Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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PROTESTANTISMO

Protestantismo é uma das principais divisões (juntamente com a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa) do cristianismo. Este movimento iniciou-se na Europa Central no início do século XV como uma reação contra as doutrinas e práticas do catolicismo romano medieval.[1]

As doutrinas das inúmeras denominações protestantes variam, mas muitas incluem a justificação por graça mediante a fé somente, conhecido como Sola fide, o sacerdócio de todos os crentes, e a Bíblia como única regra em matéria de fé e ordem, conhecido como Sola scriptura.

No século XVI, seguidores de Martinho Lutero fundaram igrejas "evangélicas" na Alemanha e Escandinávia. As igrejas reformadas na Suíça e França foram fundadas por João Calvino e também por reformadores radicais como Ulrico Zuínglio. Thomas Cranmer reformou a Igreja da Inglaterra e depois John Knox fundou uma comunhão calvinista radical na Igreja da Escócia.

 

Etimologia

O termo protestante é derivado (via francês ou alemão Protestant[2]) do latim protestari.[3][4] Significa declaração pública/protesto, referindo-se à carta de protesto por príncipes luteranos contra a decisão da Dieta de Speyer de 1529, que reafirmou o Édito de Worms de 1521, banindo as 95 teses de Martinho Lutero do protesto contra algumas crenças e práticas da Igreja Católica do século XVI.

O termo protestante não foi inicialmente aplicado aos reformadores, mas foi usado posteriormente para descrever todos os grupos que protestavam contra a Igreja Católica.

Desde aquele tempo, o termo protestante tem sido usado com diversos sentidos, muitas vezes como um termo geral para significar apenas os cristãos que não pertencem à Igreja Católica, Ortodoxa ou Ortodoxa Oriental (inclusive àqueles cristãos que não pertencem à Igreja Anglicana, pois esta mesma não se auto-define como católica ou protestante).

 

História

Os "reformadores" foram pessoas de vasta cultura teológica e humanista: Calvino estudou em Sorbonne e seu pai era bispo; Lutero foi monge e professor universitário da Bíblia; Zuínglio era sacerdote e humanista. De acordo com o programa dos humanistas, eles buscaram nas fontes da antiguidade cristã as bases para uma renovação religiosa. Lendo as Sagradas Escrituras e retornando aos Pais da Igreja, descobriram uma nova visão da fé e uma doutrina bíblica cristocêntrica.

Na Suíça de fala alemã, Ulrico Zuínglio, Johannes Oekolampad e outros começaram também uma tentativa de Reforma da Igreja Católica, de caráter mais urbano e enriquecida pelo humanismo de Erasmo de Roterdão.

A Igreja da Inglaterra não se deixou influenciar, num primeiro momento, pelo protestantismo, mas depois de sua quebra com a Igreja de Roma, começou uma aproximação com os ideais Reformados. Atualmente a maior parte das Igrejas da Comunhão Anglicana declaram-se Reformadas.

Destruição de ícones em Zurique (1524).O protestantismo apresenta elementos em comum apesar de sua grande diversidade. A Bíblia é considerada a única fonte de autoridade doutrinal e deve ser interpretada de acordo com regras históricas e linguísticas, observando-se seu significado dentro de um contexto histórico. A salvação é entendida como um dom gratuito (presente, graça) de Deus alcançado mediante a fé. As boas obras não salvam, sendo resultados da fé e não causa de salvação. O culto sempre é no idioma vernáculo e em sua grande maioria é simples tendo como base as Escrituras Sagradas. O protestantismo histórico, conserva as crenças cristãs ortodoxas tais como a doutrina trinitária, a cristologia clássica, o credo niceno-constantinopolitano, entre outros. Os protestantes expressam suas posições doutrinais por meio de Confissões de Fé e breves documentos apologéticos. A Confissão de Augsburgo expressa a doutrina Luterana. As confissões reformadas incluem a Confissão Escocesa (1560), a segunda Confissão Helvética (1531), a Confissão de Fé de Westminster (1647), os 39 Artigos de Religião da Igreja da Inglaterra (1562), etc. As Declarações de Barmen contra o regime Nazista e a Breve Declaração de Fé da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos são exemplos de declarações de fé recentes.

 

O ensino religioso, tem como base o estudo de catecismos. No Luteranismo faz-se uso dos Catecismo Maior e Menor de Lutero. O catecismo de Heildelberg e o Catecismo Maior e Menor de Westminster são utilizados pelas Igrejas Reformadas. O protestantismo rejeita parte das doutrinas que caracterizam o catolicismo tais como: o purgatório, a supremacia papal, as orações pelos mortos, a intercessão dos santos, a Assunção de Maria e sua virgindade perpétua, a veneração dos santos, a transubstanciação, o sacrifício da missa, o culto às imagens etc.

O protestantismo, em maior parte, segue a doutrina Agostiniana da eleição. Estabelece que a salvação é pela graça (favor imerecido) de Deus. Para os protestantes a autoridade da Igreja está vinculada a obediência da palavra de Deus e não à sucessão apostólica. Assim sendo, a Igreja cristã existe onde se escuta e obedece a palavra de Deus.

 

O protestantismo deseja regressar às doutrinas apostólicas e à simplicidade da fé e prática da Igreja primitiva. Portanto deve-se ao protestantismo a iniciativa as primeiras práticas ecumênicas adotadas a partir da segunda metade do século XIX. Vale lembrar que até hoje a Igreja Católica não faz parte do Conselho Mundial de Igrejas, e somente abriu-se ao dialogo ecumênico em 1965, após o Concílio Vaticano II.

O protestantismo se disseminou principalmente nos meios urbanos e através da nobreza. A difusão das ideias protestantes foi facilitada pela invenção da imprensa, que tornou possível a divulgação e a tradução da Bíblia nas línguas vernáculas. Desde então, as doutrinas cristãs passaram a necessitar do aval bíblico.

 

No Concílio de Trento, os bispos católicos partidários de Roma optaram por limitar o aceso laico as escrituras, proibindo a tradução da Bíblia para o vernáculo e impondo a Vulgata em latim como a única Bíblia autorizada e aumentando o índice de livros proibidos aos fiéis (Index Librorum Prohibitorum).

 

A "Reforma" Protestante alcançou êxito em muitas áreas da Europa. Em sua forma Luterana é predominante no norte da Alemanha e em toda a Península Escandinava. Na Escócia surgiu a Igreja Presbiteriana. As Igrejas Reformadas também frutificaram nos Países Baixos, na Suíça e no oriente da Hungria. Com o desenvolvimento dos impérios europeus , principalmente o Império Britânico, nos séculos XIX e XX o protestantismo continuou a se expandir, se tornando uma fé de escala mundial. Atualmente mais de 600 milhões de pessoas professam alguma das diferentes manifestações do protestantismo no mundo.

 

O protestantismo assumiu três formas básicas: a luterana, a reformada (calvinista) e a anglicana. O protestantismo não possui organização centralizadora, porém suas igrejas estão organizadas em igrejas nacionais e em concílios internacionais tais como a Aliança Mundial de Igrejas Reformadas e a Federação Luterana Mundial.

 

O trabalho missionário do século XIX levou a cooperação interdenominacional e consequentemente ao movimento ecumênico do qual surgiu o Conselho Mundial de Igrejas.

Fora desse protestantismo, que muitos estudiosos denominam "protestantismo magisterial", surgiu outro ramo que se distinguiu tanto do catolicismo como das igrejas protestantes de caráter histórico-nacional. Este ramo recebe o nome de Reforma Radical. O historiador George Williams distingue as seguintes correntes dentro desta reforma: espiritualistas, racionalistas e anabatistas. Os anabatistas rechaçaram a união da igreja e estado e repudiaram o batismo infantil, constituindo-se em igrejas independentes ou segregadas. A maior aportação à modernidade descansaria em sua persistente promoção da separação entre a igreja e o estado, a liberdade religiosa pessoal e o exercício de um governo plenamente democrático em suas congregações.

 

Pilares da Reforma Protestante

·        

Sola scriptura (Somente a Escritura)

Afirma que somente a Bíblia é a única autoridade para todos os assuntos de fé e prática. As Escrituras e somente as Escrituras são o padrão pelo qual todos os ensinamentos e doutrinas da igreja devem ser medidos. Como Martinho Lutero afirmou quando a ele foi pedido para que voltasse atrás em seus ensinamentos: "Portanto, a menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio; a menos que eu seja persuadido por meio das passagens que citei; a menos que assim submetam minha consciência pela Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; Deus queira ajudar-me. Amém." O protestantismo também defende a interpretação privada ou juízo privado dos textos bíblicos,[5] conceito exposto por Lutero em outubro de 1520, quando enviou seu escrito "A Liberdade de um Cristão" ao Papa, acrescentando a frase significativa "Eu não me submeto a leis ao interpretar a palavra de Deus". Disse Lutero também em outra ocasião que é "sempre melhor ver com um de nossos próprios olhos do que com os olhos de outras pessoas" ("always better to see with one's own eyes than with those of other people").[6] O historiador William Sweet sugeriu que isso posteriormente originou o direito fundamental de liberdade religiosa, bem como a própria ideia de democracia.[7]

 

Sola gratia (Somente a Graça ou Salvação Somente pela Graça)

Afirma que a salvação é pela graça de Deus apenas, e que nós somos resgatados de Sua ira apenas por Sua graça. A graça de Deus em Cristo não é meramente necessária, mas é a única causa eficiente da salvação. Esta graça é a obra sobrenatural do Espírito Santo que nos traz a Cristo por nos soltar da servidão do pecado e nos levantar da morte espiritual para a vida espiritual.

 

·         Sola fide (Somente a Fé ou Salvação Somente pela Fé)

Afirma que a justificação é pela graça somente, através da fé somente, por causa somente de Cristo. É pela fé em Cristo que Sua justiça é imputada a nós como a única satisfação possível da perfeita justiça de Deus.

 

·         Solus Christus (Somente Cristo)

Afirma que a salvação é encontrada somente em Cristo e que unicamente Sua vida sem pecado e expiação substitutiva são suficientes para nossa justificação e reconciliação com Deus o Pai. O evangelho não foi pregado se a obra substitutiva de Cristo não é declarada, e a fé em Cristo e Sua obra não é proposta.

 

·         Soli Deo gloria (Glória somente a Deus)

Afirma que a salvação é de Deus, e foi alcançada por Deus apenas para Sua glória.

 

Catolicismo e protestantismo

As diferenças entre a doutrina católica e a doutrina da maioria dos grupos protestantes é grande. Genericamente, as suas divergências mais significativas dizem respeito ao papel da oração e das indulgências;[8] à comunhão dos santos; à doutrina do pecado original e da graça; à predestinação; à necessidade e natureza da penitência; e ao modo de obter a salvação, com os protestantes a defenderem que a salvação só se atinge apenas através da fé (sola fide), em detrimento da crença católica de que a fé deve ser expressa também através das boas obras (essa grande divergência levou a um conflito sobre a doutrina da justificação).[8][9]

 

Há também diferenças importantes na doutrina da Eucaristia e dos outros sacramentos (os protestantes só professam o Batismo e a Eucaristia, que são apenas para eles meros sinais que estimulam a fé [9]); na existência do Purgatório; no culto de veneração à Virgem Maria e aos santos; na forma de interpretação (com os protestantes a defenderem a interpretação pessoal [10] ou livre-exame das Sagradas Escrituras) e na composição do Cânone das Escrituras; no papel da Tradição oral; na própria natureza, autoridade, administração, hierarquia e função da Igreja (incluindo o papel da Igreja na salvação); no sacerdócio; e também na autoridade e missão do Papa.[8][9]

 

Contudo, visto que entre as denominações protestantes há diferenças consideráveis,[10] de alguns setores do Anglicanismo, aproximam-se do catolicismo, autointitulando-se como anglo-católicos. Recentemente, o diálogo ecuménico moderno levou finalmente a alguns consensos sobre a doutrina da justificação entre os católicos e os luteranos, através da Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação (1999).[11] Além disso, esse diálogo trouxe também vários consensos sobre outras questões doutrinárias importantes, nomeadamente entre os católicos e os anglicanos.[12]

 

MOVIMENTOS E RAMOS

 

Protestantismo no Brasil

 

Período colonial (1500-1808)

Franceses na Guanabara

O protestantismo chegou ao Brasil pela primeira vez com viajantes e nas tentativas de colonização do Brasil por huguenotes (nome dado aos reformados franceses) e reformados holandeses e flamengos durante o período colonial. Esta tentativa não deixou frutos persistentes. Uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu, em 1557, numa das ilhas da Baía de Guanabara, fundando a França Antártica. No mesmo ano, esses calvinistas franceses realizaram o primeiro culto protestante no Brasil e, de acordo com alguns, da própria América. Mas, pela predominância católica, foram obrigados a defender sua fé ante as autoridades, elaborando a Confissão de Fé de Guanabara, assinando, com isso, sua sentença de morte, pondo um fim no movimento.

 

Holandeses no Nordeste

Por volta de 1630, durante o domínio holandês em Pernambuco, a Igreja Reformada Holandesa (em holandês: Nederlandse Hervormde Kerk ou NHK) instalou-se no Brasil. Foram fundadas 22 igrejas protestantes no Nordeste, sendo que a maior era a do Recife e contava, inclusive, com uma congregação inglesa e uma francesa. Esta se reunia no templo gálico, que tinha no conde Maurício de Nassau seu membro mais ilustre. Segundo o professor Alderi Souza de Matos, "As igrejas foram servidas por mais de 50 pastores (“predicantes”), além de pregadores auxiliares (“proponentes”) e outros oficiais. Havia também muitos “consoladores dos enfermos” e professores de escolas paroquiais".[13] A Igreja Cristã Reformada batizou índios, lutou por sua libertação e pretendia traduzir a Bíblia para o tupi e ordenar pastores indígenas. Esse período se encerrou com a guerra de Restauração portuguesa. Quando não houve mais condições de manter Recife, o Nordeste foi devolvido a Portugal. Terminava assim a missão cristã reformada, impossível sem a proteção de um país protestante.[14]

 

Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1808-1822)

As primeiras igrejas chegaram ao Brasil quando, com a chegada da família real portuguesa para o Brasil, e a abertura dos portos a nações amigas por meio do Tratado de Comércio e Navegação, comerciantes ingleses estabeleceram a Igreja Anglicana no país, em 1811. Foi o período em que o Brasil foi elevado da categoria de colônia para ser um reino dentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

 

Império Brasileiro (1822-1889)

Seguiram a implantação de igrejas de imigração: alemães trouxeram o luteranismo em 1824.

Em 1855, Robert Reid Kalley, missionário autônomo escocês, fundou igrejas Congregacionais constituindo primeiro trabalho Protestante permanente em terras brasileiras. Mais tarde, em 1859, a igreja Presbiteriana foi fundada por Ashbel Green Simonton no Rio de Janeiro. Apesar de uma inicial desavença entre Kalley e Simonton, logo os dois passaram a cooperar. Quando Kalley precisou partir do Brasil, providenciou a formação de pastores brasileiros em um Seminário da Inglaterra (a Escola de Pastores do Rev. Charles Spurgeon) e, providenciou também que outro missionário independente, o batista Salomão Ginsburg, fosse enviado para cá.

Em 1871, o primeiro grupo batista se estabeleceu em Santa Bárbara d'Oeste, no Estado de São Paulo, trazida por missionários americanos. Em 1907 fundava-se a Convenção Batista Brasileira.

 

Período Republicano (Desde 1889)

Em 1910, o Brasil receberia o pentecostalismo, com a chegada da Congregação Cristã no Brasil e da Assembleia de Deus . Esta, em particular, foi trazida ao Brasil por dois missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, e estabeleceu-se inicialmente no norte, no Pará. Em 1922, chega ao país o Exército de Salvação, igreja reformada de origem inglesa, pelas mãos de David Miche e esposa, um casal de missionários suíços.

Em 1932, alguns ministros brasileiros da Assembleia de Deus devolveram voluntariamente suas credenciais de obreiros e organizaram Igreja de Cristo no Brasil em Mossoró.

 

Nos anos 1950 surge uma nova onda do pentecostalismo, com a influência de movimentos de cura divina e expulsão de demônios que geraram diferentes denominações: A primeira delas a ser fundada em solo brasileiro foi a Igreja do Evangelho Quadrangular (inicialmente fundada com o nome Igreja Evangélica do Brasil) em 15 de novembro de 1951, na cidade paulista de São João da Boa Vista, trazida pelos missionários Harold Edwin Williams e Jesus Hermírio Vaquez Ramos, que se instalaram inicialmente na cidade mineira de Poços de Caldas. Por influência desta, muitas outras surgiram tais como: Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo fundada pelo já falecido missionário Manoel de Mello, que pertenceu ao ministério Quadrangular. Em 1962 surge a Igreja Pentecostal Deus é Amor, fundada pelo missionário David Miranda.

 

Também nesta época várias igrejas protestantes que eram tradicionais adicionaram o fervor pentecostal, como exemplos, a Igreja Presbiteriana Renovada, a Igreja Cristã Maranata, a Convenção Batista Nacional. A Igreja Cristã Maranata foi fundada em Outubro de 1968 no morro do Jaburuna em Vila Velha, Espírito Santo por quatro antigos membros da Igreja Presbiteriana do Centro de Vila Velha.

 

A década de 1970 viu nascer o movimento neopentecostal, com igrejas que enfatizam a prosperidade, como a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por Edir Macedo, em 1977; a Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada por Romildo Ribeiro Soares, entre muitas outras. É também nessa década que mesmo a Igreja Católica no Brasil começa a sofrer influência dos movimentos pentecostais através da Renovação Carismática Católica, um movimento originário dos EUA.

 

Recentemente cresceram as chamadas igrejas neopentecostais com foco nas classes média e alta, com um discurso mais liberado quanto aos costumes e menos ênfase nas manifestações pentecostais. Entre elas as igrejas podemos citar a Igreja Apostólica Renascer em Cristo, fundada por Estevam e Sonia Hernandez, a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, fundada por Robson Rodovalho e a Igreja Evangélica Cristo Vive, fundada por Miguel Ângelo. Seus fiéis costumam se identificar como "evangélicos"[15], em referência aos reformados do século XVI.

 

Segundo pesquisa do Datafolha divulgada em março de 2010, 25% dos brasileiros são evangélicos, sendo 19% seguidores de denominações pentecostais[16].

 

Protestantismo na América Latina

Os principais grupos protestantes começaram a se estabelecer na América do Sul no século XIX. Os presbiterianos se instalaram “na Argentina em 1836, no Brasil em 1859, no México em 1872, e na Guatemala em 1882. Os metodistas seguem um itinerário parecido: México 1871, Brasil 1886, Antilhas 1890, Costa Rica, Panamá e Bolívia nos últimos anos do século”; porém no Equador, Colômbia e Peru se estabeleceram os batistas e os pentecostais, assim como uma parte dos metodistas.

Atualmente as comunidades protestantes vêm ganhando terreno na América Latina e ampliando sua penetração em diversos países, em especial na América Central.

 

Lugar

País

População Protestante

 % de Protestantes

1

Brasil[17]

27.900.000

15,0%

2

Venezuela[17]

7.888.000

29,0%

3

México[17]

5.350.000

5,0%

4

Guatemala[17]

5.080.000

40,0%

5

Argentina[17]

3.330.000

9,0%

6

Peru[17]

2.992.000

11,0%

7

Chile[17]

2.650.000

15,4%

8

Honduras[17]

1.750.000

25,0%

9

Nicarágua[17]

1.650.000

30,0%

10

Bolívia[17]

1.440.000

16,0%

 

Protestantismo no mundo

Há quase 970 milhões de Protestantes no mundo,[18] entre cerca de 2,6 bilhões de cristãos.[19][20] Isto inclui 170 milhões na América do Norte, 160 milhões na África, 120 milhões na Europa, 70 milhões na América Latina, 60 milhões na Ásia, e 10 milhões na Oceania.

O país com maior número de protestantes é os Estados Unidos, de onde apesar da diminuição do "WASP", tradicionalmente contra a outros grupos (especialmente os hispânicos, de maioria católica), a maior parte dos estadunidenses pertence a alguma confissão protestante. Em segundo lugar se encontra o Reino Unido, de clara maioria protestante, divididos entre anglicanos (maioria na Inglaterra) e a Igreja da Escócia, de confissão presbiteriana (maioria na Escócia).

 

Lugar

País

População Protestante

 % de Protestantes

1

Estados Unidos

162.653.774

55,0%

2

Reino Unido

44.726.678

74,0%

3

Nigéria[17]

34.100.000

23,0%

4

Alemanha[17]

31.300.000

38,0%

5

África do Sul[17]

30.000.000

62,0%

6

Brasil[17]

27.900.000

15,0%

7

China

15.675.766

1,2%

8

Indonésia[17]

14.460.000

6.0%

9

Quênia[17]

12.855.244

38,0%

10

República Democrática do Congo[17]

12.017.001

20,0%

 

Movimentos teológicos de origem protestantes

·         Puritanismo

·         Pietismo

·         Evangelicalismo

·         Ecumenismo

·         Fundamentalismo cristão

·         Pentecostalismo

·         Neo-ortodoxia

·         Liberalismo teológico

 

Criticas e controvérsias:

Tribunais religiosos e Caça as Bruxas

Tribunais religiosos e a caça às bruxas, bem como outros métodos de combate à heresia foram perpetradas tanto pela Igreja Católica quanto pelas Igrejas Protestantes (como a Igreja AnglicanaIgreja Luterana Igreja Calvinista e Igreja Presbiteriana). Por exemplo, a Caça às Bruxas na Nova Inglaterra nos Estados Unidos em 1692 (as Bruxas de Salém) foi financiada por puritanos

 

Censura literária

Com a invenção da máquina tipográfica de Johannes Gutenberg, as Igrejas Protestantes ao mesmo tempo em que propagavam a bíblia e suas idéias. também tornaram proibidos uma série de livros católicos e outros que contrariavam suas doutrinas, tais como a Igreja Luterana e a Igreja Anglicana.

 

Controvérsias envolvendo Martinho Lutero

Anti-semitismo

 

 

Texto anti-semita de Martinho Lutero: Sobre os judeus e suas mentiras (1543)

Martinho Lutero foi anti-semita:

"A Alemanha deve ficar livre de judeus, aos quais após serem expulsos, devem ser despojados de todo dinheiro e jóias, prata e ouro, e que fossem incendiadas suas sinagogas e escolas, suas casas derrubadas e destruídas (…), postos sob um telheiro ou estábulo como os ciganos (…), na miséria e no cativeiro assim que estes vermes venenosos se lamentassem de nós e se queixassem incessantemente a Deus". – "Sobre os judeus e suas mentiras" de Martinho Lutero.[53][54][55][56]

 

O historiador Robert Michael escreve que Lutero estava preocupado com a questão judaica toda a sua vida, apesar de dedicar apenas uma pequena parte de seu trabalho para ela.

Seus principais trabalhos sobre os judeus são Von den Juden und Ihren lügen ("Sobre os judeus e suas mentiras"), e Vom Schem Hamphoras und vom Geschlecht Christi ("Em Nome da Santa linhagem de Cristo") - reimpressas cinco vezes dentro de sua vida - ambas escritas em 1543, três anos antes de sua morte.

 

Nesses trabalhos Lutero afirmou que os judeus já não eram o povo eleito, mas o "povo do diabo". A sinagoga era como "uma prostituta incorrigível e uma devassa maléfica" e os judeus estavam "cheios das fezes do demónio,... nas quais se rebolam como porcos" Lutero aconselhou as pessoas à incendiarem às sinagogas, destruindo os livros judaicos, proibir os rabinos de pregar, e apreender os bens e dinheiro dos Judeus e também expulsá-los ou fazê-los trabalhar forçosamente. Lutero também parecia aconselhar seus assassinatos, escrevendo "É nossa a culpa em não matar eles."

 

A campanha contra os judeus de Lutero foi bem sucedida na Saxónia, Brandenburg, e Silésia. Josel de Rosheim (1480-1554), que tentou ajudar os judeus na Saxónia, escreveu em seu livro de memórias a situação de intolerância foi causada por "(…) esse sacerdote cujo nome é Martinho Lutero - (…) seu corpo e alma vinculada até no inferno!! - que escreveu e publicou muitos livros heréticos no qual disse que quem ajudasse judeus seriam condenados à perdição."] Josel teria pedido a cidade de Estrasburgo para proibir a venda das obras antijudaicas de Lutero; porém seu pedido foi-lhe negado quando um pastor luterano de Hochfelden argumentou em um sermão que os seus paroquianos deviam assassinar judeus. O anti-semitismo de Lutero persistiu após a sua morte, ao longo de todo o ano 1580, motins expulsaram judeus de vários estados luteranos alemães.

 

A opinião predominante[64] entre os historiadores é que a sua retórica antijudaica contribuiu significativamente para o desenvolvimento do anti-semitismo na Alemanha,[65][66][67][68][69] e na década de 1930 e 1940 auxiliou na fundamentação do ideal do nazismo de ataques a judeus.

 

O próprio Adolf Hitler em sua autobiografia Mein Kampf considerou Lutero uma das três maiores figuras da Alemanha, juntamente com Frederico, o Grande, e Richard Wagner.

Em 5 de outubro de 1933, o Pastor Wilhelm Rehm de Reutlingen, declarou publicamente, que "Hitler não teria sido possível, sem Martinho Lutero".

Julius Streicher, o editor do jornal Nazista Der Stürmer, argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg "que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martinho Lutero não tivesse dito 400 anos antes". Em novembro de 1933, uma manifestação protestante que reuniu um recorde de 20.000 pessoas, aprovou três resoluções:

·         Adolf Hitler é a conclusão da Reforma;

·         Judeus Batizados devem ser retirados da Igreja;

·         O Antigo Testamento deve ser excluído da Sagrada Escritura.

Diversos historiadores (entre os quais se destacam William L. Shirer e Michael H. Hart) sugerem que a influência de Lutero tenha auxiliado a aceitação do nazismo na Alemanha pelos protestantes no século XX. Shirer fez a seguinte observação em Ascensão e queda do Terceiro Reich:

"É difícil compreender a conduta da maioria dos protestantes nos primeiros anos do nazismo, salvo se estivermos prevenidos de dois fatos: sua história e a influência de Martinho Lutero (para evitar qualquer confusão, devo explicar aqui que o autor é protestante). O grande fundador do protestantismo não foi só anti-semita apaixonado como feroz defensor da obediência absoluta à autoridade política. Desejava a Alemanha livre de judeus (…) – conselho que foi literalmente seguido quatro séculos mais tarde por Hitler, Göring e Himmler.

Por outro lado, especialmente Shirer recebeu críticas por essa sua observação, sendo acusado de não conhecer suficientemente a história alemã e por ter interpretado incorretamente certos acontecimentos ou mesclado suas opiniões pessoas em seu livro.[76] Também os cristãos luteranos afirmam que a Igreja Luterana tem esse nome em homenagem ao seu mais famoso líder, porém não acata todos os escritos teológicos de Lutero, principalmente os escritos que atacam os judeus. Desde os anos 1980, alguns órgãos da Igreja Luterana formalmente denunciaram e dissociaram-se dos escritos de Lutero sobre os judeus. Em Novembro de 1998, no 60o aniversário de Kristallnacht, a Igreja Luterana da Baviera emitiu uma afirmação: "é imperativo para a Igreja Luterana, que sabe que é endividada ao trabalho e a tradição de Martinho Lutero, de levar a sério também as suas declarações anti-judaicas, reconhece a sua função teológica, e reflete nas suas conseqüências. Temos que nos distanciar de cada [expressão de] antissemitismo na teologia Luterana."

 

Controvérsia com Filipe de Hesse

Filipe I de Hesse, cuja bigamia provocou grande escândalo e prejudicou a imagem de Lutero e os reformadores alemães, que aconselharam Filipe a se casar secretamente e negar o caso quando viesse a público. Pintura de Filipe I no Museu de Wartburg.

Em dezembro de 1539, Filipe I, Margrave de Hesse, que já era casado, queria se casar novamente com uma das damas-de-espera de sua esposa e assim, praticar a bigamia. Filipe solicitou a aprovação dos principais reformadores alemães; Lutero, Melanchthon e Bucer, e se justificou citando como precedente a poligamia dos patriarcas. Lutero e os demais teólogos não tomaram uma decisão geral, e informaram a Filipe que, se ele de fato, estava determinado, deveria se casar secretamente e manter silêncio sobre o assunto.[82][83] Como resultado, em 4 de março de 1540, Filipe casou com uma segunda esposa, Margarethe von der Venda, com Melanchthon e Bucer entre as testemunhas. No entanto, Felipe não conseguiu manter em segredo o casamento, e ele ameaçou tornar público o conselho de Lutero. Lutero disse-lhe para "dizer uma boa e grossa mentira" e negar o casamento completamente, o que Filipe fez durante a controvérsia pública subsequente.[82] Na opinião do biógrafo de Lutero, Martin Brecht, "dar conselhos confessionais para Filipe de Hesse foi um dos piores erros que Lutero cometeu, e (...) a história considera Lutero como principal responsável".[82] Brecht defende que o erro de Lutero não era seus conselhos pastorais particulares, mas que ele calculou mal as consequências políticas..[82] O caso causou danos duradouros à reputação de Lutero.

 

Referências

1.     Encyclopædia Britannica. 2010.. Página visitada em 15 Nov. 2010..

2.     Online Etymology Dictionary. Página visitada em 19-11-2010.

3.     Concise Oxford English Dictionary, 11ª edição, artigo 52364.(http://www.diclib.com/[1])

4.     dictionary.reference.com(http://dictionary.reference.com/browse/protestant)

5.     Christ Church (Reformed Presbyterian Church of North America). Private Interpretation (em inglês). Página visitada em 16 de outubro de 2009.

6.     Hugh T. Kerr, A Compend of Luther's Theology, p. 16.

7.     SWEET, William Warren. American Culture and Religion. Six Essays. Dallas: Southern Methodist University Press, 1951, p. 36.

8.     a b c O que é o Protestantismo, suas incoerências e o falso conceito de ecumenismo. Frente Universitária Lepanto. Página visitada em 4 de Junho de 2009. Nota: ver as frases a bolde (destacadas)

9.     a b c Princípios gerais (protestantes). Hieros. Página visitada em 4 de Junho de 2009.

10.  a b Protestantismo. Hieros. Página visitada em 4 de Junho de 2009.

11.  CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A PROMOÇÃO DA UNIDADE DOS CRISTÃOS e FEDERAÇÃO LUTERANA MUNDIAL (1999). Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação. Santa Sé. Página visitada em 4 de Junho de 2009.

12.  CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A PROMOÇÃO DA UNIDADE DOS CRISTÃOS (2007). Growing Together in Unity and Mission: Building on 40 years of Anglican – Roman Catholic Dialogue (em inglês). Santa Sé. Página visitada em 4 de Junho de 2009.

13.  http://www.mackenzie.br/6994.htmll?&L=0

14.  http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/indios_protestantes_no_brasil_holandes_2.htmll

15.  BETTENCOURT, Estêvão. Crenças, religiões, igrejas e seitas: quem são? p. 20 (em português). Página visitada em 09 de março de 2010.

16.  Folha de S.Paulo. (26 de abril de 2010). Segundo o datafolha, 25% dos brasileiros são evangélicos

17.  a b c d e f g h i j k l m n o p q L'atlas des religions, Le Monde, 2007.[citar página]

18.  Jay Diamond, Larry. Plattner, Marc F. and Costopoulos, Philip J. World Religions and Democracy. 2005, page 119.( também em arquivo PDF, p49), diz "Os protestantes não só atualmente constituem 33 por cento da população mundial — cerca de 800 milhões de pessoas — mas desde 1900 o Protestantismo tem crescido rapidamente na África, Ásia, e América Latina."

19.  "entre 1,250 e 1,750 milhões de aderentes, dependendo do critério empregado": McGrath, Alister E. Christianity: An Introduction. 2006, page xv1.

20.  "2.1 thousand million Christians": Hinnells, John R. The Routledge Companion to the Study of Religion. 2005, page 441.

Fonte: Wikipédia

 

 

 

 

FUNDAMENTALISMO CRISTÃO

O Fundamentalismo Cristão é um movimento teológico e social, ocorrendo em sua quase totalidade dentro do Protestantismo. O Fundamentalismo baseia-se na ênfase da Bíblia como sendo autoritativa, não só em matérias de fé, mas na regência da sociedade e na interpretação da ciência.

História

Depois da publicação da A Origem das Espécies de Charles Darwin em 1859, o desenvolvimento da Alta Crítica alemã e o surgimento da Teologia Liberal, vários grupos cristãos reagiram temendo que a razão afetasse a fé cristã.

No início do século XX foi publicado Os Fundamentos, livro que foi patrocinado por empresários e escrito por vários escritores conservadores da época (recentemente uma tradução desse livro foi publicada no Brasil pela Editora Hagnos).

Preocupados com o avanço do modernismo, os fundamentalistas começaram a organizar-se. Entre 1878–1897 realizaram a Conferência Bíblica de Niagara, que estabeleceu os pontos básicos do fundamentalismo.

Desde 1925, quando o professor elementar John T. Scopes foi condenado por ensinar a Teoria da Evolução nas escolas públicas, o fudamentalismo perdeu sua popularidade entre os protestantes conservadores.

A partir da década de 1940 ganhou força outro movimento conservador protestante, porém mais aberto à sociedade em geral e à ciência: o Evangelicalismo.

Doutrinas

Possui como doutrinas e práticas básicas:

·         Bíblia, infalível, suficiente e inerrante, sendo suas histórias consideradas factuais e rejeição de qualquer outra forma de Revelação (inspiração individual, magistério eclesiático, profecias modernas, teologia natural). Deve ser interpretada literalmente, salvo nas partes visivelmentes conotativas.

·         Jesus Cristo - nascimento virginal, sua deidade, historicidade de seus milagres e ressurreição, retorno apocalíptico.

·         Criacionismo - rejeitam teorias que vejam como de alguma forma interferindo com o literalismo do gênesis, principalmente a evolução biológica, mas também teorias geológicas, físicas, cosmológicas, químicas, e arqueológicas.

·         Relação com a Sociedade - rejeitam o Ecumenismo e o diálogo religioso com não-fundamentalista.

·         Salvação - Através da crença em Jesus Cristo. Aqui, crença significa adesão às suas doutrinas fundamentais.

·         Inferno - crença literal na sua existência, é tido como um lugar do tormento eterno dos pecadores não-arrependidos.

Características Sócio-Culturais

Fundamentalismo é então um movimento pelo qual os partidários tentam salvar identidade religiosa da absorção pela cultura ocidental moderna, na qual a absorção tem proporção de um processo irreversível na comunidade religiosa mais ampla, necessitando da afirmação de uma identidade separada baseada nos princípios fundamentais da religião.

Os fundamentalistas acreditam que a sua causa é de grave e cósmica importância. Eles vêem a si mesmos como protetores de uma única e distinta doutrina, modo de vida e de salvação. A comunidade compreensivelmente centrara-se num modo de vida preponderantemente religioso em todos os seus aspectos, é o compromisso dos movimentos fundamentalistas, e atrai então não apenas os que compreendem a distinção mas também outros insatisfeitos e os que julgam que a dissidência é distintiva, sendo vital à formação de suas identidades religiosas.

O muro de virtudes fundamentalista que protege a identidade do grupo é instituído não só em oposição a religiões estranhas, mas também contra os modernizadores, os quais compactuam continuar numa versão nominal da sua própria religião.

Ética e politicamente, os fundamentalistas rejeitam a homossexualidade, o aborto, a Teoria da Evolução e a possibilidade de salvação fora do Cristianismo.

Referências

·         Armstrong, Karen (2001). The Battle for God. New York: Ballantine Books. ISBN 0345391691.

·         Beale, David O. (1986) In Pursuit of Purity: American Fundamentalism Since 1850. Greenville, SC: Bob Jones University (Unusual Publications). ISBN 0-89084-350-3.

·         BebbingtonDavid (1990). "Baptists and Fundamentalists in Inter-War Britain." In Keith Robbins, ed. Protestant Evangelicali,sm: Britain, Ireland, Germany and America c.1750-c.1950. Studies in Church History subsidia 7, 297–326. Oxford: Blackwell Publishers, ISBN 063117818X.

·         Bebbington, David W. (1993). "Martyrs for the Truth: Fundamentalists in Britain." In Diana Wood, ed. Martyrs and Martyrologies, Studies in Church History Vol. 30, 417–451. Oxford: Blackwell Publishers, ISBN 0631188681.

·         Barr, James (1977). Fundamentalism. London: SCM Press. ISBN 0334005035.

·         Caplan, Lionel (1987). Studies in Religious Fundamentalism. London: The MacMillan Press, ISBN 088706518X.

·         Carpenter, Joel A. (1999). Revive Us Again: The Reawakening of American Fundamentalism. Oxford University Press, ISBN 0195129075.

·         Cole, Stewart Grant (1931) The History of Fundamentalism, Westport, Conn.: Greenwood Press ISBN 0837156831.

·         Elliott, David R. (1993). "Knowing No Borders: Canadian Contributions to Fundamentalism." In George A. Rawlyk and Mark A. Noll, eds. Amazing Grace: Evangelicalism in Australia, Britain, Canada and the United States. Grand Rapids: Baker. 349–374, ISBN 0773512144.

·         Dollar, George W. (1973). A History of Fundamentalism in America. Greenville: Bob Jones University Press.

·         Harris, Harriet A. (1998). Fundamentalism and Evangelicals. Oxford: Oxford University. ISBN 0198269609.

·         Hart, D. G. (1998). "The Tie that Divides: Presbyterian Ecumenism, Fundamentalism and the History of Twentieth-Century American Protestantism." Westminster Theological Journal 60, 85–107.

·         Longfield, Bradley J. (1991). The Presbyterian Controversy. New York: Oxford University Press. ISBN 0195086740.

·         Marsden, George M. (1995). "Fundamentalism as an American Phenomenon." In D. G. Hart, ed. Reckoning with the Past, 303–321. Grand Rapids: Baker.

·         Marsden; George M. (1980). Fundamentalism and American Culture. Oxford: Oxford University Press. ISBN 0195027582.

·         Marsden, George M. (1991). Understanding Fundamentalism and Evangelicalism. Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Company. ISBN 0802805396.

·         McCune, Rolland D. (1998). "The Formation of New Evangelicalism (Part One): Historical and Theological Antecedents." Detroit Baptist Seminary Journal, 3, 3–34.

·         McLachlan, Douglas R. (1993). Reclaiming Authentic Fundamentalism. Independence, Mo.: American Association of Christian Schools. ISBN 0-918407-02-8.

·         Noll, Mark (1992). A History of Christianity in the United States and Canada.. Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Company. 311–389. ISBN 0802806511.

·         Packer, J.I., "Fundamentalism and the Word of God." Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co. ISBN 0-8028-1147-7

·         Rennie, Ian S. (1994). "Fundamentalism and the Varieties of North Atlantic Evangelicalism." In Mark A. Noll, David W. Bebbington and George A. Rawlyk eds. Evangelicalism: Comparative Studies of Popular Protestantism in North America, the British Isles and Beyond, 1700–1990. New York: Oxford University Press. 333–364, ISBN 0195083628.

·         Russell, C. Allyn (1976), Voices of American Fundamentalism: Seven Biographical Studies, Philadelphia: Westminster Press, ISBN 0664208142, http://books.google.com/books?id=XN_YAAAAMAAJ&dq=Voices+of+American+Fundamentalism:+Seven+Biographical+Studies 

·         Sandeen, Ernest Robert (1970) The Roots of Fundamentalism: British and American Millenarianism, 1800–1930, Chicago: University of Chicago Press, ISBN 0226734676

·         Seat, Leroy (2007). Fed Up with Fundamentalism: A Historical, Theological, and Personal Appraisal of Christian Fundamentalism. Liberty, MO: 4-L Publications. ISBN 978-1-59526-859-4

·         Utzinger, J. Michael (2006) Yet Saints Their Watch Are Keeping: Fundamentalists, Modernists, and the Development of Evangelical Ecclesiology, 1887-1937, Macon: Mercer University Press, ISBN 0865549028

·         Ward, Keith (2004) What the Bible Really Teaches: A Challenge for Fundamentalists, London: SPCK, 2004 ISBN 0281056803

·         Young, F. Lionel III, "To the Right of Billy Graham: John R. Rice's 1957 Crusade Against New Evangelicalism and the End of the Fundamentalist-Evangelical Coalition." Th.M. Thesis, Trinity Evangelical Divinity School, 2005.

 

PURITANISMO

O puritanismo designa uma concepção da fé cristã desenvolvida na Inglaterra por uma comunidade de protestantes radicais depois da Reforma. Segundo o pensador francês Alexis de Tocqueville, em seu livro A Democracia na América, trata-se tanto de uma teoria política como de uma doutrina religiosa.[1]

O adjetivo "puritano" pode designar tanto o membro deste grupo de presbiterianos rigoristas como aquele que é rígido nos costumes, especialmente quanto ao comportamento sexual (pessoa austera, rígida e moralista).[2]

A Revolução Puritana foi um movimento surgido na Inglaterra no século XVI, de confissão calvinista, que rejeitava tanto a Igreja Romana como a Igreja Anglicana.

As críticas à política da Rainha Isabel partiram de grupos calvinistas ingleses, que foram denominados puritanos porque pretendiam purificar a Igreja Anglicana, retirando-lhe os resíduos de catolicismo, de modo a tornar sua liturgia mais próxima do calvinismo.

Desde o início, os puritanos já aceitavam a doutrina da predestinação. O movimento foi perseguido na Inglaterra, razão pela qual muitos deixaram a Inglaterra, em busca de outros lugares com maior liberdade religiosa. Um grupo, liderado por John Winthrop, chegou às colinas da Inglaterra na América do Norte em abril de 1630.

As origens calvinistas do puritanismo

Esta variante do Protestantismo seria bem sucedida em países como a Suíça (país de origem), Países Baixos, África do Sul (entre os Afrikaners), Inglaterra, Escócia e EUA. Dando origem a vários segmentos que mudaram profundamente a história da humanidade. Calvino se opôs à Igreja Católica e à Seita dos Anabatistas, que muitos tentam associar às igrejas Batistas da atualidade. Mas é importante destacar que os batistas não aceitam o sono da alma e a poligamia, marcas do Anabatismo.

Calvino foi o primeiro a criticar a missa cristã, e talvez por isso seus séquito romperam com a Igreja Anglicana por continuar a realizá-la.

Em Genebra (quando Calvino ainda vivia), iniciou-se um conflito entre os partidários da casa de Sabóia (católicos) e os confederados (protestantes), que deram mais tarde origens aos grupos huguenotes.

Com os ideais iluministas, e a doutrina de Calvino, os primeiros protestantes ingleses se tornaram um grupo tipicamente conservador.

Os puritanos não se desenvolviam na Inglaterra

O surgimento do puritanismo está ligado às confusões amorosas do rei Henrique VIII (1509-1547) e à chegada do protestantismo continental à Inglaterra. O movimento puritano, em seus primórdios, foi claramente apoiado e influenciado por João Calvino (1509-1564), que a partir de 1548 passou a se corresponder com os principais líderes da reforma inglesa. Em 1534 foi promulgado o Ato de Supremacia, tornando o rei “cabeça supremo da Igreja da Inglaterra.” Com a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, sobrinha de Carlos V, o rei Henrique VIII e o Parlamento inglês separam a Igreja da Inglaterra de Roma, em 1536, adotando a doutrina calvinista apenas por comodismo. A Reforma, então, teve início na Inglaterra pela autoridade do rei e do Parlamento. No ano de 1547, Eduardo VI, um menino muito enfermo, tornou-se rei.

A Reforma protestante avançou rapidamente na Inglaterra, pois o Duque de Somerset, o regente do trono, simpatizava-se com a fé reformada. Thomas Cranmer, o grande líder da Reforma na Inglaterra, publicou o Livro de Oração Comum, dando ao povo a sua primeira liturgia em inglês. Maria Tudor, católica romana, tornou-se rainha em 1553. Assessorada pelo Cardeal Reginald Pole, em 1554 ela restaurou a sua religião.

Em 1555, intensificou a perseguição os protestantes. Trezentos deles foram martirizados, entre eles, o arcebispo de Cantuária, Thomas Cranmer (canonizado pela Igreja Anglicana), e os bispos Latimer e Ridley. Oitocentos protestantes fugiram para o continente, para cidades como Genebra e Frankfurt, onde absorveram os princípios doutrinários dos reformadores continentais. Elizabeth I ascendeu ao trono aos 25 anos em 1558, estabeleceu o “Acordo Elisabetano,” que era insuficientemente reformado para satisfazer àqueles que logo seriam conhecidos como “puritanos.”

Em seguida, promulgou o Ato de Uniformidade (1559), que autorizou o Livro de Oração Comum e restaurou o Ato de Supremacia. Em 1562, foram redigidos os Trinta e Nove Artigos da Religião, que são o padrão histórico da Igreja da Inglaterra, e a partir de janeiro de 1563, foram estabelecidos pelo Parlamento como a posição doutrinária da Igreja Anglicana. Em torno de 1567-1568, uma antiga controvérsia sobre vestimentas atingiu seu auge na Igreja da Inglaterra. A questão imediata era se os pregadores tinham de usar os trajes clericais prescritos. A controvérsia marcou uma crescente impaciência entre os puritanos com relação à situação de uma igreja “reformada pela metade.”

Thomas Cartwright, professor da Universidade de Cambridge, perdeu sua posição por causa de suas pregações sobre os primeiros capítulos de Atos, nas quais argumentou a favor de um cristianismo simplificado e uma forma presbiteriana de governo eclesiástico. A primeira igreja presbiteriana foi a de Wandsworth, fundada em 1572.

Em 1570, um pouco antes deste evento, Elisabete foi excomungada pelo Papa Pio V. A morte de Elisabete ocorreu em 1603, ela não deixou herdeiro. Apenas indicou como seu sucessor James I, filho de Maria Stuart, que já governava a Escócia. Quando o rei foi coroado, os puritanos, por causa da suposta formação presbiteriana do rei, inicialmente tiveram esperança de que sua situação melhorasse. Para enfatizar sua esperança eles lhe apresentaram, quando de sua chegada em 1603, a Petição Milenar, assinada por cerca de mil ministros puritanos, em que pediam que a igreja anglicana fosse completamente “puritana” na liturgia e administração.

Em 1604, encontram-se com o novo rei na conferência de Hampton Court para apresentar seus pedidos. O rei ameaçou “expulsá-los da terra, ou fazer pior,” tendo dito que o presbiterianismo “se harmonizava tanto com a monarquia como Deus com o diabo”. Carlos I, opositor dos puritanos, foi coroado rei, em 1625. Já em 1628, William Laud tornou-se bispo de Londres (em 1633 foi nomeado Arcebispo de Cantuária) e empreendeu medidas severas para eliminar a dissidência da Igreja Anglicana. Ele buscou instituir práticas cerimoniais consideradas “papistas,” além de ignorar a justificação pela fé, por causa de suas ênfases arminianas, oprimindo violentamente os puritanos e forçando-os a emigrarem para a América.

Em 1630, John Winthrop liderou o primeiro grande grupo de puritanos até a Baía de Massachusetts e, em 1636, foi fundado o Harvard College. Laud tentou impor o anglicanismo na Escócia, só que isto degenerou num motim que serviu para aliar puritanos e escoceses calvinistas. Em 1638, os líderes escoceses reuniram-se numa “Solene Liga e Aliança” e seus exércitos marcharam contra as tropas do rei, que fugiram.

No ano de 1640, o Parlamento restringiu o poder do rei Carlos I. As emigrações para a Nova Inglaterra estacionaram consideravelmente. A Assembleia de Westminster, assim chamada por reunir-se na Abadia de Westminster, templo anglicano de Londres, foi convocada pelo Parlamento da Inglaterra em 1643 para deliberar a respeito do estabelecimento do governo e liturgia da igreja e “para defender a pureza da doutrina da Igreja Anglicana contra todas as falsas calúnias e difamações.”

É considerada a mais notável assembleia protestante de todos os tempos, tanto pela distinção dos elementos que a constituíram, como pela obra que realizou e ainda pelas corporações eclesiásticas que receberam dela os padrões de fé e as influências salutares durante esses trezentos anos.

A Assembleia de Westminster

A Assembleia de Westminster caracterizou-se não somente pela erudição teológica, mas por uma profunda espiritualidade. Gastava-se muito tempo em oração e tudo era feito em um espírito de reverência. Cada documento produzido era encaminhado ao parlamento para aprovação, o que só acontecia após muita discussão e estudo. Os chamados "Padrões Presbiterianos" elaborados pela Assembleia foram os seguintes:

1. Diretório do Culto Público: concluído em dezembro de 1644 e aprovado pelo parlamento no mês seguinte. Tomou o lugar do Livro de Oração Comum. Também foi preparado o Saltério: uma versão métrica dos Salmos para uso no culto (novembro de 1645).

2. Forma de Governo Eclesiástico: concluída em 1644 e aprovada pelo Parlamento em 1648. Instituiu a forma de governo presbiteriana em lugar da episcopal, com seus bispos e arcebispos.

3. Confissão de Fé: concluída em dezembro de 1646 e sancionada pelo Parlamento em março de 1648.

4. Catecismo Maior e Breve Catecismo: concluídos no final de 1647 e aprovados pelo Parlamento em março de 1648.

Como consequências do auxílio dos escoceses, as forças parlamentares derrotaram o rei Carlos I, que foi decapitado em 1649.

O comandante vitorioso, Oliver Cromwell, assumiu o governo. Porém, em 1660, Carlos II subiu ao trono e restaurou o episcopado na Igreja da Inglaterra. Teve início nova era de perseguições contra os presbiterianos.

Na Escócia, a Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana adotou os Padrões de Westminster logo que foram aprovados, deixando de lado os seus próprios documentos de doutrina, liturgia e governo que vinham da época de John Knox. A justificativa era o desejo de maior unidade entre os presbiterianos das Ilhas Britânicas. Da Escócia, esses padrões foram levados para outras partes do mundo.

 

Consequências

O puritanismo não conseguiu substituir as estruturas de plausibilidade que o anglicanismo ofereceu à nação inglesa. As estruturas sociais anglicanas permaneceram. Apenas para uma pequena e influente minoria esta situação não era satisfatória, e esse grupo era o dos puritanos, que travaram vigorosas e infrutíferas batalhas com o governo político-religioso da Inglaterra. Em todos esses eventos, o apoio de Calvino foi influente na tentativa de levar sua doutrina a uma nação cujos laços com Roma haviam sido cortados apenas pela vaidade de um Rei.

A doutrina calvinista é hoje largamente professada entre os fiéis anglicanos, e nela sobraram apenas traços da liturgia do catolicismo.

Muitos dos puritanos fugiram para países como os EUA, onde introduziram o Presbiterianismo oriundo da reforma calvinista da Igreja da Escócia.

Referências

1.    Sheldon Wolin, Tocqueville Between Two Worlds (2001), p. 234.

2.    Dicionário Houaiss da língua portuguesa

FONTE: Wikipédia 

 

NEO-ORTODOXIA

Neo-ortodoxia - História

Informações Avançadas

Neo-ortodoxia não é um sistema único, não é um movimento unificado, mas não tem geralmente um conjunto articulado de fundamentos. Na melhor das hipóteses, pode ser descrito como uma abordagem ou atitude que começou num ambiente comum, mas logo se manifestou em diversas maneiras.

Tudo começou com a crise associada à desilusão após a I Guerra Mundial, com uma rejeição do escolasticismo protestante, e com uma negação do movimento liberal protestante que tinha sublinhado a acomodação do cristianismo à ciência e à cultura ocidentais, a imanência de Deus, ea progressiva melhoria da humanidade.

A primeira expressão importante do movimento foi Karl Barth Romerbrief, publicado em 1919.

Em breve um número de pastores alemães e suíços estavam envolvidos.

Nos dois anos 1921-1922 Friedrich Gogarten publicou sua decisão Religiosa, Emil Brunner sua experiência, conhecimento e fé, Eduard Thurneysen sua Dostoievsky, e Barth a segunda edição do seu comentário sobre Romanos.

No outono de 1922, eles estabeleceram zwischen den Zeiten, um jornal cujo título elemento caracteriza a crise em seu pensamento em que eles sentiram que viveram entre o momento em que o Verbo se fez carne e ao iminente surgimento da palavra novamente.

Embora neste momento a maioria dos primeiros membros do movimento realizado a alguns pontos de vista comuns, tais como a absoluta transcendência de Deus sobre todo o conhecimento humano e de trabalho, a soberania da revelação de Jesus Cristo, a autoridade das Escrituras, e os pecados da humanidade, não foi muito antes de sua abordagem dialética levou a desacordos e uma separação de caminhos.

No entanto, as divergências pareciam fazer todos os movimentos dos mais vigorosos e intrigante. Logo se espalhou para a Inglaterra, onde CH Dodd e Edwyn Hoskyns se envolveu, na Suécia Gustaf Aulen e Anders Nygren tornaram-se seguidores; na América do Niebuhr irmãos foram identificados como neo-ortodoxia, e outros em outras igrejas e terras começou a ler sobre o movimento e ver o que estava acontecendo.

Com a ascensão do movimento nazista na Alemanha, muitos dos líderes do movimenta neo-ortodoxia reuniu-se com outros cristãos alemães em Barmen em 1934 e emitiu uma declaração contra os males do nazismo.

A consequente repressão violenta por Hitler forçados ao exílio alguns, como Paul Tillich, algumas de volta à sua terra natal, como Barth, alguns subterrâneos, como Dietrich Bonhoeffer, e finalmente em alguns campos de concentração, como Martin Niemoeller.

O movimento continuou durante todo o período da II Guerra Mundial e no período pós-guerra, mas com a morte dos principais líderes que tendem a perder a sua ponta em teologia.

O movimento foi chamado neo-ortodoxia , por várias razões.

Alguns usaram o termo em irrisão, alegando que havia abandonado o tradicional protestante creedal formulações e estava defendendo uma nova "marca" fora da ortodoxia.

Outros viram o movimento como um estreitamento do tradicional postura do protestantismo e, portanto, deve ser evitada em favor de uma postura mais liberal.

Aqueles em solidariedade com o movimento viu na palavra "ortodoxia" o esforço para voltar às idéias fundamentais da Reforma Protestante e mesmo da igreja primitiva, como um meio de proclamar a verdade do evangelho no século XX, e no prefixo "neo" que viram a validade de novos princípios filológico, ajudando a atingir uma visão precisa das Escrituras, que por sua vez e em combinação com a ortodoxia iria proporcionar um poderoso testemunho da ação de Deus em Cristo para os do novo século.

Metodologia

O enfoque metodológico do movimento dialético envolvido teologia, a teologia do paradoxo, crise e teologia.

O uso do pensamento dialético, remonta ao mundo grego e "Sócrates uso de perguntas e respostas para derivar conhecimento e da verdade. Foi usado por Abelardo em Sic et Non, e é a técnica de colocar opostos uns contra os outros na busca da verdade .

Barth e os primeiros líderes foram, provavelmente atraídos para a dialética como o resultado de seu estudo de Soren Kierkegaard escrito.

Para Kierkegaard, as verdades proposicionais não são suficientes; parecer favorável a uma série de formulações ou credos religiosos, não é suficiente.

Kierkegaard acreditava que as afirmações teológicas da fé para ser paradoxal.

Isto exige que o crente a deter oposto "verdades" em tensão. Sua reconciliação vem em um ato existencial gerada após ansiedade, tensão e crise, e que a mente tem de ser um salto de fé.

A neo-ortodoxia tomou a posição que o protestantismo tradicional e liberal tinha perdido a visão e a verdade da fé.

Os teólogos do século XIX havia tomado os paradoxos da fé, dissolvida a sua tensão, utilizados racional, lógica, coerente explicações como um substituto, criando proposições e, portanto, tinha destruído a vida dinâmica da fé.

Para A neo-ortodoxia, paradoxos da fé devem permanecer exatamente isso, eo método dialético, que visa encontrar a verdade no opostos dos paradoxos leva a uma dinâmica verdadeira fé.

Como exemplo dessa considerar a declaração: "No n º encontrado na ira de um Deus justo considerar o seu sim de compaixão e misericórdia."

Alguns dos paradoxos identificados pela neoorthodox movimento são a absoluta transcendência de Deus em contraste com a auto - revelação de Deus, o Cristo como Deus - o homem, a fé como um dom e ainda um ato; seres humanos como pecaminosa ainda livre; eternidade entrando tempo.

Como é possível que o homem Jesus da história ao ser o Filho de Deus, a segunda pessoa da Trindade?

Como se pode falar da fé como dom de Deus e ainda envolver a ação humana? Como é possível para o ser humano ser pecador e simultaneamente salvo?

Como é possível para a eternidade, que está para além do tempo, sobre a quebra na hora?

 Em debate com estes, a tentação é a de racionalizar respostas e evitar a crise de fé, mas a neo-ortodoxiaevitado essa solução.

É só na crise / lutando que um possível aumento acima do paradoxo e deve ser aproveitada pela verdade, uma forma de desafiar a explicação racional. Crise é o ponto onde o sim eo não cumprir.

É nesse ponto teológico onde o ser humano reconhece a condenação de Deus de todos os esforços humanos de moral, a religião, os processos de pensamento, descobertas científicas, e assim por diante, ea liberação só é a partir da palavra de Deus.

A neo-ortodoxia , resumindo, em sua metodologia, utilizada em relação dialética com os paradoxos da fé, que precipitou a crise que por sua vez, tornou a situação para a revelação da verdade.

Algumas crenças-chave

Talvez o conceito teológico fundamental do movimento é o da total livre, soberano Deus, o totalmente outro em relação à sua criação sobre a forma como ela é controlada, redimida, e como ele escolhe se revelar a ele.

Em seguida é a auto - revelação de Deus, um ato dinâmico da graça para que a resposta a humanidade está a ouvir.

Esta revelação é a Palavra de Deus em um triplo sentido: Jesus como o Verbo feito carne, a Escritura que aponta para o Verbo feito carne, e do sermão que é o veículo para a proclamação da Palavra feita carne. No seu primeiro sentido, o Verbo feito carne, não é uma preocupação para o Jesus histórico, como no liberalismo protestante, mas uma preocupação para a fé de Cristo, o Cristo ressuscitado e testemunhou a proclamada pelos apóstolos.

No segundo sentido, a Palavra das Escrituras, não se pretende que as duas ser visto como um.

No terceiro sentido, a Palavra é proclamada e testemunhada com, no e pelo corpo de Cristo através do trabalho do Espírito Santo.

 

O soberano, livre Deus que se revela o faz para uma caída humanidade pecadora e criação.

Existe um grande abismo entre o soberano Deus ea humanidade, e não há nenhuma maneira que a humanidade pode colmatar essa brecha

Todos os esforços da humanidade para fazer isso no seu, moral, ético e religioso pensamentos e ações são como nada.

A única maneira possível para o abismo a ser atravessado por Deus, e isso ele fez em Cristo. E agora o paradoxo ea crise: quando o paradoxo da palavra no encontro do pecado da humanidade é dado junto com o Sim da Palavra da graça e da misericórdia, a humanidade enfrenta é a crise para decidir sim ou não. O ponto de viragem foi atingida enquanto o eterno Deus se revela na hora da humanidade e existência.

Significado

A neo-ortodoxia movimento fez uma série de importantes contribuições para a teologia do século XX.

Com sua ênfase na Escritura como o recipiente do Word ele enfatizou a unidade das Escrituras e ajudou a precipitar um renovado interesse na hermenêutica.

Com a rejeição do liberalismo protestante do século XIX e seu retorno aos princípios da Reforma que ajudou a renovar o interesse na teologia dos reformadores século XVI e nos Padres da Igreja.

Com a sua tripla perspectiva do Word a doutrina da cristologia tem sido analisada com mais cuidado, e como proclamação da Palavra tem reemphasized a importância da pregação e da Igreja como comunhão de crentes.

O uso da dialética, paradoxo, e introduziu uma crise esforço para preservar os absolutos da fé de cada formulação dogmática e, ao fazê-lo, ajudado a causa do ecumenismo.

Finalmente, a urgência encontrada nos escritos e no título de sua primeira revista tem incentivado um renovado interesse na escatologia.

Neo - ortodoxia está vinculado ao seu próprio Zeitgeist e, portanto, não tem a popularidade que gozava no início do século. Certos elementos inerentes têm impedido a sua influência contínua.

Por exemplo, a sua dialética apresentou confundindo conceitos tais como o impossível - possibilidade "e" a história para além do tempo ", seu ponto de vista das Escrituras," A Bíblia é a Palavra de Deus tanto quanto Deus permite que ela seja sua Palavra "(Barth, a Igreja dogmática, I / 2, 123), tem sido visto como uma rejeição da infalibilidade das Sagradas Escrituras (sola Scriptura) protestantismo conservador.

A dependência de alguns dos neo-ortodoxia  sobre existencialismo e outros conceitos do século XX e XIX, fez com que, quando esses conceitos se tornou antiquado, neo - ortodoxia tornou-se obsoleto.

Talvez a maior fraqueza no movimento foi o seu pessimismo quanto à confiabilidade e validade da razão humana.

Se a razão humana não pode ser confiável, e depois segue-se que uma vez - a ortodoxia neo invocada razão humana, não pode ser confiável. Finalmente, alguns têm criticado neo - ortodoxia por falta de um plano para a reforma da sociedade, a maioria das teologias, no entanto, são suscetível a essa cobrança.

Neo - ortodoxia de postura para os conservadores e os liberais não tenha sido satisfeito grupo e os moderados não tenham abraçado ela. Assim, embora não se pode ignorar o movimento, o seu lugar definitivo na história da teologia não é ainda claro.

RV Schnucker RV Schnucker


(Elwell Evangelical Dictionary) (Elwell Dicionário Evangélico)

 

Bibliografia
J Pelikan, Teologia do Século XX na fatura; Macquarrie J, XX - Século Religiosos Pensamento; Nicholls W, e filosófica Teologia Sistemática; JM Robinson, ed., O Início da Teologia Dialética; Hordern W, O Processo de uma Nova Reforma Teologia; HU von Balthasar, A Teologia de Karl Barth; Michalson C, ed. e os existencialistas; E Brunner cristianismo, a Teologia da Crise; O Weber, Fundamentos da Dogmática; Kegley CW e Bretall RW, eds., Reinhold Niebuhr, Klassen AJ , ed., um legado Bonhoeffer; Schmithals W, Uma Introdução à Teologia de Rudolf Bultmann.

 

Fonte: Traduzido do inglês

http://mb-soft.com/believe/ttc/neoortho.html

 

QUACRES (QUAKER)

Quaker (também denomidado quacre) é o nome dado a vários grupos religiosos, com origem comum num movimento protestante britânico do século XVII. Os quakers são chamados também de Sociedade Religiosa dos Amigos (em inglês: Religious Society of Friends), ou simplesmente Sociedade dos Amigos ou Amigos. Eles são conhecidos pela defesa do pacifismo e da simplicidade. Estima-se que haja 360.000 quakers no mundo, sendo a maior parte da África; o Quênia tem a maior comunidade quaker.[1]

Criado em 1652, pelo inglês George Fox, o Movimento Quaker pretendeu ser a restauração da fé cristã original, após séculos de apostasia; eles se chamavam de "Santos", "Filhos da Luz" e "Amigos da Verdade" – donde surge, no século XVIII, o nome "Sociedade dos Amigos". A Sociedade dos Amigos reagiu contra o que considerava abusos da Igreja Anglicana, colocando-se como "sob a inspiração directa do Espírito Santo".

Os membros desta sociedade, ridicularizados no século XVII com o nome de quakers (inglês para "tremedores"), que a maioria adota até hoje, rejeitam qualquer organização clerical, para viver no recolhimento, na pureza moral e na prática activa do pacifismo, da solidariedade e da filantropia. Perseguidos na Inglaterra por Carlos II, os quakers emigraram em massa para os Estados Unidos, onde, em 1681, criaram, sob a égide de William Penn, a colónia da Pensilvânia. Em 1947, os comités ingleses e americanos do Auxílio Quaker Internacional receberam o Prêmio Nobel da Paz.

Crenças

Os Quakers, apesar de rejeitarem um credo formal, crêem em:

  • Sentir Deus – todo indivíduo é capaz de sentir Deus directamente, sem intermediário algum. Todos têm uma Luz Interior: o Espírito Santo, que guia o indivíduo quando este se converte e aceita essa voz.

  • Bíblia – tradicionalmente os quakers aceitaram Cristo como a Palavra (Logos) Divina e a Bíblia seria o testemunho dessa Palavra. Alguns quakers têm-na como única influência.

  • Simplicidade – os quakers adoptam modos de vidas simples: sem valorizar roupas caras, distinção de classe social, títulos honoríficos ou gastos desnecessários.

  • Igualdade – existe um forte senso de igualitarismo, evitando discriminação baseada em sexo ou raça. (Os quakers foram notáveis abolicionistas e feministas). As mulheres tiveram direitos iguais e participação dos cultos quakers desde o século XVIII.

  • Honestidade – recusam jurar, conduzir negócios obscuros, actividades anti éticas.

  • Ação Social – organizações como o Greenpeace e a Amnistia Internacional foram fundadas pelos quakers e são influenciadas pela ideologia da Sociedade dos Amigos;

  • Pacificismo – os quakers se recusam a usar armas e violência, mesmo em defesa alheia.

Culto

Existem duas formas de culto nas Reuniões da Sociedade Religiosa dos Amigos:

O Culto Programado, que se assemelha a qualquer outro culto protestante tradicional: conduzido por um ministro, com hinos, orações e leituras da Bíblia.

A outra forma é o tradicional Culto Silencioso ou não-programado, em que os quakers se reúnem e esperam que alguém se sinta guiado pelo Espírito Santo para exortar, ler a Bíblia, dar um testemunho, orar, cantar. Às vezes um culto não-programado pode passar sem ter manifestação alguma, sendo uma hora de silêncio e meditação.

Rejeitando qualquer forma exterior de religião, os quakers não praticam o batismo com águas nem a Santa Ceia, diferentemente da maioria das denominações cristãs. Crêem que o indivíduo seja batizado "com fogo" (pelo Espírito Santo), falando na consciência; e relembram a obra de Cristo dando graças em toda refeição.

Personalidades históricas: 

 

  • William Penn foi um dos quakers deportados da Grã-Bretanha por perseguição religiosa.

  • Elizabeth Margaret Chandler, feminista americana, escritora abolicionista.

  • William Penn, empreendedor, filósofo e político americano.

  • Frederick W. Taylor, engenheiro americano, teórico da Administração Científica.

  • Thomas Paine, escritor e filósofo americano.

  • Johns Hopkins, filantropo americano, fundador de Johns Hopkins Hospital, Johns Hopkins University e Johns Hopkins School of Medicine.

  • Lucretia Mott feminista, abolicionista, lutou pela reforma presidiária e pela paz.

  • Philip Noel-Baker, defensor do desarmamento, agraciado com o Prêmio Nobel da Paz de 1959.

  • Richard Nixon, ex-presidente dos Estados Unidos.

  • Arthur Stanley Eddington, astrofísico britânico famoso por seu trabalho com a Teoria da Relatividade de Albert Einstein.

  • John Dalton, cientista, criador da Teoria Atômica de Dalton.

Referências

  1. FWCC's map of quaker meetings and churches. Fwccworld.org. Página visitada em 2010-05-02.

 
 
 

 


 

 

 

   

Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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