Indice                                                 compilado por Beraldo Figueiredo                                                                                         Página Principal

117 - OUTROS CAMINHOS:

117.01 - Zoroastro (Zaratrusta)

117.02 - Maniqueismo

117.03 - Satanismo

117.04 - Física Quântica

117.05 - Metafísica

117.06 - Universalismo

117.07 - Thelema

117.08 - Logosofia

117.09 - Teísmo, Deísmo

117.10 - Os Essênios

117.11 - Luciferianismo

117.12 - Kemetismo

117.13 - Odinismo (ou Asatrú)

117.14 - Vampirismo

117.15 - Cao Dai

117.16 - Cientologia

117.17 - Mazdakism

117.18 - Iazdânismo

117.19 - Samaritanismo

117.20 - Pastafarianismo

117.21 - Paganismo

117.22 - Neopaganismo

117.22 - Platonismo

117.23 - Neoplatonismo

117.24 - Rastafarianismo

117.25 - Antigo Egipto

117.26 - Ordo Templi Orientis

117.28 - Santo Daime

117.29 - Nova Era (New Age)

117.30 - Abrâamismo

117.31 - Atomismo

117.32 - Acosmismo

117.33 - Animismo

117.34 - Cristologia

117.35 - Dharmismo

117.36 - Igreja Messiânica Mundial

117.37 - Tenrikyo

117.38 - Mahikari

117.39 - Vale do Amanhecer

117.40 - Ramatisianismo

117.41- Litáurica

117.42 - Universo em Desencanto

117.43 - Catarismo

117.44 - Urântia

117.45 - Neo-Teosofia

117.46 -

117.47 -

Outras Religiões Orientais

117.1 - Zaratrusta (ZOROASTRO)

Zaratustra, mais conhecido na versão grega de seu nome, Zωροάστρης (Zoroastres, Zoroastro), foi um profeta nascido na Pérsia (atual Irã), provavelmente em meados do século VII a.C. Ele foi o fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo, religião adotada oficialmente pelos Aquemênidas (558 – 330) a.C. é também o possível criador do deus que conhecemos hoje do monoteísmo. A denominação grega Ζωροάστρης significa contemplador de astros. É uma corruptela do avéstico Zarathustra.

Em persa moderno: Zartosht ou زرتشت

O significado do nome é obscuro, ainda que, certamente, contenha a palavra ushtra (camelo).

 

117.1.1 - Vida de Zaratustra:
Zaratustra, nascido de uma virgem, deu uma grande gargalhada ao nascer. A natureza inteira se regozijou com a sua vinda ao mundo. Desde tenra idade, ele possuía uma sabedoria extraordinária, manifestada em sua conversação e em sua maneira de ser. Aos sete anos já teria começado a cultivar o silêncio. A sua vida foi salva muitas vezes dos inimigos que queriam martirizá-lo a fim de que não chegasse à maturidade e cumprisse a sua missão divina. Aos quinze anos de idade Zaratustra realizou valiosas obras religiosas e chegou a ser conhecido por sua grande bondade para com os pobres, anciãos, enfermos e animais.

 

Dos 20 aos 30 anos, segundo narrativas que chegaram a nós, Zaratustra viveu quase sempre isolado, habitando no alto de uma montanha, em cavernas sagradas. Não ingeria nenhum alimento de origem animal. Em outros relatos, teria ido ao deserto, onde fora tentado pelo diabo, mas não sucumbiu à tentação, de modo semelhante a Jesus, nos quarenta dias de provação no deserto. Após sete anos de solidão completa, regressou ao seu povo, e com a idade de trinta anos recebeu a revelação divina por meio de sete visões ou idéias.

Assim começou Zaratustra a sua missão aos trinta anos (a mesma idade em que o Zaratustra de Nietzsche iniciou a dele). Segundo os Masdeístas ele encontrou muita dificuldade para converter as pessoas à sua nova religião. Em dez anos de pregação teve somente um crente: o seu primo. Durante este período, o chamado de Zaratustra foi como uma voz no deserto. Ninguém o escutava. Ninguém o entendia.

Foi perseguido e hostilizado pelos sacerdotes e por toda a sorte de inimigos ao longo de dez anos. Os príncipes recusaram dar-lhe apoio e proteção e encarceraram-no porque a sua nova mensagem ameaçava a tradição e causava confusão nas mentes de seus súbditos. Com 40 anos, realizou milagres e preocupava-se com a instrução do povo. Converteu o rei Vishtaspa, que se tornou um fervoroso seguidor da religião por ele pregada, iniciando a verdadeira difusão dos ensinamentos de Zaratustra e de uma grande reforma religiosa.

Logo em seguida, a corte real seguiu os passos do rei e, mais tarde, o Masdeísmo chegou a ser a religião oficial da Pérsia. No império dos reis Sassânidas, principalmente no de Ardashir (227 a.C.), o chefe religioso era a segunda pessoa no Estado depois do imperador soberano, e este, inteiramente de acordo com o antigo costume, era admitido como divino ou semidivino, vivendo em particular intimidade com Ormuzd.

Aos 77 anos de idade ele teria morrido assassinado enquanto rezava no templo, diante do fogo sagrado. Segundo alguns relatos, o seu túmulo estaria em Persépolis.
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117.1.2 - ZOROASTRISMO:

Cosmogonia:

Na doutrina zaratustriana, antes de o mundo existir, reinavam dois espíritos ou princípios antagônicos: os espíritos do Bem (Ahura Mazda, Spenta Mainyu, ou Ormuz) e do Mal (Angra Mainyu ou Arimã). Divindades menores, gênios e espíritos ajudavam Ormuz a governar o mundo e a combater Arimã e a legião do mal. Entre as divindades auxiliares, como consta no Avesta a mais importante era Mithra, um deus benéfico que exercia funções de juiz das almas. No final do século III d.C, a religião de Mithra fundiu-se com cultos solares de procedência oriental, configurando-se no culto do Sol.

 

Arimã é representado como uma serpente. Criador de tudo que há de ruim (crime, mentira, dor, secas, trevas, doenças, pecados, entre outros), ele é o espírito hostil, destruidor, que vive no deserto entre sombras eternas. Ormuzd, no entanto, é o Criador original, organizador do mundo de modo perfeito.

 

Ahura Mazda é representado também como o divino Lavrador, o que mostra o enraizamento do culto na civilização agrícola, na qual o cultivo da terra era um dever sagrado. No plano cosmológico, contudo, ele é o criador do universo e da raça humana, com poderes para sustentar e prover todos os seres, na luz e na glória supremas.

 

Bem e Mal não são apenas valores morais reguladores da vida cotidiana dos humanos, mas são transfigurados em princípios cósmicos, em perpétua discórdia. A luta entre Bem e Mal origina todas as alternativas da vida do universo e da humanidade. A vitória definitiva de Ormuzde sobre Arimã só poderia ocorrer se Zaratustra conseguisse formar uma legião de seguidores e servidores, forte o bastante para vencer o Espírito Hostil, e expurgar o Mal do universo. Nesse sentido, Bem e Mal são princípios criadores e estruturadores do universo, que podem ser observados na natureza e encontram-se presentes na alma humana. A vida humana é uma luta incessante para atingir a bondade e a pureza, para vencer Angra Mainyu e toda a sua legião de demônios cuja vontade é destruir o mundo criado por Ahura Mazda.

 

A doutrina de Zaratustra é escatológica. De acordo com os seus preceitos, o mundo duraria doze mil anos. No fim de nove mil anos, ocorreria a segunda vinda de Zaratustra como um sinal e uma promessa de redenção final dos bons. Isso seria seguido do nascimento miraculoso do Saoshyant, equivalente ao Messias hebreu, cuja missão seria aperfeiçoar os bons para o fim do mundo, da história humana, enfim, para a vitória do Bem sobre as forças do Mal. A cada mil anos viria um profeta/messias (Saoshyant).

 

Assim, nos últimos três milênios, três Saoshyant preparariam a completude do grande ano cósmico. É neste sentido que Nietzsche menciona Zaratustra como aquele que compreendeu a História em toda a sua completude. Cada série de desenvolvimento da História seria presidida por um profeta, que teria seu hazar, seu reino de mil anos. O Zaratustra histórico, no entanto, anuncia a chegada do tempo em que surgirá da raça persa o Shah Bahram, o Senhor Prometido, o Salvador do Mundo, o Grande Mensageiro da Paz.

 

No final dos tempos haveria o julgamento derradeiro de todas as almas e a ressurreição dos mortos. Não fica claro se o inferno tem duração eterna, se os maus se agitarão eternamente "nas trevas". Nos Gathas, cantos de Zaratustra, consta também que o mal poderia ser banido para sempre do universo, com o nascimento de um novo mundo, física e espiritualmente perfeito, aqui na Terra. Não seria possível, assim, a coexistência de um mundo físico degradado e um mundo hiperfísico perfeito.

 

Os gregos enfatizaram, no profeta persa, mais a astrologia e a cosmologia do que o dualismo moral. Para eles, Zoroastro é um ser mítico, um astrólogo, legendário fundador da seita dos magos. Os aspectos cosmológicos, soteriológicos (relativos à parte da Teologia que trata da salvação do homem), teológicos e morais do Masdeísmo estavam contidos nos Pahlavi (principalmente no Denkard), livros baseados no Avesta. Mas esses textos estão perdidos.

 

 

117.1.3 - Moral:

O dualismo cósmico e teogônico do Masdeísmo está intimamente relacionado ao dualismo moral. Zaratustra, com a sua mensagem divina, provocou uma verdadeira transformação no modo de pensar da sua civilização, contrariando o tradicional pensamento dos sábios de sua época. Sua mensagem baseava-se nos Gathas, cantos entoados com o objetivo de serem um guia para a humanidade – continham o triplo princípio de boa mente, boas palavras e boas ações. O Bem e o Mal, para Zaratustra, manifestam-se também na alma humana, e a única forma de poder organizar o mundo e a sociedade é estando o Bem acima do Mal. Este não traz contribuição alguma para a construção de uma vida boa, já que impossibilita uma relação equilibrada entre ser humano, sociedade e natureza.

 

Zaratustra propõe que o homem encontre o seu lugar no planeta de forma harmoniosa, buscando o equilíbrio com o meio (natural e social), respeitando e protegendo terra, água, ar, fogo e a comunidade. O cultivo de mente, palavras e ações boas é de livre escolha: o indivíduo deve decidir perante as circunstâncias que se apresentam em determinado fato. A boa deliberação, ou seja, uma boa reflexão a respeito de cada ação faz surgir uma responsabilidade social para colaborar com o projeto que Deus propôs ao mundo. Os seres humanos, portanto, possuem livre-arbítrio e são livres para pecar ou para praticar boas ações. Mas serão recompensados ou punidos na vida futura conforme a sua conduta.

 

Os principais mandamentos são: falar a verdade, cumprir com o prometido e não contrair dívidas. O homem deve tratar o outro da mesma forma que deseja ser tratado. Por isso, a regra de ouro do Masdeísmo é: "Age como gostarias que agissem contigo".

 

Entre as condutas proibidas destacavam-se a gula, o orgulho, a indolência, a cobiça, a ira, a luxúria, o adultério, o aborto, a calúnia e a dissipação. Cobrar juros a um integrante da religião era considerado o pior dos pecados. Reprovava-se duramente o acúmulo de riquezas.

 

As virtudes como justiça, retidão, cooperação, verdade e bondade, surgem com o princípio organizador de Deus Ascha, que só se pode manifestar com o esforço individual de cultivar a Tríplice Bondade. Esta prática do Bem leva ao bem-estar individual e, conseqüentemente, coletivo. A comunidade somente pode surgir quando o indivíduo se vê como autônomo, e desse modo pode descobrir o outro como pessoa. O ego é valorizado como fonte para o reconhecimento do próximo. Cultivado de forma sadia, o ego torna-se forte e poderoso para o homem observar a si próprio como membro da comunidade e capaz de contribuir para o bom relacionamento harmonioso com os outros seres.

 

Por isso, eram incentivadas as virtudes econômicas e políticas, entre elas a diligência, o respeito aos contratos, a obediência aos governantes, a procriação de uma prole numerosa e o cultivo da terra, como está expresso na frase: "Aquele que semeia o grão, semeia santidade". Havia também outras virtudes ou recomendações de Ahura Mazda: os homens devem ser fiéis, amar e auxiliar uns aos outros, amparar o pobre e ser hospitaleiros.

 

A doutrina original de Zaratustra opunha-se ao ascetismo. Era proibido infligir sofrimento a si, jejuar e mesmo suportar dores excessivas, visto o fato de essas práticas prejudicarem a alma e o corpo, e impedirem os seres humanos de exercerem os deveres de cultivar a terra e de procriar. Essas prescrições fomentavam a temperança e não a abstinência. Assim, as exortações e interdições destinavam-se a proporcionar aos homens uma boa conduta, além de reprimir os maus impulsos.

 

 

117.1.4 - Doutrina religiosa:

As revelações e profecias de Zaratustra estão contidas nos Gathas, cinco hinos que formam a mais antiga parte livro do Masdeísmo, o Avesta. Os Gathas datam do final do segundo milênio a.C. Foram escritos numa língua do nordeste do Irã, aparentada ao sânscrito, o avestan gático. Originalmente, esses hinos eram transmitidos oralmente. Grande parte do Avesta original foi destruída, com a invasão de Alexandre Magno e com o domínio posterior do Islamismo. As escrituras sagradas do Masdeísmo, o Avesta ou Zend-Avesta, como se tornaram mais conhecidas no ocidente, significam "comentário sobre o conhecimento".

 

O Zoroastrismo é uma das religiões mais antigas e de mais longa duração da humanidade. Seu monoteísmo influenciou as doutrinas judaica, Cristãs e Islâmicas. Após o domínio Islâmico do Irã, o Masdeísmo passou a ser religião de uma minoria, que passou a ser perseguida pela nova religião hegemônica. Por isso, parte dos seguidores remanescentes migrou para o noroeste da Índia, onde foi estabelecida a comunidade Parsi. No Irã, permanece ainda a comunidade Zardushti. Atualmente, o número total de seguidores do Masdeísmo (Zoroastrismo) não chega a 120 mil, distribuídos em pequenas comunidades rurais. Por ser uma religião étnica, o Masdeísmo geralmente não permite a adesão de convertidos. Na atualidade há uma maior flexibilidade, devido à migração, à secularização e aos casamentos realizados entre etnias distintas.

 

Como já mencionado, a base da doutrina de Zaratustra é o dualismo Bem-Mal. O cerne da religião consiste em evitar o mal por intermédio de uma distinção rigorosa entre Bem e Mal. Além disso, é necessário cultivar a sabedoria e a virtude, por meio de sete ideais, personificados em sete espíritos, os Imortais Sagrados: o próprio Ahura Mazda, concebido como criador e espírito santo; Vohu Mano, o Espírito do Bem; Asa-Vahista, que simboliza a Retidão Suprema; Khsathra Varya, o Espírito do Governo Ideal;Spenta Armaiti, a Piedade Sagrada; Haurvatãt, a Perfeição; e Ameretãt, a Imortalidade. Estes deuses enfrentam constantemente as forças do Mal, os maus pensamentos, a mentira, a rebelião, a doença e a morte. O príncipe destas forças é Angra Mainyu, o Espírito Hostil, também conhecido como Arimã.

 

A adoração a Ahura Mazda ou Ormuz pode também ser chamada Mazdayasna (Adoração ao Sábio). O culto não requeria templos, pois Deus era representado pelo fogo, considerado sagrado e símbolo de pureza. A chama era mantida constantemente em altares, erguidos geralmente em lugares elevados das montanhas, onde se faziam oferendas. Os magos, detentores de segredos e de verdades reveladas, dirigiam os ritos e os cultos – são referidos na Bíblia, no Novo Testamento. O rei da Pérsia teria enviado a Israel sacerdotes do Zoroastrismo, que seguiram uma estrela até Belém, no intuito de encontrar o Salvador, ou Messias.

 

Zaratustra transmitira, aos magos e adeptos, os segredos e a verdade suprema que lhe foram revelados por Ahura Mazda por meio de um anjo chamado Vohu Manõ. Assim como o Cristianismo, o judaísmo e o islamismo, também no zoroastrismo a revelação divina é elemento essencial. A religião Masdeísta diferencia-se das existentes até então não só pelo dualismo Bem–Mal, mas também pelo caráter escatológico. Entre os seus dogmas, estão a vinda do Messias, a ressurreição dos mortos, o julgamento final e a translação dos bons para o paraíso eterno. Inclui também a doutrina da imortalidade da alma e o seu julgamento.

 

Conforme os seus méritos ou pecados, elas iriam para o mundo dos justos (paraíso), para a mansão dos pesos iguais (purgatório) ou para a escuridão eterna (inferno). Não sepultavam, incineravam ou jogavam os mortos em rios, mas ficavam expostos em altas torres a céu aberto. Os corpos dos justos, salvos da destruição, secariam; já os dos injustos seriam devorados pelas aves de rapina. Desse modo, Zaratustra pode ser visto como um dos primeiros teólogos da história por ter erigido um sistema de fé religiosa desenvolvido e estruturado.

 

Enquanto religião ética, o Masdeísmo possuía a missão de purificar os costumes tradicionais de seu povo a fim de erradicar o politeísmo, o sacrifício de animais e a magia. Com isso, o culto poderia atingir uma dimensão ético-espiritual elevada. Zaratustra pregava que o esforço e o trabalho eram atos santos. Eis algumas frases ou ditos a ele atribuídos:

 

"O que vale mais num trabalho é a dedicação do trabalhador".

"O que lavra a terra com dedicação tem mais mérito religioso do que poderia obter com mil orações sem nada fazer".

"Aquele que diz uma palavra injusta pode enganar o seu semelhante, mas não enganará a Deus."

"Deus está sempre à tua porta, na pessoa dos teus irmãos de todo o mundo."

"O que semeia milho, semeia a religião. Não trabalhar é um pecado."

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117.2 - MANIQUEISMO:

 

Maniqueísmo, filosofia religiosa sincrética e dualística ensinada pelo profeta persa Mani (ou Manes), combinando elementos do Zoroastrismo, Cristianismo e Gnosticismo, condenado pelo governo do Império Romano, filósofos neoplatonistas e cristãos ortodoxos.

 

Filosofia dualística que divide o mundo entre Bem, ou Deus, e Mal, ou o Diabo. A matéria é intrinsecamente má, e o espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.

 

A igreja cristã de Mani era estruturada a partir dos diversos graus do desenvolvimento interior. Ele mesmo a encabeçava como apóstolo de Jesus Cristo. Junto a ele eram mantidos doze instrutores ou filhos da misericórdia. Seis filhos iluminados pelo sol do conhecimento assistiam cada um deles. Esses "epíscopos" (bispos) eram auxiliados por seis presbíteros ou filhos da inteligência. O quarto círculo compreendia inúmeros eleitos chamados de filhos e filhas da verdade ou dos mistérios. Sua tarefa era pregar, cantar, escrever e traduzir. O quinto círculo era formado pelos auditores ou filhos e filhas da compreensão. Para esse último grupo, as exigências eram menores.

  

 

117.2.1 - Os mandamentos maniqueus

Eles deviam seguir sobretudo os dez mandamentos seguintes como fio condutor da sua vida cotidiana:

 

1.Não adorar nenhum ídolo;

2.Purificar o que sai da boca: não praguejar, não mentir, não levantar falso testemunho ou caluniar;

3.Purificar o que entra pela boca: não comer carne, nem ingerir álcool;

4.Venerar as mensagens divinas;

5.Ser fiel ao seu cônjuge e manter a continência sexual, especialmente durante os jejuns;

6.Auxiliar e consolar aqueles que sofrem;

7.Evitar os falsos profetas;

8.Não assustar, ferir, atormentar ou matar animais;

9.Não roubar nem cometer fraude;

10.Não praticar nenhuma magia ou feitiçaria;

Há um romance histórico escrito por Amin Maalouf, um jornalista libanês, que enfoca o nascimento do maniqueísmo. O livro, "Jardins de Luz", foi publicado pela Ed. Record e conta sobre a vida de Mani, desde que ele teria sido levado de junto e sua mãe para o convívio na comunidade dos "Vestes Brancas".

 

 

117.2.2 - Liberdade para o maniqueismo

Para os maniqueus, havia duas divindades supremas a presidir o universo: o princípio do Bem e o do Mal – a luz e as trevas. Como conseqüência moral, afirmavam ter o homem duas almas. Cada uma presidida por um desses dois princípios. Logo, o mal é metafísico e ontológico. A pessoa não é livre nem responsável pelo mal que faz. Este lhe é imposto.

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117.10 - LUCIFERIANISMO

O luciferianismo é um conjunto de crenças cuja base encontra-se fixada na figura de Lúcifer. Divide-se em Luciferianismo Tradicional ou Teista (crença em Lúcifer como um ser espiritual) e Luciferianismo Simbólico ou Agnóstico* (crença em Lúcifer como um símbolo de luz, conhecimento, crescimento individual e auto-aperfeiçoamento).

Este tipo de crença existe também no Paganismo da Tradicional Ibérica, apesar de não corresponder diretamente a ela e de não possuir, no mais das vezes, ligação definitiva com nenhum tipo claro de misticismo.

Não confundir com o agnosticismo, enquanto movimento filosófico não-religioso, que não tem relação com o luciferianismo.

Origens:
O luciferianismo é um antigo culto de mistérios que tem origem nos cultos de adoração às serpentes. Apesar de muito posterior aos Mistérios Clássicos, como os de Elêusis, Delos e Delfos, contém traços que deitam suas origens nas práticas pagãs primitivas da Grécia e principalmente na Religião Órfica. O Luciferianista presta reverência à entidade romana conhecida como Lúcifer, o Andrógino, o Portador de Luz, o espírito do Ar, a personificação do esclarecimento. Lúcifer era o nome dado à estrela matutina (a estrela conhecida por outro nome romano, Vênus) e posteriormente descontextualizado e corrompido pelo Cristianismo. A estrela matutina aparece nos céus logo antes amanhecer, anunciando o Sol ascendente. O nome deriva do lucem ferre do termo latino, o que traz, ou o que porta a luz. Lúcifer vem do latim, lux + ferre e é denominado muitas vezes, como sendo a Estrela da Manhã. De entre todas as entidades da angelologia e demonologia tradicionais, Lúcifer foi aquela a manter a relação mais notável com a Humanidade.

Fundamentação teórica:
Para um luciferianista, encontrar a faceta Lúcifer da divindade dentro de nós é fator importante no caminho da Verdade. Esta Verdade nos trará consciência, conhecimento e sobretudo, o livre-arbítrio. Lúcifer, para os homens, seria o caminho para o encontro com o Eu-Divindade, a manifestação da Vontade profunda integrada aos ritmos do mundo real. Na angelologia hebraica, corresponde diretamente a Heylel, citado no Livro de Isaías como a "Estrela Brilhante" e mito muitíssimo anterior à elaboração romana de Lúcifer. Os hebreus herdaram este anjo dos babilônios entre 600 a.C. e 300 a.C., enquanto que os romanos só formularam seu "deus" após o surgimento do Cristianismo na Península Itálica. Vale ressaltar que existem diferenças importantes de cunho mítico, ritualístico e filosófico entre o Luciferianismo, mormente o Simbólico, e o Satanismo. O último posiciona-se, principalmente, como reação contrária ao Cristianismo, enquanto que o primeiro possui caráter distinto e identidade semelhante aos cultos pagãos, apesar de totalmente desligado do Paganismo para grande parte de seus praticantes.

Neoluciferianismo:
O Neoluciferianismo (ou Luciferianismo Moderno) é a versão mais atual do Luciferianismo, que resulta numa mescla das versões anteriores. Os luciferianistas modernos vêem Lúcifer como um referencial de auto realização e desenvolvimento pessoal, sem desconsiderarem a possibilidade que Ele de fato possa existir (enquanto entidade sobrenatural).

Na época da Inquisição católica todo e qualquer grupo ou pessoa que fosse, abertamente, não-cristã, poderia sofrer perseguição religiosa. O movimento, contudo, não desapareceu por completo e sim se desenvolveu, tendo relações com outras religiões ao longo do tempo, como a Religião Wicca - A Bruxaria Pagã - através da identificação de Lúcifer como uma das manifestações do Deus sol (o Consorte da Deusa). Alguns grupos Pagãos reconhecem Lúcifer como sendo parte do panteão pagão. É interessante destacar que Lúcifer, neste contexto, está totalmente desvinculado da mitologia cristã (que associa a figura de Lúcifer ao "diabo"). O Luciferianismo Moderno empresta alguns rituais e simbologias literárias com o Satanismo. Hoje em dia, o Luciferianismo prega uma visão centrada em Lúcifer, mas de forma eclética e aberta ao desenvolvimento como se pode ver em vários artigos expostos na Internet.

Referencias:
"A Revolução Luciferiana", obra clássica sobre Luciferianismo, de Adriano Camargo Monteiro. Madras Editora.
"História Oculta do Satanismo", obra sobre a história do Satanismo e da Magia Negra, de Santiago Camacho Hidalgo. Madras Editora.
"A Luz de Lúcifer", Michael Salazar. Bantam.
"Lúcifer - O Diabo na Idade Média", obra de teor histórico-religioso, de Jeffrey Burton Russel. Madras Editora.

 

Fonte: Wikipedia

 

Luciferianismo:

O Luciferianismo é uma doutrina derivada do Satanismo, que busca virtudes como iluminação, sabedoria, orgulho, independência e liberdade de sua principal divindade, Lúcifer. Ao mesmo tempo é subjetivo, baseado em experiências e aceitação pessoais, sofrendo influências de outras crenças. Assim, não possui uma base rígida de dogmas a serem seguidos, sendo transmitido oralmente e praticado, geralmente, de forma individual.
Historicamente, não há uma origem precisa sobre o início do Luciferianismo. Mas há um conjunto de conceitos que se desenvolveu ao longo dos tempos em várias culturas distintas e resultou no Luciferianismo conhecido atualmente.
As serpentes e os dragões, que são representações de Lúcifer em várias culturas, são também símbolo de sabedoria e eternidade. Estes animais eram alvos de adoração no Egito, Babilônia, Pérsia, e entre os Incas americanos. Assim, podemos supor que esta filosofia já era praticada há muitos séculos.
Na Bíblia podemos encontrar várias alusões à serpente: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis – Cap. III – Versículo V). Neste versículo, a serpente induz Eva a comer o fruto no Éden. Mas segundo a interpretação dos luciferianistas, encontra-se claramente a simbologia da serpente como portadora da chave que possibilita o homem tornar-se Deus.
Ainda, na Europa medieval, precisamente no ano de 1223, havia boatos sobre um grupo conhecido como Luciferianos. Na verdade, esta "seita" era composta apenas por pessoas que recusavam-se a pagar os impostos exigidos pelo Clero, e por esse motivo foram acusados de "adoradores do demônio" e, obviamente, vítimas da Santa Inquisição. Embora isso seja apenas um boato, ainda hoje é usado como um argumento metafórico pelos luciferianos.


Deístas e Agnósticos:

Num aspecto geral, o Luciferianismo pode ser subdividido em duas categorias, nas quais as denominações variam e não são tão significativas para sua compreensão. As modalidades são conhecidas como Deísta e Agnóstico, Tradicional ou Moderno (termos absorvidos do Satanismo), etc.
Os adeptos do Luciferianismo Deísta identificam Lúcifer como o criador do universo, um ser onipresente e onipotente. Neste caso, Lúcifer assume as características principais de uma divindade.
Os luciferianos agnósticos vêem Lúcifer como um arquétipo, ou seja, uma referência de virtudes que são visadas por seus adeptos. Esta variação é nitidamente influenciada pelo Satanismo moderno promovido por Anton LaVey, no qual não há uma divindade específica, mas cada indivíduo eleva-se a ponto de considerar-se "seu próprio Deus". Este conceito também nos remete a ideologia do Thelema, tendo como seu principal divulgador o ocultista, Aleister Crowley.
Mas em todas as variações, Lúcifer é visto como um ser que abriga em si os opostos entre Luz e Trevas, e por conseqüência, o equilíbrio entre os pólos. Este conceito é totalmente contrário a muitas religiões que possuem figuras que representam os arquétipos de bem e mal de forma distintas. A aceitação de uma única referência que é paralelamente Luz e Trevas, segundo os adeptos, é a principal diferença do Luciferianismo em relação aos outros sistemas religiosos. Dessa forma, não há um confronto entre "Deus x Diabo"; ao contrário, há uma união dessas forças que são igualmente responsáveis e necessárias para a evolução humana.


Quem é Lúcifer?


Desde a Antiguidade, passando pelos filósofos e desembocando na figura conhecida erroneamente como o "demônio cristão", diversos personagens da mitologia e divindades cultuadas em inúmeras e distantes culturas, possuem alusões a seres, sejam arquétipos ou concretos, que trazem consigo as características conhecidas em Lúcifer. A literatura contemporânea também o aborda amplamente, como as citações ocultistas de Helena Blavatsky e Eliphas Levi, e na obra poética de John Milton, Paradise Lost.
Segundo o mito cristão, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Querubins e conquistou uma posição de destaque entre os demais. Porém, Lúcifer tornou-se orgulhoso de seu poder e revoltou-se contra Deus. O Arcanjo Miguel liderou as hostes divinas na luta contra Lúcifer e os anjos o derrotaram e o expulsaram do Reino do Céu. Mas a idéia de que Lúcifer rebelou-se contra o Criador e foi expulso também está presente em outras culturas, além do Cristianismo.
Por ser o "Portador da Luz", na Roma Antiga, Lúcifer foi associado ao planeta Vênus que, devido sua proximidade com o Sol, pode ser visto ao amanhecer. O anjo também é chamado de "Estrela da Manhã" e "Estrela d’Alva". Na Mitologia Romana era o filho de Astraeus e Aurora, ou de Cephalus e Aurora. Entre os gregos, Lúcifer pode ser associado com Apolo, o "Deus do Sol".
Nos estudos da Demonologia, diferentes autores atribuem a Lúcifer características comuns. No Dictionaire Infernale (1863) e no Grimorium Verum (1517), é o "Rei do Inferno" responsável por assegurar a justiça. No O Grimório do Papa Honório (século XVI ou XVII), Lúcifer também assume a função de "Imperador Infernal". Lúcifer também é cultuado numa variação da Wicca, sendo visto como o Deus do Sol e da Lua dos antigos romanos.


Luciferianismo & Satanismo

Apesar de popularmente Lúcifer e Satã serem quase sinônimos e esta idéia estender-se ao Satanismo e ao Luciferianismo, há diferenças primordiais entre eles e, por conseqüência, aos sistemas religiosos que os cercam.
Ao longo dos séculos, estes dois personagens também foram representados artisticamente de formas distintas. Por ser um anjo, Lúcifer, é comumente retratado como um homem com asas e, por vezes, empunhando um cajado. Enquanto Satã tem sua imagem associada ao homem com chifres e patas de cabra, muito semelhante ao deus Cornífero (ou Pã), divindade masculina e símbolo de fertilidade cultuada entre os pagãos.
Mas, talvez a maior e mais significativa diferença entre ambos os conceitos, encontra-se na origem das palavras. O termo Lúcifer origina-se no latim e significa "O portador da Luz" (Lux ou Lucis = Luz + Ferre = Carregar). A palavra Satã origina-se no hebraico, Shai'tan, e significa "Adversário"; podendo ser também uma variação do nome da divindade egípcia Set-hen. Dessa forma podemos deduzir que, genericamente, o Luciferianismo busca a Iluminação através de Lúcifer. Enquanto o Satanismo pode caracterizar-se pela oposição, neste caso, ao cristianismo. Assim, os luciferianos consideram que sua filosofia é um "aprimoramento" do Satanismo, apesar de não ser tão conhecido quanto a doutrina promovida por LaVey.


A combinação da imagem de Lúcifer ao "demônio cristão" foi ocasionada por uma interpretação equivocada do livro de Isaías: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo" (Isaías – Cap. XIV – Versículo XII a XV).


Este trecho narra as intenções do rei da Babilônia que almejava tornar-se maior que Deus, mas São Jerônimo, que ao traduzir a Bíblia do grego para o latim no século IV, associou esta passagem com Lúcifer e à serpente tentadora, ou seja, a simbologia do diabo cristão. Anteriormente, Lúcifer não havia essa relação. Tanto que, oficialmente, a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de diabo, mas apenas a condição de "anjo caído".


Magia, rituais e pactos luciferianos:


O Luciferianismo adotou diversas práticas ritualísticas e cerimoniais de outros sistemas mágicos, caracterizando assim, uma corrente de idéias próprias com objetivos distintos nesta doutrina. As influências sobre o Luciferianismo variam de antigos rituais pagãos até os conceitos contemporâneos do Satanismo.
Podemos citar como exemplos as chamadas práticas Internas e as práticas Externas, que subdividem-se em Herméticas e Cerimoniais. A Magia(k) (termo derivado da filosofia thelêmica) Interna é mais comum entre os luciferianistas, pois atua diretamente no estado de consciência e no espírito do praticante. A Magia(k) Externa é mais complexa e elaborada, exigindo uma série de fatores como dia e horários pré-estabelecidos, um local adequado, vestimentas e instrumentos próprios para efetuar mudanças no plano físico.
Neste caso, pode ser praticada solitariamente (Hermética) ou em grupo (Cerimonial). Mas ambas são igualmente importantes entre os luciferianistas, e o sucesso de uma modalidade interfere na outra.
É falso o conceito das chamadas Missas Negras, as quais seriam paródias blasfêmicas das liturgias católicas, utilizando-se de urina e fezes para substituir a hóstia e o vinho, recitando orações ao contrário e promovendo orgias entre os praticantes. Também é irreal a idéia de sacrifício humano ou animal. Neste caso, há apenas um sacrifício simbólico. Há ainda o conceito do "pacto com o diabo" (muito comum na crendice popular), no qual o praticante "vende a alma pro diabo" em troca de riquezas e sucesso. Sob a ótica luciferianista, o único pacto aceitável é o compromisso consigo próprio de buscar a iluminação espiritual utilizando-se da força da própria vontade.

Fonte principal:

http://luciferianism.cjb.net - Lilith Ashtart - For my Fallen Angel HP
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117.11 - OS ESSÊNIOS

 

Os Essênios (português brasileiro) ou Essénios (português europeu)(Issi'im) constituíam um grupo ou seita judaica ascética que teve existência desde mais ou menos o ano 150 a.C. até o ano 70 d.C. Estavam relacionados com outros grupos religioso-políticos, como os saduceus.

O nome essênio provém do termo sírio asaya, e do aramaico essaya ou essenoí, todos com o significado de médico, passa por orum do grego (grego therapeutés), e, finalmente, por esseni do latim. Também se aceita a forma esseniano.


História:
Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essênios foram perseguidos. Retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidade e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Na Bíblia não há menção sobre eles. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo (historiador oficial judeu) e por Fílon de Alexandria (filósofo judeu). Flávio Josefo relata a divisão dos judeus do Segundo Templo em três grupos principais: Saduceus, Fariseus e Essênios. Os Essênios eram um grupo de separatistas, a partir do qual alguns membros formaram uma comunidade monástica ascética que se isolou no deserto. Acredita-se que a crise que desencadeou esse isolamento do judaísmo ocorreu quando os príncipes Macabeus no poder, Jonathan e Simão, usurparam o ofício do Sumo Sacerdote, consternando os judeus conservadores. Alguns não podiam tolerar a situação e denunciaram os novos governantes. Josefo refere, na ocasião, a existência de cerca de 4000 membros do grupo, espalhados por aldeias e povoações rurais.

Era caracterista dos judeus essênios:

Dividiam-se em grupos de 12 com um lider chamado "mestre da justiça";
Vestiam-se sempre de branco;
Acreditavam em milagres pela mão , milagres fisicos e benção com as mãos.
aboliam a propriedade privada;
Alguns eram vegetarianos;
Eram celibatarios.
Tomavam banho antes das refeições;
A comida era sujeita a rígidas regras de purificação.
Eram chamados de nazarenos por causa do voto nazarita.
Eles se proclamavam "a nova aliança" de Deus com israel, mais tarde este mesmo termo aparece na literatura cristã como "novo testamento" e tambem grande parte das praticas judaica essênias.

Não tinham amos nem escravos. A hierarquia estabelecia-se de acordo com graus de pureza espiritual dos irmãos, os sacerdotes que ocupassem o topo da ordem.

Dentre as comunidades, tornou-se conhecida a de Qumran, pelos manuscritos em pergaminhos que levam seu nome, também chamados Pergaminhos do Mar Morto ou Manuscritos do Mar Morto. Segundo Christian Ginsburg (historiador orientalista), os essênios foram os precursores do Cristianismo, pois a maior parte dos ensinamentos de Jesus, o idealismo ético, a pureza espitirual, remetem ao ideal essênio de vida espiritual. A prática da banhar-se com frequência, segundo alguns historiadores, estaria na origem do ritual cristão do Batismo, que era ministrado por São João Batista, às margens do Rio Jordão, próximo a Qumram.

Segundo o livro Harpas Eternas, os essenios têm origem em Essen, discípulo de Moises, e tiveram como principal missão preparar a vinda do Messias, Jesus Cristo.
Fonte: Wikipedia

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117.12 - KEMETISMO

Kemetismo (da palavra Kemet do egípcio antigo, que significa terra negra, referindo-se ao deserto, e era nome do Antigo Egito) é uma religião neopagã que cultiva as crenças da antiga religião egípcia.

 

O Kemetismo é a tentativa teológica contemporânea de reconstruir religiões antigas pré-cristãs da matriz indo-europeia; começou na transição do séc. XIX para o séc. XX em círculos europeus esotéricos e restritos, fundamentalmente ligados à arqueologia e à história das religiões – o objetivo era a recuperação da teologia perdida de matriz aramânica de onde partiu Moisés, mas comum (Moisés, «nascido das águas» do Nilo, é um nome egípcio) também a Amenófis IV, o que conduziu à fonte mais remota, de fundo sumério, que inspirara Abraão – mas hoje são os «grupos egípcios» que estão na moda, misturados a uma wicca negra que celebra sabbaths com rituais de sangue.

 

O Kemetismo ortodoxo é um panteísmo (identifica Deus com o Todo da natureza) e uma monolatria (politeísmo que adora o Deus Criador acima de todos os outros); aliás, não há religiões verdadeiramente monoteístas, excepto no Judaísmo mais ortodoxo: o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo aceitam os anjos, e este último é estruturalmente um sincretismo entre o Judaísmo e múltiplos paganismos helénico-romanos, com uma forte influência da matriz indo-europeia dos deuses trinitários – Deus Pai o criador, Deus Filho (Cristo) o conservador e Espírito Santo o destruidor, o obreiro do Juízo Final, do fim do mundo (tal como é expresso na teologia providencialista de Joaquim de Fiore); além de que o Cristianismo aceita os santos como divindades menores que agem milagrosamente sobre o mundo e a Virgem Maria como quase uma adenda ao Deus Trino.

Kemet, quer dizer em Egípcio antigo «terra negra», ou seja, o próprio Egipto, por oposição a «terra vermelha», o deserto.

 

O fulcral da teologia kemetica contemporânea é a crença num Princípio Divino Criador chamado Netjer (à letra, «espírito divino»), que se manifesta no mundo como Netjeru, espírito imanente presente nos homens, nos animais e em todas as formas de vida, mas que se mantém força cósmica supra-entes, seria Netjer/Deus no mundo; por sua vez os entes são Netjer/Deus enquanto Netjeri, entidade individual oculta que é o poder de vida das criaturas, o seu ka, energia vital ou alma, manifestação física do Netjeru imanente, cuja forma substancial é o sangue ou seiva (e, para alguns grupos praticantes de Magia Vermelha, também o esperma e o mênstruo).

Na teologia kemetica o cosmos está ordenado por uma lei universal, Maat (que significa «lei», «criação», «ordem», «verdade»), nessa ordem cósmica se manifesta a perfeição de Netjer/Deus, é o seu Netjeru. Maat é identificado com o lado feminino de Netjer e até deificado por alguns grupos mais gnósticos e, muitas vezes, identificado à Noite Cósmica, chão negro do universo. Os homens deveriam manter-se em equilíbrio com esta lei universal, procurando a pureza de coração e o respeito pela natureza, que surge, na maioria das expressões religiosas kemeticas, como modelo ético.

 

À Maat opõe-se, dialecticamente, Isfet o caos, que é deificado em Apofi a besta. Sem Isfet, a Maat esmagaria o mundo, privando-o de toda a manifestação livre, mas o preço deste equilíbrio cósmico é a impureza de tudo (é ser tudo uma mistura: bem e mal, vida e morte, etc), que se manifesta na estrutura do mundo e nos males humanos, do espírito e do corpo e, por fim, na mortalidade. Este equilíbrio é eterno e inviolável, os homens não se lhe podem opôr, nem pela prática da magia nem pelo saber da ciência; Isfet o caos ou Apofí a besta só pode ser limitado por Seth, sempre e erradamente identificado com o Mal – Seth é o Poder no Mundo que permite aos homens regular Isfet, a força cósmica da destruição e da desordem, que é a sombra de Maat, a tremenda lei cósmica com que Netjer/Deus governa o mundo. Para a Kemetica Bem e Mal são emanações do mesmo Deus Criador, inseparáveis, ramos dialécticos da mesma raíz.

 

Seth é aquele que luta na Barca Lunar contra a Serpente Cósmica, é o paladino da humanidade. No Livro dos Mortos é denominado Senhor dos Céus do Norte e é também dito Senhor das Terras Estrangeiras e dos Desertos, referência às origens sumérias de uma parte considerável da religião egípcia. A prevalência dos cultos a Horus acabaram por deturpar o significado teológico de Seth, dando-lhe o papel de Apofi a besta; Seth representa, no Antigo Egipto, a permanência do culto aos celestiais, ou anjos protectores da humanidade, tal como existiu na civilização mesopotâmica.

 

As componentes mais luciferinas da actual Kemetica hipostasiam o papel religioso, iniciático e mágico do ka, em duas grandes correntes, que se denominam, vulgarmente, sem grande erudição e de um modo popular, «vampíricas», ou confrarias ou covens de «vampiros psiquícos» e mesmo de «vampiros sanguíneos»; estas últimas mais ligadas à mitologia puramente estética e adolescente da sub-cultura gótica.

 

A mais sincrética destas correntes junta à Kemetica egípcia satanismos cristãos, por intermédio da «interpretação» sui generis das religiões egípcias antigas feita por Aleister Crowley, e wicca ou wicca negra, com maior ou menor prevalência de witchcraft da matriz celto-germana. Não passa de modismo cultural sem valor esotérico real, nem têm corpus hermeticum próprio nem tradição esotérica.

 

A outra destas correntes inscreve-se no movimento kemetico genérico de recuperação do fundo teológico mesopotâmico comum de onde partiram as monolatrias do Deus Único; não são maioritariamente de estrutura egípcia e as mais consequentes são «sumérias» e fundamentam-se teológica e ritualmente no culto aos celestiais. As mais negras, ou seja, de prática de Magia Negra ou de Magia Vermelha, dão também uma importância considerável ao ka e implicam rituais de sangue. Nesta corrente há, grosso modo, confrarias de sabedoria e confrarias de magia, sendo as segundas maioritariamente dependentes das primeiras, mas não sempre.

 

O ritual de passagem ao Grau de Mago das confrarias mágicas, denominadas «ordens do veneno», chama-se Jejum Vermelho, na verdade não é um jejum, uma vez que ao acólito é suposto conseguir alimentar-se da energia do ka de outras formas de vida, ou do seu sangue. Além de tomarem como corpus hermeticum partes consideráveis dos escritos sagrados do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo, além de vários apócrifos, incorporam também a tradição cabalística e alquímica; algumas também aspectos do rosacrucionismo.

 

Diz-se que as mais fortes e ocultas são detentoras de escritos religiosos que remontam à Suméria e ao Egito Antigo e que foi o achado desses escritos, por arqueólogos europeus membros de uma ordem secreta, que deram o impulso à Kemetica nos princípios do séc. XX e à concomitante tentativa de opor aos paganismos ressurgentes uma religiosidade monolátrica mais antiga que as atuais religiões do Deus Único, dominantes no mundo atual.

Fonte: Wikipedia

http://gothland666.blogspot.com/2006/12/kemetismo.html em 09/02/2010

 

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117.13 - ASATRÚ VANATRU (ODINISMO)

 

Asatrú Vanatru (Islandês para "fé Aesir") é um movimento religioso neopagão que tenta reviver o paganismo nórdico existente na época dos Vikings – tal como descrito nos Eddas – antes da chegada do Cristianismo.

Vanatru é um nome originário dos deuses nordicos Vanires, que se tornaram aliados dos Aesires após uma batalha na qual perderam, resultando nas duas nomenclaturas, que nomina à religião Asatru Vanatru, uma referência aos deuses Aesires e Vanires, parte constituinte do mundo pagão atual.

Toda a mitología que a compõe, pode ser encontrada nas Sagas e nas Eddas, livros onde existem os escritos nordicos que retratam desde o início do mundo na visão nordica, passando pelas formas pelas quais Odin descobriu a magía, até contos de heróis lendários, como o Deus Thor e profecias de sua morte pela serpente filha de Loki, o deus da trapaça.

A religião baseia-se nas nove virtudes que devem ser praticadas: verdade, fidelidade, disciplina, laborosidade, hospitalidade, perseverança, confiança, coragem e honra.

Seu crescimento é percebido pelo mundo, principalmente nos países nordicos mas também em Portugal e Argentina, com movimentos menores no Brasil e Estados Unidos.

Histórico:
O Asatrú foi instituído a partir da década de 1960 na Islândia, pela Íslenska Ásatrúarfélagið uma organização fundada por Sveinbjörn Beinteinsson. Asatrú é uma religião oficialmente reconhecida pelos governos da Islândia (desde 1973), Dinamarca (desde 2003) e Noruega. O governo dos Estados Unidos não endossa ou reconhece oficialmente qualquer grupo religioso; todavia, numerosos grupos Asatrú têm sido reconhecidos com o status de organização sem fins lucrativos desde os anos 1970.

Embora o termo Asatrú originalmente se referisse especificamente aos partidários islandeses da religião, neopagãos germânicos e grupos reconstrucionistas têm se identificado majoritariamente como Asatrú, particularmente nos Estados Unidos. Neste sentido mais amplo, o termo Asatrú é usado como um sinônimo de neopaganismo germânico ou paganismo germânico, conjuntamente com os termos Forn Sed, Odinismo,[1] Heithni, e outros.

Muitos membros do Asatrú e do neo-paganismo germânico se intitulam também de reconstrucionistas, muitas vezes recorrendo a estudos e pesquisas acadêmicas sobre a antiga religiosidade da Era Viking. Especialmente os atuais praticantes dos países escandinavos, como a Noruega, mantém algum tipo de vínculo com as pesquisas historiográficas sobre religiosidade nórdica. [2]

O Asatru é uma das mais antigas religiões.

Notas e referâncias
1. Kasen, Victor Ordell L.: 'Why Do We Call It Odinism: Odinism By Any Other Name'
2. Johnni Langer|LANGER, Johnni. Religião e magia entre os vikings. Brathair 5 (2) 200.

 

Fonte: Wikipedia

 

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117.14 - VAMPIRISMO

 

Vampirismo é uma palavra abrangente que pode referir-se a uma antiga tradição de vampiros fundada no Antigo Egito, ou ao ato e forma de retirar a energia ou sangue de outra pessoa, de forma involuntária pelo meio de ataque vampírico, ou de forma voluntária pelo intermédio de doadores. Por alguns é considerado uma doença, mas para outros é a forma comum para adquirir o seu sustento. A versão mais tradicional e menos mediática vê o vampirismo como uma religião e sistema filosófico, sustentado por espiritualidade predatória e onde é dada uma grande ênfase à prática metafísica, cujo nome é Asetianismo.

Ocultismo:
O vampirismo é também uma vertente obscura e misteriosa dos estudos ocultistas, baseado em espiritualidade predatória. Os conceitos de vampirismo sob esta análise distinguem-se do vampirismo observado na ficção bem como os conceitos espalhados pela sua mitologia. É uma antiga tradição de mistérios, em que os seus defensores referem que data desde os tempos do Antigo Egipto. Grande parte do conhecimento sobre esta tradição, denominada por Asetianismo, são mantidos por uma antiga ordem de mistérios que dá pelo nome de Aset Ka, cuja influência na sociedade ocultista é reconhecida a nível internacional, e cuja sede em Portugal encontra-se localizada na cidade do Porto.

O livro central relativo à tradição vampírica é a Asetian Bible, a Bíblia Asetiana, cuja versão de acesso público foi publicada em 2007 pela Aset Ka e escrita por Luis Marques, um autor de origem Portuguesa reconhecido internacionalmente como especialista em simbologia antiga, mitologia e religião. O texto explora toda a componente filosófica e espiritual da tradição Asetiana, bem como as suas práticas metafísicas e rituais religiosos de origem Egípcia, com grande influência do simbolismo milenar do Médio Oriente. Toda a cultura vampírica é assim analisada ao pormenor, bem como a evolução do arquétipo vampírico desde os tempos antigos até aos modernos e onde a influência do simbolismo vampírico é explorado na forma como influênciou a sociedade ao longo dos tempos.

Transtorno psíquico:
O ato de "vampirizar" está ligado diretamente a necessidade de retirar de outrem a energia desejada. É importante salientar que não existem vampiros como os descritos nas lendas e histórias. O ato de retirar a energia de outro está ligado ao ser humano e não a seres mitológicos. Dessa forma encontramos os chamados vampiros em qualquer ambiente.

Na casa, um pai que domina os demais através de ameaças psicológicas. Na escola, um professor que atormenta seus alunos com argumentações repetitivas. No trabalho, um chefe que gosta de fazer intrigas para chamar a atenção.

O próprio Karl Marx descreve o vampiro: "o capital é trabalho morto que, como um vampiro, vive somente de sugar o trabalho vivo e, quanto mais vive, mais trabalho suga (...) o prolongamento do dia de trabalho além dos limites do dia natural, pela noite, serve apenas como paliativo. Mal sacia a sede do vampiro por trabalho vivo (...) o contrato pelo qual o trabalhador vendeu ao capitalista sua força de trabalho prova preto no branco, por assim dizer, de que dispôs livremente de si mesmo. Concluído o negócio, descobre-se que ele não era um 'agente livre', que o momento no qual vendeu sua força de trabalho foi o momento no qual foi forçado a vendê-la, que de fato o vampiro não largará a presa 'enquanto houver um músculo, um nervo, uma gota de sangue a ser explorada' (citação de um texto de 1845 de Friedrich Engels)."

Bibliografia:
MARQUES, Luis. Asetian Bible (Aset Ka, 2007) ISBN 978-9899569409.
BERNSTEIN, Albert J. Vampiros Emocionais. Rio de Janeiro, Campus, 2001.
McNALLY, Raymond T. & FLORESCU, Radu. Em busca de Drácula e outros vampiros. São Paulo, Mercuryo, 1995.
MELTON, J. Gordon. O Livro dos Vampiros: a enciclopédia dos mortos-vivos. São Paulo, Makron Books, 1995.

Fonte: Wikipédia

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117.15 - CAO DAI

 

Cao Dai ("Morada Alta" em língua vietnamita) ou Caodaísmo é uma religião sincretista relativamente nova, monoteísta, oficialmente fundada na cidade de Tay Ninh, no sul do Vietnã, por Ngô Văn Chiêu, no ano de 1926.
O nome completo da religião é Đạo Đại Tam Ky Tél Độ, o que significa "a terceira grande amnistia religiosa universal". A religião tem 7 ou 8 milhões de seguidores no Vietnã, e uma significante quantia em Austrália, Nova Zelândia e Oceania.

 

História

O fundador do Cao Dai foi Ngô Văn Chiêu, nascido no seio de uma família pobre. Aos sete anos foi viver com uma tia cuja condição económica era consideravelmente superior. Desde novo, Ngo Van Chieu mostrava-se interessado em religião, tendo estudado as tradições orientais do confucionismo e do taoísmo, bem como o espiritismo.

Em 1919 Ngo Van Chieu, que se tinha tornado funcionário do governo francês na Indochina, alegou ter recebido uma mensagem do Ser Supremo ("Duc Cao Dai") enquanto participava numa sessão mediúnica na qual procurava uma resposta para os problemas de saúde da sua mãe. Ele se tornaria o profeta do novo movimento religioso, cuja constituição oficial ocorre a 7 de Outubro de 1926. Quando o Japão invadiu a Indochina um exército constituído por membros do Cao Dai foi estabelecido e após a guerra o movimento se tornou uma força que influenciou a vida política nacional. Quando o Vietname se tornou um país comunista em 1975, o movimento foi reprimido pelas autoridades e em consequência surgiu uma diáspora de membros do movimento que levou a religião a outros locais do planeta.

 

Principais crenças

A religião acredita na existência de um único Deus, a quem chama de "Cao Dai", que se considera ser o mesmo deus adorado pelas outras religiões sob diversos nomes. Este ser, que não possui género ou forma, é representado como um olho esquerdo inserido num triângulo, símbolo que pode ser visto em todos os templos da religião.

Deus era a única coisa existente até ele ter decidido criar o universo, os seres humanos, as plantas , os animais, etc. O processo de criação implicou a divisão de Deus e por isso o caodaísmo defende que todos os seres possuem uma parte de Deus neles próprios.

A história religiosa do mundo é dividida em três grandes períodos. O primeiro iniciou-se em 2500 a.C. quando Deus inspirou a fundação do judaísmo, do hinduísmo e da religião chinesa. Cerca de mil anos depois, iniciou-se o segundo período durante o qual surgiram o budismo, confucionismo, o cristianismo e o islã. Porém, as mensagens destas religiões foram corrompidas e elas não deram lugar ao nascimento de uma religião universal, entre outras razões, pelas dificuldades nos transportes e nas comunicações. Por esta razão, Deus iniciou um terceiro período de transmissão no qual surgiu o caodaísmo cujo objectivo pretende ser reunir os ensinamentos destas religiões e ao mesmo tempo unir toda a humanidade na mesma religião. Enquanto que nas ocasiões anteriores Deus usuou profetas para comunicar a sua mensagem, desta feita ele decidiu comunicar directamente com os seres humanos através de sessões espíritas. Neste terceiro período Deus escolheu especificamente o sul do Vietname para divulgar a sua mensagem por entender que ao longo dos tempos o povo desta região se mostrou aberto à religião.

O sincretismo deste movimento religioso pode ser detectado na fusão de elementos centrais do taoísmo, confucionismo e budismo.

O adeptos do Cao Dai acreditam na reencarnação e no karma. As ações positivas ou negativas de uma pessoa determinam as condições de vida futura. Uma pessoa cujas ações forem excessivamente negativas continuará a entrar no ciclo das existências; pelo contrário, aqueles que tenham levado uma vida plena de boas ações poderão experimentar uma futura vida agradável ou poderão mesmo libertar-se do ciclo de morte e renascimento.

 

Práticas

O Cao Dai oferece duas formas de praticar a religião: a exotérica e a esotérica. A primeira forma é a mais seguida pelos adeptos e é praticada no contexto de uma vida de leigo. A via exotérica implica praticar o bem e evitar o mal, seguir os preceitos e virtudes confucionistas, seguir os cinco preceitos (não matar, não roubar, não cometer adultério, não tomar substâncias intoxicantes e não usar palavras agressivas) e levar uma alimentação vegetariana durante dez dias de um mês.

A via esotérica (conhecida como Chieu-Minh Vo Vi) é considerada a mais elevada das duas vias, mas é também é mais rigorosa e exigente. Nela é obrigatório seguir sempre uma alimentação vegetariana e praticar a meditação. Os padres do Cao Dai seguem esta via, na qual comprometem-se a seguir os quatro mandamentos.

As práticas religiosas devem ser realizadas diariamente, podendo ter lugar nos lares ou nos templos. É recomendado que os adeptos do caodaísmo realizem quatro cerimónias ao longo do dia (às seis horas da manhã, ao meio-dia, às oito horas da noite e à meia-noite); porém o mínimo exigido é uma cerimónia. O local central deste culto religioso é o altar, que deve ser posicionado no centro de uma casa ou templo. Perante o altar os crentes recitam orações e fazem prostrações.

 

Organização interna

A organização interna da religião assemelha-se em larga medida à da Igreja Católica Romana. A estrutura do movimento encontra-se definida no "Phap-Chanh-Truyen", que é a constituição escrita do movimento, alegadamente transmitida por Deus ao longo de uma série de sessões espíritas. A religião possui padres, bispos, arcebispos, cardeais e um papa. As mulheres podem ser ordenadas na religião, porém não podem alcançar a posição de papa. Desde 1934 que o movimento não possui um papa.

Fonte: Wikipédia

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117.16 - CIENTOLOGIA

A cientologia é um sistema de crenças fundado em 1952 pelo autor de ficção cientifica L. Ron Hubbard (1911-1986, nascido em Tilden, Nebraska). A cientologia foi oficializada em 1954. Esta religião baseia-se nos livros de Hubbard Dianética: A Moderna Ciência da Saúde (1950), Dianética: A Evolução da Ciência e Ciência da Sobrevivência. Hubbard considerava a Dianética como uma subdisciplina da Cientologia. Até morrer, em 1986, Hubbard publicou centenas de livros sobre cientologia e apenas alguns sobre Dianética. A doutrina tem influências de outras religiões, como o hinduísmo e o budismo, e de ciências humanas, como a psicologia.

 

Descrição

Mito da Criação

Segundo a Cientologia há 75 milhões de anos; vários planetas se reuniram numa "confederação das galáxias", governada por um líder maléfico chamado Xenu. Como os planetas estavam com problemas de superpopulação, Xenu mandou bilhões de seus habitantes para Terra, em espaçonaves parecidas com os Douglas DC-8, onde foram jogados dentro de vulcões (razão pela qual o livro dianética possui um vulcão na capa) e mortos com bombas de hidrogênio. Seus espíritos que foram recapturados e reunidos em cachos (como uvas, ou talvez bananas) - chamados de "thetans" (em português, "tetões") - são os seres humanos.[1]

Dogmas

Os dogmas centrais da seita são baseados na crença de que uma pessoa é um ser espiritual imortal (referido como "thetan" ou "tetão"), dotado de mente e corpo, ambos basicamente bons, que buscam a sobrevivência. A Cientologia assegura que a sobrevivência do homem depende de si mesmo, de outras pessoas e da sua interação com a comunidade cósmica. Uma pessoa tem as suas limitações autodidatas, e seus atos nocivos podem ser atribuídos em parte a uma porção inconsciente da sua mente, chamada "mente reativa" ou "barreira". Esta porção da mente, acredita-se, é utilizada para guardar eventos passados guardados no inconsciente, traumas físicos e emocionais, os quais podem ser reativados por ocasião de estresses. A porção consciente da mente humana é referida como "mente analítica".

 

A prática principal da cientologia e da dianética é uma atividade conhecida como "audição" ou "auditoria" (do inglês auditing), que procura levar um adepto a um estado de clareza, numa libertação das influências da mente reativa. A prática é executada por um conselheiro chamado "ouvidor", que dirige uma série de perguntas ao interessado para entender e gravar as suas responsabilidades e conhecimentos adquiridos. O objetivo é capacitar o interessado a restabelecer o controle volitivo e de percepção do material previamente guardados na sua mente reativa.

A forma inicial do processo dianético, ainda praticado hoje, envolve um cenário reminiscente da psicanálise freudiana, com o analisado deitado, recostado num sofá e num estado reflectivo chamado "devaneio dianético" enquanto o analista, sentado próximo numa cadeira toma notas, propondo perguntas e respostas sobre as declarações do analisado e um número "indicativo" fisiológico.

 

Algumas formas avançadas de auditoria empregam um dispositivo chamado eletropsicômetro de Hubbard ("E-Meter"). Esse dispositivo mede as trocas na resistência elétrica da pele do analisado, fazendo passar 1/2 volt através de um par de tubos, de chapa de zinco, cheios de uma solução química, apoiados na pele para medir as ondas e gravá-las, enquanto se ouve o analisado. Estas trocas pequenas na resistência elétrica, conhecida como resposta galvânica, são similares àquelas obtidas pelo polígrafo. Máquinas análogas são aceites por adeptos da igreja por serem mais seguras e sensíveis ao estado mental do analisado do que o fisiológico "Indica" da recente dianética.

Estas práticas da Cientologia são custosas, podendo variar de US$ 750,00 a US$ 8.000,00.[1]

 

Outras atividades das igrejas da cientologia são cultos aos domingos, aulas formais, batismos, casamentos e cerimônias religiosas. Também procuram e visitam um número básico de comunidades para atividades caritativas, como fornecimento de comida, combate ao uso de drogas e ao analfabetismo.

 

Relação com outras religiões

A Cientologia alega que desde o início teve as suas crenças e práticas compatíveis com outras religiões. Alega também gozar de boas relações e reconhecimento com os cristãos, budistas e outras, por décadas, antes de ser formalmente reconhecida e isenta de taxas como organização religiosa e de caridade pelo governo dos EUA, em 1993, após uma longa batalha legal. Supostamente foi reconhecida, em 1994, pelo conselho dos budistas xinto (Yu-itsu-shinto) com sede no Japão, não só estendendo o reconhecimento oficial da cientologia, mas tomando a si a tarefa de treinar inúmeros monges nas crenças e práticas adjuntas às meditações e orações. No entanto esta afirmação (como muitas das anteriores) tem credibilidade duvidosa e não foi confirmada até o momento por fontes externas à cientologia. Seria supostamente uma ocorrência da tradição de algumas religiões orientais de assimilação ou adoção de elementos de outras crenças que se não contradigam diretamente com os seus princípios. Alega-se que isto ocorreria devido à reflexão do fato de Hubbard reconhecer a força oriental e especificamente a influencia Budista na formação da sua própria filosofia.

 

Escândalos e Polêmicas

Críticos da cientologia apontam para a falta de base científica para o E-meter e outras práticas. Em resposta contraditória, a igreja clama que a cientologia é uma religião e não ciência não dando suporte a pesquisas científicas e diz que da mesma forma que o polígrafo usa a condutividade elétrica da pele para indicar se estão sendo agradáveis as questões e respostas, pode ser um instrumento que mede respostas galvânicas. Também nos serviços gratuitos aos domingos, em leituras e semelhantes, membros são convidados para dar aulas, exercícios, sessões de conselhos, média de doações fixas sem obrigações, em alguns casos de milhares de dólares.

 

Geralmente as altas expectativas de doações são para as mais avançadas atividades de iniciação. Críticos dizem que é impróprio fixar doações para serviços religiosos e portanto a atividade não é religiosa. A igreja diz que quase todas as classes de exercícios e aconselhamentos podem também ser comercializados de forma agradável ou executados cooperativamente por estudantes, sem custos, e que os membros mais devotados de uma ordem eclesiástica necessitam de donativos, não para serviços e sim de fato para suporte de toda a igreja. Outras práticas tais como dispensar a fixação de donativos pela Igreja católica ou fixação de dízimos com outras denominações são levantadas como evidência de uma antiquada tradição religiosa de fixar donativos. Em muitos países, como a Alemanha estes donativos tornaram-se obrigatórios por ação do governo, como um imposto.

 

Críticos frequentemente atacam a organização chamada de "Igreja da Cientologia", acusando-a de "lavagem cerebral" e outras táticas para influenciar membros para doar grandes quantidades de dinheiro em cultos práticos padronizados. Membros negam que este seja o caso e inúmeros líderes da comunidade psicológica publicaram trabalhos defendendo fortemente a validade da "lavagem cerebral" afirmado pelos relatos chamando-os de "cultos".

 

Enquanto os rumores de que Hubbard apostara com Robert A. Heinlein que ele iria criar uma religião seja certamente falso, [carece de fontes?] outros reivindicam que tinham conhecimento que durante 1949 Hubbard passou para outras pessoas as intruções que iniciariam um bom caminho para ganhar dinheiro. Escritor e editor Lloid Arthur Eshbach, por exemplo, refere-se a Hubbard dizendo "Vou criar uma religião. É o que dá dinheiro". O escritor Theodore Sturgeon refere que Hubbard fez similar afirmação na Sociedade de Ciência da Fantasia de Los Angeles. A Igreja de Cientologia negava estas declarações e suplicara ao editor para negá-las. Membros diziam que a verdade ou a falsidade de tais alegações eram irrelevantes e asseguravam que na igreja encontrariam suas necessidades espirituais.

 

Do ponto de vista da censura dizia-se que a Igreja oficial procurava um seguidor ou outro para romper o contato com a família e amigos que tinham antagonismo pela sua religião (um hábito comum a muitas seitas). Em resposta a Igreja expulsava os que eram usados para policiar, chamando este ato de desconexão, tendo como alvo assegurar a paz espiritual dos seguidores em face das pessoas que os criticavam por sua filiação. A prática atual corrente da igreja aponta para isto; que se requeira aos membros que tiverem significantes confusões originadas em suas famílias e com amigos para cessar a sua participação nos serviços da igreja e não os retome até as suas diferenças com eles terminem e que fiquem só no passado.

 

Críticos igualmente reclamam terem percebido os segredos sobre os ensinamentos da Cientologia, afirmando que a igreja reconhece os mais sutis graus de iniciação mostrando que há ensinamentos talvez entendidos como místicos, e que servem somente para os mais esclarecidos e serenos espíritos. Por outro lado os crentes são convidados a comprar ou adquirir nas livrarias mais de 300 diferentes livros que versam sobre os ensinamentos e as práticas da igreja salvo os considerados secretos. No caso da Igreja da Cientologia vs. Fishman e Geertz o autor cientologista Steven Fishman descreve em sua defesa algumas destas propostas secretas com documentos da "Operação Thetan" atribuídos a Hubbard que descreve a crença em inteligência extraterrestre e um ser supremo intergaláctico demoníaco que oprime os espíritos livres, tal como nas táticas de ficção científica. A igreja investiu contra o caso Fishman e pediu à justiça para proibir a exibição dos documentos. A igreja também usa a lei do copyright para evitar que outras pessoa publiquem partes deste e de outros documentos.

 

O próprio fundador instituiu a prática de "fair game" como forma de utilizar o sistema judicial como ferramenta para assediar os seus detratores públicos forçando-os a longos, penosos e onerosos processos judiciais e apesar de continuadamente negado, vários cientologistas tem história de uso de força bruta contra seus críticos (tais organizações são chamadas de supressoras de pessoas). Elas tem usado processos judiciais contra pessoas, jornais, revistas, estúdios de televisão, serviços de provedores de internet, agencias governamentais e outras. Possuem uma quantidade recorde de testemunhos, por exemplo, um documento policial emitido em 1967 contra uma organização de jogos (se bem que tenha sido revogado posteriormente) o qual é lançado contra seus críticos e diz: "Devem ser enganados, processados, fraudados ou destruídos." A Igreja é uma das poucas organizações convictas de uso da fraude e do pleno uso frívolo dos processos judiciais com o fim de causar perturbação. A Fundação Fronteira Eletrônica mantém em[2] documentos que relatam todos os esforços dispendidos pela igreja para interferir online com seus críticos. A organização explica que esta é a única forma que a igreja tem para sobreviver num ambiente tão hostil. Em épocas recentes, por exemplo, os Mórmons pegaram em armas e organizaram milícias para se defender dos que eram hostis a sua fé. A cientologia, vem demonstrando que prefere os meios cíveis em lugar das armas.

 

Alguns inimigos jurados da cientologia acusam a organização de manter uma operação "pasta negra" contra seus oponentes. Certamente gostariam de ver a igreja não sair em socorro de si própria, como ocorreu em 1970, quando um agente da igreja foi apanhado furtando documentos da cientologia nos arquivos da inteligência IRS. Depois deste episódio, ministros da igreja de Los Angeles, Califórnia e Washington D.C. foram descobertos e denunciados antes que acontecesse uma invasão de agentes do FBI. Onze componentes da equipe, alguns de alto posto se declararam culpados ou foram condenados pela alta corte baseadas nas evidencias colhidas pelo FBI e receberam sentenças de 2 a 6 anos (algumas suspensas). Há desacordo nas altas esferas da igreja devido as ações secretas para divertimento. Sabe-se que o ramo dos "brincalhões" "subiu nos sapatos" para o evento, "tirando os intestinos" da equipe e dúzias de pessoas foram expulsas ou sujeitas a pequenas sanções. A Igreja afirma que uma vez reorganizada, não irá permitir a formação de ramos com similar autonomia como os primeiros "brincalhões."

 

Cientologistas têm sido acusados por muitos anos de se manter lidando em seu ambiente de uma forma paranóide, reclamando de conspiração do governo, estabelecimentos médicos e psiquiátricos contra sua sobrevivência. Em 1993, ao mesmo tempo que havia o reconhecimento oficial da cientologia como Igreja, o Serviço da Receita Federal dos Estados Unidos fazia circular pela imprensa e governos estrangeiros documentos com literatura explicativa. Reconhecem que uma violação da sua autoridade foi mais ou menos coordenada numa campanha que remonta próximo de 1993 e o IRS, FBI e agências governamentais haviam apresentado uma grande quantidade de informações sobre a cientologia, para agências de inteligência estrangeiras.

 

Críticos reclamam que o acordo para o reconhecimento da igreja e a objeção contra ela havia sido exortada pelo IRS, que nega sem rodeios esta acusação.

Em alguns países, especialmente na Europa, governos e ou côrtes concordam com os críticos acerca dos efeitos negativos da cientologia. Em muito poucos casos a organização é banida; mas frequentemente é uma obstrução de pouco alcance, tais como o não reconhecimento como organização religiosa ou graus de dificuldades para a cientologia receber observadores em sua reuniões.

Exemplos de casos:

Na Grécia:

  • A Justiça ordenou a dissolução da secção grega de Scientology situada na Grécia e que tem o nome de "Kephe". A decisão foi tomada depois de um processo que terminou em 7 outubro de 2006.

Na Alemanha:

  • Em 1995, a Corte Federal do Trabalho (Bundesarbeitsgericht) determinou que a Cientologia "não é uma religião nem uma ideologia.".[3]

Em França:

  • Em 2009, a Igreja da Cientologia em França foi condenada pelo crime organizado de fraude, mas a decisão não impediu a Igreja de exercer a sua actividade no país, desde que essas não envolvessem a prática de ilegalidades.[4][5]

Em Outubro de 2009, o cineasta Paul Haggies abandonou a Cientologia depois de a religião ter proibido a união entre homossexuais.[6]

 

Cientologistas famosos

  • Anne Archer, atriz

  • Chick Corea, músico

  • Beck, músico

  • Billy Sheehan, músico

  • Giovanni Ribisi, ator

  • Isaac Hayes, ator e cantor

  • Jason Lee, ator

  • Jennifer Lopez,atriz e cantora

  • Jenna Elfman, atriz

  • John Travolta, ator

  • Juliette Lewis, atriz e musicista.

  • Karen Black, atriz

  • Katie Holmes, atriz

  • Kelly Preston, atriz

  • Kirstie Alley, atriz

  • Lisa Marie Presley, atriz[8]

  • Priscilla Presley, atriz

  • Sonny Bono, músico, político

  • Tom Cruise, ator

Referências

  1. Super Interessante. Os maiores mistérios dos Livros Sagrados. Edição 254-A. Julho 2008. Editora Abril, pág: 62

  2. França acusa Cientologia de fraude e ameaça bani-la (Diário de Notícias).

  3. Alteração na lei francesa impede dissolução da Cientologia (Diário de Notícias).

  4. Paul Haggis abandona a Cientologia (TVI).

  5. Filho de John Travolta deve ter funeral cientologista. Página visitada em 05 de janeiro de 2009.

  6. Taraborrelli, J. Randy. Michael Jackson: a magia e a loucura (em Português). São Paulo: Globo, 2005. 670 pg. ISBN 85-250-4041-X

  • Super Interessante. Os maiores mistérios dos Livros Sagrados. Edição 254-A. Julho 2008. Editora Abril, pág: 62

 

 Fonte: Wikipédia

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117.17 - MAZDAKISM


Mazdak foi o principal representante de um ensino religioso e filosófico chamado Mazdakism, que ele via como uma versão reformada e purificadas do zoroastrismo , [ 2 ] [ 3 ] , embora seu ensino tem sido argumentado para mostrar influências do maniqueísmo tão bem. [ 2 ] o zoroastrismo era a religião dominante da Pérsia Sassânida, e Mazdak mesmo era um sacerdote zoroastriano, ou Mobed , mas a maioria do clero zoroastriano considerado o seu ensino como uma heresia . Informações sobre ele são escassos e pouco se sabe além do que está listado abaixo, alguns detalhes podem ser inferida a partir da doutrina de Khurramism que surgiu como uma continuação do Mazdakism., [ 4 ]

Origens
Algumas fontes afirmam que os fundadores desta seita viviam antes de Mazdak. Estes foram outra Mobed chamado Zardusht (de mesmo nome, mas não a mesma pessoa que o fundador do Zoroastrismo ) e / ou um filósofo zoroastriana conhecida como Mazdak, o Velho, que ensinou uma combinação de altruísmo e hedonismo : "ele dirigiu a seus seguidores para apreciar os prazeres da vida e satisfazer seu apetite no mais alto grau no que diz respeito ao comer e beber no espírito de igualdade e de uma relação de amizade, para evitar dominar o outro, de partilhar as mulheres ea família, para visar a boas ações, que se abstenham de derramamento de sangue e infligir danos aos outros, e para a prática da hospitalidade sem reservas ". [ 2 ] Esta doutrina foi desenvolvida pelos melhores Mazdak conhecido, Mazdak, o Jovem, filho de Bāmdād.

Dogmas Teológicos
Gosto tanto Zoroastrismo (pelo menos tal como é praticada no momento) e maniqueísmo , Mazdakism tinha um dualista cosmologia e visão de mundo. [ 3 ] Esta doutrina ensina que há dois princípios originais do universo: a luz, o bom e Trevas, do mal . Estes dois foram misturados por um acidente cósmico, contaminando tudo, exceto Deus. A luz é caracterizado pelo conhecimento e sentimento e age por design e livre-arbítrio, enquanto Darkness é ignorante e cega, e age de forma aleatória. o papel da humanidade no presente da vida foi, através de boa conduta, para liberar as partes de si mesmo, que pertencia à Light. Mas onde o maniqueísmo viu a mistura de bons e maus, como uma tragédia cósmica, Mazdak visto isso em um mais neutro, otimista maneira mesmo.
Além disso, Mazdakism é relatado, em uma obra tardia, ter distinguido três elementos (Fogo, Água, Terra), e quatro Powers (discernimento, compreensão, preservação e Alegria, que correspondem aos quatro funcionários do chefe do Estado sassânida [ 5 ] ), sete vizires e doze forças espirituais. Quando os quatro, sete e os doze estavam unidos em um ser humano, ele não estava mais sujeito a deveres religiosos.Além disso, Deus foi acreditado para dominar o mundo através de cartas, que detinha a chave do grande segredo que deve ser aprendido.Esta descrição sugere que Mazdakism foi, de muitas maneiras, um típico gnósticos da seita. [ 6 ]

Ética e princípios sociais
Dois factores distintivos de de ensino Mazdak foram a redução da importância do religioso formalidades-religiosa verdadeira pessoa que está sendo o único que entendeu e relacionadas corretamente com os princípios do universo e uma crítica à posição forte do mainstreamZoroastrian clero, que, ele acreditavam, oprimiu a população persa e causou muita pobreza.
Mazdak enfatizou a boa conduta, que envolveu uma vida moral e ascética, não matar e não comer carne (que continha substâncias exclusivamente das Trevas), sendo gentil e amigável e viver em paz com outras pessoas.
De muitas formas de ensino Mazdak pode ser entendido como um convite à social revolução , e tem sido referido como precoce "comunismo ". [7]
De acordo com Mazdak, Deus tinha colocado originalmente os meios de subsistência na terra para que as pessoas deveriam dividi-los entre si de forma igual, mas o forte tinha prejudicado os fracos, que quer dominar o e causando a desigualdade contemporânea. Este, por sua vez, habilitou a cinco demônios que transformou os homens de justiça - estes eram inveja, ira, vingança necessidade e ganância. Para prevalecer sobre esses males, a justiça tinha que ser restaurada e todos devem compartilhar bens em excesso com os seus semelhantes. Mazdak supostamente planejada para atingir isso através de todas as riquezas e mulheres comuns ou por re-distribuindo-os, [ 8 ], embora não esteja claro como ele pretendia organizar que, em termos de regulamentação e em que medida a sua posição tem sido caricaturado por fontes hostis. [9] As fontes principalmente habitam sobre a "suposta" troca de mulheres, o que resulta sexual promiscuidade ea confusão da linha de descida . Desde o último é um padrão de acusação contra as seitas heréticas, sua veracidade foi posta em dúvida pelos pesquisadores, é provável que Mazdak tomou medidas contra a generalização a poligamia dos ricos e da falta de mulheres para os pobres. [ 9 ]

Seguidores
de ensino Mazdak adquirido muitos seguidores, ao ponto em que até mesmo o Rei Kavadh I , decidindo a partir de 488 até 531, convertida em Mazdakism. Segundo alguns fictionalized contas aparentemente, refletindo os pontos de vista de detratores Mazdak [ 10 ] , Kavadh mesmo concordou em permitir que Mazdak dormir com a Rainha, para demonstrar a sua adesão ao conceito de propriedade comunal, eo príncipe herdeiro Anushiravan (mais tarde coroado Cosroes I ) teve que intervir para convencer Mazdak não aceitar a oferta. [ 7 ]
Com o apoio do rei da Mazdak poderia embarcar em um programa de reforma social, que envolveu o pacifismo, anti-clericalismo programas de ajuda e para ajudar os pobres . Mazdak tinha armazéns governo abriu para ajudar os pobres. Ele também tinha todos os templos do fogo zoroastriano fechado, exceto os três mais importantes. A grande parte hostil) fontes (também relatam que, apesar de os conceitos de boa conduta e pacifismo , os seguidores de Mazdak invadiram os palácios e haréns dos ricos e apreendeu os objetos de valor a que acreditavam que tinham direitos iguais.

Oposição ao expurgo dos adeptos e Mazdaki
O medo entre os nobres eo clero zoroastriano se tornou tão forte que o rei Kavadh foi deposto em 496, mas ele conseguiu tirar o trono de volta três anos depois com a ajuda do heftalitas .
Assustado com a resistência entre os poderosos, ele escolheu para se distanciar Mazdak. Ele permitiu Anushiravan para lançar uma campanha contra o Mazdakis em 524 ou 528, culminando em um massacre matando a maioria dos adeptos, incluindo Mazdak ele e restabelecendo o zoroastrismo ortodoxo como religião do Estado. [ 7 ] Vários relatos de ficção [ 10 ] especificar o caminho da morte : por exemplo, o Shahnameh afirma que os três mil Mazdakis eram enterrados vivos com os pés para cima a fim de apresentar Mazdak com o espetáculo de um jardim "humana", enquanto Mazdak mesmo foi pendurado de cabeça para baixo e tiro com setas incontáveis; outras histórias especificar outras torturante métodos de execução. Anushiravan então passou a implementar o seu próprio alcance e administrativas reformas sociais. [ 11 ]

Legado
A Mazdakis poucos sobreviveram e se estabeleceram em áreas remotas. pequenos bolsões de sociedades Mazdaki sobreviveu por séculos depois da conquista islâmica da Pérsia . Suas doutrinas aparentemente misturadas com correntes radicais do Islã xiita , influenciando-os e dando origem a tarde-poderoso religiosa movimentos revolucionários na região. No século 9, o Khurramites , um religioso seita igualitária provenientes Mazdakism, liderou uma revolta sob a liderança de Babak Khorramdin contra o califado abássida e defendeu com sucesso grandes territórios contra o Califado força o há cerca de vinte anos. [ 12 ] O Batiniyya , Qarmatas e mais tarde outros correntes revolucionárias do Islã também pode ser conectado a Mazdakism e foram equiparados com ele por autores contemporâneos. [ 13 ] O autor doe-Dabestan Mazaheb , por escrito, até o século 17, afirma ter conhecido adeptos individuais de Mazdakism que praticavam a sua religião secretamente entre os muçulmanos e preservou a Desnad , um livro Pahlavi contendo os ensinamentos de Mazdak. [ 14 ] [ 15 ]

Evidências indiretas
Nós não temos fontes diretas de Mazdakism: nenhum dos seus livros ter sobrevivido. Nosso conhecimento é composta de breves menções em siríaco, persa, árabe e fontes gregas, e quase todas as informações são escritas pelos opositores da Mazdakism. [ 16 ] Muitos problemas, portanto, permanecem sem solução.

 

Notas
1. ^ Uma Breve História do Mundo . Progress Publishers. Moscou, 1974
2. ^ um b c Yarshater, Ehsan. 1983. A história do Irã Cambridge, volume 2. p.995-997
3. ^ um b Shaki, Mansour. 1985. Os ensinamentos cosmogônica e cosmológica de Mazdak. Artigos em Honra do Professor Mary Boyce, Acta Iranica 25, Leiden, 1985, p. 527-43.
4. ^ Yarshater, Ehsan. A história do Irã Cambridge, volume 2.
5. ^ o Mobad Mobadan , o Chefe Herbad , o Comandante do Exército e do Mestre Entretenimento
6. ^ Yarshater, Ehsan. A história do Irã Cambridge, volume 2. P.1007-1008
7. ^ um b c Wherry, Rev. EM Um Comentário global sobre o Alcorão e Discurso Preliminar , 1896. pp 66.
8. ^ Crone, Patricia ", Kavad de heresia e Mazdak da Revolta", in: Iran 29 (1991), S. 21-40
9. ^ um b Yarshater, Ehsan. A história do Irã Cambridge, volume 2. p.999-1000
10. ^ um b Yarshater, Ehsan. A história do Irã Cambridge, volume 2. p.994
11. ^ Yarshater, Ehsan. A história do Irã Cambridge, volume 2. P.1022
12. ^ Yarshater, Ehsan. A história do Irã Cambridge, volume 2. P.1003-1004
13. ^ Yarshater, Ehsan. A história do Irã Cambridge, volume 2. P.1022-23
14. ^ MN Dhalla: História do Zoroastrismo (1938), parte 5.
15. ^ e Mazaheb-Dabestan
16. ^ Yarshater, Ehsan. A história do Irã Cambridge, volume 2. P.993
 

Referências

  • H. Borm: Prokop Perser und die. Untersuchungen zu den sasanidischen Kontakten-Römisch der Spätantike ausgehenden . Stuttgart, 2007, p. 230-233.

  • A. Christensen: Le roi du règne Kawadh et le Communisme Mazdakite . Kopenhagen 1925.

  • P. Crone: "é uma heresia Kavad e de revolta Mazdak". In: Iran 29, 1991, p. 21-42.

  • H. Gaube: "Mazdak: A realidade histórica ou invenção?" In: Studia Iranica 11, 1982, p. 111-122.

  • G. Gnoli: "Nuovi studi sul Mazdakismo". In: Accademia Nazionale dei Lincei (Hrsg.), La Pérsia e Bisanzio [Atti dei Lincei convegni 201] .Rom 2004, p. 439-456.

  • Z. Rubin: "Movimentos de Massa na Antiguidade Tardia". In: I. Malkin / Z. Rubinsohn (Hrsg.), Líderes e massas no mundo romano.Estudos em Honra de Yavetz Zvi . Leiden / New York 1995, p. 187-191.

  • W. Sundermann: "Neue Erkenntnisse Soziallehre mazdakitische über die". In: Das Altertum 34, 3, 1988, S. 183-188.

  • Josef Wiesehöfer : Kawad, Khusro Eu eo Mazdakites. Uma nova proposta . In: P. Gignoux ua (Hrsg.): Trésors d'Orient . Paris 2009, p.391-409.

  • Ehsan Yarshater : "Mazdakism". In: História do Irão Cambridge III / 2. Cambridge, 1983, p. 991-1024.

Fonte: Wikipedia

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117.18 - IAZDÂNISMO


O Iazdânismo se refere a um grupo de religiões monoteístas praticadas entre os curdos: o Alevismo, o Iarsanismo e o Iazidismo. O principal elemento nas religiões iazdânis é a crença em sete entidades angélicas que protegem o mundo, e por isso estas tradições são chamadas de Culto dos Anjos. A religião original dos curdos era o Iazidismo, uma religião muito influenciada pelas crenças judaica, zoroastriana, cristã e islâmica. Todavia, há diferenças significativas entre o Iazdânismo e o Zoroastrismo, como a crença na reencarnação. A maioria dos iazidis vive no Curdistão iraquiano, nas vizinhanças de Mosul e Sinjar. A religião Iarsã (ou Ahl-e Haqq) é praticada no oeste do Irã, principalmente nos arredores de Kermanshah. O Cristianismo e o Judaísmo ainda são praticados por poucos. A rabina Asenath Barzani, que viveu em Mosul de 1590 a 1670, foi uma das primeiras mulheres judias a se tornar rabina.

Atualmente, a maioria dos curdos é oficialmente muçulmana, pertencendo à escola Shafi'i do Islamismo sunita.

Práticas místicas e participações em ordens sufistas estão também disseminadas entre os curdos. Há também uma minoria curda que é xiita, vivendo principalmente nas províncias iranianas de Ilam e Kermanshah e no Iraque central (curdos faili). Os alevitas são outra minoria religiosa entre os curdos, encontrados principalmente na Turquia.

Diz-se que os curdos "abraçaram o Islã suavemente", o que significa que sua fé tende a não ser tão assertiva quanto em outras áreas. Uma conseqüência disso, por exemplo, são as grandes liberdades que gozam as mulheres curdas; elas não cobrem seus rostos, seus hijab são menos restritivos, e elas não se vestem com vestidos pretos como o xador iraniano ou a abaya árabe.

 


 

Iazdânismo ou Culto dos Anjos (também Iazdâni ou Iazdanismo) é um termo moderno para a religião (monoteísta embora universalista), que era praticada pela maioria dos curdos até a islamização durante a Idade Média. O Iazdânismo envolvia a crença em reencarnação como no Hinduísmo, bem como em 7 seres angélicos que defendiam a Terra de oponentes em igual número. No Curdistão, há uma estimativa que afirma que um terço da população é composta por yazdanitas. Nos escritos Bahá'í, eles são referidos como "Sabeus".

História
O Iazdânismo pode outrora ter sido conhecido como Hâk ou Haq, em referência a sua divindade principal ou "espírito universal".

Uma longa interação entre o Zoroastrianismo e o Iazdânismo deixou muitas similaridades entre ambas as religiões.

Divisões
O Iazdânismo está hoje dividido em três ramos:

  • Alevismo (Curdistão ocidental, Turquia e costa da Síria)

  • Iârsânismo (parte setentrional do Curdistão, Irã ocidental)

  • Iazidi (ou Iezidi) (Curdistão central)


Trocas e contatos entre estes ramos não são freqüentes.

fonte:Wikipédia

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117.19 - SAMARITANISMO

 

Os Samaritanos são um pequeno grupo étnico-religioso aparentado aos judeus que habita nas cidades de Holon e Nablus situadas em Israel e na Cisjordânia respectivamente. Designam-se a si próprios como Shamerim o que significa "os observantes" (da Lei); desde há alguns anos os Samaritanos tem vindo igualmente a usar o termo "israelita-samaritanos". Em hebraico moderno, os Samaritanos são designados de שומרונים , os de Shomron, ou seja, os da Samaria.

A religião dos Samaritanos baseia-se no Pentateuco, tal como o judaísmo. Contudo, ao contrário deste, o samaritanismo rejeita a importância religiosa de Jerusalém. Os samaritanos não possuem rabinos e não aceitam o Talmud dos judeus ortodoxos.

Os samaritanos não se consideram judeus, mas descendentes dos antigos habitantes do antigo reino de Israel (ou reino da Samaria). Os judeus ortodoxos consideram-nos por sua vez descendentes de populações estrangeiras, que adoptaram uma versão adulterada da religião hebraica; como tal, recusam-se a reconhecê-los como judeus ou até mesmo como descendentes dos antigos israelitas. O Estado de Israel reconhece-os como judeus.

Hoje há cerca de 700 samaritanos. Seu idioma de uso comum é o hebraico moderno e o árabe palestino, enquanto para atos litúrgicos utilizam o hebraico samaritano.

 

Origem dos Samaritanos

Por volta de 1000 a.C., os Israelitas viviam nas terras altas situadas a oeste do rio Jordão, assim como numa área situada um pouco a leste deste rio, no actual território da Jordânia. Segundo a Bíblia, os Israelitas dividiam-se em doze tribos, que alimentavam rivalidades mais ou menos intensas umas com as outras.

Ainda de acordo com a Bíblia, estas tribos teriam sido unificadas em cerca de 1000 a.C pelo rei Saul, que foi sucedido por David; este foi por sua vez sucedido pelo seu filho Salomão[1].

Depois da morte de Salomão, em cerca de 930 a.C., dez tribos do norte separaram-se e formaram o reino de Israel, também conhecido como reino da Samaria, devido ao nome da cidade que se tornou a sua capital no século IX a.C. Este reino tornou-se vizinho e por vezes rival do reino do Sul, o reino de Judá.

 

Os dois reinos

O reino de Israel e o reino de Judá definiram-se um com relação ao outro. Embora fizessem parte da mesma comunidade, encontravam-se em disputa no domínio territorial, político e religioso.

Num contexto em que a religião e a política não estão separadas, o controle da religião é um aspecto importante do poder. Assim, cada reino fixou os seus próprios lugares de culto. O do reino de Iehudá foi instalado em Jerusalém, enquanto que os do reino de Israel situavam-se em diversos pontos, encontrando-se os mais importantes nas extremidades norte e sul do reino, em Betel e em Dan. Nos primeiros séculos esta diversidade de templos não representou um problema e não gerou qualquer tipo de cisma. Saliente-se que antes do ano 1000 a.C. não existiam locais de culto permanentes, como mostra a Bíblia (o profeta Samuel, por exemplo, era sacerdote no santuário de Silo). O fenómeno estava relacionado com a ausência de uma centralização do poder inerente à vida das tribos.

De acordo com a Bíblia, as tribos do reino de Israel tinham uma inclinação para o pecado. Sobre os seus templos lança-se a acusação de estarem abertos aos ritos pagãos e de não serem verdadeiramente israelitas. Não é possível provar a realidade destas acusações, que de qualquer forma demonstram uma hostilidade da malchut Iehudá para com o malchut Israel.

Em 722 a.C. a saber o rei Salmaneser, os Assírios conquistaram o reino de Israel, que transformaram numa província do seu império. O reino de Judá aceitou submeter-se à soberania dos Assírios como estado vassalo, tendo por isso sobrevivido mais algum tempo. Restabeleceu a sua independência durante o reinado de Josias, tendo sido destruído pelos Babilónios e a sua população deportada em 586-587 a.C.

 

Perspectiva judaica ortodoxa

De acordo com o II Livro de Reis, que se pensa ter sido redigido em meados do século VI a.C. (pelo menos cento e cinquenta anos após os acontecimentos), a população do reino de Israel foi deportada para outras regiões do Império Assírio como castigo pelos seus pecados. De seguida, esta população teria misteriosamente desaparecido (as "Dez Tribos perdidas de Israel").

A Bíblia refere que povos estrangeiros foram transladados para habitar o território das populações deportadas. Estes estrangeiros teriam criado uma religião nova, que misturava elementos hebraicos e pagãos, e encontram-se na origem dos Samaritanos[2].

 

Perspectiva da História

Os arqueólogos recuperaram uma boa parte dos arquivos do Império Assírio. As crónicas assirias de Sargão II, o rei que venceu o reino de Israel, afirmam:

Cerquei e ocupei a cidade da Samaria, e levei comigo 27 280 dos seus habitantes como cativos. Tomei-lhes 50 carros, mas deixei-lhes o resto das suas coisas”

Alguns tradutores não estão de acordo quanto ao significado exacto de "cidade de Samaria", considerando que o texto original não esclarece se se trata da cidade ou do Estado da Samaria.

Há no entanto um ponto em comum com o II Livro de Reis, a deportação dos Israelitas. Mas há também uma diferença importante: o número de deportados. Segundo o II Livro de Reis, toda ou quase toda a população foi deportada; segundo Sargão, foi apenas uma minoria. Os arqueólogos estimam que o reino da Samaria teria 200 000 pessoas, de acordo com as cidades e aldeias reencontradas. Sabe-se que ocorreu uma primeira deportação dez anos antes, quando o rei assírio Tiglat-Falasar III conquistou a Galileia. O total das duas deportações atinge cerca de 40 000 pessoas, ou seja apenas 20% do total dos habitantes, essencialmente a elite. Os historiadores acreditam que certos Israelitas do Norte teriam partido também como refugiados para o Reino de Juda.

A implantação de colonos estrangeiros é indicada várias vezes no resto do texto, mas a propósito de outras conquistas. Esta política de implantação era comum, e por conseguinte foi provavelmente também feita na Samaria, como o indica o II Livro de Reis. Na localidade de Gezer e nos seus arredores encontraram-se textos cuneiformes do século VII a.C. contendo nomes babilónicos. A transladação de populações estrangeiras na Samaria (pelo menos em certas zonas), encontra-se assim atestada. Contudo, a arqueologia revela que este repovoamento está longe de ter sido maciço. As cerâmicas, inscrições, aldeias, etc.... mostram uma continuidade com o período anterior. O Livro de Jeremias afirma que 150 anos após a queda do reino do Norte, os Israelitas do Norte apresentaram oferendas no templo de Jerusalém.

 

Perspectiva dos Samaritanos

De acordo com o seu livro de Crónicas (Sefer ha-Yamim), os Samaritanos consideram-se como descendentes das tribos de Efraim e de Manassés (duas tribos procedentes da Tribo de José) que viviam no reino de Israel antes da sua destruição em 722 a.C.. Esta visão está bastante próxima dos estudos da maior parte dos historiadores.

Os Samaritanos afirmam ainda que foram os Judeus a se separar deles quando da transferência da Arca da Aliança no século XI a.C.. De acordo com a segunda das suas sete crónicas, foi o profeta Elias a causar o cisma quando estabeleceu em Siló um santuário que visava substituir o santuário do Monte Gerizim.

 

Datação da ruptura

Ciro II e os hebreus. Iluminura de Jean Fouquet, c. de 1470-75

Em 586 a.C., o reino de Judá cai perante o inimigo, e uma parte da sua população é deportada para a Babilônia. Após a libertação dos exilados por Ciro II em 537 a.C., estes decidem reconstruir o templo de Jerusalém. O Samaritanos oferecem então a sua ajuda, mas esta é rejeitada, tal como descreve o Livro de Esdras.

Se se tiver como referência o Livro de Esdras, a ruptura religiosa entre Judeus e Samaritanos teria ocorrido depois de 500 a.C. Porém, dado que há incertezas quanto à data de redacção dos textos, conteúdo e aplicação do mesmos, subsistem dúvidas. Alguns estudiosos consideram que a ruptura ocorreu após o retorno de Neemias em 445 a.C.; o começo da história samaritana propriamente dita situar-se-ia no começo da época helenística, com a construção de um templo rival ao de Jerusalém, no Monte Gerizim, em Siquém (actual Nablus).

 

História dos Samaritanos após a separação

Os Samaritanos mantiveram uma população relativamente numerosa no norte da Palestina: estima-se o seu número em várias centenas de milhares até ao século VI; alguns autores apontam um valor de 1,2 milhões nos séculos IV e V. No entanto, nunca foram um povo independente, tendo passado pelo controle dos impérios que sucederam ao império assírio.

Relações com o reino selêucida

O reino selêucida foi um reino de cultura helenística governado por uma dinastia de origem macedónia, que resultou da divisão do império de Alexandre, o Grande. Embora de início tivesse uma extensão territorial considerável, em pouco tempo restringiu-se à região da Síria-Palestina. O reino afirmou fortemente a cultura grega, o que num primeiro momento não representou um problema para os judeus e samaritanos que viviam na Palestina. A situação alterou-se durante o reinado de Antíoco VI Epifânio (175-163 a.C.), que lança uma campanha de helenização forçada das populações do seu reino. A decisão de em 168 a.C. consagrar o Templo de Jerusalém a Zeus obteve a aprovação de alguns judeus, gerando a revolta de outros, liderados pelos Macabeus.

Segundo o Livro dos Macabeus, tropas samaritanas teriam se unido em 166 a.C. ao exército selêucida para combater os judeus durante a revolta dos Macabeus. No domínio da religião, os Samaritanos teriam também aceitado transformar o templo do Monte Gerizim num templo helenístico.

No entanto, esta aliança política com os Selêucidas não deixou rastro nos samaritanos quando o domínio selêucida terminou. É portanto possível que tenha sido uma aliança política sem conteúdo religioso, embora esta aceitação reforce a acusação de paganismo que já se encontrava presente no Livro dos Reis.

 

Relações com os judeus da Antiguidade

As relações com os judeus foram em geral negativas durante toda a Antiguidade. Existia entre eles um odio recíproco. Depois do sucesso da revolta judaica contra os selêucidas, o novo reino dos Hasmoneus, governado por João Hircano I conquista Siquém e destrói o templo do Monte Gerizim (108 a.C.).

Os samaritanos tornam-se súditos de um Estado que não os considera como judeus. Contudo, Flávio Josefo refere que até à época do procurador romano de Coponius (6-8 d.C.), o Templo de Jerusalém encontrava-se aberto aos samaritanos.

Depois da conquista romana de 63 a.C. a Samaria conheceu várias reorganizações administrativas. Em 30 a.C. Augusto acrescenta-a ao reino de Herodes, o Grande. Em seguida, a província da Samaria e as cidades da costa são enquadradas na província romana da Síria (ou da Fenícia, conforme as épocas), escapando ao poder judeu. O Império Romano era tolerante para com as religiões dos povos conquistados.

 

Relações com o Império Romano

A chegada do Império Romano à região em 63 a.C. permitiu ao Samaritanos libetarem-se progressivamente dos judeus. Mas as relações com este império foram por vezes conflituosas[carece de fontes?].

Durante o levante judaico de 67-73, o imperador Vespasiano temeu assistir a uma aliança dos samaritanos com os judeus. Segundo Flávio Josefo, Vespasiano teria enviado tropas contra os samaritanos, que foram cercados; apesar de terem ficado sem água e de lhes ter sido oferecida a rendição, os samaritanos resistiram e foram executados.

No reinado de Adriano (de 117 a 138), os judeus e os samaritanos foram castigados com a proibição de celebrarem o shabat e as festas, bem como de praticarem a circuncisão e os banhos rituais. As crônicas samaritanas atribuem a Adriano a destruição de todos os seus livros sagrados, com excepção do Pentateuco e da genealogia dos sacerdotes.

 

Relações com o Império Bizantino

O Império Romano dividiu-se definitivamente em 395 da era comum. A partir desta data, haveria um Império Romano do Ocidente, que desaparece em 476, e um Império Romano do Oriente ou Império Bizantino (designação derivada do nome da sua capital, Bizâncio, mais tarde conhecida por Constantinopla e depois como Istambul). O Império Bizantino tentaria converter pela força certas minorias (cristãs ou não) à sua forma de cristianismo.

Assim, o imperador Zenão I lança-se de ataque aos judeus e aos samaritanos. Durante o seu reinado o templo dos samaritanos foi destruído pela segunda vez e desta feita de forma definitiva, não tendo sido reconstruído.

Sob a condução de um líder carismático e messiânico, chamado Julianus ben Sabar (ou ben Sahir), os Samaritanos revoltaram-se em 529. Com a ajuda dos ghassanidas (árabes cristãos), o imperador Justiniano esmaga a revolta. Dezenas de milhares de Samaritanos foram mortos ou vendidas como escravos. Outros converteram-se, sem dúvida como maneira de escapar à repressão. De uma população de pelo menos centenas de milhares de pessoas, passa-se rapidamente a uma pequena população. O Império Bizantino foi o responsável pela transformação dos samaritanos de um povo que ocupava uma região onde se desenvolveu a uma minoria submetida[carece de fontes?].

Um último levantamento sem sucesso teve lugar em 594, tendo contribuído ainda mais para a queda demográfica da população samaritana.

 

Relações com o islão

Boas de início, as relações entre o Samaritanos e os poderes islâmicos não foram contudo sempre perfeitas. Algumas fontes referem-se à destruição de lugares de culto judaicos e samaritanos no século IX. Os Mamelucos teriam destruído lugares de culto samaritanos no século XIV. As relações com os Otomanos foram bastante más, excepto no período final do império. Durante esta era, muitas famílias samaritanas mudaram de religião; várias famílias prestigiadas de Nablus, como as famílias Shakhsheer, Yaish e Maslamany, que eram samaritanas, aderiram ao islão nesta época. Em 1596, o sumo sacerdote Pinhas VII foi obrigado a se exilar em Damasco, onde se contavam apenas 132 samaritanos.

Em 1841 os ulemas de Nablus acusaram os Samaritanos de serem pagãos, o que desencorajava certos muçulmanos a incluí-los na sociedade islâmica. Esta crise foi resolvida graças à intervenção do Grão-Rabino da Palestina que emitiu um documento no qual atestava que os Samaritanos eram um ramo dos filhos de Israel.

No fim século XIX, o Samaritanos obtiveram o reconhecimento jurídico das autoridades otomanas através do sistema Millet.

No século XX, os viajantes descrevem a pequena população samaritana como miserável, composta por comerciantes e alfaiates.

Observação importante: O Alcorão relata que os Samaritanos ja existiam na epoca do Exodo. Ver em Sura 20:85-99.

 

Época moderna

Na segunda metade século XIX, os samaritanos não ultrapassavam 120 pessoas, passando para 146 em 1917. O seu futuro mostra-se assombrado pela consanguinidade, pela pobreza e pelas conversões. Os observadores da época prediziam frequentemente o seu desaparecimento próximo.

Depois da instalação do Mandato Britânico na Palestina (1922), as relações dos samaritanos com os sionistas foram cordiais. Os sionistas, judeus seculares, interessam-se pouco pelas disputas religiosas e reconhecem sem dificuldades os samaritanos como judeus[carece de fontes?].

Hoje a população samaritana é estimada em cerca de 670 pessoas (2005), que vivem no monte Gerizim e em Holon, comunidade essa criada pelo segundo presidente de Israel, Yitzhak Ben-Zvi, em 1954 .

Devido a sua resistência a aceitar convertidos, a comunidade samaritana tem sido reduzida grandemente, além de enfrentar enfermidades genéticas. Apenas em tempos recentes foi aceito que homens da comunidade se casem com mulheres judias não-samaritanas.

 

A religião dos Samaritanos

À semelhança do judaísmo, os Samaritanos conheceram disputas religiosas, que são mal conhecidas. Hoje em dia existe na religião samaritana apenas uma corrente religiosa.

 

Textos sagrados

Os Samaritanos aceitam apenas a autoridade do Pentateuco. Rejeitam os outros livros da Bíblia judaica, assim como a tradição oral (Talmud). O Pentateuco dos Samaritanos é escrito em hebraico samaritano com recurso ao alfabeto samaritano, uma variante do antigo alfabeto paleo-hebraico abandonado pelos judeus.

Para além da questão linguística, existem diferenças entre as duas versões do Pentateuco. A mais importante está relacionada com a atribuição ao Monte Gerizim do estatuto de local mais sagrado em vez de Jerusalém. Os Dez Mandamentos da Torá samaritana integram como décimo mandamento o respeito do Monte Gerazim como centro do culto. As duas versões dos Dez Mandamentos existentes na Bíblia (no Livro do Êxodo e Deuteronômio), encontram-se entre os Samaritanos uniformizadas.

Para os Samaritanos, aquilo que os judeus chamam de primeiro mandamento ("Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão") é apenas uma apresentação que Deus faz de si próprio; assim, o primeiro mandamento dos Samaritanos é o segundo mandamento dos Judeus ("Não terás outros deuses diante de mim"). Segundo os Samaritanos os judeus fizeram da apresentação de Deus o primeiro mandamento depois de terem retirado como décimo mandamento o dever de considerar o Monte Gerizim como local de culto.

As crianças são iniciadas no estudo da Torá quando tem quatro ou cinco anos. Quando a criança leu a Torá por completo tem lugar uma cerimónia especial; atingir este objectivo pode variar segundo a criança, pelo que a cerimónia pode ocorrer entre os seis e os dez anos.

 

Doutrinas

O "credo" samaritano baseia-se nos cinco seguintes pontos:

  1. Unidade e unicidade de Deus.

  2. O único profeta é Moisés.

  3. O Pentateuco é o único livro inspirado

  4. O monte Gerizim é o único lugar escolhido por Deus para situar um santuário, sede da sua santidade (segundo Dt 11:29 e 27:4, sendo que nesta última os Samaritanos lêem Gerizim em vez de Ebal).

  5. A ressurreição dos mortos ocorrerá antes do Juízo Final.

Os Samaritanos aguardam o aparecimento do Messias, o Taheb, que será semelhante a Moisés. Ele viverá cento e dez ou cento e vinte anos e fundará um reino que durará vários séculos.

 

Festas religiosas

O calendário samaritano baseia-se no calendário judaico, tendo sofrido alterações durante os períodos bizantino e árabe. Pode recorrer a duas eras, contando os anos desde a criação do mundo ou desde o ano em que os Israelitas entraram na Terra Prometida. Os meses são designados recorrendo-se a nomes ordinais ("primeiro", "segundo", etc...), embora também se possam os nomes judaicos e árabes.

Os cálculos do calendário e dos dias das festas são feitos pelos sacerdotes. Duas vezes por ano o sumo sacerdote samaritano distribui o calendário para o período de seis meses que se segue. Nestas duas ocasiões cada homem samaritano paga ao sumo sacerdote uma quantia de dinheiro (em alusão ao meio siclo de Êxodo 30:11-16)

Os Samaritanos celebram sete festas religiosas: Pessach (Páscoa), Massot (a Festa dos Pães Ázimos), Shavuot, a Festa do Sétimo Mês, Iom Kippur, Sucot e Shemini Aseret (festa do último dia de Sucot). Três destas festas implicam a realização de uma peregrinação ao Monte Gerizim.

A principal festa religiosa dos Samaritanos é a Páscoa. Ao contrário dos judeus, os Samaritanos conservaram a tradição do sacrifício do cordeiro pascal, seguindo as regras que se encontram consignada no capítulo 12 do Livro do Êxodo.

O sacrifício é realizado no Monte Gerizim, embora no passado tenha sido celebrado nas povoações samaritanas. Durante o sacrifício o sumo sacerdote lê as passagens do Êxodo associadas ao dever religioso. O abate dos animais ocorre no preciso momento em que o sumo sacerdote lê o texto do Êxodo 12:6.

 

Outras práticas

Para além destas crenças e festas, os Samaritanos procuram seguir estas práticas:

  1. Viver perto do Monte Gerizim (o que é posto em causa com a instalação de uma parte da comunidade em Israel).

  2. Participação obrigatória de toda a comunidade no sacrifício da Páscoa.

  3. Observância do Shabat.

  4. Respeito pelas regras de pureza descritas na Torá. Neste sentido, os Samaritanos ainda seguem as regras do Levítico abandonadas pelos judeus, como a obrigação da mulher se isolar da comunidade durante o período da menstruação ou depois de ter dado à luz.

Os Samaritanos utilizam mezuzot mais grossas que as mezuzot judaicas, mas recusam o uso dos tefilin.

A menorá é considerada pelos Samaritanos como o seu símbolo nacional. A estrela de David, pelo contrário, não é por eles usada, já que se trata de um símbolo especificamente judeu que não é mencionado na Bíblia.

A circuncisão das crianças do sexo masculino é feita no oitavo dia.

 

A visão cristã sobre os samaritanos

O surgimento do Cristianismo se deu em uma época de conflito entre judeus e samaritanos, e o ministério apostólico os englobou em sua obra missionária (por exemplo João 4:5-42 e Atos 8:4-19). Jesus, por exemplo, usou esta diferença religiosa para enfatizar o amor ao próximo na história do "Bom samaritano" (Lucas 10:25-37).

 

Os Samaritanos hoje

Um estudo de 2003 produzido pela comunidade samaritana estima o seu número em 654 pessoas, das quais 346 (179 homens e 167 mulheres) vivem em Holon em Israel e 308 (165 homens e 143 mulheres) em Nablus na Cisjordânia. A natalidade é média, implicando um crescimento demográfico lento: 2,2 à 2,3 filhos por família. Este crescimento moderado deve-se em parte ao facto dos Samaritanos se casarem numa idade avançada, quando comparada com outros grupos; a idade média do casamento corresponde aos 31, 3 para os homens 24,6 para as mulheres. Refira-se que o número de Samaritanos em 1969 era de 414 pessoas.

Depois da guerra de 1948 a fronteira com a Jordânia encerrou-se, rompendo os laços entre os dois ramos da comunidade. Entre 1951 e 1967 o rei da Jordânia autorizou os Samaritanos de Israel a viajar a Nablus na Cisjordânia (que na época encontrava-se ocupada pela Jordânia) uma vez por ano, para a festa da Páscoa. Esta separação foi mal vivida por uma comunidade pequena, que já se encontrava em risco de desaparição.

 

Os Samaritanos de Nablus

Os Samaritanos de Nablus vivem quase todos num bairro da cidade há vários séculos.

O rei Hussein da Jordânia comprou terras perto do Monte Gerizim, que entregou à comunidade samaritana, que as utilizou para construir uma aldeia de nome Kiryat Luza. Esta localidade é o centro espiritual da comunidade, encontrando-se nela a residência do sumo sacerdote.

Os Samaritanos da Cisjordânia utilizam a língua árabe na sua vida quotidiana; como língua litúrgica usam o hebraico samaritano.

Depois da Guerra dos Seis Dias, a administração militar israelita da Cisjordânia, sob pressão da comunidade samaritana de Israel, colocou em prática uma política favorável aos samaritanos de Nablus. Apesar de terem beneficiado desta política, os Samaritanos tiveram o cuidado de não apareceram como traidores aos olhos dos palestinianos, desempenhando por vezes um papel de intermediários entre a população de Nablus e o exército israelita.

 

Os Samaritanos de Holon

A partir de 1905, várias famílias samaritanas instalaram-se na zona costeira da Palestina, em Jafa, sob a direcção de Abraham ben Marhiv Tsedaka. Este procurou que a comunidade saísse do seu isolamento geográfico, abrindo-a às novas oportunidades económicas.

Outros Samaritanos instalam-se em Israel em 1951 no quadro de um programa de reunificação de famílias aprovado pela Jordânia e Israel.

Em 1955 várias famílias samaritanas que procuravam trabalho instalam-se em Holon, a sul de Tel Aviv, num bairro criado com a ajuda do antigo presidente israelita Yitzhak Ben-Zvi e de Yefet b. Avraham Tsedaka, líder do Samaritanos residentes fora de Nablus.

Progressivamente este número aumentou, contando-se cerca de 350 pessoas em 2005. Os Samaritanos de Holon habitam em torno do seu local de culto, a rua Ben Amram, num grupo de casas situada ao longo da artéria principal da cidade. O nível de vida e a escolaridade dos Samaritanos de Israel é superior ao dos Samaritanos da Cisjordânia. Encontram-se integrados na sociedade israelita, apesar de preservarem às suas especificidades religiosas. Na sua vida quotidiana falam o hebraico, recorrendo ao hebraico samaritano para a liturgia. Prestam serviço militar no exército israelita, com excepção dos Samaritanos oriundos das famílias sacerdotais. Foi a comunidade de Holon que fundou em 1969 o A. B. - The Samaritan News, o primeiro jornal da comunidade samaritana.

 

Organização e relações com Israel

Do ponto de vista religioso, os Samaritanos são dirigidos por um sumo sacerdote que reside em Nablus. Os sacerdotes afirmam-se descendentes da tribo sacerdotal de Levi. Depois da guerra de 1967, as duas comunidades (a de Nablus e de Holon) criaram cada um um conselho de sete membros eleitos. Estes conselhos encarregam-se dos assuntos civis da comunidade e servem de interlocutores com as autoridades israelitas e palestinianas.

No plano familiar, os Samaritanos organizam-se em oito "casas" patriarcais, das quais quatro derivam de um "casa" original, os Danafis, originária de Damasco; duas outras casas são oriundas da "casa" Marchiv, cujas origens estão em Gaza e Sarafend. As oito "casas" são Dom Kaplanski (a casa sacerdotal), Tsedaka Hatsafari, Altif Danafi, Marchiv Marchivi, Sassoni-Sirrawi Danafi, Yehoshua Marchivi, Meshallema Danafi e Shalabi Danafi. As duas últimos tem uma existência residual, dado que não contavam com nenhuma pessoa em 2003. A pertença a uma destas "casas" é transmitida pelo pai. Segundo os Samaritanos, estas "casas" estão ligadas a uma das antigas tribos de Israel. Tal como acontece em outras sociedades tradicionais, os mais velhos desempenham um papel fundamental, embora não possuam nenhum poder oficial.

A maioria dos casamentos é feita no seio da mesma "casa", o que não contribui para melhorar os problemas de consanguinidade que a comunidade conhece.

Os Samaritanos são reconhecidos como judeus pelo Estado de Israel, encontrando-se abrangidos pelo "lei do retorno" que concede a cidadania israelita de forma automática. Os bilhetes de identidade dos Samaritanos de Israel classificam-nos como "judeus samaritanos" ou simplesmente "judeus". No entanto, os Samaritanos não são reconhecidos como judeus pelo rabinato ortodoxo de Israel. As relações com os judeus ultra-ortodoxos são particularmente más, já que os primeiros os rejeitam completamente. Em 1992 foi mesmo proposto retirar aos Samaritanos a possibilidade de beneficiarem da lei do retorno, sob pressão do Shas, partido ultraortodoxo, mas o Tribunal Supremo de Israel confirmou em 1994 o estatuto de judeus dos Samaritanos.

Saliente-se que os próprios Samaritanos não se consideram propriamente judeus (descendentes dos habitantes do reino de Judá), mas antes como Israelitas descendentes dos habitantes do reino da Samaria. Para os Samaritanos, os judeus seriam outro ramo do povo israelita.

 

Problemas de consanguinidade

Os problemas oriundos da consanguinidade são comuns entre os Samaritanos. Hoje em dia, antes de terem filhos muitos casais Samaritanos submetem-se a exames genéticos no hospital israelita Tel HaShomer. Desde a década de 20 do século XX que os Samaritanos admitem a entrada de mulheres judias na comunidade, como forma de resolver este problema. Contudo, estas uniões levantam problemas para ambas as partes: o rabinato de Israel, que possui o monopólio sobre o casamento no país, é contra as uniões com Samaritanos, enquanto que para os Samaritanos a uniões podem gerar a dissolução no meio judaico. Estes casamentos são por isso raros. Em 2003 encontravam-se recenseados 14 casamentos mistos.

Numa nova tentativa de solucionar a situação, Eleazar ben Tsedaka, sumo sacerdote dos Samaritanos desde 2004, emitiu uma directiva que autoriza os homens da sua comunidade a casar com mulheres oriundas de qualquer meio religioso, desde que estas se convertam à fé samaritana antes do casamento.

Lista de sumo sacerdotes samaritanos desde 1613

  • 1613-1624 Shelemiah ben Pinhas

  • 1624-1650 Tsedaka ben Tabia Ha'abta'ai

  • 1650-1694 Yitzhaq ben Tsedaka

  • 1694-1732 Abraham ben Yitzhaq

  • 1732-1752 Tabia ben Yiszhaq ben Avraham

  • 1752-1787 Levi ben Avraham

  • 1787-1855 Shalma ben Tabia

  • 1855-1874 Amram ben Shalma

  • 1874-1916 Yaacov ben Aaharon ben Shalma

  • 1916-1932 Yitzhaq ben Amram ben Shalma ben Tabia

  • 1933-1943 Matzliach ben Phinhas ben Yitzhaq ben Shalma

  • 1943-1961 Abrisha ben Phinhas ben Yittzhaq ben Shalma

  • 1961-1980 Amram ben Yitzhaq ben Amram ben Shalma

  • 1980-1982 Asher ben Matzliach ben Phinhas

  • 1982-1984 Phinhas ben Matzliach ben Phinhas

  • 1984-1987 Yaacov ben Ezzi ben Yaacov ben Aaharon

  • 1987-1998 Yosseph ben Ab-Hisda ben Yaacov ben Aaharon

  • 1998-2001 Levi ben Abisha ben Phinhas ben Yitzhaq

  • 2001-2004 Shalom ben Amram ben Yitzhaq (Saum Is'haq al-Samiri)

desde 2004 Eleazar ben Tsedaka (o 131o Sumo sacerdote samaritano)

 

Notas

  1. Para alguns historiadores, como Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman, o reino unificado de Saul, David e Salomão não passa de um mito. Estes autores apontam o fato dos arquivos dos Estados da região não falarem em qualquer momento deste reino; defendem em vez disso a existência de dois reinos formados por volta do século X a.C.

  2. II Reis 17:41

Bibliografia

  • CROWN, Alan-David; FAU, Jean-François - Les Samaritains rescapés de 2700 ans d'Histoire. Paris: Maisonneuve & Larose, 2001. ISBN 2-7068-1535-3

  • POLIAKOV, Léon; FIRMIN, Gilles - Les Samaritains. Éditions du Seuil, 1991. ISBN 2-02-012156-5

 fonte:Wikipédia

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117.20 - PASTAFARIANISMO

(Sátira e analogia criada por um ateu ou  agnostico com seguidores: ateístas e deístas)

 

Flying Spaghetti Monsterism, também conhecida como Pastafarianismo ou FSM, em um trocadilho com pasta (macarrão em inglês e italiano) e Rastafáris, é uma religião fundada por Bobby Henderson em 2005 para protestar contra a decisão do sistema educacional do estado americano de Kansas de requerer o ensino do criacionismo ou design inteligente como alternativa ao evolucionismo biológico. Em uma carta aberta enviada ao conselho de educação, Henderson diz acreditar em um Criador sobrenatural chamado Monstro de Espaguete Voador (Flying Spaghetti Monster), formado por espaguete e almôndegas, e pede que Pastafarianismo seja ensinado em aulas de ciências.

A finalidade desta carta, é primeiro, mostrar que todos os argumentos do conselho de educação, para a inclusão criacionismo ou design inteligente nas escolas, também servem para a inclusão do ensino do Pastafarianismo. E em segundo, mostrar que todos os argumentos do conselho de educação, para a não inclusão do Pastafarianismo nas escolas, também servem para a não inclusão do ensino do criacionismo ou design inteligente. E assim mostrar que eles não devem ser apresentados em aulas de ciências.

Devido à sua popularidade e exposição mediática, a Flying Spaghetti Monster é freqüentemente usada por ateus, agnósticos, deístas e outros, como uma versão moderna do Bule de chá de Russell.

 

Crenças:

 

Na imagem ao lado a Recriação do Monstro do Espaguete Voador.

Muitas das crenças propostas por Henderson foram intencionalmente escolhidas para parodiar argumentos comumente usados pelos defensores do design inteligente.

  • Um invisível e indetectável Monstro do Espaguete Voador criou o universo, começando com uma montanha, árvores e um anão.

  • Aquecimento global, terremotos, furacões e outros desastres naturais são uma consequência direta do declínio no número de piratas desde o século XIX.

  • Todas as evidências a favor da evolução foram intencionalmente plantadas pelo Monstro de Espaguete Voador. O "FSM" testa a fé dos Pastafarianos fazendo as coisas parecerem mais velhas do que elas realmente são. "Ele encontra que aproximadamente 75% do Carbono-14 decaiu por emissão de elétrons para Nitrogênio-14, e infere que este artefato tem aproximadamente 10.000 anos de idade, pois a meia-vida do Carbono-14 é de 5.730 anos. Mas o que nossos cientistas não percebem é que toda vez que eles fazem uma medição, o Monstro de Espaguete Voador estará lá mudando os resultados com seu Apêndice Macarrônico. Nós temos vários textos que descrevem detalhadamente como isso é possível e as razões por que Ele faz isso. Obviamente, ele é invisível e pode passar através de matéria ordinária com facilidade."

  • O Pastafariano acredita num paraíso que inclui "vulcões de cerveja até onde a vista alcançar" e uma fábrica de strippers.

  • O Pastafariano também acredita num inferno, onde a cerveja é sem álcool e quente e as strippers têm doenças sexualmente transmissíveis

  • "RAmén" é a conclusão oficial para rezas, certas seções do Evangelho de Monstro de Espaguete Voador, etc. e é uma combinação do termo hebreu "Amém" (também usado no cristianismo) e Ramen, um tipo de macarrão japonês (Lámen).

 

Carta Aberta ao Conselho de Educação do Kansas

A Carta Aberta ao Conselho de Educação do Kansas[1] é representativa para os reivindicações e as ideias de Bobby Henderson e dos oponentes ao design inteligente:

"Estou escrevendo a vocês com muita preocupação, depois de ter lido suas audiências para decidir se a alternativa Teoria do Design Inteligente deveria ser ensinada juntamente com a Teoria da Evolução. Eu acho que todos podemos concordar que é importante para os estudantes escutarem múltiplos pontos de vista para que assim possam escolher por eles mesmos a teoria que faz mais sentido para eles. Estou preocupado, contudo, que os estudantes somente ouçam uma Teoria do Design Inteligente."

Lembremo-nos que existem múltiplas teorias do Design Inteligente. Eu e muitos outros ao redor do mundo temos a forte crença de que o universo foi criado por um Monstro de Espaguete Voador. Foi Ele quem criou tudo o que vemos e tudo o que sentimos. Nós acreditamos fortemente que toda a incontroversa evidência científica do mundo que aponta em direção a um processo evolucionário não é nada além de uma tremenda coincidência, organizada por Ele.

E é por essa razão que estou lhes escrevendo hoje, para formalmente requerer que essa teoria alternativa seja ensinada nas suas escolas, juntamente com as outras duas teorias. De fato, eu irei tão longe e direi que, se vocês não concordarem em fazer isso, seremos forçados a processá-los com uma ação legal. Tenho certeza que vocês percebem de onde estamos vindo. Se a Teoria do Design Inteligente não é baseada na fé, mas ao invés disso sendo uma outra teoria científica, assim como alegam, então vocês também devem permitir que nossa teoria seja ensinada, pois também é baseada na ciência, e não na fé.

Alguns acham isso difícil de acreditar, então talvez seja proveitoso contar-lhes um pouco mais sobre nossas crenças. Nós temos evidência de que o Monstro de Espaguete Voador criou o universo. Nenhum de nós, claro, estava lá para ver isso, mas temos relatos escritos sobre isso. Nós temos vários extensos volumes explicando todos os detalhes do Seu poder. Também, vocês devem estar surpresos de ouvir que existem 10 milhões de nós, e aumentando. Nós temos a tendência de sermos muito secretos, pois muitas pessoas afirmam que nossas crenças não são substancialmente baseadas por evidência observável. O que essas pessoas não entendem é que Ele construiu o mundo para que pensássemos que a Terra é mais velha do que realmente é. Por exemplo, um cientista pode executar um processo de datação por carbono em um artefato. Ele encontra que aproximadamente 75% do Carbono-14 decaiu por emissão de elétrons para Nitrogênio-14, e infere que este artefato tem aproximadamente 10 000 anos de idade, pois a meia-vida do Carbono-14 é de 5730 anos. Mas o que nossos cientistas não percebem é que toda vez que eles fazem uma medição, o Monstro de Espaguete Voador estará lá mudando os resultados com seu Apêndice Macarrônico. Nós temos vários textos que descrevem detalhadamente como isso é possível e as razões por que Ele faz isso. Obviamente, Ele é invisível e pode passar através de matéria ordinária com facilidade.

Tenho certeza que agora vocês entendem o quão importante é que os seus estudantes sejam ensinados sobre esta teoria alternativa. É absolutamente imperativo que eles percebam que evidência observável está no julgamento de um Monstro de Espaguete Voador. Além do mais, é desrespeitoso ensinar nossas crenças sem vestir a Sua roupa escolhida, que claramente é uma completa vestimenta pirata. Não posso medir suficientemente a importância disso, e infelizmente não posso descrever em detalhes o motivo de isso precisar ser feito, pois temo que esta carta já esteja ficando muito longa. A explicação resumida é que Ele fica com raiva se não fizermos assim.

Vocês devem estar interessados em saber que o aquecimento global, terremotos, furacões e outros desastres naturais são um efeito direto da diminuição do número de piratas desde o século XIX. Para o seu interesse, incluí um gráfico do número aproximado de piratas versus a média de temperatura global nos últimos 200 anos. Como vocês podem ver, existe uma significativa relação estatística inversa entre piratas e temperatura global.

Em conclusão, obrigado por terem tomado o tempo para ouvir nossas visões e crenças. Eu espero que tenha sido capaz de expor a importância de ensinar essa teoria aos nossos estudantes. Nós iremos, com certeza, ser capazes de treinar os professores nessa teoria alternativa. Estou ansiosamente aguardando sua resposta, e espero sinceramente que nenhuma ação legal tenha que ser tomada. Acho que todos podemos olhar para a frente para o tempo em que essas teoria sejam dadas tempo igual na sala de aulas de ciências em todo o país, e eventualmente no mundo. Uma terça parte para Design Inteligente, uma terça parte para Pastafarianismo (ou Monstroísmo Espaguético Voador), e uma terça parte para conjectura lógica baseada em incontroversa evidência observável.

Sinceramente, Bobby Henderson, cidadão preocupado."

Nesse texto se dá conta de toda a força satírica e inteligível da crítica ao criacionismo.

 

O Capitão Mosey e os 8 Condimentos:

Representação do Capitão Mosey Monesvol recebendo as tábuas com "Realmente preferiria que não..." no Monte Salsa."

 

 

Garfo crucificado, um dos símbolos do Monstro do Espaguete Voador.

 

Assim como o Judaísmo e outras religiões milenares, o Pastafarianismo também possui uma série de recomendações recebidas por um de seus piratas (Mosey) diretamente do Monstro de Espaguete Voador.

Originalmente eram 10 os Condimentos (a população pirata não conhecia a palavra "mandamento") transmitidos por FSM a Mosey, mas este perdeu dois deles enquanto descia o montanha tentando se equilibrar com as tábuas nas mãos. Deste modo, os seguidores do Pastafarianismo seguem apenas 8. Acredita-se que a índole mais pacífica do deus do Pastafarianismo é a principal razão do tom de pedido (Realmente preferiria que não...) utilizado nestas tábuas, diferença marcante em relação ao modo imperativo adotado pelos deuses de outras diversas religiões:

1. Realmente preferiria que você não agisse como um santarrão imbecil que se acha melhor que os outros quando descrever minha santidade espaguética. Se alguns não creem em mim, não tem problema. Na verdade, não sou tão vaidoso. Além disso, isso aqui não é sobre eles, então não mude de assunto.

2. Realmente preferiria que você não usasse a minha existência como um meio para oprimir, subjugar, castigar, eviscerar, ou ... você sabe, ser mau para com os outros. Eu não peço por sacrifícios, e a pureza é para a água potável, não para pessoas.

3. Realmente preferiria que você não julgasse as pessoas por seu aspecto, ou por como se vestem, ou pela maneira como falam, ou... olhe, seja simplesmente bom, está bem? Ah, e que te entre na cabeça: mulher = pessoa, homem = pessoa, Samey = Samey. Nenhum é melhor que o outro, a menos que falemos de moda claro, sinto muito, mas isso eu deixei às mulheres e a alguns homens que conhecem a diferença entre verde mar e fúcsia.

4. Realmente preferiria que você não fizesse coisas que ofendessem a você mesmo, ou a(o) seu(ua) parceiro(a) amoroso(a) mentalmente maduro(a) e com idade legal para tomar suas próprias decisões. Quanto a qualquer outro que vier criticá-los, creio que a expressão é "não dê a mínima", a menos que você o ache ofensivo, em cujo caso você pode apagar o televisor e sair para dar um passeio, para variar.

5. Realmente preferiria que você não desafiasse as ideias fanáticas, machistas e de ódio aos diferentes com o estômago vazio. Coma primeiro, depois vá ter com os escroques.

6. Realmente preferiria que você não construísse igrejas / templos / mesquitas / santuários multimilionários à minha santidade macarrônica quando o dinheiro poderia ser melhor empregado em (a escolha é sua):

  • A. Terminar com a pobreza.

  • B. Curar enfermidades.

  • C. Viver em paz, amar com paixão e abaixar o preço da televisão a cabo.

 

Posso ser um ser onipresente de carboidratos complexos, mas desfruto das coisas simples da vida. Eu sei, por isso SOU o criador.

7. Realmente preferiria que você não andasse por aí contando às pessoas que eu falo com você. Você não é tão interessante. Cresça! Te disse que amasses ao teu próximo, você não entende as indiretas?

8. Realmente preferiria que você não fizesse aos outros o que você gostaria que fizesse a você se você gosta de... eh... daquelas coisas que usam muito couro/lubrificante/Las Vegas. Mas se a outra pessoa também gostar da brincadeira (conforme #4), então aproveitem, tirem fotos, e pelo amor de Mike, usem preservativo! É verdade, é um pedaço de borracha. Se eu não quisesse que vocês gostassem de brincar eu teria colocado pregos no playground ou algo assim.

Fonte: Wikipédia 

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                                    Indice                                                 compilado por Beraldo Figueiredo                                                                                         Página Principal