual chamam Saquasohuh Kachina, que virá antes de uma maior, uma estrela roxa ou violeta, será definitiva para o extermínio da atual raça humana, da qual restarão uns poucos sobreviventes, sementes do Quinto Mundo.

Mais uma vez, as tradições se repetem: também os Hopi acreditam na emergência e extinção cíclica dos Homens, quese renovam em raças cada vez mais evoluídas rumo a uma purificação espiritual que chegará ao termo ideal na Sétima Raça ou Sétimo Mundo. A idéia nada tem de original e tem sido repetida à exaustão sendo que a Doutrina Cosmogônica e a Antropogênese teosófica apresenta uma teoria completa sobre o assunto na monumental obra de Helena Petrovna Blavatsky, A Doutrina Secreta.
Fonte: Wikipedia

 

22.03 - MITOLOGIA AFRICANA

A mitologia africana é muito diversificada tendo em vista a extensão do território que é dividido em regiões, países, estados, cidades, tribos, culturas, grupos linguísticos e grupos étnicos. Mapa abaixo a direita mostra os países em colorido que representa a ÁFRICA NEGRA.

Mapa de regiões da África África do Norte corresponde ao norte do Saara e corre ao longo da costa do Mediterrâneo (por vezes, sendo considerado o Sudão);
 

- Mitologia Egípcia

- Mitologia Árabe (Persa)

África Ocidental é a porção ocidental desde aproximadamente a longitude 10° leste, com excepção do Norte de África e o Magrebe
Mitologia Akan (Gana, Costa do Marfim)
Mitologia Ashanti (Gana)
Mitologia Dahomey (Fon), Mitologia Fon
Mitologia Efik (Nigéria, Camarões)
Mitologia Igbo (Nigéria, Camarões)[1]
Mitologia Isoko (Nigéria)
Mitologia Yoruba (Nigéria, Benin)

África Oriental
estende-se ao longo do Oceano Índico, do Mar Vermelho e Corno de África até Moçambique, incluindo Madagascar, mas excluindo o sul do continente.

Mitologia Akamba (East Kenya)
Mitologia Dinka (Sudão)
Mitologia Lotuko (Sudão)
Mitologia Masai (Kenya, Tanzânia)
África Central é a grande massa planáltico no centro de África;
Mitologia Bushongo (Congo)
Mitologia Bambuti (Pygmy) (Congo)
Mitologia Lugbara (Congo)

África Meridional geralmente consiste na porção sul da latitude 10° Sul, e das grandes florestas tropicais do Congo.
África do Sul
Mitologia Khoikhoi
Mitologia Lozi (Zâmbia)
Mitologia Tumbuka (Malawi)
Mitologia Zulu (África do Sul)


Nas tribos onde os dirigentes corriam o risco de serem destronados se não seguissem as vontades divinas. Estes deuses seguem padrões muito diferentes e irregulares e são divididos em deuses criadores, deuses menores e espíritos. Muitos nomes divinos são encontrados nas mitologias da África Ocidental: Ngewo, deus dos Mende de Serra Leoa, Amma dos Dogon do Mali, Mawu dos Éwés no Abomey; Olodumare ou Olorun dos Yorubás, Chukwu dos Igbo, Soko dos Nupe, Nzambi ou Zambi dos povos de Angola e Congo Bantus.
 

 

África Negra:

 

22.03.1 - MITOLOGIA BANTU:

As referências dos Jinkisi/Akixi e algumas referências aos Orixás yorubá mais conhecidos, entendamos estas semelhanças como caminhos, e não como individualidades.

 

No Brasil os cultos que prevalecem nos candomblés Angola, Congo (com algumas variações de casa para casa ou de família para família de culto).

 

Pambu Njila - Nkosi - Katendê - Mutalambô - Nsumbu - Kindembu - Nzazi - Hongolo - Matamba - Ndanda Lunda - Mikaia - Nzumbá - Nkasuté Lembá – Lembarenganga.

 

Os mais velhos trouxeram cantigas, rezas, tudo em Quimbundo e Quicongo (algumas também em Umbundo e outros dialetos). Muita coisa se perdeu até mesmo por haver a associação com as tradições Jeje nagô, que foi em ultima instância prejudicial para as tradições bantu.

 

Não que estas sejam mais certas ou mais erradas, mas que cada tradição deve ser mantida e respeitada, pois faz parte da história da própria humanidade, de como nos organizamos, como desenvolvemos outros falares, de como nos organizamos como sociedade, etc. e ao que parece, tínhamos um culto primitivo comum que com as distâncias das eras e também geográficas foi se modificando e incorporando novos elementos.

 

Acima de tudo está Nzambi Mpungu (um dos seus títulos) Deus criador de todas as coisas. Alguns povos bantu chamam Deus de Sukula outros de Kalunga e outros nomes ainda associam-se a estes.

 

O Culto a Nzambi não tem forma nem altar próprio. Só em situações extremas eles rezam e invocam Nzambi, geralmente fora das aldeias, em beira de rios, embaixo de árvores, ao redor de fogueiras. Não tem representação física, pois os Bantu o concebe como o incriado, o que representa-lo seria um sacrilégio, uma vez que Ele não tem forma.

 

No final de todo ritual Nzambi é louvado, pois Nzambi é o princípio e o fim de tudo.

 

22.03.2 - MITOLOGIA IORUBÁ:

A mitologia dos iorubás engloba toda a visão de mundo e as religiões dos iorubás, tanto na África (principalmente na Nigéria e na República do Benin) quanto no Novo Mundo, onde influenciou ou deu nascimento várias religiões, tais como a Santería em Cuba e o Candomblé no Brasil em acréscimo ao transplante das religiões trazidas da terra natal. A mitologia Iorubá é definida por Itans de Ifá.

 

Mito da criação

Na mitologia iorubá o deus supremo é Olorun, chamado também de Olodumare. Não aceita oferendas, pois tudo o que existe e pode ser ofertado já lhe pertence, na qualidade de criador de tudo o que existe, em todos os nove espaços do Orun.

 

Olorum criou o mundo, todas as águas e terras e todos os filhos das águas e do seio das terras. Criou plantas e animais de todas as cores e tamanhos. Até que ordenou que Oxalá criasse o homem.

 

Oxalá criou o homem a partir do ferro e depois da madeira, mas ambos eram rígidos demais. Criou o homem de pedra - era muito frio. Tentou a água, mas o ser não tomava forma definida. Tentou o fogo, mas a criatura se consumiu no próprio fogo. Fez um ser de ar que depois de pronto retornou ao que era, apenas ar. Tentou, ainda, o azeite e o vinho sem êxito.

 

Triste pelas suas tentativas infecundas, Oxalá sentou-se à beira do rio, de onde Nanã emergiu indagando-o sobre a sua preocupação. Oxalá fala sobre o seu insucesso. Nanã mergulha e retorna da profundeza do rio e lhe entrega lama. Mergulha novamente e lhe traz mais lama. Oxalá, então, cria o homem e percebe que ele é flexível, capaz de mover os olhos, os braços, as pernas e, então, sopra-lhe a vida.

 

Principais orixás

Na mitologia iorubá, Olodumare também chamado de Olorun é o Deus supremo do povo Yoruba, que criou as divindades, chamadas de orixás no Brasil e irunmole na Nigéria, para representar todos os seus domínios aqui na terra, mas não são considerados deuses, são considerados ancestrais divinizados após à morte.

 

Orixás

Exu, orixá guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.

Ogum, orixá do ferro, guerra, e tecnologia.

Oxóssi, orixá da caça e da fartura.

Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca

Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.

Ayrà, usa cores brancas, tem profundas ligações com Oxalá.

Xapanã (Obaluaiyê/Omolu), Orixá das doenças epidérmicas e pragas.

Oxumarê, orixá da chuva e do arco-íris.

Ossaim, orixá das ervas medicinais e seus segredos curativos.

Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio Niger

Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro e amor.

Iemanjá ou Yemanjá, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de todos os Orixás de origem yorubana.

Nanã, orixá feminino das águas das chuvas, dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Ewá, orixás de origem daomeana.

Yewá, orixá feminino do rio Yewa, senhora da vidência, a virgem caçadora.

Obá, orixá feminino do rio Oba, uma das esposas de Xangô juntamente com Oxum e Iansã.

Axabó, orixá feminino da família de Xangô

Ibeji, orixás gêmeos

Iroko, orixá da árvore sagrada (conhecida como gameleira branca no Brasil).

Egungun, ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.

Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna.

Onilé, orixá relacionado ao culto da terra.

OrixaNlá (Oxalá) ou Obatalá, o mais respeitado Orixá, Pai de todos os Orixás e dos seres humanos.

Ifá ou Orunmila-Ifa, orixá da Adivinhação e do destino.

Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.

Oranian, orixá filho mais novo de Odudua.

Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká.

Olokun, orixá divindade do mar.

Olossá, orixá dos lagos e lagoas

Oxalufon, orixá velho e sábio.

Oxaguian, orixá jovem e guerreiro.

Orixá Oko, orixá da agricultura.

 

22.03.3 - MITOLOGIA KHOI (Khoikhoi)

Este artigo trata sobre a mitologia dos Khoikhoi um grupo étnico do sul da África.

De acordo com a linguística, não é muito clara a denominação deste grupo; no entanto, é provável que os princípios desta mitologia sejam comuns a todos os povos khoisan.


Personagens mitológicos
O deus supremo dos khoikhoi é Gamab, deus do céu e do destino. Do céu, ele dispara flechas contra os mortais, tirando-lhes a vida.

Tsui (ou Tsui'goab) é o deus da magia, da chuva e do trovão. Gunab é um deus maligno.

Um dos mais famosos heróis dos khoikhoi foi Heitsi-eibib (também conhecido simplesmente como Heitsi), que era a progênie de uma vaca e a relva mágica que ela comeu. Ele era um caçador, feiticeiro e guerreiro lendário, que matou de maneira notável o Ga-gorib (veja abaixo). Ele também era uma figura de vida-morte-renascimento, tendo ele mesmo morrido e ressuscitado em diversas ocasiões; seus cairns funerais são encontrados em muitas localizações na África do Sul. Ele é venerado como um deus da caça.

Ga-gorib era um monstro lendário que sentava-se num buraco profundo no chão e desafiava os passantes a jogar pedras nele. As pedras rebatiam e matavam o passante, que então caia no buraco. Heitsi-eibib distraiu Ga-gorib e acertou embaixo de sua orelha com uma pedra; ela caiu dentro do fosso. Numa versão alternativa, Heitsi-eibib foi perseguido ao redor do buraco até que escorregou e caiu dentro dele. Mais tarde ele acabou escapando e empurrou Ga-gorib no fosso.

Outro monstro é chamado de Hai-uri, uma criatura saltadora com apenas um lado do corpo (uma braço, uma perna, etc). Ele devora seres humanos. Ainda outro monstro é Aigamuxa, uma criatura que mora nas dunas cujos olhos estão no peito dos pés e por isso ele precisa levantá-los no ar para ver aonde está indo.
 

Referências:
Encyclopedia Mythica
African Mythology
Myths, legends, beliefs and tradional stories from Africa

 

fonte: Wikipedia

 

 

   

Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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