Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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23.4 - APÓS A MORTE

ÍNDICE:  (Clique na frase para acessar o conteúdo)

Após a Morte:

Tipos de vida após a morte

Vida após a morte em diferentes modelos metafísicos

Espiritismo:

Allan Kardec

No momento da morte

O estado da alma

Pós-Kardec:

Crise da Morte

Ação do Inconsciente

Amnésia após a morte

Auto exame

Comunicação após a morte

Espíritos que dormem após a morte

Fixação da mente

viciados

Catolicismo (Romano)

Evangélicos e Protestantes

Hinduísmo / Orientalismo

Budismo

Biopsicoenergética

Morte dos Animais

Visão Panorâmica

 

 

 

Religião / Doutrina

Reencarnação

Juízo Final / Ressurreição

Adventismo

 

Sim

Batistas

 

Sim

Budismo

Sim

 

Candomblé

Sim

 

Catolicismo

 

Sim

Druidismo

Sim

 

Espiritismo

Sim

 

Evangélicas

 

Sim

Hinduísmo

Sim

 

ioga

Sim

 

Islamismo

 

Sim

Judaísmo

 

Sim

Maçonaria

Sim

 

Rosacruz

Sim

 

Teosofia

Sim

 

Umbandismo

Sim

 

  

APÓS A MORTE:

As expressões vida após a morte, além, além-túmulo, pós-vida, ultravida e outro mundo referem-se à suposta continuidade da alma, espírito ou mente de um ser após a morte física. Os principais pontos-de-vista sobre o além provém da religião, esoterismo e metafísica. Sob vários pontos de vista populares, esta existência continuada frequentemente toma lugar num reino espiritual ou imaterial. Acredita-se que pessoas falecidas geralmente vão para um reino ou plano de existência específico após a morte, geralmente determinado por suas ações em vida. Em contraste, o termo reencarnação refere-se ao renascimento em um novo corpo físico após a morte, isto é, a doutrina da reencarnação postula um período de existência do ser em outros planos sutis, que ocorre entre duas existências físicas ou renascimentos.[1]

 

Aqueles que são céticos quanto a existência de uma vida após a morte, podem acreditar que ela é absolutamente impossível, tal como os materialistas-reducionistas, que declaram que tal tema é sobrenatural, e logo, ou não existe ou é incognoscível.[2]

Tipos de vida após a morte

Existem dois tipos de opinião, fundamentalmente diferentes, sobre a vida após a morte: opinião empírica, baseada em observações, e opinião religiosa, baseada na fé.

·        O primeiro tipo de assertiva baseia-se em observações feitas por humanos ou instrumentos (por exemplo, um rádio ou um gravador de voz, usados em psicofonia). Tais observações são feitas a partir de pesquisa de reencarnação, experiências de quase-morte, experiências extracorporais, projeção astral, psicofonia, mediunidade, várias formas de fotografias etc. A investigação acadêmica sobre tais fenômenos pode ser dividida, grosso modo, em duas categorias: a pesquisa física geralmente concentra-se no estudo de casos, entrevistas e relatórios de campo, enquanto a parapsicologia científica está relacionada estritamente à pesquisa em laboratório.

·        O segundo tipo baseia-se numa forma de fé, usualmente fé nas histórias que são contadas pelos ancestrais ou fé em livros religiosos como a Bíblia, o Qur'an, o Talmude, os Vedas, o Tripitaka etc. Este artigo trata principalmente deste segundo tipo.

Vida após a morte em diferentes modelos metafísicos

Nos modelos metafísicos, teístas geralmente acreditam que algum tipo de ultravida aguarda as pessoas quando elas morrem. Os ateus geralmente não acreditam que haja uma vida após a morte. Membros de algumas religiões geralmente não-teístas, como o budismo, tendem a acreditar numa vida após a morte (tal como na reencarnação), mas sem fazer referências a Deus.

Os agnósticos geralmente mantém a posição de que, da mesma forma que a existência de Deus, a existência de outros fenômenos sobrenaturais tais como a existência da alma ou a vida após a morte são inverificáveis, e portanto, permanecerão desconhecidos. Algumas correntes filosóficas (por exemplo, humanismo, pós-humanismo, e, até certo ponto, o empirismo) geralmente asseveram que não há uma ultravida.

Muitas religiões, crendo ou não na existência da alma num outro mundo, como o cristianismo, o islamismo e muitos sistemas de crenças pagãos, ou em reencarnação, como muitas formas de hinduísmo e budismo, acreditam que o status social de alguém na ultravida é uma recompensa ou punição por sua conduta nesta vida.

Vida após a morte em antigas religiões

Egito Antigo

A ultravida desempenhava um importante papel na antiga religião egípcia, e seu sistema de crenças é um dos mais antigos conhecidos. Quando o corpo morria, partes de sua alma conhecidos como ka (corpo duplo) e ba (personalidade) iam para o Reino dos Mortos. Enquanto a alma residia nos Campos de Aaru, Osíris exigia pagamento pela proteção que ele propiciava. Estátuas eram colocadas nas tumbas para servir como substitutos do falecido.[3]

Obter a recompensa no outro mundo era uma verdadeira provação, exigindo um coração livre de pecados e a capacidade de recitar encantamentos, senhas e fórmulas do Livro dos Mortos. No Salão das Duas Verdades, o coração do falecido era pesado contra uma pena Shu de verdade e justiça, retirada do toucado da deusa Maet.[4] Se o coração fosse mais leve que a pena, a alma poderia continuar, mas, se fosse mais pesada, era devorada pelo demônio Ammit.

Os egípcios também acreditavam que ser mumificado era a única forma de garantir a passagem para o outro mundo. Somente se o corpo fosse devidamente embalsamado e sepultado numa mastaba, poderia viver novamente nos Campos de Yalu e acompanhar o Sol em sua jornada diária. Devido aos perigos apresentados pela ultravida, o Livro dos Mortos era colocado na tumba, juntamente com o corpo.

Zoroastrismo

Zaratustra, que viveu na antiga Pérsia por volta do século VII a.C.[5], pregava que os mortos serão devorados pelo terror e purificados para viver num mundo material perfeito no fim dos tempos.

O texto pálavi Dadestan-i Denig ("Decisões Religiosas"), datado de cerca de 900 AD, descreve o julgamento particular da alma três dias após a morte, sendo cada alma enviada para o paraíso, inferno ou para um lugar neutro (hamistagan) para aguardar pelo Juízo Final.[6]

Religião da Grécia Antiga e romana

Na Odisséia, Homero refere-se aos mortos como "espectros consumidos". Uma ultravida de eterna bem-aventurança existe nos Campos Elísios, mas está reservada para os descendentes mortais de Zeus.

Em seu Mito de Er, Platão descreve almas sendo julgadas imediatamente após a morte e sendo enviadas ou para o céu como recompensa ou para o submundo como punição. Depois que seus respectivos julgamentos tenham sido devidamente gozados ou sofridos, as almas reencarnam.

O deus grego Hades é conhecido na mitologia grega como rei do submundo, um lugar gélido entre o local de tormento e o local de descanso, onde a maior parte das almas residem após a morte. É permitido que alguns heróis das lendas gregas visitem o submundo. Os romanos tinham um sistema de crenças similar quanto a vida após a morte, com Hades sendo denominado Plutão. O príncipe troiano Enéas, que fundou a nação que se tornaria Roma, visitou o submundo de acordo com o poema épico Eneida.[7]

Religião nórdica

Os Eddas em verso e em prosa, as mais antigas fontes de informação sobre o conceito nórdico de vida após a morte[8], variam em sua descrição dos vários reinos que são descritos como fazendo parte deste tópico. Os mais conhecidos são:

·        Valhala: (literalmente, "Salão dos Assassinados", isto é, "os Escolhidos"). Esta moradia celestial, de alguma forma semelhante aos Campos Elísios gregos, está reservado aos guerreiros valorosos que morreram heroicamente em batalha.

·        Helheim: (literalmente, "O Salão Coberto"). Esta moradia assemelha-se ao Hades da religião grega, com um local semelhante ao "Campo de Asfódelos"[9], onde as pessoas que não se destacaram, seja por boas ou más ações, podem esperar residir após a morte e onde se reúnem com seus entes queridos.

·        Niflheim: (literalmente, "O Escuro" ou "Hel Nevoento"). Este reino é grosso modo similar ao Tártaro grego. Está situado num nível inferior ao do Helheim, e aqueles que quebram juramentos, raptam e estupram mulheres, e praticam outros atos vis, serão enviados para lá com outros do seu tipo, para sofrer punições severas.

Referências

1.      Carolina Nascimento. Como a morte é vista em diferentes religiões e doutrinas?

2.      Décio iandoli Jr. Sobre a lógica do materialismo

3.      Vida após a morte, "Departamento de Comunicação da IASD", ano I, ed. 8

4.      Bard, Katheryn. Encyclopedia of the Archaeology of Ancient Egypt. [S.l.]: Routledge, 1999. ISBN 0-4151-8589-0

5.      Zaratustra ou Zoroastro em UOL Educação. Acessado em 17 de setembro de 2008.

6.      Zarathustra e sua Doutrina

7.      Brandão, Junito de Souza. A vida após a morte na Grécia Antiga in "Mitologia Grega", Vol. II. Petrópolis: Vozes, 2004.

8.      Runas, Religião e Sociedade Viking

9.      Hades

Fonte:Wikipedia

 

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ESPIRITISMO - LIVRO DOS ESPÍRITOS /OUTROS

 

ALLAN KARDEC:

"A libertação da alma e do corpo se opera gradualmente e com uma lentidão variável, segundo os indivíduos e as circunstâncias da morte. Os laços que unem a alma ao corpo não se rompem senão pouco a pouco, e tanto menos rapidamente quanto a vida foi mais material e mais sensual." -  (O Livro dos Espíritos, nº 155 - Allan Kardec)

 

Questão 163- A alma tem consciência de si mesma imediatamente depois de deixar o corpo?
Resposta: “Imediatamente não é bem o termo. A alma passa algum tempo em estado de perturbação.”
 

Questão 164- A perturbação que se segue à separação da alma e do corpo é do mesmo grau e da mesma duração para todos os Espíritos?
Resposta: “Não; depende da elevação de cada um.
Aquele que já está purificado, se reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.”
 

Questão 165- O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração, mais ou menos longa, da perturbação?
Resposta: “Influência muito grande, por isso que o Espírito já antecipadamente compreendia a sua situação. Mas, a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exercem.”


Por ocasião da morte, tudo, a princípio, é confuso. De algum tempo precisa a alma para entrar no conhecimento de si mesma. Ela se acha como que aturdida, no estado de uma pessoa que despertou de profundo sono e procura orientar-se sobre a sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe voltam, à medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar, e à medida que se dissipa a espécie de névoa que lhe obscurece os pensamentos.

Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte.
Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos. Aqueles que, desde quando ainda viviam na Terra, se identificaram com o estado futuro que os aguardava, são os em quem menos longa ela é, porque esses compreendem imediatamente a posição em que se encontram.


Aquela perturbação apresenta circunstâncias especiais, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. Nos casos de morte violenta, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos, etc., o Espírito fica surpreendido, espantado e não acredita estar morto. Obstinadamente sustenta que não o está. No entanto, vê o seu próprio corpo, reconhece que esse corpo é seu, mas não compreende que se ache separado dele. Acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não percebe por que elas não o ouvem. Semelhante ilusão se prolonga até ao completo desprendimento do perispírito. Só então o Espírito se reconhece como tal e compreende que não pertence mais ao número dos vivos. Este fenômeno se explica facilmente. Surpreendido de improviso pela morte, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou; considera ainda a morte como sinônimo de destruição, de aniquilamento. Ora, porque pensa, vê, ouve, tem a sensação de não estar morto. Mais lhe aumenta a ilusão o fato de se ver com um corpo semelhante, na forma, ao precedente, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar. Julga-o sólido e compacto como o primeiro e, quando se lhe chama a atenção para esse ponto, admira-se de não poder palpá-lo.

Esse fenômeno é análogo ao que ocorre com alguns sonâmbulos inexperientes, que não crêem dormir. É que têm sono por sinônimo de suspensão das faculdades. Ora, como pensam livremente e vêem, julgam naturalmente que não dormem. Certos Espíritos revelam essa particularidade, se bem que a morte não lhes tenha sobrevindo inopinadamente.
(Ver: Emancipação da Alma e Desdobramento -Livro dos Espíritos)


Todavia, sempre mais generalizada se apresenta entre os que, embora doentes, não pensavam em morrer. Observa-se então o singular espetáculo de um Espírito assistir ao seu próprio enterramento como se fora o de um estranho, falando desse ato como de coisa que lhe não diz respeito, até ao momento em que compreende a verdade.


A perturbação que se segue à morte...
Nada tem de penosa para o homem de bem, que se conserva calmo, semelhante em tudo a quem acompanha as fases de um tranqüilo despertar.
Para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à proporção que ele da sua situação se compenetra.
Nos casos de morte coletiva, tem sido observado que todos os que perecem ao mesmo tempo nem sempre tornam a ver-se logo. Presas da perturbação que se segue à morte, cada um vai para seu lado, ou só se preocupa com os que lhe interessam.

Fonte: Guia Heu - http://www.guia.heu.nom.br/Perturbacao Pos-Morte.htm

NO MOMENTO DA MORTE:

No momento da morte, primeiro tudo é confuso; a alma precisa de algum tempo para se reconhecer, porque está meio atordoada, e no estado de um homem saindo de sono profundo e que procura inteirar-se da sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe retornam à medida que se desfaz a influência da matéria da qual acaba de se libertar, e que se dissipa a espécie de bruma que obscurece seus pensamentos.

       

A duração da perturbação que se segue à morte é muito variável; pode ser de algumas horas somente, como de vários dias, de vários meses e mesmo de vários anos. Ela é menos longa naqueles que, durante a vida, se identificaram com seu estado futuro, porque compreendem imediatamente sua situação; é tanto mais longa quanto o homem tenha vivido mais materialmente.

       

As sensações que a alma experimenta nesse momento são também muito variáveis; 

a perturbação que segue a morte nada tem de penosa para o homem de bem; ela é calma e em tudo semelhante à sensação que acompanha um despertar pacífico.

 

Para aquele cuja consciência não é pura e que está mais preso à vida corporal que à espiritual, ela é cheia de ansiedade e de angústias que aumentam à medida que ela se reconhece; porque então ela está tomada de medo e de uma espécie de terror em presença daquilo que vê, e sobretudo daquilo que entrevê.       

 

A sensação que se poderia chamar física é a de um grande alívio e de um imenso bem-estar; sente-se como livre de um fardo, e se está muito feliz por não sentir mais as dores corporais que se sentia poucos instantes antes de se sentir livre, desligado e alerta como quem viesse a ser libertado de pesadas correntes.

       

Na sua nova situação, a alma vê e ouve o que via e ouvia antes da morte, mas vê e ouve outras coisas que escapam à grosseria dos órgãos corporais; ela tem sensações e percepções que nos são desconhecidas

 

(Revista Espírita, 1859, pág. 224: Morte de um espírita - Idem, 1860, pág. 332: O sonho do Espírito - Idem, 1862, pág. 129 e 171: Funerais de M. Sanson).

 

O ESTADO DA ALMA:

O estado da alma varia consideravelmente segundo o gênero de morte, mas, sobretudo, segundo a natureza dos hábitos que teve durante a vida.

 

·        Na morte natural, o desligamento se opera gradualmente e sem abalo; freqüentemente, ele começa mesmo antes que a vida se extinga. 

·        Na morte violenta por suplício, suicídio ou acidente, os laços se rompem bruscamente; o Espírito, surpreendido pelo imprevisto, fica como atordoado pela mudança que nele se opera e não compreende sua situação. 

 

Um fenômeno mais ou menos constante, em semelhante caso, é a persuasão em que se acha de não estar morto, e essa ilusão pode durar vários meses e mesmo vários anos. Nesse estado, vai, vem e crê aplicar-se aos seus trabalhos, como se fosse ainda deste mundo, muito espantado que não respondem quando ele fala. Essa ilusão não é exclusivamente dos casos de mortes violentas; é encontrada nos indivíduos cuja vida foi absorvida pelos gozos e interesses materiais.

 

(O Livro dos Espíritos, nº 165 - Revista Espírita, 1858, pág. 166: O suicida da Samaritaine - Idem, 1858, pág. 326: Um espírito no enterro do seu corpo - Idem, 1859, pág. 184: O Zuavo de Magenta - Idem, 1859, pág. 319: Um Espírito que não se crê morto - Idem, 1863, pág. 97: François Simon Louvet).

 

PÓS-KARDEC:

CRISE DA MORTE:

São estes os detalhes fundamentais, a cujo respeito se acham de acordo os Espíritos autores das mensagens, salvo sempre inevitáveis exceções, que confirmam a regra e que, por vezes, intervêm, modificando, restringindo, eliminando algumas das experiêncías habituais, inerentes à crise da morte, ou, então, determinando a realização de outras experiências, desabituaís no período de início da existência espiritual:

1º) Todos os Espíritos afirmam se terem encontrado novamente com a forma humana, nessa existência, após a morte;

2º) Terem ignorado, durante algum tempo, que estavam mortos;

3º) Haverem passado, no curso da crise pré-agônica, ou pouco depois, pela prova da reminiscência sintética de todos os acontecimentos de existência que se lhes acabava (“visão panorâmica”, ou “epílogo da morte”); (Ver: Revisão das experiências)

4º) Terem sido acolhidos no mundo espiritual pelos Espíritos das pessoas de suas famílias e de seus amigos mortos;

5º) Haverem passado, quase todos, por uma fase mais ou menos longa de “sono reparador”;

6º) Terem-se achado num meio espiritual radioso e maravilhoso (no caso de mortos moralmente normais), e num meio tenebroso e opressivo (no caso de mortos moralmente depravados);

7º) Terem reconhecido que o meio espiritual era um novo mundo objetivo, substancial, real, análogo ao meio terrestre espiritualizado; (Ver: Mundo espiritual próximo à esfera física)

8º) Haverem aprendido que isso era devido ao fato de que, no mundo espiritual, o pensamento constitui uma força criadora, por meio da qual todo Espíríto existente no “plano astral” pode reproduzir em torno de si o meio de suas recordações;

9º) Não terem tardado a saber que a transmissão do pensamento é a forma da linguagem espiritual, se bem certos Espíritos recém-chegados se iludam e julguem conversar por meio da palavra;

10º) Terem verificado que, graças à faculdade da visão espiritual, se achavam em estado de perceber os objetos de um lado e outro, pelo seu interior e através deles;

11º) Haverem comprovado que os Espíritos se podem transferir temporariamente de um lugar para outro, ainda que muito distante, por efeito apenas de um ato da vontade, o que não impede também possam passear no meio espiritual, ou voejar a alguma distância do solo;

12º) Terem aprendido que os Espíritos dos mortos gravitam fatalmente e automaticamente para a esfera espiritual que lhes convém, por virtude da “lei de afinidade”.

A CRISE DA MORTE  - Ernesto Bozzano

AÇÃO DO INCONSCIENTE:

Os desesperados e preguiçosos também se reúnem, depois da transição da morte física, segundo as tendências que lhes são peculiares. Como acontece às congregações de criaturas rebeldes, na Crosta Planetária, os mais inteligentes e sagazes assumem a direção. Muitos males são praticados por estes infelizes, inconscientemente...

Mesmo sendo criaturas informadas quanto à verdade, ainda se entregam à prática do mal. Trata-se de ação maléfica inconsciente.

Na própria Humanidade encarnada encontramos idênticos fenômenos. Decorridos mais de mil anos sobre os ensinamentos do Cristo, com a visão ampla dos sacrifícios do Mestre e de seus continuadores, cientes da lição da Manjedoura e da Cruz, investidos na posse dos tesouros evangélicos, abalançaram-se os homens às chamadas guerras santas, exterminando-se uns aos outros, em nome de Jesus, instituíram tribunais da Inquisição cheios de suplícios, onde pessoas de todas as condições sociais foram atormentadas, aos milhares, em nome da caridade de Nosso Senhor. 

A ignorância é antiga e a simples mudança de indumentária que a morte física impõe não modifica o íntimo das almas. Não temos “céus automáticos”, temos realidades.

A maioria nas zonas inferiores é constituí¬da de entidades desencarnadas, em situação de parasitismo. Pesam naturalmente na economia psíquica das pessoas às quais se reúnem e na atmosfera dos lares que as acolhem. Não creia, porém, na inexistência de organizações nas zonas inferiores. Elas existem e, em grande número, não obstante os ascendentes de orgulho e rebeldia que lhes inspiraram as fundações. Em semelhantes agrupamentos, dominam os gênios da perversidade deliberada. Aqui temos tão-somente uma assembléia de almas sofredoras e desorientadas. Não representam os antros do mal, em sua verdadeira significação.

MISSIONÁRIOS DA LUZ – de André Luiz por Francisco Cândido Xavier

AMNÉSIA DO ESPÍRITO:

A amnésia do Espírito, após a morte, pode ser natural, em razão de algum desequilíbrio trazido da Terra, mas é possível que o nosso amigo esteja sendo vítima de vigorosa sugestão pós-hipnótica, partida de algum perseguidor de grande poder sobre os seus recursos mnemônicos.  Encontra-se ainda profundamente imantado às sensações físicas e a vida cerebral nele ainda é uma cópia das linhas sensoriais que deixou. Assim considerando, é provável esteja submetido ao império de vontades estranhas e menos dignas, às quais se teria associado no mundo.

NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE – de André Luiz por Chico Xavier

 

AUTO EXAME:

Efetivamente, logo após a morte física, sofre a alma culpada minucioso processo de purgação, tanto mais produtivo quanto mais se lhe exteriorize a dor do arrependimento, e, apenas depois disso, consegue elevar-se a esferas de reconforto e reeducação.

 

Se a moléstia experimentada na veste somática foi longa e difícil, abençoadas depurações terão sido feitas, pelo ensejo de auto-exame, no qual as aflições suportadas com paciência lhe alteraram sensações e refundiram idéias.

 

Todavia, se essa operação natural não foi possível no círculo carnal, mais se lhe agravam os remorsos, depois do túmulo, por recalcados na consciência, a aflorarem, todos eles, através de reflexão, renovando as imagens com que foram fixados na própria alma.

 

  • Criminosos que mal ressarciram os débitos contraídos, instados pelo próprio arrependimento, plasmam, em torno de si mesmos, as cenas degradantes em que arruinaram a vida íntima, alimentando-as à custa dos próprios pensamentos desgovernados.

  • Caluniadores que aniquilaram a felicidade alheia vivem pesadelos espantosos, regravando nas telas da memória os padecimentos das vítimas, como no dia em que as fizeram descer para o abismo da angústia, algemados ao pelourinho de obsidentes recordações.

  • Tiranetes diversos volvem a sentir nos tecidos da própria alma os golpes que desferiram nos outros, e os viciados de toda sorte, quais os dipsômanos e morfinômanos, experimentam agoniada insatisfação, qual ocorre também aos desequilibrados do sexo, que acumulam na organização psicossomática as cargas magnéticas do instinto em desvario, pelas quais se localizam cm plena alienação.

  • As vítimas do remorso padecem, assim, por tempo correspondente às necessidades de reajuste, larga internação em zonas compatíveis com o estado espiritual que demonstram.

EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - de André Luiz por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

 

COMUNICAÇÃO APÓS A MORTE:

Os Espíritos desencarnados podem ouvir e ver os encarnados, não quando querem, mas quando o mereçam, mesmo porque, existem espíritos culpados que, somente muitos anos após o desprendimento do mundo, conseguem a permissão de ouvir a palavra amiga e confortadora dos seus irmãos ou entes amados, da Terra, a fim de se orientarem no labirinto dos sofrimentos expiatórios. O comparecimento de uma entidade recém-desencarnada, às reuniões do Evangelho, já significa uma bênção de Deus para o seu coração desiludido, porquanto essa circunstância se faz acompanhar dos mais elevados benefícios para a sua vida interior.


Quanto ao processo do seu contacto com os encarnados, precisamos considerar que os seres do Além-Túmulo, em sua generalidade, para se comunicarem nos ambientes do mundo, adaptam-se ao vosso modo de ser, condicionando suas faculdades à vossa situação fluídica na Terra; razão pela qual nesses instantes, na forma comum, possuem a vossa capacidade sensorial, restringindo as suas vibrações de modo a se acomodarem, de novo, ao ambiente terrestre.
O CONSOLADOR - Emmanuel - 1940

"Para o Espírito, é necessário revestir-se de calma para comparecer diante daqueles que deixou no mundo, de modo a compreender-se e compreendê-los...
Na esfera física, muitas vezes ouvimos a afirmativa de que é preciso coragem para ver os mortos e ouvi-los!...
A situação aqui não é diferente, em relação aos chamados vivos.
De maneira geral, todos nós, imediatamente depois da desencarnação, somos levados a cursos preparatórios de entendimento, para ganhar o ânimo indispensável, a fim de rever os vivos e escutá-los de novo, sem danos para eles e para nós... " - fala André Luiz
E A VIDA CONTINUA - André Luiz

Aqueles que recentemente deixaram este mundo raras vezes se podem comunicar com os seus amigos pessoais; o desencarnado entrega-se a tais esforços para dar uma prova da sua existência, que a sua ansiedade e precipitação, coincidindo com as lágrimas e aflição dos seus amigos, eleva entre eles uma insuperável barreira.
Tornar-se-ia necessário muita calma de ambas as partes e é preciso que o desencarnado paire acima dos sentimentos pessoais para atingir aqueles que o lastimam.
ENSINOS ESPIRITUALISTAS - Médium: William Stainton Moses - (1839 - 1892)
 

ESPÍRITOS QUE DORMEM APÓS A MORTE

As consciências que dormitam, após a morte, quais múmias espirituais, a mente estacionária na deserção da Lei, durante o repouso habitual em que se imobiliza, além do túmulo, sofre angustiosos pesadelos, despertando quase sempre em plena alienação, que pode persistir por muito tempo, cultivando apaixonadamente as impressões em que julga encontrar a própria felicidade.

 

Muitas dessas almas desorientadas por fim se entediam do mal e procuram a regeneração por si mesmas, ao passo que outras, em nossas tarefas de assistência, acordam para as novas responsabilidades que lhes competem no próprio reajuste. São os soldados feridos buscando corresponder às missões de amor que lhes visitam o pouso de restauração. Entendem o impositivo da luta dignificante a que foram chamados e, ajudando aos que os ajudam, regressam ao bom combate, em cujas linhas se acomodam com o serviço que lhes é possível desempenhar. 

 

Outras, porém, recalcitrantes e inconformadas, são docemente constrangidas ao retorno à batalha para que se desvencilhem da prostração a que se recolheram. A experiência no corpo de carne, em posição difícil, é semelhante a um choque de longa duração, em que a alma é convidada a restabelecer-se. Para isso, tomamos o concurso de afeições do interessado que o asilam no templo familiar.

NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE - André Luiz - 1954

 

 

Para determinado Espírito, que se manifestou logo após a morte, em virtude porque ainda não teve repouso depois de haver sido arrancado ao corpo, vítima de acidente; em seu caso, o repouso é motivo para o progresso, pois é preciso que a pobre alma repouse e não se conserve fascinada no meio vicioso onde dissipou a vida, do contrário ficaria muito tempo presa à Terra.

ENSINOS ESPIRITUALISTAS - Médium: William Stainton Moses

 

OS QUE DORMEM:

Seguimos através de longas filas de arvoredo acolhedor, rumo às vastas edificações que obedeciam a linhas arquitetônicas singulares.

Sem que eu pudesse explicar o fenômeno, as luzes diminuíam progressivamente. Que teria acontecido? Vicente e eu nos entreolhamos, assustados. Alfredo, Aniceto e os demais, todavia, caminhavam sem surpresa. A serenidade deles tranqüilizava-me o íntimo, embora o espanto insofreável.

Mais alguns passos, atingimos os pavilhões diferentes, que se estendiam em área superior a três quilômetros, pelos meus cálculos. Lá dentro, contudo, as sombras se fizeram mais densas. Conseguia distinguir, vagamente, os quadros interiores, observando que se tratava, a meu ver, de espaçosas enfermarias com teto sólido, mas semi-abertas ao longo das paredes altas, dando livre passagem ao ar.

Dezenas de operários, devotados e operosos, seguiam-nos em absoluto silêncio.

Alfredo era o único a falar, notando-se, contudo, que se fizera extremamente discreto nas palavras.

Tudo isso me dava a impressão de haver penetrado um cemitério escuro, onde os visitantes fossem obrigados a guardar todo o respeito aos mortos.

Com estranheza, notei que um dos servidores entregara ao chefe do Posto pequenina máquina, que Alfredo nos deu a conhecer gentilmente, explicando:

 — Este é o nosso aparelho de sinalização luminosa. Estamos no centro dos pavilhões a que se recolhem irmãos ainda adormecidos. Temos aqui, presentemente, quase dois mil.

Os numerosos cooperadores dirigiam-se em ardente para a zona de serviços que lhes competiam.

Depois de pequena pausa, falou o administrador com firmeza:

 

  — Iniciemos o trabalho de assistência.

Ao primeiro sinal luminoso de Alfredo, acenderam-se numerosas lâmpadas elétricas e, então, dominando, a custo, a primeira impressão de horror, vi extensas filas de leitos ao rés-do-chão, ocupados todos por pessoas mergulhadas em profundo sono.

  • Muitos tinham o semblante horrendo.

  • Eram muito poucos os que traziam as pálpebras cerradas, parecendo tranqüilos.

  • Em quase todos, estampavam-se-lhes nos olhos, aparentemente vitrificados, o extremo pavor e o doloroso desespero da morte.

  • Cadavérica palidez cobria lhes a face.

 

Recordando a literatura antiga, pensei nos velhos túmulos egípcios.

Tínhamos, diante de nós, centenas de múmias perfeitas.

Raríssimos pareciam dormir um sono natural.

 

Aproximando-se de nós outros, Alfredo falou a Aniceto, em particular:

— Infelizmente, não podemos atender a todos.

— Estamos aguardando pessoal adestrado. Tenho aqui a colaboração de oitenta auxiliares para este gênero de serviço; entretanto, não pode cada qual atender a mais de cinco doentes de uma só vez. À vista disso, dos nossos mil novecentos e oitenta abrigados, separei os quatrocentos mais suscetíveis de próximo despertar, a fim de submetê-los ao tratamento intensivo.

 

— Os demais recebem alimento e medicação mais densos uma vez por dia.

Profundamente tocado pelo que via, inclinei-me instintivamente para o abrigado mais próximo, tentando examinar-lhe o estado fisiológico. Identifiquei o calor orgânico, a pulsação regular e os movimentos respiratórios, embora verificasse a extrema rigidez dos membros, como que mergulhados em imobilidade cataléptica.

 

Indescritível impressão apoderou-se de mim. Levantei-me assustado, dirigi-me a Aniceto com a máxima discrição, e interroguei:

— Explicai-me, por Deus! que vemos aqui? Estamos, acaso, na moradia da morte, depois da morte?

O instrutor sorriu, complacente, e explicou em voz quase imperceptível:

 

— Sim, André, este sono é, verdadeiramente, avançada imagem da morte.

Aqui permanecem, com a bênção do abrigo, alguns milhões dos nossos irmãos que ainda dormem.

São as criaturas que nunca se entregaram ao bem ativo e renovador, em torno de si, e mormente os que acreditaram convictamente na morte, como sendo o nada, o fim de tudo, o sono eterno.

A crença na vida superior é atividade incessante das almas. A ferrugem ataca a enxada ociosa. O entorpecimento invade o Espírito vazio de ideal criador.

Os que, nos círculos canais, homens e mulheres, crêem na vida eterna, ainda que não sejam fundamentalmente cristãos, estão desenvolvendo faculdades de movimentação espiritual e podem penetrar as esferas extraterrenas em estado animador, pelo menos quanto a locomoção e juízo mais ou menos exato.

No entanto, as criaturas que perseveram em negação deliberada e absoluta, não obstante, por vezes, filiadas a cultos externos de atividade religiosa, que nada vêem além da carne nem de sejam qualquer conhecimento espiritual, são verdadeiramente infelizes.

Muitos penetram nossas regiões de serviço, como embriões de vida, na colméia da Natureza sempre divina. Um amigo nosso costuma designá-los por fetos da espiritualidade; entretanto, a meu ver, seriam felizes se estivessem nessa condição inicial. Temos a certeza, porém, de que muitos se negaram ao contacto da fé, absolutamente por indiferença criminosa aos desígnios do Eterno Pai.

 

Dormem, porque estão magnetizados pelas próprias concepções negativistas;

permanecem paralíticos, porque preferiram a rigidez ao entendimento;

mas dia virá em que deverão levantar-se e pagar os débitos contraídos.

 

Eis porque os considero sofredores. Primeiramente, demoram no sono em que acreditaram, mais tarde acordam; porém, a maioria não pode fugir à enfermidade e à perturbação, como acontece aos irmãos dementados, que vimos inda há pouco.

 

Grande o meu assombro. Como Vicente se aproximasse, também, para ouvi-lo, falou Aniceto, esclarecendo a nós ambos:

— A fé sincera é ginástica do Espírito. Quem não a exercitar de algum modo, na Terra, preferindo deliberadamente a negação injustificável, encontrar-se-á mais tarde sem movimento. Semelhantes criaturas necessitam de sono, de profundo repouso, até que despertem para o exame das responsabilidades que a vida traduz.

Com exceção de algumas senhoras que permaneciam junto de Ismália, todos os servidores se mantinham em posição de vigilância, ao pé dos grupos mumificados. A luz artificial iluminava os leitos, que se perdiam de vista, mas observei que nenhum dos albergados reagia à intensa claridade que se fizera. Continuavam rígidos, cadavéricos, prostrados.

Notei, então, que Alfredo começou a mover o aparelho de sinalização, para emitir as ordens de serviço. Cada sinal determinava operação diferente.

Vi os servidores do Posto distribuírem pequenas porções de alimento líquido e medicação bucal, em profundo silêncio. Em seguida, forneceram reduzidas quantidades de água efluviada aos infelizes, com exceção, porém, de muitos que pareciam preparados a receber, tão somente, caldo e remédio. Dois terços dos quatrocentos abrigados em tratamento receberam passes magnéticos. Alguns poucos receberam aplicações do sopro curador.

Todos os movimentos do trabalho eram transmitidos pela sinalização luminosa, partida das mãos do administrador, que parecia interessado na manutenção do máximo silêncio. Impressionado com o que via, perguntei ao orientador, em voz baixa, a razão de alguns enfermos não terem sido beneficiados com a água e com o socorro de forças novas, através do passe e do sopro vivificante.

Aniceto, todo bondade, inclinou-se aos meus ouvidos, com a ternura de um pai ansioso por tranqüilizar o filhinho inquieto, e falou:

 

— Cada um na vida, meu caro André, tem a necessidade que lhe é peculiar. Aqui, compreendemos com amplitude esse imperativo da Natureza.

OS MENSAGEIROS- DE André Luiz por  Francisco Cândido Xavier 

 

No limiar das cavernas do umbral se congregam verdadeiras tribos de criminosos e delinqüentes, atraídos uns aos outros, consoante a natureza de faltas que os identificam. Muitos são inteligentes e, intelectualmente falando, esclarecidos, mas, sem réstia de amor que lhes exalte o coração, erram de obstáculo a obstáculo, de pesadelo a pesadelo. O choque da desencarnação para eles, ainda impermeáveis ao auxilio santificante, pela dureza que lhes assinala os sentimentos, parece galvanizá-los na posição mental em que se encontravam no momento do trânsito entre as duas esferas, e, dessa forma, não é fácil de logo arrancá-los do desequilíbrio a que imprevidentes se precipitaram. Retardam-se, às vezes, anos a fio, obstinando-se nos erros a que se habituaram, e, vigorando impulsos inferiores pela incessante permuta de energias uns com os outros, passam, em geral, a viver, não só a perturbação própria, mas também o desequilíbrio dos demais companheiros de infortúnio.

NO MUNDO MAIOR - André Luiz   

FIXAÇÃO DA MENTE APÓS A MORTE:

Se a alma não conseguiu desvencilhar-se, enquanto na Terra, das variadas cadeias de egoísmo, como sejam:

  • o ódio e a revolta,

  • a perversidade e a delinqüência,

  • o fanatismo e a vingança,

  • a paixão e o vício, em se afastando do corpo de carne, pela imposição da morte, assemelha-se a um balão electromagnético, pejado de sombra e cativo aos processos da vida inferior, a retirar-se dos plexos que lhe garantiam a retenção, através da dupla cadeia de gânglios do grande simpático, projetando-se na esfera espiritual, não com a leveza específica, suscetível de alçá-la a níveis superiores, em circuito aberto, mas sim com a densidade característica da fixação mental a que se afeiçoa, sofrendo em si os choques e entrechoques das suas próprias forças desvairadas, em circuito fechado sobre si mesma, revelando lamentável desequilíbrio que pode perdurar até mesmo por séculos, conforme a concentração do pensamento na desarmonia em que se compraz.

Nesse sentido, podemos simbolizar a vontade como sendo a âncora que retém a embarcação do espírito em seu clima ideal.

É necessário, assim, consagrar nossa vida ao bem completo, a fim de que estejamos de acordo com a Lei Divina, escalando, ao seu influxo, os acumes da Vida Superior.

E é por isso que, encarecendo o valor da reencarnação, como preciosa oportunidade de progresso, lembraremos aqui as palavras do Senhor, no versículo 35, do capítulo 12, no Evangelho do Apóstolo João: «Avançai enquanto tendes luz para que as trevas não vos alcancem, porque todo aquele que caminha nas trevas, marchará fatalmente sob o nevoeiro, perdendo o próprio rumo.»

Instrução Psicofônica passada pelo Espírito Francisco de Menezes Dias da Cruz, através do médium Francisco Cândido Xavier, na noite de 5 de maio de 1955.

INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS de diversos espiritos por Chico Xavier


VICIADOS:

O espírito que vive unicamente para e pelas satisfações materiais erra, depois da morte do corpo, por toda parte onde o chamam as suas antigas volúpias; faz reviver a sua vida corpórea nos vícios daqueles aos quais atrai ao pecado. Se pudésseis ver os sombrios Espíritos formando multidões, por toda parte onde os viciosos se reúnem, saberíeis alguma coisa dos mistérios do mal. A influência desses vis Espíritos facilita a queda persistente e mostra invencíveis obstáculos àquele que tivesse a veleidade de regressar. Cada ser miserável é o centro de um grupo malfazejo, que apresenta uma energia feroz para o rebaixar ao seu próprio nível.
 

Tais são os que, despojados dos corpos, gravitam em esferas inferiores à Terra. Eles vivem com quem os tenta, no desespero de satisfazer paixões e apetites inextintos, apesar da perda dos órgãos que outrora lhes permitiam gozá-los.
 

Nessas esferas, eles são, entretanto, acessíveis às tentativas dos Espíritos missionários, que procuram despertar neles um desejo de melhora. Quando esse desejo surge, o Espírito dá o seu primeiro passo para diante, torna-se menos rebelde às santas influências e é protegido pelos seres puros e devotados, cuja missão é socorrer e guiar as almas em perigo.

 

ENSINOS ESPIRITUALISTAS - Médium: William Stainton Moses

 

RESUMO:

“A libertação da ALMA e do CORPO se opera gradualmente e com uma lentidão variável, segundo os indivíduos e as circunstâncias da morte. Os laços que unem a alma ao corpo não se rompem senão pouco a pouco, e tanto menos rapidamente quanto a vida foi mais material e mais sensual.”

Do Livro dos Espíritos, questão nº 155 – Allan Kardec

"Morrer não é libertar-se facilmente."
Do livro Escultores de Almas, recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

CONTEÚDOS RETIRADOS DO SITE:

http://www.guia.heu.nom.br/apos_a_morte.htm

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CATOLICISMO (Romano)

Céu e o Inferno

A recompensa máxima esperada pelo fiel católico é a salvação de sua alma, que após a morte adentrará o Paraíso e lá gozará de descanso eterno, junto de Deus Pai, dos santos e de Jesus Cristo.

O que é a morte?

A morte é uma separação. Podemos entender este fato claramente, considerando como a Bíblia descreve a morte espiritual. Comecemos no livro de Gênesis, onde encontramos pela primeira vez o conceito de morte.

Quando Deus disse a Adão que não comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele revelou que a conseqüência da desobediência seria a morte no mesmo dia do pecado (Gênesis 2:17).

 

Com certeza, Deus cumpriu sua promessa sobre a conseqüência do pecado, porque ele sempre fala a verdade e nunca quebra uma promessa. Por causa do pecado do casal original, Deus expulsou-os do Jardim do Éden (Gênesis 3:23-24).

 

Mesmo tendo Adão vivido, em seu corpo físico, por 930 anos, ele e sua esposa morreram no dia de seu pecado, no sentido de que eles foram separados de Deus. A morte espiritual é a separação de Deus.

O caso de Adão e Eva nos ajuda a entender que é possível estar fisicamente vivo, enquanto morto espiritualmente (veja Efésios 2:1-6, por exemplo). A razão para esta morte espiritual esta separação de Deus é sempre a mesma. Separamo-nos de Deus pelo nosso próprio pecado (Isaías 59:1-2).

 

A morte física também é uma separação. Quando o corpo está separado do espírito, ele está morto (Tiago 2:26). Eclesiastes 12:7 nos diz que isto é o que acontece no fim da vida física: "O pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu".

 

O que acontecerá após a minha morte?

É claro que o espírito voltará a Deus, mas o que ele fará com meu espírito? Mesmo que a Bíblia possa não satisfazer toda a nossa curiosidade sobre o que acontece depois da morte, ela é clara ao apresentar diversos fatos vitais:

- Deus confortará o fiel e mandará o ímpio para um lugar de tormento (Lucas 16:25).

 

- Deus julgará cada pessoa (Hebreus 9:27).

Este julgamento será de acordo com a palavra que Deus revelou através de Seu Filho (João 12:48).

 

Ele julgará as coisas que fizemos em corpo (2 Coríntios 5:10).

Passagens como Mateus 25:31-46 e 2 Tessalonicenses 1:7-12 mostram claramente que haverá uma eterna separação (morte espiritual) entre os justos (obedientes) e os injustos (desobedientes).

 

Podemos concluir, então, que a morte eterna não é o fim da existência, mas uma eterna separação de Deus. É óbvio no caso do homem rico porém desobediente em Lucas 16 que uma pessoa ainda será consciente, mas que o injusto nunca pode atravessar a separação para estar na presença de Deus.

 

Aplicações: Respondendo às doutrinas humanas

 

Infelizmente, há muitas doutrinas conflitantes sobre a morte e a eternidade. Consideremos, brevemente, quatro exemplos de doutrinas humanas que contradizem o ensinamento da Bíblia.

 

Doutrina humana: A morte é o fim da existência

As pessoas que não acreditam na existência de Deus, obviamente, negam a idéia de vida após a morte. Outros, mesmo entre aqueles que se proclamam seguidores de Jesus, ensinam que os injustos deixarão de existir, quando morrerem. Em contraste, Jesus claramente ensinou que a existência não cessa com a morte (Mateus 22:31-32).

 

O problema fundamental nesta doutrina humana que diz que a existência cessa com a morte, é o erro de não entender que a morte é uma separação, e não o fim da existência da pessoa (veja Tiago 2:26). As doutrinas de igrejas que negam a existência do inferno não obstante, a Bíblia mostra que o ímpio sofrerá eternamente, separado de Deus para sempre (Mateus 25:41,46).

Fonte:

Fonte: http://www.estudosdabiblia.net/d12.htm

 

PARAÍSO, PURGATÓRIO, INFERNO E JUÍZO FINAL:

Retirado do Blog do Márcio (Católico para Sempre):

I. O Juízo Particular
A morte põe fim à vida do homem como tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina manifestada em Cristo. O Novo Testamento fala do juízo principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na segunda vinda deste, mas repetidas vezes afirma também a retribuição, imediatamente depois da morte, de cada um em função de suas obras e de sua fé. A parábola do pobre Lázaro e a palavra de Cristo na cruz ao bom ladrão assim como outros textos do Novo Testamento, falam de um destino último da alma pode ser diferente para uns e outros.

Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja por meio de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre.
No entardecer de nossa vida, seremos julgados sobre o amor.


II. O Céu
Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem "tal como ele é" (1 Jo 3,2), face a face (1 Cor 13,12):

Com nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (...) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram, (...) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (...) antes mesmo da ressurreição em seus corpos e do juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santos anjos. Desde a paixão e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva e até face a face, sem a mediação de nenhuma criatura.
Essa vida perfeita com a Santíssima Trindade, essa comunhão de vida e de amor com ela, com a Virgem Maria, os anjos e todos os bem-aventurados, é denominada "o Céu". O Céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva.
Viver no Céu é "viver com Cristo". Os eleitos vivem "nele", mas lá conservam - ou melhor, lá encontram – sua verdadeira identidade, seu próprio nome.

"Vita est enim esse cum Christo; ideo ubi Christus, ibi vita, ibi regnum - Vida é, de fato, estar com Cristo; aí onde está Cristo, aí está a Vida, aí está o Reino".
Por sua Morte e Ressurreição, Jesus Cristo nos "abriu" o Céu. A vida dos bem-aventurados consiste na posse em plenitude dos frutos da redenção operada por Cristo, que associou à sua glorificação celeste os que creram nele e que ficaram fiéis à sua vontade. O céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados a Ele.

Este mistério de comunhão bem-aventurada com Deus e com todos os que estão em Cristo supera toda compreensão e toda imaginação. A Escritura fala-nos dele em imagens: vida, luz, paz, festim de casamento, vinho do Reino, casa do Pai, Jerusalém celeste, Paraíso. "O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam" (1Cor 2,9).

Em razão de sua transcendência, Deus só poder ser visto tal como é quando Ele mesmo abrir seu mistério à contemplação direta do homem e o capacitar para tanto. Esta contemplação de Deus em sua glória celeste é chamada pela Igreja de "visão beatifica".

Qual não ser tua glória e tua felicidade: ser admitido a ver a Deus, ter a honra de participar das alegrias da salvação e da luz eterna na companhia de Cristo, o Senhor teu Deus (...) desfrutar no Reino dos Céus, na companhia dos justos e dos amigos de Deus, as alegrias da imortalidade adquirida.
Na glória do Céu, os bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus em relação aos outros homens e à criação inteira. Já reinam com Cristo; com Ele "reinarão pelos séculos dos séculos" (Ap 22,5).

III. A purificação final ou Purgatório
Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.
A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala de um fogo purificador:

No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo, que, se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem presente século nem no século futuro (Mt 12,32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro.
Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: "Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado" (2Mc 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos:

Levemo-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles.


IV. O Inferno

Não podemos estar unidos a Deus se não fizermos livremente a opção de amá-lo. Mas não podemos amar a Deus se pecamos gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra nós mesmos: "Aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele" (1 Jo 3,14-15). Nosso Senhor adverte-nos de que seremos separados dele se deixarmos de ir ao encontro das necessidades graves dos pobres e dos pequenos que são seus irmãos morrer em pecado mortal sem ter-se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa ficar separado do Todo-Poderoso para sempre, por nossa própria opção livre. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa com a palavra "inferno".
Jesus fala muitas vezes da "Geena", do "fogo que não se apaga", reservado aos que recusam até o fim de sua vida crer e converter-se, e no qual se pode perder ao mesmo tempo a alma e o corpo. Jesus anuncia em termos graves que "enviar seus anjos, e eles erradicarão de seu Reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade, e os lançarão na fornalha ardente" (Mt 13,41-42), e que pronunciar a condenação: "Afastai-vos de mim malditos, para o fogo eterno!" (Mt 25,41).


O ensinamento da Igreja afirma a existência e a eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, "o fogo eterno". A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais aspira.

As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja acerca do Inferno são um chamado à responsabilidade com a qual o homem deve usar de sua liberdade em vista de seu destino eterno. Constituem também um apelo insistente à conversão: "Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à vida. E poucos são os que o encontram" (Mt 7,13-14):
Como desconhecemos o dia e a hora, conforme a advertência do Senhor, vigiemos constantemente para que, terminado o único curso de nossa vida terrestre, possamos entrar com ele para as bodas e mereçamos ser contados entre os benditos, e não sejamos, como servos maus e preguiçosos, obrigados a ir para o fogo eterno, para as trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.
Deus não predestina ninguém para o Inferno; para isso é preciso uma aversão voluntária a Deus (um pecado mortal) e persistir nela até o fim. Na Liturgia Eucarística e nas orações cotidianas de seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus, que quer "que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se" (2Pd 3,9):

Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda de vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação e acolhei-nos entre os vossos eleitos.

V. O Juízo Final

A ressurreição de todos os mortos, "dos justos e dos injustos" (At 24,15), antecederá o Juízo Final. Este será "a hora em que t
odos os que repousam nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento" (Jo 5,28-29). Então Cristo "virá em sua glória, e todos os anjos com Ele. (...) E serão reunidas em sua presença todas as nações, e Ele há de separar os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e por as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. (...) E irão estes para o castigo eterno, e os justos irão para a Vida Eterna" (Mt 25,31-33.46).

É diante de Cristo - que é a Verdade - que será definitivamente desvendada a verdade sobre a relação de cada homem com Deus. O Juízo Final há de revelar até as últimas conseqüências o que um tiver feito de bem ou deixado de fazer durante sua vida terrestre:


Todo o mal que os maus praticam é registrado sem que o saibam. No dia em que "Deus não se calará" (Sl 50,3), voltar-se-á para os maus: "Eu havia", dir-lhes-á, "colocado na terra meus pobrezinhos para vós. Eu, seu Chefe, reinava no céu à direita do meu Pai, mas na terra os meus membros passavam fome. Se tivésseis dado aos meus membros, vosso dom teria chegado até a Cabeça. Quando coloquei meus pobrezinhos na terra, os constituí meus tesoureiros para recolher vossas boas obras em meu tesouro; vós, porém, nada depositastes em suas mãos, razão por que nada possuís junto a mim"
O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte.


A mensagem do Juízo Final é apelo à conversão enquanto Deus ainda dá aos homens "o tempo favorável, o tempo da salvação" (2Cor 6,2). O Juízo Final inspira o santo temor de Deus. Compromete com a justiça do Reino de Deus. Anuncia a "bem-aventurada esperança" (Tt 2,13) da volta do Senhor, que "virá para ser glorificado na pessoa de seus santos e para ser admirado na pessoa de todos aqueles que creram (2Ts 1,10).


VI. A esperança dos céus novos e da terra nova

No fim dos tempos, o Reino de Deus chegar à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado:

Então a Igreja será "consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o gênero humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e por meio dele atinge sua finalidade, encontrará sua restauração definitiva em Cristo"

Esta renovação misteriosa, que há de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura a chama de "céus novos e terra nova" (2Pd 3,13). Ser a realização definitiva do projeto de Deus de "reunir, sob um só chefe, Cristo, todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra" (Ef 1,10).

Neste "universo novo", a Jerusalém celeste, Deus terá sua morada entre os homens. "Enxugará toda lágrima de seus olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, e nem dor haverá mais. Sim! As coisas antigas se foram!" (Ap 21,4).
Para o homem, esta consumação será a realização última da unidade do gênero humano, querida por Deus desde a criação e da qual a Igreja peregrinante era "como o sacramento". Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos remidos, a cidade santa de Deus (Ap 21,2), "a Esposa do Cordeiro" (Ap 21,9). Esta não será mais ferida pelo pecado, pelas impurezas, pelo amor-próprio, que destroem ou ferem a comunidade terrestre dos homens. A visão beatífica, na qual Deus se revelará de maneira inesgotável aos eleitos, será a fonte inexaurível de felicidade, de paz e de comunhão mútua.

Quanto ao cosmos, a Revelação afirma a profunda comunidade de destino do mundo material e do homem:
Pois a criação em expectativa anseia pela revelação dos filhos de Deus (...) na esperança de ela também ser libertada da escravidão da corrupção (...). Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos interiormente, suspirando pela redenção de nosso corpo (Rm 8,19-23).

Também o universo visível está, portanto, destinado a ser transformado, "a fim de que o próprio mundo, restaurado em seu primeiro estado, esteja, sem mais nenhum obstáculo, a serviço dos justos", participando de sua glorificação em Cristo ressuscitado.

"Ignoramos o tempo da consumação da terra e da humanidade e desconhecemos a maneira de transformação do universo. Passa certamente a figura deste mundo deformada pelo pecado, mas aprendemos que Deus prepara uma nova morada e nova terra. Nela reinará a justiça, e sua felicidade irá satisfazer á e superar todos os desejos de paz que sobem aos corações dos homens."
"Contudo, a expectativa de uma terra nova, longe de atenuar, deve impulsionar em vós a solicitude pelo aprimoramento desta terra. Nela cresce o corpo da nova família humana que já pode apresentar algum esboço do novo século. Por isso, ainda que o progresso terrestre se deva distinguir cuidadosamente do aumento do Reino de Cristo, ele é de grande interesse para o Reino de Deus, na medida em que pode contribuir para melhor organizar a sociedade humana. "


"Com efeito, depois que propagarmos na terra, no Espírito do Senhor e por ordem sua, os valores da dignidade humana, da humanidade fraterna e da liberdade, todos estes bons frutos da natureza e de nosso trabalho, nós os encontraremos novamente, limpos, contudo, de toda impureza, iluminados e transfigurados, quando Cristo entregar ao Pai o reino eterno e universal. Deus será, então, "tudo em todos" (1 Cor 15,28), na Vida Eterna:

A vida, em sua própria realidade e verdade, é o Pai que, pelo Filho e no Espírito Santo, derrama sobre todos, sem exceção, dons celestes. Graças à sua misericórdia também nós, os homens, recebemos a promessa indefectível da Vida Eterna

http://catolicoparasempre.blogspot.com/2009/08/ceu-inferno-purgatorio-e-juizo.html

 

 

 

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EVANGÉLICOS E PROTESTANTES

O cristão crê que o ser humano é constituído de espírito, alma e corpo. A Bíblia diz que pôr ocasião da morte o corpo volta para o pó que o formou e o espírito volta para Deus que o deu (Eclesiástes 12).

A alma, que é a interseção entre o corpo e o espírito, que nos dá consciência do mundo ao nosso redor, a qual consiste de mente, vontade e emoções, fica inerte.


As Escrituras são claras em prometer ressurreição aos que crêem. A realidade de nossa ressurreição é ensinada por dois fatos. O primeiro é que Jesus foi ressuscitado no mesmo corpo no qual Ele morreu. Em Lucas 24:39, vemos que Jesus não ressuscitou apenas na forma do espírito, mas fisicamente. A segunda é que nós teremos corpos iguais ao corpo de Cristo.

Ele é “ as primícias dos que dormem ” (I Corintios 15:21).

A ressurreição implica uma continuidade entre o corpo físico que temos agora e o corpo que teremos no futuro.


A ressurreição da pessoa não deve ser compreendida no sentido de uma corporeidade isolada da alma. Na ressurreição eterna do homem integral, os três elementos, corpo, alma e espírito, se juntarão. O corpo será glorificado, isto é, passará por uma transformação e será incorruptível; o espírito estará salvo da presença do pecado; e, a alma, será completamente restaurada e fora dos padrões deste século (Efésios 2). Por isso, a ressurreição de Cristo faz parte essencial da pregação da Igreja Cristã em todos os tempos. A esperança da futura ressurreição depende da ressurreição de nosso Senhor (I Corintios 15:1-19).

 
Uma pessoa é um ser único, cuja integridade, exatamente por causa de sua alma nunca poderá ser destruída ou dividida (Mateus 10:28). Na visão tricotômica da constituição do ser humano, o homem estará para todo o sempre, na eternidade, com Deus.
Cremos na existência de espíritos, sejam eles bons ou maus, que foram criados por Deus, antes da fundação do mundo. Espíritos estes que se diferenciam do ser humano por não possuírem corpos e serem eternos. Alguns espíritos enganadores ou anjos caídos, para alcançarem seus intentos, manifestam-se usando corpos de pessoas que se dispõem a isso.

 
Em conclusão, os cristãos, sejam eles católicos, protestantes ou evangélicos, crêem com convicção que “ aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo ” (Hebreus 9:27).

Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/religion-studies/1616920-vida-ap%C3%B3s-morte/

 

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HINDUISMO - ORIENTALISMO

O hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo, engloba as mais antigas crenças religiosas. A visão hindu de vida após a morte é a idéia de reencarnação.

 

A idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos compõem o capítulo dessa religião. Toda pessoa reencarna cada vez que morre. Contudo, se levar uma vida voltada para o bem a risca ela pode libertar-se dessa cadeia cíclica.


Diferentemente de outras religiões, o hinduísmo não tem fundador, credo fixo, nem organização de espécie alguma.Para todos os hindus a suprema autoridade são os quatro Vedas: Rig-Veda, Sama-Veda, Yojur-Veda e Atharva-Veda.


Crenças:
O nascimento e a morte seriam uma mudança de cenário para a alma. A alma nunca se modifica, é a essência intacta do ser. Apenas a roupa que ela está usando (o escafandro) é quem morre e, após depois da morte, ela recebe um novo corpo para habitar na existência material.
Quando a alma, após muitos nascimentos dentro desta existência material, entra em contato com um santo verdadeiro (Sad-Guru), ela pode desenvolver a fé no caminho da auto-realização e começar seu retorno ao mundo transcendental de Deus. Lá, a alma poderá viver em plena eternidade. Chama-se de Vaikuntha este plano. As crenças e cultos de antigas populações do vale do rio Indo e dos Arianos formaram as bases do Hinduismo.

 
Os rituais se compões de dois elementos principais: a meditação e contemplação.


A alimentação vegetariana é um dos elementos fundamentais do hinduismo, como todo alimento deve primeiramente ser oferecido aos deuses ele não pode ser impuro (morte/sangue).


As preces são como cânticos, em sânscrito, que denominam-se de mantras.



As  escrituras:


As escrituras hindus se dividem em Sruti (aquilo que é ouvido) e Smrti (aquilo que é lembrado). A literatura Sruti é constituída pelos Vedas, que por sua vez é constituído pelo Rig Veda, Yajur Veda, Sama Veda e Atharva Veda. E cada um dos Vedas é dividido em Samhitá, Brahmana, Aranyaka e Upanishad. Já o Smrti é composto de Shastras, Puranas, Itihasas, Agamas e Darshanas.


Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/1802659-hinduismo/#ixzz1KUcKNZHD

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BUDISMO

Escrito por Daisaku Ikeda (Material cedido por Adriano Brito)   

Nascemos porque temos uma missão.

Todos têm uma missão. É por essa razão que nascemos. É por isso que, independentemente do que aconteça, devemos prosseguir na vida superando tudo. A palavra japonesa que designa missão significa “uso da própria vida”. Para qual objetivo usamos nossa vida? Qual o objetivo de termos nascido neste mundo, enviados pelo universo?

Por que fomos enviados para cá?

O budismo considera o universo como uma gigantesca entidade. Se o compararmos ao vasto oceano, cada vida é como uma onda nesse oceano. A vida é quando as ondas se levantam na superfície do oceano, e quando ela volta é a morte. A vida e a morte são unas com o universo. No nascimento de uma única vida, há a aprovação e cooperação do universo inteiro.

Todas as vidas são igualmente preciosas. Não podemos aplicar uma hierarquia ao valor da vida, tornando uma mais valiosa que outra. Cada vida é única. A vida de cada pessoa é tão valiosa quanto o universo, é una com a vida do universo e tem a mesma importância. Nitiren Daishonin declara: “A vida é o maior de todos os tesouros.” (The Writings of Nichiren Daishonin, pág. 1125.) E diz ainda: “O Buda diz que a vida é algo que não pode ser comprado nem pelo preço de todo um sistema maior de mundos.” (Ibidem, pág. 983.) E “Um dia de vida é mais valioso que todos os tesouros do sistema maior de mundos.” (Ibidem, pág. 955.)

É por essa razão que não devemos tirar nossa própria vida. É por isso que não devemos recorrer à violência, que não devemos ferir nem agredir os outros. Ninguém tem o direito de prejudicar o precioso tesouro que é a vida.

Yumitani: Um estudante escreveu que quando foi vítima de agressões questionava por que havia nascido neste mundo doloroso, e por quê, acima de tudo, havia nascido.

Pres. Ikeda: “Por que nascemos?” — a juventude é a época de buscar a resposta dessa questão. A juventude é nosso “segundo nascimento”. O primeiro nascimento é o físico, mas é durante a juventude que realmente nascemos como pessoa. Por isso é um período tão difícil na vida e temos de sofrer tanto. É uma luta, tal como a do passarinho tentando romper a casca do ovo.

A questão crucial é jamais desistir. Enquanto lutam para encontrar seu caminho, por favor, orem, reflitam, estudem, conversem com seus amigos e dêem o máximo para o que é mais importante agora. Se desafiarem a si próprios sem se darem por vencidos, sua missão — aquela que somente vocês podem cumprir — será revelada sem falha.

Ueda: Sim. Se o passarinho desistir no meio do caminho, nunca conseguirá sair do ovo.

 

Os verdadeiros vitoriosos são os que perseveram até o fim

Pres. Ikeda: Espero que não se deixem derrotar por seus problemas e batalhas. As pessoas derrotadas pelos problemas não passam por um renovado crescimento ou “renascimento” como seres humanos e acabam vivendo apenas por instinto, como animais. E isso é uma morte espiritual.

Todos vocês conhecem Mikhail Gorbachev, ex-presidente da União Soviética e também meu amigo. Gorbachev é o responsável pelo fim da Guerra Fria. Ele é um verdadeiro herói que teve o bom senso de dizer: “Essa tolice não pode continuar!” Querendo encontrar uma forma de levar a felicidade a toda a humanidade, ele deu um passo decisivo para a mudança.

Como o líder supremo da União Soviética, ele era praticamente o todo-poderoso de sua terra natal. Ele poderia muito bem ter permanecido confortavelmente na fortaleza do poder. Mas escolheu um caminho diferente — um caminho perigoso e arriscado. Ele sofreu atentados, foi traído e perseguido. Mas, em meio a tudo isso, recusou-se a abandonar seu sonho de uma sociedade em que as pessoas estivessem em primeiro lugar.

Quando Gorbachev e sua falecida esposa Raisa visitaram o Colégio Soka de Kansai [em 20 de novembro de 1997], ela proferiu um discurso aos alunos. “Vocês passarão por todo tipo de sofrimento na vida”, disse Raisa. “Nem todos eles serão curados. Vocês tampouco conseguirão realizar todos os seus sonhos. Mas há algo que vocês podem alcançar. Há um sonho que podem tornar realidade.

“Portanto, a pessoa que triunfa no final é aquela que se levanta após cada queda e avança. A capacidade de continuar a lutar é uma questão de determinação. A morte não vem para a pessoa que está cansada, mas sim para aquela que parou de avançar.

“Vocês podem pensar que hoje ainda são jovens mas, antes que percebam, já terão alcançado a maturidade. Assim é a vida. Logo terão de assumir a responsabilidade por sua família, pela nação e por todo o planeta.

“Que seus sonhos se tornem realidade! Espero que ocorram coisas maravilhosas em sua vida! Que sejam todos felizes!”

Ueda: Que mensagem encorajadora!

 

Não desperdicem nem um único momento da vida

Pres. Ikeda: São indescritíveis os sofrimentos e dificuldades pelos quais o casal Gorbachev passou. “Mas nós sobrevivemos”, disse o casal. “Nós vivemos e lutamos.” Todos vocês estão vivendo agora. Como isso é incrível! Espero que não desperdicem esse maravilhoso tesouro.

Por falar na Rússia, contei anteriormente como o grande escritor russo Fiodor Dostoievski (1821–1881) escapou por pouco de ser executado por um pelotão de fuzilamento. Enquanto aguardava sua vez de ser chamado pelos executores, começou a pensar em como passaria seus últimos momentos. Ele sabia que dentro de cinco minutos seria preso a um poste e executado, e assim desapareceria deste mundo. Não queria desperdiçar esses cinco preciosos minutos, pois eram seu último tesouro. Precisava utilizá-los cuidadosamente. Ele dividiu o tempo restante em três partes. Usaria os primeiros dois minutos para despedir-se de seus amigos e entes queridos. Os dois minutos seguintes seriam dedicados a uma última reflexão sobre si próprio. E o último minuto usaria para dar uma última olhada ao seu redor.1

Ao mesmo tempo, decidiu que, se por alguma razão fosse poupado, transformaria cada minuto em uma era e jamais desperdiçaria um segundo sequer.

Yumitani: Que experiência intensa deve ter sido!

 

Aproveitem a vida ao máximo

Pres. Ikeda: Pensando nisso, mesmo sabendo que não vamos morrer nos próximos cinco minutos, todos nós, sem exceção, morreremos um dia. Podemos contar cem por cento com isso. Não existe nada mais certo.

Victor Hugo disse certa vez: “Todos nós temos uma sentença de morte, mas com um tipo de adiamento indefinido.”2 O ideal é vivermos cada minuto da vida de forma útil, como se fosse uma era. As pessoas que não têm um objetivo na vida chegam ao final dela com um sentimento de vazio, mas aquelas que vivem com plenitude e empenham-se corretamente até o fim terão uma morte tranqüila.

Leonardo da Vinci também disse: “Assim como um dia bem aproveitado faz com que tenhamos um sono feliz, uma vida bem vivida leva a uma morte feliz.”³ As pessoas conscientes do fato de que a morte pode chegar a qualquer momento vivem cada dia ao máximo. Em uma corrida, também é a linha de chegada que nos faz correr com toda nossa força.

Ueda: Enfrentar a realidade da morte dá sentido à vida.

Yumitani: Acho que se não morrêssemos nossa vida ficaria vazia e sem objetivo, assim como não estudamos a menos que saibamos que haverá um exame!

Pres. Ikeda: É verdade. Uma vida sem morte poderia ser uma ótima idéia, mas também significaria que adiaríamos as coisas, pensando que, mesmo que não nos preocupássemos no momento, poderíamos dar conta de tudo dentro de dez ou vinte anos. De fato, provavelmente nunca faríamos nada. Todos nós nos tornaríamos totalmente decadentes e preguiçosos.

Yumitani: Imagino que seja isso o que acontece com as pessoas que passam a vida à toa, sem nunca considerar com seriedade a realidade da morte.

Pres. Ikeda: Diante da morte, aspectos como riqueza, posição social, honras e qualificações acadêmicas não têm nenhum significado. Nesse momento, tudo se decide de acordo com sua própria vida, destituída de todos os ornamentos externos. Vocês se sentem realizados? Ou sua vida é vazia, fraca e sem energia? É por essa razão que necessitamos da fé para forjar nossa vida e desenvolvê-la.

Ueda: Nunca sabemos quando a morte virá. Portanto, não podemos nos permitir desperdiçar um momento sequer.

Pres. Ikeda: Não, não podemos. Eu adotei um lema diário: “O dia de hoje equivale a uma semana!” Ainda não vivi cem anos, mas tenho me empenhado para criar várias centenas de anos de valor.

 

Sem arrependimentos

Yumitani: Se vivermos cada dia com seriedade e plenitude, não teremos nenhum arrependimento.

Pres. Ikeda: Trata-se de ter senso de missão. Não existe nada mais forte. José Rizal, o herói da independência filipina, deu a vida por essa missão. Ele foi executado por um pelotão de fuzilamento, mas em sua última carta escreveu: “Não me arrependo do que fiz, e se tivesse de começar novamente, faria o mesmo, porque esse era meu dever.”4

Ueda: Seria maravilhoso se todos nós pudéssemos chegar ao fim da vida sentindo que, se pudéssemos viver novamente, seguiríamos pelo mesmo caminho.

Pres. Ikeda: Para viver dessa forma, é necessário uma firme concepção da vida e da morte. O que acontece quando morremos? O que acontece com nossa vida? Na próxima vez, vamos analisar as respostas que o budismo dá para essas questões.

Yumitani: Num certo momento da vida, todos se perguntam por que nasceram, por que morrerão e o que acontecerá após a morte.

Um de nossos membros da Divisão dos Estudantes Colegiais disse que a morte de seu tio realmente fez com que ele pensasse nisso. Ao ver o corpo de seu tio sem vida, ele achou que se parecia com um boneco de cera e não pôde deixar de pensar no significado da morte.

Ueda: Outro estudante escreveu o seguinte: “Quando tenho muitos problemas e passo por uma situação muito difícil, fico me perguntando por que estou vivo — qual o sentido disso tudo. Sinto-me tão só algumas vezes e isso me deixa triste e sem esperanças na vida.”

E um outro disse: “Quando meu avô faleceu, pensei na vida e na morte. Fiquei imaginando como é que as pessoas morrem assim tão facilmente. Também me arrependi por não ter feito mais por meu avô quando ele estava vivo.A questão da vida e da morte é a raiz. Todos os demais problemas são as folhas e ramos

Pres. Ikeda: É algo extremamente valioso ponderar dessa forma sobre a questão da vida e da morte. Isso é uma prova de nossa humanidade.

Em geral, quando as pessoas vão envelhecendo e acabam presas pela rotina da vida diária, tendem a parar gradativamente de considerar sobre as questões fundamentais. Mas a questão da vida e da morte é muito importante. Devemos considerar profundamente sobre ela durante toda nossa vida.

Se comparássemos nossa existência a uma árvore, a questão da vida e da morte seria como suas raízes. Embora tenhamos toda uma variedade de problemas e questões para lidar na vida, eles nada mais são que os ramos e as folhas, todos ligados à raiz da questão fundamental da vida e da morte.

Yumitani: Algumas pessoas pensam assim: “Ainda sou jovem. Não tenho necessidade de pensar nisso. Posso esperar até que fique mais velho e esteja à beira da morte.”

Pres. Ikeda: Bem, talvez possamos analisar isso da seguinte forma. Vamos imaginar a caloura de um curso. Ela faz planos e lança objetivos para seu primeiro ano no colegial. Mas não conseguirá nada de significativo enquanto não definir quais serão seus planos para todo o período do colegial.

Yumitani: Isso faz sentido.

Pres. Ikeda: Assim, ela tenta fazer planos para todo o período do colegial. Mas então percebe que se não pensar no que vai fazer depois de se formar, também não poderá planejar os anos do colegial de forma sábia.

Ueda: Sim, mas a menos que tenha no mínimo uma vaga idéia do que quer fazer quando deixar a escola — seja encontrar um emprego ou ir para a faculdade — realmente não se consegue passar a época do colegial da melhor forma possível.

Pres. Ikeda: Da mesma maneira, não se pode contemplar de forma significativa como passar a vida se não souberem o que acontecerá com vocês após a “formatura” — em outras palavras, após a morte.

Yumitani: Sim, compreendo o que o senhor quer dizer.

 

Jovens filósofos, ponderem sobre a questão da vida e da morte!

Pres. Ikeda: Por essa razão é tão importante que vocês sejam jovens filósofos e que ponderem profundamente sobre essa questão da vida e da morte enquanto estão na juventude.

Se as pessoas se deixarem levar pela crença de que não existe vida após a morte, sucumbirão facilmente à visão de que podem fazer o que quiserem e então, quando encontrarem alguma dificuldade, simplesmente poderão dar um fim a sua vida e acabar com tudo.

Yumitani: Sim, hipoteticamente isso é possível.

Ueda: Concordo. Voltando ao exemplo do colegial, tenho certeza de que se nada houvesse após a formatura, muitos estudantes achariam desnecessário estudar tanto.

Yumitani: Bem, as pessoas que crêem que não existe nada após a morte poderiam ainda empenhar algum esforço para viverem de forma agradável, mas provavelmente não se esforçariam tanto para tentar se aperfeiçoar ou para servir aos outros.

Pres. Ikeda: É claro que ninguém que acredite que a morte é o fim vive de forma irresponsável e em absoluto abandono.

Não somente existem restrições sociais contra isso como também, bem lá no fundo do coração, os seres humanos sabem intuitivamente que a vida é eterna e que há uma maneira correta de vivê-la.

Yumitani: Há também algumas pessoas que dizem que exatamente pelo fato de esta ser nossa única existência — como não há vida após a morte — temos de fazer o melhor no presente. Mas nem todos pensam dessa forma.

Pres. Ikeda: Está se tornando predominante no mundo de hoje a visão materialista de que não há vida após a morte. Creio que seja essa a razão de a ética e a moralidade terem se degenerado em mera ambição. No grande romance Os Irmãos Karamazov, de Dostoievski, a personagem Ivan faz o seguinte comentário: “Supondo que não houvesse nenhum Deus, o que seria então considerado como crime? Todas as coisas seriam lícitas?” Se substituíssemos a palavra “Deus” por “vida após a morte”, poderíamos aplicar a mesma questão. Teríamos um mundo onde poderíamos fazer o que quiséssemos até que alguém nos impedisse.

Yumitani: De fato, parece que é essa a maneira como o mundo está sendo conduzido.

 

Pessoas que buscam pelo significado da vida

Ueda: Algumas pessoas fazem a seguinte questão: “A morte é realmente o fim? Caso assim seja, isso significa então que tudo na vida é vazio e sem significado?”

Pres. Ikeda: Somos seres que buscam um significado na vida. Enquanto tivermos um sentido para viver, poderemos suportar qualquer sofrimento. Mas, sem um propósito na vida, podemos ter tudo que quisermos e ainda assim sentirmo-nos completamente vazios, como se nosso espírito perecesse.

Assim como têm de adotar uma perspectiva mais ampla de todo seu período no colegial e dar um significado ao primeiro ano letivo, têm de adotar também uma visão mais ampla para enxergar o propósito de sua vida, ou seja, visualizar esta existência e o que acontece após a morte. Sem isso, não conseguirão valorizar a própria vida. Por essa razão é tão importante a compreensão da vida e da morte.

 

A vida do universo é um grande oceano e as ondas representam nossa vida

Yumitani: O budismo ensina que a vida é eterna. Da última vez, o senhor descreveu o universo como uma grande entidade viva, como um vasto oceano, e cada vida como uma onda desse oceano.

Ueda: A vida pode ser associada ao momento em que as ondas se levantam na superfície do oceano. E quando fundem-se com o oceano, temos a morte.

Yumitani: Ainda não entendi muito bem o que significa exatamente “fundir-se”.

Pres. Ikeda: O Sr. Toda disse certa vez que se jogarem um pouco de tinta em um lago, ela será dissolvida e desaparecerá. Assim é a morte. Posteriormente, se utilizarem algum aparelho para recolherem os componentes da tinta dissolvida e juntá-los novamente, isso significaria a vida, disse ele.

Yumitani: Apesar de a vida da pessoa fundir-se com a vida do universo, sua identidade não desaparece.

Pres. Ikeda: Essa vida não cessa sua existência. Quando encontrar as condições ideais, vai se manifestar novamente. Mas se perguntarem se essa vida existe como algo tangível, a resposta é absolutamente não. Não podemos localizá-la em algum lugar do universo, pois ela se torna una com todo o universo. Isso não significa existência nem não-existência. O budismo refere-se a isso como o estado de não-substancialidade (kuu).

Vamos usar uma metáfora. Atualmente, um número infinito de ondas de rádio cruzam o globo. Exatamente aqui há agora ondas de rádio de todas as freqüências — de transmissões de rádio e de televisão, entre outras — espalhadas ao nosso redor. Algumas delas são do Japão e outras, dos demais países. Apesar de dizermos que essas ondas existem, não podemos vê-las nem ouvi-las. Não podemos cheirá-las nem tocá-las. Mas se tivermos um aparelho de rádio ou TV ou algum outro receptor apropriado, e o sintonizarmos na freqüência correta, conseguiremos ouvir os sons e ver as imagens que essas ondas produzem.

Yumitani: Um televisor torna-se assim a condição necessária para fazer com que uma onda invisível passe a ser visível na forma de imagens de vídeo.

Pres. Ikeda: Talvez poderíamos chamar isso de transição da morte para a vida pela qual a onda passa. É claro que isso é apenas uma metáfora. Mas, de uma forma muito similar, no momento da morte a vida funde-se com o universo. Essas vidas não se chocam umas com as outras e também não ficam sobre as costas dos outros nem se dão as mãos! Cada vida funde-se com o universo, embora mantenha sua individualidade.

 

Os aspectos físico e espiritual da vida são um só

Ueda: Será que essa individualidade difere do conceito de uma alma ou um espírito separado do corpo físico?

Pres. Ikeda: Difere completamente. O budismo ensina que algo assim como um espírito substancial e separado do corpo não existe. Em todas as formas de vida, a mente e o corpo — os aspectos espiritual e físico — são um só. Tanto na vida como na morte, as energias física e espiritual de uma entidade não podem ser separadas. Elas são unas e indivisíveis.

Acreditar que o espírito pode se separar do corpo e ficar flutuando por aí é pura superstição. A vida — na qual os aspectos físico e espiritual são sempre unos — funde-se com a grandiosa vida do universo, embora preserve sua individualidade.

Yumitani: Ao morrermos, o cérebro é destruído. Então, como ainda podemos ter alguma energia espiritual? Creio que a razão pela qual muitas pessoas acreditem atualmente que não há nada após a morte deve-se ao fato de sua crença em que o espírito reside no cérebro e assim não pode continuar a existir após as células cerebrais terem morrido.

Pres. Ikeda: Esse é um ponto importante. Já detalhei essa questão em outras ocasiões, e espero que vocês estudem esses diálogos e escritos, mas a questão principal é que o cérebro é o local ou o veículo físico para as atividades mentais ou espirituais; não é a própria mente ou o próprio espírito. É essa a maneira como o encaramos.

Por exemplo, o grande filósofo francês Henri-Louis Bergson (1859–1941) comparou a relação entre nosso cérebro e nossa consciência a um cabideiro e às roupas penduradas nele. Se o cabideiro desaparece — ou seja, se o cérebro morre — as roupas caem ao chão. Em outras palavras, a atividade mental torna-se impossível. Mas o cabideiro não representa as roupas.

Ueda: Por falar em Bergson, sei que na primeira vez em que o senhor foi convidado para uma reunião de palestra da Soka Gakkai, quando estava com dezenove anos, e lhe disseram que seria um encontro em que as pessoas falariam sobre a “filosofia da vida”, o senhor perguntou se “estavam se referindo a Bergson”.

Pres. Ikeda: Sim, é verdade. Bergson viveu há aproximadamente cem anos, e sem dúvida essa é a razão pela qual ele usou a metáfora das roupas e do cabideiro. Hoje em dia, é melhor usar o exemplo de imagens televisionadas e do aparelho de som e de TV ou do monitor necessário para transmiti-los.

Nesse contexto, a memória e outras atividades mentais são como as imagens e o som. Eles não aparecem sem um televisor, que pode ser comparado ao cérebro. E o simples fato de seu maior ídolo aparecer na televisão não significa que vocês encontrarão uma foto dele lá dentro se desmontarem seu aparelho de TV. Da mesma forma, quando o cérebro morre, a energia mental perde seu veículo de manifestação, no entanto, isso não significa que essa energia tenha deixado de existir. Tampouco a energia física deixa de existir quando o corpo morre. Ela perde o veículo pelo qual realiza suas atividades e torna-se latente.

Yumitani: E na próxima vez em que renascermos, essa energia latente será ativada novamente, não é mesmo?

Pres. Ikeda: Sim, a energia latente se manifesta e entra em atividade mais uma vez quando se inicia uma nova fase da vida. No entanto, rigorosamente falando, nossa vida não “renasce”. Ela existe continuamente. A identidade de nossa vida não muda.

Nossa vida — cujo corpo e espírito são um só — continua imutável. A essência da vida não é algo cujo espírito deixa o corpo e flutua pelo céu ou algo parecido.

 

Os fantasmas

Ueda: Há pessoas que dizem terem visto um fantasma, ou que ouviram a voz de sua avó falecida. Essas experiências são apenas sonhos ou ilusões?

Pres. Ikeda: Não, essas experiências podem ser reais. Mas a pessoa não está vendo um fantasma. Pode ser que as ondas de uma pessoa que está no estado de morte se sobreponham, por alguma razão, às ondas da que está viva, e a pessoa viva percebe algo como uma visão ou a voz de uma pessoa já falecida. A vida é cheia de mistérios. Poderíamos comparar isso a uma linha cruzada no telefone.

Yumitani: Sim, isso às vezes acontece comigo quando uso o telefone celular.

Pres. Ikeda: O Sr. Toda costumava dizer que ver fantasmas ou ouvir vozes acontece quando a energia vital da pessoa está fraca. Se estão fracos, são sobrecarregados por outros sinais e acabam atuando como se fossem um receptor de rádio ou TV para esses sinais. É por essa razão que são os únicos a ouvir ou ver essas coisas.

Se sua energia vital estiver forte, isso não acontecerá. De fato, se recitarem Daimoku conseguirão enviar as ondas do estado de Buda para essas pessoas e ajudá-las a encontrar a paz.

Yumitani: Então há vidas que não se fundem tranqüilamente com a vida do universo?

Pres. Ikeda: Sim. Algumas se fundem com a vida universal sofrendo as dores mais medonhas. Outras ficam aterrorizadas, como se estivessem sendo perseguidas por um monstro horrível. E outras não têm repouso, como se estivessem tendo pesadelos.

 

O som de nosso Daimoku pode salvar os que estão no estado de morte

Ueda: Nós podemos ajudar essas pessoas com nosso Daimoku?

Pres. Ikeda: Sim, podemos. O som de nosso Daimoku alcança a vida das pessoas que entraram no estado de morte. E é claro que também atinge os que ainda estão vivos. O poder do Nam-myoho-rengue-kyo ilumina tudo no universo, até mesmo os rincões mais distantes do estado de Inferno, lançando-lhe a luz da esperança, da paz e da tranqüilidade.

A Lei Mística é formada pelos caracteres chineses myo e ho. Myo (mística) simboliza a morte e ho (lei), a vida. Juntas, formando a expressão Lei Mística, representam a unicidade da vida e da morte. Tanto a vida como a morte são fases da existência. Apesar de a vida e a morte parecerem totalmente separadas e independentes uma da outra, a entidade da vida existente nessa dinâmica é única e imutável, e tem uma continuidade eterna alternando períodos de vida e de morte.

O Nam-myoho-rengue-kyo é o ritmo fundamental dessa vida eterna. É por isso que o Daimoku tem o poder de ajudar até mesmo aqueles que se encontram no estado de morte.

Yumitani: O que determina se uma vida está sofrendo ou se está no estado de tranqüilidade após a morte? O Inferno e o Pico da Águia existem realmente?

Pres. Ikeda: Sim, eles existem. Mas não se encontram em nenhum lugar. O estado de Fome não está em algum lugar além de Saturno, tampouco o Pico da Águia se encontra do outro lado do Sol. Gostaria que vocês estudassem mais a respeito dos Dez Mundos (Inferno, Fome, Animalidade, Ira, Tranqüilidade, Alegria, Erudição, Absorção, Bodhisattva e estado de Buda), mas o importante é lembrar-se de que assim como os Dez Mundos existem em cada pessoa, também estão presentes no universo.

A vida daquela pessoa cuja tendência básica enquanto viva é permanecer no estado de Inferno vai se fundir, após o falecimento, com o estado de Inferno do universo. O estado de Inferno existe em nossa própria vida, mas não podemos dizer que se encontra em algum lugar particular dentro de nós. Simplesmente porque sentem uma dor de dente não podem dizer que o estado de Inferno está em seu dente. Todo seu ser sente dor, e todo seu ser está no Inferno. Da mesma forma, quando morre uma pessoa cuja tendência básica da vida é o estado de Inferno, todo o universo torna-se o Inferno para esse indivíduo.

 

Transformando nossa tendência básica da vida

Ueda: O que o senhor quer dizer com “tendência básica da vida”?

Pres. Ikeda: É a natureza essencial ou a tendência de vida para a qual vocês sempre retornam.

Estamos todos os dias sujeitos a muitas causas e condições externas que estimulam em nós várias emoções e efeitos. Nós ficamos zangados, rimos, pensamos, e nossa vida está sempre num estado de constante mudança. No entanto, cada pessoa tem sua própria tendência básica. Por exemplo, há pessoas que são fundamentalmente iradas por natureza e são sempre rápidas em perder a compostura, e há outras cuja força vital é fraca e ficam facilmente deprimidas, e pessoas que vivem no estado de Bodhisattva e sempre pensam nos outros em primeiro lugar. Nossa tendência básica de vida é o que determina em qual dos Dez Mundos nossa vida ficará após a morte.

Yumitani: Isso é um tanto assustador!

Pres. Ikeda: Após o falecimento, as condições e causas externas não são as mesmas de quando a pessoa estava viva, e assim sua tendência de vida torna-se todo seu ser. Em vida, mesmo uma pessoa cujo estado básico é o de Inferno, que está sempre sofrendo e cuja própria vida é dolorosa, pode experimentar momentos de alegria e prazer. Mas, após a morte, essa pessoa permanecerá somente no estado de Inferno.

Ueda: Isso é com certeza uma grande motivação para realizarmos nossa revolução humana enquanto ainda estamos vivos!

 

O dinheiro e a fama não nos ajudam no momento da morte

Pres. Ikeda: A tendência básica da vida de uma pessoa torna-se claramente visível no momento da morte. Uma enfermeira veterana que cuidou de muitos doentes terminais e esteve com muitos deles em seus momentos finais, disse: “Parece que em seus últimos momentos toda sua vida passa em flashes diante de seus olhos, como se fosse um filme. Não o fato de terem se tornado presidentes de uma companhia ou de terem sido bem-sucedidos nos negócios ou coisas desse tipo, mas sim o tipo de vida que levaram. As pessoas a quem amaram e a quem trataram com carinho, e de que forma. Como foram insensíveis ou cruéis. O sentimento de satisfação por terem vivido de acordo com suas crenças ou uma dor profunda por terem-nos traído. Tudo o que foram como seres humanos passa diante de seus olhos. Assim é a morte.”

Yumitani: Ouvir isso realmente faz a pessoa parar para pensar.

Pres. Ikeda: Nesse momento, nem a fama nem o dinheiro, o conhecimento e tampouco a posição social poderão ajudá-los. Seus amigos e familiares não poderão ajudá-los. Vocês terão de enfrentar sozinhos sua própria verdade. A morte é realmente rigorosa e inflexível.

E o eu existente nesse momento do falecimento é o que permanecerá durante todo o estado de morte e continuará na próxima existência. É por essa razão que o budismo ensina que devemos atingir o estado de Buda enquanto estamos vivos. Devemos fazer o máximo para cultivar e enriquecer nossa vida como seres humanos. Esse é o objetivo de nossa prática budista. Nada é mais importante na vida que realizar nossa revolução humana. E quanto mais jovens forem, mais fácil será conquistá-la.

Fonte: http://www.estadodebuda.com.br/materias/3-a-visao-budista-sobre-a-morte

 

 

BIOPSICOENERGIA:

Clique aqui para acessar a página, para entender o processo de despreendimento das energias astrais e etérica, segundo estudos de Livio Vinardi em biopsicoenergética.

  • C1: Produzido o decesso, começa o desprendimento, das energias astrais, duplo etérico. As etéricas começam a descer em direção a terra gradualmente. As energias astrais dos pés a cabeça começam a deslocar-se pelos chacras magnos, para cima como mostra a figura;

 

  • C2: Note que abaixo da carcaça física, as densidades etéricas descem enquanto que as energias astrais sobem;

 

  • C3: Energias astrais (aura, corpo astral e mental) se estruturam acima do corpo e a matéria etérica fica presa ao corpo, abaixo deste;

 

  • C4: Energias astrais já estruturadas, dão fim ao processo post- mortem básico, energias etéricas também tendem a se despreender, enquanto as energias astrais sobem as etéricas descem para a terra.

MORTE DOS ANIMAIS

 

Após a morte, a alma dos animais conserva a sua individualidade. Mas, quanto à consciência do seu eu, não. A vida inteligente lhe permanece em estado latente.

Livro dos Espiritos - página 296 questão 598

 

À alma dos animais não é dado escolher a espécie de animal em que encarne, pois que lhe falta livre-arbítrio.

Livro dos Espiritos - página 296 questão 599

 

O Espírito que animou o corpo de um homem não poderia encarnar num animal. Isso seria retrogradar(voltar para trás; recuar) e o Espírito não retrograda.

Livro dos Espiritos -  página 302 questão 612 

 

 

A vida do animal não é propriamente missão, apresentando, porém, uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio, através das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição, em longos e pacientes esforços, dos princípios sagrados da inteligência.

O CONSOLADOR - página 82 - Emmanuel – 1940

 

Os mamíferos que se ligam a nós outros por extremos laços de parentesco, em se desencarnando, agregam-se aos ninhos em que se lhes desenvolvem os companheiros e, qual ocorre entre os animais inferiores, nas múltiplas faixas evolutivas em que se escalonam, não possuem pensamento contínuo para a obtenção de meios destinados à manutenção de nova forma.

 

Encontram-se, desse modo, aquém da histogênese espiritual, inabilitados a mais amplo equilíbrio que lhes asseguraria ascensão a novo plano de consciência.

 

Em razão disso, efetuada a histólise dos tecidos celulares, nos sucessos recônditos da morte física, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde, com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de maliar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico, por ausência de substância mental consciente.

 

Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se fluam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante à hibernação, acabando automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam, retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência, com os ascendentes do automatismo e do instinto que já se lhes fixaram no ser, e sofrendo, naturalmente, o preço hipotecável aos valores decisivos da evolução.

André Luiz  (EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - PÁGINA 87 - Uberaba, 9 de Março de 1958)

 

VISÃO PANORÂMICA NA HORA DA MORTE

Segundo Ernesto Bozzano nos leva a conhecer diversos tipos de casos onde a proeminência da morte está por acontecer e durante a crise de separação do espírito e do organismo somático, aonde se passam, diante da visão espiritual do agonizante, como em "visão panorâmica", isto é, na sucessão mais rápida e quase instantânea, todos os episódios da vida terrestre do moribundo. Eles desfilam em ordem regular, seja em sentido inverso, seja em sentido direto, começando então na primeira juventude e chegando aos últimos dias da vida, e se apresentam objetivamente, em forma "pictográfica".

 

 

Visão panorâmica ou memória sintética na iminência da morte

1.º categoria - Casos de "visão panorâmica" acontecidos na iminência da morte ou em perigo de vida.

2.° categoria - Casos em que a "visão panorâmica" acontece com pessoas sãs, sem a ocorrência de perigo de morte.

3.º categoria - Casos de espíritos comunicantes que afirmam ter passado pela experiência da "visão panorâmica"

 

   

Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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