Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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PERSONAGENS BÍBLICOS

VELHO TESTAMENTO:

NOVO TESTAMENTO:

 

 

PERSONAGENS BÍBLICOS (ANTIGO TESTAMENTO)

A

  • Aarão (Bíblia)
  • Aasbai
  • Aasvero
  • Abda
  • Abdão
  • Abednego
  • Abel
  • Abias
  • Abias de Judá
  • Abiathar
  • Abida (filho de Midiã)
  • Abiezer
  • Abigail (Bíblia)
  • Abimeleque
  • Abisag
  • Abisai
  • Abiú
  • Nadabe (filho de Aarão)
  • Abner
  • Abraão
  • Absalão
  • Acabe
  • Acaz
  • Acsa
  • Ada (Bíblia)
  • Adão e Eva
  • Seth (Santo Patriarca)
  • Adonias (Filho de Davi)
  • Agar (Bíblia)
  • Ageu
  • Aitofel
  • Almodá
  • Amaleque
  • Amasa
  • Amassias
  • Amazias
  • Aminadabe
  • Amitai
  • Amom
  • Amós
  • Ana (mãe de Samuel)
  • Anamim
  • Anrafel
  • Anrão
  • Aolibama
  • Aram
  • Arba (Bíblia)
  • Arioque
  • Arpachade
  • Asa (rei de Judá)
  • Asafe
  • Aser
  • Aspenaz
  • Asquenaz
  • Assur (filho de Sem)
  • Atália
  • Ausate
  • Azarias (profeta)
  • Azenate

B

  • Baal
  • Baasa
  • Balaque
  • Balaão
  • Baruque
  • Basemate
  • Bate-Seba
  • Beeri
  • Belsam
  • Beltessazar
  • Ben Ami
  • Bene-Hadade
  • Benjamim (Bíblia)
  • Beor (Bíblia)
  • Bera (Bíblia)
  • Besaliel
  • Betuel
  • Bila
  • Bildade
  • Boaz
  • Bruxa de Endor

C

  • Caftorim
  • Caim
  • Caim e Abel
  • Cainan
  • Caleb
  • Cam
  • Canaã
  • Canaã (filho de Cam)
  • Casluim
  • Coré
  • Cush

D

  • Dalila
  • Daniel (profeta)
  • David
  • Dedã
  • Diná
  • Disom (Bíblia)
  • Dodanim
  • Débora (Gênesis)
  • Débora (juíza)

E

  • Ebal (Bíblia)
  • Éber
  • Efer
  • Efraim
  • Efrom (Bíblia)
  • Efá
  • Eglom
  • El-Hanã
  • Elá
  • Elcana
  • Eleazar (II Macabeus)
  • Eleazar (sumo sacerdote)
  • Eli (juiz de Israel)
  • Eliabe
  • Elias (profeta)
  • Elifaz (filho de Esaú)
  • Elifaz (livro de Jó)
  • Elisama
  • Eliseba
  • Eliseu
  • Elisá
  • Eliézer (filho de Moisés)
  • Elom
  • Enaque
  • Enaquins
  • Enoque (antepassado de Noé)
  • Enoque (filho de Caim)
  • Enos
  • Er (Bíblia)
  • Esarhaddon
  • Esaú
  • Esaú e Jacó
  • Esdras
  • Eser
  • Esrom
  • Ester
  • Etbaal
  • Ezequias
  • Eúde

 

 

 

F

  • Ficol

G

  • Gaal
  • Gade
  • Gaetã
  • Geter
  • Gideão
  • Gileade (Bíblia)
  • Golias
  • Górgias (general)
  • Gérson (personagem bíblico)

H

  • Habazinias
  • Hadade (Bíblia)
  • Hadorão
  • Hamor
  • Hamã
  • Hanâni
  • Harã
  • Havilá
  • Hazael
  • Hazarmavé
  • Hebrom (filho de Coate)
  • Hefzibá
  • Hemã
  • Hete
  • Hirão
  • Hulda
  • Hur

I

  • Irad
  • Isaac
  • Isaías
  • Isboset
  • Iscá
  • Ismael
  • Ismaelitas
  • Issacar
  • Itamar (filho de Aarão)

J

  • Jabal
  • Jacó
  • Jafé
  • Jalão
  • Javan
  • Jazanias
  • Jeconias
  • Jedida
  • Jefté
  • Jeremias (Bíblia)
  • Jeremias (profeta)
  • Jeroboão I
  • Jeroboão II
  • Jeroão
  • Jerá
  • Jessé
  • Jetro
  • Jeú
  • Jezabel
  • Jeús
  • Jisbaque
  • Joabe
  • Joacaz de Israel
  • Joacaz de Judá
  • Joaquim (rei de Judá)
  • Joás de Israel
  • Jobabe
  • Jocsã
  • Joctan
  • Jonadabe
  • Jonas (profeta)
  • Joquebede
  • Jorão de Israel
  • Jorão de Judá
  • Josafat
  • José (filho de Jacob)
  • Josias
  • Josué
  • Josué (sacerdote)
  • Jotão
  • Jotão de Judá
  • Joás de Judá
  • Jubal
  • Judite (bíblia hebraica)
  • Judá (filho de Jacó)
  • Jumenta de Balaão
  • Jónatas

L

 

  • Labão
  • Lameque
  • Lameque (descendente de Caim)
  • Lami
  • Lea
  • Leabim
  • Lemuel
  • Levi
  • Lúcifer
  • Lud
  • Ludim

M

  • Maaca
  • Maalate
  • Madai
  • Magog
  • Mahalalel
  • Manaate
  • Manassés (patriarca tribal)
  • Manassés de Judá
  • Maquir
  • Matusalém
  • Medã
  • Mefibosete
  • Melquisedeque
  • Mesech
  • Mesulemete
  • Metusael
  • Meujael
  • Micaia
  • Mical
  • Midiã
  • Miqueias
  • Miquéias (profeta)
  • Miriã
  • Mizraim
  • Mizá
  • Moisés
  • Mordecai

 

 

N

  • Naamá
  • Naasom
  • Naassom
  • Nabot
  • Nadab de Israel
  • Nafis
  • Naftali
  • Nahor
  • Naomi (Bíblia)
  • Natã
  • Naum (profeta)
  • Nebaiote
  • Nebate
  • Nefilim
  • Nimrod (rei)
  • Noé
  • Num

O

  • Obadias
  • Obed
  • Ocozias de Israel
  • Ocozias de Judá
  • Odede
  • Ofir
  • Ogue
  • Omar (Bíblia)
  • Omri
  • Onã
  • Orebe
  • Oseias
  • Otniel

P

  • Paarai
  • Paltiel
  • Patrusim
  • Pelegue
  • Penina
  • Perez
  • Personagens bíblicos
  • Predefinição:Personagens bíblicos AT
  • Potifar
  • Pute

Q

  • Quedorlaomer
  • Quenan
  • Quenaz
  • Quetura
  • Quis
  • Quitim
  • Quézia

R

  • Raabe
  • Raamá
  • Raquel
  • Rebeca
  • Recabe
  • Reú
  • Rifate
  • Roboão
  • Livro de Rute
  • Rúben

S

  • Sadraque
  • Salmom
  • Salomão
  • Salum
  • Samá, valente de Davi
  • Sambalate
  • Samuel (Bíblia)
  • Sangar
  • Sansão (Bíblia)
  • Sara (Bíblia)
  • Saul (rei)
  • Selatiel
  • Selefe
  • Selá (personagem bíblico)
  • Sem
  • Senaquerib
  • Serugue
  • Sete (Bíblia)
  • Simeão (filho de Jacob)
  • Sua
  • Sulamita

T

  • Tamar
  • Tema (Bíblia)
  • Temã (Edom)
  • Terá
  • Tidal
  • Tiglate-Pileser III
  • Timna (Bíblia)
  • Tiras
  • Togarma
  • Tribo de Benjamim
  • Tribo de Dã
  • Tribo de Gade
  • Tribo de Issacar
  • Tribo de Judá
  • Tribo de Manassés
  • Tribo de Naftali
  • Tubal
  • Tubalcaim
  • Társis

U

  • Urias
  • Uz (Bíblia)
  • Uzal
  • Uzias

Z

  • Zacarias (profeta)
  • Zacarias (rei)
  • Zebulom
  • Zedequias
  • Zeebe
  • Zefô
  • Zelofeade
  • Zeruia
  • Zeruá
  • Zerá
  • Zilpa
  • Zilá
  • Zimri
  • Zinrã
  • Zípora
  • Zofar
  • Zorobabel

 

 

 

 

PERSONAGENS BÍBLICOS (NOVO TESTAMENTO) Link para Wikipedia

A

B

C

D

E

F

G

H

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O

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S

T

Z

 

ADÃO E EVA

Segundo a Bíblia [1][2] e o Alcorão [3], Adão e Eva foram o primeiro casal criado por Deus. Adão (do hebraico אדם relacionado tanto a adamá, solo vermelho ou do barro vermelho, quanto a adom, "vermelho", e dam "sangue") é considerado dentro da tradição judaico-cristã e islâmica como o primeiro ser humano, uma nova espécie criada diretamente por Deus. Teria sido criado a partir da terra à imagem e semelhança de Deus para domínio sobre a criação terrestre.

Tal como Adão, Eva também foi criada diretamente por Deus da costela de Adão. Algumas pessoas consideram que a palavra tsella foi erradamente traduzida por costela.[4] O nome Eva deriva do hebraico hav.váh, que significa "vivente", e teria sido dado pelo próprio Adão. No grego, é vertido por zoé, que significa "vida", e não bios.

Eva, e mais tarde Adão, teriam comido o fruto proibido da árvore da ciência (do "conhecimento do bem e do mal") criada por Deus, e após o ocorrido, de acordo com a tradição cristã toda a humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida infindável. Surgiria para os cristãos aqui a noção de pecado herdado - tendência inata de pecar - e a necessidade de um resgate da humanidade condenada à morte. Após comerem do fruto proibido, Adão e Eva tiveram ciência de que andavam nus e, por isso, esconderam-se ao notar a presença de Deus no Jardim do Éden. Deus os expulsou do jardim do Éden, e os deu roupas de pele animal.

Adão e Eva foram pais de Caim, Abel, Sete, e mais outros filhos e filhas. Segundo Gênesis 5:5, Adão teria vivido 930 anos, alcançando até Lameque, pai de Noé, a oitava geração de sua descendência.

Visão judaica

De acordo com a visão rabínica, o homem, ao ser criado à imagem e semelhança de Deus, estaria sendo assim um microcosmo das forças da criação, argumento do qual se ocupa maior parte da Cabala. Para Maimônides, apenas o homem apresenta livre-arbítrio um atributo considerado divino. Rashi explica que a imagem e semelhança trata-se de um arquétipo conceitual, modelo ou plano que Deus teria feito para o homem e incorporado no que é chamado de homem primordial Adam Kadmon.

Visão cristã

A Igreja Católica, assim como muitas outras religiões chamadas cristãs, condena o poligenismo, ou seja, que teriam existido vários casais humanos que deram origem a todo o resto da humanidade. A Igreja não condena, entretanto, a teoria da evolução, pois a forma com que surgiu a matéria corpórea não faz parte do depósito de fé da Igreja. A Igreja deixa aberta esta discussão, segundo a Carta Encíclica Humanis Generis, desde que o fiel creia que em algum momento Deus concedeu ao homem uma alma, que o diferenciou dos outros animais. Ainda segundo a Carta Encíclica Humanis Generis, o poligenismo não está em discussão, visto que esta idéia não se harmoniza com a explicação do pecado original, que foi cometido por apenas um homem. Sendo assim, a Igreja ensina a todos os fiéis que Adão e Eva são verdadeiramente os únicos primeiros pais da humanidade, criados por Deus, a quem Ele concedeu uma alma, e que foram criados em estado de graça, mas que havendo o desejo de tornarem-se como o seu criador, pecaram por desobediência e foram destituídos da graça santificante, fazendo com que toda humanidade caísse. Esta graça, segundo o que ensina a Igreja Católica, foi concedida novamente através do Batismo estabelecido por Cristo.

Ainda há outras correntes cristãs, que acreditam numa leitura mais literal da Bíblia, e portanto também crêem na existência real dos personagens Adão e Eva, assim como mencionados no relato da criação

Adão e Eva como parábola

Alguns teólogos tem procurado conciliar a história de Adão e Eva com a Teoria da Evolução.

Teilhard de Chardin foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que logrou construir uma visão integradora entre ciência e teologia. Através de suas obras, legou-nos uma filosofia que reconcilia a ciência do mundo material com as forças sagradas do divino e sua teologia. Disposto a desfazer o mal entendido entre a ciência e a religião, conseguiu ser mal visto pelos representantes de ambas. Muitos colegas cientistas negaram o valor científico de sua obra, acusando-a de vir carregada de um misticismo e de uma linguagem estranha à ciência. Do lado da Igreja Católica, por sua vez, foi proibido de lecionar, de publicar suas obras teológicas e submetido a um quase exílio na China.

"Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito."

O Padre Ariel Álvarez Valdez sustenta que trata-se de uma parábola composta por um catequista hebreu, a quem os estudiosos chamam de “yahvista”, escrita no século X AC, que não pretendia dar uma explicação científica sobre a origem do homem, mas sim fornecer uma interpretação religiosa, e elegeu esta narração na qual cada um dos detalhes tem uma mensagem religiosa, segundo a mentalidade daquela época[5].

John F. Haught, filósofo americano criador do conceito de Teologia evolucionista, diz que "o retrato da vida proposto por Darwin constitui um convite para que ampliemos e aprofundemos nossa percepção do divino. A compreensão de Deus que muitos e muitas de nós adquirimos em nossa formação religiosa inicial não é grande o suficiente para incorporar a biologia e a cosmologia evolucionistas contemporâneas. Além disso, o benigno designer [projetista] divino da teologia natural tradicional não leva em consideração, como o próprio Darwin observou, os acidentes, a aleatoriedade e o patente desperdício presentes no processo da vida”, e que “Uma teologia da evolução, por outro lado, percebe todas as características perturbadoras contidas na explicação evolucionista da vida”, sobre as idéias de Richard Dawkins, Haught declara que: “A crítica da crença teísta feita por Dawkins se equipara, ponto por ponto, ao fundamentalismo que ele está tentando eliminar”[6].

Ilia Delio, teóloga americana, sustenta que a teologia pode “tirar proveito” das aquisições de uma ciência que vê na “mutação” o núcleo essencial da matéria[7].

O Rabino Nilton Bonder sustenta que: "a Bíblia não tem pretensões de ser um manual eterno da ciência, e sim da consciência. Sua grande revelação não é como funciona o Universo e a realidade, mas como se dá a interação entre criatura e Criador"[8].

Patriarcalismo hebreu

Eva como metáfora

Segundo Joseph Campbell a "metade da população mundial acha que as metáforas das suas tradições religiosas são fatos. A outra metade afirma que não são fatos de forma alguma. O resultado é que temos indivíduos que se consideram fiéis porque aceitam as metáforas como fatos, e outros que se julgam ateus porque acham que as metáforas religiosas são mentiras".[9] Uma dessas grandes metáforas é a de Eva. Campbell expõe que o Cristianismo, originalmente uma seita do judaísmo, abraçou a cultura e a história pagã e a metáfora da costela de Adão exemplifica o distanciamento dos hebreus da religião cultuada entre os antigos—o do culto à Mãe Terra, Mãe Cósmica ou Deusa mãe. Este culto insere-se dentro de um contexto social e religioso cujas raízes remontam aos registros pré-históricos do Paleolítico ou ainda a uma fase informe do mundo. A arqueologia pré-histórica e a mitologia pagã registram esta origem do culto à´Deusa mãe na medida em que as mais remotas descobertas de uma religião humana remontam, inicialmente, ao culto aos mortos, e ao intenso culto da cor vermelha ou ocre associado ao sangue menstrual. Na mitologia grega, a chamada mãe de todos os deuses, a deusa Réia (ou Cibele, entre os romanos), exprime este culto na própria etimologia: réia significa terra ou fluxo.[10] Campbell argumenta que Adão foi criado a partir do barro vermelho ou argila.

A identidade da religião com a Mãe Terra, a fertilidade, a origem da vida e da manutenção da mesma com a mulher, seria, segundo Campbell, retratada também na Bíblia: …a santidade da terra, em si, porque ela é o corpo da Deusa. Ao criar, Jeová cria o homem a partir da terra, do barro, e sopra vida no corpo já formado. Ele próprio não está ali, presente, nessa forma. Mas a Deusa está ali dentro, assim como continua aqui fora. O corpo de cada um é feito do corpo dela. Nessas mitologias dá se o reconhecimento dessa espécie de identidade universal.[11]

 

Segundo Campbell, o patriarcalismo surgido com os hebreus deve-se, entre outras razões, à atividade belicosa de pastoreio de gado bovino e caprino e às constantes perseguições religosas que desencadeavam o nomadismo e a perda de identidade territorial.[12] Patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca; de onde a palavra pátria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. Pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz.

Eva e a representação da mulher no Cristianismo

Devido ao fato de Eva ter partilhado com Adão o fruto da árvore proibida, justificou-se por longos anos no Cristianismo e no Judaísmo uma suposta inferioridade da mulher. Principalmente porque, após o pecado original, Deus disse que a mulher seria governada pelo marido. Embora haja poucas informações na Bíblia sobre a vida da personagem Eva, é a mulher quem se faz presente na maioria dos diálogos do livro de Gênesis sobre a vida do primeiro casal da humanidade.

Após ser expulsa do Paraíso, Eva demonstra fé e gratidão a Deus nas palavras proferidas na ocasião do nascimento do primeiro e do terceiro filho. Assim, quando Caim nasce, Eva diz: Adquiri um varão com o auxílio de Jeová. (Gênesis 4:1)

As palavras de Eva, proferidas com o nascimento de Sete, demonstram fé e esperança, enquadrando a mulher no papel de companheira auxiliadora do homem, que estabelece um relacionamento de proximidade com Deus.

Historia de Adão e Eva nos apócrifos

De acordo com o Livro dos Jubileus, Adão e Eva teriam passado sete anos no Paraíso, antes de serem tentados pela serpente, e expulsos do Éden. E de acordo com O Primeiro Livro de Adão e Eva, eles quando saíram do jardim, receberam a ordem de habitarem numa caverna, que foi chamada de A Caverna dos Tesouros. O livro diz que eles sofreram muito após terem saído do jardim, principalmente no primeiro ano após a expulsão; por várias vezes tentaram cometer suicídio ou retornar ao Paraíso, até que tiveram os primeiros filhos (Caim, Abel e suas irmãs - não mencionadas na Bíblia).

Conforme O Primeiro Livro de Adão e Eva, o casal teria se arrependido amargamente, e alcançado perdão; e por várias vezes receberam de Deus a promessa de um resgate, de um redentor que nasceria na semente humana, para resgatar sua descendência, e essas promessas os consolavam.

Enfrentaram a hostilidade de Satã, que tentava matá-los, e os enganava transformando-se em anjo de luz, e dizendo-lhes ser um mensageiro celestial, incubido de lhes trazer mensagens divinas. Mesmo estando fora do jardim, Adão e Eva ouviam a voz de Deus, que sempre lhes enviava sua palavra, respondendo suas indagações. Os apócrifos Vida de Adão e Eva e O Segundo Livro de Adão e Eva, dizem que o patriarca Adão morreu primeiro do que Eva, que continuou viva após a morte do primeiro homem. E o Livro "A História do Universo", diz que o jovem casal eram perfeitos em beleza e formosura.

Bar Hebraeus, em sua Cronografia, sumariza várias informações sobre Adão e Eva: Adão foi criado em uma sexta-feira, no sexto dia do mês Nisã, o primeiro mês do primeiro ano de existência do mundo[13]. Citando Anianus, que se baseou no Livro de Enoque, Caim nasceu setenta anos após a explusão do paraíso, Abel sete (ou setenta) anos apóis Caim, Abel foi morto com cinquenta e três anos e Sete nasceu cem anos depois (pois Adão e Eva passaram cem anos de luto)[14]. Citando Methodius, Caim e sua irmã Klymia nasceram trinta (ou três) anos após a expulsão do paraíso, Abel e sua irmã Labhudha trinta anos após Caim, Abel foi morto quando Adão tinha cento e trinta anos, e Sete nasceu quando Adão tinha duzentos e trinta anos[15].

Longevidade de Adão e dos patriarcas bíblicos

Segundo os versos de 3 a 5 do capítulo 5 de Gênesis, Adão teria sido pai de Sete aos 130 anos e viveu 800 anos gerando filhos e filhas. Na tabela abaixo tem-se uma melhor noção da longevidade alcançada por Adão e os seus descendentes:

Idades dos patriarcas

nome

idade ao ser pai

idade ao morrer

Adão

130

930

Sete

105

912

Enos

90

905

Cainan

70

910

Mahalalel

65

895

Jarede

162

962

Enoque

65

365

Matusalém

187

969

Lameque

182

777

Noé

500

950

Sem

100

600

Arpachade

35

438

Selá

30

433

Éber

34

464

Pelegue

30

239

Reú

32

239

Serugue

30

230

Naor

29

148

Terá

70

205 (assassinado)

Abraão

100

175

Isaque

60

180

Historicidade da Narrativa de Adão e Eva

A arqueologia, paleontologia e antropologia, estabelecem o aparecimento do Homo sapiens sapiens (o homem moderno), há cerca de 160 mil anos, num período geológico muito recente, a partir da África, no Vale de Omo, no Sudoeste da Etiópia. A evolução biológica da espécie humana seria o resultado da adaptação do Homo erectus (o antepassado do homem moderno) ao meio em que vivia. Desde então, o Homo sapiens teria evoluído, multiplicando-se cada vez mais, tornando-se na espécie dominante do Planeta.

Referências

1.      Gênesis 2:7

2.      Gênesis 2:22

3.      Alcorão, 2a sura, Al-Baqara, 35

4.      Psicanálise em curso

5.      Adão e Eva: origem ou parábola?, acessado em 20 de julho de 2010

6.      Entrevista com John F. Haught: Uma teologia da evolução precisa mostrar que a fé bíblica não contradiz o caráter evolutivo do mundo, acessado em 20 de julho de 2010

7.      Fé e evolução, binômio possível, traduzido a partir de entrevista publicada em 23 de agosto de 2008, acessado em 20 de julho de 2010

8.      Darwin e heresias, publicado no jornal O Globo de 03 de março de 2009, acessado em 20 de julho de 2010

9.      Tu és Isso: A Religião como Metáfora

10.  Theoi, Rhea

11.  As máscaras de Deus,p. 104

12.  Desvendando a sexualidade

13.  Bar Hebraeus, Cronografia, Os Patriarcas, de Adão a Moisés, A primeira série de gerações, que começou com os Patriarcas, 1.3.1. Texto traduzido para o inglês por Robert Bedrosian no seu site

14.  Anianus, citado por Bar Hebraeus, Cronografia, Os Patriarcas, de Adão a Moisés, A primeira série de gerações, que começou com os Patriarcas', 1.3.2'

15.  Methodius, citado por Bar Hebraeus, Cronografia, Os Patriarcas, de Adão a Moisés, A primeira série de gerações, que começou com os Patriarcas, 1.3.3

Fonte: Wikipédia

 

VISÃO MITOLÓGICA:

Dentro da coerência histórica, Adão e Eva não se encaixam, nem como seres únicos a dar inicio a RAÇA HUMANA, nem como seres vivos dentro dos estudos  Arqueológicos. A bíblia não reconhece a era dos Dinossauros, e animais daquele tamanho não poderiam passar despercebidos, pela sua representatividade pré-histórica, pois o livro do gênesis, nada relata.

Desta forma para os céticos e ateus, os personagens Adão e Eva, seriam simbolicamente seres mitológicos. (Ver mitologia Hebráica) - Por Beraldo Figueiredo

VISÃO ESOTÉRICA:

As escolas iniciáticas, Rosacrucianista, Teosófica, maçônica, gnósticas e a Cabalah, tem uma visão simbólica, profundamente esotérica sobre a bíblia e seus textos. Todas tem discurso comum a respeito da tradução, dos textos originais.

Sobre Adão e Eva, surge a chave primordial do caminho humano no seu itinerário rumo a evolução.

Adão e Eva nada mais representam do que as energias do nosso interior. Adão seria a energia positiva, masculina e Eva a energia negativa, feminina.

A maçã o conhecimento, a árvore a coluna vertebral, a serpente, o impulso inicial Kundalínico.

 

ENERGIA DA KUNDALINI:

De acordo com os iogues, existem dois condutos nervosos na coluna espinhal chamados IDA e PINGALA, e um canal ôco, ao qual chamam de "Sushumna;" Os gregos o chamavam de SPIEREMA, "correndo através da medula da espinha."

 

No contexto geral, Kundalini está associado a SERPENTE ENROSCADA na base da coluna que quando desperta, sobe pela coluna atingindo todos os chakras principalmente o chakra coronário.

 

Na etmologia, Kunda em sancristo quer dizer Curva, forma circular, espiralada, energia vital de natureza Sexual.

 

Situado na base da coluna Vertebral, está presa na base da coluna enroscada como uma serpente, mas pode despertar subindo pela coluna vertebral até os chakras superiores (Coronário e Frontal), bem como alimentando todos os chakras ao longo da coluna vertebral.

 

Essas ondas curvas que se deslocam ao longa da coluna vertebral, que vão serpenteando, entrelaçando-se com cruzamentos em distintos pontos relacionados com a coluna vertebral.

 

O QUE É KUNDALINI? A palavra sânscrita tem sido traduzida de várias maneiras:

KUND – Que significa "Queimar" este é o significado essencial pois a Kundalini é fogo em seu sentido de abrasamento.

KUNDA – Que significa "Orifício ou Cavidade" Isso nos dá uma idéia do recipiente onde o fogo arde.

KUNDALA – Que significa "Bobina Espiral ou Anel" Temos aqui uma noção do modo pelo qual o fogo atua e se desenvolve... (ver matéria completa em CHAKRAS).

por Beraldo Figueiredo


 

CAIM E ABEL   Página Principal

ABEL

Abel é uma personagem bíblico, segundo filho de Adão e Eva, morto por seu irmão Caim. O significado de seu nome é, provavelmente, algo como fôlego, ou vapor, ou simplesmente nada. Algo considerável perecível, como se fosse um pre-aviso de seu destino, morto ainda bem jovem. Foi chamado de "justo" (Herbreus 11:4).

Gênesis

Abel é primeiro mencionado em Gênesis 4:2, como um pastor de ovelhas. Em seguida, a narrativa diz que seu irmão mais velho, Caim, um agricultor, ofereceu a Deus os "frutos da terra", enquanto Abel teria oferecido o sacrifício de uma ovelha. Deus teria se agradado mais com a oferta de Abel, pois este teria oferecido a melhor parte do que tinha e Caim ofereceu o que restava de seus bens. Assim,Caim se enfureceu e matou-o com uma pedra.

 

CAIM

Caim é um personagem do Antigo Testamento da Bíblia, sendo o filho primogênito de Adão e Eva. Era um lavrador.

Em hebraico, קַיִן, Caim significa lança, sendo que a sua transliteração seria Qayin. Este nome também é associado a uma outra forma verbal, "Qanah", que pode significar "obter" ou "provocar ciúme". Algumas obras associam o nome com a expressão "algo produzido"..

Narrativa Bíblica

Segundo a Bíblia, Caim teria sido um dos primeiros (não exclusivamente o primeiro) homem nascido de gravidez normal na terra, resultado das relações sexuais de Adão e Eva. Gênesis 4:1 esclarece: "O homem conheceu Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim, e disse: 'Adquiri um varão com a ajuda de "Deus, o Senhor" (Bíblia de Jerusalém).

Caim e Abel

Possuído por ciúmes[bib 1], Caim armou uma emboscada para seu irmão. Sugeriu a Abel que ambos fossem ao campo e, lá chegando, Caim matou seu irmão; este teria sido o primeiro homicídio da história da humanidade[bib 2].

 

Os descendentes de Caim

Após ter matado Abel, Caim teria partido para a "terra da Fuga (Nod ou Node), ao leste do Éden", levando consigo a sua esposa, cujo nome não é mencionado na Bíblia.

Após o nascimento de seu filho, Henoc (Enoque), Caim empenhou-se em construir uma cidade, dando-lhe o nome do seu filho.

 

 

Os descendentes de Caim são alistados em parte, e incluem homens que se distinguiram pela pecuária nómada, por tocarem instrumentos musicais, por forjarem ferramentas de metal, bem como alguns conhecidos por praticarem a poligamia e a violência. (Gênesis 4:17-24) Segundo a Bíblia, a descendência de Caim terminou com o Dilúvio dos dias de Noé.

O texto bíblico de Gênesis deixa implícito que Caim poderia ter sido assassinado por seu descendente Lameque, quando fala sobre o castigo que este enfrentaria:

E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zilá, ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o mei duto: porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar. Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete. (Gênesis 4:23-24).

 

Outras informações não-bíblicas:

Para alguns, o acto da sua concepção mantém-se um enigma, uma vez que defendem o fato de Caim ser o resultado do relacionamento de Eva com a serpente.

Livro dos Jubileus

Segundo o Livro dos Jubileus, Caim nasceu na terceira semana do segundo jubileu, Abel na quarta semana, e Avan (Awan) na quinta[1]. Caim matou Abel no primeiro ano do terceiro jubileu[2]. Na sexta semana do quarto jubileu, Caim tomou sua irmã Avan como esposa, e desta união nasceu, no final do quarto jubileu, Enoque[3]. No primeiro ano da primeira semana do quinto jubileu, casas foram construídas e Caim fundou a primeira cidade com o mesmo nome de seu filho Enoque[3]. No sétimo ano da sétima semana do décimo nono jubileu Caim morreu, quando a sua casa desabou em cima dele; ele morreu por uma pedra, pois tinha assassinado Abel com uma pedra[4].

Cronografia de Bar Hebraeus

Bar Hebraeus, em sua Cronografia, citando Anianus, que se baseou no Livro de Enoque, diz que Caim nasceu setenta anos após a explusão do paraíso, Abel sete (ou setenta) anos apóis Caim e Abel foi morto com cinquenta e três anos[5]. Citando Methodius, Caim e sua irmã Klymia nasceram trinta (ou três) anos após a expulsão do paraíso, Abel e sua irmã Labhudha trinta anos após Caim e Abel foi morto quando Adão tinha cento e trinta anos[6].

Sinal de Caim

Há várias especulações sobre qual seria a marca de Caim. Segundo textos mórmons, esta marca estaria relacionada à cor da pele de Caim (relatado em Pérola de Grande Valor), e que tenha sido ele o pai da raça negra africana[7].

Na ficção de Vampiro: A Máscara, a marca de Caim é o vampirismo.

Caim na cultura popular e literatura

·         No Universo do jogo de RPG Vampiro: A Máscara, Caim é o primeiro vampiro. No RPG, é explicado a linhagem dos vampiros tendo Caim como o "Pai dos Vampiros". Quanto mais distante for a descendência, mais fraco é o sangue de Caim nos novos vampiros. Esse fato é descrito RPG como "Time Of Thin Blood", que precede ao Gehenna, algo como o fim do mundo para os vampiros.

·         O livro de José Saramago, "Caim", apresenta o Antigo Testamento sob o ponto de vista de Caim.[8]

·         A banda Avenged Sevenfold (em português, "vingado sete vezes") faz referência a Caim em seu nome.

 

Genealogia de Adão até Davi segundo a Bíblia

Adão até Sem

Adão

Sete

Enos

Quenan

Mahalalel

Jarede

Enoque

Matusalém

Lameque

Noé

Sem

Arpachade até Jacó

Arpachade

Selá

Éber

Pelegue

Reú

Serugue

Nahor

Terá

Abraão

Isaac

Jacó

Judá até Davi

Judá

Perez

Ezron

Aram

Aminadabe

Naasom

Salmom

Boaz

Obed

Jessé

Davi

 

Referências

1.      Jubileus, 4:1

2.      Jubileus, 4:2

3.      a b Jubileus, 4:9

4.      Jubileus, 4:31

5.      Anianus, citado por Bar Hebraeus, Cronografia, Os Patriarcas, de Adão a Moisés, A primeira série de gerações, que começou com os Patriarcas', 1.3.2'

6.      Methodius, citado por Bar Hebraeus, Cronografia, Os Patriarcas, de Adão a Moisés, A primeira série de gerações, que começou com os Patriarcas, 1.3.3

7.      Livro de Moisés 7:22

8.      Saramago volta-se a Caim, no Yahoo! Noticias]

Referências Bíblicas

  • Gênesis 4:5

  • Gênesis 4:8

·         Gênesis 4:1-17.

·         Mateus 23:35

·         Hebreus 11:4.

·         1 João 3:12.

·         Judas 1:11.

Fonte: Wikipedia

 

ENOQUE  (Enoch) Página Principal

ENOQUE (Filho de Caim)

Enoque é um personagem bíblica do Antigo Testamento, mencionado no livro de Gênesis como o filho do perverso Caim, outras contam como filho de Jarede.

Segundo a Bíblia, após ter matado o seu irmão Abel, Caim fugiu com uma mulher anônima para a terra de Nod, à leste do Éden, com a qual teria tido um filho com o nome de Enoque.

Prossegue o texto bíblico dizendo que Caim chegou a edificar uma cidade dando o nome de seu filho Enoque ao lugar.

Em Gênesis 4:18, é mencionado que Enoque teria gerado um filho que se chamou Irade e de sua descendência nasceu um outro homem chamado Lameque cuja maldade excedeu a Caim (versos 23 e 24 do capítulo 4).

 

ENOQUE (Antepssado de Noé - Filho de Jarede)

Enoqueחנוך, Chanoch ou Hanokh – é o nome dado uma das personagens bíblicas mais peculiares e misteriosas das Escrituras. Nasceu, segundo os escritos judeus, na sétima geração depois de Adão, sendo filho de Jarede, e pai de uma outra personagem, Matusalém.

De acordo com o relato de Gênesis, capítulo 5, versos 22-24, Enoque teria sido arrebatado por Deus para que não experimentasse a morte e na certa fosse poupado da ira do dilúvio:

E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.

Há dois aspectos extraordinários no relato de Enoque, enfocados nesses versículos, que não foram enfocados em outras gerações: as indicações do texto de que ele “andou com Deus” e o fato que, supostamente, ele não teria morrido, pois “Deus para si o tomou”. Estes relatos foram a origem de muitas fábulas, lendas e midrashim (estudos rabínicos mais aprofundados) de sábios judeus ao longo de séculos. Muitos deles se incomodaram muito pelo fato que Enoque "só" vivera 365 anos, uma curta duração de vida para sua época, de acordo com o livro de Gênesis.

Sobre este personagem bíblico existem também os livros apócrifos pseudoepígrafos: “Livro de Enoque I” e o “Livro de Enoque II, que fazem parte do cânone de alguns grupos religiosos, principalmente dos cristãos da Etiópia”, mas que foram rejeitados pelos cristãos e hebreus, por serem particularmente incômodos para os clérigos do ponto de vista político. Todavia, a epístola de Judas, no Novo Testamento bíblico, faz uma menção expressa ao Livro de Enoque, fazendo uma breve citação nos versos 14 e 15 de seu único capítulo.

De acordo com o relato contido em Gênesis sobre a idade dos patriarcas, Sete e seus filhos ainda viviam quando Enoque foi tomado por Deus, bem como Matusalém e Lameque.

Primeiro Livro de Enoque

O Livro de Enoque grandemente conhecido pela sua versão em etíope e mais tarde as traduções gregas dos capítulos I-XXXII, XCVII-CI e CVI-CVII, bem como de algumas citações importantes feitas por Georgius Syncellus, o autor bizantino. Teria sido escrito por Enoque, ancestral de Noé, contendo profecias e revelações. A Epístola de Judas cita um trecho desta obra .

Em Qumram, foram encontrados na Gruta 4, sete importantes cópias que foram atestadas pela versão Etíope. Estas cópias embora que não idênticas na totalidade foram encontradas em conjunto com cópias do Livro dos Gigantes referenciadas no capítulo IV do Livro de Enoch.

As cópias de Qumram foram catalogadas com as referências 4Q201-2 e 204-12 e fazem parte da herança deixada pela comunidade Nazarita do Mar Morto, em Engedi.

O Livro de Enoque também é chamado de Primeiro Livro de Enoque. Existem outros dois livros chamados de Segundo Livro de Enoque e Terceiro Livro de Enoque, considerados de menor importância.

Composição

Segundo Nickelsburg e Vanderkam a composição dos primeiros capítulos aconteceu a partir do terceiro século antes de Cristo.[1]

A composição inclui materiais retirados dos cinco livros de Moisés. R.H. Charles cita o seguinte exemplo:

Deuteronômio 33:2 Disse pois: O SENHOR veio de Sinai, e lhes subiu de Seir; resplandeceu desde o monte Parä, e veio com dez milhares de santos; à sua direita havia para eles o fogo da lei.

1 Enoque 1:9 Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.

Datação dos manuscritos

A datação Paleográfica datou estes documentos de Qumram entre 200aC e o fim do primeiro século da era cristã.

Conteúdo da versão aramaica de Qumram

Existem muitos excertos aleatórios no livro que estão descontextualizados ou simplesmente não fazem sentido. Fazendo uma breve referencia ao conteúdo dos excertos que fazem sentido no livro, estes resumem-se da seguinte forma:

  • 4Q201 - Enumera os nomes em aramaico dos vinte chefes dos anjos caídos;

  • 4Q204 - Relata o milagroso nascimento de Noé cujo paralelismo é notório com o de Génesis Apócrifo e os fragmentos do Livro de Noé.

  • 4Q206 - Este é o mais divergente com a versão etíope

  • 4Q209 - Chamado Livro Astronómico, é consideravelmente mais longo que a versão etíope.

Conteúdo da versão etíope (versão copta).

  • 1-36 O Livro dos Vigilantes (ou Sentinelas, ou ainda, Observadores)

  • 37-71 O Livro de Parábolas (também chamado: O Similitudes de Enoque)

  • 72-82 O Livro Astronómico

  • 83-90 O livro dos Sonhos

  • 91-108 A Epístola de Enoque

Comparação das versões

Existem diferenças notórias, embora que parciais, na estrutura das versões do Livro de Enoque. A parte astrológica é muito mais desenvolvida na versão etíope que na versão de Qumram. Por outro lado a secção do Livro das Parábolas dá mais ênfase a sua especulação a respeito do Filho do Homem na versão do Qumram do que na versão etíope. Existem outra inúmeras divergências estilísticas, colocadas provavelmente pelos diferentes tradutores que trabalharam as obras na altura.

Canonicidade do livro

O livro foi excluído do cânon da Bíblia judaica, e também da Septuaginta, e dos livros deuterocanônicos. Embora, Francisco (2003) confirma que uma das mais antigas bíblias coptas, a Bíblia Etíope, admite o Livro de Enoque.[2]

Existem várias referências possíveis no Novo Testamento ao livro de Enoque, entretanto, nenhuma referência é tão evidente como na Epístola de Judas (v.4.6.14). Dom Estêvão Bettencourt julgou que "A epístola canônica de S. Judas 14 o cita, mas nem por isto o tem colo livro inspirado".[3]

  • "Enoque, o sétimo depois de Adäo" é uma citação de 1En.60.8

  • "Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos.." de 1En.1:9 (de Deut.33:2)

  • Atipicamente, "E destes (genitivo) profetizou também Enoque" (Almeida) é "E a estes (dativo) profetizou também Enoque" em grego.

No Diálogo com Trifão, de Justino Mártir (100-165), Justino é claramente influenciada pelo livro, mas o judeu Trifão se opõe a essa tradição. Júlio Africano (200-245) foi o primeiro cristão a contestar a tradicional versão do livro de Henoque.

Conforme Elizabeth Clare Prophet (2002), foi o rabino Simeon ben Yohai (120?-170?) quem colocou os judeus contra o Livro de Enoque e que isso permitiu ao Santo Agostinho observar que a obra deixou de fazer parte das Escrituras aprovadas pelos judeus.[4]

Referências

  1. Nickelsburg, G.W. 1 Enoch 1-36, Hermeneia, Minneapolis: Fortress Press, 2004

  2. FRANCISCO, Edson de Faria. Manual da Bíblia Hebraica - Introdução ao Texto Massorético. Edições Vida Nova, São Paulo, 1ª edicão, 2003.

  3. Bettencourt E, Anjos caídos e as origens do mal Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” Nº 489 – Ano 2003 – Pág. 121. http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESTEVAO&id=deb0022

  4. PROPHET, Elizabeth Clare. Anjos Caídos e as Origens do Mal. Editora Nova Era, Rio de Janeiro-RJ, 1ª edicão, 2002. p.70

  5. Wikipédia

 

 

NOÉ                       Página Principal

Noé ou Noach (do hebraico נח, "descanso, alívio, conforto" ) é o nome do heroi bíblico que "recebeu ordens de Deus para a construção de uma arca, para salvar a Criação do Dilúvio". De acordo com o Pentateuco, os cinco primeiros livros do tradicional velho testamento da Bíblia escritos por Moises, Noé era filho de Lameque, que era filho de Matusalém, que era filho de Enoque, que era filho de Jarede, que era filho de Malalel, que era filho de Cainan ou Quenã, que era filho de Enos, que era filho de Sete, que era filho de Adão que era filho de Deus.

Seus três filhos mais conhecidos eram Sem, Cam ou Cã e Jafé.

A mulher de Noé (Gênesis 6:18; 7:7, 13; 8:16, 18), segundo a tradição judaica não bíblica, é chamada de Noéma ou Naamá (Na'amah - cheia de beleza) uma mulher cananita. Há quem a identifique como proveniente da descendência de Caim, sendo irmã de Tubalcaim que era filho de Lameque. Por ter sido considerada de menor importância, o seu nome não vem mencionado no Pentateuco ou no Torá, na história de Noé. No livro dos Jubileus, o seu nome é conhecido por Enzara e seria sobrinha do Patriarca.

 

O nascimento de Noé (segundo livro de Enoque)

O nascimento de Noé é relatado no apócrifo de Enoque e relata a história de uma estranha criança. Conta a história que Matusalém escolheu uma esposa para o seu filho Lameque e esta ficou grávida de um filho. Quando este nasceu repararam que era um bebê muito diferente dos outros e o seu pai teve medo. Ao ter medo dirigiu-se ao Matusalém para lhe contar o sucedido e disse-lhe: "Eu tive um filho estranho, diferente de qualquer homem, e a sua aparência é como a dos filhos de Deus do céu; e a sua natureza é diferente e não é como um de nós." (Enoque 106:7)

Matusalém ouvindo isto viajou para longe, ao encontro de Enoque e contou-lhe o sucedido e este ouvindo tudo lhe respondeu: "O senhor fará algo de novo na terra, porque na geração de meu pai Jared, alguns dos Anjos do Senhor transgrediram a palavra de Deus e a sua lei, e uniram-se pecaminosamente com as filhas dos homens e tiveram filhos. Estes filhos resultantes desta união foram gigantes, não de acordo com o espírito mas de acordo com a carne. Por isto, Deus destruirá a terra com um grande dilúvio e haverá grande destruição e castigo. E este filho que nasceu de teu filho será salvo, e os seus filhos com ele. E toda a humanidade restante morrerá." (Enoque 106:13-17)

Os livros de Enoque e esta história não foram aceitos pelos Judeus, porque, segundo a sua doutrina, os Anjos não se poderiam misturar com as mulheres comuns. Além disto, Matusalém não poderia ter feito qualquer menção a respeito de Noé a Enoque, pois este já não podia ser encontrado mesmo alguns anos antes do nascimento de Noé, conforme a Bíblia, no capítulo 5 do Livro de Gênesis, versículos 21 a 29.Afirma-se entretanto que a origem deste episódio, estaria na Bíblia, em uma das interpretações para os versículos 1 e 2 do capítulo 6 do livro de Gênesis.

 

História bíblica

A história de Noé encontra-se no livro de Gênesis, sendo seu nome mencionado pela primeira vez em 5:29, encerrando com sua morte, em 9:29, com 950 anos. O relato conta que Noé era descendente da linhagem de Sete, e viveu numa época em que as outras linhagens humanas (a partir dos descendentes de Caim e dos próprios parentes de Noé, provavelmente) mostraram-se corrompidas.

 

O Dilúvio

O livro de Gênesis diz que "E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente." (Gênesis 6:5) e decidiu eliminar a população provocando uma grande inundação. Porém, resolveu poupar a vida de Noé e de sua família, o qual era um homem justo e achou graça aos olhos do senhor (Gênesis 6:8).

Deus, então, falou com Noé, ordenando-lhe a construção de uma grande embarcação, onde ele reuniria todos os animais da Terra (do hebraico "ארץ" = Eretz. significa região) pelos 40 dias de dilúvio. Noé então reuniu um casal de cada espécie e abrigou sua família no interior da arca. A arca teria repousado nos Montes Ararat (Urartu), atual Turquia, por um período de quase 8 meses até que Deus confirmou o momento que poderiam descer da arca.

 

O repovoamento da Terra

A Noé e seus descendentes coube a tarefa de povoar a região. A fonte extra-bíblica de Flávio Josefo detalha em pormenores a descendência de Noé, e quais povos cada um de seus filhos e netos teria dado origem. Em certa altura, Noé embebedara-se com o vinho produzido de sua própria videira de tal modo que encontrou-se nu em sua tenda. Seu filho Cam o viu e faz saber aos que estavam fora. Seus irmãos sabendo entraram na tenda de costas para cobrirem Noé sem o ver nu. Quando recobrou a consciência, Noé amaldiçoou seu neto Canaã, filho de Cam, porém abençoando seus outros filhos, Sem e Jafé.

A história de Noé tem forte significado simbólico sobre boa parte da história de Israel, principalmente durante o período da conquista de Canaã narrada no livro de Josué. A maldição de Noé certamente foi usada pelos povos semitas (ou seja, descendentes de Sem, cujos hebreus fazem parte) como justificativa para a conquista da terra de Canaã (ocupada pelos cananeus, alegadamente descendentes de Canaã, neto amaldiçoado de Noé).

 

Longevidade de Noé

De acordo com o texto bíblico, Noé teria vivido 950 anos. Tinha 500 anos quando gerou a Sem, Cam e Jafé. Com a idade de 600 anos, enfrentou o dilúvio e ainda viveu mais três séculos e meio, o que significa que poderia ter falecido nos dias de Abraão, já na décima geração de seus descendentes.

Idades dos patriarcas

nome

idade ao ser pai

idade ao morrer

Adão

130

930

Sete

105

912

Enos

90

905

Cainan

70

910

Mahalalel

65

895

Jarede

162

962

Enoque

65

365

Matusalém

187

969

Lameque

182

777

Noé

500

950

Sem

100

600

Arpachade

35

438

Selá

30

433

Éber

34

464

Pelegue

30

239

Reú

32

239

Serugue

30

230

Naor

29

148

Terá

70

205

Abraão

100

175

Isaque

60

180

Descendentes de Noé

Nações bíblicas descendentes dos filhos de Noé

Sem

Cam

Jafé

Hebreus

Cananeus

Gregos

Caldeus

Egípicios

Trácios

Assírios

Filisteus

Citas

Elamitas

Hititas

Frígios

Sírios

Amorreus

Medo-Persas

Os descendentes de Sem eram chamados semitas. Os descendentes de Cam estabeleceram-se em Canaã, no Egito e na África. Os descendentes de Jafé estabeleceram-se, em sua maioria, na Europa e Ásia Menor.

A visão Muçulmana

O Alcorão afirma que Noé estava sendo inspirado por Deus, semelhante a outros profetas como Abraão, Ismael, Isaac, Jacob, Jesus, Jó, Jonas, Aarão, Salomão, David e Muhammad, e que ele era um fidedigno mensageiro. (4:163, 26:107)

Ele continuamente e abertamente alertou as pessoas dos tormentos que estavam vindo, porque eles foram iníquos e não obedeceram a Deus por cerca de mil anos (11:25, 29:14, 71:1-5). Ele chamou o povo para servir a Deus, e disse que ninguém, além de Deus poderia salvá-los (23:23). Ele disse que o tempo do dilúvio foi declarado e não podia ser adiado, e que o seu povo deveria retornar a Deus, para que Ele possa perdoá-los (7:59-64,

  • 11:26 ).

·         Os chefes tribais, incrédulos, disseram que Noé certamente estava em um erro evidente, e era somente um mortal como eram. Noé respondeu a esta acusação de que ele não estava errando, mas que ele foi o mensageiro do Senhor do Universo e transmitiu-lhes as mensagens de Deus. Noé foi enviado como um aviso, para dar às pessoas uma chance para se arrependerem e serem perdoados, e para encontrar misericórdia (7:59-64,

  • 26:105-110 ).

·         Deus comandou Noé para construir um barco por Sua inspiração. Como começou a construir o navio, os chefes tribais passavam por ele e o escarneciam. Após a sua conclusão, o navio estava carregado com animais domésticos e Noé(11:35-41). As pessoas que negaram a mensagem que Noé retransmitiu e foram afogados (7:64), o filho de Noé também foi um deles (11:42-48). Este último pormenor não é perceptível em outras fontes, e o Alcorão trata-o como uma prova para a sua originalidade. (11:49).

·         Noé é chamado de "um servo agradecido" (17:3). Entre as sementes de Noé (e Abraão), é colocada a profecia e a escritura (57:26).

Similariedades

A história do dilúvio, como outras do Velho Testamento, não é um fato exclusivo da Bíblia. Esta história escrita por Moisés é similar as outras tão antigas quanto a de Utnapishtin no épico de Gilgamesh ou mesmo outro herói sumério chamado de Ziusudra, no entanto a sua importância reside no fato de ser a História do Dilúvio um marco entre duas formas de contar o tempo. O Ano Solar baseado nas estações do ano ou no caso nas cheias do Nilo e o Ano lunar, baseado na lua cheia e nas marés de sizígia, esse último explicaria então a alegada longevidade dos lendários personagens bíblicos (77,5; 76; 75,42; 75,83; 74,58; 80,17; 30,42; 80,75; 64,75; 79,17; 50; 36,5; 36,08; 38,67; 19,92; 19,92; 19,17; 12,33; 17,08; 14,58; 15) inclusos no livro do Pentateuco.(Não explica a idade que tiveram filhos: 10,83 ; 8,75; 7,5; 5,83; 5,42; 13,5; 5,42; 15,58; 15,17; 41,67; 8,33; 2,92; 2,5; 2,83; 2,5; 2,67; 2,5; 2,42; 5,83; 8,33; 5)

Tal história, também pode ser observada entre os gregos antigos no mito do Deucalião.

Paralelismo

Outros gêneses e outras histórias de civilizações ao redor do planeta, semelhantes à de Noé, são também relatadas. Foi encontrada em Nipur, na Babilônia meridional, uma tabuinha de 1600 a.C. contendo a história de uma devastadora inundação.

Os sumérios também já haviam relatado uma história semelhante, muito antes mesmo dos hebreus surgirem como povo.

Identidade de Noé

Família:Descendente de Set

Nome: Noé

Significado: "descanso"

Avô: Matusalém

Mãe: não se sabe

Pai: Lameque filho de Matusalém

Esposa: Naama

Sogro: Lamec

Irmãos: não se sabe

Filhos: Sem, Cam eJafé

Local de Nascimento: Churupaque

Localização Temporal: 4000 a.C.

Tempo de Vida: 950 anos

Motivo de Morte: Não há relatos específicos da morte

Local de Morte: região do Monte Ararat

 

Referências bíblicas

·        Gênesis 5:28-10:32

·        1 Cronicas 1:3,4

·        Isaías 54:9

·        Ezequiel 14:14,20

·        Mateus 24:37,38

·        Lucas 3:36; 17:26,27

·        Hebreus 11:7

·        1 Pedro 3:20

·        2 Pedro 2:5

Fonte: Bíblia, Alcorão - Compilação: Wikipédia

 

ABRAÃO                                  Página Principal

Abraão (em hebraico: אברהם, Avraham ou ’Abhrāhām) é um personagem bíblico citado no Livro do Gênesis a partir do qual se desenvolveram três das maiores vertentes religiosas da humanidade: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Registros da história de Abraão

Abraão é citado no livro de Gênesis como a nona geração de Sem, o qual foi um dos filhos do patriarca Noé que tinha sobrevivido às águas do dilúvio.

Segundo a Bíblia, a mais provável procedência de Abraão seria a cidade de Ur dos caldeus, situada no sul da Mesopotâmia, onde seus irmãos também teriam nascido. O final do capítulo 11 do primeiro livro da Torah, ao descrever a genealogia do patriarca hebreu, assim informa, mencionando o nome anterior de Abraão:

E estas são as gerações de Tera: Terá gerou a Abraão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló. E morreu Harã, estando seu pai Terá ainda vivo, na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus. (Gênesis 11: 27-28)

O Livro dos Jubileus, considerado como uma obra apócrifa entre os judeus e cristãos, diz que Abraão, já aos catorze anos de idade, quando ainda residia em Ur dos caldeus com sua família, teria começado a compreender que os homens da terra haviam se corrompido com a idolatria adorando as imagens de escultura. Então Abraão não aceitou mais adorar ídolos com o seu pai Tera e começou a orar a Deus, pedindo-lhe que conservasse a sua alma pura do erro dos filhos dos homens e também a de seus descendentes.

Diz também o livro de Jubileus, no seu capítulo 12:10, que Abraão casou-se com Sara, no ano 49 de sua vida. E, quando o patriarca estava com 60 anos, ocorreu a morte trágica de seu irmão Harã, o pai de Ló.

Prossegue o texto bíblico informando que Terá, o pai de Abraão, após a morte de Harã, teria tomado sua família e organizado uma expedição para fixar-se em Canaã. Contudo, ao chegar numa localidade que veio a receber o mesmo nome do filho falecido, Terá permaneceu ali onde morreu com a idade de duzentos e cinco anos:

E tomou Terá a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali. E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã (Gênesis 11:31-32)

Segundo a Bíblia, no capítulo 12 do livro de Gênesis, Abrão recebeu uma promessa divina para deixar a sua terra e a de sua família. Tal chamado de Deus pode ter ocorrido quando Abraão já se encontrava com sua família em Harã.

Estevão, em seu discurso registrado no livro bíblico de Atos, informa que Deus apareceu a Abraão ainda na Mesopotâmia e Terá já havia falecido;

O Deus da glória apareceu a Abraão, nosso pai, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, e disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar. Então, saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora. (Atos 7:2-4)

 

Viagem para Harã

Há suposições de que Abraão anuiu nesta jornada em direção a Salém, mas teria sido o seu irmão Naor, o qual não tinha conhecimento dos ensinamentos de Melquisedeque, que os persuadiu a ficar em Haran.

No entanto, sabe-se que Harã, na Antigüidade, foi um importante ponto de passagem para as caravanas do Oriente Próximo. E talvez a prosperidade do local tenha motivado a fixação da família de Abrão neste local em que acredita-se que o clã deveria abastecer o povoado com seus rebanhos.

É provável que, em Harã, Abrão tenha recebido talvez um segundo chamado divino para deixar a terra de sua família e se estabelecer na terra que Deus lhe indicasse. Nesta passagem, logo no começo do capítulo 12 de Gênesis, Deus anuncia diretamente ao patriarca bíblico que ele se tornaria uma grande nação e não há nenhuma menção expressa de que a terra prometida seria Canaã, muito embora esta teria sido o destino que o seu pai teria buscado e veio a ser confirmado posteriormente.

Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engranderecei o teu nome, e tu serás uma bênção. (Gênesis 12:1-2)

Todavia, é provável que devido à profecia proferida por Noé, quando castigou a Cam dizendo que Canaã seria escravo de Sem, existisse a ideia de que Abraão deveria seguir em direção à Canaã (Gn 9:25-27). Até mesmo porque no verso 31 do capítulo 11 de Gênesis diz que Terá e sua família deixaram Ur destinados a chegar em Canaã.

 

A partida para Canaã

A Bíblia diz que Abrão, obedecendo as ordens de Deus, saiu com Ló de Harã, juntamente com sua esposa e seus bens, indo em direção a Canaã. O texto informa que Abrão já teria setenta e cinco anos de idade e dá a entender que já tivesse pessoas a seu serviço, embora nenhum filho.

Depois dessa longa jornada de Harã até Canaã, o primeiro local onde Abraão esteve teria sido em Siquém, no carvalho de Moré, onde habitavam os cananeus. Ali Deus apareceu a Abraão e lhe confirmou a promessa de dar aquela terra à sua descendência.

Tendo edificado um altar para Deus em Siquém, Abraão parte o Sul, fixando-se num lugar entre as cidades de Betel e Ai onde se estabelece com as suas tendas e constrói um novo altar.

Depois, prossegue Abraão para o sul, não havendo informações na Bíblia onde seria esse terceiro local de sua passagem, mas apenas diz que havia fome naquela terra.

Alguns, no entanto, interpretam que Abraão teria chegado a Salém, lugar que corresponderia hoje à Jerusalém. Porém, a Bíblia não diz claramente onde teria sido.

Informações não bíblicas relatam que, após a morte de Terá (Taré), o rei de Salém teria enviado um mensageiro a Abraão com o fim de lhe convidar a fazer parte do núcleo de estudantes/sacerdotes no seu reino. O mensageiro que encarregado da mensagem chamava-se Jaram e o convite era extensivo a Naor também, mas que teria optado por ficar, construindo naquele lugar uma poderosa fortificação. Abraão, contudo, partiu com o seu sobrinho de nome Ló. Assim, ao chegarem a Salém, resolveram estabelecer o seu acampamento próximo da cidade e edificar guarnições nas colinas adjacentes, de forma a protegerem-se contra os furtivos ataques dos hititas, dos filisteus e dos assírios que privilegiavam estas zonas da Palestina nos seus ataques e saques. As visitas a Salém passaram a ser uma rotina para estes dois personagens e o reflexo dos ensinamentos do sábio Melquisedec foi notório nos seus ensinamentos. [carece de fontes?]

No entanto, deve-se considerar que se Terá gerou Abrão e seus irmãos aos setenta anos (Gênesis 11:26) e faleceu aos duzentos e cinco anos (Gênesis 11:32), quando Abraão deixou Harã o seu pai certamente estava vivo com a idade de cento e quarenta e cinco anos já que o início da viagem do patriarca para Canaã ele tinha uma idade de setenta e cinco, ainda que naquela época a contagem de anos pudesse ser diferente.

 

A seca e a viagem para o Egito

A Bíblia diz que houve fome na terra prometida que Abraão havia se estabelecido em Canaã e que, por causa disso, o patriarca e todo o seu acampamento retirou-se para o Egito.

Ao chegar no país, Abraão temeu que viesse a ser morto por causa da beleza de sua mulher e por isso combinou com ela que dissesse aos egípcios que seria sua irmã, não esposa.

Assim, o faraó veio a apaixonar-se por Sara e a levou para o seu palácio, passando a favorecer Abraão. Porém, Deus castigou o rei egípcio e este mandou chamar Abraão e lhe devolveu Sara, ordenando também que deixassem o país com os seus bens.

Informações não bíblicas afirmam que, algum tempo depois de Abraão ter se estabelecido nas proximidades de Salém, houve uma seca nesta região, o que teria lhe obrigado, juntamente com o seu sobrinho, a caminharem pelo vale do Nilo, levantando novos acampamentos. Foi nessa permanência no Egipto que Abraão teria encontrado-se com um parente próximo que ocupava o trono do país de então e chegou a acompanhar duas expedições militares de muito êxito ao serviço deste rei. E, na última parte da sua estada no Egito, Abraão e Sara teriam vivido no palácio real do Egipto. Quando Abraão decidiu deixar as terras do Nilo, o rei lhe deu a sua parte nos despojos de guerra das suas expedições militares.

Tal parentesco de Abraão com o faraó egípcio não teria fundamentos na Bíblia porque Abraão era semita enquanto os egípcios teriam descendido de Cam, não de Sem, assim como os cananeus, os filisteus, os hititas e os amorreus.

De acordo com o livro apócrifo dos Jubileus, Deus quis provar o coração de Abraão, e permitiu que Sara fosse tirada dele e levada ao palácio do faraó. Porém, a Bíblia nada diz a esse respeito.

 

Regresso à Canaã

A Bíblia narra que Abraão, juntamente com sua esposa e com seu sobrinho Ló, retornou do Egito para a terra de Canaã, para o mesmo local onde havia se fixado ao Sul de Betel (provavelmente Salém). Tornou-se muito rico, possuindo rebanhos de gado, prata e ouro.

Prossegue o texto de Gênesis dizendo que Abraão retornou para Betel onde procurou o altar que havia feito para Deus e o invocou. Ali, no entanto, Abraão e Ló resolvem separar-se devido às contendas que havia entre os seus pastores por causa do numeroso rebanho que possuíam.

Estudos não bíblicos explicam que Abraão, provavelmente, tinha interesse em se tornar um grande líder na Palestina - almejava até ser um poderoso rei naquelas terras. O seu retorno a Salém só poderia ter este objetivo. Melquisedeque teria recebido muito bem Abraão de volta a Salém. Assim, Abraão teria tornado-se carismático entre esse povo e um líder conquistador.

 

A separação de Abraão e Ló

A Bíblia relata que Abrão resolveu evitar desavenças com o sobrinho por causa do rebanho e lhe deu a opção de escolher planície que desejasse. Ló preferiu fixar-se na planície do rio Jordão, na região de Sodoma e Gomorra, que antes de ser destruída era comparada com o Jardim do Éden e com o Egito. Porém, Abraão preferiu permanecer em Canaã.

Habitou Abraão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma. (Gênesis 13:12)

Acredita-se que Ló tinha uma personalidade diferente e se inclinava mais para assuntos materiais ligados a negócios diversos, sendo esse o motivo pelo qual ambos se separaram, indo Ló para a rica cidade de Sodoma e se dedicando ao comércio e à criação de animais.

Após a separação de Ló, Deus apareceu novamente a Abraão confirmando dar aquela terra à sua descendência, ordenando-lhe que percorresse a região.

Dali, Abraão levanta novamente as suas tendas e se fixa junto aos carvalhais de manre, em Hebrom, onde edificou um novo altar a Deus.

 

Relação com os povos vizinhos

A Bíblia narra que houve uma guerra ocorrida envolvendo nove reinos. Os reinos de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Zoar pagaram tributos a Quedorlaomer, rei do Elão, durante doze anos e haviam se rebelado. Assim, houve então uma guerra em que Quedorlaomer e mais três reis aliados atacaram a Palestina, ferindo a vários povos e confrontando-se finalmente com os reis de Sodoma e Gomorra que foram vencidos numa batalha em Sidim.

Com a derrota de Sodoma, Ló foi levado cativo com toda as suas riquezas. Sabendo disso, Abraão, com apenas trezentos e dezoito homens, lutou contra os inimigos e os perseguiu até as proximidades de Damasco, libertando Ló, sua família e o povo de Sodoma.

Provavelmente os povos vizinhos de Salém reverenciavam e respeitavam o Rei sábio Melquisedeque, mas de certa forma temiam o grande líder militar Abraão. As suas batalhas e conquistas tornaram-se conhecidas em toda aquela região, fazendo de Abraão um líder muito respeitado.

O rei de Sodoma, Bera, como recompensa pela libertação, chegou a oferecer os bens que foram saqueados por Quedorlaomer, mas Abraão recusou-se.

Melquisedeque partiu ao encontro de Abraão após a vitória em Sidim, já no seu triunfante regresso. A Bíblia diz que o rei de Salém trouxe pão e vinho para Abraão e lhe abençoou. Abraão, por sua vez lhe deu o dízimo de tudo que havia recobrado a Melquisedeque. Esta é a única parte no livro de Gênesis em que o personagem Melquisedeque é citado:

E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo. (Gênesis 14:18-19)

Informações não bíblicas dizem que, após a batalha de Sidim, Abraão manteve-se fiel ao seu monarca e se tornou o dirigente militar de mais onze tribos vizinhas de onde todos pagavam tributos – o chamado dízimo. Abraão fracassou algumas tentativas de estabelecer alianças diplomáticas com o soberano de Sodoma. Porém, ao conseguir o resultado, houve uma aliança militar estratégica entre o Rei de Sodoma e outros povos de Hebrom. Abraão tinha mesmo intenção de formar um estado poderoso em toda a Canaã, o sábio rei de Salém convenceu Abraão a abandonar a sua tentativa de formar um reino material e se tornar aquilo que hoje o seu nome é significado – o Pai da Fé. Para persuadi-lo, utilizou a sua aliança, a promessa do seu reino, e tornou-o como sua própria descendência.

 

A Aliança de Abraão com Deus

No capítulo 15 de Gênesis, Deus aparece a Abraão. Tendo este oferecido um sacrifício a Deus, foi-lhe revelado sobre o futuro de sua descendência que suportaria a escravidão por quatrocentos anos e que depois retornaria para a terra prometida.

Então disse a Abrão: saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia. (Gênesis 15:13-16)

Informações não bíblicas falam de uma aliança entre Melquisedeque e Abraão. Tal aliança seria um reconhecimento de Melquisedeque da soberania de Abraão e a cedência do seu trono a este líder e à sua descendência, uma vez que este rei não tinha descendentes para o substituir. Esta referência também é mencionada na Bíblia no capítulo 7 da epístola aos Hebreus, onde se refere à falta de descendência deste personagem sábio de Salém.

Todavia, o texto bíblico em Gênesis é claro em demonstrar que o diálogo de Abraão e a sua experiência foi diretamente com Deus.

 

Nascimento de Ismael

Sendo Sara estéril e pretendendo dar um filho a seu marido, ofereceu sua serva egípcia Hagar para que gerasse o primeiro filho a Abraão. Hagar então gerou a Ismael, considerado pelos muçulmanos como o ancestral dos povos árabes.

O texto bíblico informa que Abraão teria sido pai pela primeira vez aos oitenta e seis anos. E, antes mesmo do nascimento de Ismael, surgiram conflitos entre Hagar e Sara, culminando na sua fuga do acampamento de Abraão.

Tendo Hagar fugido da presença de Sara, o Anjo do Senhor apareceu-lhe quando se encontrava junto a uma fonte de água, convencendo-a a retornar, sujeitar-se à sua senhora e lhe prometendo um futuro grandioso para seu filho.

 

A mudança no nome de Abraão e a instituição da circuncisão

Aos noventa e nove anos, novamente Deus aparece a Abraão, confirmando-lhe a sua promessa. Deus ordena que Abraão e todos os homens de sua casa fossem circuncidados. E que toda criança do sexo masculino que nascesse receberia esse sinal ao oitavo dia.

O filho da … de oito dias, pois, será circuncidado; todo macho nas vossas gerações, o nascido na casa e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua semente. (Gênesis 17:12)

É nesta ocasião que Deus muda também os nomes de Abraão e de Sara, os quais até então chamavam-se Abrão e Sarai.

O nome Abraão significa pai de muitas nações.

Já a mudança do nome de Sarai para Sara é explicada na Bíblia com a promessa do nascimento de um filho, pondo fim à sua esterilidade.

 

A visita dos três anjos e a confirmação sobre o nascimento de Isaque

Abraão foi circuncidado com noventa e nove anos após Deus ter anunciado que Sara daria à luz um filho - Isaque, que seria o herdeiro da promessa. Isaque nasceu no ano seguinte a esse anúncio.

O capítulo 18 de Gênesis diz que mais uma vez Deus apareceu a Abraão quando este se encontrava nos carvalhais de manre, à porta da tenda, e viu três varões celestiais (anjos). Estes confirmaram o nascimento de um filho a Sara e estavam se dirigindo para Sodoma a fim de cumprirem a ordem divina de destruição da cidade.

 

A destruição de Sodoma e Gomorra

Temendo pela vida de seu sobrinho Ló e de sua família, Abraão intercede a Deus para que não destruísse Sodoma. Deus então promete que se achasse pelo menos dez justos ali, pouparia a cidade.

Os anjos vão até Sodoma, entram na casa de Ló e o retiram da cidade junto com sua família antes que começasse a destruição do lugar, permitindo que o sobrinho de Abraão se refugiasse nas montanhas.

E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da Campina, Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló do meio da destruição, derribando aquelas cidades em que Ló habitara. (Gênesis 19:29)

 

Abraão peregrina em Gerar

No capítulo 20 de Gênesis, Abraão parte de Hebrom para Gerar, que estaria situada entre Cades e Sur, região que corresponde á terra dos filisteus.

Temendo a Abimeleque, rei de Gerar, Abraão novamente comete o mesmo erro praticado quando esteve no Egito e diz que Sara seria sua irmã. Abimeleque apaixona-se por Sara e a toma de Abraão.

Deus então aparece em sonhos a Abimeleque e lhe adverte para que restituísse Sara a seu esposo.

Obedecendo a Deus, Abimeleque trás Sara de volta a Abraão, entregando-lhe também bens e riquezas. Abraão então ora por Abimeleque que é perdoado.

Fontes não bíblicas afirmam que, com o desaparecimento de Melquisedeque, Abraão modificou muito a sua forma de agir. Mesmo alguns historiadores defendem a ideia que era um outro Abraão que ocupou o seu lugar. Mas poderá ter sido apenas a tristeza pelo desaparecimento de Melquisedeque. Não há registro da morte de Melquisedeque e mesmo o apóstolo Paulo faz menção a esse facto na Bíblia na carta aos Hebreus (cap.7). Abraão tornou-se mais inactivo e temeroso. Tanto que ao chegar a Gerar, Abimeleque tomou-lhe a sua esposa Sara. Mas este período de aparente covardia foi curto. E logo Abraão compreendeu a herança proposta pelo seu antecessor no trono e começou a proclamar uma mensagem de um Deus único entre os povos filisteus e mesmo entre os súditos de Abimeleque.

Depois do nascimento de Isaque, Abraão e Abimeleque fizeram um pacto em Berseba, isto é, realizaram um juramento de confiança.

 

O nascimento de Isaque (Isaac)

O capítulo 21 de Gênesis diz que Abraão com a idade de cem anos quando tornou-se pai de Isaque.

Informações não bíblicas dizem que foi numa cerimónia pública e solene que Abraão teria apresentado em Salém Isaque como o seu primogênito.

No entanto, a Bíblia relata que, quando Isaque deixou de mamar, Abraão teria promovido um grande banquete em comemoração.

 

Abraão despede-se de Hagar e de Ismael

Mesmo com o nascimento de Isaque, os conflitos entre Hagar e Sara continuaram, ameaçando a paz de sua família. Abraão então resolve despedir (expulsa) sua serva junto com o seu filho Ismael.

A Bíblia diz que Deus amparou Hagar e seu filho durante a peregrinação no deserto de Parã.

 

Deus prova a fé de Abraão

Mais uma vez Deus falou com Abraão e lhe pediu uma verdadeira prova de fé, determinando que levasse o seu filho para oferecê-lo em holocausto no Monte Moriá que fica próximo a Salém.

Após ter viajado por três dias a partir de Berseba, Abraão avistou o local e subiu ao monte apenas na companhia de Isaque (Isaac). Porém, quando levantou a mão para sacrificar seu filho, foi impedido pelo Anjo do Senhor e encontrou no mato um carneiro para ser oferecido em lugar de seu filho.

O Livro dos Jubileus, no verso 16 do seu capítulo 17, explica o sacrifício de Isaque dizendo que o diabo teria pedido a Deus que provasse Abraão em relação a seu filho, o que se assemelha um pouco à história de Jó. Porém, a Bíblia nada diz a esse respeito, mencionando o fato como uma prova de obediência a Deus.

 

A morte de Sara

Segundo a Bíblia, Sara morreu em Hebrom com cento e vinte e sete anos. Abraão então adquire de Efrom, em Canaã, a Cova de Macpela por quatrocentos siclos de prata, que é considerada a primeira aquisição de uma propriedade do patriarca que sempre viveu como um peregrino em busca de melhores pastagens para o seu rebanho.

A sepultura adquirida é posteriormente utilizada pelo patriarca e por seus descendentes.

 

Abraão manda buscar uma noiva para Isaque (Isaac)

Narra o capítulo 24 de Gênesis que Abraão enviou o seu servo Eliezer para que fosse à Mesopotâmia e trouxesse uma esposa para seu filho Isaque entre os seus parentes.

Ocorreu que Milca e Naor tiveram oito filhos e netos. Eliezer então, ao chegar na cidade de Naor, encontra a Rebeca, filha de Betuel e irmã de Labão. Rebeca consente em ir com Eliezer e este a leva para Isaque.

 

A união de Abraão com Quetura

A Bíblia registra uma segunda núpcia de Abraão após a morte de Sara. Com a união de Abraão e Quetura, foram gerados mais seis filhos, dando origem a outros povos, inclusive os midianitas.

E Abraão tomou outra mulher; o seu nome era Quetura. E gerou-lhe Zinrã, e Jocsã, e Medã, e Midiã, e Isbaque e Suá. (Gênesis 25:1-2)

Indaga-se se Abraão teria mesmo se casado com Quetura ou se ela foi apenas uma segunda concubina depois de Hagar. A Bíblia pouco fala a seu respeito, sendo possível apenas fazer a suposição de que ela teria vivido com o patriarca as últimas décadas de sua vida.

De acordo com o livro apócrifo de Jubileus, em 19:11, Abraão teria escolhido a Quetura entre os servos de sua casa porque Hagar falecera antes de Sara.

 

A morte de Abraão

A morte de Abraão é comentada no capítulo 25 de Gênesis, o qual teria vivido cento e setenta e cinco anos e foi sepultado na Cova de Macpela por Isaque e Ismael.

Tudo o que tinha deixou de herança para Isaque, guardando apenas presentes para os filhos de Hagar e de Quetura. Os registros referem que todas as propriedades de Abraão foram para o seu filho Isaac, o filho de Sara que tinha o status de esposa. Agar não foi esposa de Abraão, mas sim uma concubina. Quetura foi esposa de Abraão após a morte de Sara.

Considerando que Isaque tornou-se o pai de Jacó e de Esaú aos sessenta anos, Abraão deve ter convivido com os netos durante quinze anos, muito embora o livro de Gênesis não mencione sobre esses contatos.

 

Explicação contextual

Alguns acreditam que os ensinamentos de Melquisedeque teriam sido de grande importância para aquilo que a religião tem transmitido hoje sobre Abraão. Porém, Melquisedeque é citado na Torah apenas uma vez e depois em Hebreus. O que o Antigo Testamento registra são diálogos entre Abraão e Deus, mas há quem defenda a tese de que Melquisedeque teria tido uma presença maior na vida de Abraão como um verdadeiro mensageiro de Deus na terra.

Posteriormente, os escribas encararam o termo Melquisedeque como sinónimo de Deus. Os registros de tantos contatos de Abraão e Sara com o anjo do Senhor podem referir-se às suas numerosas entrevistas com Melquisedeque.

Supõe-se que muita informação teria sido perdido pelo menos até a época em que os registros do Antigo Testamento foram revisados em massa na Babilónia. Todavia, as narrativas dos escritos religiosos hebraicos sobre Isaque, Jacó e José são fontes mais confiáveis do que aquelas sobre Abraão, embora elas contenham muitos pontos divergentes do que é factual, nomeadamente com outras referências históricas.

 

Informações importantes sobre Abraão

Acredita-se que Abraão teria vivido mais provavelmente entre os séculos XXI e XVIII antes de Cristo. Uma vez que não existe atualmente nenhum relato da sua vida independente das escrituras - especificamente, do Livro do Gênesis -, é preciso ter fé para acreditar que ele tenha sido uma figura histórica ou um personagem exaltado por Moisés a fim de explicar a origem dos hebreus e motivar o êxodo de seu povo do Egito em direção à terra de Canaã para concretizar as promessas de Deus.

Segundo o livro Gênesis, que compõe o Pentateuco do Antigo Testamento, Deus disse a Abraão para deixar Ur com a sua família em direcção à "terra que eu te indicar". Nesta terra, os seus descendentes formariam uma grande nação e herdariam uma terra "onde corre leite e mel". Sendo o povo escolhido de Deus, os hebreus conquistariam a terra prometida de Canaã, uma terra de fartura, em comparação com as que Abraão deixara para trás. Foi assim que Abraão deixou a sua vida sedentária para viajar para Canaã. Esta migração é de significado histórico comparável à epopéia de Moisés, mais tarde, trazendo os hebreus de regresso do Egipto, através do Mar Vermelho.

O Islão também considera a existência e a relevância de Abraão (com o nome de Ibrahim) como sendo o ancestral dos Árabes, através de Ishmael. A data de 1812 é por vezes apontada. A tradição judaica também aponta que o patriarca teria vivido entre 1812 a.C e 1637 a.C (175 anos). O Judaísmo, o Cristianismo e o Islão são por vezes agrupados sob a designação de "religiões abraâmicas", numa referência á sua suposta descendência comum de Abraão. Há registros que apontam para o seu nascimento em 2116 a.C..

Abraão era filho de Terah, 20 gerações depois de Adão e 10 depois de Noé. E, considerando que Noé ainda teria vivido 350 anos após o dilúvio, Abraão poderia ter conhecido o seu ancestral e também a Sem.

O nome original de Abraão era Abram, uma brincadeira judaica com Ibrim, que significa "Hebreus", para soar como "Excelso Pai". Abraão era o primeiro dos patriarcas bíblicos. Mais tarde, respondeu pelo nome de Abraham (Ibrahim), (ابرَاهِيم em árabe, אברהם em hebraico), o que significa "pai de muitos" (ver Génesis 17:5).

A história de Abraão começa quando o patriarca deixa a terra de sua família na cidade de Ur dos Caldeus e segue em direção a Canaã. A partir daí, a Bíblia relata diversas aventuras mais ou menos desconexas envolvendo Abraão, sua esposa Sara, seu sobrinho Ló, sempre realçando a nobreza do personagem e a sua obediência a Deus.

Os episódios mais emblemáticos da narrativa são aqueles que contam de como Abraão se sujeitou ao rei do Egipto, que tomou sua mulher como esposa, para salvá-la de qualquer punição. O segundo episódio marcante da vida de Abraão ocorreu em sua velhice. Sara, sua esposa, já idosa ainda não havia lhe dado um filho (seu primeiro filho Ismael, ou Ishmael, era filho de uma concubina - Agar), quando Deus teria lhe concedido esta graça, e assim nasceu Isaque, ou Isaac, a quem Abraão mais amou.

Porém, quando Isaque era ainda criança, Deus chamou Abraão e pediu que ele trouxesse seu filho ao alto de um monte chamado de Moriá ou Moriah, informando a ele, no meio do caminho, que gostaria que o velho patriarca o sacrificasse, para mostrar seu amor por Ele. Mesmo sendo Isaque o filho amado que tanto desejara por toda a vida, Abraão não relutou em sacar uma adaga e posicioná-la sobre o pescoço de seu filho. Deus então mandou um anjo para segurar o punho de Abraão, dizendo estar satisfeito com a obediência de Abraão. Em recompensa, Deus poupou seu filho, e prometeu que sua linhagem produziria uma nação numerosa que governaria toda a terra por onde Abraão havia caminhado em vida (Canaã, propriamente dita).

 

Citações

«Eu sou Javé, que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar esta terra como herança… Nesse dia, Javé estabeleceu uma aliança com Abraão nestes termos: "À tua descendência darei esta terra, desde o rio do Egipto até ao grande rio, o Eufrates"» (Gênesis 15, 7.18).

 

Bibliografia

·         Bíblia.

·         FEILER, Bruce. Abraão: uma jornada ao coração de três religiões. Sextante, 2003.

·         HARPUR, James. Abraão e seus filhos. Manole, 1998.

·         LAFON, Guy. Abraão: a invenção da fé. EDUSC, 1998.

·         VOGELS, Walter. Abraão e sua lenda. São Paulo: Loyola, 2003.

·         Wikipédia (integralmente)

 

ISAAC (Isaque)        Página Principal

Isaac, Isaque ou Yitzhak (do hebraico יצחק, literalmente "ele vai rir") é um personagem da Bíblia Hebraica, era filho de Abraão com sua esposa Sara. Após seu nascimento, seu irmão bastardo Ismael foi enviado ao sul e a história do povo judeu segue então a linguagem do filho legítimo de Abraão.


Quando ainda pequeno, Isaac foi instrumento da maior prova de fé de Abraão, quando Deus ordenou que ele levasse Isaac ao alto de uma colina para sacrificá-lo. Ao ver que Abraão, resignado e com uma faca pronta para degolar o seu filho, Deus enviou um anjo a segurar sua mão, impedindo de matá-lo.
 

As duas nações
Isaac casou-se com sua bela prima Rebeca, que foi sua única esposa. E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações. E o Senhor disse a Rebeca: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor (Gênesis 25;23).

Rebeca assim, teve dois filhos, Jacó e Esaú. O filho mais velho Esaú era o favorito do pai e teria o direito às bênçãos de Deus por ser o primogênito. Mas após Jacó ter enganado seu pai, que era muito velho e estava cego, se apresentou a Isaque como fosse seu filho mais velho e o enganou recebendo assim a bênção no lugar de seu irmão Esaú. Logo após os dois brigaram e ao se separarem, Jacó, o favorito da mãe, ficou sendo o herdeiro da tradição hebraica. Esaú por sua vez, daria início à história dos povos árabes.


A história de Isaac na Bíblia contém muitos eventos similares a outros ocorridos durante a vida de Abraão. Alguns estudiosos debatem se estas coincidências seriam fruto de um recurso estilístico com a finalidade de fortalecer o laço entre ele e seu pai, ou se seriam resultado do longo período de tradição oral desde o tempo em que Isaac foi vivo até o momento em que o livro de Gênesis teria sido compilado.

REBECA

Rebeca (do hebraico רִבְקָה, transl. Rivqá), personagem do Antigo Testamento, era filha de Betuel, irmã de Labão, mulher de Isaque e mãe de Jacó e Esaú. É também a sobrinha de Sara, da qual teria herdado a beleza.

Eliezer
Rebeca foi descoberta por Eliezer, servo de Abraão, que orou a Deus e pediu um sinal, no qual aparecesse uma donzela de grande formosura que dará de beber água a ele e aos seus camelos antes de a si própria (Gênesis 24;43-46). Coisa que não é normal até os dias de hoje. O dote de Rebeca foi o de maior proporção e riquezas da época. Foram oferecidos dez camelos (Gênesis 24;10) e vários utensílios de ouro. Após ter saciada sua sede e a de seus camelos, Eliezer imediatamente deu a Rebeca um pendente e duas pulseiras de ouro (Gênesis 24;47), e o resto do tesouro foi para o seu pai Betuel.

Talentos
Rebeca era ótima cozinheira, e ensinou tudo a seu filho Jacó que por sua vez era muito parecido com a mãe, e estava atento a todas as coisas que Rebeca fazia.
Rebeca tinha certeza que Jacó era o verdadeiro herdeiro da benção de Deus, pois soubera ela interpretar a profecia " o maior servirá ao menor." (Gênesis 25;23) Ora, Esaú de fato era o maior e mais forte, era grande de estatura, e seu corpo era peludo (Gênesis 25;25), não dava muita importância no valor da primogenitura e chegou a trocá-la por um prato de lentilhas (Gênesis 25;34), tomava para si mulheres estrangeiras (Gênesis 23:34). Rebeca ensinou também a Jacó o valor de sua parentela (Gênesis 26:35), no qual ele tomaria para si somente mulheres entre o seu povo: (Que no futuro seria sua sobrinha, a bela Raquel).

Bençãos
Rebeca tinha certeza que estava fazendo a vontade de Deus quando aconselhou a Jacó a se passar por Esaú e receber as bençãos de Deus (Gênesis 27;6-17). Jacó então recebeu todas as bençãos de Deus, Jacó é o pai da nação de Israel junto com a bela Raquel, a mãe, e Rebeca, a avó.

Morte

Rebeca adoeceu durante o exílio de Jacó na casa de seu irmão Labão, e morreu durante o retorno de Jacó a Canaã com sua grandiosa família, empregados, e possessões. Débora foi quem cuidou de Rebeca até o seu falecimento.
Rebeca morreu em um lugar que Jacó chama de Alon Bachut (hebraico: אלון בכות), “carvalho do pranto”. A Bíblia só fala a respeito da morte de Débora, ama de Rebeca (Gênesis 35:8). De acordo com o Midrash, o formulário plural da palavra Alon Bachut traduz uma "tristeza em dobro", indicando que Rebeca também teria morrido neste lugar.
Conforme a tradição, Rebeca foi enterrada na caverna dos Patriarcas, em Hebron.

 

Fontes:

Bíblia Sagrada; Antigo Testamento, Torá e a Midrash

 

ISMAEL     Página Principal

Ismael, Ishmael ou Yishma'el (em hebraico: יִשְׁמָעֵאל, hebraico moderno: Yishma'el, tiberiano: Yišmāēl; grego: Ισμαήλ Ismaēl; latim: Ismael; árabe: إسماعيل‎, Ismāīl) é um personagem primeiramente mencionado no livro de Gênesis e depois referenciado no Alcorão. De acordo com Gênesis, Ismael foi o primeiro filho de Abraão, que o teve através de sua segunda esposa, Agar. Apesar de nascer de Agar, de acordo com a lei mesopotâmica, Ismael era creditado como filho de Sara tornando-se um herdeiro legal através do casamento. (Gênesis 16:2-3) Ismael cresceu como um cidadão da classe de escravos no estabelecimento de Abraão e tornou-se um homem livre aos 14 anos de idade. Ismael e sua mãe moraram no deserto de Parã. Anos depois tornou-se um arqueiro e casou-se com uma mulher egípcia, com a qual ele teve pelo menos 13 filhos. Ismael viveu até os 137 anos de idade.


EtimologiaCognatos do hebraico Yishma'el existiram em várias culturas semíticas antigas. Por exemplo, sabe-se que o nome era usado na antiga Babilônia e em Minaean. É traduzido literalmente como "Deus escutou", sugerindo que "uma criança assim chamada foi considerada como cumprimento de uma promessa divina".

Ismael em Gênesis

Ao deparar-se na condição de não conseguir ter filhos, Sara sugere à Abraão que ele tome por esposa sua escrava egípicia Agar e que tivesse um filho com ela e que através disso ela seria mãe. "E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de gerar; entra pois à minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai." Gênesis 16.2.

Porém DEUS havia falado com Abrãao que seria Isaque e não Ismael que seria o filho da promessa, isso fica claro em Gênesis 17.19: "E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele."

Com o nascimento de Isaque, surgem conflitos entre ele e Ismael e Sara, impelida pelas provocações, exige que Abrãao mande embora Agar e Ismael. O conflito se torna claro em Gênesis 21.9-10 "E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual tinha dado a Abraão, zombava. E disse a Abraão: Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho."

Preocupado com isso, Abrãao consulta a DEUS que lhe garante a segurança do menino e da mãe e que dele também fará uma nação. "E pareceu esta palavra muito má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho. Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência. Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua descendência." Gênesis 21.11-13.

Após isso Abraão enviou Agar e Ismael para o vale árido de Becá, ao sul. Ismael deu origem a nação árabe, e Isaac origem a nação judaica.

Em Gênesis 25:12-18 fala sobre a descendência de Ismael: "Estas, porém, são as gerações de Ismael filho de Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão. E estes são os nomes dos filhos de Ismael, pelos seus nomes, segundo as suas gerações: O primogênito de Ismael era Nebaiote, depois Quedar, Adbeel e Mibsão, Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes pelas suas vilas e pelos seus castelos; doze príncipes segundo as suas famílias. E estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos, e ele expirou e, morrendo, foi congregado ao seu povo. E habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, como quem vai para Assur; e fez o seu assento diante da face de todos os seus irmãos."

E em Gênesis 28:8-9 fala sobre Esaú quando toma sua prima Maalate como mulher: "Vendo também Esaú que as filhas de Canaã eram más aos olhos de Isaque seu pai, foi Esaú a Ismael, e tomou para si por mulher, além das suas mulheres, a Maalate filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote."


Ismael em outras religiões:
No século VII, com as mensagens de Deus sendo enviadas ao profeta Maomé, a história de Ismael voltou a tona.

De acordo com o Espiritismo, Ismael é o mentor espiritual do Brasil, desde os tempos da descoberta do Brasil

Fonte: Bíblia, Alcorão - Compilação Wikipédia
 

JACOB E JOSÉ    Página Principal

JACOB

Jacob ou Jacó (em hebraico: יעקב, transl. Yaaqov, em árabe: يعقوب, transl. Yaqūb; no texto grego da Septuaginta: ακώβ; traduzido como "aquele que segura pelo calcanhar"), também conhecido como Israel (em hebraico: יִשְׂרָאֵל, transl. Yisrael; em árabe: اسرائيل, transl. Isrāīl; no grego da Septuaginta: σραήλ; traduzido como "aquele que luta com Deus"), foi o terceiro patriarca da bíblia. Jacó era filho de Isaac e Rebeca, irmão gêmeo de Esaú e neto de Abraão. Sua história ocupa vinte e cinco capítulos do livro de Gênesis.[1]

Jacó teve doze filhos e uma filha de suas duas mulheres, Léia e Raquel, e de suas duas concubinas, Bila e Zilpa. Ele foi o antepassado das doze tribos de Israel. Seus filhos são Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim e sua filha era Diná.[2]


ESCADA DE JACÓ

"Gênesis 28:11 Tendo chegado a certo lugar, ali passou a noite, pois já era sol-posto; tomou uma das pedras do lugar, fê-la seu travesseiro e se deitou ali mesmo para dormir. Gênesis 28:12 E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. " Pode ser erro de tradução, pois os anjos desciam do céu e retornavam a ele.

ESCADA DE JACÓ - SHAVUOT

Por: 18/08/02 Benjamin Mandelbaum (Estudo Cabalístico)

Shavuot, chamada de Pentecostes, é a festa do tempo, literalmente quer dizer semanas. Refere-se ao espaço de tempo das 7 semanas, contados a partir da páscoa judaica, o Pessach. Estas duas junto com Sucot, Cabanas, são festivais chamados de “regalim”= caminhadas[1], nas quais se peregrinava até o Beit Hamidash =Casa Sagrada em Jerusalém. É tempo de ir ao Templo, destacar[2] o sagrado do cotidiano. Esta unidade espaço temporal é análoga ao ensinamento da física moderna que demonstra a intrínseca unidade espaço-tempo. Assim, embora siga linearmente o calendário da contagem semanal, é preciso lembrar que os Tempos e os Espaços místicos são Outros, unos entre si e distintos da racionalidade habitual que os dissocia. Desse modo, por exemplo, a tradição mística judaica conta que a Torá já estava escrita antes da própria criação, sendo só posteriormente outorgada ao povo judeu por ocasião de Shavuot.

Shavuot sintetiza dois tempos, enquanto tempo terreno agrícola como Yom Habicurim, Dia da Colheita, coincide com as primícias da colheita, espiritualmente levadas ao Templo Sagrado. Lembremos que a Torá , como canta a liturgia, é chamada de Árvore da Vida. Shavuot enquanto tempo espiritual se materializa na entrega da Torá , literalmente “Matan[3] Torá”. A eternidade da Torá, partícipe da própria criação do universo, se pontualiza neste dia, tal como a grande restrição Divina do Tzim-Tzum para criação do mundo.

Após a libertação da escravidão contam[4] 7 semanas, 7 x 7 = 49 dias, que se chama Sefirat HáOmer, até o recebimento, ou seja a Cabalá da Torá, que será o Guia da travessia do deserto rumo a Terra Prometida. Este tempo-espaço entre a libertação da escravidão e o recebimento da Torá, representa uma preparação, um processo de amadurecimento. É a diferença entre se liberar e ser livre, a primeira tem a importância de se referir a se libertar de algo ou alguém, corresponde a uma atitude reativa, da negação da negação, do direito a dizer não, excluir, já ser livre implica em escolher numa atitude proativa que implica no direito de dizer sim, de acatar. Só livre pode o povo eleger a Torá, tal como conta tradição que a Torá foi oferecida a outros povos mas foi o povo judeu que a aceitou para cumprir-lhe os mandamentos, daí melhor compreendermos a significacão do povo eleito5 como povo eleitor, o que elegeu seguir os preceitos da Torá.

O caminho da transcendência corresponde a um processo maturacional[6] e é uma das principais temáticas judaicas, aparecendo de várias maneiras, tais como na criação do mundo em 7 dias, no episódio da Árvore do Conhecimento comida antes do tempo[7], no casamento prematurado de David com Betsabá, nas orações[8] de espera e purificação, como o Mikvê, as ritualizações do Kasher e nas prescrições sobre as primícias do campo.

Também pode ser verificado no recebimento da Torá, pois este se dá em 4 tempos, como se fossem quatro sendo ao mesmo tempo uma única: a primeira Torá é dada na Explosão Oral Divina, insuportável aos ouvidos[9] dos israelitas, a segunda que foi quebrada por Moisés no episódio do bezerro de ouro[10], a terceira recebida por Moisés e guardada na arca da Aliança e a quarta escrita-oral, espaço-tempo, transmitida de geração em geração, que é a que conhecemos. Estes 4 tempos correspondem ao ensinamento cabalístico sobre a existência dos 4 mundos: o Mundo da Emanação ( Atzilut), da Criação ( Briá ), da Formação (Yetzirá) e Realização (Assiá) e os 4 elementos Fogo, Água, Ar e Terra.

O poema sapiencial Qohélet, Eclesiastes, literalmente quer dizer “ O que sabe “ diz que para tudo, seu momento, e tempo para todo o evento, sob o céu. Tempo de plantar e tempo de colher. Shavuot é festa da contagem paradoxal do tempo, na junção da eternidade onde reina a unidade do tempo de plantar e de colher. É tempo de caminhada e de chegada, de ascenção, da junção do espiritual com o material, de saborear as primícias dos frutos da Árvore da Vida renovadores e sonhar com a terra prometida, a Jerusalém Celestial e a salvação Messiânica, quando cohabitará a paz entre os seres vivos, ressuscitados em santidade. Colhemos aquilo que plantamos. Primeiramente limpamos e aramos a santa terra, como nosso corpo, para então colocarmos a semente, como na estória do pé de feijão mágico. Há de se haver descido11 para poder se ascender.

Mesmo que tudo isto seja um sonho, quando não é solitário passa a ser chamado de realidade. Por isso fazemos as assembléias dos Sonhos em Shavuot. Sonhar e contar com línguas de fogo. Além de sonhar e contar vamos interpretar, pois um sonho não interpretado como diz a tradição é uma carta que não foi aberta.

Vamos começar nos apropriando agora do primeiro sonho bíblico que é o de Jacó12 e interpretarmos juntos o seu sentido e utilizarmos o instrumento místico que nos ensina que é a Escada de Jacob, na escalada concreta do caminho espiritual.

A ESCADA DE JACÓB

Bereshit XXVIII “VAYETZÉ” ( “E SAIU”)

Versículo10. - E saiu Jacob de Beer-Shéba, e foi a Haran. E chegou ao lugar ( Makom 13), e pernoitou ali, porque se havia posto o sol. E tomou das pedras14 do lugar, e colocou-as à sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar. E sonhou, e eis que uma escada15 estava apoiada na terra, e seu topo chegava aos céus: eis que anjos de D”S subiam e desciam por ela. E eis que o Eter-no estava sobre ela, e dizia: “Eu sou o Eter-no, D”S de Abrahão , teu patriarca, e D”S de Isaac. A terra sobre a qual tú estás deitado , a ti darei-a, e à tua semente . E será tua semente como o pó da terra, e te espalharás ao oeste, e ao leste, e ao norte, e ao sul. E se abençoarão em ti todas as famílias da terra, e em tua semente ... ”. E despertou Jacob de seu sono, e disse: “Certamente o Eterno está neste lugar, e eu não sabia. E temeu e disse; “Quão espantoso é êste lugar! Êste não é outro que a casa de D”S, e

esta é o portal dos Céus ... e chamou o nome daquele lugar BETH-EL.

A menção é de subiam e desciam e não o inverso, o que seria mais lógico, nos mostrando que circulam pela terra anjos, que taqnto podem se referir àqueles que nos protegem quanto àqueles tal como Enoch que ascendeu na figura Arqui-angélica de Metraton. Mas para tanto utilizavam de uma escada e é esta escada que vamos meditar agora utilizando das transparências. Depois, para podermos atingir os quatro  mundos vamos conectá-las em 4 entre si. Referindo-se ao próprio corpo, vamos colocar as 4 juntas de pé junto ao Monte Sinai e subir para o Cabalat Torá, o Recebimento da Torá, da Noiva/º

 

Referencias:

1.      As peregrinações, colocar o pé malkutiano na estrada, fazem parte de outras culturas que cultuam o crescimento espiritual como processo maturacional no caminho da transcedência. Assim, por exemplo, os sufis e o próprio Islam tem na ida a Meca, uma de suas 5 regras básicas, o Caminho de Santiago de Compostela para os cristão, da mesma forma que nós aqui no nosso Shavuoton, peregrinamos para um retiro, sacralizando este lugar e este momento.

2.      Que é o sentido da palavra Kadosh= sagrado como distinguir, destacar do comum .

3.      Matan e não Natan pois trata-se de uma custódia da Torá ou que ela está sempre sendo dada.

4.      O Sefer Yetzirá ensina sobre as contas, os contos e a contação.

5.      Assim como o povo israelita foi eleito para guardar e seguir a Torá , o muçulmano o foi para o Al-Corão, o cristão para os Evangelhos, o Hindu para o Bagawaghita, etc.

6.      O processo maturacional é constitutivo do ser humano em sua imaturidade essencial e natureza prematura.

7.      Kafka disse que o homem perdeu o paraíso por causa de sua pressa e para êle não retorna em função da sua preguiça.

8.      Canta o salmista “Espera pelo Senhor e tem bom ânimo” Sl 27:14

9.      Analogamente a narrativa cabalista sobre a criação do mundo através das sefirot , os vasos da Árvore da Vida, que teriam

10.  se partido, a Schevirá, não suportando a primeira emanação da Divina Luz Infinita, o Ayn Sof Aor.

11.  O dia 17 de Tamuz jejua-se diurnamente para relembrar a quebra das Tábuas.

12.  Jacó soube interpretar corretamente transmitindo este dom a seu filho José, que bem antes de Freud, já interpretava os sonhos.

13.  Uma das denominações de D”S é HaMakom, O Lugar, também referido como Malkhut, O Reino e Schechina, A Divina Presença, O Feminino Mater-ializado de D”S. Como diz a canção popular brasileira “ Que a vida não é só isso que se vê, é um pouco mais que os olhos não conseguem compreender, que as mãos não ousam tocar... sei lá ...não sei não... a beleza do Lugar”.

14.  Conta o Rashi : “as pedras começaram a brigar umas com as outras disputando ser o apoio da cabeça do justo, então o Divino transformou-as numa pedra só. Lição de humildade que será retomada em outras passagens tais como na disputa dos Montes do deserto para o recebimento da Torá, que foi ganha pelo Monte Sinai pela sua singela modéstia, ou ainda no Zoar na apresentação das letras frente ao Criador na gênesis do mundo. Desta forma humilde, que vem de húmus=terra=adamá, que devemos entender o adjetivo de povo eleito. O povo judeu foi o povo eleito para receber a Torá sem dúvida, como o Budista do BaghavaGuita, o muçulmano o Al-Corão, o Cristão os evangelhos e assim por diante. Povo eleito principalmente por ser ele o povo eleitor que A elegeu. Tal como conta a tradição judaica que D”S havia oferecido a Torá antes a outros povos, mas foi o povo judeu que a escolheu, acolheu e recebeu (Cabalá ).

15.  L C= sulam Será daí que a Sulamita que nos canta os Cânticos a prova que o amor é uma ascese, uma ascensão ao Senhor?

 

Jacó e José: Uma Diferença Fundamental

Quando estava voltando para Canaã, Jacó lutou a noite toda com o Senhor (Gênesis 32:22-32). Mas esta não foi apenas uma batalha de uma noite. Jacó tinha estado lutando toda a sua vida com Deus. Ainda que Deus o tivesse escolhido desde o berço para ser exaltado acima do seu irmão gêmeo mais velho, Jacó não confiou que o Senhor cumprisse a promessa. Ele confiou em sua própria esperteza para fazer com que Esaú vendesse seu direito de primogenitura. Ele e sua mãe se acumpliciaram para roubar a bênção que seu pai tencionava dar a seu irmão. Durante 20 anos, Jacó e seu sogro tentaram passar a perna um no outro sobre tudo, desde mulheres até ovelhas. E agora, com mais de 90 anos de idade, Jacó finalmente aprendeu a confiar em Deus.

 

José, como Jacó, foi escolhido por Deus para ser exaltado acima de seus outros irmãos. Durante muito tempo, parecia que Deus tinha esquecido suas promessas. Tudo ia mal na vida de José. Ele foi vendido por seus próprios irmãos para ser escravo em um país estrangeiro. Quando as coisas estavam melhorando, ele foi acusado falsamente e preso. Mas, através de todas estas experiências difíceis, José demonstrou uma fé muito mais forte do que seu idoso pai tinha mostrado. Ainda que com apenas 17 anos de idade quando foi separado de seu pai, José permaneceu fiel a Deus. Quando foi tentado, recusou-se a pecar contra Deus (Gênesis 39:9).

Muitas pessoas, hoje em dia, imitam Jacó. Não querem confiar que Deus cumpra suas promessas, e sentem-se compelidas a buscar suas próprias soluções. A vida para tais pessoas é uma contínua série de crises não resolvidas. Jacó levou 90 anos para aprender a confiar em Deus. Algumas pessoas nunca aprendem.

 

Outros imitam José. Para estas pessoas prudentes, a fé não é apenas uma diversão ocasional; é um modo de vida. Estas pessoas também têm problemas, algumas vezes sérios e dolorosos, mas, consistente-mente, elas procuram conselho de pessoas devotas e aplicam as soluções de Deus em seus problemas. Como José, elas freqüen-temente não sabem quando ou como Deus cumprirá suas promessas, mas a fé delas nunca enfraquece.

 

A diferença fundamental entre Jacó e José foi uma questão de fé. Quem você imita?

por Dennis Allan

 

Quem foi Jacó? (Estudo Adventista)

JACÓ, o enganador, é transformado em ISRAEL, o príncipe de Deus.

Nenhuma outra personagem da Bíblia representa mais claramente que Jacó, o conflito entre os baixos e altos da natureza humana.

Começando numa descendente, às vezes alcançava grandes alturas, porém outras vezes afundava-se na sórdida luta pela ganância. Mas alcança por fim o nível da fé triunfante.

Nenhum leitor fervoroso, que estuda a história do curso da vida deste homem pode duvidar que, apesar de todas as suas debilidades, foi um instrumento escolhido por Deus.

Duas verdades principais iluminam sua vida:

1 - A infelicidade produzida por problemas familiares e a poligamia. Este fato é ilustrado pela sua vida

2 - O poder transformador da comunhão com Deus. Esta verdade brilha claramente através de todas as experiências mais elevadas deste homem escolhido. O diagrama de sua vida espiritual ilustra os elementos humanos e divinos manifestados em sua vida. A linha curva marca os níveis altos e baixos de sua vida.

I. Seus primeiros anos.

Descida , problemas domésticos.

Nota: As letras referem-se aos pontos no diagrama acima:

A. Compra de seu irmão Esaú os direitos de primogenitura, Gn 25: 29,34

B. Engana o seu idoso pai, Gn 27: 1,29

C. Vê-se forçado a fugir para salvar a vida. Vai a Padã-Arã a fim de escolher sua esposa, Gn 27:41; 28:1-5

Uma experiência noturna em nível alto.

D. A visão espiritual e o voto em Betel, Gn 28: 10-22 – 10

 

II. Em Harã.

Os problemas familiares continuam.

E. Decepção no romance devido ao engano, Gn 29; 15-30

– Depois, disse Labão a Jacó: Acaso, por seres meu parente, irás servir-me de graça? Dize-me, qual será o teu salário? Ora, Labão tinha duas filhas: Lia, a mais velha, e Raquel, a mais moça. Lia tinha os olhos baços, porém Raquel era formosa de porte e de semblante.

Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por tua filha mais moça, Raquel.

Respondeu Labão: Melhor é que eu ta dê, em vez de dá-la a outro homem; fica, pois, comigo. Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.

Disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, pois já venceu o prazo, para que me case com ela. Reuniu, pois, Labão todos os homens do lugar e deu um banquete. À noite, conduziu a Lia, sua filha, e a entregou a Jacó. E coabitaram. (Para serva de Lia, sua filha, deu Labão Zilpa, sua serva.) Ao amanhecer, viu que era Lia. Por isso, disse Jacó a Labão: Que é isso que me fizeste? Não te servi eu por amor a Raquel? Por que, pois, me enganaste?

Respondeu Labão: Não se faz assim em nossa terra, dar-se a mais nova antes da primogênita. Decorrida a semana desta, dar-te-emos também a outra, pelo trabalho de mais sete anos que ainda me servirás. Concordou Jacó, e se passou a semana desta; então, Labão lhe deu por mulher Raquel, sua filha. (Para serva de Raquel, sua filha, deu Labão a sua serva Bila.) E coabitaram. Mas Jacó amava mais a Raquel do que a Lia; e continuou servindo a Labão por outros sete anos

F. A grande e sórdida luta com seu sogro e o ciúme entre suas esposas.

G. Movimento ascendente, o chamado divino para regressar à terra prometida Gn 31:3 – E disse o SENHOR a Jacó: Torna à terra de teus pais e à tua parentela; e eu serei contigo. Parte em segredo, mas seu sogro o persegue, Gn 31:20-24 – E Jacó logrou a Labão, o arameu, não lhe dando a saber que fugia. E fugiu com tudo o que lhe pertencia; levantou-se, passou o Eufrates e tomou o rumo da montanha de Gileade. No terceiro dia, Labão foi avisado de que Jacó ia fugindo. Tomando, pois, consigo a seus irmãos, saiu-lhe no encalço, por sete dias de jornada, e o alcançou na montanha de Gileade. De noite, porém, veio Deus a Labão, o arameu, em sonhos, e lhe disse: Guarda-te, não fales a Jacó nem bem nem mal.

H. Em seu caminho de obediência encontra-se com mensageiros angelicais, Gn 32:1-

 

Outra grande experiência espiritual.

I. Alarmado pela aproximação de seu irmão com quatrocentos homens, recorre à oração, Gn 32;3-12,

J. Passa uma noite lutando com Deus, em súplica desesperada. Sai vitorioso e recebe novo nome, ISRAEL, Gn 32:24-32. Tem um encontro afetuoso com seu irmão Esaú, Gn 33:1-16

K. Sua filha Diná é desonrada, Gn 34:1-5.

L. Devido à vingança de seus filhos, vêm dificuldades sobre ele, Gn 34:7-31.

M. Quando chega em Betel, lembra de sua visão ali e erige um altar, Gn 35: 1- 15.

 

III. Seus últimos anos.

Os problemas domésticos continuam.

N. A parcialidade paterna e os ciúmes dos irmãos fazem com que José seja vendido ao Egito, Gn 37: 1-36.

O. Outros problemas familiares, Gn 38:1-30.

P. O êxito de José e seu chamado divino ao Egito, Gn 39 a 45: Gn 46:1-4.

 

Seus últimos dias.

Q. À beira da morte, bendiz seus netos e filhos, Gn 48 e 49.

R. Muitos creêm que ele profetizou a vinda do Messias, Gn 49:10

 

Caracteristicas do seu caráter

Astuto Gn 25:31-33, Enganador Gn 27:18-19, Colheu o resultado do seu próprio pecado, Gn 27:42,43, Tornou-se religioso, Gn 28:10,20,21, Afetuoso Gn 29:18, Trabalhador Gn 31:40, Habituado à oração Gn 32:-12,24-30, Disciplinado pela Aflição Gn 37:28,42:36, Homem de Fé Hb 11:21.

Autor:

Estudo Adventista: http://setimodia.wordpress.com/2008/06/15/quem-foi-jaco/

 

Referências

1.      Seu nascimento é descrito em Gênesis 25:19 e sua morte em Gênesis 50:13.

2.      Durante o Êxodo do Egito, a tribo de José foi dividida em duas, as tribos de Manassés e Efraim (os dois filhos de José com a sua esposa egipicia Asenath, que José elevou ao estado de tribos).

Fonte: Biblia

 

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JOSÉ

José ou José do Egito (em hebraico יוֹסֵף, significando "Yahweh acrescenta"; Yôsēp em hebraico tiberiano; mais tarde designado como צפנת פענח, Tzáfnat panéach ou áfənat paʿnéa, em hebraico padrão ou āp̄əna paănēª em hebraico tiberiano, do egípcio que significaria "Descobridor das coisas ocultas") foi o décimo primeiro filho de Jacó, nascido de Raquel, citado no livro do Génesis, no Antigo Testamento, considerado o fundador da Tribo de José, constituída, por sua vez, da Tribo de Efraim e da Tribo de Manassés (seus filhos). Quando foi coroado como um homem de confiança ao Faraó, foi-lhe concedida a mão de Azenate, serva do faraó anterior.

História

Filho preferido de Jacó, apesar de não ser o seu primogênito (mas o primeiro filho de Raquel, a mulher que mais amava), José nunca escondeu a sua posição de superioridade em relação aos outros irmãos, que se ia manifestando através de sonhos em que a sua figura tomava sempre um lugar de destaque e liderança. O favoritismo, de que era alvo por parte do pai, valeu-lhe a malquerença dos irmãos, que o venderam, por 20 moedas (sheqel) de prata, como escravo a mercadores ismaelitas, os quais levaram José ao Egito[2] do período da XVII dinastia.

Já no Egito, foi comprado por Potifar (oficial e capitão da guarda do rei do Egito), de quem conquistou a confiança e tornou-se o diligente dos criados e administrador da casa. Na casa de Potifar, acabou estudando com um escriba e aprendeu o antigo egípcio. Foi preso após acusação injusta de tentativa de abuso da mulher do seu amo, depois de uma tentativa frustrada de sedução por parte desta.

Na prisão

Na prisão, tornou-se conhecido como intérprete de significado dos sonhos. Lá, ele decifrou o sonho do copeiro-chefe e padeiro-chefe do palácio do Faraó, que foram presos acusados de conspiração. Segundo a interpretação de José, o sonho do padeiro-chefe indicava que este seria enforcado, mas o do copeiro-chefe indicava que este seria salvo, tendo isto mesmo ocorrido (Gênesis 40:1-22).

O sonho do Faraó

Vale ressaltar que àquela época a casta dos sacerdotes se opunham ao faraó, apoiavam um outro faraó, Taá II, que tinha domínio no Alto Egito e sempre estavam por trás das fomentações de conspirações. O faraó Apopi I pertencia a linhagem dos hicsos, um povo que havia invadido e tomado o poder no Egito.

Um dia, o Faraó teve um sonho profético no qual 7 vacas magras comiam 7 vacas gordas e mesmo assim continuavam magras[3]. Para explicar seu sonho, ele convocou todos os sacerdotes do Egito para decifrá-lo. Nenhum desses conseguiu, então o copeiro-chefe se lembrou do escravo na prisão, José, que tinha decifrado seu sonho e indicou-o ao Faraó. Então, o Faraó chama José e este consegue dar uma interpretação que o satisfaz, de que o Egito passaria por 7 anos de fartura e 7 anos de seca, consecutivos.

José torna-se Adon do Egito

Logo após a interpretação de José, o Faraó, muito satisfeito com a inteligente interpretação de José, dá a José um anel de seu dedo e o nomeia Adon do Egito, um cargo semelhante a chanceler, apesar de algumas versões da bíblia trazerem a palavra Governador.

José, então, ordena que se construam celeiros para guardar a produção do Egito durante os anos de fartura. Em verdade, também, José, nos anos em que passou na prisão, havia se inteirado da situação política do Egito e sabia também que nos anos de seca apenas ele, do Baixo Egito, teria comida criando assim uma vantagem sobre o soberano egípcio Taá, apoiado pela casta sacerdotal e que governava o Alto Egito. E assim aconteceu. Nos 7 anos de seca, José, que vendia os cereais dos celeiros reais a preço de ouro, conseguiu comprar para o Faraó quase a totalidade das terras do Alto Egito.

José reencontra-se também, com os seus irmãos, que pensavam erradamente que José ia matá-los. José depois se apresentou a seu pai que correu aos braços arrependido, e com a chegada destes, com seu pai, ao Egito. É assim que o povo israelita se instala no Egito, antes de ser escravizado e, mais tarde, libertado sob a liderança de Moisés.

O fim do governo

É possível que durante os anos de seca os sacerdotes tenham conseguido despertar a ira popular contra José e Apopi I, o faraó hicso, pois é durante esses anos que acontecem vários conflitos civis contra os governantes que terminaram com a vitória do faraó Taá II e seu exército, que tomaram primeiro Mênfis e depois a então capital Tânis.

Vendo-se sem condições de vencer, Apopi e seus vassalos refugiam-se em Aváris, a cidade fortaleza construída pelos hicsos. Os hicsos acabaram finalmente vencidos, depois de aproximadamente 500 sobre as terras do Egito, por Ahmés I filho de Taá, na XVIII dinastia. É muito provável que José tenha morrido durante esses combates contra Taá II ou em um dos conflitos civís.

Mesmo com a ascensão demorada de José, que era cárcere e, depois de Deus o usar como intérprete para os sonhos do Faraó Ramsés, se tornar o 2º na terra do Egito, nunca foi vista uma mudança de ego em José. Após o encontro com sua família, José arranjou a melhor terra no Egito para que sua família morasse.

 

José viveu muitos anos até sua morte, mas nunca se esqueceu da aliança de Deus para o povo de Israel. Essa aliança foi a de que a terra de Canaã, onde morava seu pai Jacó, seria dada à Abraão e seus descendentes. Antes de sua morte, José pediu para que fosse enterrado na Terra de Canaã, pois era a Terra que Deus tinha dado a Abraão e seus descendentes por herança. O povo de Israel somente saiu do Egito na época de Moisés.

Na cultura popular

A figura de José inspirou vários autores e artistas ao longo da história, devido à riqueza narrativa do relato que é, sem dúvida, uma das mais populares gestas bíblicas. Thomas Mann recontou a história em José e seus irmãos e Andrew Lloyd Webber, com "José e o deslumbrante manto de mil cores", passou a história para um musical de sucesso. Depois de arrependidos, José ajudou seus onze irmãos: Zebulom, Issacar, Rúben, Naftali, Benjamin, Dã, Simeão, Levi, Judá, Gade e Aser.

Outras leituras

·                       A Bíblia Sagrada, Gênesis, do capítulo 37 ao capítulo 50

·                       O Chanceler de Ferro, Wera Krijanowsky e Conde J. W. Rochester, FEB (literatura espírita)

Símbolo da tribo de José

Notas e referências

1.                    Segundo o Gênesis.

2.                    A Bíblia Sagrada, Gênesis, capítulo XLIV, versículos 5,15

3.                    Gênesis, cap. 41, v. 1...7

Fonte: Compilação Wikipédia

 

 

SANSÃO E DALILA   Página Principal

Sansão, de acordo com a sua descrição na bíblia hebraica, foi um homem nazireu, filho de Manoá, nascido de mãe estéril (Juízes 13:2) e que liderou os israelitas contra os filisteus. Ele era da tribo de Dã e foi o décimo terceiro juiz de Israel, sucedendo a Abdon. A Bíblia relata que Sansão foi juiz do povo de Israel por vinte anos (Juízes 16:31), aproximadamente de 1177 a.C. a 1157 a.C. [1], sendo o sucessor de Abdon e o antecessor de Eli.

Distinguia-se por ser portador de uma força sobre-humana que, segundo a Bíblia, era-lhe fornecida pelo Espírito do Senhor enquanto se mantivesse obediente ao senhor dos Exércitos (ver artigo sobre os nazireus). Subjugava facilmente seus inimigos e produzia feitos inalcançáveis por homens comuns, como rasgar um leão novo ao meio, enfrentar um exército inteiro e matar uma multidão de filisteus(depois de descobrir que foi enganado) para pegar suas roupas, pagando uma aposta. (Juízes 14:6; 15:14; 16:23).

De acordo com o texto bíblico, Sansão apaixonou-se por Dalila, a qual o traiu entregando-o aos filisteus, depois de saber sobre o segredo de seus cabelos.

Sansão morreu sacrificando-se para se vingar de seus inimigos, após ter clamado a Deus pela restituição de sua força para um último e definitivo ato.

 

Sua história inspirou o filme Sansão e Dalila de Cecil B. DeMille, feito em 1949.

 

Precedido por
Abdon

Juiz de Israel

Sucedido por

Eli

 

Juízes 13:1-5 e 13:24-16:31

Versículo para memorização – Juízes 16:21

Provavelmente, o mais interessante e, certamente, o mais conhecido dos Juízes de Israel foi um homem chamado Sansão. Julgou Israel por apenas vinte anos, mas, durante esse período, seus feitos foram tão numerosos e espetaculares que toda criança sabe alguma coisa de Sansão.

Antes mesmo que Sansão tivesse nascido, Deus revelou a sua mãe e pai que era eleito para libertar Israel da opressão dos filisteus. A principal frase acerca da vida e da obra de Sansão é “O espírito de Deus veio sobre ele”.

Ainda enquanto era jovem, o espírito de Deus movia-o de tempo em tempo – (Juízes 13:25).

 

Quando ficou adulto, foi atacado por um leão. Pelo poder de Deus, Sansão literalmente dilacerou o leão apenas com suas mãos – (Juízes 14:5 e 6). Logo depois disso, matou, sozinho, trinta filisteus – (Juízes 14:19).

 

Provavelmente, o evento mais memorável de sua vida foi quando amarraram-no com cordas e entregaram-no aos filisteus. O espírito de Deus veio sobre ele, que quebrou suas algemas, e, pegando a queixada de um jumento, matou mil filisteus armados.

 

Sansão, entretanto, não era um homem de obediência a Deus, era freqüentemente teimoso e mundano. Isso o conduziu a muitos problemas. Fez más companhias e associou-se com mulheres de tipo errado. A mais conhecida dessas mulheres foi Dalila. Sansão a amou, mas a lealdade dela pertencia aos filisteus e ela estava determinada a entregar-lhes Sansão. No princípio, Sansão não lhe disse que seu poder assentava-se no espírito de Deus, através dos sete cachos de seu cabelo. Mas, a associação mundana gasta a resistência do povo de Deus e, finalmente, disse-lhe. Ela cortou seu cabelo e ele foi entregue aos filisteus. Arrancaram-no os olhos e fizeram-no escravo. Deus ainda usou Sansão, pois seu cabelo cresceu de volta e ele demoliu o grande salão de banquete sobre si e milhares de filisteus, servindo a Deus mais na morte do que na vida.

 

 

DALILA

Dalila (também escrita como Delila, em hebraico דלילה, D+*uL+iJ+L+oH+) é, no Livro de Juízes, a mulher que seduz e trai o juiz Sansão.

Sansão havia combatido, e derrotado, os filisteus; Sansão, porém, já havia se envolvido com filisteias e prostitutas antes.

 

Após vinte anos julgando Israel, Sansão se afeiçoou a Dalila, natural do vale de Soreque. Os líderes dos filisteus foram a Dalila, e ofereceram, cada um, mil e cem siclos de prata para que Dalila descobrisse o segredo da força de Sansão, e contasse a eles.

 

Por duas vezes, Dalila perguntou o segredo da força de Sansão, e ele respondeu de forma errada. Porém, na terceira vez, Sansão disse que seu segredo estava no cabelo; os filisteus, então, cortaram seus cabelos, o capturaram, vazaram seus olhos, e o mantiveram como prisoneiro.

O texto da Bíblia não menciona Dalila depois disso.

 

EZEQUIEL      Página Principal

De acordo com a Bíblia hebraica, Ezequiel (em hebraico: יְחֶזְקֵאל, transl. Y'khizqel, AFI: [jəħ.ezˈqel]), "Deus fortalecerá", de חזק, khazaq, AFI: [kħaˈzaq], "força", e אל, el, AFI: [ʔel], "Deus"), foi um sacerdote que profetizou por 22 anos durante o século VI a.C., através de visões que teve durante o exílio da Babilônia, tal como registrado no Livro de Ezequiel.

 

O cristianismo vê Ezequiel como um profeta, e o judaísmo considera o seu livro como parte de seu cânone, considerando-o o terceiro dos principais profetas. O islamismo fala de um profeta chamado Dhul-Kifl, que costuma ser associado com Ezequiel.

Ezequiel, era um sacerdote[1] que foi chamado para profetizar durante o Exílio do povo judeu na Babilônia, tendo exercido sua atividade entre os anos 593 a 571 AC[1]. Diz-se que fundou uma escola de profetas e que ensinava a Lei à beira do Rio Kebar[2] que corta a cidade de Babilônia.

 

São curiosas as visões que o profeta teve sobre a glória de Deus e os sinais que aconteceram em sua própria vida demonstrando a ação de Deus são fortes e marcantes. Ezequiel perdeu a sua esposa como sinal da queda de Jerusalém.

A comunidade, em meio à qual ele vivia, acreditava que em breve tudo voltaria a ser como antes, para seus contemporâneos o projeto de Deus era mero sistema que lhe dava segurança. Ezequiel, no entanto, sabe que o sistema passado estava agonizando de maneira irrecuperável, pois Jerusalém seria destruída.

 

Segundo ele, a sociedade sofria de doença crônica e incurável, pois havia abandonado o projeto de Javé em troca de uma vida luxuosa e fascinante. Por isso, Ezequiel vê o próprio Deus deixando o Templo (11:22-24) e largando os rebeldes ao bel-prazer dos amantes.

Isso era causa de sofrimento para o profeta, mas não de desânimo e desespero. Para ele, o futuro seria de ressurreição (caps. 36-37) e novidade radical. Com sua linguagem simbólica, Ezequiel indicava os passos para a construção do mundo novo:

·                       Assumir a responsabilidade pelo fracasso histórico de um sistema que se corrompeu completamente, provocando a ruína de toda a nação.

·                       Compreender que a simples reforma de um sistema corrompido não gera nenhuma sociedade nova; apenas reanima o velho sistema que, cedo ou tarde, acabará sempre nos mesmos vícios.

·                       Converter-se a Javé, assumindo o seu projeto; e, a partir daí, construir uma sociedade justa e fraterna, voltada para a liberdade e a vida.

Com esse programa profético, vislumbrava-se um futuro novo: Deus voltaria para o meio de seu povo (43:1-7), provocando o surgimento de uma sociedade radicalmente nova. Aí todos poderão participar igualmente dos bens e decisões que constroem a relação social a partir da justiça. Desse modo, todos poderão reconhecer que a partir desse dia, o nome da cidade será: Javé está aí (48:35)[1].

A doutrina deste profeta tem por núcleo a renovação interior: é preciso criar para si um coração noivo e um espírito novo (18:31); ou ainda, o próprio Deus dará "outro" coração, um coração "novo", e infudirá no homem um espírito "novo" (11:19; 36:26)[3].

Ezequiel dá origem à corrente apocalíptica, suas grandiosas visões antecipam as de Daniel e as do autor de Apocalipse[3].

 

Referências

  1. a b c EzequielEdição Pastoral da Bíblia, acessado em 17 de agosto de 2010

  2. Tradução Ecumênica da Bíblia, Ed. Loyola, São Paulo, 1994, p 803

  3.  a b Bíblia de Jerusalém, Nova Edição Revista e Ampliada, Ed. de 2002, 3ª Impressão (2004), Ed. Paulus, São Paulo, p 1.244

 

  Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é Ezekiel.

 

Nomenclatura dos PROFFETAS no ISLÃO e na BÍBLIA

Adam

Idris

Nuh

Hud

Saleh

Ibrahim

Lut

Ismail

Ishaq

Yaqub

Yusuf

Ayub

 

آدم

نوح

هود

صالح

ابراهيم

لوط

اسماعيل

شيث

اسحاق

يعقوب

يوسف

أيوب

Adão

Enoque

Noé

Éber

Selá

Abraão

Ismael

Isaac

Jacó

José

 

Shoaib

Musa

Harun

Dhul-Kifl

Daud

Sulayman

Ilyas

Al-Yasa

Yunus

Zakariya

Yahya

Isa

Muhammad

شعيب

موسى

هارون

ذو الكفل

داود

سليمان

إلياس

اليسع

يونس

زكريا

يحيى

عيسى

محمد

Jetro

Moisés

Aarão

Ezequiel

David

Salomão

Elias

Eliseu

Jonas

Zacarias

João Batista

Jesus

Maomé

 

 

ISAIAS      Página Principal

O profeta Isaías, teria vivido entre 765 AC[1] e 681 a.C., durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, sendo contemporâneo à destruição de Samaria pela Assíria e à resistência de Jerusalém ao cerco das tropas de Senaqueribe que sitiou a cidade com um exército de 185 mil assírios em 701 a.C.

Isaías, cujo nome significa "Jeová salva" ou "Jeová é salvação" exerceu o seu ministério no reino de Judá, tendo se casado com uma esposa conhecida como a profetisa que foi mãe de dois filhos: Sear-Jasube e Maer-Salal-Hás-Baz.

O capítulo 6 do livro informa sobre o chamado de Isaías para tornar-se profeta através de uma visão do trono de Deus no templo, acompanhado por serafins, em que um desses seres angelicais teria voado até ele trazendo brasas vivas do altar para purificar seus lábios a fim de purificá-lo de seu pecado. Então, depois disto, Isaías ouve uma voz de Deus determinando que levasse ao povo sua mensagem.

Focando em Jerusalém, a profecia de Isaías, em sua primeira metade, transmite mensagens de punição e juízo para os pecados de Israel, Judá e das nações vizinhas, tratando de alguns eventos ocorridos durante o reinado de Ezequias, o que se verifica até o final do capítulo 39.

A outra metade do livro (do capítulo 40 ao final) contém palavras de perdão, conforto e esperança.

Pode-se afirmar que Isaías é o profeta quem mais fala sobre a vinda do Messias, descrevendo-o ao mesmo tempo como um servo sofredor que morreria pelos pecados da humanidade e como um príncipe soberano que governará com justiça. Por isso, um dos capítulos mais marcantes do livro seria o de número 53 que menciona o martírio que aguardava o Messias:

"Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados". (Is 53:5)

Segundo um livro apócrifo do século I DC, Vidas dos Profetas, escrito por um anônimo judeu da Palestina, o rei Manassés teria mandado serrar Isaías ao meio.[2]

Contra a falsa religião

Na época de Isaías, as pessoas freqüentavam o Templo, mas para o profeta isso não basta, pois encher o Templo com iniqüidade e solenidade é um erro enorme (1:10-20), isso porque as pessoas que levam oferendas para Deus são as mesmas que não se importam em fazer o direito (mishpât) funcionar, que não fazem justiça ao desprotegido órfão e à abandonada viúva. Isaías, em um dos textos proféticos mais violentos contra um culto que funciona só para mascarar as injustiças que se cometem no dia-a-dia, pede aos príncipes de Sodoma e ao povo de - na verdade, de Jerusalém - para ouvirem a palavra de Iahweh:[2]

10 Escutem a palavra de Jeová, chefes de Sodoma; preste atenção ao ensinamento do nosso Deus, ó povo de Gomorra:

11 Que me interessa a quantidade dos seus sacrifícios? - diz Jeová. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de novilhos. Não gosto do sangue de bois, carneiros e cabritos.

12 Quando vocês vêm à minha presença e pisam meus átrios, quem exige algo da mão de vocês?

13 Parem de trazer ofertas inúteis. O incenso é coisa nojenta para mim; luas novas, sábados, assembléias… não suporto injustiça junto com solenidade. (1:10-13).

16 Lavem-se, purifiquem-se, tirem da minha vista as maldades que vocês praticam. Parem de fazer o mal,

17 aprendam a fazer o bem: busquem o direito, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva. (1:16-17)

Crítica à injustiça social

O profeta denuncia o comportamento dos ricos e latifundiários, dos que vivem em grandes festas custeadas pelo trabalho dos pobres, dos que exploram o povo negando-lhe a justiça e dos que se fazem grandes e importantes vivendo em grandes banquetes (5:8-24).

Ai daqueles que juntam casa com casa e emendam campo a campo, até que não sobre mais espaço e sejam os únicos a habitarem no meio do país. (5:8)

Nesse aspecto destaca-se sua semelhança com o profeta Amós, até porque eles são quase contemporâneos: Amós é de 760 AC e Isaías inicia sua atividade em 740 AC. A problemática social era a mesma para ambos, embora Amós fosse um camponês e Isaías um homem culto ligado à corte, ambos atacam os grupos dominantes da sociedade: autoridades, magistrados, latifundiários, políticos.

Isaías é duro e irônico com as damas da classe alta de Jerusalém (3:16-24), assim como Amós o fora com as madames de Samaria em Am 4:1-3, além disso Isaías defende, com paixão, órfãos, viúvas, oprimidos, o povo explorado e desgovernado pelos governantes, denuncia igualmente a máscara da religião que encobre a injustiça (1:10-20), do mesmo modo que Amós em (2:6-16), (4:4-5) e 5:21-27.[2]

Época de Acaz

Nessa época ocorreu uma grande crise política e militar em Judá, provocada pela crescente ameaça do Império Assírio e pelos muitos erros do governo de Judá. Era o tempo da política expansionista do rei Teglat-Falasar III, iniciada em 745 AC, que implicava numa grave ameaça para os pequenos reinos da região. Israel Setentrional, Damasco e outros da região tornaram-se tributários da Assíria. Golpes de Estado em Israel, alianças contra ou a favor da Assíria faziam parte da política internacional da época.[2]

Facéia, um rei golpista, de Israel, fez uma aliança com o Damasco e ambos decidiram invadir Judá, derrubar Acaz e colocar um estrangeiro em seu lugar, para usar o reino do sul numa coalizão militar contra a Assíria, trata-se da Guerra Siro-efraimita, iniciada em 734 AC. Acaz pede o auxílio da Assíria e Teglat-Falasar III tomou Damasco e 3/4 de Israel, restando apenas a Samaria que, posteriormente (em 722 AC), foi tomada pelas tropas assírias de Salmanasar V e de Sargão II.[2]

Como preço pelo auxílio da Assíria, Judá perdeu sua independência, Acaz viu-se obrigado a reconhecer os deuses assírios como seus libertadores e a prestar-lhes culto, apresentar-se a Teglat-Falasar III para prestar-lhe obediência e pagar pesados tributos, o que resultou num aumento os impostos pagos pelo povo, aumentando as injustiças que antes já eram denunciadas por Isaías. Nesse contexto, a religião oficial procurava encobrir os problemas com grandes festas.[2]

Esperança em Ezequias

Alguns teólogos denominam a parte do Livro de Isaías compreendida entre o início do cap. 7 até o sexto vers. do cap. 12 (7:1-12:6) como Livro do Emanuel (7:14), estima-se que essa parte da obra foi escrita e, portanto, deve ser interpretada no contexto da Guerra Siro-efraimita e da conseqüente dependência da Assíria. São seis capítulos organizados pelo redator do livro de Isaías em torno de três temas:[2]

·         os sinais, como o do menino que vai nascer (7:14-15);

·         o binômio invasão/libertação, que aparece em vários textos;

·         o significado de nomes próprios.

O início do cap. 7 (7:1-17) revela a esperança de Isaías em Ezequias. É um texto que deve ser lido considerando-se a existência de dois blocos diatintos:[2]

O primeiro bloco (7:1-9), relata o encontro de Isaías com Acaz, às vésperas da Guerra Siro-efraimita, em 734 ou 733 AC. Quando os reis de Damasco e de Samaria planejam invadir Judá para depor Acaz e no seu lugar colocar um rei não-davídico - o filho de Tabeel - que envolveria o país na coalizão contra o Império Assírio, Isaías vai ao encontro de Acaz, que está cuidando das defesas de Jerusalém.

O segundo bloco (7:10-17) relata novo encontro de Isaías com Acaz, desta vez, talvez, no palácio, no qual o profeta oferece ao rei um sinal de que tudo se arranjará diante da ameaça siro-efraimita. Com a recusa do rei em pedir um sinal a Iahweh, Isaías muda de tom e relata a Acaz que Iahweh, por própria iniciativa, dar-lhe-á um sinal, que consiste no seguinte: a jovem mulher dará à luz um filho, seu nome será Emanuel (Deus-conosco) e ele comerá coalhada e mel até que chegue ao uso da razão.

É razoável concluir que a jovem mulher seja jovem rainha, mãe de Ezequias, considerando-se que Isaías falou a Acaz nos primeiros meses de 733 AC, e Ezequias teria nascido no inverno de 733-32 AC.

Isaías volta a falar de Ezequias no início do cap. 9 (8:23b-9:6), pois este início de capítulo deve compreendido em conjunto com o final do cap. 8, no qual menciona as três regiões de Israel conquistadas entre 734 e 732 AC por Teglat-Falasar III, que são: Zabulon (caminho do mar), Neftali (o além-Jordão) e a Galiléia (o território das nações). Isaías fala destas regiões para despertar a esperança: Iahweh, que humilhou estas terras, as cobrirá de glória. E o povo, que vivia nas trevas e na tristeza, viverá na luz e na alegria. Uma alegria enorme, que é causada pelo fim da opressão (o jugo, a canga e o bastão do opressor foram quebrados), pelo fim da guerra (a bota e o uniforme militar foram queimados) e, principalmente, pelo nascimento de um menino em Judá.

Este menino é um personagem da casa real, de acordo com os quatro títulos que lhe são atribuídos em 9:5, títulos que parecem ser características sobre-humanas e messiânicas, mas que podem caber bem aos reis, segundo a mentalidade da época: a sabedoria do rei na administração (Conselheiro), sua capacidade militar (Deus-forte), zelo pela prosperidade do povo (Pai), preocupação com a felicidade do povo (Príncipe-da-paz), além disso, 9:6 esclarece que este menino é da "casa de David" e caracteriza suas ações: governará com direito e justiça, e, por isso, deve tratar-se de Ezequias.[2]

Isaías volta a referir-se a Ezequias no início do cap. 11 (11:1-9), pois o ponto de referência do profeta continua sendo um rei da época, descendente de David, que salvaria o país da catástrofe. O texto fala de um personagem régio (11:1), de suas qualidades (11:2), de sua atuação (11:3b-5), da instauração de uma nova realidade (11:6-8) para concluir que então haverá em Israel conhecimento de Iahweh.

Este personagem esperado, fiel a Iahweh, vai instaurar um reino de justiça e paz, onde o pobre e o oprimido serão protegidos contra a prepotência dos poderosos. Justiça e paz que são simbolizadas, no poema, pela convivência harmoniosa de animais selvagens e domésticos. A identificação deste personagem da família davídica é problemática. Alguns acreditam que o poema trata da utopia profética de Isaías por ocasião da coroação de Ezequias como rei em 716 ou 715 AC. Outros defendem que se Ezequias fora o objeto da esperança de Isaías de tirar o país da crise, como aparece em 7:1-17 e 8:23b-9:6, agora, decepcionado com sua política pró-egípcia que acaba provocando a invasão do assírio Senaquerib, pensa em alguém que no futuro possa resgatar Israel.

Ezequias tomou posse como rei em em 716 ou 715 AC, após a morte de seu pai Acaz, e aproveitou a pouca vigilância assíria para fazer uma reforma em Judá. Foi uma reforma religiosa, social e econômica, na qual defendeu os artesãos dos exploradores, com a criação de associações profissionais, retirou do Templo de Jerusalém os símbolos idolátricos e construiu um novo bairro em Jerusalém, para abrigar os refugiados de Israel. Entretanto, em 701 AC Senaquerib destruiu 46 cidades fortificadas de Judá e sitiou Jerusalém.[2]

Controvérsias sobre a autoria do livro e sobre sua unidade

Embora a teologia tradicional judaico-cristã defenda a existência de um único autor, respaldada por Eclesiástico 48:24-25, existem fortes evidências de que o livro foi obra de mais de um autor, merecendo destaque o início do capítulo 40, onde se verifica a descontinuidade entre o Primeiro e o Segundo Isaías, pois ocorre uma mudança abrupta do século VIII AC para o período do Exílio na Babilônia (século VI AC), não se fala mais uma única vez de Isaías e a Assíria é substituída pela Babilônia, cujo nome é mencionado com frequência, assim como o nome de Ciro, rei dos medos e persas.[3] Havendo estudos que indicam que dos 66 capítulos do livro, menos de 20 foram escritos pelo profeta do século VIII AC que viveu durante os governos dos reis Joatão (739-734 AC), Acaz (734 ou 733 - 716 AC) e Ezequias (716 ou 715 - 699 ou 698 AC), estando tais capítulos concentrados na primeira parte do livro, que engloba os caps. 1 a 39, também conhecida como Proto-Isaías ou Primeiro Isaías.[2]

Portanto, o Livro de Isaías é uma coletânea de oráculos proféticos de épocas bem diferentes, cuja redação final deve ter acontecido por volta de 400 AC, ou mesmo mais posteriormente. Trezentos anos depois da morte de Isaías ainda se atualizavam suas palavras, pois mesmo os oráculos da época dele foram relidos na perspectiva pós-exílica. O horizonte de leitura do livro completo de Isaías é o da época persa e da comunidade judaica pós-exílica.[2]

Portanto, de acordo com a teoria da crítica bíblica moderna, foram dois Isaías que escreveram o livro. O Proto-Isaías escreveu parte dos capítulos 1 a 39 do Livro de Isaías. Ele admoestava Israel pelas convulsões sociais e pela sua política externa, pronunciou-se contra a ameaça dos Assírios e foi o primeiro a mencionar a espera de um Messias. De acordo com alguns teólogos, os capítulos 24 a 27 e 33 a 39 contêm dados adicionais posteriores.

Os capítulos 40-55 do livro de Isaías foram escritos por um profeta anônimo. A este anónimo costuma chamar-se de Dêutero-Isaías, para distingui-lo do primeiro. Ele viveu por volta de 550-539 a.C. e deu a sua consolação ao povo israelita que tinha sido feito prisioneiro e enviado para a Captividade Babilónica. Falava também num vassalo de Deus que iria trazer o povo de regresso a Israel.

Os capítulos 55-66 do Livro de Isaías são tidos por alguns pesquisadores modernos como acréscimos posteriores ao Dêutero-Isaías, que por volta de 1900, acreditou-se ser um terceiro autor (um terceiro Isaías), mas que, de acordo com a teoria, podem ter sido vários.

Porém, a teoria de um único Isaías é aceita pelos fundamentalistas, que encontram termos em comum nos três livros e consideram tais termos como prova de veracidade. Não aceitam imaginar que antes da invenção da escrita, os livros eram reproduzidos por copistas, e que eles os traduziam. Ora, se uma só pessoa cópia e traduz um texto, é natural que no fim ela consiga dar coerência aos textos.

Mesmo com pesadas críticas, a posição tradicional entre os estudiosos é que o Livro de Isaías foi escrito por uma única pessoa entre 740 a 681 a.C.pelos seguintes motivos:

  • - Nos capítulos nas duas seções existem palavras que atestam sua unidade, como:

    • ....  "o Santo de Israel".
    • ....  “… as vossas mãos estão cheias de sangue." (1:15; 59:3)
    • ....  “… será a coroa de glória e o formoso diadema para os restantes de seu povo." (28:5; 62:3)
    • ....  “… pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo."(35:6; 41:18)
  • - As mudanças no tema acontecem para preparar o leitor e fazer com que o mesmo entenda a mensagem. Norman Geisler explica:

  • - "Os capítulos 1 a 39 preparam o leitor para as profecias contidas nos capítulos 40 a 66. Sem esses capítulos preparatórios, a última seção do livro não faria muito sentido.

- Os fundamentalistas acreditam que os capítulos 1 a 35 advertem quanto à ameaça de destruição do povo de Deus representada pela Assíria. Os capítulos 36 a 39 constituem uma transição da seção anterior para os capítulos 44 a 66, antevendo a invasão de Senaqueribe (capítulos 36-37) e contemplando o declínio espiritual do passado, que veio causar a queda de Jerusalém (capítulos 38-39). Esses quatro capítulos intermediários não se acham em ordem cronológica porque o autor faz uso deles a fim de preparar o leitor para o que segue.[…]

- Nenhum autor escreve seguindo exatamente um mesmo estilo nem empregando precisamente o mesmo vocabulário (a não ser os copistas e tradutores), quando aborda diferentes assuntos. Entretanto, certas frases são encontradas nas duas seções, o que atesta a unidade do livro. Por exemplo, o título "o Santo de Israel" é encontrado doze vezes nos capítulos 1 a 39 e quatorze vezes nos capítulos 40 a 66. […] os papiros do mar morto incluem uma cópia completa do Livro de Isaias, e não há interrupção alguma entre os capítulos 39 e 40. Isso significa que a comunidade de Qumran aceitava a profecia de Isaias como sendo um único livro, no século II a.C. A versão grega da Bíblia Hebraica, que também data do século II a.C., considera o livro de Isaias como um único livro, escrita por um único autor, o profeta Isaias".[4] Mas estas referências não provam nada.

- Os judeus, aos quais acreditam ser preciso quanto ao registro histórico, sempre atribuiram a uma única pessoa. A alegação é de que houvesse mais de um autor para o Livro de Isaías eles fariam da mesma forma que está nos Salmos e nos Provérbios, por exemplo.

- A crença de que o livro foi escrito por um profeta de fato, parte do pressuposto de que os Judeus são mesmo o Povo Escolhido de Deus, e que a eles está prometida a salvação.

A questão em torno de Isaías 40:22

Uma das passagens bíblicas que talvez tenham gerado mais controvérsias e problemas na História, atingindo crucialmente a questão do helicentrismo versus teocentrismo, é a passagem de Isaías 40:22.

Nesta passagem, algumas das traduções (inclusive as que estavam em vigor no tempo da Idade Média) era o de traduzir a palavra hebraica hhug por "círculo". Tal passagem acabou por gerar a interpretação de que a Terra teria a forma de um prato, ou um disco - a Versão Católica ainda traduz o termo como "disco",[5] o que acabou por ser um dos motivos da oposição às viagens de Colombo quando este almejou encontrar as Índias contornando a Terra.

No entanto, de acordo com o livro de B. Davidson "A Concordance of the Hebrew and Chaldee Scriptures" (Concordância das Escrituras Hebraicas e Caldéias), a mesma palavra pode ainda ser traduzida por "esfera". Sob uma análise científica, tais termos levaram muitos a crer que esta passagem da Bíblia é uma amostra de sua falsidade, uma vez que hoje é tido como verdade científica comprovada que a Terra não é nem um prato, nem uma esfera, mas de formato geoide. No entanto, apesar de este fato científico anular a interpretação de que a superfície da terra é uma esfera ou círculo, não anula o termo por completo quando se muda o plano de referência, tomando a observação no espaço sideral como tal. Isto porque, quando vista do espaço, a Terra possui um desenho circular devido à atmosfera, e, se fosse considerar o formato completo, também pode ser observado como esfera.

Ver também

·         Livro de Isaías

·         Messianismo

·         Pergaminhos do Mar Morto

Notas e referências

  1. Bíblia de Jerusalém, Nova Edição Revista e Ampliada, Ed. de 2002, 3ª Impressão (2004), Ed. Paulus, São Paulo, p 1.237

  2. a b c d e f g h i j k l Perguntas mais Freqüentes sobre o Profeta Isaías, acessado em 14 de agosto de 2010

  3. Tradução Ecumênica da Bíblia, Ed. Loyola, São Paulo, 1994, p 589

  4. Isaías 40:22 na BibliaOnline

  5.  Manual Popular de duvidas, enigmas e "contradições" da Bíblia, p. 273, 274 e 275.

Fonte:Wikipedia

 

SAMUEL      Página Principal

Samuel (em hebraico שְׁמוּאֵל) foi um líder importante na História de Israel. A sua história é contada na bíblia, no chamado Livro de Samuel.

Filho de Elcana,[1] da tribo de Efraim[2] e Ana.[1]

Terá sido o último dos juízes de Israel, e o primeiro dos profetas registados na história do seu povo. Terá ungido os seus dois primeiros reis, Saul e David. Poderá ter vivido algures por volta de 1095 a.C..

História bíblica

Samuel foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas. Homem de profunda piedade e discernimento espiritual dedicava-se totalmente à realização dos propósitos de Deus para o bem de Israel. Embora não descendesse da linha genealógica de Arão, sucedeu a Eli no cargo sacerdotal. Ao que parece, foi o primeiro a estabelecer uma instituição para o preparo dos jovens que desejavam abraçar a vocação profética. Viu-se na contingência de guiar a Israel em algumas das mais profundas crises de sua história; no desempenho de suas funções quase alcança a estatura de Moisés. Deus nunca pretendeu que Israel tivesse outro rei além dEle. Mas o povo começou a olhar para outros povos e a desejarem um rei. Podemos afirmar que a vida do povo de Deus pode ser resultado de sua vontade diretiva ou permissiva, isso vai depender da escolha; ele foi comissionado para ungir a Saul, o primeiro rei, e a David, o maior dos reis de Israel.

Samuel significa literalmente:"Seu nome é Deus", ou, "Nome de Deus". Seu significado contextual significa: "Pedido de Deus" ou "do Senhor o pedí".

Judaísmo

Exceto pela tradição judaica e pela Bíblia, não há muitas fontes disponíveis sobre a sua existência. Portanto, é a partir dos livros que levam seu nome que se conhece sobre sua vida e sua importância na história de Israel.

A promessa de Ana

A história biblica refere que Ana, mãe de Samuel, sofria de esterilidade, o que lhe era motivo de grande humilhação, já que Penina, a outra esposa de seu marido Elcana, tinha filhos.[3]

Certa vez durante os dias do sacrifício anual ao Senhor, Ana, humilhada por Penina sua rival, se pôs a orar com grandes dores no templo.[4] Sentindo-se amargurada, Ana orou com lágrimas e fez um voto com Deus, prometendo que seu filho seria um nazireu e serviria no templo.[5] Porém, os seus lábios mexiam-se ao ponto do levita Eli a repreender achando que ela estivesse embriagada.[6]

Ana, ao ser advertida pelo sacerdote [7] defende-se dizendo que não havia provado vinho ou qualquer bebida forte, mas que estava derramando seu coração ao Senhor por estar muito aflita.[8] O sacerdote se compadece dela e lhe abençoa dizendo: "Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste."[9]

Então, conforme o pedido de Ana, Deus lhe deu Samuel como filho,[1] e ela cumpriu a promessa, entregando-o, logo que Samuel foi desmamado, a Eli.[10]

O que se observa na historia de Ana, que é muito admiravel,é seu sofrimento e grande humilhação, que passara por ser esteril" o Senhor lhe tinha cerrado a madre".

Porem vemos no decorrer do livro de I Samuel capitulo 1 vers: 10, "Ela ora e chora" fazendo um voto de que dando-lhe Deus um filho ela o entregaria nas suas mão, com essa atitude ana demostra sua fé no altissimo e sua total dependencia de Deus.Quando nós buscamos de todo coração, Deus responde, e segundo a propria biblia ana conheceu a seu marido e Deus se lembrou dela e ela teve um filho e o consagrou a a ele.

Entregue ao templo

Samuel, assim que foi desmamado, foi entregue ao sacerdócio,[10] "ministrava perante o Senhor" (I Samuel 2:18) Existe alguma ambiguidade nas opiniões no que diz respeito ao tipo de trabalho que Samuel efectuava no Templo. Existe quem defenda que este foi entregue ao templo com voto de Nazireu.

Nomeado profeta

Samuel era conhecido como correto, ao contrário do que se dizia dos filhos de Eli, que cometiam sacrilégios, e haviam sido amaldiçoados.

O relato conta de uma profecia de um profeta desconhecido, dizendo a Eli que Deus já havia escolhido um novo sacerdote para tomar seu lugar (que seria, portanto, Samuel).

Ainda na juventude, Samuel começou a manifestar dons proféticos, sonhando com palavras e visões divinas. Sua primeira profecia constava da confirmação de que Eli e seus filhos seriam retirados do sacerdócio.

A morte de Eli

Os filisteus invadiram e venceram Israel, e capturaram a Arca da Aliança. No processo, os filhos de Eli Hofni e Finéias morreram, e fazendo ele menção da arca de Deus, caiu da cadeira onde estava sentado, quebrando seu pescoço e assim morrendo, cumprindo a profecia de Samuel, confirmando-o como portador da palavra divina.

Samuel reaparece apenas 20 anos depois, quando a Arca já havia sido devolvida e encontrava-se em Quireate-Jearim, como uma figura de primeira importância junto ao povo. Sua orientação teria causado a vitória de Israel sobre os filisteus. Samuel aparece realizando sacrifícios, e diz-se que "julgava a Israel" (I Samuel 7:15), dando a entender que se tratava de um juiz. I Samuel 8:1 também diz que Samuel fez de seus filhos, Joel e Abias, Juízes de Israel também, embora não seguissem os passos de seu pai.

A orientação de Samuel parece ter tido grande importância para os israelitas, que o viam tanto como sacerdote e profeta, como juiz e administrador. Em sua velhice, representantes do povo vieram lhe pedir que escolhesse um rei para governar Israel, visto que seus filhos não estavam qualificados para seguir como juízes. Samuel teria consultado a Deus antes de confirmar a demanda, alertanto os israelitas quanto aos direitos de um rei sobre seus súditos e suas terras.

Pouco tempo depois, o jovem Saul, da Tribo de Benjamim, veio ao encontro de Samuel. Um dia antes, Deus revelara ao velho profeta que Saul seria ungido rei. No dia seguinte, Samuel assim o fez, e o orientou para que visse sinais e os seguisse, e Saul os seguiu. Samuel convocou representantes de todo Israel a Mispa e declarou publicamente o jovem benjamita como rei.

Velho e cansado, e com um rei para liderar os israelitas, Samuel se retirou de suas funções. Porém, quando Saul tentou realizar um sacrifício por conta própria, Samuel o repreendeu, e predisse sua queda. Antes da consumação desta profecia, Samuel ainda o orientou a atacar os amalequitas, provavelmente um povo nômade da Península Arábica.

Enquanto Saul começava a enfrentar derrotas em batalha e problemas pessoais, Samuel profetizou a vida de Jessé e seus filhos, e que um deles seria ungido rei de Israel. Samuel ungiu o mais novo, David, e o colocou em contato com Saul (David repreende com autoridade de Deus o espírito mau da parte de Deus que atormentava Saul tocando sua harpa). Este deve ter sido um dos últimos atos de Samuel, que morreu antes que David fosse confirmado rei.

Discussões

A ausência de fontes confiáveis extra-bíblicas sobre a vida ou os atos de Samuel suscita discussões sobre sua própria existência real. A história de Samuel liga o final do período dos Juízes (quando líderes tribais lideravam isoladamente parte das tribos de Israel contra inimigos específicos, e não havia uma união em torno de um rei) e o início do período monárquico. Estilisticamente, o próprio Samuel é o elo entre os juízes e os reis, sendo o último juiz que ungira o primeiro rei, justificando, norteando, e dando sentido a autoridade real sobre Israel.

O primeiro livro de Samuel parece ter sido escrito no início do período monárquico (durante o reinado de David ou Salomão, pois quando Israel vence os filisteus, diz-se que "os filisteus foram abatidos e nunca mais vieram aos termos de Israel" (I Samuel 7:13), embora mais tarde, quando Judá e Israel (ou Samaria) tornaram-se reinos independentes, os filisteus voltaram a atacar com sucesso. Portanto, no momento em que o livro foi escrito, Samuel era uma personalidade ainda recente de sua história - um personagem fictício de tamanha importância localizado em um tempo recente teria tirado toda a credibilidade do relato frente ao povo, o que seria indesejável pois são os atos de Samuel que fundamentalizam a existência da própria autoridade real. Esta é a principal evidência de que este personagem tenha realmente existido.

A Samuel se atribui a autoria dos dois livros que levam seu nome, embora o profeta venha a falecer antes do final do primeiro volume.

Referências

1.      a b c I Samuel 1:20

2.      I Samuel 1:1

3.      I Samuel 1:1-8

4.      I Samuel 1:10

5.      I Samuel 1:11

6.      I Samuel 1:13

7.      I Samuel 1:14

8.      I Samuel 1:15

9.      I Samuel 1:17

10.  a b I Samuel 1:24-25

Compilação Wikipédia

 

 

DANIEL      Página Principal

Daniel (em hebraico דניאל) é um dos vários profetas[1] do Antigo Testamento. A sua vida e profecias estão incluídas na Bíblia no Livro de Daniel. O significado do nome é "Aquele que é julgado por Deus" ou "Deus assim julgou", ou ainda, "Deus é meu juiz"

No terceiro ano de Joaquim como rei de Judá, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, atacou Jerusalém, e os seus soldados cercaram a cidade. Nabucodonosor conquistou cidade e pilhou objetos de valor que estavam no Templo de Jerusalém. Nabucodonosor levou esses objetos para a Babilônia e mandou colocá-los no templo do seu deus, na sala do tesouro. O rei Nabucodonosor chamou Aspenaz, o chefe dos serviços do palácio, e mandou que escolhesse entre os prisioneiros israelitas alguns jovens da família do rei e também das famílias nobres.

Todos eles deviam ter boa aparência e não ter nenhum defeito físico; deviam ser inteligentes, instruídos e ser capazes de servir no palácio. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios. Entre os que foram escolhidos estavam Daniel, Ananias, Misael e Azarias, todos da tribo de Judá. Aspenaz lhes deu outros nomes babilônicos, isto é, Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego respectivamente. Daniel ficou no palácio real até o ano em que o rei Ciro começou a governar a Babilônia. Ele sempre foi respeitado, até mesmo pelos governantes, por sua sabedoria. Não existem registros da data e circunstâncias de sua morte. Mas ele possívelmente morreu em Susa, com oitenta e cinco anos, onde existe uma provável tumba onde estaria seu corpo, este lugar é conhecido como 'Shush-Daniel'.

O Livro de Daniel

Daniel escreveu um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia. O livro leva o nome de seu protagonista, Daniel. Vários Livros do Antigo Testamento recebem o nome de seu principal herói como título, como por exemplo os livros de Josué, Samuel, Ester, Jó etc. Mas tal título não indica necessariamente que essa pessoa foi a autora do livro. No caso de Daniel além de protagonista ele é o provável autor do Livro.

 

DANIEL NA COVA DOS LEÕES

Daniel já era um homem velho. Seu cabelo e sua barba já eram grisalhos.

E ainda ele morava na terra longínqua da Babilônia. Ali ele era um servo nobre do rei.

Mas Nabucodonosor não era mais rei. Este já estava morto há muito tempo. Agora havia um outro rei, que se chamava Dario.

O rei Dario estimava-o e dizia: "Daniel é o melhor servo de todos. Quero fazê-lo muito mais importante ainda. Vou nomeá-lo vice-rei. Então ele será o chefe de todo o meu reino e de todos os outros servos meus".

Quando os outros servos souberam disso, ficaram com muita inveja.

Eles disseram: "Deverá ele ser o mais importante de todos? Isso não deve acontecer. Nós é que queremos ser os mais importantes. Vamos espreitá-lo bem para ver se Daniel faz alguma coisa errada. E então iremos contar logo ao rei. Então o rei não gostará mais tanto de Daniel".
Desde então, todos os dias iam espiar Daniel para ver se ele fazia alguma coisa errada. Mas Daniel não fazia nada de errado. Fazia seu serviço da melhor maneira possível. E orava três vezes por dia.

Quando Daniel orava, ele se ajoelhava em seu quarto, frente à janela aberta. Bem ao longe ficava Jerusalém. Ali estava uma vez o lindo templo, que agora estava queimado. Mas algum dia, o povo de Daniel iria morar lá de novo. E haveria lá também um novo templo, quando o castigo do povo tivesse passado.

Daniel olhava para longe, para lá onde ficava Jerusalém, e orava dizendo: "Senhor, deixa meu povo voltar em breve para sua pátria."

Daniel nunca se esquecia de orar, Isso ele fazia fielmente três vezes por dia. Os outros servos podiam vê-lo. E daí aqueles homens falsos imaginaram um plano para trazer desgraça sobre Daniel e para impedir que ele continuasse a ser o homem mais nobre e importante do país.
Eles foram falar com o rei. Inclinaram-se profundamente. Comportaram-se muito corteses e amáveis, e disseram: "Oh rei, nós sabemos uma coisa boa. O senhor sabe o que deve fazer? 0 senhor deve ordenar que todas as pessoas em seu país não peçam mais nada a ninguém, nem a homens e nem Deus, durante um mês inteiro. Somente ao senhor poderão pedir o que quiserem, pois o senhor é o nosso rei poderoso."

Isso agradou bem ao rei. Ele gostou do plano.
"Sim, isto eu farei", disse ele.
"E quem for desobediente será castigado com rigor", disseram os homens malvados. "Este deverá ser jogado na grande cova, onde estão os leões."
"É, isso mesmo," disse o rei.

Então ele mandou seus empregados passarem pelo país. E estes avisaram o povo por toda parte que ninguém mais devia orar nem devia pedir nada a ninguém, senão ao rei.
Todos ouviram esta ordem. Daniel também ouviu. Ele percebeu bem quem tinha imaginado este plano perverso. Foram seus inimigos. Estes queriam sua desgraça.

Que devia fazer Daniel?
Deus tinha dito que cada um que o amasse, também devia orar a Ele.
Mas o rei ordenou que isso não devia ser, mas que Daniel devia esquecer-se de Deus.
A quem Daniel devia obedecer agora?
A Deus naturalmente. E por isso Daniel continuava ajoelhando-se, três vezes por dia, frente à janela aberta.

Mas perto da janela estavam seus inimigos, espiando. E quando viram que Daniel assim mesmo orava, correram depressa para contá-lo ao rei.
"Rei", disseram eles, "o senhor não disse que ninguém devia pedir coisa alguma senão ao senhor, durante um mês?"
"Sim", respondeu o rei, Isto eu clisse"
"E se alguém é desobediente, não deve ele ser lançado na cova dos leões?"
"Sim", disse o rei, "assim deve ser."
"Oh rei", exclamaram eles, "então Daniel tem que ser lançado na cova dos leões. Ele foi desobediente. Ele ora a seu Deus, três vezes por clia"

Aí o rei se assustou. Compreendeu como os homens tinham sido falsos.
"Daniel não", gritou ele, "não, Daniel não!"
Mas os homens disseram: "Foi o senhor que deu essa ordem, rei e agora o senhor também tem que fazê-lo."

Sim, era assim mesmo naquela terra: O que o rei tinha dito, isso ele sempre tinha que fazer. Ele queria ajudar a Daniel, mas não podia. E quando anoiteceu, Daniel foi levado para a cova dos leões.

O rei estava bem triste e chamou: "Daniel, eu não posso ajudá-lo, mas espero que seu Deus o ajude."

Então Daniel foi lançado na cova.
Chegou a noite, mas o rei não pode dormir. Ele estava muito triste e sempre tinha que pensar em Daniel. Será que seu Deus cuidaria dele?

De manhã, o rei levantou-se bem cedo e foi para fora. Com o coração batendo, chegou à cova dos leões.

"Daniel", chamou ele. "Daniel. Deus cuidou de você?"
E de repente, o rei quase deu um salto de alegria. Porque do fundo da cova veio uma voz: "Sim, rei. Deus cuidou de mim. Ele mandou seu anjo, para cuidar que os leões não me fizessem mal algum, porque também eu não fiz nenhum mal."
O rei ficou muito contente.

"Tirem-no dali!" gritou ele. "Depressa, tirem Daniel da cova!"
Então vieram alguns homens, com uma corda grossa. Desceram a corda na cova e assim puxaram Daniel para cima. E então Daniel estava à frente do rei, vivo e são. Ele tinha passado a noite inteira com os leões ferozes, mas eles não lhe tinham feito nenhum mal.

Que grande milagre foi este! E como estava contente o rei, porque tinha Daniel de volta.
Mas então ele se lembrou dos homens malvados que queriam matar Daniel. Mandou seus soldados para buscá-los e então mandou jogá-los também na cova dos leões.

Mas agora não havia nenhum anjo que cuidasse deles. Todos foram comidos pelos leões.
Mas Daniel ficou sendo o servo mais importante do rei, sim, o mais nobre em todo o país.
E o rei ordenou que todas as pessoas naquela terra servissem ao Deus de Daniel.

 

Fonte: parte Wikipédia

http://www.luteranos.com.br/101/infantil/historias/daniel.htmll


 

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ou Job (em hebraico: אִיּוֹב), cujo nome significa voltado sempre para Deus[1], é um personagem de um dos livros mais antigos da Bíblia, isto é, o Livro de Jó do Antigo Testamento. Ele foi um homem que viveu na terra de Uz, onde atualmente se encontra o Iraque. Há indícios de que viveu entre os séculos XVII a.C.(1683a.C.) a XVI a.C. (1543a.C.).

 

A História

Nasceram-lhe sete filhos e três filhas (Jó 1:2). Possuía ele sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas, tendo também muitos servos; de modo que este homem era o maior de todos os do Oriente (Jó 1:3).

Chegado o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Disse o Senhor a Satanás: "Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus, e se desvia do mal?" (Jó 1:6,8). Satanás, entretanto, desafia a integridade de Jó, e então Deus permite que Satanás interfira na vida de Jó, resultando na tragédia de Jó: a perda instantânea de seus bens, de seus filhos e de sua saúde.

 

Jó, porém, não blasfemou contra Deus, mas, ao invés disso, ele se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou ao Senhor; e disse: "nu saí do ventre da minha mãe, e nu tornarei para lá. Deus me deu, e Deus tirou; bendito seja o nome do Senhor" (Jó 1:20-21).

Deus permitiu que Satanás ferisse Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça. (Jó 2:7)

 

Após a narração desses fatos, sucederam debates entre Jó e seus amigos (Elifaz, Bildade e Zofar) sobre a grandeza dos propósitos da divindade e sobre os mistérios da vida humana e sua culpabilidade. Ao final, Deus aparece a eles e repreende-os, e Jó fala: " Antes eu Te conhecia de ouvir falar, mas agora meus olhos Te veem".

 

E Deus virou a situação de Jó, enquanto ele orava pelos seus amigos, e o Senhor devolveu a Jó em dobro a tudo quanto antes possuía de bens materiais, além de vir a ter outros sete filhos e três filhas, as quais vieram a ser consideradas como as mais belas da época. E ele viveu cento e quarenta anos, e morreu velho e farto de dias.

Fonte:Biblia - Compilado da Wikipédia

 

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Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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